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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Dois ministros, "erroneamente", de acordo com interlocutores do presidente, trataram com desdém os detidos...


A demora na prisão dos dois últimos integrantes do grupo de 10 suspeitos de terrorismo nos Jogos Olímpicos do Rio que estavam faltando provocou uma “apreensão” no governo do presidente interino Michel Temer. O Palácio do Planalto, em Brasília, sabe que esse fato poderá ser entendido como “perda dos alvos”, que seria “a pior das mensagens” que se poderia passar para o mundo.

Outro fator de descontentamento no palácio foram as duas entrevistas concedidas pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e uma outra do ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante o dia. Os dois ministros, “erroneamente”, de acordo com interlocutores do presidente, trataram com desdém os integrantes do grupo “Defensores da Sharia”, classificando-os de “amadores” e “sem preparo”.

Assessores presidenciais lembraram que pessoas que praticam atos terroristas não precisam de nenhum treinamento maior pois atentados como estes são executados por pessoas que primam pelo radicalismo e até desequilíbrio. Também não foi bem recebida a insistência do ministro em dizer que o risco de atentado “é mínimo”, quando ele deveria ter se limitado a falar das preocupações com o fato e da atenção que o governo está dando à questão.

Outra queixa foi o fato de Alexandre de Moraes dizer que o Brasil não é alvo, mas por causa da Olimpíada do Rio se transformou em palco de atentados. Em relação a temas como este, na avaliação destes interlocutores, quanto mais falar, pior. A repercussão no mundo sobre estas prisões também deixou o governo preocupado.

De Estadão Conteúdo, VEJA

domingo, 17 de julho de 2016

Apesar de assumir a autoria do massacre em Nice, é preciso cautela: o EI costuma se gabar de crimes que não cometeu


O Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado em Nice, o segundo pior atentado terrorista na história da França, que deixou ao menos 84 mortos e 202 feridos na noite de quinta-feira (14). Por meio de um comunicado, a agência de notícias Amaq, uma espécie de imprensa oficial do EI, disse que o tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos, identificado pelas autoridades francesas como a pessoa ao volante do caminhão, era "um soldado do Estado Islâmico e lançou o ataque para atender aos chamados para atacar os cidadãos dos países que fazem parte da coalizão internacional que combate o Estado Islâmico".

Também no sábado, o Grupo de Inteligência SITE, que monitora comunicações jihadistas, disse que o Estado islâmico tinha oficialmente reivindicado a responsabilidade em um boletim de notícias em sua estação oficial de rádio, Al Bayan, e fez uma ameaça aos países que integram a coalizão internacional que ataca o EI na Síria e no Iraque: "fiquem alertas, países cruzados, vocês não estão seguros".
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Mas o Estado Islâmico tem, de fato, alguma ligação com o atentado em Nice? O comunicado do Estado Islâmico foi recebido com cautela pelos especialistas em terrorismo.Apesar do ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, ter dito neste sábado (16) que o autor do ataque em Nice "parecia ter se radicalizado muito rapidamente", os serviço de Inteligência francês ainda não deu provas de como ele se radicalizou. O perfil de Bouhlel não casa com o de jihadistas usuais, a não ser pelo desequilibrio psicológico evidente. Além disso, os espécialistas em jihadismo afirmam que o Estado Islâmico, muitas vezes, assume a responsabilidade pela violência levada a cabo em seu nome mesmo quando não havia nenhuma indicação de que a rede terrorista teve qualquer papel direto no planejamento ou execução dos ataques. Ao contrário da al-Qaeda, o Estado Islâmico apoia e incentiva que indivíduos sozinhos cometam assassinatos indiscriminados dos cidadãos de países que considera inimigos.
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O encolhimento territorial (do Estado Islâmico) parece ser inversamente proporcional à capacidade do grupo em causar estrago com relativa pouca infraestrutura em diferentes países. Isso porque o Estado Islâmico é o principal patrocinador deste novo tipo de terrorismo, que usa extremistas isolados ou em grupos pequenos para cometer atrocidades contra pequenos alvos com grande concentração de pessoas. Chamados de “lobos solitários”, privilegiam ataques contra alvos civis como cafés e supermercados, comandados por grupos de no máximo cinco terroristas. São ações mais fáceis de concretizar, que aterrorizam a população, geram publicidade e são difíceis de detectar.
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No caso de Nice, parece ainda mais estranho que o grupo tenha, de fato, algum envolvimento. Autoridades francesas já disseram que Mohamed Lahouaiej Bouhlel não estava no radar dos serviços de inteligência. e não figurava na chamada Lista S, do Diretório Geral de Segurança Interna da França, de pessoas que teriam ligação com radicais islâmicos ou estariam em processo de se radicalizar e, por isso, são monitoradas. Também não parece ter seguido a cartilha usual dos lobos solitários, de jurar fidelidade antes, durante ou depois de atacar. As investigações, até o momento, mostram que Bouhlel também não tinha o perfil usual dos jihadistas. Bouhlel gostava de bebidas alcoólicas, haxixe e usava bermudas com frequência - costumes no mínimo atípicos para um jihadista. Não tinha contatos com radicais islâmicos conhecidos, nem viajou para países do Oriente Médio considerados celeiros de terroristas, como Síria e Iraque.
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A estratégia para manter o povo em terror permanente, e para tirar dividendos de qualquer ataque cometido mundo afora, tem sido eficaz. Como escreveu Charlie Winter, que pesquisa violência e conflitos transculturais na Universidade da Georgia: "Não importa se a cobertura é negativa. Para o EI, desde que seja nos termos dos propagandistas e transmita uma suposta força e onipresença do grupo, qualquer aparição na mídia é uma boa aparição".

De Rodrigo Turrer, ÉPOCA

sábado, 28 de maio de 2016

Estado Islâmico assume autoria de tomada de três pinos


ORIENTE MÉDIO – Em vídeo divulgado pelas redes sociais, integrantes do Estado Islâmico assumem a autoria de diversas atrocidades que assolam o mundo ocidental. “Sim, fomos nós que obrigamos os brasileiros a usar tomadas de três pinos”, declarou Alamed Al Mofada. Enquanto tentava encaixar, sem êxito, um carregador de iPad na nova tomada, concluiu: “O consumismo desenfreado de produtos da Apple levará a sociedade ao colapso.” Em seguida, confessou que o EI vem sabotando, há décadas, o 3G da TIM...

De The Piauí Herald

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Exército iraquiano declara vitória sobre o EI em Ramadi


BAGDÁ - O Exército Iraquiano afirmou neste domingo que derrotou o Estado Islâmico em uma capital provincial a oeste de Bagdá, a primeira grande vitória das forças treinadas pelos Estados Unidos desde seu colapso sob ataque do EI há 18 meses.

A vitória em Ramadi, capital da província majoritariamente sunita-muçulmana de Anbar, no vale do rio Eufrates, a oeste da capital do país, priva o EI de seu principal prêmio de 2015. Os soldados capturaram e cidade em maio depois que tropas do governo fugiram derrotadas, o que levou Washington a reavaliar a estratégia de enfrentamento do Estado Islâmico na região.

Depois de cercar a cidade por semanas, os militares iraquianos lançaram uma ofensiva para retomá-la esta semana, e fizeram um ataque final para tomar o complexo administrativo neste domingo. "Controlar o complexo significa que os derrotamos em Ramadi", afirmou Sabah al Numani, porta-voz das forças governamentais que lideraram o ataque. "O próximo passo é limpar bolsões de resistência que possam existir ainda na cidade".

A televisão estatal iraquiana mostrou imagens das tropas e de veículos avançando pelas ruas de Ramadi entre pilhas de destroços e casas destruídas. Alguns distritos parecem ter sido completamente arrasados pelo ataque...

De Ahmed Rasheed, REUTERS BRASIL

sábado, 26 de dezembro de 2015

Rússia se une ao Talibã na guerra contra o Estado Islâmico


Diante do avanço dos terroristas do Estado Islâmico no Afeganistão, a Rússia decidiu aliar-se a um antigo inimigo, os fundamentalistas do Talibã, para trocar dados de serviços de inteligência. As informações são de reportagem da rede americana CNN. A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do governo russo, Maria Zakharova, afirma que os contatos envolvem troca de informações que podem ajudar a combater um inimigo comum: o EI. O governo russo, porém, não planeja fornecer armas ao Talibã.

No fim da década de 1970, o Exército soviético, liderado por Moscou, invadiu o Afeganistão, dando início a uma guerra que só terminaria em 1989. Na ocasião, o Talibã lutou contra as tropas vermelhas, com apoio dos Estados Unidos. O conflito matou pelo menos 1 milhão de civis e obrigou mais de 4 milhões de afegãos a abandonarem o país.

Agora, o governo do presidente russo Vladimir Putin decidiu juntar-se ao inimigo de seu inimigo. Aliada ao governo do ditador sírio Bashar Assad, a Rússia combate os terroristas do Estado Islâmico na Síria - e, de quebra, também bombardeia os rebeldes que lutam contra Assad. Já os talibãs temem o avanço dos terroristas inimigos, que têm tomado território do grupo sobretudo no Afeganistão. Segundo informações do Exército americano, o EI conta com pelo menos 3.000 homens em solo afegão. O Talibã dominou o país árabe até 2001, quando foi deposto pelos Estados Unidos na esteira da guerra ao terror, mas nacos do Afeganistão são ainda reféns do regime...

De mundo, VEJA

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Ataque aéreo mata 17 militantes do Estado Islâmico no Iraque



BADGÁ - Um ataque aéreo da coalizão perto da cidade fronteiriça iraquiana de Al al-Qaim matou pelo menos 17 militantes do Estado Islâmico, disse uma fonte de um hospital nesta quinta-feira.

O canal árabe Al-Arabiya al-Hadath disse, citando "fontes anônimas", que o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, estava na região, mas a informação não foi confirmada.

A fonte no hospital de Al-Qaim disse que 29 militantes foram feridos no ataque a posições do Estado Islâmico nas áreas de Al-Rumana e Husaiba, e que alguns feridos foram levados para a Síria pela fronteira para tratamento...

De Saif Hameed, REUTERS

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Iraque reclama de omissão do Brasil na luta contra facção terrorista


Diplomatas e autoridades iraquianos reclamam que o Brasil tem sido omisso na luta contra o Estado Islâmico (EI). O país não colabora com ajuda humanitária, treinamento ou armas. (...)

Ao ouvirem falar de Brasil, todos os militares curdos entrevistados pela Folha mencionaram as armas que o país forneceu a Saddam.

"Não sabemos qual é a posição do Brasil em relação ao EI; é um absurdo um país com ambições globais não se posicionar sobre um tema como este", disse um diplomata iraquiano que pediu anonimato.

"A Alemanha nos ajuda com armas, treinamento e auxílio humanitário; os EUA também. E o Brasil? Não faz nada diante de meninas de 12 anos sendo estupradas e jornalistas decapitados?"...

De Patrícia Campos Mello, FOLHA DE S. PAULO

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Curdos expulsam Estado Islâmico de Kobani após batalha de quatro meses


BEIRUTE/ISTAMBUL - Forças curdas assumiram o controle da cidade síria de Kobani nesta segunda-feira depois de expelir os combatentes do Estado Islâmico, disseram um grupo de monitoramento e a mídia estatal síria, embora os Estados Unidos tenham dito que a batalha de quatro meses pela cidade ainda não terminou.
Alguns apoiadores do Estado Islâmico foram ao Twitter para dizer que a luta em Kobani, um ponto crucial no embate entre as forças internacionais e o grupo ultrarradical islâmico, continuava em andamento.
Militantes islâmicos lançaram um ataque contra a cidade de maioria curda no ano passado, usando armamentos pesados roubados no Iraque e forçando dezenas de milhares de moradores locais a se exilarem.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado na Grã-Bretanha, disse que as Unidades de Proteção do Povo (YPG), milícia formada por sírios curdos, retomaram a cidade, localizada perto da fronteira com a Turquia, mas avançavam com cautela na periferia leste, onde o Estado Islâmico plantou minas antes de se retirar...
De Sylvia Westall e Ayla Jean Yackley, REUTERS

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Brasileiro preso quando tentava ir à Siria é extraditado à Espanha e acusado de terrorismo



O brasileiro Kayke Luan Ribeiro Guimarães, de 18 anos, preso na Bulgária acusado de envolvimento com terrorismo, foi extraditado à Espanha e já prestou o primeiro depoimento à justiça espanhola, informou o tribunal espanhol Audiencia Nacional à BBC Brasil.

Depois de ouvi-lo, o juiz Santiago Pedraz decretou a prisão incondicional de Kayke, sem direito a fiança, e irá julgá-lo por delito de integração em organização terrorista, com pena prevista de seis a 12 anos de cadeia. Ele será julgado por esse tribunal, que lida apenas com as acusações mais graves do país, como terrorismo, narcotráfico e crime organizado.

O jovem foi preso no dia 15 de dezembro de 2014 na fronteira da Bulgária com a Turquia quando, ao lado de dois marroquinos, estaria a caminho da Síria para se alistar no grupo radical autodenominado "Estado Islâmico".

Fontes diplomáticas informaram à BBC Brasil que o Itamaraty foi avisado por telegrama no fim da tarde de quinta-feira que Kayke seria transferido na madrugada desta sexta-feira...

De Fernando Kallás, BBC

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O mistério do último tuíte do Charlie Hebdo antes do ataque



A última postagem no Twitter feita pela revista satírica francesa Charlie Hebdo (@Charlie_Hebdo_) antes do ataque que matou 12 pessoas e deixou várias outras gravemente feridas se transformou em motivo de especulação na imprensa internacional.

O tuíte mostra uma charge do líder do grupo autodenominado Estado Islâmico, Abu Bkr al-Baghdadi e também uma frase misteriosa escrita no desenho: "Felicidades. Para você também, Al-Baghdadi". Na charge, al-Baghdadi é mostrado respondendo: "E principalmente boa saúde".

O tuíte tem como data e hora da publicação quarta-feira pela manhã, horário de Paris.

Mas não se sabe se foi enviado antes ou logo depois do começo do ataque contra o escritório da revista. O que se sabe é que foi postado antes de a notícia do ataque ser divulgada.

A edição impressa da Charlie Hebdo desta semana inclui uma charge com a manchete: "Não ocorreram ataques na França", mas um personagem usando um turbante e com um fuzil Kalashnikov nas costas afirma: "Espere - ainda temos até o fim de janeiro para desejar nossos melhores votos."Muitos especulam se o ataque estava relacionado de alguma forma com essa imagem. Na verdade, a charge não parece ter sido usada antes pela revista, mas também parece dar continuidade a um tema.

Na França é tradição desejar um feliz Ano Novo até o fim de janeiro...

De redação, BBC

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Mãe identifica criança de 3 anos com jihadistas do EI



As autoridades italianas investigam se um menino de três anos, sequestrado pelo seu pai em 2013, está com jihadistas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis). A mãe da criança reconheceu o filho em fotos divulgadas pelo grupo extremista. A cubana Linda Solano Herrera, que há 10 anos vive na província de Belluno, no norte da Itália, denunciou em novembro do ano passado que seu ex-marido, Ismar Mesinovic, de origem bósnia, tinha sequestrado o filho Ismail e viajado para a Síria para se unir aos jihadistas. Ela também relatou que familiares de Mesinovic disseram que ele tinha morrido, mas que a criança havia sobrevivido e estava bem.

A mulher disse ter visto fotos nos sites do EI em que seu filho aparece. "Parece meu filho. O coração de uma mãe nunca erra", disse Herrera, em entrevista aos jornais "Corriere della Sera" e "La Repubblica". "Mesinovic frequentava os centros de orações duas vezes por semana, era algo normal, não parecia fanático", relatou a mãe.

O caso está sendo investigado pelo Agrupamento de Operações Especiais (ROS) de Padova, que tenta descobrir a autenticidade das imagens nas quais o menino aparece. Os detetives, porém, já afirmaram que há pontos de semelhança entre o conteúdo e as antigas fotos da criança que a mãe tem.

De mundo, ANSA

sábado, 6 de dezembro de 2014

Obama discute Irã e avanço do Estado Islâmico com rei da Jordânia


WASHINGTON - O presidente norte-americano, Barack Obama, conversou nesta sexta-feira com o rei da Jordânia sobre as negociações nucleares com o Irã e disse que os Estados Unidos e seus aliados estavam fazendo um progresso lento, porém firme, contra o Estado Islâmico no Oriente Médio.

Obama, falando depois de uma visita do rei Abdullah à Casa Branca, disse que ainda não estava claro se Teerã irá aproveitar a oportunidade para um acordo nas negociações nucleares com potências ocidentais.

O presidente dos EUA também afirmou a Abdullah que irá aumentar a ajuda à Jordânia e oferecer mais garantias de empréstimos ao país.

De Steve Holland, REUTERS

sábado, 22 de novembro de 2014

Ataques liderados pelos EUA já mataram 910 pessoas na Síria, diz grupo de monitoramento


BEIRUTE - Ataques aéreos liderados por forças dos Estados Unidos na Síria já mataram 910 pessoas, incluindo 52 civis, desde o início da campanha contra o Estado Islâmico e outros combatentes há dois meses, disse neste sábado um grupo que monitora o conflito.

A maioria das mortes, 785, é de combatentes do Estado Islâmico, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha. O Estado Islâmico, uma vertente radical da Al Qaeda, conquistou territórios na Síria e no vizinho Iraque, onde também tem sido alvo de ataques liderados pelos EUA desde julho.

Entre os civis mortos, oito eram crianças e cinco eram mulheres, disse o Observatório. Os Estados Unidos afirmam que têm processos para investigar todos os relatos de mortes de civis.

O Observatório, que reúne informações por meio de uma rede de contatos no terreno, disse que 72 membros do braço da Al Qaeda na Síria, a Frente Nusra, também foram mortos nos ataques aéreos, que começaram em 23 de setembro.

Os EUA afirmam que miram o "Grupo Khorasan" na Síria, que é descrito pelo governo norte-americano como um agrupamento de veteranos da Al Qaeda sob proteção da Frente Nusra. A maioria dos analistas e ativistas não diferencia esses grupos dessa maneira.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 200.000 pessoas foram mortas no conflito na Síria, que está em seu quarto ano.

De Sylvia Westall, REUTERS

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Curdos tomam armas e edifícios do Estado Islâmico em cidade síria sitiada


BEIRUTE - Combatentes curdos capturaram seis edifícios de militantes do Estado Islâmico que sitiam a cidade síria de Kobani nesta terça-feira e tomaram um grande lote de armas e munição dos rebeldes, afirmou um grupo que monitora a guerra.

O Estado Islâmico vem tentando assumir o controle da cidade, também conhecida como Ayn al-Arab, há mais de dois meses, uma ofensiva que levou dezenas de milhares de civis curdos a fugir pela fronteira com a Turquia e deu ensejo a ataques aéreos de forças lideradas pelos Estados Unidos.

O movimento sunita radical, uma dissidência da Al Qaeda, declarou um califado islâmico que se estende por grandes porções de terra que conquistou em outras partes da Síria e do vizinho Iraque.

Os seis edifícios tomados pelos combatentes curdos estão em um local estratégico no norte da cidade, perto da Praça da Segurança, onde estão instalados os principais escritórios municipais, disse Rami Abdulrahman, chefe do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres que acompanha o conflito usando fontes locais...

De Sylvia Westall, REUTERS

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

EUA e aliados conduzem 23 ataques aéreos na Síria e no Iraque


WASHINGTON - As forças lideradas pelos Estados Unidos realizaram desde segunda-feira 16 ataques aéreos na Síria, a maioria deles em torno de Kobani, perto da fronteira com a Turquia, e sete na região norte do Iraque, produtora de petróleo, disse o Comando Central norte-americano.

Dez ataques aéreos realizados pelos EUA e seus aliados perto de Kobani atingiram oito pequenas unidades do Estado Islâmico, danificaram três posições de combate e destruíram uma instalação logística, informou a Centcom nesta quarta-feira em comunicado.

A cidade de Kobani tornou-se um teste para a capacidade da coalizão liderada pelos EUA de deter o avanço dos insurgentes radicais. Ela é uma das poucas áreas na Síria onde se pode coordenar ataques aéreos com operações feitas por uma força terrestre efetiva.

Iraquianos curdos peshmerga têm ajudado a tomar algumas aldeias ao redor de Kobani, mas as linhas de controle na cidade permanecem as mesmas.

No Iraque, cinco ataques aéreos perto de Baiji, local de uma refinaria de petróleo, atingiram uma grande unidade do Estado Islâmico, outras três pequenas e destruíram dois prédios, dois veículos e uma posição de francoatirador usado pelos militantes, disse o comando norte-americano.

Os outros dois ataques ocorreram perto da cidade petrolífera de Kirkuk, no norte iraquiano dominado pelos curdos.


De Doina Chiacu, REUTERS MUNDO

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cidade síria sofre ataques aéreos enquanto curdos preparam ofensiva


SURUÇ, Turquia/BAGDÁ (Reuters) - Ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos atingiram posições do Estado Islâmico nos arredores da cidade fronteiriça síria de Kobani nesta sexta-feira, uma aparente tentativa de abrir caminho para os bem-armados combatentes curdos iraquianos, conhecidos como peshmergas, avançarem a partir da vizinha Turquia.

A cidade predominantemente curda, sitiada há mais de 40 dias, tornou-se o foco de uma guerra global contra os insurgentes muçulmanos sunitas, que ocuparam vastas áreas do Iraque e da Síria e declararam um "califado" islâmico em territórios dos dois países.

Os combatentes mataram ou expulsaram muçulmanos xiitas, cristãos e outras comunidades que não partilham sua visão radical do islamismo sunita. Eles executaram pelo menos 220 sunitas iraquianos em retaliação a uma tribo que se opôs ao seu avanço sobre territórios a oeste da capital, Bagdá, nesta semana.

O cerco a Kobani se tornou um teste para a capacidade de a coalizão encabeçada pelos norte-americanos deter o avanço do Estado Islâmico, e até agora as semanas de bombardeios não romperam a resistência extremista...

De Humeyra Pamuk e Raheem Salman, REUTERS BRASIL

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Obama diz que eliminar Estado Islâmico não será fácil


CHARLOTTE Estados Unidos (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta terça-feira perseguir os membros do Estado Islâmico que mataram o jornalista norte-americano James Foley, e disse que eliminar o grupo militante no Iraque e na Síria não será fácil.
"Os Estados Unidos não se esquecem, nosso alcance é longo, somos pacientes, a justiça será feita", disse Obama a veteranos reunidos em uma convenção da Legião Americana, em Charlotte, na Carolina do Norte.
Obama, que ordenou a realização de ataques aéreos contra o grupo militante no Iraque e pode expandir as ações para a Síria, disse que fará o que for necessário para encontrar aqueles que atacam norte-americanos.
"Remover um câncer como o ISIL não será fácil e não será rápido", disse Obama, referindo-se à sigla em inglês que os Estados Unidos usam para o Estado Islâmico.

De Mark Felsenthal e Steve Holland, REUTERS BRASIL