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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Desigualdade no país cai em 2014, mas desemprego tem maior nível em 5 anos, mostra Pnad


O Brasil viu sua desigualdade social reduzir no ano passado, com ligeira melhora na renda da população, mas a taxa de desemprego subiu ao maior nível em cinco anos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (Pnad) de 2014 divulgada nesta sexta-feira.

O índice de Gini, métrica internacional para medir a desigualdade, baixou de 0,495 para 0,490 entre 2013 e 2014, com base no rendimento do trabalho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quanto menor o indicador, menor a desigualdade.

Segundo o IBGE, o aumento na renda foi mais intenso nas camadas mais pobres da população, o que favoreceu a pequena redução na desigualdade social.

"O Gini vem mantendo, dessa forma, a tendência de redução observada na década passada", resumiu a economista do IBGE Maria Lucia Vieira.

O rendimento médio do trabalho dos brasileiros ocupados com 15 anos de idade ou mais cresceu 0,8 por cento entre 2013 e 2014, passando a 1.774,00 reais...

De índices, REUTERS BRASIL

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Governo central fecha 2014 com 1º déficit primário e desafios continuam


BRASÍLIA - O governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) fechou 2014 com déficit primário de 17,243 bilhões de reais, o primeiro resultado negativo da série histórica iniciada em 1997, impactado pela expansão maior dos gastos em um cenário de fraca atividade econômica.

Em 2013, a economia feita para pagamento de juros da dívida havia ficado positiva em 76,994 bilhões de reais e, para 2015, o cenário continua delicado.

Segundo informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, a receita líquida atingiu 1,014 trilhão de reais em 2014, alta de 2,3 por cento frente ao ano anterior, mas a despesa total cresceu muito mais no período, 12,8 por cento, a 1,031 trilhão de reais...

De Luciana Otoni, REUTERS

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cabral nega apoio a Dilma em 2014 se PT lançar candidato próprio no Rio


BRASÍLIA – O governador do Rio, Sérgio Cabral, o vice-governador do estado fluminense, Luiz Fernando Pezão, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, se reuniram na noite desta terça-feira, na residencia oficial do vice-presidente da República, Michel Temer, para o encontro dos governadores do PMDB. Cabral, como previsto, deixou clara a posição de que o apoio à candidatura presidencial da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014 depende de o PT não lançar candidato ao governo fluminense. O princípio defendido por Cabral é de que o PT tem a obrigação de apoiar o candidato do PMDB no estado caso queira contar com a retribuição.
O assunto principal da noite foi a eleição de 2014. A situação eleitoral do Rio é uma das mais complexas para a aliança nacional PT/PMDB. Mais cedo, havia expectativa de que Dilma comparecesse ao encontro, mas a ida foi cancelada no final da tarde.
No final de semana, o senador Lindbergh Farias (PT) pôs fim à trégua dada a Cabral e Pezão. Após evitar confrontos públicos com os peemedebistas, a pedido do ex-presidente Lula, o potencial candidato do PT ao governo do Rio voltou a atacar os adversários em evento no último sábado, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Os governadores começaram o encontro descrevendo para o comando nacional da legenda a situação do partido nos seus estados. Além de Cabral, outra a relatar problemas na relação federal e estadual foi a governadora Roseana Sarney, do Maranhão, que chegou ao encontro acompanhada do pai, senador José Sarney. Roseana fez questão de lembrar que o principal adversário de seu grupo político nas eleições, o ex-deputado Flávio Dino, foi nomeado por Dilma para presidência da Embratur, o que o teria fortalecido.
Também participaram da reunião os cinco ministros do partido: Edison Lobão (Minas e Energia); Moreira Franco (Aviação Civil); Antônio Andrade (Agricultura); Garibaldi Alves (Previdência) e Gastão Vieira (Turismo).


De Paulo Celso Pereira, jornal O GLOBO

terça-feira, 21 de maio de 2013

'Não vou aparecer na hora da campanha', diz FHC sobre 2014


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que não pretende "aparecer" na provável campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República, em 2014. O tucano afirmou que a próxima disputa presidencial não deve ser pautada por um embate entre os legados de seu governo (1995-2002) e das gestões do PT.
"Eu não vou aparecer na hora da campanha. Não adianta nada o apoio de A, de B, ou de C... Na hora da campanha, é uma conversa do candidato com o País. Não pode ser uma disputa Lula versus FHC", disse o ex-presidente durante um debate realizado pela agência Reuters, em São Paulo...

De política, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

sábado, 18 de maio de 2013

A árdua tarefa de Aécio: unir o PSDB


Convenção nacional neste sábado, em Brasília, será o primeiro passo para tentar unificar a sigla rumo à eleição presidencial do ano que vem

O PSDB realiza neste sábado, em Brasília, a convenção nacional para eleger Aécio Neves presidente da legenda. O tucano, que sonha com a Presidência da República em 2014, se esforça para construir uma imagem de unidade interna no partido, após sucessivos problemas nas últimas disputas eleitorais. O pleito do ano que vem será a terceira tentativa de retirar o PT do Palácio do Planalto.

O senador, que permanecerá dois anos no comando do partido, acredita que sua ascensão ao cargo máximo da legenda o transformará no principal porta-voz dos interesses do PSDB, o que deve facilitar as conversas para a eleição de 2014. O atual presidente do partido é o deputado Sérgio Guerra, de Pernambuco, alheio à tensão entre paulistas e mineiros, portanto.

Para tentar diminuir as resistências internas, Aécio ofereceu a José Serra a indicação do secretário-geral do partido. O ex-governador paulista optou pelo nome do deputado federal Mendes Thame. Serra anunciou que comparecerá à convenção em Brasília. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também confirmou presença. A principal oposição a Aécio vem justamente de São Paulo: parte da ala ligada a Serra acredita que o senador mineiro não se esforçou como poderia pela candidatura presidencial de 2010...



De Gabriel Castro, de Brasília, revista VEJA

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Os inimigos dentro de casa



Aécio tem Serra. Campos enfrenta os irmãos Gomes. E Dilma lida com Eduardo Cunha

Política, no Brasil, é algo que se converte a cada dia na arte de criar problemas e jogar cascas de bananas para seus próprios aliados – e não mais para os adversários.
Comecemos pelo PSB, do governador pernambucano, Eduardo Campos. Um de seus supostos adversários, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), estimula sua candidatura. Outro, a presidenta Dilma Rousseff, mantém os cargos do partido na máquina federal, na esperança de que o bom filho a casa torne. Onde está então o enrosco? Justamente no PSB, onde os irmãos Gomes, do Ceará, lideram a sabotagem ao projeto presidencial de Campos. Dia sim, dia não, o governador Cid e seu irmão Ciro concedem entrevistas para constrangê-lo. E não se trata de falta de espaço político para os Gomes. Embora tenha sido convidado por Gilberto Kassab para ingressar no PSD, Cid diz que não arreda o pé do PSB justamente porque pretende permanecer no ninho socialista como quinta coluna. Por isso mesmo, Eduardo tenta atrair sua adversária Luizianne Lins para o PSB e, assim, forçar a saída dos Gomes.
No PSDB, a situação é idêntica. Embora até as pedras de Higienópolis saibam que o candidato em 2014 será Aécio Neves, José Serra mantém a corda esticada. Faz discurso de presidenciável sempre que pode e contradiz o senador mineiro até nas críticas ao governo Dilma. Se Aécio diz que há descontrole inflacionário, Serra afirma o contrário. Como na canção de Paul McCartney, “you say hello, I say goodbye”.
Dilma Rousseff, por sua vez, em tese não tem adversários, com sua base de apoio oceânica, que, nesta semana, ganhou mais uma adesão: a do PSD. Na prática, no entanto, é bem diferente, como se viu na votação da MP dos Portos. Os inimigos não estavam na oposição, mas no seio da coalizão governista. Quem ameaçava desfigurar a medida proposta por Dilma era justamente o líder do maior partido da base, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com suas emendas aglutinativas.
Do jeito que a coisa vai, o melhor seria fazer um grande escambo político. Dilma, na certa, trocaria Eduardo Cunha por Cid Gomes. Eduardo Campos, por sua vez, substituiria Cid por José Serra, a quem já elogiou. E Aécio, que corteja o PMDB do Rio, de Sérgio Cabral e Eduardo Paes, ficaria com Eduardo Cunha.

De Leonardo Attuch, revista ISTO É

quarta-feira, 10 de abril de 2013

"A única coisa que podemos fazer é acreditar no que o governo (brasileiro) diz, que haverá tecnologia 4G. Temos de ter paciência", disse o diretor de comunicação da Fifa, Walter de Gregorio


Preocupada com "black-out" de comunicação, Fifa cobra 4G do governo


RIO DE JANEIRO - Os estádios da Copa das Confederações estão na reta final de preparação, apesar dos atrasos, mas quando a bola rolar, quem estiver lá dentro pode ter dificuldades para se conectar à Internet e publicar fotos das novas arenas nas redes sociais.
Ao escolher em 2007 o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, a Fifa cobrou do governo brasileiro a garantia de um "serviço exemplar" de telecomunicações, ciente da enorme demanda por conexão de dados por parte tanto dos torcedores como da mídia.
A promessa do governo foi de que haveria a oferta de serviços de Internet móvel de quarta geração (4G) a tempo para os eventos.
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De Pedro Fonseca, agência REUTERS BRASIL

Silas Malafáia: "a candidatura de Eduardo Campos para 2014 é irreversível"


Campos corteja Malafaia para palanque 'irreversível' em 201


Cotado para disputar a Presidência em 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, reuniu-se no sábado com o pastor Silas Malafaia, um dos principais líderes evangélicos do país, em busca de apoio. Segundo Malafaia, Campos teria dito que sua candidatura é "irreversível" e que o PSB não é "voto de cabresto" nem "legenda de aluguel" do PT da presidente Dilma Rousseff.


Líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Malafaia relatou que na conversa de três horas, no Rio de Janeiro, Campos afirmou estar decidido a lançar-se em 2014. "Ele disse que sua candidatura é irreversível. Afirmou que acredita que vai chegar lá [à Presidência] e que vai fazer melhor. Disse que nenhum partido vai determinar as decisões do PSB e que, apesar de pertencer à base do governo, seu partido é independente. Afirmou que não será voto de cabresto nem legenda de aluguel", declarou Malafaia ao Valor PRO, serviço em tempo real do Valor.
Malafaia comentou ter gostado de Campos. "Estou doido para que ele seja candidato".
A assessoria do governador de Pernambuco confirmou o encontro, mas negou o conteúdo da conversa e afirmou que "Campos nunca disse que será candidato".
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De Sérgio Ruck Bueno e Cristiane Agostine, jornal VALOR ECONÔMICO

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dilma publica lei que cria o 39º ministério de seu governo


Secretaria da Micro e Pequena Empresa foi criada para abrigar o PSD

Após sanção da presidente Dilma Rousseff, a criação do 39º ministério do governo, a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, foi oficializada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União. Criado com o propósito explícito de arranjar uma pasta para acomodar o PSD, o mais recente aliado do Planalto, o ministério deverá auxiliar na elaboração de políticas de estímulo ao microempreendedorismo. As competências do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior referentes à microempresa, à empresa de pequeno porte e ao artesanato serão transferidas para a recém-criada secretaria.
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De revista VEJA

quinta-feira, 14 de março de 2013

Análise: Deputado Feliciano é apenas o sintoma, não a causa, da crise


Marco Feliciano é apenas o sintoma, não a causa, do sistema de governança legislativa que permitiu sua eleição à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara.

Ainda que Feliciano venha a renunciar ou ser destituído, só o sintoma estará sendo tratado: as deformações do modelo continuarão intactas.

Um eventual sucessor de Feliciano, mesmo que seja um liberal, também terá pouca ou nenhuma margem de manobra para avançar com propostas de leis mais flexíveis sobre aborto ou casamento gay. Essa conjuntura se forma por duas razões, uma estrutural e outra política.

No campo da política, a presidente Dilma Rousseff está em fase de recompor sua aliança eleitoral. O Planalto não deseja se indispor com os partidos que deram apoio ao PT em 2010 --como o PSC.

O governo jamais estimulará a destituição de Marco Feliciano, pois a reeleição de Dilma é considerada mais relevante. E mesmo que o deputado e pastor caia sozinho, seu sucessor não terá o apoio do Planalto para propor leis mais liberais sobre costumes.
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De Fernando Rodrigues, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

sábado, 9 de março de 2013

Em rede nacional, Dilma anuncia desoneração da cesta básica mirando 2014


A presidente pegou carona no pronunciamento anual em comemoração ao Dia Internacional da Mulher para anunciar seu novo pacote de bondades: a eliminação do PIS/Cofins dos produtos que compõem a cesta básica

Em mais um capítulo da estratégia de antecipar a campanha eleitoral de 2014, a presidente Dilma Rousseff utilizou cadeia de rádio e televisão para anunciar, na noite desta sexta-feira, a desoneração de alguns produtos da cesta básica. O uso de viés eleitoral da cadeia pública de televisão (mesmo que num tom bem mais ameno do que na última vez em que a presidente fez uso desse expediente) é oportunista. Dito isso, é louvável o fato de que o governo tenha encontrado uma fórmula para reduzir a tributação num dos países que mais oneram seus cidadãos com taxas e impostos.
A presidente pegou carona no pronunciamento anual em comemoração ao Dia Internacional da Mulher para anunciar seu novo pacote de bondades. Ela usou de uma frase que poderia ter saído da boca de Lula, dizendo que cuida do governo como as mulheres cuidam de suas famílias. Diferente do que fez nos últimos dois anos, ela não se limitou a detalhar políticas de combate a desigualdades de gênero ou à violência doméstica. Ela também aproveitou os minutos em rede nacional para ressuscitar o tema do corte na conta de luz e, num exercício de autopromoção, elogiou a manutenção da taxa básica de juros (a Selic) em 7,25% ao ano.
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De Laryssa Borges, de Brasília, revista VEJA

terça-feira, 5 de março de 2013

Aécio admite disputar o Planalto e acusa Dilma de combater pobreza 'por decreto'


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) admitiu ontem a candidatura ao Planalto em 2014 ao participar de um seminário de seu partido em Goiás e disse estar pronto para o confronto com o PT seja no campo social ou no campo econômico. "Um governo que acha que a pobreza acaba com um decreto merece ser enfrentado e combatido", afirmou o tucano, que acusou a presidente Dilma Rousseff de estar com foco somente na disputa eleitoral de 2014.
O senador fez um discurso de 35 minutos para defender mudanças na política social e confrontar os legados dos governos de Fernando Henrique Cardoso com as gestões dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. "Ela (Dilma) não está de olho em 2013, no governo, mas na reeleição em 2014. Na verdade, quem antecipou o debate foi o governo. E nós estamos prontos", disse em entrevista a jornalistas. "Vamos andar pelo Brasil. Basta a ineficiência! O Brasil merece outro momento para sua história."
O pré-candidato do PSDB foi ovacionado por vereadores, prefeitos e simpatizantes do PSDB que cantavam o bordão "Brasil pra frente, Aécio presidente". Questionado ao chegar sobre sua candidatura, respondeu: "(Está) na boca do povo".
Aécio rebateu discurso feito por Dilma na convenção do PMDB no sábado, em que ela afirmou que "os mercadores do pessimismo" apostam "todas as fichas no fracasso do País". "A presidente Dilma acusa a oposição de querer o pior para o Brasil. Nada mais falso. A tese do quanto pior melhor é própria do PT, que negou no passado apoio a Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, ao governo Itamar Franco e ao Plano Real."
"Nós do PSDB não temos que temer absolutamente nada", completou. "Vamos defender em cada canto do País o nosso legado e uma nova agenda."
Pobreza. A militantes tucanos, o senador disse que o governo da "senhora candidata e presidente" Dilma não reconhece que foi Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quem deu o "mais vigoroso impulso" à rede de proteção social. "O PSDB quer a superação da pobreza e isso passa pela educação de qualidade e capacitação profissional."
Segundo ele, o governo Dilma aposta numa "propaganda oficial" para afirmar que a pobreza extrema foi erradicada no País, mas metade da população não tem rede de esgoto e tratamento do lixo. Afirmou que Lula e Dilma receberam do PSDB heranças como a universalização do ensino, o programa de erradicação do trabalho infantil e as iniciativas nas áreas de medicamentos e de combate à aids.
"Não negamos tudo o que o PT fez", disse o tucano. "O presidente Lula teve alguns méritos, sim. Ele manteve a política macroeconômica do governo Fernando Henrique e expandiu as políticas sociais do PSDB."
Reação. À noite, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) rebateu as declarações de Aécio de forma mais contundente que de costume. "Não estamos extinguindo a miséria por decreto. Esse governo não abandonou o seu povo e por isso a miséria está nos abandonando", afirmou, repetindo o slogan da propaganda oficial durante um congresso de trabalhadores rurais.
"Ao contrário de governos anteriores, tivemos a coragem de ouvir esse povo e receber esse povo no Palácio, de destinar os recursos públicos através do Bolsa Família, Pronaf, ProUni", disse Carvalho. "(Esse governo) Está de peito aberto para ouvir as críticas, mas fundamentalmente é solidário ao povo, ao contrário dos governos neoliberais que esse senador representa e que quer voltar ao governo do País. Mas o povo não vai deixar." 

De Leonencio Nossa, Rafael Moraes Moura, colaborador, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

domingo, 3 de março de 2013

Carro adiante dos bois

Se a presidente Dilma quer ganhar a eleição de 2014 precisa olhar para 2013. Nos últimos dias, seus olhos estiveram em vários anos diferentes, menos no que está diante de nós para ser vivido e construído. Olhou para 2003 e não viu o cadastro que o governo recebeu, que, aperfeiçoado, foi a base do Bolsa Família. Olhou para o período entre 1994 e 2002 e não viu a vitória sobre a hiperinflação.
É uma pena que não tenha visto o que já foi feito, porque há muito a fazer. Uma das tarefas imediatas é passar para os empresários estrangeiros, que estão sendo visitados pelas autoridades brasileiras nestes dias, a convicção de que o governo tem um rumo e que não é apenas ganhar a eleição de 2014.
Se a presidente Dilma e seus enviados afirmarem aos investidores que nada havia antes de 2003, que o Brasil era uma terra arrasada, e que tudo foi construído pelo PT, eles vão estranhar. Todos já sabem o básico sobre as evoluções das últimas duas décadas no Brasil.
A dívida externa contraída pelos militares foi renegociada. Todos os velhos papéis foram trocados por outros com novos prazos e preços sob o comando do negociador Pedro Malan. Isso permitiu ao país voltar ao mercado financeiro internacional.
A inflação que atingiu dois dígitos no começo dos anos 1940, continuou sua escalada e fugiu ao controle nos anos 1980 e 1990. Só foi domada com o Plano Real, mas antes dele passos importantes foram dados em governos diferentes, todos democratas, para derrotar esse mal que perseguiu o Brasil. Foi uma construção coletiva e uma escolha do país, mas nesse processo de vitória sobre a inflação é inegável o papel dos ex-presidentes Fernando Henrique e Itamar Franco. É também inegável que o PT se opôs ao projeto até que, no governo, o herdou e preservou.
Os investidores desse mundo interconectado têm mais informação sobre o Brasil do que tinham no passado — quando confundiam Brasília com Buenos Aires. Eles achariam estranhíssima a frase de que “não herdamos nada, construímos tudo”.
Após a queda da inflação é que o Brasil passou a ser levado a sério. Antes, era motivo de chacota. Mas o Plano Real não foi um fim. Ele se dispôs para o país no meio do caminho. Foi preciso desmontar uma parafernália fiscal recebida de herança dos governos militares para levar o país à Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso também foi construído antes do PT e com a sua oposição. Na energia, o governo do PSDB passou pelo fiasco do apagão. Para consertar o que fez, montou um sistema de termelétricas para ser acionado quando fosse o caso de poupar água nos reservatórios. Não é o ideal, mas é o que está sendo usado este ano para superar o risco criado pela enorme queda do nível de água.
A presidente disse que quem falou em falta de energia estava criando instabilidade. Foi por não se falar do perigo a tempo que houve o apagão. Os alertas são necessários, no governo e fora dele. Em dezembro, o nível dos reservatórios chegou a 28% na região Sudeste e a 32% no Nordeste, as duas regiões que representam 88% da capacidade instalada de armazenagem. Depois de toda a chuvarada, estão em 45% e 41%, respectivamente. Isso é muito menos que o percentual do mesmo mês de 2012: 80% e 85%. Por isso, o governo decidiu continuar usando as termelétricas, que custarão quase R$ 6 bilhões se ficarem ligadas até dezembro, segundo as contas do Instituto Acende Brasil. Esse valor só não anulará o efeito da redução do preço da energia porque o governo está construindo uma engenharia financeira que transferirá o custo para o Tesouro.
Em vários dos avanços brasileiros há continuidade. Cada partido tem que marcar as diferenças no discurso que levará para o palanque, mas nas falas recentes da presidente certas afirmações não correspondem aos fatos. Esse cacoete era do ex-presidente Lula. Não é necessário no palanque de 2014. Melhor base o palanque terá se a presidente encarar 2013 e seus desafios.


De Miriam Leitão, jornal O GLOBO

Em convenção, PMDB reafirma chapa Dilma-Temer em 2014


BRASÍLIA - Em mais um movimento com vistas às eleições presidenciais de 2014, o PMDB reforçou na sua convenção nacional neste sábado a posição do partido de apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, e os peemedebistas reafirmaram o desejo de reeditar a chapa com Michel Temer como vice-presidente.

Coube à própria Dilma conclamar o PMDB para dar continuidade ao seu projeto.

"Eu conclamo o PMDB e sua juventude, suas mulheres, seu parlamentares, suas lideranças e sobretudo sua militância a continuarmos trabalhando juntos, para garantir que o fim da miséria seja só um começo", discursou a presidente.

Temer também reforçou a necessidade de PT e PMDB continuarem juntos na atual aliança.

"(Quero reafirmar a) inafastabilidade dessa aliança que deu certo para o país, que é a aliança PT e PMDB, para salientar que devemos caminhar em 2014 da mesma forma que caminhamos agora para o bem de todo Brasil", disse Temer, que deve ser reconduzido para o comando do partido durante a convenção.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que tem se desentendido com o PT na negociação para sua sucessão em 2014, fez um discurso focado na importância das alianças políticas para o seu governo.

"Insatisfações existem, mas não podemos esquecer que o PMDB ensinou ao Brasil que só se pode fazer realizações com aliança (política). E nós temos uma aliança, é Michel Temer e Dilma Rousseff", afirmou.

Dilma também não poupou elogios a Temer, indicando que ele deve continuar sendo seu vice na chapa de 2014.




De Jeferson Ribeiro, agência REUTERS BRASIL

sábado, 2 de março de 2013

Eduardo Campos ameaça rebelião após perda de poder de aliados


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, vai trabalhar contra a aprovação da Medida Provisória dos Portos caso ela não passe por mudanças. Possível candidato à Presidência, Campos quer que a presidente Dilma Rousseff devolva poder sobre os portos para os Estados. Ainda usará o discurso segundo o qual é preciso ficar claro que a medida não vai tirar direitos dos trabalhadores.

O ministro dos Portos, Leônidas Cristino, foi indicado pelo PSB na cota do governador Cid Gomes (PSB), que está em atrito com Campos. "Do jeito que está nós não a votamos", disse o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS). "Não podemos nos esquecer de que o Porto de Suape, em Pernambuco, é uma espécie de cartão-postal do Estado e do PSB. Se a MP não for modificada, o governo de Pernambuco perderá todo poder em relação a esse porto", afirmou o deputado.

Por causa da MP dos Portos, Campos realizou minirreunião da Executiva do PSB na quarta-feira, 27, à noite, entrando pela madrugada de quinta-feira, 28...


De política, jornal O POVO

sexta-feira, 1 de março de 2013

Cid Gomes defende que PSB indique vice de Dilma em 2014


O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), voltou a defender nesta sexta-feira (1º) que seu partido abra mão de candidatura própria em 2014 ao Palácio do Planalto e ocupe o posto de vice na chapa da presidente Dilma Rousseff, que deve concorrer à reeleição.

"A gente tem que lutar por isso. Não vamos ficar esperando que o PT dê isso para a gente. Não vamos esperar que o PMDB abra mão do lugar que hoje é ocupado por ele", disse o governador.

A declaração foi feita na chegada de Cid ao hotel de Fortaleza em que o PT realiza reunião do Diretório Nacional, aberta na manhã desta sexta-feira pelo ex-presidente Lula.

Cid e Lula partiram juntos do hotel rumo ao município de Redenção (cerca de 60 km de Fortaleza), onde, nesta tarde, o petista receberá título de doutor honoris causa pela Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira).

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, é visto como possível candidato a presidente. Mas os irmãos Cid e Ciro Gomes têm expressado, nos últimos dias, a opinião de que o partido deve ficar no bloco petista.

Ontem, em seminário comemorativo dos 10 anos da ascensão do PT à Presidência, Cid disse que o PSB está capacitado a pleitear o cargo de vice na chapa de Dilma em 2014 por ter conquistado o maior número de prefeituras de capitais (cinco) em 2012 e administrar seis Estados.

"Diante de um quadro em que o PMDB já ocupa a presidência do Senado e a presidência da Câmara, o PSB pode ampliar seu espaço no cenário nacional", afirmou Cid.


De Bruno Pontes, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

FHC acredita Eduardo Campos será candidato à Presidência da República em 2014


O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse nessa segunda-feira (26) em Belo Horizonte, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas/Diario, que o PSDB se inclina, neste momento, a indicar a candidatura do senador Aécio Neves à Presidência da República. Segundo FHC, qualquer que seja o candidato, precisará, desde já, percorrer o Brasil e assumir uma posição clara. Sem bater o martelo, entretanto, o ex-presidente afirma que antes de falar em nomes o partido precisará afinar o discurso e apresentar uma proposta para o país. FHC criticou a presidente Dilma Rousseff (PT), ao considerar que o PT antecipou o lançamento de sua candidatura à reeleição.
“Não sei por que o governo precipitou o lançamento formal e já está usando aquele símbolo. Até ficou feio na foto que vi, me pareceu uma coisa meio soviética, o lado pior do sovietismo, de um personalismo muito forte”, afirmou, acrescentando em seguida que tudo o que Dilma fizer daqui para frente será percebido como eleitoreiro, o que levará também os demais candidatos a precipitarem as suas candidaturas. FHC participou da abertura do ciclo de debates Minas Pensa o Brasil, organizado pelo diretório estadual do PSDB. Em sua palestra, o ex-presidente falou sobre desafios, ameaças e oportunidades do século 21.

De política, jornal DIÁRIO DE PERNAMBUCO

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Lula inaugura Presidência adjunta, diz FHC

Tucano criticou governo na condução da campanha antecipada para as eleições de 2014

RIO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta sexta-feira, 22, que Lula estreou "uma espécie de Presidência adjunta" durante os dias em que, segundo ele, o PT usa o governo para promover campanha antecipada de reeleição de 2014. FHC esteve ao lado do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan num ciclo de palestras, no Rio.

"Para o bem do Brasil, é preciso que as pessoas respeitem as regras e entendam que não devem tratar o adversário como inimigo. Infelizmente, a tática de toda a vida do PT tem sido o oposto a isso", afirmou Fernando Henrique a jornalistas após discursar no encerramento de um dia de seminários, no Rio.

O primeiro a criticar o que chamou de visão maniqueísta na comparação entre os governos do PT e do PSDB foi Malan, em discurso de agradecimento pela homenagem, prestada pelo Instituto de Estudos de Política Econômica Casa das Garças. Ele citou como exemplo contrário a transição política de 2002 e início de 2003.

Fernando Henrique, por sua vez, disse que Lula "está inaugurando uma espécie de Presidência adjunta". E rechaçou preocupações com as comparações feitas pelo PT entre os dois governos, classificando a postura do PT como "questão de psicanálise".

"A relação do PT comigo é de psicanálise. Tem que tirar o pai da frente! Eles sabem que quem fez a estabilização fomos nós. Não sou psicanalista. Não opino, mas não caio na conversa", afirmou FH.

O evento em homenagem a Malan reuniu a nata do pensamento econômico liberal e muitos ex-colaboradores do governo do PSDB, como Edmar Bacha, Pérsio Arida e Gustavo Franco.

Economistas famosos internacionalmente, como o ex-secretário do Tesouro dos EUA Larry Summers e o presidente do Banco Central de Israel, Stanley Fischer, também participaram do seminário.

De Vinicius Neder, Agência ESTADO DE SÃO PAULO

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Governador de PE criticou antecipação da disputa eleitoral de 2014, mas foi saudado com gritos de ‘presidente’ em evento

Eduardo Campos chama de ‘velhas rinhas’ embates entre PT e PSDB 


GRAVATÁ (PE) - Após governo e oposição anteciparem o debate eleitoral para a disputa presidencial de 2014, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pediu moderação nesta quinta-feira, e criticou o que chamou de "velhas rinhas". Segundo ele, a disputa entre PSDB e PT em nada contribui para o futuro.
Campos deu entrevista depois de cerimônia com 184 prefeitos pernambucanos, na qual foi interrompido seis vezes por aplausos e chamado aos gritos de "presidente". No seminário “Juntos por Pernambuco”, ele anunciou um pacote de bondades de R$ 612 milhões para as prefeituras.
- Acho que esse é um ano complexo para o Brasil. Tudo que o país não precisa é estar montando palanque, manter essa velha rinha, discutindo o passado, coisas que não dialogam com a pauta do povo. A população está preocupada. O Brasil não cresceu no ano passado como se esperava, a gente tem que ajudar a presidente Dilma, ajudar a levar o país ao seu reencontro com o crescimento, que gera felicidade, oportunidade. Não é preciso eleitoralizar tanto a política brasileira assim. Sinceramente, não vejo como ajudar o Brasil, começando uma campanha eleitoral agora - disse ele.



De Letícia Lins, Jornal O GLOBO

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Marina Silva diz que foco de novo partido não é eleição de 2014


BRASÍLIA, 16 Fev (Reuters) - A ex-senadora e ex-candidata à Presidência Marina Silva afirmou neste sábado, em evento que organiza a criação de uma nova legenda política no país, que o novo partido não tem como finalidade as eleições presidenciais de 2014, mas preencher um vazio ético e de participação social na política brasileira.
Marina afirmou ainda que a nova sigla não será "nem posição, nem oposição" ao atual governo, lembrando frase do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab que, ao criar o PSD em 2011, afirmou que o partido não era centro, nem direita nem esquerda.
"Não pode ser um partido para eleição, não é o principal. Estamos com uma nova visão de mundo, de sujeito político, que não é mais expectador da política. Esse sujeito é protagonista", disse ela ao discursar no evento, que se realiza em Brasília.
"Me perguntam se somos posição ou oposição à Dilma. Eu digo: nem posição, nem oposição", acrescentou a ex-ministra do Meio Ambiente do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que à época teve duros embates com a então chefe da Casa Civil, hoje presidente da República Dilma Rousseff.
Marina concorreu à Presidência da República em 2010 pelo PV e teve quase 20 milhões de votos, votação considerada decisiva para forçar o segundo turno entre Dilma e o tucano José Serra.
O movimento, que tem Marina como principal estrela e que resultará na 31a legenda partidária do Brasil é chamado de Rede Pró-Partido e quer ter base na sociedade civil. Entre seus apoiadores estão ex-integrantes do PT --como a própria Marina--, PSDB, PSB e PPS.
A ex-senadora chegou ao local do evento acompanhada da também ex-senadora Heloísa Helena. Artistas gravaram mensagens e enviaram fotos apoiando o movimento, entre eles o também ex-ministro da Cultura de Lula Gilberto Gil.

De Ana Flor, edição de Aluísio Alves, Agência REUTERS BRASIL