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sábado, 22 de novembro de 2014
Ataques liderados pelos EUA já mataram 910 pessoas na Síria, diz grupo de monitoramento
BEIRUTE - Ataques aéreos liderados por forças dos Estados Unidos na Síria já mataram 910 pessoas, incluindo 52 civis, desde o início da campanha contra o Estado Islâmico e outros combatentes há dois meses, disse neste sábado um grupo que monitora o conflito.
A maioria das mortes, 785, é de combatentes do Estado Islâmico, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha. O Estado Islâmico, uma vertente radical da Al Qaeda, conquistou territórios na Síria e no vizinho Iraque, onde também tem sido alvo de ataques liderados pelos EUA desde julho.
Entre os civis mortos, oito eram crianças e cinco eram mulheres, disse o Observatório. Os Estados Unidos afirmam que têm processos para investigar todos os relatos de mortes de civis.
O Observatório, que reúne informações por meio de uma rede de contatos no terreno, disse que 72 membros do braço da Al Qaeda na Síria, a Frente Nusra, também foram mortos nos ataques aéreos, que começaram em 23 de setembro.
Os EUA afirmam que miram o "Grupo Khorasan" na Síria, que é descrito pelo governo norte-americano como um agrupamento de veteranos da Al Qaeda sob proteção da Frente Nusra. A maioria dos analistas e ativistas não diferencia esses grupos dessa maneira.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 200.000 pessoas foram mortas no conflito na Síria, que está em seu quarto ano.
De Sylvia Westall, REUTERS
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Menino de 13 anos treina para ser jihadista na Síria
Ao chegarmos a sua casa, ele nos recebe como um adolescente comum e feliz: cabelo despenteado, sorriso no rosto e casaco cinza com capuz.
Mas, quando paramos para conversar, ele se dirige ao quarto do lado para mudar de roupa. Volta com uma balaclava preta -capuz que cobre o rosto todo- e roupa com camuflagem militar.
Ele quer ser chamado de "Abu Hattab".
Nascido na Síria, o adolescente se radicalizou no ano passado, juntando-se ao grupo jihadista Sham al-Islam.
'Geração perdida'
"Eles deveriam estar na escola. A Al-Nusra oferece às crianças US$ 100 (cerca de R$ 250) por mês para lutar ao lado deles. E eles dão treinamento de armas em um acampamento. Eles perderam a infância."
Os irmãos foram recentemente capturados pelo 'Estado Islâmico'. Mohamed teme que em breve eles desertem da Al-Nusra para lutar com o 'Estado Islâmico'.
"Eu costumava me divertir com meu irmão mais novo em casa. Mas depois ele mudou. Quando eu disse a ele que a Al-Nusra iria destruir o nosso país, ele disse: 'Cala a boca, ou eu te mato'."
"Quando eles aderiram à Al-Nusra, eu disse adeus para os dois e pensei: Nunca mais vou vê-los. Tenho certeza de que vou receber a notícia que eles foram mortos."
A guerra da Síria está prejudicando os anos de formação de toda uma geração. E os militantes estão usando crianças como instrumentos de guerra.
Quando saí da casa de "Abu Hattab", perguntei à mãe dele o que o filho de 13 anos queria ser quando ele era mais novo.
Ela sorriu: "Ser piloto".
De Mark Lowen, BBC NEWS
"Eles deveriam estar na escola. A Al-Nusra oferece às crianças US$ 100 (cerca de R$ 250) por mês para lutar ao lado deles. E eles dão treinamento de armas em um acampamento. Eles perderam a infância."
Os irmãos foram recentemente capturados pelo 'Estado Islâmico'. Mohamed teme que em breve eles desertem da Al-Nusra para lutar com o 'Estado Islâmico'.
"Eu costumava me divertir com meu irmão mais novo em casa. Mas depois ele mudou. Quando eu disse a ele que a Al-Nusra iria destruir o nosso país, ele disse: 'Cala a boca, ou eu te mato'."
"Quando eles aderiram à Al-Nusra, eu disse adeus para os dois e pensei: Nunca mais vou vê-los. Tenho certeza de que vou receber a notícia que eles foram mortos."
A guerra da Síria está prejudicando os anos de formação de toda uma geração. E os militantes estão usando crianças como instrumentos de guerra.
Quando saí da casa de "Abu Hattab", perguntei à mãe dele o que o filho de 13 anos queria ser quando ele era mais novo.
Ela sorriu: "Ser piloto".
De Mark Lowen, BBC NEWS
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