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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

BC vê inflação acima do centro da meta em 2017 e reforça chance de alta de juros em janeiro


BRASÍLIA - O Banco Central já não vê a inflação no centro da meta em 2017, destacando em seu Relatório de Inflação que conduzirá uma política monetária "especialmente vigilante", o que fortalece a possibilidade de novo aumento de juros já na próxima reunião do Copom, em janeiro.

Diante da crescente desancoragem das expectativas do mercado para o avanço do IPCA, alimentada por conturbado ambiente político e fiscal no Brasil e por um ajuste de preços relativos considerado mais demorado e intenso, o Banco Central havia esticado em outubro o horizonte de convergência da inflação a 4,5 por cento para 2017 ao invés de 2016.

Mas no documento divulgado nesta quarta-feira, passou a ver o IPCA a 4,8 por cento em 2017. No último relatório, de setembro, o BC enxergava o índice em 4,0 por cento no terceiro trimestre de 2017...

De Marcela Ayres e Camila Moreira, REUTERS BRASIL

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

STF declara legal juros sobre juros em operações de até um ano



BRASÍLIA ­ O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou nesa quarta­feira a legalidade da cobrança de juros sobre juros em operações de crédito com prazos inferiores a um ano. Os ministros julgaram um processo em que se discutia a constitucionalidade de medida provisória editada em 2000 que prevê a capitalização de juros nesses prazos. 

Como foi declarada a repercussão geral do tema, a decisão vale também para mais de 13,5 mil ações judiciais sobre o mesmo assunto. O caso estava no radar de instituições financeiras e do Banco Central (BC), que foi ao plenário defender a regra que vigora há cerca de 14 anos em nome da “estabilidade do sistema financeiro”. 

Não havia uma previsão de impacto sobre os bancos se a Suprema Corte declarasse a medida provisória ilegal. Ministros, durante o julgamento, chegaram a comentar “efeitos negativos” em caso de uma decisão contra a norma de 2000...

De Thiago Resend, VALOR

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Economistas elevam projeção para a Selic a 12% em 2015


SÃO PAULO - Economistas de instituições financeiras elevaram a estimativa para a Selic no fim de 2015 a 12 por cento, sobre 11,50 por cento previstos antes, mas a expectativa de que a taxa básica de juros fechará este ano a 11 por cento ainda não foi alterada, mostrou nesta segunda-feira a primeira pesquisa Focus do Banco Central com projeções coletadas após a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Na quarta-feira passada, O BC surpreendeu ao elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 11,25 por cento, numa decisão dividida e sob a justificativa de que os riscos para a inflação aumentaram.

A alta foi bem recebida por agentes econômicos, que viram como sinal de mudança na política econômica no segundo mandato de Dilma. A pesquisa Focus levantou projeções até a última sexta-feira e, por isso, ainda deve mostrar mudanças nas contas...

De Patricia Duarte, REUTERS BRASIL

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Alta dos juros fará poupança voltar para regra antiga

Se o ciclo de alta de juros continuar, como apostam os economistas, e a taxa Selic subir dos atuais 8% ao ano para mais de 8,5% ao ano, a poupança volta para a regra antiga e passa a ter rendimento maior que o atual.

Com o juro de hoje, a caderneta rende 0,455% ao mês (ou 5,6% ao ano), o equivalente a 70% da Selic mais Taxa Referencial (TR), atualmente zerada...


De Carolina Matos, Maria Paula Autran, de São Paulo, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Juros sobem influenciados por dados do varejo e dúvidas sobre inflação



A divulgação de dados que mostraram desempenho do varejo brasileiro acima do esperado levaram as taxas de juros projetadas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) as máximas desde o dia 17 de abril, data do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom).
No fim da sessão regular, antes dos ajustes finais, os contratos devolveram parte dos ganhos, mas ainda assim fecharam majoritariamente em alta, também puxados pelo aumento do rendimento dos títulos do governo americano (Tresuries) e pela valorização do dólar.
Antes dos ajustes finais na BM&F, a taxa do DI de vencimento em julho de 2013 (DI julho/2013 subia a 7,485%, de 7,465% ontem. O DI janeiro/2014 apontava estabilidade, a 7,98%. Na mesma comparação, o DI janeiro/2015 avançava a 8,44%, de 8,42%, enquanto o DI janeiro/2017 atingia 9,14%, de 9,15% na véspera, após máxima de 9,23% no dia.
Segundo números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas no varejo restrito caiu 0,1% em março na comparação com fevereiro, resultado superior à média, de -0,5%, estimada pelo Valor Data junto a 13 economistas, e melhor que o intervalo das projeções, que ficou entre -0,3% e -1,5%.
“Com o Banco Central operando no modo ‘data dependence’, qualquer indicador que mostre atividade mais forte na ponta do consumo aumenta a incerteza sobre a eficácia de um ciclo de monetário suave para segurar a inflação”, disse o diretor de tesouraria de um banco, referindo-se à opção tomada pelo Copom desde março de atuar conforme a apuração dos indicadores de preços e de atividade para calibrar os juros.
A mesma Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada hoje pelo IBGE revelou que o deflator implícito — medida utilizada para verificar a diferença entre a receita nominal e a receita real no setor — foi de 8,3% nos 12 meses encerrados em março, o maior desde abril de 2005, quando havia batido 8,7%, ressaltou o economista da Quest Investimentos, André Muller. “O deflator funciona como uma medida do aumento de preços, e desde 2005 não era tão alto. Isso confirma que a inflação já está batendo no comércio e enfraquecendo as vendas, principalmente no setor de supermercados, que já registra dois meses de queda”.
A influência do indicador doméstico de varejo hoje foi mais influente para os investidores do mercado de juros do que o comportamento dos títulos do governo americano. Mas esse vetor externo também trabalhou a favor de juros mais elevados na BM&F.
O rendimento desses papéis, principal referência do mercado global de renda fixa, passou a subir durante a tarde, influenciado pelas incertezas sobre a retomada econômica nos países industrializados do hemisfério norte. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro recuou 0,2% no primeiro trimestre, enquanto nos Estados Unidos, a produção industrial caiu 0,5% em abril ante expectativa menos pessimista, que estimava 0,2% de queda.
A aposta que ganha corpo no mercado, embora ainda não seja majoritária, é a de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) decida antecipar a normalização da política monetária, reduzindo a injeção de recursos no sistema financeiro por meio da compra de bônus. No curto prazo, esse cenário já pressiona a taxa de câmbio, favorecendo o dólar.
Assim, a moeda americana ganha terreno em relação às principais moedas no mundo, inclusive ao real. E a depreciação da divisa brasileira pressiona a inflação e, portanto, justifica a alta dos DIs.
O contraponto para esse movimento, segundo operadores, é a onda de alívio monetário se espalhando pelo mundo. A decisão do BCE de cortar os juros no início do mês estimulou ações de outros BCs ao redor do mundo, como o da Índia, Austrália, Polônia, Coreia do Sul, Israel, Vietnã e Siri Lanka. Muitas dessas decisões surpreenderam o mercado e foram adotadas como instrumento para fazer frente à atividade doméstica fraca e às perspectivas moderadas para o crescimento global.
Ponderar essas forças é, portanto, o grande desafio para os investidores e, principalmente, para o próprio Banco Central brasileiro. Ainda mais considerando que, ao contrário do que se vê nesses outros países, o Brasil convive com inflação alta.
O foco dos investidores se volta agora para os dois últimos dias da semana. Entre a quinta-feira e a sexta-feira, o mercado terá uma agenda que comporta exposições do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, do diretor de política econômica, Carlos Hamilton Araújo, além da divulgação do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) da autarquia referente a março.
Amanhã, às 8h30, sai o IBC-Br. Na sequência, no Rio de Janeiro, Tombini abre o XV Seminário de Metas para a Inflação. E, na sexta-feira, acontece o encerramento do mesmo evento, por Carlos Hamilton. Para gestores de recursos, tesoureiros e investidores, oportunidades para que sejam apuradas pistas do rumo dos juros no país.


De João José Oliveira, portal VALOR

sábado, 30 de março de 2013

Chipre detalha perdas para grandes clientes de banco



NICÓSIA - Grandes depositantes do maior banco do Chipre perderão cerca de 60 por cento de suas economias de mais de 100 mil euros, informou o banco central cipriota neste sábado, apontando os termos de um pacote de resgate econômico que tem sacudido bancos europeus, com o objetivo de salvar a ilha da falência.

Os sinais iniciais que apontavam perdas de 30 a 40 por cento por parte dos correntistas do Banco do Chipre a primeira vez na zona do euro que clientes contribuiriam com um plano de resgate já tinham deixado nervosos os investidores nesta semana.

Mas as autoridades publicaram um decreto neste sábado, confirmando reportagem da Reuters de sexta-feira, de que os depositantes receberão ações no banco no valor de apenas 37,5 por cento dos suas economias de mais de 100 mil euros.

O restante do dinheiro pode nunca mais ser devolvido dos valores superiores a 100 mil euros, 22,5 por cento deixarão de render juros, e os restantes 40 por cento continuarão rendendo juros, mas sua liberação dependerá da situação do banco.

O endurecimento dos termos envia um claro sinal de que o pacote de auxílio da União Europeia significa que o Chipre não será mais um centro de transações offshore.

As ruas de Nicósia estavam calmas.

Não há sinais de que correntistas de outros países da zona do euro em dificuldades, como Grécia, Itália e Espanha, poderão ter tratamento semelhante ao do Chipre.

"O Chipre é e será um caso especial", disse o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, um dos arquitetos do plano em resposta à crise da dívida na zona do euro, em uma entrevista ao jornal alemão Bild.

"As cadernetas de poupança da Europa estão seguras", disse.

O presidente cipriota, Nicos Anastasiades, defendeu na sexta-feira o acordo de 10 bilhões de euros, acertado com a UE há cinco dias, dizendo que ele conteria o risco de bancarrota do país.



De Karolina Tagaris, agência REUTERS BRASIL

terça-feira, 5 de março de 2013

Além das palavras

A reunião do Copom esta semana enfrentará o dilema definido pelo economista José Roberto Mendonça de Barros como “estagflação”. Esse é talvez o momento mais difícil para a autoridade monetária: a inflação em alta recomendaria subir juros; a estagnação, reduzir juros. As taxas devem ser mantidas, mas o Banco Central alertará que está atento à pressão inflacionária.
As previsões do Focus ontem mostraram o calculo médio dos analistas de mercado que são ouvidos pelo Banco Central: um pouquinho menos de crescimento do que estava previsto para esta ano, 3,09%, e um pouco mais de inflação, 5,70%.
Sobre crescimento, é possível encontrar todo o tipo de estimativa hoje no mercado. Tem gente prevendo 2%, tem gente prevendo 4%. E a maioria está em torno de 3%, mas o número tem diminuído um pouquinho a cada semana. A inflação faz o caminho inverso.
O dilema é sempre aquele: se deixar o combate à inflação de lado, o que se colhe é menos crescimento. A inflação reduz a renda, que diminui a capacidade de consumo, que tem sido o grande motor do pouco crescimento.
O BC deve elevar os juros em algum momento no ano, mas não agora. Vai esperar que a inflação ceda um pouco neste futuro próximo para ver quando será necessário elevar os juros. Por enquanto, está testando a capacidade de influir as expectativas através das declarações em que se compromete com o combate à inflação. Pode não ser suficiente.
No crescimento do PIB o governo precisa criar um ambiente favorável aos negócios. Por enquanto, só tem acontecido o uso de palavras. Em Londres, representantes do governo como a ministra Gleisi Hoffmann disseram que os investidores devem vir para o Brasil e investir porque aqui não perderão dinheiro. Bom que façam os convites. Isso é parte do trabalho, mas o passo seguinte é criar oportunidades e um ambiente favorável ao investimento, além de mitigar o risco de mudanças aleatórias do cenário. Risco, todo capitalista tem que correr; o que não faz sentido é aquele derivado de alteração das regras contratuais.
Ontem, foi divulgado que a carga tributária aumentou de novo em 2012. Isso, apesar das desonerações para alguns setores. Comprova-se assim uma tendência de quase duas décadas na economia brasileira. Nos governos Fernando Henrique, Lula da Silva e Dilma Rousseff, a carga tributária tem crescido constantemente. As pequenas reduções só servem para no ano seguinte ela voltar a subir.
Esse é um dos problemas que afetam a capacidade de crescimento de longo prazo. O governo sempre acha um jeito de arrecadar mais. Ele muda a alíquota, cria um novo imposto, muda a base de cálculo, altera o quadro regulatório, tudo para arrecadar mais. Com isso aumenta o peso sobre a economia e a incerteza.
O governo brasileiro tem usado apenas palavras para enfrentar o que precisa ser enfrentado para reverter o quadro de estagflação. É claro que o Brasil já não é tão afetado quanto no passado por crises internacionais, porque o país fez uma parte do dever de casa que tornou a economia mais robusta. Mas também é evidente que o crescimento minguou e o país está com uma resistente inflação em torno de 6%, o que é muito alto principalmente diante das circunstâncias. Isso precisa ser enfrentado não com arroubos declaratórios, mas com um trabalho detalhado para remover os obstáculos do caminho.
Durante o ano passado o governo divulgou uma série de pacotes. Em todos eles, as autoridades afirmaram que o resultado seria elevar para 22% e depois 24% a Formação Bruta de Capital Fixo em relação ao PIB (taxa de investimento), mas ela caiu de 19% para 18%. É preciso mais que palavras para reduzir a inflação e elevar o crescimento.

De Miriam Leitão, jornal O GLOBO

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Juro de pessoa física recua e fecha 2012 no menor valor em 18 anos


Por conta principalmente da atuação dos bancos públicos, que lideraram o processo de redução dos juros em 2012, a taxa média cobrada pelas instituições financeiras às pessoas físicas registrou queda de 9,2 pontos percentuais em todo ano passado, encerrando em 34,6% ao ano, o menor valor de toda a série histórica do Banco Central - que começa em julho de 1994. Os números foram divulgados pela autoridade monetária nesta sexta-feira (25).

Segundo o BC, a taxa média de juros bancários de todas as operações com recursos livres (que não têm destinação específica, como crédito rural ou imobiliário), que inclui pessoas físicas e empresas, também registrou o menor valor de toda a série do BC, que, nesse caso, começa em junho de 2000. Em dezembro, os juros médios de todas operações de crédito somaram 28,1% ao ano, contra 37,1% ao ano em dezembro de 2011. Nesse caso, o recuo foi de 9 pontos percentuais em todo ano passado.  (...)


De Portal G1 GLOBO

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Crédito Fundiário oferece taxa de juros reduzida para juventude rural

A medida assegura aos jovens rurais, que têm entre 18 e 29 anos, e às famílias de agricultores em situação de pobreza juros ainda menores, de 1% e de 0,5%, respectivamente

A taxa de juros para o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), será reduzida, passando de 5% para 2%. A medida assegura aos jovens rurais, entre 18 e 29 anos, e às famílias de agricultores em situação de pobreza juros ainda menores, de 1% e de 0,5%, respectivamente.
A Resolução nº 4177 prevê, também, a universalização dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que passa a valer por cinco anos para os novos contratos, com um repasse de R$ 1,5 mil por beneficiário/ano. Recém-aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ela entra em vigor a partir do dia 1º de abril e foi publicada no Diário Oficial da União, (...)
De Portal BRASIL online

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Juros futuros e dólar sobem


São Paulo, 29/11/2012 - Com o dólar cotado, durante praticamente todo o dia, acima de R$ 2,10 e a melhora do ambiente externo, os investidores em juros encontraram espaço para puxar as taxas futuras para cima nesta quinta-feira, um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a Selic estável em 7,25% ao ano, em linha com o esperado. Apesar de fatores técnicos influenciarem a formação de preço do dólar em relação ao real, operadores argumentam que o câmbio pode sim ter uma nova banda, o que impactaria a inflação mais adiante.

De AGÊNCIA ESTADO