Mostrando postagens com marcador PT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PT. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de agosto de 2017

As manobras petistas na PGR



Há duas semanas, a futura chefe do Ministério Público Federal, Raquel Dodge, foi procurada por emissários da Lava Jato de Curitiba. Na bagagem, os integrantes da maior operação de combate à corrupção da história recente do País levaram uma denúncia. No epicentro do escândalo, a entourage do ainda procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo o relato, há cerca de um ano e meio, Janot e sua equipe desenvolveram um roteiro paralelo às investigações da Lava Jato com o objetivo de favorecer o PT e seus principais líderes. Nos últimos dias, sem a anuência da turma de Curitiba, o grupo do procurador-geral resolveu protelar a homologação da delação da OAS, cujo conteúdo – “nitroglicerina pura” para Lula e o PT – já está à disposição da PGR para ser encaminhada ao STF há mais de 10 dias, para dar prioridade máxima à conclusão de forçados acordos com o ex-deputado Eduardo Cunha e o doleiro operador do PMDB, Lúcio Bolonha Funaro. O objetivo da ação seria o de fortalecer uma suposta nova denúncia contra o presidente Michel Temer. Os aliados de Janot querem, a qualquer preço, que as delações de Funaro e Cunha envolvam Temer e a cúpula do PMDB, mesmo que para isso tenham que agir ao arrepio da lei.

Os interlocutores de Raquel Dodge enxergam nos métodos nada ortodoxos do time de Janot um movimento claro, objetivo e muito bem direcionado, mas de fins nada republicanos: um esquema montado e conduzido pelo procurador-geral da República destinado a favorecer o ex-presidente Lula e os principais líderes petistas nos processos em que são alvos. Ou seja, as delações da OAS que comprometem definitivamente Lula e Dilma e narra detalhes sobre o tríplex no Guarujá e o sítio em Atibaia, casos em que o ex-presidente já é réu, ficam para as calendas. Já as delações ainda sem provas concretas que possam comprometer o presidente Temer e seus aliados são aceleradas. Há quinze dias, um dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato sediado no Rio Grande do Sul já havia feito desabafo sobre o esquema do PT no Ministério Público a um ministro do STJ. O encontro ocorreu no saguão de embarque do aeroporto de Brasília. “Agora se sabe que a operação montada por Janot só não dominou completamente a Lava Jato porque houve uma forte resistência do pessoal de Curitiba”, sapecou...

De Mário Simas Filho, Isto É

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Lula grava vídeo e seu candidato perde eleição no interior do Piauí




Apesar de sua força política no Nordeste e de o governador do Piauí ser do PT, o ex-presidente Lula foi derrotado no seu primeiro teste nas urnas após ter sido condenado pela Lava Jato. Lula gravou um vídeo de apoio ao candidato Jailson (PT) à prefeitura de Miguel Leão, pequena cidade do Piauí. O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, gravou outro a favor de Robertinho (PR). O candidato de Lula perdeu a disputa para o nome do PR. A eleição suplementar ocorreu domingo porque o prefeito, o vice e o presidente da Câmara foram cassados.

No vídeo de um minuto, que acompanha a legenda “ex-presidente do Brasi”, sem o L, Lula nacionaliza a disputa. “O Jailson é do PT e você sabe que o PT sabe governar o Brasil, sabe governar Miguel Leão, por isso domingo não se esqueça, vote em Jailson”, diz ele...

De Andreza Matias e Marcelo de Morais, Estadão

domingo, 17 de julho de 2016

Os vendedores de vento


Lula e Dilma, duas faces de uma mesma moeda que vale cada vez menos na escala da credibilidade política, partiram para o devaneio como arma de conquista. Nos últimos dias, mergulharam num festival de declarações histriônicas e sem vínculo com a realidade, bem ao estilo de quem pensa que pode ganhar qualquer disputa na base do grito. Lula passou a debochar da Operação Lava Jato, considerada um “carrapato” que incomoda, segundo sua classificação. “Isso incomoda como uma coceira. Já teve carrapato?”, ironizou ele. “Eu duvido que se ache um empresário a quem eu pedi R$ 10”. As investigações já acharam vários que declararam e demonstraram demandas de auxílio ao ex-presidente. Mas as evidências não interessam a ele. Muito menos os testemunhos que o colocam cada vez mais no centro do petrolão. Lula almeja e busca com persistência embaralhar versões a seu favor. Arrota valentia. Apela a digressões. De uns tempos para cá seus movimentos traíram a couraça de destemido, deixando escapar sinais latentes de desespero. O líder do PT tenta a todo custo escapar do cerco de Curitiba. Desqualifica o trabalho do juiz responsável, Sergio Moro. Abarrota os escaninhos do Supremo com petições pedindo o deslocamento de seus processos para outra esfera legal. O medo da prisão iminente, dele e de seus familiares, o atormenta. Nos grotões do nordeste, para onde seguiu na semana passada à procura de incautos que se iludem com suas prosopopeias e caem em crendices – como a de que os escândalos de desvios não passaram de armações para destruir o PT -, Lula armou seu show. “Política é que nem uma boa cachaça, você começa e não quer parar… se eles não sabem governar sem privatizar, eu sei”, provocou. Em Juazeiro, na Bahia, Petrolina, Carpina e Caruaru, em Pernambuco, chapéu de couro na cabeça a criar identidade com os locais, desafiava como paladino da moralidade seus moinhos de vento: “se eles quiserem reduzir os direitos do povo brasileiro a pó, eu digo, não me provoquem!”. Lula alegou ficar “P.” da vida com seus detratores. Impropérios à parte, ele cantou vantagens a torto e à direita. Disse que derrotar o impeachment está mais fácil. Que o governo interino vai vender o patrimônio do País. Satanizou adversários. Repetiu a tática da propaganda enganosa. Ali valeu de tudo.

Foi o script seguido à risca e no mesmo tom pela pupila e presidente afastada, Dilma Rousseff. Quem recorda seus antológicos deslizes verborrágicos e promessas vazias, sabe que ela não tem o mesmo dom de convencimento do padrinho. Afinal, a confusão de ideias que já ocupou suas análises sobre vento estocado, mandioca, mulher sapiens ou provas nas nuvens, só não é maior que as lorotas que ela insiste em contar para se manter no poder. Agora diz que será possível governar sem o Congresso. Que irá passar emendas automaticamente, “sem precisar de projeto de lei”. Dilma afirma que “mulher não cede, não renuncia”. Que Temer quer interromper o “Minha Casa, Minha Vida”, o “Bolsa-Familia”, o Pronatec…, que o governo interino “é a cara do Eduardo Cunha” e que “quando voltar” muita coisa vai mudar. Quem hoje dá ouvidos ou crédito ao que ela alardeia? Dilma estabeleceu que a Câmara dos Deputados tinha de votar em alguém que fosse contra o impeachment. Outorgou ao seu ex-ministro, Marcelo Castro, a prerrogativa de concorrer com apoio da bancada petista. Experimentou nova e fragorosa derrota. Mas, mesmo assim, sem constrangimento, pregou que as pedaladas, por exemplo, são um problema menor. No mundo real, o Ministério Público, em mais um front de ataque à dupla do barulho, notificou Lula para que ele explicasse por que o Banco do Brasil guardava objetos valiosos de sua propriedade. Dilma, por sua vez, teve que amargar duras considerações do TCU e do MPF sobre seus crimes. Fatos que seguem, apesar das tonitruantes negações de seus responsáveis.

De Carlos José Marques, ISTOÉ

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Prisão de ex-ministro e devassa no diretório nacional do PT retratam a falência moral do partido


A imagem à esquerda sintetiza a débâcle moral do PT – um partido nascido sob a insígnia da ética, mas que exala seus últimos suspiros com o carimbo de corrupção estampado nas cinco pontas de sua estrela. Na manhã da quinta-feira 23, três agentes da Polícia Federal, dois do grupamento especial, cercaram a sede do diretório nacional do PT no centro da capital paulista. É, indubitavelmente, uma cena emblemática. É bom sublinhar que não se trata de uma medida levada a cabo por um regime ditatorial, como aquele que os fundadores da legenda combateram na década de 80. Os policiais também não cometeram arbítrio algum, embora a narrativa petista tente vender a cada vez mais insustentável tese da perseguição. Os agentes estavam em frente à sede nacional da legenda em São Paulo para impedir que pessoas não autorizadas entrassem no escritório enquanto se cumpria um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. Deixaram o bunker petista horas depois com documentos e HDs de computadores, onde esperam encontrar novas provas para a Operação Custo Brasil.

A PF investiga milhões arrecadados pelo PT com propinas pagas em troca de contratos no ministério do Planejamento entre 2010 e 2015. Mais uma vez a legenda é acusada de perpetrar o crime que prometia exterminar do País ao ascender ao poder: a corrupção. O antigo discurso da ética petista era tão diferente dos demais partidos que sua saga parecia quixotesca. Ocorreu exatamente o contrário. O PT assumiu o Planalto em 2003 e se reelegeu três vezes, mas deixou o comando do País maculado indelevelmente pelos bilhões desviados, os escândalos recorrentes e os líderes condenados. O fato de seguidos pedidos de prisão pesarem sobre os ombros dos três últimos tesoureiros da legenda não é mera coincidência. É reincidência. No crime. Ligado a Lula e Dirceu, mais ao primeiro do que ao segundo, Delúbio Soares cumpriu pena no mensalão. João Vaccari Neto encontra-se preso no Petrolão e, na última semana, teve um novo pedido de detenção decretado. Seu antecessor Paulo Ferreira permanecia foragido atá a tarde de sexta-feira 24. Também para escapar da prisão...

De política, ISTO É

Sem apoio de Cid e Camilo, Dilma cancela visita a Fortaleza na próxima semana


A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) cancelou de vez a visita a Fortaleza marcada para a próxima semana. A petista viaja pelo Nordeste para defender o mandato, porém, sem poder utilizar o avião da Força Aérea Brasileira (FAB), enfrenta dificuldade para custear o deslocamento.

A petista viaja com pelo menos mais dez pessoas e o PT não tem caixa para bancar os deslocamentos da presidente afastada. Dilma esperava receber apoio de lideranças locais para o seguir o planejamento de viagens, mas não contou com o apoio do governador Camilo Santana (PT) nem do ex-governador Cid Gomes.

Em 2014, durante as eleições, Cid e Camilo fizeram de tudo para que Dilma viesse ao Ceará pedir votos para o petista. Agora, com a presidente afastada e Ciro Gomes tentando emplacar campanha como um candidato de esquerda - que nunca foi - a presença da presidente é dispensável.

Nesta sexta-feira (24), a Justiça do Rio Grande do Sul decidiu que a petista poderá usar as aeronaves da FAB, desde que ressarça os cofres públicos em valores referentes aos gastos com viagens.

De política, CEARÁ NEWS 7

sábado, 26 de dezembro de 2015

A próxima batalha


O TSE será a principal arena da nova contenda entre governo e oposição. Depois que a decisão do STF de alterar o rito do impeachment garantiu uma sobrevida a Dilma Rousseff, setores da oposição passaram a considerar o pedido de impugnação da chapa presidencial como a possibilidade mais concreta de afastar a presidente do Palácio do Planalto. A dobradinha da petista e de seu vice, Michel Temer (PMDB), é alvo de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de autoria do PSDB. Os tucanos acusam a campanha vitoriosa em 2014 de abuso do poder econômico e político, além de uso da máquina pública e de custear despesas eleitorais com dinheiro desviado da Petrobras. A tramitação dos processos será retomada no dia 1º de fevereiro, com o fim das férias do Judiciário.

Nas últimas semanas, houve uma mudança importante nos bastidores do tribunal. No início do ano, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, atualmente Corregedora-Geral Eleitoral, votou pelo arquivamento da principal ação proposta pelo PSDB. Naquele momento, com base nas informações então disponíveis, a avaliação da ministra era a de que não caberia a tramitação do processo. O Palácio do Planalto comemorou. A coligação Muda Brasil e o candidato derrotado Aécio Neves recorreram da decisão. Em outubro, ao julgar o recurso, o TSE concluiu que a ação deveria, sim, prosseguir. O caso permanece sob a responsabilidade de Maria Thereza, mas a ministra indica ter uma nova compreensão sobre o caso. Numa avaliação feita a interlocutores, ela confidenciou que o volume de informações disponíveis hoje é bem maior e que agora pode ver a ação com outros olhos. Desde sua primeira decisão, o Tribunal de Contas da União (TCU) enviou ao Congresso parecer pela reprovação das contas de Dilma relativas a 2014 por manobras contábeis no Orçamento da União - irregularidade que mascarou uma situação negativa e certamente teve impacto eleitoral.

Além disso, foram compartilhadas informações da Operação Lava Jato com o TSE. Foram enviados ao tribunal documentos que mencionam o repasse de dinheiro ao PT e ao ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso em Curitiba desde o primeiro semestre. Em sua delação premiada, o empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC, afirmou que pagou R$ 20,5 milhões em propina ao PT, entre 2004 e 2014. Maria Thereza é relatora de uma ação de impugnação de mandato eletivo (Aime) e duas ações de investigação judicial eleitoral (Aije). Existe ainda sob a responsabilidade do ministro Luiz Fux uma representação contra a campanha do PT. A tendência é a de que tudo fique concentrado na mão de Maria Thereza. Há um outro flanco que atemoriza ainda mais o governo. A Polícia Federal apura irregularidades envolvendo fornecedores contratados pelo comitê de Dilma, num inquérito aberto na Superintendência em Brasília. Segundo agentes a par da investigação, a tendência é de que o trabalho tenha desdobramentos a partir de janeiro em formato de operação...

De Marcelo Rocha e Mel Bleil Gallo, ISTO É

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Irene Ravache faz desabafo sobre o PT: "A maior decepção da minha vida"


E falar em política, nos dias de hoje, pode realmente ser revelador. Os que estavam de um lado, querem ir pro outro, os do meio não sabem pra que lado ir e, enquanto isso, tentamos manter a integridade em um Brasil cada vez mais complexo. E Irene Ravache comentou com o colunista Leo Dias, do jornal O Dia, sobre a decepção que teve com o PT. É a opinião de uma atriz, mas poderia muito bem ser de vários brasileiros:

“Foi uma das grandes, senão a maior decepção da minha vida. Pelo menos como cidadã. Comecei a ficar simpatizante do PT logo no iniciozinho dele, em São Bernardo (SP), na década de 80. Havia um discurso colocado em cima de questões éticas e não houve neste país nenhum partido de oposição que colocasse mais o dedo na ferida, como um cachorro guardião, do que o PT. Se nós tivéssemos hoje um partido de oposição como o PT foi, não duraria muito tempo. O PT tinha uma maneira de fazer suas colocações de uma forma tão clara, que por isso ele ganhou: vinha da classe simples, do operário… O nosso ex-presidente (Lula) veio de uma classe extremamente simples! Um operário. ”

“Quando o PT ganhou a presidência, curiosamente eu não havia votado no PT, mas fui festejar. Não votei, mas sabia que ele iria ganhar, e pensei realmente que nós iríamos acordar, que iríamos dar uma virada de página, e aí acabou acontecendo o que a gente está vendo até hoje. É uma decepção ver alguém pegar as tuas esperanças de ver um país melhor virando completamente o seu discurso, a sua atitude. É uma decepção muito grande! Você perde a crença em tudo. ”

“Todas as vezes em que acontecem esses escândalos que nós acompanhamos, seja pela televisão ou pelos jornais, cada vez que um partido fala, ele fala para ver como ele fica melhor na situação e não dá a sua voz para uma coisa melhor para o Brasil. Meus amigos estrangeiros dizem assim: “Mas como é que os brasileiros ainda não tiraram esse presidente da Câmara (Eduardo Cunha)?” Todos eles presos de alguma forma: ou por conchavos políticos ou pessoais, ou por ter algo que pode se tornar escândalo… Então, a única palavra que define é ‘corja’”, opinou a artista.

Por Cris Cordioli, coluna Leo Dias, JORNAL O DIA

domingo, 15 de novembro de 2015

"Crise é que nem diarreia, vai passar”, diz Lula


O ex-presidente Lula fez uma comparação inusitada ao fazer uma análise sobre a atual crise política e econômica do Brasil a uma diarreia. "A crise é que nem diarreia, vai passar", comparou o líder petista. A declaração foi feita na noite desta sexta-feira (13), em um evento promovido pelo deputado federal Vicentinho (PT-SP) no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).

Lula: “Não podia continuar nascendo criança sabendo quem seria pedreiro e quem seria engenheiro"

Entre amigos sindicalistas, o ex-presidente respondeu sobre críticas ao PT. “O que nós fizemos em 12 anos a elite brasileira não fez em 100”. Ele falou que quem faz política não tem de esperar agradecimento. “Ninguém nos deve nada, não fizemos favor”, disse Lula sobre a gestão petista no governo federal.

“Não podia continuar nascendo criança sabendo quem seria pedreiro e quem seria engenheiro. Nós resolvemos acabar com isso”, declarou o líder do PT, ressaltando que tem orgulho de ser o único presidente da República sem diploma universitário.

De política, ÚLTIMO SEGUNDO

sábado, 14 de novembro de 2015

Como o ex-titular da Previdência aparelhou os fundos de pensão para montar, segundo a CPI, uma máquina de arrecadar dinheiro para o PT


Ao se debruçar sobre as indicações do PT para cargos estratégicos nos fundos de pensão, a CPI responsável por investigar o tema no Congresso puxou o fio de um intrincado novelo e alcançou um personagem mais conhecido em Brasília por oferecer a garupa de sua moto Harley Davidson vermelha para a presidente Dilma Rousseff, nas horas vagas, do que pelo zelo no manejo do dinheiro público. Trata-se do ex-ministro da Previdência, Carlos Gabas, atual secretário especial da pasta. Um organograma sigiloso, ao qual ISTOÉ teve acesso, em poder da CPI desde a semana passada, mostra como Gabas aparelhou a Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) com pessoas de sua estrita confiança de modo a exercer ascendência sobre os principais fundos de pensão do País e a gerir negócios ao sabor dos interesses do PT. De tão extensa, a teia tecida pelo ex-ministro acabou entrelaçada aos esquemas investigados pela Lava Jato.
Controlar a Previc é como ter em mãos a chave de um cofre recheado. O órgão é responsável por regular e fiscalizar todos os fundos de pensão existentes no Brasil. Significa que quem comandá-lo pode realizar intervenções e autuações nas fundações conforme sua conveniência. Para se ter uma ideia do peso dessa arca de dinheiro, o total de ativos dos fundos de pensão somou R$ 733 bilhões no primeiro semestre deste ano. Por isso, manter a Previ sob sua batuta representou o pulo do gato para o motoqueiro Gabas e para o PT.
A partir da nomeação, em junho de 2014, de Carlos De Paula como diretor Superintendente da Previc, o então ministro da Previdência conferiu capilaridade ao esquema – mantido até os dias atuais, segundo apurações preliminares da CPI. Seguindo orientações do chefe e companheiro de passeios de moto pelas largas avenidas da capital federal, De Paula avançou em novembro do ano passado sobre a Petros, fundo de pensão da Petrobras, ao indicar como interventor Walter de Carvalho Parente. Para consumar a intervenção, no momento em que a Petros amargava uma de suas mais graves crises internas, como conseqüência das denúncias do doleiro Alberto Youssef, o superintendente da Previc obteve o aval da Anapar (Associação Nacional dos Participantes dos Fundos de Pensão), cujo vice-presidente José Henrique Sosseron é aliado de Gabas desde os tempos do sindicato dos bancários. Com o fim do processo de intervenção, uma nova direção foi empossada na Petros. Ascendeu à estratégica diretoria de Finanças e Investimentos da Petros, Lício da Costa, uma indicação da presidente do INSS, a petista Elisete Berchiol, chancelada por Gabas. A partir daí, o esquema se interliga a Lava Jato. Lício da Costa era diretor da empresa VIS Investimentos e tinha como sócios Alexandre Romano, ex-vereador do PT de Americana, conhecido como Chambinho, hoje preso em Curitiba, Eduardo Evangelista, parceiro do petista no escritório de advocacia Oliveira Romano Associados, e Thais Brescia, alçada a gerente de crédito privado da Petros...
De Sérgio Pardellas, ISTO É

sábado, 7 de novembro de 2015

Eleições municipais de 2016 animam PMDB a romper com governo Dilma


Queima filme Não é só a ambição de herdar o poder federal que anima o PMDB a romper com Dilma Rousseff. As eleições do ano que vem também empurram o partido para o desembarque do governo. Apesar de ocupar a Vice-Presidência e de ter ampliado seu espaço na Esplanada, a legenda avalia que as disputas municipais serão marcadas por ataques ao PT e não vê como seus candidatos possam fugir dessa tendência. Todos os sinais apontam para o fim do casamento entre as duas siglas em breve...

De painel, FOLHA DE S. PAULO

domingo, 30 de agosto de 2015

Um pacote chamado PT


O ex-presidente Lula (PT) disse a pouco que irá percorrer todo o país, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, em todos os estados, tendo como objetivo principal mostra a população que o que estão falando por aí não é nada disso, é intriga da oposição direitista e da grande mídia.

O ex-presidente quer também dar um alivio para sua companheira, presidente Dilma, pois está sendo o centro de todas as mazelas jornalisticas na atualidade, e por isso seu companheiro pretende que os holofotes se volte para ele, pois segundo diz "tem as costas largas".

Não sei se o ex-presidente Lula está vivendo em outro planeta e não percebe a realidade que estamos vivendo agora, ou se pretende mais uma vez tirar onde da população brasileira, pois como sabemos os males que estamos vivendo agora, na política, economia, dividas, desgovernos, Petrobras e muitos outros é resultado desta política desgraçada implatado por ele e seguida a risca por sua sucessora, ambos do PT, o pacote perfeito.

Julio Cunha

sábado, 18 de julho de 2015

Sera que nossa presidente trará luz para escuridão que se aproxima?

A prestação de conta da campanha e presidência da República de 2014 da candidata Dilma Rousseff foi feita com base em doações legais, como mostra os dados apresentados junto ao TSE, no entanto fica demonstrado que as contas ora apresentadas não resistem a analise mas detalhado dos técnicos, sobre as dações recebidas e as origens dos recursos.

Se temos a delação de um dos doadores legais a dizer que o dinheiro e proveniente de ações ilícitas proveniente de roubos na Petrobras, mais que por ser um doador legal, pode repassar o bendito dinheiro direto para o caixa 1 da campanha.

A teia que se formou na prestação de contas da candidata do PT, entre os doadores, empresas de fachada, empresas legais e favorecidos da prestação de contas eleitorais, por si só já merece sua reprovação pelo TSE, e consequentemente a perda do diploma da candidata eleita Dilma Rousseff.

Vejo que vai render muitos debates nos tribunais, enquanto isso a presidente ira sangrar com a falta de apoio político, até mesmo entre seus pares, e o país entrará num turbilhão de problemas na economia, que afetará todos os seguimentos e as camadas da sociedade.

Este é o quadro e não imagina qual será luz a acender no final.

Júlio Cunha

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Oposição quer colar imagem de Dilma à de João Vaccari


A estratégia da oposição para colar a imagem da presidente Dilma Rousseff à do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, será insistir em perguntar se Vaccari tem a confiança de Dilma. "Durante a campanha, o (então candidato a presidente) senador Aécio Neves questionou se Dilma confiava em Vaccari e ela disse que sim. A pergunta que vamos levantar novamente é: será que a presidente Dilma continua confiando em seu tesoureiro?", adiantou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

A orientação partiu de Aécio, que não está em Brasília nesta quinta-feira, 5, mas disparou telefonemas a seus pares dando a tônica da reação que quer ver na tribuna hoje.

Ontem, a bancada do PPS na Casa anunciou que vai pedir a convocação e a quebra dos sigilos do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, e do ex-diretor de serviços da estatal, Renato Duque.

"Já preparamos os requerimentos de convocação e quebra de sigilos desses dois personagens que estão no centro do esquema que roubou bilhões da Petrobras. A situação deles é grave e atinge diretamente a presidente Dilma Rousseff e o financiamento de sua campanha", informou o líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR), por meio de nota.

De Estadao Conteudo, JORNAL DE BRASILIA

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

PT recebeu até US$ 200 milhões em propina da Petrobras, estima delator


Em depoimento concedido em acordo de delação premiada, Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de engenharia da Petrobras, estima que o PT tenha recebido entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013 de propina retirada dos 90 maiores contratos da Petrobras, como o da refinaria Abreu e Lima, em construção em Pernambuco.

Barusco afirma que o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, teve "participação" no recebimento desse suborno. Vaccari Neto, de acordo com ele, ficou, até março de 2013, com US$ 4,5 milhões.

Ainda segundo ele, em outra fase, houve pagamentos até fevereiro do ano passado.

O depoimento foi prestado no dia 20 de novembro último e veio à tona nesta quinta-feira (5).

Segundo Barusco, Vaccari participou pessoalmente de um acerto fechado entre funcionários da Petrobras e estaleiros nacionais e internacionais relativos a 21 contratos para construção de navios equipados com sondas, contratações que envolveram ao todo cerca de US$ 22 bilhões.

"Essa combinação envolveu o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, o declarante [Barusco] e os agentes de cada um dos estaleiros, que deveria ser distribuído o percentual de 1%, posteriormente para 0,9%", declarou Barusco.

Segundo o delator, desse 1% sobre o valor dos contratos, a divisão se dava da seguinte forma: "2/3 [dois terços] para João Vaccari; e 1/3 para 'Casa 1' e 'Casa 2'". Barusco envolveu outros funcionários da Petrobras no esquema...

De Rubens Valente, Gabriel Mascarenhas e Mario Cesar Carvalho, FOLHA DE S. PAULO

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Eduardo Cunha derrota PT e aprova comissão especial para reforma política



BRASÍLIA - O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) venceu o primeiro embate contra o PT e, com a base que ajudou a elegê-lo para a Presidência da Câmara, além do apoio da oposição, conseguiu na noite desta terça-feira garantir a criação de uma comissão especial para a apreciação de uma reforma política.

A disputa entre PT e PMDB na eleição para a presidência da Câmara foi transportada para o plenário da Casa, na discussão da proposta. Diante da decisão de Eduardo Cunha de acelerar a criação de uma comissão especial de uma emenda constitucional de reforma política em plenário, o PT partiu para a obstrução com o apoio de partidos como PCdoB, PRB, PV e PSOL, entre outros. Mais tarde, isolado na obstrução, somente depois das 23h, o PT decidiu recuar.
...

A PEC da reforma política estava parada, há mais de um ano, na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, por obstrução do PT. A PEC contraria o modelo defendido pelo partido. O principal ponto de divergência é quanto ao financiamento de campanha. O PT defende o fim das doações de empresas privadas. A proposta quer incluir essa fonte de contribuição financeira na Constituição, no momento em que a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal já votou pela proibição das doações de empresas. O placar está 6 a 1 e ainda faltam os votos de quatro magistrados...

De Isabel Braga e Júnia Gama, O GLOBO

Novo líder do governo tem escândalo dos 'dólares na cueca' no currículo



Em busca de uma reaproximação com sua base no Congresso Nacional, o Planalto decidiu trocar o comando da liderança do governo na Câmara: sai Henrique Fontana (PT-RS), que se envolveu em um embate com o novo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e assume o ex-líder do PT José Guimarães. O petista tem como uma de suas principais marcas um mal explicado episódio em que seu assessor foi encontrado com dinheiro escondido na cueca.

Em 2005, quando o mensalão já causava dores de cabeça para o governo e arrastava para o centro do escândalo justamente o irmão do novo representante do governo, o ex-presidente do PT José Genoino, o assessor de Guimarães, José Adalberto Vieira, foi preso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com 100.000 dólares na cueca, além de outros 209.000 reais guardados em uma maleta. O funcionário viajaria para Fortaleza, berço eleitoral do petista.

De acordo com o Ministério Público, os dólares eram uma propina que Guimarães iria receber por intermediar um financiamento entre um consórcio de energia e o Banco do Nordeste do Brasil. A Justiça, porém, livrou o líder do governo do processo em 2012, sob o argumento de que não havia elementos que ligassem o deputado ao dinheiro apreendido com o assessor...

De Marcela Mattos, VEJA

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Governador rompe com PDT e demite secretária com 20 dias no cargo


O governador da Bahia, Rui Costa (PT), vai demitir a secretária de Agricultura da Bahia, Fernanda Mendonça, que tomou posse no cargo há apenas 20 dias. A exoneração é resultado do rompimento do governador com o PDT, partido que participou de sua coligação nas eleições e que indicou Fernanda para o cargo. A secretária demitida é prima do deputado federal Félix Mendonça, presidente do PDT da Bahia.

Assim que tomou posse, o governador Rui Costa exigiu que o partido fosse um “aliado exclusivo” de seu governo e desembarcasse da base do prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) – potencial adversário de Costa nas eleições estaduais de 2018. O PDT assumiu a Secretaria do Trabalho de Salvador no início do ano, oficializando a adesão à base aliada do prefeito. Foi indicada para o cargo a ex-vereadora Andréia Mendonça, irmã do deputado Félix Mendonça e ex-secretária estadual na gestão Jaques Wagner (PT). Após as cobranças públicas de Rui Costa, o partido emitiu uma nota nesta terça-feira (20) informando que permaneceria apoiando o governador, mas manteria a indicação da secretária para a prefeitura.

De política, O ESTADO CE

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Eliane Cantanhêde: A verdade (de Marta) dói



A revelação mais importante da senadora Marta Suplicy, em sua entrevista ao Estado, é que o ex­presidente Lula queria, sim, e autorizou, sim, o movimento "Volta, Lula" para disputar a Presidência da República no lugar da pupila Dilma Rousseff.

Até por isso, Marta se reuniu com ele "uma, duas, três, quatro vezes". Não foi para falar de flores. Nem foi para falar bem de Dilma.

Muito menos para avalizar o "fracasso" (nas palavras da senadora) da política econômica.

Por delicadeza, ou lealdade, Marta insistiu várias vezes que Lula nunca disse, cabalmente, que seria, ou ao menos que queria, puxar o tapete de Dilma e virar candidato. Mas, para bom entendedor, meia palavra basta. Cá para nós, a fala de Marta foi muito mais do que apenas meia palavra.

O Planalto e Dilma calam. O PT e Lula calam. Mas não há viv'alma afirmando que Marta mentiu e/ou que Lula jamais, em nenhum momento, ficou assanhado com a possibilidade de subir a rampa de novo, nos braços do povo...

Há muitas verdades na fala de Marta Suplicy. E nenhuma mentira.

De Eliane Cantanhêde, O ESTADO DE S. PAULO

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Procuradoria eleitoral pede cassação de Pimentel e vice pela 2ª vez



A Procuradoria Regional Eleitoral de Minas (PRE-MG) apresentou nesta quinta-feira (8) o segundo pedido de cassação do governador Fernando Pimentel (PT) e de seu vice, Antônio Andrade (PMDB), por irregularidades nas contas de campanha. O pedido ainda precisa ser analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG). A campanha petista garantiu que cumpriu a legislação na prestação de contas.

Na representação, a procuradoria sustenta que Pimentel teria cometido diversas irregularidades, como ultrapassar o limite de gastos estipulado por seu partido em R$ 10,1 milhões, omitir despesas realizadas por outros candidatos que favoreceram a campanha do petista, emitir fora do prazo recibos eleitorais e deixar de registrar doações. Os argumentos foram os mesmos apresentados em dezembro pela PRE-MG e também entregues à Justiça Eleitoral, que ainda não se posicionou sobre o caso.

Uma das suspeitas apontada pela PRE-MG diz respeito à transferência de recursos feitas por Pimentel a seu Comitê Financeiro. “Ao invés de realizar os gastos diretamente, ele preferiu transferi-los ao comitê, correndo o risco de ultrapassar o limite de gastos”, aponta a procuradoria...

De Isabella Lacerda, O TEMPO


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Os metalúrgicos sofrem com a economia e se afastam do PT



Antes de quebrar financeiramente e de se ver diante de uma dívida milionária, Odair da Rocha era um ex-sindicalista em ascensão. Saíra de São Paulo casado com Raquel rumo a Santo André, no ABC paulista, onde se instalou na década de 1980. A vida de metalúrgico começou ali do lado, em São Bernardo do Campo, como ferramenteiro. Ele produzia moldes de peças usadas na fabricação de carros, geladeiras ou fogões. Passou pela Karmann Ghia, depois pela Semer. Acabou na Brastemp. Nas três empresas por onde passou, Rocha progrediu. Na Brastemp, tornou-se chefe. Em 1999, fase em que a indústria começava a terceirizar seus serviços, soube que a ferramentaria onde trabalhava seria vendida. Viu ali uma oportunidade de negócios. Reuniu suas economias e, com dois amigos, investiu R$ 150 mil na compra da empresa onde batera ponto por 20 anos. Patrão, passou a supervisionar 55 funcionários, que moldavam peças. Primeiro para a própria Brastemp, depois para outros fabricantes de eletrodomésticos. Com a produção em alta, ano a ano, seu negócio dava sinais de progresso. “Até que veio a invasão chinesa”, diz ele, hoje com 59 anos.

A importação das peças asiáticas tornou-se mais atraente para as empresas que compravam de Rocha. A ferramentaria passou a declinar, e o setor de peças como um todo também. Na transição do governo Lula para Dilma Rousseff, Rocha não resistiu. Sua ferramentaria quebrou. Os funcionários foram dispensados, os carros vendidos, a sociedade desfeita. Sobrou-lhe uma conta de milhões de reais a pagar, e ele não tem o dinheiro. “Foi o momento mais triste da minha vida”, diz. “Nunca usei cheque especial. De repente, me vi devendo um valor que nem se eu vendesse tudo teria como pagar.” Falido, Rocha voltou a ser empregado, na ferramentaria de um amigo. Ela também está à beira do precipício, e ele acabou demitido no começo do ano. A casa espaçosa em Santo André é o único patrimônio que lhe restou. Rocha e Raquel, de 58 anos, vivem hoje da aposentadoria.

O setor de peças tem um poder de resistência às intempéries da economia menor que as montadoras de carros. Em momentos de crise como 2008, ajustes de produção, demissões e incentivos do governo (como a redução de impostos para a compra de carros) atenuaram os danos econômicos para as montadoras. Nenhuma delas quebrou. O mercado melhorou, e a venda de carros bateu recorde em 2012. Foram 3,8 milhões de unidades vendidas no Brasil. Em 2014, uma nova crise se alastrou na indústria automotiva, respingou nas vendas, na produção e nos trabalhadores. “No fim de junho, chegamos ao fundo do poço nas vendas”, afirma Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea)...

De Vinicius Gorczeski, ÉPOCA