domingo, 3 de março de 2013

Portugueses marcham contra austeridade e pedem renúncia do governo


LISBOA - Centenas de milhares de portugueses tomaram as ruas de Lisboa e outras cidades neste sábado para exigir o fim das medidas de austeridade determinadas pelo resgate financeiro internacional e para pedir que o governo de centro-direita renuncie.
As manifestações, que se seguem ao maior aumento de impostos que se tem memória no país, marcam a maior demonstração pública de descontentamento desde as manifestações de setembro do ano passado, que forçaram o governo a ajustar algumas de suas medidas de austeridade.
Mais de 200 mil manifestantes se reuniram na grande Praça do Comércio e nas ruas ao redor, em Lisboa, onde fica o Ministério das Finanças, gritando: "Está na hora do governo ir embora!".
Muitos carregavam cartazes com slogans como "Austeridade mata" e "Que se lixe a Troika, poder para o povo!", visando a chamada Troika de credores da Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional.
"Grandola", a música símbolo da revolução dos Cravos de 1974, que derrubou a ditadura fascista de Antonio Salazar depois que o exército se rebelou, ecoava na multidão em Lisboa, que tem uma população de cerca de três milhões de pessoas.
Os manifestantes têm usado cada vez mais a música nas últimas semanas para interromper discursos de ministros do governo em eventos públicos.
As manifestações, que coincidem com a revisão trimestral de inspetores da UE/FMI, são os primeiros grandes protestos desde que o governo reconheceu no mês passado que a crise econômica desse ano será pior que as previsões iniciais.
A previsão de queda de 1,9 por cento aumentará ainda mais a pior recessão desde os anos 70 no país, em seu terceiro ano.
O aumento de impostos e os cortes orçamentários determinados pelos termos do empréstimo de 101,3 bilhões de dólares (78 bilhões de euros) acordado em meados de 2011, reduziram a demanda dos consumidores e empurrou o desemprego para um nível recorde de 17 por cento, levando milhares de pequenas empresas à falência...


De agência REUTERS BRASIL  

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