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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

BC vê inflação acima do centro da meta em 2017 e reforça chance de alta de juros em janeiro


BRASÍLIA - O Banco Central já não vê a inflação no centro da meta em 2017, destacando em seu Relatório de Inflação que conduzirá uma política monetária "especialmente vigilante", o que fortalece a possibilidade de novo aumento de juros já na próxima reunião do Copom, em janeiro.

Diante da crescente desancoragem das expectativas do mercado para o avanço do IPCA, alimentada por conturbado ambiente político e fiscal no Brasil e por um ajuste de preços relativos considerado mais demorado e intenso, o Banco Central havia esticado em outubro o horizonte de convergência da inflação a 4,5 por cento para 2017 ao invés de 2016.

Mas no documento divulgado nesta quarta-feira, passou a ver o IPCA a 4,8 por cento em 2017. No último relatório, de setembro, o BC enxergava o índice em 4,0 por cento no terceiro trimestre de 2017...

De Marcela Ayres e Camila Moreira, REUTERS BRASIL

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

BC diz que tomará "medidas necessárias" para segurar a inflação e indica juros maiores


O Banco Central afirmou que tomará as "medidas necessárias" para controlar a escalada de preços independentemente da política fiscal e do cenário de incertezas, indicando que deve voltar a elevar os juros básicos em breve.

Ao mesmo tempo, a autoridade monetária piorou sua previsão para a inflação neste ano e em 2016, afirmando que ambas estão acima do centro da meta --de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos--, segundo ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta quinta-feira.

"Independentemente do contorno das demais políticas, o Comitê adotará as medidas necessárias de forma a assegurar o cumprimento dos objetivos do regime de metas (de inflação)", trouxe o documento, ressaltando que isso significa levar "a inflação o mais próximo possível de 4,5 por cento em 2016... e fazer convergir a inflação para a meta de 4,5 por cento em 2017"...

De Patrícia Duarte, REUTERS BRASIL

sexta-feira, 19 de junho de 2015

IPCA-15 surpreende e tem maior alta para junho em quase 20 anos, de 0,99%




Pressionada pelos preços de alimentos e despesas pessoais, a prévia da inflação oficial brasileira acelerou ainda mais em junho, acima do esperado e a maior taxa para esses meses em quase duas décadas, deixando mais complicada a tarefa do Banco Central de manter sob controle as expectativas de alta de preços.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta de 0,99 por cento neste mês, bem acima do avanço de 0,60 por cento visto no mês anterior e a maior para junho desde 1996 (quando foi de 1,11 por cento), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Com isso, o indicador acumulou em 12 meses alta de 8,80 por cento, a maior desde dezembro de 2003, quando avançou 9,86 por cento.

Em pesquisa Reuters, pela mediana dos especialistas consultados, era esperada alta do IPCA-15 de 0,85 por cento na base mensal e de 8,65 por cento em 12 meses...

De Patrícia Duarte, REUTERS

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Mercado prevê inflação de 7,01% em 2015



Os investidores e analistas do mercado financeiro elevaram para 7,01% a projeção de inflação para 2015, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O teto da meta da equipe econômica é 6,5%. O mercado também reduziu a projeção de crescimento da economia este ano de 0,13% para 0,03%, próximo de zero. As estimativas pioraram pela quinta semana consecutiva.

Os dados são do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 2, pelo Banco Central (BC). O boletim Focus da última semana também voltou a elevar estimativa para os preços administrados, que sofrem algum tipo de influência do governo. De 8,7%, a projeção passou para 9%.

Com relação à taxa básica de juros, a Selic, a previsão para 2015 permanece em 12,5% ao ano. Em reunião nos dias 21 e 22 de janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu elevar a Selic em 0,5 ponto percentual, de 11,75% para 12,25% ao ano...

De economia O POVO

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Projeção para inflação em 2015 dispara a 6,99% e de expansão do PIB despenca a 0,13%



SÃO PAULO - A projeção de economistas de instituições financeiras para a inflação neste ano disparou para praticamente 7 por cento após o anúncio de aumentos de impostos ao mesmo tempo em que a estimativa de crescimento da economia despencou, mas a projeção para a Selic ao final de 2015 permaneceu inalterada.

De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a projeção para a alta do IPCA em 2015 foi elevada pela quarta semana seguida, a 6,99 por cento, contra 6,67 por cento anteriormente.

A última vez que a inflação oficial brasileira ficou acima de 7 por cento foi em 2004, quando o IPCA subiu 7,60 por cento. A meta oficial é de 4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais.

A forte revisão da projeção no Focus aconteceu depois que o governo anunciou pacote de aumento de impostos, com destaque para tributos sobre combustíveis, como parte da investida do governo para colocar as contas públicas em ordem...

De Camila Moreira, REUTERS

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Economistas veem pela 1ª vez estouro da meta de inflação em 2015



SÃO PAULO - Economistas de instituições financeiras passaram a ver, pela primeira vez, que a inflação estourará o teto da meta oficial em 2015, com piora das projeções tanto para o dólar quanto nos preços administrados, ao mesmo tempo em que passaram a ver crescimento econômico menor tanto neste ano quanto no próximo.

De acordo com pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a projeção para o IPCA para 2015 subiu 0,04 ponto percentual, indo a 6,54 por cento, enquanto que para este ano permaneceu em 6,38 por cento. A meta é de 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

A inflação tem rondado o teto da meta há meses. O IPCA-15, prévia do indicador oficial de inflação, acelerou a alta a 0,79 por cento em dezembro, e encerrou o ano com alta de 6,46 por cento.

O Focus mostrou também que as perspectivas para o dólar voltaram a piorar. Para 2014, a projeção foi a 2,65 reais, ante 2,60 reais, enquanto para 2015 atingiu 2,75 reais, sobre 2,72 reais...

De Camila Moreira, REUTERS

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Inflação fica acima do teto da meta pelo quarto mês seguido


RIO - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), a inflação oficial do país, acelerou para 0,51% em novembro. Em outubro, a alta tinha sido de 0,42%. Nos doze meses encerrados em novembro, a taxa chegou a 6,56%, se mantendo acima do teto da meta do governo pelo quarto mês seguido. Apenas em 2014, a inflação aumentou 5,58%.

Economistas ouvidos pela Bloomberg estimavam que o IPCA ficasse em 0,55% em novembro, com as projeções variando entre 0,49% e 0,64%. Para o resultado acumulado em doze meses, a média das estimativas era de 6,59%, com taxas entre 6,53% e 6,69%...

De Lucianne Carneiro, foto: Diego Guidice, O GLOBO

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Petrobras anuncia aumento de 3% na gasolina


A Petrobras informou no início da noite desta quinta-feira que reajustará o preço de venda da gasolina em 3% e o do diesel em 5% nas refinarias, a partir da zero hora desta sexta-feira. Em comunicado ao mercado, a estatal informou que "os preços da gasolina e do diesel sobre os quais incide o reajuste anunciado não incluem os tributos federais Cide e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS".

O aumento, que era amplamente esperado pelo mercado, é considerado pequeno frente às necessidades da estatal e às perdas acumuladas no ano. Embora deva dar algum alívio para o caixa da estatal, a alta dos preços deve pressionar a inflação, que já está rondando acima do teto da meta do governo em doze meses. Uma analista avalia que, contudo, o impacto será limitado. "O impacto do aumento da gasolina no IPCA não deve ser muito alto. Aumento de 3% é na refinaria, mas na bomba será menos, então diminui a pressão", afirmou Flavio Serrano, economista sênior do Espírito Santo Investment Bank. "Com esse aumento da gasolina, o IPCA deve fechar novembro com inflação em torno de 0,6%", acrescentou.

O reajuste certamente vai refletir nas bombas de gasolina, uma vez que o governo não anunciou nenhuma compensação tributária simultaneamente, como fez em outras ocasiões. O índice de reajuste da gasolina para o consumidor final deve ser menor, pois a gasolina dos postos tem mistura de 25% de etanol anidro, mais barato que o combustível fóssil...

De Economia, VEJA

sábado, 31 de maio de 2014

Após PIB fraco, Mantega culpa seca, inflação e câmbio


SÃO PAULO - A lista de fatores negativos que atrapalharam o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre foi grande, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O ministro citou a seca, a recuperação lenta da economia internacional, o baixo crescimento da Europa, a volatilidade cambial e o aumento da inflação. O PIB do primeiro trimestre sofreu desaceleração, apresentando crescimento de 0,2%.
O ministro disse que o desempenho do PIB poderia ter sido melhor se a seca não tivesse prejudicado algumas culturas na agricultura. Apesar disso, o setor agropecuário contribui com 3,6% para o crescimento de 0,2% do PIB no primeiro trimestre, na margem.
Mantega disse que o desempenho do PIB no primeiro trimestre foi prejudicado por alguns fatores negativos. Entre os fatores citados por Mantega estava a demora além do esperado da recuperação da economia internacional. "Os EUA apresentaram queda de 0,25% no primeiro trimestre, o que dá 1% em anualidade", disse. Ainda de acordo com o ministro, a Europa cresceu abaixo das projeções...

De ESTADÃO

sexta-feira, 5 de julho de 2013

IPCA desacelera em junho a 0,26%, mas em 12 meses vai a 6,70%

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO - A inflação ao consumidor brasileiro desacelerou em junho para 0,26 por cento, favorecida por alimentos, num resultado abaixo do esperado e com forte queda da dispersão. Mas o acumulado em 12 meses foi a 6,70 por cento, maior alta desde 2011.
O resultado mensal, o menor desde junho de 2012 (+0,08 por cento), reforça a expectativa de que o Banco Central manterá o ritmo de aperto monetário na reunião da próxima semana.
Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) havia subido 0,37 por cento, com o acumulado em 12 meses em 6,50 por cento, exatamente no teto da meta do governo, de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais.
Os números de junho foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e levaram o acumulado em 12 meses ao pior resultado desde os 6,97 por cento de outubro de 2011...

De Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira, REUTERS BRASIL

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Brasil vai crescer abaixo de 3 em 2013 e inflação será maior, diz BC

SÃO PAULO - Ao mesmo tempo em que vê a economia brasileira crescendo menos, o Banco Central piorou seus cenários de inflação para este e o próximo ano, citando também riscos trazidos pelo dólar mais elevado e reforçando os sinais de que manterá o ciclo de aperto monetário iniciado em abril.



Para este ano, a autoridade monetária prevê o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 2,7 por cento, ante 3,1 por cento previstos até então, mesmo desempenho visto em 2011, primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff. No ano passado, o PIB cresceu apenas 0,9 por cento.

A previsão do BC para este ano ainda é melhor do que a colhida na pesquisa Focus, que aponta expansão de 2,46 por cento.

O BC argumenta que os indicadores de atividades já vistos no segundo trimestre sugerem continuidade da recuperação, como a retomada da indústria e a continuidade da expansão do consumo das famílias.

A perspectiva de inflação, no entanto, piorou na visão do BC. Segundo o relatório, o IPCA ficará em 6,0 por cento neste ano pelo cenário de referência, ante previsão anterior de 5,7 por cento, e em 5,4 por cento em 2014, ligeiramente acima da estimativa anterior, de 5,3 por cento.

O indicador voltará a estourar o teto da meta do governo no segundo trimestre deste ano no acumulado em 12 meses, chegando a 6,8 por cento, recuando a 6,2 por cento no terceiro trimestre e a 6 por cento no quarto trimestre. A meta de inflação é de 4,5 por cento, com tolerância de 2 pontos percentuais.

O BC destacou que a maior volatilidade e "tendência de apreciação" do dólar são riscos considerados, apesar de defender que na última década o repasse da depreciação cambial para a inflação diminuiu.

"Além disso, esse repasse tende a ser suavizado pelo ciclo de ajuste da política monetária ora em curso", trouxe o relatório, acrescentando que a inflação em 12 meses ainda apresenta tendência de elevação e que o balanço de riscos para o cenário prospectivo é desfavorável.

O dólar, até a véspera, acumulava alta de 2 por cento ante o real no mês, mas chegou a subir mais de 5 por cento no mês em seu pior momento, quando ultrapassou o patamar de 2,25 reais, sob a expectativa de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa reduzir seu programa de estímulos e, consequentemente, diminuir a liquidez internacional.

O BC iniciou novo ciclo de aperto monetário em abril passado, quando tirou a Selic da mínima histórica de 7,25 por cento ao ano para 7,50 por cento, mas acelerou o passo em maio e já elevou a taxa básica de juros ao atual patamar de 8 por cento.

Os agentes econômicos acreditam que a autoridade monetária vai continuar o movimento e já há quem acredite que, em julho, o Comitê de Política Monetária (Copom) vai aumentar a Selic em 0,75 por cento, como mostra a maioria das apostas no mercado futuro de juros.

O IPCA de maio, em 12 meses, estava exatamente no teto da meta do governo.


De Patricia Duarte, agência REUTERS BRASIL

segunda-feira, 24 de junho de 2013

FHC diz que ‘falta rumo’ na política econômica do Brasil

SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso discutiu a situação econômica atual do Brasil no programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, e afirmou que o cenário não é positivo para o País. Entre os aspectos destacados por FHC, a desaceleração da China, a recuperação dos EUA e "a falta de rumo" na política nacional têm afetado a economia brasileira.

Segundo o sociólogo e política, ainda temos uma abundância de dólares no mundo, causada por medidas de relaxamento monetário de bancos centrais estrangeiros, como o Federal Reserve Bank, dos EUA, no entanto esse fluxo não foi canalizado para investimentos no País, por causa de "uma política restritiva, com medo de fazer concessões".
Essa fase de abundância, no entanto, está chegando ao fim com a recuperação da economia dos EUA. Entre os efeitos apontados por FHC sobre este possível fim de abundância, está a desvalorização do real, que "arrebenta muitas empresas e pessoas". Para ele, as medidas do governo para conter esse movimento com atuação do Banco Central no mercado não são suficientes.
"A estabilidade da moeda é fundamental nesse mundo. E houve aqui uma certa hesitação política. O Banco Central custou a atuar, dá a impressão de que tudo é controlado e os capitais ficaram receosos", disse.
Ele também citou que a desaceleração da China pode ter impacto nos preços nas commodities, afetando o Brasil. "Os ventos internacionais não estão a favor do País".
Para Fernando Henrique, contudo, não foi só o contexto que mudou, as políticas nacionais também foram equivocadas. "Nós ficamos muito afastados das correntes de renovação", que incluem a revolução tecnológica. "Nós estamos um pouco acanhados nesse processo".
"Falta rumo. Falta operacionalidade, falta gestão, falta competência. Houve uma invasão do Estado no governo por interesses políticos, que, com isso, vem outros interesses, que não são só políticos". Para ele, sobra dinheiro, mas falta direção em como investi-lo.
Segundo FHC, há uma ideia de que o governo pode fazer o PIB crescer quando quiser, contudo "não adianta gastar no que não vai funcionar".

De Lucas Hirata, agência ESTADO

Dilma defende plebiscito sobre constituinte da reforma política

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda feira que quer debater a convocação de plebiscito que autorize a formação de uma assembleia constituinte específica para a reforma política. A chefe do executivo fez um discurso antes da reunião com governadores, prefeitos e ministros, no Palácio do Planalto, no qual apresentou cinco "pactos" que visam responder a reivindicações da sociedade, expressa nas recentes manifestações de rua vistas em todo o país.
Um dos pactos é o da reforma política, que deve debater a proposta do plebiscito e também dar prioridade ao combate à corrupção. Dilma defendeu uma nova legislação que classifique corrupção como crime hediondo.
Outro deles é o pacto pela Responsabilidade Fiscal e Controle da Inflação, classificado por ela como “perene”. O terceiro é o pacto pela Saúde e os dois restantes, os pactos pelo Transporte Público e pela Educação.
Ao mencionar o pacto pela melhoria na saúde, Dilma defendeu uma aceleração dos investimentos já contratados pelo governo e a contratação de médicos estrangeiros para regiões em que não houver oferta de profissionais brasileiros.
Dilma fez questão de se dirigir à classe médica em seu discurso e dizer que não se trata de uma medida “hostil”, mas “emergencial” e “localizada”, necessária para assegurar a prestação do serviço para todos. A presidente enfatizou que o Brasil é um dos países que menos contrata mão de obra estrangeira nesse segmento.
A presidente defendeu também mais investimentos em metrôs, VLTs e corredores de ônibus, se disse disposta desonerar PIS e Cofins sobre óleo diesel de transportes públicos urbanos e de energia para metrôs. “Esse processo pode ser fortalecido por Estados e municípios com desonerações de seus impostos”, acrescentou a presidente, afirmando ter decidido destinar mais R$ 50 bilhões em investimentos em obras de mobilidade urbana.  Dilma anunciou também a criação do Conselho Nacional do Transporte Público, a fim de conferir maior transparência e controle social das tarifas de ônibus. A intenção é a de obter um “salto de qualidade nos transportes públicos”.
A presidente voltou a defender mais uma vez a destinação de recursos decorrentes da exploração de petróleo para a educação e disse confiar que os parlamentares aprovarão o projeto que tramita em regime de urgência prevendo a aplicação desses recursos em educação.
Ao iniciar sua fala, Dilma afirmou que o governo tem buscado “respostas republicanas e participativas” para os problemas que inquietam a população que tem tomado as ruas em mobilizações definidas pelas presidente como “vozes democráticas”. A presidente citou a situação econômica do país e afirmou que o “Brasil vem passando por ininterrupto e inequívoco processo de mudança”, mas que as mobilizações nas ruas mostram que o país quer serviços públicos de qualidade. “Todos sabemos onde estão os problemas e dificuldades para resolvê-los”, acrescentou a presidente.
Dilma enfatizou, no entanto, que não tolera atos de vandalismo e violência por parte dos manifestantes. "Condenei e alertei em rede nacional que meu governo não vai transigir na manutenção da lei e da ordem". As últimas manifestações, convocadas para protestar contra o aumento do transporte público e dos gastos com a Copa, foram marcadas por episódios de depredação e destruição de propriedades públicas e privadas em várias cidades brasileiras...


De política, jornal VALOR ECONÔMICO

sexta-feira, 21 de junho de 2013

IPCA-15, considerado prévia da inflação oficial, sobe 0,38% em junho

RIO  -  O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 0,38% em junho, após alta de 0,46% em maio, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em junho do ano passado, o índice - que é uma prévia do indicador oficial de inflação do país - avançou 0,18%.
O resultado do IPCA-15 de junho ficou um pouco acima da média de 0,37% apurada pelo Valor Data junto a 15 consultorias e instituições financeiras. O intervalo das estimativas foi de 0,34% a 0,40%.
Nos 12 meses encerrados em junho, a inflação medida pelo IPCA-15 acumulou alta de 6,67%, voltando a ficar acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 6,50%, indicando avanço em relação aos 12 meses encerrados em maio, quando ficou em 6,46%...


De Diogo Martins, jornal VALOR ECONÔMICO

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Inflação termina o mês de maio com alta de 0,37% e encosta na meta do governo

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE avançou 0,37% em maio, depois de registrar 0,55% em abril. O resultado ficou em linha com as expectativas do mercado, que de acordo com o último Boletim Focus do Banco do Central, previa variação de 0,36%. Nos cinco primeiros meses de 2013, o IPCA já subiu 2,88%, contra 2,24% em igual período do ano passado.

Já a inflação acumulada nos últimos 12 meses chega a 6,5%, exatamente no limite do teto da meta do governo para este ano que é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Este indicador ficou ligeiramente acima do resultado de abril, cuja taxa acumulada em doze meses estava em 6,49% e abaixo de março, quando chegou a 6,59%...


De Nice de Paula, economia, jornal O GLOBO

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Copom eleva Selic para 8% ao ano

Brasília - Em um cenário de inflação em alta e crescimento ainda lento da economia, o Banco Central (BC) decidiu acelerar o processo de alta dos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou o aumento da taxa Selic de 7,50% para 8% ao ano, alta de 0,50 ponto percentual.  a segunda elevação seguida da taxa Selic no ano, que em abril subiu 0,25 ponto percentual. "O Comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano", disse o Copom.

Nas últimas semanas, a autoridade monetária havia dado vários sinais de que poderia promover uma alta maior de juros para segurar a inflação. Com isso, até terça-feira, o mercado financeiro ainda estava dividido em suas projeções para a reunião. A divulgação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, que veio abaixo do esperado, no entanto, levou muitos analistas a avaliarem que o BC poderia elevar a taxa novamente em 0,25 ponto...


De Agência Estado, jornal DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 28 de maio de 2013

Sem alívio dos alimentos, preços ao produtor sobem 0,35% em abril


RIO DE JANEIRO - O Índice de Preços ao Produtor (IPP) atingiu em abril o maior nível em quatro meses ao subir 0,35 por cento, com a primeira alta mensal dos alimentos este ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.
A leitura é a maior desde o avanço de 0,41 por cento vista em dezembro, levando os preços ao produtor acumularem alta de 5,48 por cento nos 12 meses encerrados em abril.
O IBGE revisou o dado de março para avanço de 0,04 por cento em março, depois de anunciar 0,03 por cento...

De Rodrigo Viga Gaier, agência REUTERS BRASIL

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Aécio ataca Dilma e pede controle de gastos para combater inflação


Recém-eleito presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) criticou ontem a presidente Dilma Rousseff e defendeu o controle de gastos públicos para conter a inflação nos comerciais do partido veiculados no rádio e na TV.
São três filmes de 30 segundos. Num deles Aécio diz que a inflação no país foi controlada graças ao PSDB: "Mas hoje a alta de preços voltou a bater à porta dos brasileiros. Os alimentos então não param de subir. Para evitar que a inflação volte de vez, a primeira coisa a fazer é equilibrar as contas do governo. É ter foco na gestão", afirma.
Uma música tranquila atenua o tom das críticas, e Aécio prossegue falando: "Hoje o governo federal gasta mais do que arrecada. E aí, claro, a conta não fecha [...]. Para o PSDB, a hora é de tolerância zero com a inflação".
Para justificar a escolha do tema, a assessoria do PSDB diz que a inflação é alvo de preocupação de 77,5% dos brasileiros, segundo pesquisa de opinião encomendada pela legenda na qual foram ouvidos 5.000 eleitores.
Nas inserções, Aécio -que hoje é senador- diz que, durante sua gestão como governador, Minas Gerais "avançou como nunca na saúde e fez 6.000 km de estradas".
"Quem governa também tem de dar o exemplo, por isso a gente cortou pela metade o salário do governador", diz.
À exceção de cenas históricas, Aécio é o único político a estrelar os comerciais: "Eu sou Aécio Neves e, se você também acredita que a gente pode cuidar melhor do Brasil, vamos conversar". Com as peças, o PSDB tenta tornar Aécio mais conhecido do eleitorado nacional.
No site "Conversas com Brasileiros", lançado ontem pelo partido, Aécio e a inflação também são assuntos centrais. No vídeo principal, o senador conversa em uma sala com pessoas que relatam suas preocupações.
Nas respostas, o mineiro critica o governo federal e valoriza projetos desenvolvidos pelo PSDB no passado.


De poder, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Juros sobem influenciados por dados do varejo e dúvidas sobre inflação



A divulgação de dados que mostraram desempenho do varejo brasileiro acima do esperado levaram as taxas de juros projetadas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) as máximas desde o dia 17 de abril, data do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom).
No fim da sessão regular, antes dos ajustes finais, os contratos devolveram parte dos ganhos, mas ainda assim fecharam majoritariamente em alta, também puxados pelo aumento do rendimento dos títulos do governo americano (Tresuries) e pela valorização do dólar.
Antes dos ajustes finais na BM&F, a taxa do DI de vencimento em julho de 2013 (DI julho/2013 subia a 7,485%, de 7,465% ontem. O DI janeiro/2014 apontava estabilidade, a 7,98%. Na mesma comparação, o DI janeiro/2015 avançava a 8,44%, de 8,42%, enquanto o DI janeiro/2017 atingia 9,14%, de 9,15% na véspera, após máxima de 9,23% no dia.
Segundo números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas no varejo restrito caiu 0,1% em março na comparação com fevereiro, resultado superior à média, de -0,5%, estimada pelo Valor Data junto a 13 economistas, e melhor que o intervalo das projeções, que ficou entre -0,3% e -1,5%.
“Com o Banco Central operando no modo ‘data dependence’, qualquer indicador que mostre atividade mais forte na ponta do consumo aumenta a incerteza sobre a eficácia de um ciclo de monetário suave para segurar a inflação”, disse o diretor de tesouraria de um banco, referindo-se à opção tomada pelo Copom desde março de atuar conforme a apuração dos indicadores de preços e de atividade para calibrar os juros.
A mesma Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada hoje pelo IBGE revelou que o deflator implícito — medida utilizada para verificar a diferença entre a receita nominal e a receita real no setor — foi de 8,3% nos 12 meses encerrados em março, o maior desde abril de 2005, quando havia batido 8,7%, ressaltou o economista da Quest Investimentos, André Muller. “O deflator funciona como uma medida do aumento de preços, e desde 2005 não era tão alto. Isso confirma que a inflação já está batendo no comércio e enfraquecendo as vendas, principalmente no setor de supermercados, que já registra dois meses de queda”.
A influência do indicador doméstico de varejo hoje foi mais influente para os investidores do mercado de juros do que o comportamento dos títulos do governo americano. Mas esse vetor externo também trabalhou a favor de juros mais elevados na BM&F.
O rendimento desses papéis, principal referência do mercado global de renda fixa, passou a subir durante a tarde, influenciado pelas incertezas sobre a retomada econômica nos países industrializados do hemisfério norte. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro recuou 0,2% no primeiro trimestre, enquanto nos Estados Unidos, a produção industrial caiu 0,5% em abril ante expectativa menos pessimista, que estimava 0,2% de queda.
A aposta que ganha corpo no mercado, embora ainda não seja majoritária, é a de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) decida antecipar a normalização da política monetária, reduzindo a injeção de recursos no sistema financeiro por meio da compra de bônus. No curto prazo, esse cenário já pressiona a taxa de câmbio, favorecendo o dólar.
Assim, a moeda americana ganha terreno em relação às principais moedas no mundo, inclusive ao real. E a depreciação da divisa brasileira pressiona a inflação e, portanto, justifica a alta dos DIs.
O contraponto para esse movimento, segundo operadores, é a onda de alívio monetário se espalhando pelo mundo. A decisão do BCE de cortar os juros no início do mês estimulou ações de outros BCs ao redor do mundo, como o da Índia, Austrália, Polônia, Coreia do Sul, Israel, Vietnã e Siri Lanka. Muitas dessas decisões surpreenderam o mercado e foram adotadas como instrumento para fazer frente à atividade doméstica fraca e às perspectivas moderadas para o crescimento global.
Ponderar essas forças é, portanto, o grande desafio para os investidores e, principalmente, para o próprio Banco Central brasileiro. Ainda mais considerando que, ao contrário do que se vê nesses outros países, o Brasil convive com inflação alta.
O foco dos investidores se volta agora para os dois últimos dias da semana. Entre a quinta-feira e a sexta-feira, o mercado terá uma agenda que comporta exposições do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, do diretor de política econômica, Carlos Hamilton Araújo, além da divulgação do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) da autarquia referente a março.
Amanhã, às 8h30, sai o IBC-Br. Na sequência, no Rio de Janeiro, Tombini abre o XV Seminário de Metas para a Inflação. E, na sexta-feira, acontece o encerramento do mesmo evento, por Carlos Hamilton. Para gestores de recursos, tesoureiros e investidores, oportunidades para que sejam apuradas pistas do rumo dos juros no país.


De João José Oliveira, portal VALOR

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Analistas elevam projeção de inflação até 5,8% em 2013



Rio de Janeiro - Os economistas do mercado financeiro elevaram a previsão de inflação neste ano no Brasil de 5,71% há uma semana até 5,8%, em pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central.

Além disso, os analistas mantiveram inalterada, pela quinta semana consecutiva, a projeção para o crescimento econômico nacional neste ano (3%) e pela nona semana consecutiva sua previsão de 3,5% para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014.


De agência EFE