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domingo, 24 de julho de 2016

A presidente afastada reconhece que não há mais nenhuma chance de retornar ao cargo e quer que o processo de impeachment termine logo


Na terça-feira passada, Michel Temer ofereceu um jantar no Palácio do Jaburu aos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Rodrigo Maia. Não havia uma pauta específica. O objetivo do presidente interino era mostrar à imprensa uma situação de harmonia entre os chefes do Executivo e do Legislativo, para contrastar com o clima beligerante no governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Tudo correu conforme o planejado, com uma revelação inesperada. Renan Calheiros disse a Temer que a petista jogou a toalha e admitiu não ter mais chances de impedir a aprovação do impeachment no Senado. Segundo o relato do senador, Dilma desabafou nos seguintes termos: “Quero acabar logo com essa agonia”.
...
A percepção do senador, no entanto, não é propriamente um privilégio. É difícil encontrar em Brasília, mesmo dentro do PT, alguém que acredite na volta de Dilma ao Palácio do Planalto, ainda que as pesquisas de opinião mostrem que mais de 60% do eleitorado prefere a convocação de novas eleições. A questão central é que Michel Temer, em apenas dois meses de interinidade, conseguiu plantar um clima de estabilidade na política e na economia, que favorece sua permanência no poder. Pelas contas do senador Romero Jucá (PMDB-RR), demitido do Planejamento por conspirar contra a La­va-Jato, 61 dos 81 senadores votarão a favor do impeachment. Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, aposta que o número pode chegar a 63 senadores, incluindo Calheiros...

De Marcelo Sakate, VEJA

domingo, 17 de julho de 2016

Será que a Dilma volta...


Gostaria de saber se existe alguém com um pouco de tutano na sua quenga, e uma migalhinha de consciência, para que possa acreditar na volta triunfal da presidente afastada Dilma Rousseff ao poder, e que venha a retomada dos trabalhos que deixou por fazer, e olha que não quero nem imaginar o que ela realmente deixou de fazer, pois o que tem feito nesses últimos anos já nos dá uma ideia cabeluda do que poderia ser. Olha que vocês estavam enganados, pois ela não pedalou, não fez quaisquer operações de crédito com bancos públicos, não assinou os malfadados decretos sem a autorização do Congresso.

É muita persistência e falta de criatividade achar que presidente Dilma um dia subirá novamente pela rampa do Palácio do Planalto para trabalhar, e na minha opinião acho que esta senhora está mais próxima de uma pequenina sala de um cômodo só, de que um salão presidencial, a seu favor é que estará sempre bem guardada.


Não vejo porque está lamentando o seu destino pois por seus atos a vida de milhões submergiu pra escuridão, o desacerto, a falta de perspectiva, desfalcada de futuro, com exceção da sua é claro.

De Julio Cunha

Os vendedores de vento


Lula e Dilma, duas faces de uma mesma moeda que vale cada vez menos na escala da credibilidade política, partiram para o devaneio como arma de conquista. Nos últimos dias, mergulharam num festival de declarações histriônicas e sem vínculo com a realidade, bem ao estilo de quem pensa que pode ganhar qualquer disputa na base do grito. Lula passou a debochar da Operação Lava Jato, considerada um “carrapato” que incomoda, segundo sua classificação. “Isso incomoda como uma coceira. Já teve carrapato?”, ironizou ele. “Eu duvido que se ache um empresário a quem eu pedi R$ 10”. As investigações já acharam vários que declararam e demonstraram demandas de auxílio ao ex-presidente. Mas as evidências não interessam a ele. Muito menos os testemunhos que o colocam cada vez mais no centro do petrolão. Lula almeja e busca com persistência embaralhar versões a seu favor. Arrota valentia. Apela a digressões. De uns tempos para cá seus movimentos traíram a couraça de destemido, deixando escapar sinais latentes de desespero. O líder do PT tenta a todo custo escapar do cerco de Curitiba. Desqualifica o trabalho do juiz responsável, Sergio Moro. Abarrota os escaninhos do Supremo com petições pedindo o deslocamento de seus processos para outra esfera legal. O medo da prisão iminente, dele e de seus familiares, o atormenta. Nos grotões do nordeste, para onde seguiu na semana passada à procura de incautos que se iludem com suas prosopopeias e caem em crendices – como a de que os escândalos de desvios não passaram de armações para destruir o PT -, Lula armou seu show. “Política é que nem uma boa cachaça, você começa e não quer parar… se eles não sabem governar sem privatizar, eu sei”, provocou. Em Juazeiro, na Bahia, Petrolina, Carpina e Caruaru, em Pernambuco, chapéu de couro na cabeça a criar identidade com os locais, desafiava como paladino da moralidade seus moinhos de vento: “se eles quiserem reduzir os direitos do povo brasileiro a pó, eu digo, não me provoquem!”. Lula alegou ficar “P.” da vida com seus detratores. Impropérios à parte, ele cantou vantagens a torto e à direita. Disse que derrotar o impeachment está mais fácil. Que o governo interino vai vender o patrimônio do País. Satanizou adversários. Repetiu a tática da propaganda enganosa. Ali valeu de tudo.

Foi o script seguido à risca e no mesmo tom pela pupila e presidente afastada, Dilma Rousseff. Quem recorda seus antológicos deslizes verborrágicos e promessas vazias, sabe que ela não tem o mesmo dom de convencimento do padrinho. Afinal, a confusão de ideias que já ocupou suas análises sobre vento estocado, mandioca, mulher sapiens ou provas nas nuvens, só não é maior que as lorotas que ela insiste em contar para se manter no poder. Agora diz que será possível governar sem o Congresso. Que irá passar emendas automaticamente, “sem precisar de projeto de lei”. Dilma afirma que “mulher não cede, não renuncia”. Que Temer quer interromper o “Minha Casa, Minha Vida”, o “Bolsa-Familia”, o Pronatec…, que o governo interino “é a cara do Eduardo Cunha” e que “quando voltar” muita coisa vai mudar. Quem hoje dá ouvidos ou crédito ao que ela alardeia? Dilma estabeleceu que a Câmara dos Deputados tinha de votar em alguém que fosse contra o impeachment. Outorgou ao seu ex-ministro, Marcelo Castro, a prerrogativa de concorrer com apoio da bancada petista. Experimentou nova e fragorosa derrota. Mas, mesmo assim, sem constrangimento, pregou que as pedaladas, por exemplo, são um problema menor. No mundo real, o Ministério Público, em mais um front de ataque à dupla do barulho, notificou Lula para que ele explicasse por que o Banco do Brasil guardava objetos valiosos de sua propriedade. Dilma, por sua vez, teve que amargar duras considerações do TCU e do MPF sobre seus crimes. Fatos que seguem, apesar das tonitruantes negações de seus responsáveis.

De Carlos José Marques, ISTOÉ

terça-feira, 24 de março de 2015

“Dilma sabia sobre corrupção”



ESCÂNDALO: É o que afirmam 84% dos brasileiros, de acordo com pesquisa Datafolha

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha publicada ontem mostra que 84% dos brasileiros acreditam que a presidente Dilma Rousseff sabia sobre a corrupção na Petrobras, cuja privatização é rejeitada pela maioria dos entrevistados. Os números revelam que 61% acreditam que Dilma deixou que a corrupção ocorresse; 23% consideram que a presidente era consciente, mas não podia fazer nada para evitá-la; e 10% disseram que a governante “não sabia”, enquanto 6% não souberam responder.

Do grupo de entrevistados que declarou ter votado em Dilma no segundo turno das eleições de outubro, 74% ressaltaram que a presidente sabia sobre o esquema de corrupção, enquanto essa porcentagem chega a 94% entre os que votaram pelo senador opositor Aécio Neves, do PSDB. Questionados sobre uma eventual privatização da companhia petrolífera, 61% dos entrevistados se posicionaram contra, 24% defenderam sua venda, 5% se mostraram indiferentes e 10% não souberam responder.

Os dados mostram que uma eventual venda da companhia petrolífera seria rejeitada pela maioria dos brasileiros, independentemente do nível de renda, idade e escolaridade, e em todas as regiões do país, apesar das diferentes inclinações políticas. Além disso, 88% dos entrevistados consideraram que a corrupção na estatal prejudicará a Petrobras, a maior empresa do Brasil e responsável por uma parte significativa do PIB brasileiro.

De O Globo, O LIBERAL

segunda-feira, 2 de março de 2015

Dilma prevarica, e governo articula anistia a empresas, diz advogado



O governo articula uma "anistia ampla, geral e irrestrita" para as empreiteiras na Operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos em contratos da Petrobras. O diagnóstico é de Modesto Carvalhosa, 82, advogado especialista em direito econômico e mercado de capitais, que há mais de 20 anos estuda a corrupção sistêmica na administração pública brasileira.

Ao se negar a aplicar a Lei Anticorrupção, a presidente Dilma Rousseff comete crime de responsabilidade, com o propósito de proteger as empreiteiras, defende Carvalhosa. "Ela infringiu frontalmente o Estado de Direito ao se negar a aplicar a Lei Anticorrupção porque quer proteger as empreiteiras", afirma. 

Com a falta de punição, prevê que as empreiteiras continuarão perdendo ativos, sofrerão multas no exterior e deverão ser declaradas inidôneas pelo Banco Mundia...

De Frederico Vasconcelos, FOLHA DE S. PAULO

domingo, 22 de fevereiro de 2015

1 milhão confirmam presença em atos pelo impeachment de Dilma



Cinquenta dias depois de começar o segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff enfrenta uma onda pró-impeachment na internet. A consultoria Bites encontrou no Facebook 37 manifestações pela interrupção do mandato de Dilma, todas marcadas para o fatídico 15 de março. Mais de 1 milhão de pessoas confirmaram presença. A Bites checou seus perfis para evitar dupla contagem.

De Felipe Patury e Teresa Perosa, ÉPOCA

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Oposição quer colar imagem de Dilma à de João Vaccari


A estratégia da oposição para colar a imagem da presidente Dilma Rousseff à do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, será insistir em perguntar se Vaccari tem a confiança de Dilma. "Durante a campanha, o (então candidato a presidente) senador Aécio Neves questionou se Dilma confiava em Vaccari e ela disse que sim. A pergunta que vamos levantar novamente é: será que a presidente Dilma continua confiando em seu tesoureiro?", adiantou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

A orientação partiu de Aécio, que não está em Brasília nesta quinta-feira, 5, mas disparou telefonemas a seus pares dando a tônica da reação que quer ver na tribuna hoje.

Ontem, a bancada do PPS na Casa anunciou que vai pedir a convocação e a quebra dos sigilos do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, e do ex-diretor de serviços da estatal, Renato Duque.

"Já preparamos os requerimentos de convocação e quebra de sigilos desses dois personagens que estão no centro do esquema que roubou bilhões da Petrobras. A situação deles é grave e atinge diretamente a presidente Dilma Rousseff e o financiamento de sua campanha", informou o líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR), por meio de nota.

De Estadao Conteudo, JORNAL DE BRASILIA

'Lulistas' criticam gestão da crise na Petrobras e políticas de Dilma



SÃO PAULO ­ Em meio às denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras, integrantes do governo do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva criticaram publicamente a demora da presidente Dilma Rousseff em trocar o comando da estatal, feita somente na quarta­feira com a renúncia da presidente, Graça Foster, e de cinco diretores da companhia. 

Para lulistas, Dilma deveria ter atuado de forma exemplar diante da gravidade do escândalo. Integrantes do governo Lula atacaram também a atual política econômica e reclamaram do fato de Dilma ter adotado medidas que havia criticado durante a campanha eleitoral de 2014. 

O tom crítico de lulistas à gestão Dilma marcou o debate sobre o livro “Cartas a Lula – o jornal particular do presidente e sua influência no governo do Brasil”, do jornalista e professor aposentado da USP Bernardo Kucinski. Reunidos na noite de quarta­feira (4) no auditório da Livraria Cultura, na capital paulista, 

Kucinski, ex­assessor da Secretaria de Comunicação Social (Secom), o jornalista Franklin Martins, ex­ministro­chefe da Secom e o cientista político e professor da USP André Singer, ex­porta­voz de Lula, listaram uma série de reclamações ao comparar as ações do governo Lula, do qual participaram, com as medidas tomadas por Dilma. 

“A presidente deveria ter demitido todo o comando da Petrobras e ter feito o exame completo do que aconteceu”, disse Kucinski...

De Cristiane Agostine, VALOR

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Para Aécio, Dilma tratou Graça ‘pior que inimigo’



Brasília ­ A oposição aproveitou nesta terça­feira, 3, a onda de informações sobre a iminente saída de Graça Foster do comando da Petrobrás para criticar as decisões da presidente Dilma Rousseff desde que o escândalo de desvios na estatal veio a público, no último ano do primeiro mandato da petista. Nesta tarde, Dilma recebeu Graça no Palácio do Planalto em reunião de cerca de duas horas. 

“Certamente ser amigo da presidente da República hoje é muito pior do que ser seu adversário. O que ela fez com a presidente Graça Foster não se faz com um inimigo”, comparou o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB e candidato derrotado na corrida ao Planalto de 2014. Para o tucano, a presidente adiou a demissão da dirigente da Petrobrás, de quem a petista é amiga pessoal, como forma de se proteger das denúncias envolvendo a companhia. “(Dilma) permitiu que ela (Graça) assumisse um desgaste enorme nesse último período, como se isso pudesse defendê­la ou anistiá­la das suas responsabilidades. E no momento em que fica insustentável a presença da Graça Foster, ela anuncia ou, pelo menos, sinaliza com a sua saída.” Na avaliação de Aécio, Graça foi mantida até agora à frente da Petrobrás para “tentar limpar a cena do crime”. 

Na semana passada, a estatal divulgou com atraso o balanço do terceiro trimestre de 2014 sem auditoria externa e sem apontar os prejuízos provocados pela corrupção...

De Erich Decat, Daiene Cardoso, Isadora Peron, Débora Bergamasco, ESTADÃO

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Dilma é alvo de manifestação em Campo Grande


Campo Grande - A presidente Dilma Rousseff foi alvo de uma manifestação na primeira viagem oficial do segundo mandato, em Campo Grande (MS), na manhã desta terça-feira, 3. Cerca de 50 manifestantes e o Sindicato dos Servidores Judiciário Federal do Mato Grosso do Sul pediam o impeachment de Dilma.

O ato foi organizado Facebook e ocorreu em uma via próxima ao palanque instalado para a cerimônia de inauguração da primeira unidade do programa Casa da Mulher Brasileira, centros de atendimento para mulheres vítimas de agressão.


Os manifestantes, vestidos de verdade e amarelo, gritavam palavras de ordem contra ela e o ex-presidente Luiz Inácio da Silva.

Dilma subiu ao palanque ao lado do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e de ministras e deputadas da base aliada. Na plateia do evento, a presidente enfrentou um constrangimento quando o público vaiou o prefeito da capital, Gilmar Olarte (PP), que estava ao lado da presidente.

De política, Pedro Venceslau, ESTADO DE S. PAULO

Presidente Dilma promete o que não pode garantir



Está além da capacidade do governo fazer o país crescer em 2015. A presidente Dilma Rousseff, portanto, promete o que não pode garantir, em sua mensagem encaminhada ao Congresso, ao dizer que não haverá recessão em 2015.

Isso porque o governo perdeu a capacidade de estimular a economia. Depois de fechar o ano de 2014 com um déficit primário de R$ 31 bilhões e um déficit nominal (inclui pagamento de juros) de R$ 343 bilhões, ou 6,7% do PIB, não há mais espaço para gastos públicos neste ano de 2015. A dívida bruta subiu nove pontos nos últimos quatro anos. O setor público este ano vai jogar contra a economia, aumentando impostos e reduzindo gastos.

Ao mesmo tempo em que o governo não consegue fazer o país crescer, o setor privado também tem suas próprias dificuldades. A confiança está baixa, a inflação, elevada, falta água e energia barata. Não há poupança interna para financiar investimentos e o país já está usando demais a poupança externa, como mostra o forte déficit em conta corrente, acima de 4% do PIB.

Diante de um quadro tão difícil, só resta à presidente tentar manter a confiança. O problema é isso vai passar um sinal contrário aos agentes econômicos, de incompreensão do quadro atual.

De Alvaro Gribel, blog, MIRIAM LEITÃO

sábado, 31 de janeiro de 2015

Lula, Dilma e a cadeia alimentar



Poucos duvidam que no topo da cadeia alimentar da corrupção estarão os verdadeiros beneficiários deste que é o maior esquema de corrupção da história do Brasil, e pode juntar das as roubalheiras do período colonial, da época das coroas portuguesa, holandesa e outras corroas, do período pré e pós republicano, do estado novo e finalmente na redemocratização brasileira.

Olha que o ex-presidente Fernando Collor foi acusado inicialmente de ser presenteado com um automóvel modelo Elba da Fiat, pense em um automóvel feio, e que chegou ao processo de cassação terminado no impeachment, ai veio toda aquela descoberta dos modos operantes do PC Farias, seu fiel colaborado, e que atuava na escuridão.

Agora é bem diferente, pois temos uma linha de crédito dentro do orçamente chamada de PAC, que canaliza recursos para obras operadas pelas estatais Petrobras, Eletrobrás e outras, temos outros agentes financeiros como BNDES, BB e Caixa, temos os operadores que fazem a ponte do dinheiro público para os particulares, temos as lavanderias, e principalmente sabemos qual o objetivo e a razão de todo roubalheira.

Pode até ser que ao final desta gigantesca operação do Lava Jato venha a concluir quê, contra o ex-presidente Lula e a presidente Dilma não se pode imputar qualquer participação direta ou indireta nos esquemas do Mensalão e agora do Petrolão, mas ninguém que tenha um pouquinho só de inteligência pode negar que estes dois políticos foram os principais favorecidos no oceano de lama, grana e poder instalado no país.


De Julio Cunha, CINZA E GELO 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Marcelo Madureira: Agente 171 – Licença para mentir



A presidente Dilma Rousseff resolveu sair da muda. Antes continuasse calada. Reuniu o seu ministério, grande em tamanho, pequeno em qualidade, para apresentar o plano. O plano não é para ajudar ao país a resolver os enormes problemas do momento. Muito menos foca em ideias de como tornar o futuro dos brasileiros um pouco melhor. Nada disso. O plano é mentir, mentir deslavadamente contra os fatos e a realidade. O plano é um só: salvar o governo. Como se isso fosse possível num governo que já começou no fundo do poço. Poço da Petrobras. Também será chamado de PAC – Plano de Aceleração das Cascatas.

Dilma declarou guerra à verdade e começou o que chamou de “batalha da comunicação”. Na minha opinião, Joseph Goebbels não arrumaria nem vaga de estagiário nos governos petistas. As ideias de Goebbels seriam consideradas rudimentares pela nossa Stalin de saias.

Logo, o mega-mini-ministério de Dilma vai gastar todas as suas “luzes”, as poucas que tem, em dar explicações ao que é inexplicável. Enquanto isso, no mundo real, falta energia, falta água, falta planejamento, falta gestão, falta competência e sobra desemprego, corrupção e inflação.

E tenho dito.

De blog MARCELO MADUREIRA

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Defesa de Cerveró retira Dilma do rol de testemunhas



Menos de três horas , a defesa do ex-­diretor da Petrobrás Nestor Cerveró apresentou uma nova petição à Justiça Federal em que pede a substituição da presidente por uma outra testemunha Ishiro Inagaki, de Tóquio. 

A alegação do advogado Edison Ribeiro para a súbita mudança está na petição entregue nesta segunda feira, 26. Ele justifica a troca “uma vez que a decisão sobre a aquisição das sondas foi privativa da Diretoria da Petrobrás, não passando pelo Conselho de Administração, onde a testemunha ora substituída (Dilma Rousseff) exercia a Presidência”. 

Na ação penal, Cerveró e o lobista Fernando Antônio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, são acusados de receberem propina de cerca de US$ 30 milhões para viabilizar contratos de navios-­sonda para a Petrobrás. Os pagamentos teriam sido feitos por Júlio Camargo, representante da empresa Toyo Setal, a Baiano, que atuaria diretamente na Diretoria Internacional, na época dos fatos comandada por Cerveró. 

Ao Estado, Ribeiro minimizou o episódio e disse que a troca foi motivada após uma conversa com Cerveró na carceragem da PF em Curitiba, onde o ex­diretor está preso. “Não foi nada demais, eu havia colocado a presidente (Dilma) e o (Sérgio) Gabrielli porque um foi presidente da Diretoria Executiva e outro do Conselho de Administração (da Petrobrás). Mas, ao conversar com Nestor Cerveró ele me disse que neste neste caso (pagamento de propina em compra de navios­sonda pela estatal) a decisão foi exclusiva da Diretoria, não passou pelo Conselho”, explicou...

De Mateus Coutinho e Fausto Macedo, ESTADO DE S. PAULO

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Lula pede clemência por Dilma



Glorinha Kalil pediu clemência para o estilista de Dilma

CUBA - Em nova carta ao povo brasileiro, o ex-presidente em exercício, Luiz Inácio da Silva, pediu para todos perdoarem Dilma Rousseff. "Meus amigos e minhas amigas, peço clemência para a companheira Dilma. Todos temos direito de errar, quantas vezes forem necessárias, insistir nesses erros e permanecer erráticos", diz o primeiro parágrafo.

Lula iniciou uma campanha para demonstrar solidariedade à presidenta. Solícito, distribuiu camisetas com a frase "Je suis Dilma" para toda a base aliada, para os movimentos sociais e para blogueiros progressistas. "Nunca antes na história desse país o perdão foi tão importante", discursou.

O ex-presidente em exerício estuda redigir documentos até o final do ano pedindo clemência para José Dirceu, José Genoino e todos os envolvidos na Operação Lava Jato. "Se Jesus Cristo perdoou, por que eu não perdoaria?", perguntou.

De The Herald, REVISTA PIAUÍ

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Um ministério sem nenhum mistério


Apesar de ter prometido combater a corrupção, a presidente Dilma Rousseff encerra o ano com nomeações fisiológicas


Apesar de ter prometido, dias antes, um “pacto nacional contra a corrupção”, a presidente Dilma Rousseff chegou ao final do ano fazendo o jogo do fisiologismo. Entraram no governo velhos craques da base aliada. É o caso do deputado Eliseu Padilha, do PMDB, na Secretaria de Aviação Civil, e, entre outros, do governador do Ceará, Cid Gomes, do Pros, no Ministério da Educação. Houve espaço para uma revelação: Helder Barbalho, fillho e herdeiro político de Jader Barbalho, do PMDB, será, aos 35 anos, ministro da Pesca.
As nomeações, feitas como de costume, demonstram que Dilma decidiu ignorar os sinais de que a Lava Jato deverá melar o jogo político habitual. Em vez de compor uma equipe ministerial técnica e romper com o “toma lá dá cá” na raiz da corrupção, Dilma capitulou. À luz do que foi o ano de 2014, é uma decisão temerária. À luz do que 2015 promete ser, talvez se revele uma decisão desastrosa.

Os lances que antecederam o anúncio já mostravam que não vinha coisa boa. Dilma chegou a afirmar publicamente que consultaria o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre os nomes escolhidos por ela para compor o ministério. Somente ele, afirmou Dilma, poderia esclarecer se os políticos têm ficha limpa. Não era troça. Em tempos de petrolão, com novas delações a cada semana, ninguém mais sabe, em Brasília, onde encontrar pessoas públicas acima de qualquer suspeita. Nem a presidente da República.

Janot nem precisou declinar do convite de fiador de ministros. Os depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, que põem sob suspeita dezenas de políticos que só podem ser julgados em tribunais superiores, estão sob segredo de Justiça. Ninguém – nem Dilma – pode ter acesso a eles. Janot e sua equipe ainda analisam os fatos narrados contra cada político, assim como, em alguns casos, as provas materiais (documentos, e-mails, planilhas, extratos bancários) entregues pelos delatores.Ele apresentará pedidos de investigação no Supremo Tribunal Federal somente nos casos em que julgar consistentes as evidências. Isso deverá ocorrer em fevereiro. Antes disso, não poderá limpar a barra de ninguém. Nem a pedido da presidente.

A estranha tentativa de Dilma sublinha mais uma vez, em tintas caricatas, sua dificuldade em fazer política. A esta altura do calendário político, faltando uma semana para a posse, o novo ministério deveria ser inteiramente conhecido. Dilma, sendo Dilma, procrastinou quanto pôde. Convenha-se, em favor dela, que a mão de obra insuspeita e qualificada em Brasília anda escassa. Com a Polícia Federal nas ruas e o Ministério Público em ação, é difícil encontrar na base aliada (e mesmo alhures) um político por quem se possa pôr a mão no fogo. Após décadas de fisiologismo, a paisagem ética ao redor da Esplanada é de lunar devastação.

De redação, ÉPOCA

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Reinaldo Azevedo: Se Dilma tiver ao menos 5% de sua grande cabeça ocupada pelo juízo, Graça Foster sai agora...


É detestável que a Petrobras me obrigue a interromper aquele que é, a rigor, meu primeiro dia de férias. E por quê? Porque entregaram a empresa a uma quadrilha, e essa quadrilha, por sua vez, era a operadora de um projeto de poder que tem como protagonista um partido político. Já chego lá.

Estava viajando quando o Fantástico foi ao ar. Na noite deste domingo. Assisti à entrevista de Venina Velosa da Fonseca, a executiva da estatal que botou a boca no trombone, na reapresentação do programa, na GoboNews. Se Dilma tiver ao menos 5% de sua avantajada cabeça tomada pelo juízo, Graça Foster amanhece ex-presidente da Petrobras nesta terça. Aliás, a própria Graça poderia fazer um favor à sua amiga e cair fora.

Não resta dúvida: Venina advertiu, sim, Graça para uma série de desmandos na Petrobras. Também José Carlos Cosenza, atual diretor de Abastecimento e sucessor de Paulo Roberto Costa, tomou conhecimento das denúncias. Sérgio Gabrielli, ex-presidente da empresa, idem. Os e-mails são evidentes. Se Venina só veio ou não a público em razão de algum ressentimento, isso é irrelevante.

Ela reafirmou todas as suas denúncias na entrevista ao Fantástico, deixou claro que a diretoria sabia de tudo e disse ter fornecido documentos ao Ministério Público Federal. Dilma confia em Graça? Pior para o país. Venina está determinada e parece disposta, se preciso, a enfrentar a presidente da Petrobras cara a cara. Aliás, o comando da emprsa insiste em desqualificar aquela que, até outro dia, era considerada tão competente que até mereceu um alto cargo em Cingapura.

E que se note: o caso de Venina é muito diferente do de seu ex-chefe Paulo Roberto. Ela não é investigada em nada. Contar o que sabe não lhe traz vantagem nenhuma – a rigor, só lhe causa prejuízo. Mesmo assim, sem contar com nenhum benefício futuro, como Paulo Roberto ou Alberto Youssef, decidiu dizer o que sabe.

Venina reafirmou que, ao confrontar Paulo Roberto sobre superfaturamento, este teria apontado para o retrato de Lula, então presidente da República, e para a sala de Gabrielli, indagando: “Você quer derrubar todo mundo?” .É evidente que, ao dizê-lo, o então diretor de Abastecimento sugeria que Lula sabia de tudo.

Não, ouvintes, eu não vou abandonar a minha tese! A Petrobras não é exceção, mas regra. O que se viu na estatal se repete em toda parte. É um método. E quem o comprova é Rui Falcão, presidente do PT.

Neste domingo, no Estadão, Falcão confessa que o partido está mapeando os cargos do governo federal nos Estados para fazer o que ele chama de “recall”. Nas suas palavras: “Estamos fazendo um mapa dos cargos federais nos Estados para saber quem é quem, quem indicou, qual a avaliação que a gente tem disso, e fazer uma proposta (de nomes à presidente”.

É claro que ele deveria ter vergonha de dizer essas coisas, mas ele não tem. É que o PT pode perder alguns cargos na Esplanada dos Ministérios, e os companheiros já estão pensando uma forma de compensação.

Um desastre como o que está em curso na Petrobras é parte de um modo de entender a coisa pública.

Será que o Projeto Reinaldo Ensolarado começa nesta segunda? No país em que a política é caso de polícia, nunca se sabe.

Por Reinaldo Azevedo, VEJA

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Governo atrasa o pagamento de R$ 5 bi em obras de infraestrutura



O governo atrasou o pagamento de pelo menos 5 bilhões de reais em obras de infraestrutura, de acordo com informações publicadas nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo. Empresários do setor estimam débitos de cerca de 2 bilhões de reais em projetos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), 1,5 bilhão de reais em pagamentos atrasados para construtoras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e mais 1 bilhão de reais em ferrovias, transposição do rio São Francisco e obras do Ministério das Cidades.

Empresários afirmam que a equipe da presidente Dilma Rousseff (PT) havia prometido quitar as dívidas contanto que as construtoras apoiassem a manobra fiscal que autoriza o descumprimento da meta do superávit primário deste ano. Mas apesar da alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, o governo não cumpriu sua parte no acordo. "O combinado não foi cumprido", disse o presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), José Alberto Pereira Ribeiro...

De economia, VEJA

Para especialista, Dilma não era opção para mediar acordo



A opinião é de Brian Latell, que foi, por anos, o principal analista de Cuba da CIA (inteligência americana) e escreveu "Cuba sem Fidel", uma completa biografia não-autorizada de Raúl Castro, em 2005.

Folha - O anúncio de um acordo entre EUA e Cuba foi, de fato, uma surpresa?

Brian Latell - Acredito que poucas pessoas não se surpreenderam com o anúncio da reaproximação. O que foi alcançado entre os dois países foi muito abrangente, e acho que eram poucos os que esperavam tantas mudanças para agora.

Quanto dessa conquista pode ser creditada a Obama e Raúl Castro e quanto à atual conjuntura econômica na ilha?

O presidente Obama deu sinais de que queria melhorar as relações com Cuba desde o início de seu primeiro mandato, em 2009. Ele tomou uma série de medidas para isso, como facilitar viagens e envio de remessas de dinheiro. E ele esperava que houvesse alguma reciprocidade.

Raúl também é pragmático e mais moderado que Fidel, e acredito que ele também queria melhorar as relações, mas, de fato, havia a pressão sobre o regime, já que a economia não está indo muito bem e eles estão perdendo os subsídios da Venezuela.
...
Por que os dois lados não escolheram um mediador da região, como o Brasil, no processo?

Eu não acho que Dilma teria sido uma boa opção. Em Washington, ela é vista como particularmente próxima dos países da Alba, como Venezuela e Cuba, e não sei se ela seria uma boa negociadora para ambos os países. O papa Francisco foi...


De Isabel Fleck, FOLHA

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Agora é Dilma quem está quebrando o País, diz FHC


Ex-presidente atacou proposta do governo de flexibilizar meta de superávit fiscal e criticou 'incompetência' da gestão petista
São Paulo - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou duramente a presidente da República, Dilma Rousseff, ao comentar o envio de projeto de lei ao Congresso Nacional, pelo governo petista, para tentar driblar a meta de superávit fiscal. "A Dilma falou que eu quebrei o País três vezes, não sei quando. Agora é ela quem está quebrando (o País)", disse FHC, após proferir palestra em um evento de tecnologia, em São Paulo, nesta quarta-feira, 12. 

Além de rebater uma das maiores críticas de Dilma nesta campanha presidencial, FHC ironizou a iniciativa do governo, dizendo que nem mesmo o Rei Pelé conseguiria driblar a meta fiscal. "É um drible que não dá certo, vai mostrar a incompetência de bem gerir a economia do Brasil, é um gol contra, não tem sentido." 

Fernando Henrique disse que a situação do País é difícil e o governo da presidente Dilma não tem como cumprir o superávit fiscal. "E devem reconhecer", sugeriu. "Vejo risco para a economia, pior a emenda do que o soneto." Indagado sobre as críticas que seu partido vem fazendo à presidente reeleita, de que ela tem cometido estelionatos eleitorais após a vitória, ele retrucou: "São tantos estelionatos eleitorais." 

Após proferir palestra no evento da empresa Symantec, de segurança em tecnologia, FHC almoçou com a direção da companhia e, depois, concedeu uma rápida entrevista. O envio do projeto do governo Dilma ao Congresso foi bastante criticado pela oposição. O governo argumenta que ele não é um cheque em branco. Na prática, ele dará grande flexibilidade para o governo administrar a meta de superávit primário das contas do setor público, eliminando na prática a meta fiscal, uma das conquistas da gestão de FHC. 

O governo decidiu enviar o projeto antes do anúncio das medidas fiscais para o ano que vem porque pretende, com isso, garantir o cumprimento da meta, mesmo sem fazer o esforço fiscal prometido para 2014. 

O projeto acaba com o limite fixo de R$ 67 bilhões para o abatimento das desonerações tributárias e dos investimentos do PAC. Portanto, o executivo federal ganhará liberdade, caso o projeto seja aprovado, para abater da meta todo o volume do PAC e das desonerações que for feito até o final do ano.

De Elizabeth Lopes, ESTADÃO