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domingo, 20 de agosto de 2017

Moro nega pedido de Lula para suspender depoimento de ex-presidente



O juiz federal Sérgio Moro negou nesta sexta-feira pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de suspender o depoimento do petista marcado para 13 de setembro, na ação em que é réu referente à compra de um terreno que seria destinado à construção de uma nova sede do Instituto Lula, baseada supostamente no repasse de recursos ilícitos da Odebrecht.

Os advogados do ex-presidente haviam cobrado o adiamento dos interrogatórios até que seja realizada prova pericial em documentos recém-apresentados e também em dispositivos eletrônicos de onde a papelada foi extraída.

Na decisão, Moro afirmou que o pedido "carece de qualquer base legal" e abriu espaço para, se a defesa avaliar necessário, apresentar novos requerimentos no decorrer da ação...

De Redação, Reuters

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Lula grava vídeo e seu candidato perde eleição no interior do Piauí




Apesar de sua força política no Nordeste e de o governador do Piauí ser do PT, o ex-presidente Lula foi derrotado no seu primeiro teste nas urnas após ter sido condenado pela Lava Jato. Lula gravou um vídeo de apoio ao candidato Jailson (PT) à prefeitura de Miguel Leão, pequena cidade do Piauí. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, gravou outro a favor de Robertinho (PR). O candidato de Lula perdeu a disputa para o nome do PR. A eleição suplementar ocorreu domingo porque o prefeito, o vice e o presidente da Câmara foram cassados.

No vídeo de um minuto, que acompanha a legenda “ex-presidente do Brasi”, sem o L, Lula nacionaliza a disputa. “O Jailson é do PT e você sabe que o PT sabe governar o Brasil, sabe governar Miguel Leão, por isso domingo não se esqueça, vote em Jailson”, diz ele...

De Andreza Matias e Marcelo de Morais, Estadão

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Moro decide que R$ 16 milhões do caso triplex vão para os cofres da Petrobras



O juiz federal Sérgio Moro afirmou nesta terça-feira, 18, em resposta aos embargos de declaração da Petrobras, no âmbito da ação em que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão, que os R$ 16 milhões da suposta conta corrente da OAS com o PT, que incluem os R$ 2,25 milhões do triplex no Guarujá e suas respectivas reformas, serão revertidos em favor da estatal.

Após a sentença que apenou, pela primeira vez, um ex-presidente, por crime comum, na história do Brasil, os advogados da petrolífera haviam pedido esclarecimentos a respeito da destinação dos valores.

A defesa da Petrobras, alegando que a estatal foi vítima do esquema de cartel e propinas que operou em algumas de suas principais diretorias por uma década, requereu para seus cofres o valor da sanção pecuniária imposta por Moro aos réus do caso triplex...

De Conteúdo Estadão, Isto É

terça-feira, 11 de julho de 2017

Além de ação contra Lula, Moro tem mais três ações prontas para julgar na Lava-Jato



O juiz Sergio Moro tem quatro ações prontas para serem julgadas. A mais urgente delas é a que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado pela força-tarefa da Lava-Jato de ter recebido vantagens da OAS com o tríplex do Guarujá e o armazenamento do acervo presidencial, pago pela empreiteira. O juiz não tem prazo para proferir a sentença, mas a expectativa é que a decisão seja breve.

O julgamento deve ser o mais polêmico da Lava-Jato, por envolver o ex-presidente e um conjunto de provas indiciárias. Nas alegações finais apresentadas a Moro, o Ministério Público Federa afirmou que o Supremo Tribunal Federal tem externado que a prova por indícios é apta a lastrear a condenação, mesmo quando baseada em presunções. Para os procuradores, a dificuldade de produzir provas de que o apartamento pertence à família de Lula é fruto da profissionalização dos crimes de lavagem de dinheiro. "O ponto aqui é que disso tudo flui que os crimes perpetrados pelos investigados são de difícil prova.

Isso não é apenas um “fruto do acaso”, mas sim da profissionalização de sua prática e de cuidados deliberadamente empregados pelos réus", escreveram.

A defesa de Lula alega perseguição política, já que o ex-presidente e sua família nunca usaram o imóvel. O advogado do ex-presidente diz ainda que a empreiteira OAS deu o imóvel em garantia a operações financeiras na Caixa e, portanto, não pode se esquivar de ser, de fato, a proprietária do tríplex, como consta no Cartório de Registro de Imóveis.

O empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, que está preso, disse em depoimento a Moro que desde 2009, quando a empreiteira assumiu a obra da cooperativa dos bancários, foi informado que a unidade estava reservada ai presidente Lula e não deveria ser vendida a terceiros. Ele não apresentou provas, apenas registros de encontros constantes no Instituto Lula. O processo inclui ainda emails indicando que a reforma foi feita segundo orientação da família do ex-presidente...

De Cleide Carvalho, O Globo, Extra

segunda-feira, 3 de julho de 2017

“Não há hipótese de Tasso subir num palanque no Ceará onde qualquer candidato peça voto para Lula”

 

Tasso descarta apoio a Maia Júnior para senador por desconfiar dele e dos FGs


O movimento de Cid Gomes (PDT) para desqualificar o PSDB do Ceará não vai durar nem um final de semana. As fotos sorridentes do presidente regional Luiz Pontes com Cid Gomes em Sobral provocaram uma dura reação do presidente nacional tucano, Tasso Jereissati. “Não há hipótese de Tasso subir num palanque no Ceará onde qualquer candidato peça voto para Lula”, a revelação é de Luiz Pontes.

Com essa decisão de Tasso, que também é extensiva a Ciro Gomes, diante da candidatura própria do PSDB – João Dória ou Geraldo Alckmin – resta aos tucanos cearenses se manterem firmes na oposição ao governador Camilo Santana (PT) – já fechou com Lula- e aos FGs.

Tasso agiu rápido através de sua assessoria para acabar com a marotagem de Cid Gomes. O senador cearense percebeu o golpe e provou que não confia nos irmãos Cid e Ciro Gomes, apesar de todos esforços feitos por Ciro para se reaproximar de Tasso. Acontece que Tasso não esqueceu e nem esquecerá tão rapidamente ter sido chamado de “assassino” por Ciro.

Outro que não goza mais da confiança de Tasso é o secretário de Planejamento do Governo Camilo, Maia Junior. Se depender do PSDB cearense, Maia não será candidato a nenhum cargo majoritário do partido em qualquer coligação no ano que vem.

Já Luiz Pontes explicou a Tasso ter ido a Sobral prestigiar “o eterno senador Mauro Benevides”, cujo seu pai Osires foi seu suplente e teve o orgulho de ter sido seu 1º suplente na vitoriosa campanha de 1974, em plena ditadura militar. Luiz Pontes deu gargalhadas com a repercussão de um acordo do PSDB com os FGs. Disse que os tucanos estão firmes para derrotar essa oligarquia em 2018.

De Ceará News 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Pesquisa aponta Lula com 30%, Bolsonaro, 16%, e Marina, 15%


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a liderança nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2018 com 30% da preferência do eleitorado, à frente da ex-ministra Marina Silva (Rede) e do deputado Jair Bolsonaro (PSC), que aparecem empatados com 15%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira.
Em cenário tendo o prefeito de São Paulo, João Doria, como candidato do PSDB, Lula passou de 31% em abril para os atuais 30%, enquanto Bolsonaro foi de 13% para 15 e Marina saiu de 16 para os mesmos 15%. O tucano aparece em quarto lugar, com 10%, um ponto acima do levantamento anterior.
Lula também alcança os 30% de preferência do eleitorado quando o governador paulista, Geraldo Alckmin, substitui Doria como concorrente do PSDB. Nesse cenário, Bolsonaro fica um ponto à frente de Marina, 16 a 15%, e o tucano aparece com 8 pontos. Bolsonaro sobe ante os 5% de levantamento realizado em dezembro de 2015, enquanto Marina cai dos 24% que possuía...

De Redação, Jornal Hoje em Dia

domingo, 25 de junho de 2017

O beija-mãos da propina


Para seduzir o Ministério Público a aceitar sua delação, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral promete contar como foi o encontro entre ele, Lula e Eduardo Paes para comprar a Olimpíada do Rio


Não são poucos os segredos que o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral guarda em sua cela no Batalhão Especial Prisional de Benfica, na capital fluminense. Uma parte deles – mais precisamente 96 – foi exposta por Cabral em forma de anexos de uma proposta de delação premiada feita ao Ministério Público Federal no início deste ano.

Entregue pelos advogados de Cabral a uma equipe formada por procuradores de Brasília e do Rio de Janeiro, a proposta reúne as histórias que o ex-governador está disposto a contar para diminuir sua pena – na semana passada, Sérgio Moro o condenou, em primeira instância, a 14 anos e dois meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Há outras dez denúncias ainda por serem julgadas, e vários inquéritos em andamento.

O Ministério Público achou que Cabral falou pouco, e as negociações não foram adiante. Elas muito provavelmente continuarão hibernando nos escaninhos de Brasília, onde o time de Rodrigo Janot tem como prioridade os casos eletrizantes de Joesley Batista, Lúcio Funaro, Eduardo Cunha e companhia, todos mirando a cabeça do presidente Michel Temer.

Entre os episódios relatados por Cabral, porém, um em especial chamou a atenção dos procuradores. O ex-governador prometeu detalhar uma reunião, realizada em 2009, na qual ele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-prefeito Eduardo Paes teriam autorizado o empresário Arthur César Soares de Menezes, conhecido como “Rei Arthur”, a pagar propina a membros do Comitê Olímpico Internacional para que o Rio de Janeiro fosse escolhida cidade-sede dos Jogos de 2016.

O resumo apresentado por Cabral não fornece os meandros da conversa e nem dá os meios pelos quais o dinheiro foi pago. Mas confirma e acrescenta ingredientes à história publicada em março pelo jornal francês Le Monde, segundo a qual o Ministério Público daquele país descobriu que Arthur Soares pagou 1,5 milhão de dólares ao presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo, Lamine Diack, três dias antes da votação que consagrou a vitória do Rio para sediar os Jogos de 2016, acontecida em 2 de outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca.

Mais 500 mil dólares teriam sido depositados em contas de Diack depois da escolha, como uma espécie de bonificação por resultados: o Rio derrotou Madri por 66 votos a 32. Diack, por sua vez, teria repassado 300 mil dólares ao ex-atleta da Namíbia Frankie Fredericks, também membro do COI, no dia da votação.

Pela ênfase dada pelos advogados de Cabral ao episódio nas negociações com os investigadores, presume-se que, caso a delação fosse adiante, os detalhes seriam saborosos. Nas conversas, esse anexo era tratado pelos defensores do ex-governador como a parte mais relevante do conjunto de histórias que ele promete contar em troca do arrefecimento da pena.

Para que seja aceita, no entanto, a delação de Cabral precisa trazer mais fatos comprometedores de altas instâncias, sobretudo do Judiciário. Embora caudalosa, a proposta de Cabral não expunha em detalhes sua relação com os togados, o que, para alguns procuradores, é fundamental. Sem isso, nada feito. E mesmo com isso, talvez haja problemas: parte do time do Ministério Público sempre é refratária a qualquer tipo de acordo com Sérgio Cabral, dada a extensão de seus crimes e do estrago feito por sua gestão nas finanças do Rio, em estado oficial de calamidade financeira ao menos até 2018.

A recusa em fazer acordo com o ex-governador tem uma dose razoável de cálculo. Os procuradores acreditam que podem descobrir, sozinhos, o que Cabral se propõe a contar. Nos últimos meses, a Operação Calicute, ramo fluminense da Lava Jato, já fechou acordos de delação com os doleiros de Cabral e com funcionários de empresas públicas e privadas que estão, aos poucos, expondo as engrenagens do esquema que dominou o governo do Rio nos últimos dez anos.

A força-tarefa conseguiu a prisão de Eike Batista que, além de ter pago propina ao ex-governador, também despejou 23 milhões de reais na campanha olímpica do Rio – memória de Batista pode ajudar a enfraquecer a moeda de troca de Cabral. A Calicute também deteve conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, acusados de receber propina em contratos do governo estadual; apreendeu documentos nos escritórios do presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, homem central no minhocário de propinas no Rio; e prendeu o ex-secretário de Saúde da época, Sérgio Côrtes, e seus fornecedores de serviços de saúde. Agora, prepara-se para avançar sobre ele, o Rei Arthur, o empresário mais poderoso do Rio de Janeiro na era Cabral.

Amigo e vizinho do governador no condomínio onde mantinham suas casas de praia em Mangaratiba, Soares é dono de uma miríade de empresas que fornecem de quentinhas a documentos, de segurança a veículos para o governo estadual. Nos anos de Cabral no poder, o Rei Arthur faturou cerca de 3 bilhões de reais. No mesmo período, arrebanhou contratos também no governo de Minas Gerais e no Senado Federal. A Calicute já descobriu que ele pagou 1 milhão de reais ao escritório da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, e mais 660 mil reais a um dos prepostos de Cabral, Carlos Miranda, por serviços até agora sem comprovação de que sequer tenham existido.

Discreto e desconfiado, Soares esteve no Ministério Público do Rio no início do ano e se dispôs a colaborar com as investigações, mas negou todas as acusações e não acrescentou uma vírgula ao que já se sabia. Nas próximas semanas, chegam às mãos dos procuradores no Rio de Janeiro os documentos obtidos pelo Ministério Público da França que comprovariam os pagamentos feitos por ele aos membros do COI. O cerco se fecha, ao mesmo tempo em que Cabral começa a perceber que suas chances com os juízes da Lava Jato se achatam quase ao nível do chão. A tendência é Cabral acumular condenações – a menos que consiga convencer os procuradores de que vale a pena fechar um acordo com ele. Para isso, porém, será preciso revisar sua memória. Porque a história secreta da Olimpíada está prestes a ser desvendada.

De Malu Gaspar, Revista Piauí

quinta-feira, 6 de abril de 2017

‘Usarei todas as minhas forças’ contra a volta de Lula, diz Doria


O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), prometeu usar todas as suas forças para combater a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência nas eleições de 2018 e colocou o petista como uma das principais motivações que o levaram a decidir lançar-se candidato a prefeito.

“Uma das motivações que eu tive para disputar as eleições foi o Lula, foi o assalto ao dinheiro público no Brasil, foi o roubo generalizado, foi a má gestão pública federal, as mentiras e as promessas feitas à população e não cumpridas, os 13 milhões de desempregados que ele deixou de presente para o Brasil, três anos de recessão econômica e a pior imagem pública do Brasil no mundo”, afirmou em entrevista à agência de notícias Reuters.

Ao mesmo tempo, Doria afirmou ser leal ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seu padrinho político, e reafirmou ser ele o seu candidato ao Palácio do Planalto em 2018 sem, no entanto, descartar explicitamente uma candidatura à Presidência no ano que vem...

De redação, Veja

domingo, 17 de julho de 2016

Os vendedores de vento


Lula e Dilma, duas faces de uma mesma moeda que vale cada vez menos na escala da credibilidade política, partiram para o devaneio como arma de conquista. Nos últimos dias, mergulharam num festival de declarações histriônicas e sem vínculo com a realidade, bem ao estilo de quem pensa que pode ganhar qualquer disputa na base do grito. Lula passou a debochar da Operação Lava Jato, considerada um “carrapato” que incomoda, segundo sua classificação. “Isso incomoda como uma coceira. Já teve carrapato?”, ironizou ele. “Eu duvido que se ache um empresário a quem eu pedi R$ 10”. As investigações já acharam vários que declararam e demonstraram demandas de auxílio ao ex-presidente. Mas as evidências não interessam a ele. Muito menos os testemunhos que o colocam cada vez mais no centro do petrolão. Lula almeja e busca com persistência embaralhar versões a seu favor. Arrota valentia. Apela a digressões. De uns tempos para cá seus movimentos traíram a couraça de destemido, deixando escapar sinais latentes de desespero. O líder do PT tenta a todo custo escapar do cerco de Curitiba. Desqualifica o trabalho do juiz responsável, Sergio Moro. Abarrota os escaninhos do Supremo com petições pedindo o deslocamento de seus processos para outra esfera legal. O medo da prisão iminente, dele e de seus familiares, o atormenta. Nos grotões do nordeste, para onde seguiu na semana passada à procura de incautos que se iludem com suas prosopopeias e caem em crendices – como a de que os escândalos de desvios não passaram de armações para destruir o PT -, Lula armou seu show. “Política é que nem uma boa cachaça, você começa e não quer parar… se eles não sabem governar sem privatizar, eu sei”, provocou. Em Juazeiro, na Bahia, Petrolina, Carpina e Caruaru, em Pernambuco, chapéu de couro na cabeça a criar identidade com os locais, desafiava como paladino da moralidade seus moinhos de vento: “se eles quiserem reduzir os direitos do povo brasileiro a pó, eu digo, não me provoquem!”. Lula alegou ficar “P.” da vida com seus detratores. Impropérios à parte, ele cantou vantagens a torto e à direita. Disse que derrotar o impeachment está mais fácil. Que o governo interino vai vender o patrimônio do País. Satanizou adversários. Repetiu a tática da propaganda enganosa. Ali valeu de tudo.

Foi o script seguido à risca e no mesmo tom pela pupila e presidente afastada, Dilma Rousseff. Quem recorda seus antológicos deslizes verborrágicos e promessas vazias, sabe que ela não tem o mesmo dom de convencimento do padrinho. Afinal, a confusão de ideias que já ocupou suas análises sobre vento estocado, mandioca, mulher sapiens ou provas nas nuvens, só não é maior que as lorotas que ela insiste em contar para se manter no poder. Agora diz que será possível governar sem o Congresso. Que irá passar emendas automaticamente, “sem precisar de projeto de lei”. Dilma afirma que “mulher não cede, não renuncia”. Que Temer quer interromper o “Minha Casa, Minha Vida”, o “Bolsa-Familia”, o Pronatec…, que o governo interino “é a cara do Eduardo Cunha” e que “quando voltar” muita coisa vai mudar. Quem hoje dá ouvidos ou crédito ao que ela alardeia? Dilma estabeleceu que a Câmara dos Deputados tinha de votar em alguém que fosse contra o impeachment. Outorgou ao seu ex-ministro, Marcelo Castro, a prerrogativa de concorrer com apoio da bancada petista. Experimentou nova e fragorosa derrota. Mas, mesmo assim, sem constrangimento, pregou que as pedaladas, por exemplo, são um problema menor. No mundo real, o Ministério Público, em mais um front de ataque à dupla do barulho, notificou Lula para que ele explicasse por que o Banco do Brasil guardava objetos valiosos de sua propriedade. Dilma, por sua vez, teve que amargar duras considerações do TCU e do MPF sobre seus crimes. Fatos que seguem, apesar das tonitruantes negações de seus responsáveis.

De Carlos José Marques, ISTOÉ

Seis anos depois de deixar o poder, petista convive com o descrédito político, o sumiço dos amigos e os inquéritos da Lava Jato


Às 7h50 da última quarta-feira, um segurança do ex-presidente Lula chegou ao Aeroporto Oscar Laranjeira, em Caruaru, no agreste de Pernambuco. Diligente, comunicou que um Gulfstream G200, avião executivo de luxo e alta performance, estava a caminho da cidade. Minutos depois, dois representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o vice-prefeito Jorge Gomes (PSB) estacionaram seus carros no local. Estavam apreensivos, porque não havia militantes para oferecer uma recepção calorosa a Lula. “Eles vão chegar. Pode ficar tranquilo”, disse um dos líderes do MST ao segurança, tentando amenizar a tensão. Uma hora mais tarde, só oito pessoas aguardavam o ex-presidente. “Vamos partir para o plano B. Acho melhor receber o Lula no hotel. Manda o pessoal para lá”, ordenou o guarda-costas. Em seguida, ele trancou a porta de entrada do saguão do aeroporto, que é público, para evitar que alguém fotografasse o deserto que aguardava Lula, aquele que já foi um dos políticos mais populares do mundo. “O cara”, como disse o presidente americano Barack Obama, numa ocasião em que se encontraram.

... Em seu último ano de mandato, Lula beneficiava-se do crescimento econômico, que atingiu 7,5% em 2010. Nem o céu parecia lhe servir de limite. “Se a gente continuar mais dez anos do jeito que está, daqui a pouco chega a Caruaru e pensa que está em Paris, em Madri, de tão chique.”

Caruaru continua Caruaru. Figura entre as doze piores cidades para viver no Brasil. E Lula deixou de ser Lula. Lidera no quesito rejeição entre os nomes cotados para disputar a Presidência em 2018... Enquanto estava no hotel, um militante rompeu o cerco de seguranças e tirou uma foto com Lula, mas a equipe do ex-presidente o obrigou a apagá-la. A imagem mostrava uma garrafa de uísque ao fundo. Não pegaria bem nas redes sociais, foi a justificativa apresentada.

Depois do evento, Lula saiu pela garagem, num carro com os vidros fechados, e percorreu um trajeto de apenas 400 metros até o trio elétrico que o esperava para um novo discurso. “Ele parece estar meio distante do povo, com um olhar desconfiado”, observou a funcionária pública Conceissão Pessoa. Em cima do trio elétrico Pantera Fashion, Lula discursou para 2.000 pessoas. Cinco ônibus, com capacidade para cinquenta passageiros, foram fretados por 1.000 reais cada um, pagos em dinheiro vivo, para postar a claque diante da estrela petista. A programação da semana passada, por exemplo, previa uma passagem pela cidade do Crato, no Ceará, onde ele receberia o título de doutor honoris causa da Universidade Regional do Cariri. A segurança fora informada de que estava sendo organizado um protesto de alunos contra a concessão da honraria. A visita foi cancelada.

De Thiago Bronzatto, de Caruaru, e Daniel Pereira, VEJA

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Lula nega ter medo de ser preso e diz que pode ser candidato para defender projeto petista


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que não tem medo de ser preso em meio às investigações das operações Lava Jato e Zelotes e afirmou que pode ser candidato à Presidência da República em 2018 para defender o projeto de governo do PT, inaugurado por ele em 2003 e que teve continuidade com a presidente Dilma Rousseff.

"Eu não temo ser preso, porque eu duvido que tenha alguém nesse país, alguém, do pior inimigo meu ao melhor amigo meu, qualquer empresário pequeno ou grande, que diga que um dia teve uma conversa comigo ilícita", disse o ex-presidente em entrevista ao SBT.

Lula é alvo de uma investigação do Ministério Público Federal no Distrito Federal que apura se ele promoveu tráfico de influência para favorecer a empreiteira Odebrecht, uma das investigadas na Lava Jato, na obtenção de contratos no exterior. Em depoimento espontâneo prestado aos procuradores, ele disse ser comum ex-presidentes defenderem as empresas do seu país no exterior.
...
"Talvez o governo tenha descoberto que desonerou tanto, sabe, quando já tinha ultrapassado o limite, eu acho que foi um equívoco desonerar consequentemente. E eu não vejo uma propaganda na televisão agradecendo o governo pela desoneração, eu vejo propaganda contra a CPMF", disse Lula, referindo-se ao imposto que o governo está tentando recriar como parte do esforço para reequilibrar suas contas.

"Eu acho que não deveria fazer tanta desoneração... Mas também assim, quando você está do lado de fora, você acha, você pensa, você acredita. Quando você está do lado de dentro, você faz ou não faz, você toma uma decisão. Tomou uma decisão, percebeu que vazou, tenta mudar. Eu acho que é isso que a Dilma está fazendo agora."...

De Eduardo Simões, REUTERS BRASIL

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Lula responsabiliza Dilma por operação na empresa de seu filho, diz jornal


Na véspera de completar 70 anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escondeu a mágoa com a presidente Dilma Rousseff e responsabilizou a sucessora pela operação de busca e apreensão feita pela Polícia Federal na empresa LFT Marketing Esportivo, pertencente a Luís Cláudio, seu filho mais novo. Em conversa com pelo menos três amigos, nessa segunda-feira, em momentos distintos, Lula se queixou de Dilma e disse que a situação "passou dos limites". As informações são do jornal o Estado de São Paulo. 

Para o ex-presidente, Dilma só ouve o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo - que, na sua avaliação, quer apenas "aparecer" -, e não entende que, em nome do combate à corrupção, pode destruir o projeto político do PT. Em São Paulo, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, tentou ontem pôr panos quentes na crise e acalmar Lula. Não conseguiu. "O governo não tem qualquer interferência nas investigações. Agora, nem a Operação Lava Jato nem a Zelotes podem ser a agenda do País", disse Wagner. "Precisamos virar essa página." 

Lula estará na quinta-feira em Brasília, para participar da reunião do Diretório Nacional petista, e vai pregar uma forte reação do partido ao que chama de "ofensiva" para destruir o PT e o seu legado. Na ocasião, receberá a solidariedade dos correligionários. Além de Luís Cláudio, o presidente do Sesi, Gilberto Carvalho - chefe de gabinete de Lula de 2003 a 2010 e ministro da Secretaria-Geral da Presidência no primeiro mandato de Dilma - também foi citado no relatório da Operação Zelotes. Braço direito de Lula, apelidado por ele de "Gilbertinho", Carvalho prestou depoimento ontem no inquérito que investiga a denúncia de compra de medidas provisórias para favorecer o setor automotivo...

De política, CORREIO DO POVO

domingo, 30 de agosto de 2015

Um pacote chamado PT


O ex-presidente Lula (PT) disse a pouco que irá percorrer todo o país, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, em todos os estados, tendo como objetivo principal mostra a população que o que estão falando por aí não é nada disso, é intriga da oposição direitista e da grande mídia.

O ex-presidente quer também dar um alivio para sua companheira, presidente Dilma, pois está sendo o centro de todas as mazelas jornalisticas na atualidade, e por isso seu companheiro pretende que os holofotes se volte para ele, pois segundo diz "tem as costas largas".

Não sei se o ex-presidente Lula está vivendo em outro planeta e não percebe a realidade que estamos vivendo agora, ou se pretende mais uma vez tirar onde da população brasileira, pois como sabemos os males que estamos vivendo agora, na política, economia, dividas, desgovernos, Petrobras e muitos outros é resultado desta política desgraçada implatado por ele e seguida a risca por sua sucessora, ambos do PT, o pacote perfeito.

Julio Cunha

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

'Lulistas' criticam gestão da crise na Petrobras e políticas de Dilma



SÃO PAULO ­ Em meio às denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras, integrantes do governo do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva criticaram publicamente a demora da presidente Dilma Rousseff em trocar o comando da estatal, feita somente na quarta­feira com a renúncia da presidente, Graça Foster, e de cinco diretores da companhia. 

Para lulistas, Dilma deveria ter atuado de forma exemplar diante da gravidade do escândalo. Integrantes do governo Lula atacaram também a atual política econômica e reclamaram do fato de Dilma ter adotado medidas que havia criticado durante a campanha eleitoral de 2014. 

O tom crítico de lulistas à gestão Dilma marcou o debate sobre o livro “Cartas a Lula – o jornal particular do presidente e sua influência no governo do Brasil”, do jornalista e professor aposentado da USP Bernardo Kucinski. Reunidos na noite de quarta­feira (4) no auditório da Livraria Cultura, na capital paulista, 

Kucinski, ex­assessor da Secretaria de Comunicação Social (Secom), o jornalista Franklin Martins, ex­ministro­chefe da Secom e o cientista político e professor da USP André Singer, ex­porta­voz de Lula, listaram uma série de reclamações ao comparar as ações do governo Lula, do qual participaram, com as medidas tomadas por Dilma. 

“A presidente deveria ter demitido todo o comando da Petrobras e ter feito o exame completo do que aconteceu”, disse Kucinski...

De Cristiane Agostine, VALOR

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Dilma é alvo de manifestação em Campo Grande


Campo Grande - A presidente Dilma Rousseff foi alvo de uma manifestação na primeira viagem oficial do segundo mandato, em Campo Grande (MS), na manhã desta terça-feira, 3. Cerca de 50 manifestantes e o Sindicato dos Servidores Judiciário Federal do Mato Grosso do Sul pediam o impeachment de Dilma.

O ato foi organizado Facebook e ocorreu em uma via próxima ao palanque instalado para a cerimônia de inauguração da primeira unidade do programa Casa da Mulher Brasileira, centros de atendimento para mulheres vítimas de agressão.


Os manifestantes, vestidos de verdade e amarelo, gritavam palavras de ordem contra ela e o ex-presidente Luiz Inácio da Silva.

Dilma subiu ao palanque ao lado do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e de ministras e deputadas da base aliada. Na plateia do evento, a presidente enfrentou um constrangimento quando o público vaiou o prefeito da capital, Gilmar Olarte (PP), que estava ao lado da presidente.

De política, Pedro Venceslau, ESTADO DE S. PAULO

sábado, 31 de janeiro de 2015

Lula, Dilma e a cadeia alimentar



Poucos duvidam que no topo da cadeia alimentar da corrupção estarão os verdadeiros beneficiários deste que é o maior esquema de corrupção da história do Brasil, e pode juntar das as roubalheiras do período colonial, da época das coroas portuguesa, holandesa e outras corroas, do período pré e pós republicano, do estado novo e finalmente na redemocratização brasileira.

Olha que o ex-presidente Fernando Collor foi acusado inicialmente de ser presenteado com um automóvel modelo Elba da Fiat, pense em um automóvel feio, e que chegou ao processo de cassação terminado no impeachment, ai veio toda aquela descoberta dos modos operantes do PC Farias, seu fiel colaborado, e que atuava na escuridão.

Agora é bem diferente, pois temos uma linha de crédito dentro do orçamente chamada de PAC, que canaliza recursos para obras operadas pelas estatais Petrobras, Eletrobrás e outras, temos outros agentes financeiros como BNDES, BB e Caixa, temos os operadores que fazem a ponte do dinheiro público para os particulares, temos as lavanderias, e principalmente sabemos qual o objetivo e a razão de todo roubalheira.

Pode até ser que ao final desta gigantesca operação do Lava Jato venha a concluir quê, contra o ex-presidente Lula e a presidente Dilma não se pode imputar qualquer participação direta ou indireta nos esquemas do Mensalão e agora do Petrolão, mas ninguém que tenha um pouquinho só de inteligência pode negar que estes dois políticos foram os principais favorecidos no oceano de lama, grana e poder instalado no país.


De Julio Cunha, CINZA E GELO 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Lula pede clemência por Dilma



Glorinha Kalil pediu clemência para o estilista de Dilma

CUBA - Em nova carta ao povo brasileiro, o ex-presidente em exercício, Luiz Inácio da Silva, pediu para todos perdoarem Dilma Rousseff. "Meus amigos e minhas amigas, peço clemência para a companheira Dilma. Todos temos direito de errar, quantas vezes forem necessárias, insistir nesses erros e permanecer erráticos", diz o primeiro parágrafo.

Lula iniciou uma campanha para demonstrar solidariedade à presidenta. Solícito, distribuiu camisetas com a frase "Je suis Dilma" para toda a base aliada, para os movimentos sociais e para blogueiros progressistas. "Nunca antes na história desse país o perdão foi tão importante", discursou.

O ex-presidente em exerício estuda redigir documentos até o final do ano pedindo clemência para José Dirceu, José Genoino e todos os envolvidos na Operação Lava Jato. "Se Jesus Cristo perdoou, por que eu não perdoaria?", perguntou.

De The Herald, REVISTA PIAUÍ

“FT” questiona se novo premiê da Grécia agirá como Lula ou Chávez



SÃO PAULO - O líder do partido de esquerda Syriza, Alexis Tsipras, assumiu nesta segunda-feira como primeiro-ministro da Grécia, após vencer as eleições de ontem. Em texto publicado hoje no site do “Financial Times”, o colunista Tony Barber questiona se Tsipras atuará como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou como o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez. Na opinião do articulista, o líder grego fez campanha em alguns momentos como um radical, mas poderia vir a governar como um pragmático.

Barber compara o cenário atual com o de 1981 na política grega, quando o líder do Partido Socialista (Pasok), Andreas Papandreou, chegou ao poder. Uma diferença importante, segundo o colunista, é que em 1981 Papandreou tinha mais margem de manobra para ser independente, enquanto agora os gregos estão mais endividados, com uma dívida pública que representa 175% da produção econômica nacional.

O colunista do “FT” diz que a questão mais importante agora, e para a qual ainda não há resposta, é se Tsipras poderá se portar como um moderado no poder, desejando fechar acordos com os credores. Nos três anos até chegar ao poder, Tsipras ficou em alguns momentos próximo da retórica de Chávez, segundo o colunista, e em outros do pragmatismo de Lula. Segundo Barber, talvez a previsão mais segura agora é que, diferentemente de Papandreou, Tsipras dificilmente conseguirá ficar oito anos consecutivos no poder.

De agências internacionais, VALOR

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Eliane Cantanhêde: A verdade (de Marta) dói



A revelação mais importante da senadora Marta Suplicy, em sua entrevista ao Estado, é que o ex­presidente Lula queria, sim, e autorizou, sim, o movimento "Volta, Lula" para disputar a Presidência da República no lugar da pupila Dilma Rousseff.

Até por isso, Marta se reuniu com ele "uma, duas, três, quatro vezes". Não foi para falar de flores. Nem foi para falar bem de Dilma.

Muito menos para avalizar o "fracasso" (nas palavras da senadora) da política econômica.

Por delicadeza, ou lealdade, Marta insistiu várias vezes que Lula nunca disse, cabalmente, que seria, ou ao menos que queria, puxar o tapete de Dilma e virar candidato. Mas, para bom entendedor, meia palavra basta. Cá para nós, a fala de Marta foi muito mais do que apenas meia palavra.

O Planalto e Dilma calam. O PT e Lula calam. Mas não há viv'alma afirmando que Marta mentiu e/ou que Lula jamais, em nenhum momento, ficou assanhado com a possibilidade de subir a rampa de novo, nos braços do povo...

Há muitas verdades na fala de Marta Suplicy. E nenhuma mentira.

De Eliane Cantanhêde, O ESTADO DE S. PAULO

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Lula foi à Polícia Federal para depor sobre o mensalão



A Polícia Federal ouviu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o mensalão. Lula foi intimado na condição de testemunha para falar no inquérito 00012/2014. O procedimento foi aberto em função das declarações de Marcos Valério Fernandes de Souza, que relacionou Lula ao caso. Na noite do último dia 3, Lula recebeu na pista do Aeroporto de Congonhas a carta precatória assinada pelo delegado federal Rodrigo Luis Sanfurgo de Carvalho, chefe da área de repressão a crimes financeiros e desvio de recursos públicos em São Paulo. O depoimento deveria ocorrer nesta segunda, 15, às 9h00. Já no momento da intimação, Lula avisou que iria à sede da PF em Brasília. Cumpriu a promessa no dia 9.

De Felipe Patury, ÉPOCA