Mostrando postagens com marcador Pobreza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pobreza. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de março de 2013

Em Brasília, miséria rodeia Palácio da Alvorada


Levada ao pé da letra, a afirmação da presidente Dilma Rousseff de que o Brasil "venceu a pobreza extrema visível" não resiste a um rápido giro pelas vias que cercam o Palácio da Alvorada, residência da governante, e a Esplanada dos Ministérios.
À beira das avenidas, em acampamentos visíveis a qualquer motorista ou passageiro, centenas de pessoas vivem em barracos sem acesso a redes de água, esgoto, eletricidade e, em muitos casos, tampouco a programas de transferência de renda.
O discurso de Dilma, em 25 de fevereiro, ocorreu dias após o anúncio da ampliação do programa Brasil sem Miséria. Em seu programa de rádio, ela afirmou que a medida zeraria o cadastro de brasileiros considerados extremamente pobres pelo governo, com renda familiar per capita inferior a R$ 70.
"Vencemos a pobreza extrema visível e agora vamos atrás da pobreza extrema invisível, aquela que teima em fugir aos nossos olhos e aos nossos programas sociais", disse a presidente. Dilma estimou que 700 mil famílias ("nas periferias das grandes cidades, em comunidades ribeirinhas e extrativistas na Amazônia, no semiárido do Nordeste e em outras áreas rurais") ainda estejam à margem das políticas públicas.
No entanto, o caso das famílias acampadas não na periferia, mas coração da capital federal, ilustra a complexidade da missão do governo, além de expor lados da pobreza que não foram erradicados com a expansão dos planos de transferência de renda.
De acordo com a Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal, há entre 400 e 500 pessoas que vivem acampadas no Planto Piloto, zona central de Brasília, onde trabalham informalmente na coleta e separação do lixo para reciclagem. Em todo o Distrito Federal, o grupo soma até 3.500 pessoas, das quais grande parte não recebe qualquer benefício do governo, segundo a central.
A BBC Brasil visitou um acampamento vizinho ao Clube de Golfe de Brasília, no Setor de Clubes Esportivos Sul. Ali, a poucos quilômetros do Palácio da Alvorada, famílias se instalaram em meio à densa vegetação do cerrado, em área com vista para as torres do Congresso.
Numa clareira que dá acesso a seis barracos de lona e madeira, habitados por 17 pessoas, crianças brincam e adultos conversam em círculo. "Nunca recebi nada do governo", diz Marcilene Modesto dos Santos, de 30 anos.
Mãe de três filhos em idade escolar – uma quarta filha morreu de dengue, aos 9 anos –, ela passa a maior parte do dia a poucos metros dos barracos, separando o lixo que chega em carroças puxadas por cavalos, meio de transporte comum entre os trabalhadores do setor.
Como ela e o companheiro, juntos, têm renda inferior a R$ 400, integram o público-alvo do Bolsa Família. Mas Santos diz que jamais conseguiu se cadastrar no programa.
Outros moradores também citaram dificuldades para agendar entrevistas nos centros do Distrito Federal responsáveis por registrar famílias para os programas federais.
Mãe de três filhos em idade escolar, Girlene Pereira da Silva, 32 anos, diz que recebeu pagamentos do Programa Fome Zero, lançado em 2003 e posteriormente absorvido pelo Bolsa Família. No entanto, após trabalhar com carteira assinada por um curto período, diz que perdeu o benefício e jamais conseguiu atualizar seu registro.
O cadastramento para os programas federais é atribuição dos governos locais. Em Brasília, entrevistas devem ser agendadas pelo telefone 156. Desde o início da semana, a BBC Brasil tenta marcar um horário nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) da cidade, mas o sistema está fora do ar.
Procurada, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda não explicou as falhas no serviço telefônico, mas disse em nota que suas equipes estão sendo ampliadas para aprimorar o atendimento às famílias pobres.
Afirmou ainda que, a partir deste mês, fará uma "intervenção sistemática" em áreas ocupadas por trabalhadores do setor de reciclagem para identificar famílias que possam ser incluídas no Cadastro Único.

Expectativas

Sem filhos, Emílio Luis da Silva, de 62 anos, não se enquadrava no Bolsa Família até a última alteração no plano, que estendeu o benefício a todas as famílias com renda per capita inferior a R$ 70.
Nascido em Petrolina (PE), ele migrou para Brasília há oito anos em busca de trabalho. Ao não encontrar ocupação formal, comprou uma bicicleta e passou a percorrer o Plano Piloto atrás de fios de cobre ou máquinas avariadas nas lixeiras.
Sua renda varia conforme a sorte: se encontra algum equipamento valioso e consegue consertá-lo, pode ganhar algumas centenas de reais, o equivalente a um ou dois meses normais de trabalho.
Nos tempos de azar, conta com a comida e o dinheiro doados por moradores de Brasília para se manter com a esposa, Maria Lúcia Maciel, de 47 anos. Os dois se instalaram perto do Clube de Golfe há três anos. Desde então, Silva afirma ter tentado comprar uma residência em Brasília pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.
Os planos ruíram, segundo ele, quando descobriu que precisava ganhar ao menos três salários mínimos mensais para pleitear um financiamento. Silva então cogitou alugar uma casa em alguma cidade-satélite, mas, como trabalha de bicicleta e o lixo que recolhe se concentra no Plano Piloto, abandonou a ideia. "Não daria conta de morar lá e vir para cá todos os dias no pedal."
Para que passe a receber o Bolsa Família, ele aguarda que o Congresso aprove a Medida Provisória que instituiu as mudanças no plano, o que deve ocorrer nos próximos meses.

Auxílio-doença

Já outras duas famílias da ocupação recebem repasses pelo programa. "É um dinheirinho que faz a diferença", diz Solange da Silva, 35 anos, mãe de dois filhos.
Desde que, há dois anos, passou a receber R$ 100 mensais pelo plano, ela busca algum auxílio governamental para seu irmão, que tem crises frequentes de epilepsia e foi impedido de trabalhar pelo médico. "Na última vez que saiu, teve uma crise e caiu de um caminhão. Hoje cada um ajuda no que pode para ele ficar em casa."
Mesmo entre alguns beneficiários do Bolsa Família, há queixas sobre o programa. Em visita a amigos que vivem na ocupação, Francisco Neto, 61 anos, diz receber mensalmente R$ 166 do plano para criar seus três filhos, que têm entre 10 e 15 anos. Viúvo – a esposa foi assassinada após uma briga – e morador de Planaltina, cidade goiana no entorno do Distrito Federal, ele afirma que o repasse "não dá nem para o café da manhã".
Neto faz bicos, consertando bicicletas de vizinhos. No ano passado, porém, teve diagnosticado um engrossamento da próstata (hiperplasia prostática benigna), doença que provoca fortes dores nas pernas e bloqueia a urina.
Na véspera do fim de ano, diz ele, o hospital onde se trata suspendeu a entrega de seu remédio, cujas cartelas custam R$ 200 ao mês. Interrompido o tratamento por dois meses, as dores se agravaram e ele não foi capaz de trabalhar. Mas só por alguns dias.
"A pobreza funciona assim: se você se abate por causa de uma dor, não sai mais de casa e vai piorando. Mesmo nas minhas condições, eu tenho que fazer minha correria."

De João Fellet, em Brasília, agência BBC BRASIL

terça-feira, 5 de março de 2013

Aécio admite disputar o Planalto e acusa Dilma de combater pobreza 'por decreto'


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) admitiu ontem a candidatura ao Planalto em 2014 ao participar de um seminário de seu partido em Goiás e disse estar pronto para o confronto com o PT seja no campo social ou no campo econômico. "Um governo que acha que a pobreza acaba com um decreto merece ser enfrentado e combatido", afirmou o tucano, que acusou a presidente Dilma Rousseff de estar com foco somente na disputa eleitoral de 2014.
O senador fez um discurso de 35 minutos para defender mudanças na política social e confrontar os legados dos governos de Fernando Henrique Cardoso com as gestões dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. "Ela (Dilma) não está de olho em 2013, no governo, mas na reeleição em 2014. Na verdade, quem antecipou o debate foi o governo. E nós estamos prontos", disse em entrevista a jornalistas. "Vamos andar pelo Brasil. Basta a ineficiência! O Brasil merece outro momento para sua história."
O pré-candidato do PSDB foi ovacionado por vereadores, prefeitos e simpatizantes do PSDB que cantavam o bordão "Brasil pra frente, Aécio presidente". Questionado ao chegar sobre sua candidatura, respondeu: "(Está) na boca do povo".
Aécio rebateu discurso feito por Dilma na convenção do PMDB no sábado, em que ela afirmou que "os mercadores do pessimismo" apostam "todas as fichas no fracasso do País". "A presidente Dilma acusa a oposição de querer o pior para o Brasil. Nada mais falso. A tese do quanto pior melhor é própria do PT, que negou no passado apoio a Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, ao governo Itamar Franco e ao Plano Real."
"Nós do PSDB não temos que temer absolutamente nada", completou. "Vamos defender em cada canto do País o nosso legado e uma nova agenda."
Pobreza. A militantes tucanos, o senador disse que o governo da "senhora candidata e presidente" Dilma não reconhece que foi Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quem deu o "mais vigoroso impulso" à rede de proteção social. "O PSDB quer a superação da pobreza e isso passa pela educação de qualidade e capacitação profissional."
Segundo ele, o governo Dilma aposta numa "propaganda oficial" para afirmar que a pobreza extrema foi erradicada no País, mas metade da população não tem rede de esgoto e tratamento do lixo. Afirmou que Lula e Dilma receberam do PSDB heranças como a universalização do ensino, o programa de erradicação do trabalho infantil e as iniciativas nas áreas de medicamentos e de combate à aids.
"Não negamos tudo o que o PT fez", disse o tucano. "O presidente Lula teve alguns méritos, sim. Ele manteve a política macroeconômica do governo Fernando Henrique e expandiu as políticas sociais do PSDB."
Reação. À noite, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) rebateu as declarações de Aécio de forma mais contundente que de costume. "Não estamos extinguindo a miséria por decreto. Esse governo não abandonou o seu povo e por isso a miséria está nos abandonando", afirmou, repetindo o slogan da propaganda oficial durante um congresso de trabalhadores rurais.
"Ao contrário de governos anteriores, tivemos a coragem de ouvir esse povo e receber esse povo no Palácio, de destinar os recursos públicos através do Bolsa Família, Pronaf, ProUni", disse Carvalho. "(Esse governo) Está de peito aberto para ouvir as críticas, mas fundamentalmente é solidário ao povo, ao contrário dos governos neoliberais que esse senador representa e que quer voltar ao governo do País. Mas o povo não vai deixar." 

De Leonencio Nossa, Rafael Moraes Moura, colaborador, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

sábado, 19 de janeiro de 2013

Brasil vai acabar com miséria extrema até início de 2014, afirma Dilma



A presidente Dilma Rousseff disse na tarde desta sexta-feira (18), no Piauí, que seu governo irá erradicar a miséria extrema no país até o "início de 2014".

O anúncio foi feito em um dos Estados com o maior número de famílias com renda per capita mensal abaixo de R$ 70, critério para a aferição da condição de miséria extrema. A partir desse valor, o governo considera que a pessoa não está mais no grupo de extrema pobreza.

Dilma afirmou, durante discurso na cerimônia de entrega de 400 apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, em Teresina, que alguns Estados erradicarão a miséria ainda este ano. Os demais, em 2014.

"Temos o objetivo de acabar com essa pobreza extrema até 2014. É óbvio que não vai ser no dia 31 de dezembro de 2014. Vamos acabar com a pobreza extrema na maioria dos Estados do Brasil ainda no ano de 2013 e vamos completar esse processo de tirar da pobreza no início de 2014. É possível e vai ser feito", disse a presidente.

"Um país não vai ser respeitado se nós deixarmos uma parte do nosso povo, uma parte da nossa população em condições de pobreza", afirmou Dilma. "Achamos que o país vai crescer se as pessoas crescerem junto." (...)


De Danel Carvalho, Portal FOLHA

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Preguiça e sinônimo de pobreza


Para 37% dos brasileiros, preguiça de trabalhar é causa da pobreza

61% culpam a falta de oportunidades iguais para subir na vida

 

Para 37% dos brasileiros, a preguiça das pessoas que não querem trabalhar explica parte da pobreza no país, enquanto 61% culpam a falta de oportunidades iguais para que todos possam subir na vida. Os dados são de uma pesquisa do instituto Datafolha publicada pelo jornal Folha de S. Paulonesta terça-feira. Os mais jovens citaram a desigualdade com mais frequência. Na região Sul, 50% acham que a falta de oportunidades é o problema, e 48% culpam a preguiça.
De acordo com o jornal, a maioria dos brasileiros é tolerante com a homossexualidade, mas é contra a liberação do uso de drogas. A maioria acha que a desigualdade social alimenta a pobreza, mas acredita que a maldade das pessoas é a principal causa da criminalidade. A pesquisa foi feita no último dia 13 e foram realizadas 2.588 entrevistas em 160 municípios. Entre os temas explorados, a questão que menos divide a sociedade diz respeito à influência da religião na vida das pessoas: 86% acreditam que crer em Deus torna as pessoas melhores e 13% acham que isso não é necessariamente verdade. A questão que mais divide os entrevistados, de acordo com a pesquisa, é sobre o papel dos sindicatos: 49% dizem eles são importantes para defender os interesses dos trabalhadores e 46% acham que eles servem mais para fazer política do que para representar seus filiados.

De Economia, Jornal DO BRASIL

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Éta flagelo em forma político



população nordestino, e em especial nos cearenses, não tomamos jeito mesmo hêm!.



Já faz tempo que o poema, cantor e embaixador do sertanejo, Luiz Gonzaga já dizia: O nordestino é caba da peste, homem valente, trabalhador. Este sim era o verdadeiro representante, porta voz amplificada deste povão. Abença ao Gonzagão!



Já se vão dias, meses, anos, décadas deste sofrimento, solidão, miséria, morte, abandono.


A ladainha e as promessas continuam iguais, são autêntica, moderna e contemporâneas, pois está sempre na ordem do dia, - proclamada, renovada, genérica, pontual, compromissada, virtual. A culpa deste fragelo não é da presidente Dilma pois trata-se do próprio.


As ilusões e fantasias proferidas por este governo e amplificadas por seus governadores e prefeitos, reforçadas por inúteis representantes legislativos, estão nos levando a uma dependência assistencial e um empobrecimento de vida e falta de conhecimento sem precendentente em nossa historia.


A maior seca do Brasil é de políticos sérias e descompromissados com o futuro da população, pois estão preocupados com seus umbigo, contas e consoles partidarios.



De Julio Cunha