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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Dois ministros, "erroneamente", de acordo com interlocutores do presidente, trataram com desdém os detidos...


A demora na prisão dos dois últimos integrantes do grupo de 10 suspeitos de terrorismo nos Jogos Olímpicos do Rio que estavam faltando provocou uma “apreensão” no governo do presidente interino Michel Temer. O Palácio do Planalto, em Brasília, sabe que esse fato poderá ser entendido como “perda dos alvos”, que seria “a pior das mensagens” que se poderia passar para o mundo.

Outro fator de descontentamento no palácio foram as duas entrevistas concedidas pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e uma outra do ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante o dia. Os dois ministros, “erroneamente”, de acordo com interlocutores do presidente, trataram com desdém os integrantes do grupo “Defensores da Sharia”, classificando-os de “amadores” e “sem preparo”.

Assessores presidenciais lembraram que pessoas que praticam atos terroristas não precisam de nenhum treinamento maior pois atentados como estes são executados por pessoas que primam pelo radicalismo e até desequilíbrio. Também não foi bem recebida a insistência do ministro em dizer que o risco de atentado “é mínimo”, quando ele deveria ter se limitado a falar das preocupações com o fato e da atenção que o governo está dando à questão.

Outra queixa foi o fato de Alexandre de Moraes dizer que o Brasil não é alvo, mas por causa da Olimpíada do Rio se transformou em palco de atentados. Em relação a temas como este, na avaliação destes interlocutores, quanto mais falar, pior. A repercussão no mundo sobre estas prisões também deixou o governo preocupado.

De Estadão Conteúdo, VEJA

quarta-feira, 10 de abril de 2013

"A única coisa que podemos fazer é acreditar no que o governo (brasileiro) diz, que haverá tecnologia 4G. Temos de ter paciência", disse o diretor de comunicação da Fifa, Walter de Gregorio


Preocupada com "black-out" de comunicação, Fifa cobra 4G do governo


RIO DE JANEIRO - Os estádios da Copa das Confederações estão na reta final de preparação, apesar dos atrasos, mas quando a bola rolar, quem estiver lá dentro pode ter dificuldades para se conectar à Internet e publicar fotos das novas arenas nas redes sociais.
Ao escolher em 2007 o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, a Fifa cobrou do governo brasileiro a garantia de um "serviço exemplar" de telecomunicações, ciente da enorme demanda por conexão de dados por parte tanto dos torcedores como da mídia.
A promessa do governo foi de que haveria a oferta de serviços de Internet móvel de quarta geração (4G) a tempo para os eventos.
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De Pedro Fonseca, agência REUTERS BRASIL

sexta-feira, 1 de março de 2013

Receita com transmissão de futebol dispara na América Latina


A receita dos direitos de transmissão do futebol na televisão nas principais ligas da América Latina aumentou 56 por cento em 2012, superando a casa do bilhão de dólares, segundo um relatório sobre o setor.
Um estudo da Dataxis apontou que os direitos de TV para os jogos da primeira divisão na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru renderam 1,07 bilhão de dólares em uma região tradicionalmente não considerada como particularmente lucrativa no ramo de esportes.
Os direitos sobre o Campeonato Brasileiro valeram 610 milhões de dólares em 2012, quase 57 por cento do total na região, afirmou a Dataxis em um comunicado.
Quatro países, Brasil, Argentina, Chile e México, foram responsáveis por mais de 90 por cento do valor de 2012, disse o analista sênior da Dataxis Juan Pablo Conti à Reuters.
Conti, autor do relatório de 40 páginas chamado "Direitos de transmissão de futebol e canais de esportes da América Latina em 2013", indicou aumentos maiores no futuro, especialmente no México.
"O México é um caso particular, porque a Televisa e a TV Azteca compartilham o mercado de TV inteiro entre elas, então os preços não são tão altos. Mas isso vai mudar", disse.
Conti afirmou que "de acordo com as nossas estimativas, o governo argentino pagou cerca de 915 milhões de pesos (212,5 milhões de dólares) durante 2012 pelos direitos de transmissão dos torneios da primeira e segunda divisões" no programa estatal Futbol Para Todos. "Este valor não inclui os custos de produção", acrescentou.
Ele disse que houve um aumento de mais de 11 por cento na receita de transmissão de partidas no Chile de 2011 a 2012.
"Diferentes federações locais e associações de futebol profissional estão atualmente experimentando diferentes modelos de negócios para comercializar os direitos de transmissão na América Latina", disse Conti, no relatório.
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De agência REUTERS   BRASIL

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

É inadmissível o silêncio do Brasil sobre a manipulação do Futebol


O silêncio e a aparente inação do governo brasileiro, particularmente do Ministério do Esporte, diante da trama internacional de manipulação de resultados do futebol, são no mínimo inadmissíveis.

Entre os 680 jogos com indícios de resultados fabricados por centrais de apostas, com centro em Cingapura, a polícia da União Europeia inclui também partidas realizadas na América do Sul. Logo, o interesse suscitado no mundo pelo futebol brasileiro bastaria, pelo risco implícito, para que o Brasil já estivesse integrado às investigações europeias. Não está, nem consta qualquer outra providência.

Não só pelos precedentes de corrupção em jogos no Brasil, ainda ontem citados por editorial da Folha, mas até pelos envolvimentos dos dois imperadores da CBF em corrupção do futebol internacional --João Havelange e Ricardo Teixeira--, as necessárias providências brasileiras têm de ser do governo. Se entrar no caso, a CBF só deve sê-lo como investigada.

É interessante que, estourado o escândalo na Europa com a prisão imediata de 50 dentre 450 envolvidos já relacionados, o Ministério do Esporte se saísse com esta informação repentina: "prepara um relatório" sobre "a criação de uma agência para regulamentar as apostas esportivas". A notícia, publicada na Folha de ontem por Eduardo Ohata, refere-se a "aproximadamente R$ 2 bilhões que hoje circulam em bancas de apostas no exterior". Sobre a trama descoberta, na qual o futebol "da América do Sul" tem representantes, o ministério silenciou.

Não é só aí que está devendo. Muito.


De Janio de Freitas, colunista, Jornal FOLHA DE SÃO PAULO