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domingo, 24 de julho de 2016

O magnata Donald Trump declarou guerra ao mundo...


No discurso raivoso e carregado de sarcasmo, Trump anunciou que, se eleito, os Estados Unidos “serão o país da lei e da ordem”. Pintou um quadro sombrio do país, como se estivesse engolfado em violência e crimes, e ele atribuiu esse estado de coisas aos imigrantes ilegais, “que estão esta noite andando por aí livremente ameaçando cidadãos pacíficos”. Ao lembrar do caso de uma garota assassinada recentemente, Trump disse que se tratava de “outra criança sacrificada no altar das fronteiras abertas”.

Trump prometeu proibir a imigração de cidadãos oriundos de países “expostos ao terrorismo” e que não o combatem. “Só vou admitir a entrada em nosso país de pessoas comprometidas com nossos valores e que amem nosso povo”, avisou, reafirmando sua promessa de construir um muro para impedir a entrada de “gangues” e “traficantes”. Disse que a política de imigração proposta por seus adversários, que supostamente permitirá uma “imigração em massa”, vai superlotar hospitais e escolas, tirar empregos e atirar ainda mais pessoas na pobreza.

Sobre sua adversária, Hillary Clinton, que foi secretária de Estado, Trump resumiu assim o que chamou de “legado” da democrata: “Morte, destruição, terrorismo e fraqueza”. Antes dela, Trump disse, não havia Estado Islâmico, o Egito era “pacífico”, a violência no Iraque estava tendo uma “grande redução”, a Síria estava “sob controle” e a Líbia era “estável”. Graças aos “maus instintos” de Hillary, atacou Trump, a realidade hoje é outra...

De opinião, ESTADÃO

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Clinton: "Há poucos lugares para ser tão otimista como no Brasil"


O ex-­presidente dos Estados Unidos Bill Clinton disse nesta quinta-­feira que existem “poucos lugares no mundo” para ser tão otimista como no Brasil. “É natural que eventos negativos dominem as manchetes, mas o futuro é forjado pelas perspectivas de longo prazo”, afirmou Clinton, em discurso de encerramento do Encontro Nacional da Indústria (Enai), que ocorre em Brasília. 

Como preâmbulo, o ex-­presidente americano reconheceu que o momento político e econômico brasileiro pode soar “desafiador”. Ele lembrou que, depois da crise de 2008, muitas pessoas acreditavam que o centro das decisões mundiais estaria migrando para os países do Brics ­ o bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. 

A China tem enfrentado desafios para substituir o comércio exterior pela demanda interna como motor do crescimento, a Rússia foi atingida pela queda dos preços do petróleo e pelas sanções econômicas, as reformas liberalizantes propostas pelo governo da Índia não conseguem avançar no Parlamento. “Tudo isso teve impacto para o Brasil, porque uma parte significativa do PIB está relacionada às exportações e boa parte das exportações é de commodities”...

De Daniel Rittner e Eduardo Campos, VALOR

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O misterioso pedaço de lixo espacial que se dirige à Terra


Ele se chama WT1190F, tem entre um e dois metros e está viajando neste momento em direção à Terra.

Se a trajetória continuar como está previsto, esse misterioso fragmento de lixo espacial entrará na atmosfera terrestre em 13 de novembro (sexta-feira) às 4h19 (horário de Brasília).

Mas não se assuste - o mais provável é que o objeto se desintegre ao entrar em contato com a atmosfera - e se ainda sobrar algum remanescente, cairá no Oceano Índico a cerca de 65 km da costa do Sri Lanka.

Mas o que é e de onde saiu esse objeto?

Dadas suas características - seu tamanho e densidade, que indica ser oco -, é muito possível que se trate de um objeto artificial, "uma peça perdida da história espacial que volta para nos perseguir", disse Jonathan McDowell, pesquisador do centro de astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos...

De mundo, BBC BRASIL

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Presidente Dilma é citada em processo que corre nos EUA


A presidente Dilma Rousseff foi citada na ação coletiva impetrada contra a Petrobras nos Estados Unidos pela cidade de Providence, capital do estado de Rhode Island. Além dela, outras 11 pessoas estão no processo, na condição de “pessoas de interesse”. A informação foi publicada na edição deste sábado do “O Estado de S.Paulo”.

Estão incluídos na lista, o empresário Jorge Gerdau; o presidente do Grupo Abril, Fábio Barbosa; e o ministro da Fazenda Guido Mantega; o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli; o presidente do BNDES Luciano Coutinho; a ministra do Planejamento, Miriam Belchior; os ex-ministros das Minas e Energia Silas Rondeau e Márcio Zimmermann; o ex-presidente do TCU Sérgio Quintella; além do general Francisco Roberto de Albuquerque e de Marcos Antonio Menezes, do Instituto Brasileiro de Petróleo.

Segundo a publicação, a citação não significa estar enquadrado como réu, mas foram citados porque assinaram prospectos que serviram de base para a emissão de títulos da dívida e ADS (American Depositary Share). Os citados poderão ser chamados a depor e, caso a investigação apresente fatos que justifiquem a mudança, podem ser transformados em réus.

O advogado americano James Munisteri afirma que a inclusão entre os réus só ocorre se ficar provado que elas sabiam que as informações dos prospectos eram falsas ou agiram com grave negligência, como assinar documentos sem ler direito. Na avaliação dele, a inclusão de autoridades pode ser “estratégia de pressão para forçar um acordo”

De política, A NOTÍCIA

domingo, 21 de junho de 2015

Putin elogia aproximação Cuba-EUA e evita se pronunciar sobre Venezuela


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira considerar um passo muito positivo a aproximação entre Cuba e Estados Unidos, e evitou se pronunciar sobre a situação na Venezuela, alegando que não é costume de seu país entrar em questões internas.

Putin, que concedeu uma entrevista aos presidentes das 12 maiores agências de imprensa do mundo, entre elas a Agência Efe, se apresentou com quatro horas de atraso, depois da meia-noite da sexta-feira, por isso se desculpou antes de começar a responder perguntas.

"Quero me desculpar que tenhamos passado da meia-noite, mas já sabem por que ocorreu. Tem a ver com o desejo dos meus colegas que vieram ao Fórum (Econômico Internacional de São Petersburgo) de debater diferentes assuntos. E é difícil interromper as reuniões", afirmou, dirigindo-se aos chefe das agências.

Os primeiros minutos da reunião foram transmitidos ao vivo pela televisão estatal russa. Depois, mudou o formato da reunião de Putin e seus convidados, que deixou de ser aberta e continuou a portas fechadas, sem possibilidade de gravação, publicação ou transmissão da mesma...

De agência EFE

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Como a polícia de Los Angeles superou má fama e virou modelo para país



Poucas horas depois da absolvição dos quatro policiais que haviam sido filmados espancando um homem negro em Los Angeles, o centro da segunda maior cidade dos Estados Unidos seria tomado por uma multidão que saqueava lojas, incendiava prédios e assaltava motoristas.

O ano era 1992, e a revolta com a decisão judicial desencadearia o maior levante da história recente dos Estados Unidos, encerrado seis dias depois com um saldo de 63 mortos, mais de 11 mil detidos e um prejuízo de cerca de US$ 1 bilhão.

De lá para cá, a polícia de Los Angeles foi submetida a uma refoma considerada por especialistas um exemplo de sucesso. As mudanças foram impostas pelo Departamento de Justiça do governo americano – que se valeu de uma lei que lhe permite intervir em forças estaduais ou municipais que cometam abusos sistemáticos – após o espancamento do operário Rodney King, que havia se recusado a encostar o carro numa abordagem policial.

King sobreviveu aos golpes dos agentes, mas a insurreição forçaria a polícia de Los Angeles a rever uma série de práticas que haviam lhe rendido a fama de ser uma das mais racistas e violentas forças de segurança dos Estados Unidos.

A experiência é lembrada num momento em que pipocam pelo país protestos contra a violência policial e o modo como as corporações tratam negros e latinos. As manifestações foram impulsionadas pela absolvição dos policiais que em 2014 mataram o jovem Michael Brown em Ferguson, Missouri, e o vendedor ambulante Eric Garner em Staten Island, Nova York. Como Rodney King, os dois estavam desarmados e eram negros...

De João Fellet, BBC

sábado, 22 de novembro de 2014

Ataques liderados pelos EUA já mataram 910 pessoas na Síria, diz grupo de monitoramento


BEIRUTE - Ataques aéreos liderados por forças dos Estados Unidos na Síria já mataram 910 pessoas, incluindo 52 civis, desde o início da campanha contra o Estado Islâmico e outros combatentes há dois meses, disse neste sábado um grupo que monitora o conflito.

A maioria das mortes, 785, é de combatentes do Estado Islâmico, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha. O Estado Islâmico, uma vertente radical da Al Qaeda, conquistou territórios na Síria e no vizinho Iraque, onde também tem sido alvo de ataques liderados pelos EUA desde julho.

Entre os civis mortos, oito eram crianças e cinco eram mulheres, disse o Observatório. Os Estados Unidos afirmam que têm processos para investigar todos os relatos de mortes de civis.

O Observatório, que reúne informações por meio de uma rede de contatos no terreno, disse que 72 membros do braço da Al Qaeda na Síria, a Frente Nusra, também foram mortos nos ataques aéreos, que começaram em 23 de setembro.

Os EUA afirmam que miram o "Grupo Khorasan" na Síria, que é descrito pelo governo norte-americano como um agrupamento de veteranos da Al Qaeda sob proteção da Frente Nusra. A maioria dos analistas e ativistas não diferencia esses grupos dessa maneira.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 200.000 pessoas foram mortas no conflito na Síria, que está em seu quarto ano.

De Sylvia Westall, REUTERS

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

EUA e aliados conduzem 23 ataques aéreos na Síria e no Iraque


WASHINGTON - As forças lideradas pelos Estados Unidos realizaram desde segunda-feira 16 ataques aéreos na Síria, a maioria deles em torno de Kobani, perto da fronteira com a Turquia, e sete na região norte do Iraque, produtora de petróleo, disse o Comando Central norte-americano.

Dez ataques aéreos realizados pelos EUA e seus aliados perto de Kobani atingiram oito pequenas unidades do Estado Islâmico, danificaram três posições de combate e destruíram uma instalação logística, informou a Centcom nesta quarta-feira em comunicado.

A cidade de Kobani tornou-se um teste para a capacidade da coalizão liderada pelos EUA de deter o avanço dos insurgentes radicais. Ela é uma das poucas áreas na Síria onde se pode coordenar ataques aéreos com operações feitas por uma força terrestre efetiva.

Iraquianos curdos peshmerga têm ajudado a tomar algumas aldeias ao redor de Kobani, mas as linhas de controle na cidade permanecem as mesmas.

No Iraque, cinco ataques aéreos perto de Baiji, local de uma refinaria de petróleo, atingiram uma grande unidade do Estado Islâmico, outras três pequenas e destruíram dois prédios, dois veículos e uma posição de francoatirador usado pelos militantes, disse o comando norte-americano.

Os outros dois ataques ocorreram perto da cidade petrolífera de Kirkuk, no norte iraquiano dominado pelos curdos.


De Doina Chiacu, REUTERS MUNDO

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Fundador do WikiLeaks diz que Snowden está são e salvo

LONDRES - O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse nesta segunda-feira que o ex-funcionário da agência de espionagem dos Estados Unidos Edward Snowden estava são e salvo depois de viajar a Moscou fugindo da perseguição norte-americana.
"O estado atual do senhor Snowden e de Harrison é que ambos estão bem e seguros e estão em contato com suas equipes legais", disse Assange, referindo-se também a Sarah Harrison, uma representante do WikiLeaks que acompanha Snowden. Ele disse que o WikiLeaks sabe onde estão, mas que não dará mais detalhes.
Snowden, de 30 anos, é acusado pelos Estados Unidos de espionagem após revelar informações secretas de seu país.
"Edward Snowden deixou Hong Kong em 23 de junho com destino ao Equador através de uma escala segura através da Rússia e de outros países", disse ele a repórteres em uma teleconferência desde a Embaixada do Equador em Londres, onde está refugiado para evitar sua prisão e extradição à Suécia.
O fundador do WikiLeaks disse nesta segunda-feira que o fugitivo recebeu um documento do governo equatoriano garantindo uma viagem segura desde Hong Kong no fim de semana, embora tais documentos não significam, necessariamente, que o país tenha concedido asilo a ele, disse.
O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta segunda-feira que seu governo vai discutir com "responsabilidade" a solicitação de asilo e tomará uma decisão com "soberania".



De Rosalba O'Brien e Costa Pitas, de Alexandra Valencia, de Quito, REUTERS BRASIL

domingo, 9 de junho de 2013

Obama. Mas pode chamar de Bush

Barack Obama ganhou as eleições presidenciais dos Estados Unidos pela primeira vez, em 2008, sob o lema da mudança. Crítico da gestão de George W. Bush, Obama atacava com vigor a guerra ao terror e as medidas de vigilância adotada pelo antecessor republicano. Como presidente, no entanto, manteve muitas políticas do antecessor. Em particular, renovou Lei Patriótica (Patriot Act), assinada por Bush em 2001, após os ataques do 11 de Setembro, uma lei que endurece a vigilância doméstica para propósitos de segurança nacional.

Em um discurso no último dia 23, na Universidade de Defesa Nacional, Obama defendeu as políticas de contraterrorismo de seu governo, inclusive o uso dos famigerados aviões não tripulados, os drones. Em determinado momento, reiterou o “orgulhoso compromisso com liberdades civis” dos Estados Unidos para com seus cidadãos. “Nos próximos anos, vamos trabalhar duro para obter o equilíbrio apropriado entre nossa necessidade por segurança e a preservação das liberdades que nos fazem quem somos.”

Mais uma vez, e assim como fazia George W. Bush, Obama usou a retórica para maquiar a realidade. Na última quinta, dia 6, o jornal britânico The Guardian obteve documentos que revelavam que a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos criou um banco de dados com ligações telefônicas e mensagens de voz de milhões de cidadãos, coletados de pessoas que utilizam o serviço da operadora Verizon – a segunda maior do país. um tribunal sigiloso, a Corte de Vigilância de Inteligência Estrangeira (Fisa, na sigla em inglês), obrigou a companhia a fornecer ao FBI (a polícia federal dos EUA), informações "constantes e diárias" sobre ligações feitas dentro dos EUA e também para o exterior. A autorização concedida pela corte secreta ao FBI data de 25 de abril, uma semana depois do atentado na Maratona de Boston. A decisão é válida até 19 de julho e, de acordo com o Guardian, não há confirmação sobre ordens semelhantes referentes a outras operadoras de telefonia. Em nota oficial, o governo admitiu a medida e tentou justificá-la dizendo que se trata de “uma ferramenta muito importante para proteger o país de ameaças terroristas”...


De Rodrigo Turrer, revista ÉPOCA

terça-feira, 21 de maio de 2013

Embraer vende 40 jatos E175 para a americana SkyWest


SÃO PAULO - A companhia aérea regional americana SkyWest encomendou 40 jatos Embraer 175, para operar sob um acordo de compra de capacidade com a United Airlines. Outros 60 pedidos firmes são reconfirmáveis e estão condicionados à assinatura de novos acordos por parte da americana com empresas aéreas dos Estados Unidos às quais presta serviços. 
O acordo também inclui opções para outros 100 jatos E175, elevando o potencial total do pedido para até 200 aviões. O pedido firme para os primeiros 40 aviões será incluído na carteira de pedidos da Embraer do segundo trimestre de 2013. 
Se 100 pedidos forem confirmados, a venda tem um valor estimado de US$ 4,1 bilhões. A entrega do primeiro jato está prevista para o segundo trimestre de 2014.
“Estou confiante de que o E175 será a principal aeronave da SkyWest”, disse Paulo Cesar Silva, presidente da Embraer Aviação Comercial. Segundo comunicado das companhias, a empresa americana, com sede em Utah, é o maior grupo aéreo regional do mundo e controladora da SkyWest Airlines e da ExpressJet.



De Daniela Meibak, portal VALOR

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Ameaças da Coreia do Norte fazem EUA ativar sua defesa no Pacífico


A Coreia do Norte aumenta cada vez mais suas ameaças belicistas e desta vez assegurou ter aprovado um teste nuclear contra os Estados Unidos, que reforçou sua defesa no Pacífico em um aparente sinal de que leva a sério as ameaças do regime comunista.

O Exército Popular da Coreia do Norte "examinou e ratificou" a "operação sem piedade de suas forças armadas revolucionárias" contra os EUA, advertiu um oficial, que prometeu usar "meios nucleares de alta tecnologia menores, rápidos e diversificados" no suposto ataque.
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De agência EFE

sábado, 23 de março de 2013

EUA pode ampliar centro de detenções de Guantánamo



WASHINGTON - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, disse estar de acordo com uma proposta de construir uma nova prisão dentro do complexo militar norte-americano de Guantánamo, em Cuba, de acordo com a imprensa local. 
O  novo centro de detenção seria destinado a suspeitos de atos de terrorismo que atualmente estão presos nos Estados Unidos aguardando uma decisão judicial. 
A proposta, porém, está em estágio inicial, ao contrário de outros projetos de construir um hospital, um refeitório e um quartel militar no local. As autoridades norte-americanas alegam que a base de Guantánamo foi construída para missões de curto prazo e não se previa que seria usada por tantos anos.
Segundo o site Huffington Post, a nova prisão seria parte do complexo de Guantánamo, apesar das promessas eleitorais do presidente Barack Obama de fechar definitivamente o centro.
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De agência ANSA, jornal DO BRASIL

quinta-feira, 21 de março de 2013

China vende estoques estatais de soja para aliviar oferta mercado



PEQUIM - A China está vendendo entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas de soja de reservas estatais para aliviar a apertada oferta disponível para as esmagadoras do país, em meio a um congestionamento nos portos brasileiros que está atrapalhando os embarques para o país asiático, maior importador mundial da oleaginosa, disseram traders nesta quinta-feira.
A soja oferecida pela estatal Sinograin é parte dos estoques de soja importada que teriam que ser recuperados mais tarde, com carregamentos da América do Sul ou dos Estados Unidos, disseram os traders.
O executivo de uma esmagadora disse que a companhia havia comprado um grande volume de soja a preços de mercado da Sinograin.
A soja importada era oferecido a 4.650 iuans (750 dólares) por tonelada nesta quinta-feira em um importante porto chinês, segundo os traders.
A China deverá importar menos de 4 milhões de toneladas de soja tanto em março quanto em abril devido aos atrasos nos portos brasileiros, enquanto as indústrias compram normalmente 5 milhões de toneladas por mês, disseram os traders.
Uma trader chinesa disse esta semana que cancelaria compras de 2 milhões de toneladas de soja brasileira devido aos atrasos no Brasil, elevando as preocupações sobre uma queda na demanda por parte do país que compra 60 por cento da soja comercializada no mundo.


De agència REUTERS BRASIL

quarta-feira, 20 de março de 2013

Como dois espiões ajudaram a causar a guerra no Iraque

O principal argumento que levou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha a invadir o Iraque há dez anos, o de que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa, foi baseado em informações falsas divulgadas por dois espiões iraquianos.

É o que revela uma investigação conduzida pelo programa de televisão Panorama, exibido nesta semana pela BBC na Grã-Bretanha.
Mesmo antes da ação militar no Iraque, várias fontes confiáveis de serviços secretos ocidentais diziam que Saddam não tinha as supostas armas de destruição em massa.
No dia 24 de setembro de 2002, o governo do primeiro-ministro Tony Blair apresentou um dossiê sobre a suposta ameaça das armas de Saddam. "O programa de armas de destruição em massa do Iraque não foi encerrado", disse Blair. "Ele permanece ativo."
No entanto, o dossiê - preparado para o público doméstico e com um prefácio pessoal de Tony Blair assegurando "não haver dúvidas" de que Saddam Hussein continuava a produzir armas de destruição em massa - omitiu questionamentos feitos por agências de inteligência como o MI6 (serviço secreto britânico voltado para o exterior).
Frases e adjetivos como "esporádico e inconsistente" ou "permanece limitado" foram cortados do texto original, o que conferiu ao documento um grau de certeza que ele não deveria ter.

'Ouro de tolo'

Boa parte da informação-chave usada pela Casa Branca e por Downing Street (sede do governo britânico) foi baseada em invenções e mentiras.
No Panorama, o general Mike Jackson, então chefe do Exército britânico, diz que "o que parecia ser ouro em termos de inteligência acabou se revelando ouro de tolo, porque parecia, mas não era".
Frederick Butler, que chefiou o primeiro inquérito parlamentar sobre o dossiê após a guerra, diz que Blair e os organismos de inteligência britânicos "enganaram a si mesmos".
Butler e o general Jackson concordam que Blair não mentiu. Segundo eles, o primeiro-ministro realmente acreditava que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa.
Seja como for, boa parte da base das acusações contra Saddam no dossiê - que "justificou" uma guerra violenta que devastou um país e deixou mais de uma centena de milhares de mortos - derivara de informações falsas passadas por um desertor iraquiano, o espião Rafid Ahmed Alwan Al-Janabi.
Suas invenções e mentiras contribuíram para consolidar uma das maiores falhas de inteligência de que se tem memória.
Janabi ficou conhecido como Curveball (bola com efeito), codinome dado a ele pelos serviços secretos americanos - e que acabaria se mostrando bastante apropriado.
Dúvidas
Janabi chamou a atenção do serviço de inteligência alemão, o BND, ao se apresentar como engenheiro químico quando chegou a um centro de refugiados iraquianos na Alemanha, em 1999, pedindo asilo político.
Ele disse ter visto laboratórios biológicos móveis montados em caminhões para evitar sua detecção.
Os alemães tinham dúvidas sobre as informações passadas por Janabi e alertaram os serviços secretos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha sobre isso.
O MI6 também tinha dúvidas, expressas em um telegrama secreto à CIA: "Elementos do comportamento [dele] nos desafiam por serem típicos de indivíduos que normalmente avaliaríamos como mentirosos, [mas estamos] inclinados a acreditar que uma parte significativa [do que dizia Curveball] é verdade."
O serviço de inteligência britânico decidiu aceitar as informações de Curveball, como fizeram os americanos - só bem mais tarde é que o ex-espião iraquiano viria a admitir que as informações eram fabricadas.
E, para azar dos serviços americano e britânicos, apareceram, na mesma época, informações de outro espião que pareciam confirmar as informações passadas por Curveball.
Tratava-se de um ex-oficial de inteligência iraquiano chamado Muhammad Maj Harith, que disse ter sido sua a ideia de desenvolver laboratórios biológicos móveis. Ele chegou a dizer que encomendou sete caminhões Renault para tal propósito.
Harith tinha desertado para a Jordânia, onde se entregou aos americanos. Aparentemente, ele inventou sua história porque queria um novo lar. Suas informações também viriam a ser descartadas como falsas.
O MI6 também havia acreditava ter uma confirmação da história de Curveball quando outra fonte, de codinome Rio Vermelho, revelou ter estado em contato com uma fonte secundária que disse ter visto fermentadores em caminhões.
Mas essa fonte jamais afirmou que esses fermentadores tinham a ver com a produção de armas biológicas. Depois da guerra, concluiu-se que Rio Vermelho também não era confiável como fonte.

Terno feito à mão

Mas nem todas as provas e evidências estavam erradas. Informações de duas fontes altamente qualificadas próximas a Saddam Hussein estavam corretas. Ambas disseram que o Iraque não tinha qualquer arma de destruição em massa ativa.
A primeira fonte, da CIA, era o ministro das Relações Exteriores do Iraque, Naji Sabri.
Ex-membro da CIA, Bill Murray - então chefe da agência em Paris - negociou com ele por meio de um intermediário, um jornalista árabe, a quem deu cerca de US$ 200 mil (cerca de R$ 400 mil) em dinheiro vivo como pagamento.
Murray disse que Sabri "parecia ser uma pessoa confiável - alguém com quem realmente deveríamos estar falando" e montou uma lista de perguntas para o ministro, com armas de destruição em massa no topo.
O intermediário se reuniu com Naji Sabri em Nova York, em setembro de 2002, quando o ministro estava prestes a prestar esclarecimentos à ONU - seis meses antes do início da guerra, e apenas uma semana antes de o dossiê britânico ser concluído.
O intermediário comprou um terno feito à mão para o ministro iraquiano, que este acabou usando nas Nações Unidas, um gesto que Murray interpretou como sinal de que Naji Sabri estava colaborando.
Murray diz que a informação era de que Saddam Hussein "tinha algumas armas químicas abandonadas no início dos anos 90, que havia dado a diversas tribos leais a ele".
"Ele teve a intenção de ter armas de destruição em massa - químicas, biológicas e nucleares - mas naquele momento praticamente não tinha nada", afirma o ex-agente da CIA.
A agência americana, por outro lado, insiste que o relato de Sabri indicava que o ex-presidente iraquiano tinha programas para desenvolver essas armas porque mencionava que "o Iraque estava atualmente produzindo e estocando armas químicas" e, "como último recurso, tinha plataformas móveis para lançamento de mísseis armados com armas químicas".
Murray contesta essa avaliação.
'Sem explicação'
A segunda fonte altamente qualificada que passou informações corretas foi o chefe de inteligência do Iraque, Tahir Jalil Habbush Al-Tikriti - o "valete de ouro" no baralho dos "mais procurados" pelos Estados Unidos, como eram classificados os membros procurados do governo de Saddam Hussein.
Um importante funcionário do MI6 o encontrou na Jordânia em janeiro de 2003 - dois meses antes da guerra.
Pensava-se que Habbush queria negociar um acordo para evitar a invasão iminente. Ele também disse que Saddam Hussein não tinha um programa ativo de armas de destruição em massa.
Surpreendentemente, Frederick Butler - que diz que os britânicos têm "todo o direito" de se sentir enganados pelo seu então primeiro-ministro - só tomou conhecimento da informação de Habbush depois que seu relatório foi publicado.
"Não posso explicar isso", diz Butler. "Foi algo que perdemos em nossa análise. Quando perguntamos sobre isso, fomos informados que não era um fato muito significativo, porque o MI6 encarava aquela informação como algo plantado por Saddam."
Butler diz que também não sabia de nada sobre os relatos de Naji Sabri.
Já Bill Murray faz questão de frisar que não ficou satisfeito com a forma como a informação destas duas fontes altamente qualificadas foram utilizadas.
"Acho que provavelmente produzimos a melhor informação gerada no período pré-guerra, que se provaram - no longo prazo - precisas. Mas essa informação foi descartada."


De Peter Taylor, agência BBC BRASIL




quarta-feira, 13 de março de 2013

Venezuela vai investigar acusações de que Chávez teria sido assassinado

Funcionários do governo venezuelano disseram à BBC Mundo que será aberto um inquérito para investigar suspeitas de que o presidente Hugo Chávez teria sido assassinado.
O ministro do Petróleo venezuelano, Rafael Ramirez, disse que os Estados Unidos e Israel poderiam estar por trás do atentado.
Após descobrir que estava com câncer, em 2011, o próprio Chávez havia sugerido que "forças imperialistas" poderiam estar tentando matá-lo.
Chávez morreu no dia 5, vítima de um câncer na região pélvica.

De agência BBC BRASIL

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Economia dos EUA cresce 2,2% em 2012


Washington - A economia dos Estados Unidos cresceu 2,2% em 2012, enquanto no ano anterior esse índice foi de 1,8%, informou nesta quinta-feira o Departamento de Comércio.

O crescimento no último trimestre do ano foi de 0,1%, dois décimos acima do cálculo anterior.


De agência EFE


EUA não devem "ditar" ordens ao mundo, diz novo secretário de Defesa


WASHINGTON - O ex-senador Chuck Hagel, veterano condecorado da Guerra do Vietnã, tomou posse nesta quarta-feira como secretário de Defesa dos Estados Unidos, após uma acirrada disputa pela confirmação no Senado, e prometeu renovar velhas alianças e forjar novas, sem tentar "ditar" ordens ao mundo.
Falando a funcionários do Pentágono logo depois de uma pequena cerimônia de posse a portas fechadas, Hagel falou de forma otimista, embora vaga, sobre os desafios globais que esperam os Estados Unidos e a importância da liderança norte-americana no mundo.
"Não ditamos para o mundo. Mas devemos nos engajar com o mundo. Devemos liderar com nossos aliados", disse Hagel, no que parecia ser um discurso de improviso. "Nenhuma nação, por maior que sejam os EUA, pode fazer nada disso sozinha."
Ele também falou com franqueza sobre o contingenciamento orçamentário previsto para entrar em vigor em 1o de março. "Essa é uma realidade. Precisamos entender isso. Vocês estão fazendo isso. Precisamos lidar com essa realidade."
Se o Congresso não reverter nos próximos dias o chamado "sequestro" orçamentário, o Pentágono deve sofrer cortes de 46 bilhões de dólares em suas verbas.
Hagel foi durante oito anos senador pelo Partido Republicano, com o qual rompeu durante o governo de George W. Bush, tornando-se um duro crítico da guerra no Iraque.
Muitos republicanos que se opuseram à nomeação dele repreenderam-no por causa da posição sobre o Iraque e manifestaram dúvidas sobre a firmeza do seu apoio a Israel, da sua dureza contra o Irã ou do seu compromisso com uma dissuasão nuclear robusta.
Hagel teve seu nome aprovado pelo Senado na noite de terça-feira por 58 x 41 votos, o mais apertado resultado para a nomeação de um chefe do Pentágono na história. Apenas quatro republicanos votaram a favor.
Em sua fala nesta quarta-feira, o novo secretário não citou as críticas dos republicanos, nem revelou preocupações por trabalhar com um Congresso dividido. Mas expressou a opinião de que os EUA precisam ser cautelosos ao exercerem seu poderio...
De agência REUTERS BRASIL

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Mantega viaja hoje aos EUA atrás de investimentos


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, embarca nesta segunda-feira (25) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participa de um fórum de infraestrutura sobre o Brasil e as oportunidades de investimento no país. O encontro ocorre na terça-feira (26). Na quarta-feira (27), Guido Mantega se reúne com investidores também em Nova York e retorna ao Brasil.
As mesmas opções de investimento já foram apresentadas a empresários em São Paulo no começo do mês. Agora, além de Nova York, Londres também está no roteiro de debates sobre o cenário macroeconômico e as oportunidades de investimento no Brasil. As datas do circuito de palestras, informou o Ministério da Fazenda, são 26 de fevereiro, em Nova York e 1° de março, em Londres...

De economia, jornal DO BRASIL 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Atentado terrorista mata segurança de embaixada dos EUA na Turquia


Um atentando suicida cometido por um militante de extrema-esquerda contra a embaixada dos Estados Unidos em Ancara, na Turquia, deixou dois mortos - um segurança da legação diplomática e o próprio terrorista -, além de três feridos. 
O ataque, ocorrido nesta sexta-feira (1º) por volta das 11h15 no horário local (9h15 em Brasília), se concentrou no controle de segurança de uma das entradas, que dá acesso à seção consular.
O terrorista, identificado como Ecevit Sanli, morreu após detonar uma bomba que carregava. Um segurança turco de 47 anos também foi atingido e morreu. Na explosão ficaram levemente feridos outros dois seguranças. Uma jornalista que estava no local para pedir um visto americano sofreu ferimentos graves e foi levada a um hospital de Ancara, mas não corre risco de morrer. 
O ministro do Interior da Turquia, Muammer Güler, confirmou à imprensa que o terrorista era membro de "uma organização de esquerda ilegal", habitual maneira do governo de de referir ao Partido Frente Revolucionária de Libertação Popular (DHKP/C). O grupo é dissidente do movimento esquerdista Dev Sol e, desde então, realizou vários atentados, alguns deles suicidas. Os últimos ocorreram em setembro, quando um suposto membro do grupo detonou explosivos em uma delegacia de Istambul, matando um policial; e em dezembro, quando dois ativistas assassinaram a tiros um policial na mesma cidade. (...)

De agência EFE, portal revista ÉPOCA