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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Câmara elege Eduardo Cunha para desespero do Planalto
Eram 18h47 da tarde deste domingo quando o deputado Eduardo Cunha (RJ), um rebelde na governista bancada do PMDB, encerrou seu discurso na tribuna da Câmara dos Deputados sob o coro de “presidente” e forte aplauso. “Temos que nos dar o respeito para ser respeitados”, discursou o peemedebista. No fundo do plenário, um grupo de deputados da oposição comentava animadamente: “Vai ser pior do que o governo pensava”. E foi. Com 267 votos – dez a mais do que o mínimo necessário –, Cunha foi eleito presidente da Câmara, o segundo cargo na sucessão da presidente Dilma Rousseff, atrás apenas do vice-presidente da República.
O resultado surpreendeu o Palácio do Planalto, cuja contabilidade indicava que a disputa terminaria em segundo turno, quando seu candidato, Arlindo Chinaglia (PT-SP), poderia virar o jogo. O petista teve o apoio de 136 deputados, Júlio Delgado (PSB-MG) que recebeu 100 votos, e Chico Alencar, do Psol, teve 8 votos. Houve 2 votos em branco.
O resultado da eleição é sintomático para o PT. Além de não ter conseguido emplacar Chinaglia, o principal partido de sustentação do governo Dilma terminou a eleição sem nenhum cargo na Mesa Diretora da Casa. Na tentativa de angariar votos em favor de Chinaglia, os petistas abriram mão de lançar candidatos para os postos administrativos da Câmara. A sigla teria direito a indicar nomes para a 2ª vice-presidência, que cuida, por exemplo, do ressarcimento de despesas médicas de parlamentares, e a para 2ª secretaria, responsável pelos passaportes diplomáticos dos deputados...
De Silvio Navarro, Laryssa Borges e Marcela Mattos, VEJA
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014
US$ 5,4 bilhões para compra de caças suecos
O acordo ocorre meses depois de o governo anunciar a opção pelos aviões suecos, após anos de uma licitação que envolveu fabricantes americanos e franceses. Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o Planalto chegou a anunciar que a empresa francesa Dassault havia vencido a licitação. Por isso, o contrato de hoje coloca um fim a um suspense e um conturbado processo.
"O programa é composto por 28 caças monoposto e oito caças de dois lugares Gripen NG. O valor total do pedido é de aproximadamente SEK 39,3 bilhões de coroas suecas", indicou o comunicado de imprensa da companhia...
De Jamil Chade, economia, ESTADÃO
segunda-feira, 13 de maio de 2013
"Governo Dilma é avesso à política", diz Eduardo Cunha
Apontado pelo governo como o grande vilão pelo fato de a Câmara não ter votado a MP dos Portos, devido a interesses contrariados, o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), devolve a acusação e diz que o Palácio do Planalto, quando enviou a medida provisória, já patrocinou "interesses econômicos de quatro grupos", dois em Santa Catarina, um em São Paulo e um na Bahia. E diz que é "zero" seu eventual interesse com empresas situadas no porto de Santos, como sugerido pelos governistas. Sem regras estáveis e tratamento equânime, segundo Cunha, o país não terá como atrair o investimento de que necessita
De jornal VALOR ECONÔMICO
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Governo não queria votação de emenda que tira poder do STF
BRASÍLIA — No Palácio do Planalto, a versão é que o governo também foi pego de surpresa com a aprovação, na quarta-feira, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que submete ao Congresso decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). nesta quinta-feira, diante de clima beligerante entre Congresso e Judiciário, o vice-presidente Michel Temer entrou em campo e formalizou a posição do Planalto contra a aprovação intempestiva da PEC 33.
— Eu lamento até dizer isso, mas acho que houve uma demasia. Na verdade, a palavra última deve ser sempre do Poder Judiciário, especialmente em matéria de constitucionalidade, e mesmo em matéria de vinculação de uma determinada decisão para os tribunais inferiores — disse Temer, que é advogado constitucionalista.
A orientação do governo, segundo auxiliares palacianos, era retirar o assunto de pauta, mas o autor da proposta, deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), surpreendeu ao pedir preferência para a apreciação da matéria e conseguir aprová-la em votação simbólica, o que geralmente ocorre em temas que não são polêmicos.
No caso da liminar do ministro Gilmar Mendes suspendendo a votação do projeto contra os novos partidos, apesar da defesa que o Planalto faz da proposta, ao governo não interessa uma crise entre Judiciário e Legislativo. Por isso, Michel Temer conversou com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN).
Nessa conversa, Temer disse não concordar com a PEC 33 nem com a liminar concedida por Gilmar Mendes. Considerou inadequada a liminar, pois, acredita, o STF só deveria se manifestar depois que o assunto tivesse sido aprovado. Mesmo assim, recomendou aos dois peemedebistas que abram um canal de diálogo com o Judiciário e não estimulem uma disputa entre os dois Poderes.
De Fernanda Krakovics e Luiza Damé, jornal O GLOBO
quarta-feira, 27 de março de 2013
Houve "manipulação inadmissível" em fala sobre inflação, diz Dilma
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff contestou por meio de sua assessoria de imprensa o que classificou como “interpretações equivocadas” de seus comentários sobre a inflação feitos nesta quarta-feira durante a 5ª Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), realizada em Durban, na África do Sul.
“Foi uma manipulação inadmissível de minha fala. O combate à inflação é um valor em si mesmo e permanente do meu governo”, afirmou a presidente ao Blog do Planalto, um dos canais de comunicação da assessoria de imprensa da Presidência.
Segundo a nota do Planalto, a declaração de Dilma foi feita após a presidente tomar conhecimento de que agentes do mercado financeiro estavam interpretando erroneamente seus comentários como expressão de leniência em relação à inflação. “A presidenta solicitou ao presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que também desse esclarecimentos sobre o assunto”, diz a nota.
Mais cedo, em Durban, Dilma disse que não acreditava em política de combate à inflação que reduza o crescimento. E atribuiu as recentes pressões inflacionárias à alta internacional das commodities. “O governo está vigilante”, afirmou.
No mercado futuro de juros, as taxas ampliaram o movimento de queda após a declaração de Dilma. A interpretação do mercado foi de que o governo protelaria ao máximo um novo ciclo de aperto monetário.
De Bruno Peres, de jornal VALOR ECONÔMICO
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terça-feira, 5 de março de 2013
Aécio admite disputar o Planalto e acusa Dilma de combater pobreza 'por decreto'
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) admitiu ontem a candidatura ao Planalto em 2014 ao participar de um seminário de seu partido em Goiás e disse estar pronto para o confronto com o PT seja no campo social ou no campo econômico. "Um governo que acha que a pobreza acaba com um decreto merece ser enfrentado e combatido", afirmou o tucano, que acusou a presidente Dilma Rousseff de estar com foco somente na disputa eleitoral de 2014.
O senador fez um discurso de 35 minutos para defender mudanças na política social e confrontar os legados dos governos de Fernando Henrique Cardoso com as gestões dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. "Ela (Dilma) não está de olho em 2013, no governo, mas na reeleição em 2014. Na verdade, quem antecipou o debate foi o governo. E nós estamos prontos", disse em entrevista a jornalistas. "Vamos andar pelo Brasil. Basta a ineficiência! O Brasil merece outro momento para sua história."
O pré-candidato do PSDB foi ovacionado por vereadores, prefeitos e simpatizantes do PSDB que cantavam o bordão "Brasil pra frente, Aécio presidente". Questionado ao chegar sobre sua candidatura, respondeu: "(Está) na boca do povo".
Aécio rebateu discurso feito por Dilma na convenção do PMDB no sábado, em que ela afirmou que "os mercadores do pessimismo" apostam "todas as fichas no fracasso do País". "A presidente Dilma acusa a oposição de querer o pior para o Brasil. Nada mais falso. A tese do quanto pior melhor é própria do PT, que negou no passado apoio a Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, ao governo Itamar Franco e ao Plano Real."
"Nós do PSDB não temos que temer absolutamente nada", completou. "Vamos defender em cada canto do País o nosso legado e uma nova agenda."
Pobreza. A militantes tucanos, o senador disse que o governo da "senhora candidata e presidente" Dilma não reconhece que foi Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quem deu o "mais vigoroso impulso" à rede de proteção social. "O PSDB quer a superação da pobreza e isso passa pela educação de qualidade e capacitação profissional."
Segundo ele, o governo Dilma aposta numa "propaganda oficial" para afirmar que a pobreza extrema foi erradicada no País, mas metade da população não tem rede de esgoto e tratamento do lixo. Afirmou que Lula e Dilma receberam do PSDB heranças como a universalização do ensino, o programa de erradicação do trabalho infantil e as iniciativas nas áreas de medicamentos e de combate à aids.
"Não negamos tudo o que o PT fez", disse o tucano. "O presidente Lula teve alguns méritos, sim. Ele manteve a política macroeconômica do governo Fernando Henrique e expandiu as políticas sociais do PSDB."
Reação. À noite, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) rebateu as declarações de Aécio de forma mais contundente que de costume. "Não estamos extinguindo a miséria por decreto. Esse governo não abandonou o seu povo e por isso a miséria está nos abandonando", afirmou, repetindo o slogan da propaganda oficial durante um congresso de trabalhadores rurais.
"Ao contrário de governos anteriores, tivemos a coragem de ouvir esse povo e receber esse povo no Palácio, de destinar os recursos públicos através do Bolsa Família, Pronaf, ProUni", disse Carvalho. "(Esse governo) Está de peito aberto para ouvir as críticas, mas fundamentalmente é solidário ao povo, ao contrário dos governos neoliberais que esse senador representa e que quer voltar ao governo do País. Mas o povo não vai deixar."
De Leonencio Nossa, Rafael Moraes Moura, colaborador, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO
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