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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Para Tiririca, circo é mais organizado do que a Câmara



Em seu segundo mandato como deputado federal, Tiririca (PR-SP), avalia que circo é mais organizado que a Câmara dos Deputado. Mais experiente na política, Tiririca espera ver desta vez seus projetos aprovados e disse que "ficou meio maluco" quando chegou no Congresso.

"Nos três primeiros meses foi difícil, você vem de outra escola, chega aqui e assusta. Você vem de um negócio hiper organizado. O circo é coisa organizadinha, tem hora para entrar e para sair. Aí chega aqui, o cara está discursando e neguinho não está nem aí. Até você entender que é assim", comentou.

O deputado prometeu fazer seu primeiro discurso no plenário neste mandato e avaliou como "sensacional" seus primeiros quatro anos na Câmara. Ele lembrou que não teve nenhuma falta na última legislatura e que apesar do "massacre", respondeu aos críticos trabalhando...


De política, JORNAL DE BRASÍLIA

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Resistência da oposição leva ao cancelamento de sessão de Congresso que analisaria vetos


BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cancelou a sessão do Congresso marcada para esta quarta-feira, quando seriam analisados mais de 50 vetos presidenciais que trancam a pauta de votações e impedem a análise de matérias relacionados ao Orçamento, como o projeto que amplia os descontos para o cálculo da meta do superávit primário.

A decisão foi tomada depois que os partidos de oposição anunciaram que entrariam em processo de obstrução nas votações no plenário da Câmara, o que retardaria o início da sessão do Congresso (composto por Câmara e Senado) e poderia prejudicar o quórum para votações. Uma nova sessão deve ocorrer no próximo dia 18.

Com isso, o tempo para aprovar o projeto que amplia os descontos para o cálculo da meta do superávit primário ficou ainda mais apertado, pressionando o governo.

O Executivo corre contra o tempo para aprovar a proposta enviada na terça-feira ao Congresso e está tentando montar uma operação política capaz de vencer a resistência da oposição, que tem anunciado que não concorda com a nova metodologia de abatimento...

De Jeferson Ribeiro, REUTERS BRASIL

terça-feira, 4 de junho de 2013

Para acalmar Congresso, Dilma promete reduzir envio de MPs

Brasília - A presidente Dilma Rousseff sinalizou a integrantes da cúpula do PMDB que pretende reduzir o envio de propostas de interesse do Executivo ao Congresso por meio de Medidas Provisórias. A decisão é uma tentativa de dar mais autonomia aos parlamentares e acalmar os ânimos da base aliada em conflito com o Palácio do Planalto desde a votação da MP dos Portos, no último dia 16. Dilma recebeu para uma reunião na noite dessa segunda-feira os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o vice-presidente da República, Michel Temer...


De Rrich Decat, agência Estado, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Fundo de Participação dos Estados (FPE): Ceará sai perdendo com as propostas


O Congresso Nacional, mais uma vez, é colocado na berlinda pela Corte Suprema do País por não ter cumprido seu papel constitucional de legislar. Em fevereiro de 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizadas pelos estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, que questionaram a constitucionalidade do rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), fixadas pela Lei Complementar 62/89.
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A saída encontrada pela bancada cearense é a aprovação da proposta de emenda substitutiva de autoria do senador baiano, Walter Pinheiro (PT). Segundo o senador José Pimentel, a proposta de Pinheiro mantém praticamente os mesmos percentuais do rateio atual, com alguns ajustes para atender os demais estados: "85% ficam com as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste e 15% com os estados do Sul e Sudeste. Desses 85%, a distribuição será de acordo com a população e o grau de pobreza", afirma.

Com a proposta de Pinheiro, o Ceará perderá R$ 80 milhões. "É o melhor cenário", diz Pimentel.
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De  última hora, Nacional, Portal DIÁRIO DO NORDESTE

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Parentes de Renan Calheiros e Eduardo Alves aboletados na Conab


O Congresso Nacional está prestes de descer muitos degraus em respeitabilidade e subir outros tantos como um poder que, ao invés de procurar o caminho da ética e da moral, desaba. Está na contramão de tudo o que deseja a opinião pública. O Congresso se esmera para diminuir mais ainda o conceito da classe política. Caminha, inversamente à pregação do Supremo Tribunal Federal, ao julgar e condenar os mensaleiros do governo Lula. 

O jornal o Globo de hoje dá conta de que o PMDB deverá fazer Renan Calheiros (aquele mesmo que quase foi expulso do Senado pelas portas do fundo) e o deputado Henrique Eduardo Alves como presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. São duas figuras carimbadas. Segundo o jornal, a Conab, “conhecido feudo do PMDB”, abriga parentes próximos dos prováveis presidentes das duas casas congressuais. Rodrigo Calheiros, que vem a ser filho de Renan (o outro é deputado federal), recebe R$ 10,5 mil mensais como assessor de Contratos Especiais da presidência da Conab. Grande cargo. Imaginam-se quais os contratos. Já a ex-mulher de Henrique Alves também está lá agasalhada como assessora da diretoria recebendo R$ 10,1 mil. Não pode reclamar. Rodrigo, diz O Globo, tem 28 anos “e não é assíduo ao trabalho”. Nem precisa. Parece estar sempre gozando férias. Assim é. 

O Congresso vai desabar um pouco mais em respeitabilidade. Aliás, Henrique Eduardo Alves virá a uma visita a Salvador para definir os votos da bancada baiana, nesta quinta-feira. Ele quer que toodos os deputados baianos estejam integralmente presentes. São 39 deputados, a maioria dos quais vai votar nele, segundo o deputado Daniel Almeida, do PCdoB. Mas é pouco. Pretende ainda ser recebido pelo governador Jaques Wagner para um jantar reservado em Ondina. Dilma observa tudo. Nada faz. É a base aliada do seu governo que se movimenta para entregar ao PMDB o Congresso inteiro.


De Samuel Celestino, Portal BAHIA NOTÍCIAS

sábado, 19 de janeiro de 2013

No Congresso impera a leniência com os "pequenos desvios"


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Durante o histórico julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resumiu a questão em um célebre voto: "No estado de direito, o ilícito há de ser processado, verificado e, se comprovado, punido porque estamos vivemos um estado que foi duramente conquistado". Na ocasião, ela criticava a tentativa dos advogados dos réus de minimizar os crimes cometidos com a tese de que o esquema implicava "apenas" o caixa dois eleitoral. "Acho estranho e muito, muito grave que alguém diga com toda a tranquilidade: ‘Ora, houve caixa dois’. Caixa dois é crime, caixa dois é uma agressão à sociedade brasileira. Caixa dois compromete. Mesmo que tivesse sido isso ou só isso, isso não é só, isso não é pouco. Fica parecendo que ilícito no Brasil pode ser praticado, confessado e tudo bem. Não está tudo bem. Tudo bem está um país com estado de direito em que todo mundo cumpre a lei", afirmou Cármen Lúcia.
Às vésperas da eleição das novas mesas diretoras da Câmara e do Senado, o Congresso hoje dá novas demonstrações do seu definhamento moral - e, para usar as palavras da ministra Cármem Lúcia, do seu desprezo ao estado de direito. São favoritos à presidência das Casas o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), dois velhos próceres do fisiologismo e da conveniência política. Ambos são filiados ao PMDB.
Conforme revelou VEJA, Henrique Alves tinha o costume de destinar sua verba indenizatória a uma empresa-fantasma: a Global Transportes, que não funciona na sede declarada e não possui patrimônio. O jornal Folha de S. Paulo também mostrou que emendas parlamentares do peemedebista favoreceram a construtora de um ex-assessor. Os fatos forçaram o deputado a dar explicações, mas não devem sequer ameaçar a candidatura dele ao cargo máximo da Casa. Mesmo o oposicionista PSDB manteve o apoio ao parlamentar após a revelação de irregularidades. Ninguém pretende levar o caso ao Conselho de Ética.
A tolerância com pequenos e médios atos de corrupção se tornou uma prática na Câmara. O último parlamentar cassado pela Casa foi Pedro Corrêa (PP-PE), em 2006, ainda na esteira do escândalo do mensalão. De lá para cá, não faltaram escândalos, mas a benevolência dos deputados com os colegas atingiu níveis cada vez maiores. No total, 86 processos de cassação de mandato chegaram  ao Conselho de Ética, grande parte referente ao escândalo dos sanguessugas. A maioria foi arquivada ali mesmo.
Uma exceção foi o processo contra Jaqueline Roriz (PMN-DF), em 2011. Mas o final da história, entretanto, é parecido: o Conselho de Ética aprovou o pedido de cassação, mas o plenário, que dá a palavra final, salvou o mandato da deputada em votação secreta. Em tempo: Jaqueline havia sido filmada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, o operador do mensalão do DEM em Brasília. No plenário, minutos antes da possível degola, a filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, outro velho conhecido quando o assunto é corrupção, sacou argumentos melodramáticos, como a hemofilia do seu filho. Resultado: engrossou a lista dos impunes.
Há três anos, a Câmara passou por mais uma das incontáveis humilhações ao manter impune o deputado Paulo Roberto (PTB-RS), que, em uma inacreditável sequência de traquinagens, comercializou passagens aéreas pagas pela Câmara e nomeou funcionários-fantasmas em seu gabinete. Depois de várias manobras para atrasar a votação do relatório contra si no Conselho de Ética, o parlamentar viu seu processo ser arquivado com o fim da legislatura, em dezembro de 2010.
Sanguessugas - Em 2006, o Congresso mal havia se recuperado do mensalão quando houve o estouro da máfia dos sanguessugas, que reunia dezenas de congressistas envolvidos com um esquema de venda de emendas parlamentares. O colegiado que deveria zelar pela ética e o decoro dos deputados abriu impressionantes 69 processos. A maioria não chegou sequer a ser analisada, já que os mandatos dos congressistas terminariam no ano seguinte. O saldo foi o mesmo de sempre: ninguém foi cassado. Nesse caso, o plenário nem ao menos pode se pronunciar. Faltava tempo e sobravam acordos espúrios para o salvamento coletivo. As eleições de 2006 paralisaram a Câmara no segundo semestre e, com a troca de legislatura, todos os acusados escaparam. Alguns, como Nilton Capixaba (PTB-RO), se reelegeram nas urnas e continuam na ativa.
A contabilidade do Conselho de Ética é parcial: são muitos os casos em que a denúncia nem mesmo chega a ser investigada. Como os recentes deslizes de Henrique Eduardo Alves.

Senado -
  No Senado, o histórico de leniência é semelhante ao da Câmara. Atropelado por denúncias que lhe custaram a cadeira de presidente do Senado em 2007, Renan Calheiros reassumirá o comando da Casa no início de fevereiro. Nesses cinco anos, o Senado foi protagonizou uma profusão de escândalos: dos atos secretos assinados por José Sarney (PMDB-AP) a irregularidades administrativas.
A Casa até tirou o mandato de Demóstenes Torres devido à ligação do parlamentar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Mas o episódio comprovou a tese de que só os parlamentares flagrados em horas de gravações comprometedoras pela Polícia Federal têm alguma chance de perder o mandato.
O juiz eleitoral Marlon Reis, um dos coordenadores do movimento que motivou a criação da Lei da Ficha Limpa, diz que as instituições que deveriam combater a corrupção nem sempre têm capacidade operacional para punir todas as autoridades que cometem irregularidades - o que pode ajudar a impunidade em casos aparentemente menos escandalosos. A saída é separar o que é mais relevante: "As instituições têm limites que geram essa priorização. É mais útil levar adiante os casos de mais impacto, ou aqueles em que as provas estão mais evidentes", diz ele. No caso do Congresso, destaca Marlon, a explicação é outra: "A cultura no âmbito parlamentar é de leniência".

O fato de a política brasileira ser profícua em produzir grandes casos de corrupção, aliás, também dá força à tese de parlamentares de que a maior parte dos escândalos não passam de irregularidades menores. Como punir alguém que aplica verba de gabinete em empresas-fantasmas ao mesmo tempo em que quatro mensaleiros condenados pela mais alta corte do país exercem o mandato sem ser incomodados? "O padrão caiu tanto que agora nem crime mais conta como quebra de decoro", diz o cientista político da Universidade de Brasília, Ricardo Caldas, em referência à posse de José Genoino (PT-SP), já depois de condenado, na Câmara dos Deputados.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) diz que, para os oposicionistas, a maioria avassaladora da base governista é um empecilho. "Nós nunca tivemos uma oposição tão limitada numericamente quanto agora. Isso provoca um certo desestímulo no enfrentamento", reconhece o tucano.
O historiador Marco Antonio Villa, professor da Universidade Federal de São Carlos, diz que os conchavos tiram a força da oposição: "Eles acham mais importante fazer parte da Mesa Diretora, em um cargo sem nenhuma importância, do que exercer sua função republicana de denunciar as mazelas. Não há uma força política no interior do Congresso Nacional que consiga causar algum desconforto a essa maioria que está envolvida em atos de corrupção", diz ele.
Ricardo Caldas diz que a situação sempre foi ruim, mas piorou recentemente. "O cargo é considerado como uma posse, a pessoa se faz dona do cargo. Tem que haver uma mudança cultural, não falta legislação", diz ele. Já o senador Pedro Simon ainda demonstra certo otimismo e afirma que as novas denúncias envolvendo Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros não condizem com o momento que o país vive:  "É algo que não tem lógica, ainda mais em uma hora como essa. O Brasil vive um momento diferente, da Ficha Limpa, resultado de modificações importantes nos resultados das eleições, e do mensalão, que condenou deputados", diz ele.
 
Mais de 60 anos depois, se o deputado Edmundo Barreto Pinto enfrentasse um processo, seguramente não precisaria se preocupar com o risco de perder o mandato. Coisas piores passam impunes. 


De Gabriel Castro e Laryssa Borges, de Brasília, Revista VEJA

domingo, 6 de janeiro de 2013

Zeca Pagodinho é multado pela Lei Seca


Zeca se dispôs a buscar itens de primeira necessidade  para os desabrigados

XERÉM - Após salvar doze engradados de cerveja da enchente a bordo de seu quadriciclo, o sambista Zeca Pagodinho teve sua carteira de motorista apreendida pela blitz da Lei Seca. "O bafômetro atingiu um nível recorde, quase entrou em colapso", disse o policial Maurício Dias Pedrosa. Solícito, o simpático cantor saudou as autoridades. "Estamos aí para colaborar com a comunidade. Eu e o Luciano Huck", disse Pagodinho.

Animado com a capacidade transportadora do sambista, o prefeito Eduardo Paes abriu uma licitação para contratar seus serviços no próximo Réveillon. "Tivemos problemas com os ônibus e o metrô em Copacabana. Se o nosso Zeca estivesse lá, certamente as coisas seriam diferentes", explicou Paes, enquanto batucava em um canteiro de obras.

Deputados da oposição entraram em contato com a assessoria de Pagodinho para solicitar o resgate de José Genoino. "Precisamos retirá-lo às pressas do Congresso", bradou um líder desconhecido do PSDB.

De The Herald, Revista PIAUÍ

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Congresso vive de 'faz de conta', diz ministro


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello criticou ontem o Congresso por descumprir o prazo estabelecido pela corte para editar novos critérios para o rateio do FPE (Fundo de Participação dos Estados).

Segundo ele, o Congresso atua no "faz de conta", e a desobediência "só desacredita" o Supremo.

Em 2010, o STF declarou inconstitucional a forma de distribuição do fundo --a maior fonte de receitas de quase um terço dos Estados--, por entender que as regras estavam desatualizadas.

Na ocasião, o tribunal deu até 31 de dezembro de 2012 para que o Congresso fizesse as atualizações necessárias, o que não aconteceu.

Para o ministro, não caberia ao Supremo Tribunal Federal estipular um prazo ao declarar a inconstitucionalidade de uma legislação. (...)

De Felipe Seligman, Jornal FOLHA DE SÃO PAULO

sábado, 22 de dezembro de 2012

Carlos José Marques: "O CIRCO DO PARLAMENTO "


A balbúrdia institucional que o Legislativo, através de alguns dos seus principais líderes, tentou imputar ao País nesses dias é algo inaceitável dentro de uma democracia. Por atos e palavras, com ameaças abertas de desobediência a decisões do Supremo, parlamentares quase fizeram daquela casa um circo, onde tudo é possível, nada proibido. A postura claramente corporativista e movida por melindres descabidos quanto à sobreposição de poderes levou o Congresso a cogitar o não cumprimento da ordem de cassação de políticos condenados pelo mensalão, afrontando assim a mais alta corte do País e ignorando a Constituição. Congressistas estiveram perto de prevaricar – crime sujeito a rígidas penas, cadeia inclusive. O ministro da Justiça e o vice-presidente da República entraram em cena para lembrar que decisão do STF é lei. Ato contínuo, os mesmos políticos se mobilizaram para votar a toque de caixa, atropelando o regimento interno e passando por cima de milhares de projetos que esperavam na fila, o veto da presidenta Dilma à proposta sobre os royalties do petróleo. Tudo em nome de uma articulação covarde, sem legitimidade, na qual a maioria parlamentar buscava macular o estado de direito e saquear os dividendos de regiões produtoras do combustível. Foram mais uma vez impedidos por deliberação legal. Outros três mil vetos tinham ordem de preferência e deveriam ser analisados antes. Não se dando por vencidos, os presidentes da Câmara e do Senado convocaram senadores e deputados para uma maratona insana de votações em cascata, sem considerar o mérito das três mil demandas em questão. Agrediriam o pacto federativo e romperiam contratos, caso validassem a redistribuição dos royalties do petróleo. O circo estava mais uma vez montado. Caixas de projetos de lei chegavam à plenária para atender a interesses escusos do lobby parlamentar. O absurdo só foi contido por ação de deputados que pediram vistas dos vetos. O assunto foi adiado para 2013. Não é possível aceitar que representantes do povo, eleitos pelo voto, desafiem a legalidade e construam uma crise em nome de conveniências pessoais ou partidárias. O sobranceiro atrevimento com que tentaram legislar contra a vontade geral da Nação é um comportamento condenável, a ser abolido em nome dos princípios republicanos que regem nossa sociedade. Chega de palhaçada!

De Editorial, Revista ISTO É

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

PF se prepara para prender condenados do mensalão

Equipes da Polícia Federal estão a postos para cumprir a ordem de prisão dos condenados no mensalão, diante da possibilidade de o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, acatar o pedido da Procuradoria-Geral da República em executar a pena imediatamente.

A medida é necessária porque muitos podem estar viajando. Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, por exemplo, estaria em uma praia no Nordeste, segundo pessoas próximas.

Também houve determinação para que equipes de plantão em São Paulo, Brasília e Rio fossem reforçadas caso a ordem seja dada.

A expectativa na PF é de que a maioria se entregue espontaneamente. Entre petistas, contudo, há comentários de que os condenados filiados ao partido possam querer ser fotografados sendo presos antes do Natal para propagandear o que consideram ser uma injustiça.

Condenado como chefe da quadrilha do mensalão, o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu se reuniria com sua equipe ontem à noite.

Delegados ouvidos pela Folha ontem demonstraram preocupação com a possibilidade não negada pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), de abrigar réus na Casa.

O setor operacional da PF afirma que ordem judicial se cumpre e que se houver determinação neste sentido terá que entrar no Congresso. (...)


De Fernando Mello e Andreza Matias, de Brasília, Poder, Jornal FOLHA DE SÃO PAULO

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Decisão do STF mantem o veto sobre royalties


STF suspende sessão do Congresso sobre royalties do petróleo

Liminar determina que mesa diretora do Legislativo ainda não delibere a respeito do projeto 



O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu na tarde desta segunda-feira (17) uma liminar determinando que a mesa diretora do Congresso se abstenha de deliberar sobre o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto dos royalties.


De acordo com a decisão do ministro, em primeiro lugar o Congresso precisa analisar todos os vetos pendentes, em ordem cronológica do recebimento da comunicação. Fux tomou a decisão ao analisar um pedido do deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ). Na ação, o parlamentar afirmou que é necessário proteger as minorias parlamentares porque o bloco majoritário do Congresso formou um "rolo compressor".
O presidente do senado, José Sarney (PMDB-AP), havia marcado para esta terça-feira (18) a sessão conjunta do Congresso para deliberar sobre o veto de Dilma ao artigo 3º do projeto de lei aprovado no Legislativo determinando a redistribuição dos royalties do petróleo.
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De MariÇangela Gallucci, Agência Estado, Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, SP

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Bancadas dos estados não produtores tentarão derrubar veto de Dilma à lei dos royalties



Presidente da Câmara, Marco Maia, com deputados durante a votação do projeto que redistribui os royalties do petróleo

Líderes articulam obstrução de votações na Câmara e agendam reunião para pressionar o governo e comunicar a intenção de barrar a medida da presidente


O veto parcial da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei que prevê uma nova distribuição dos royalties e participações especiais, comemorado no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, desagradou aos estados não produtores. O ponto central da intervenção de Dilma foi impedir alterações nas regras de distribuição dos recursos oriundos de campos já licitados. A partir de terça-feira, a bancada de Minas Gerais tentará obstruir as votações, como forma de pressionar o governo. O deputado Fábio Ramalho, do PV, coordenador da bancada mineira, enviou um comunicado para os gabinetes de seus conterrâneos para que o plano seja colocado em ação. Nesta segunda-feira, Ramalho também passou um aviso para os parlamentares de todos os estados não produtores, por email e por escrito, para garantir que o recado seja dado e que todos estejam preparados para impedir votações. Rio e Espírito Santo, claro, ficaram de fora da lista. São Paulo, que também tem perdas, também está fora da articulação até o momento.
Ramalho também ligou para os coordenadores de bancada dos estados não produtores para agendar uma reunião. “Mandei um comunicado a todos para que iniciemos o movimento, que não tem conotação partidária. O Congresso está desmoralizado”, disse o deputado. “A nossa questão será exigir que se coloque o veto em votação e que ele seja derrubado”, afirmou.
A reunião entre as bancadas dos não produtores servirá para encaminhar ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, o pedido para que o veto de Dilma seja votado – e derrubado - o quanto antes. “Ela foi muito dura na caneta”, argumentou Ramalho.
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De Cecília Ritto, do Rio de Janeiro, REVISTA VEJA