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sábado, 15 de junho de 2013

Além das arenas da Copa, governo banca obras em outros estádios

Em 2007, quando o Brasil foi anunciado como sede da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014, o então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, afirmou que o poder público nada gastaria com atividades desportivas. “A Copa do Mundo é um evento privado”, garantiu. Passados quase sete anos desde a declaração, os recursos públicos estão financiando não somente as construções e reformas nos estádios que receberão o evento, ao custo total de R$ 7,1 bilhões, mas, também, campos e centros esportivos que não estão na lista de cidades-sede.

Neste ano, por meio da ação “Apoio à realização da Copa do Mundo Fifa 2014” do Ministério do Esporte, já foram empenhados R$ 79,3 milhões para as melhorias, reformas, estruturações aquisição de equipamentos, modernizações e adaptações em estádios de apoio para o Mundial de 2014 e para a Copa das Confederações, que se inicia hoje.

O governo já empenhou (reservar em orçamento para posterior pagamento), por exemplo, R$ 7 milhões para “suplementação de recursos orçamentários” com a finalidade de implantar e modernizar o Centro Oficial de Treinamento da Barra do Pari, em Várzea Grande, no Mato Grosso. Outros R$ 6,9 milhões serão destinados à implantação e modernização do Centro Oficial de Treinamento no Campus da Universidade Federal do Mato Grosso.

Para o Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos (SP), já foram empenhados R$ 6 milhões, objetivando a adequação do equipamento esportivo para servir como “Centro de Treinamento de Seleções para a Copa do Mundo FIFA 2014”. O mesmo valor foi reservado para adequação nas instalações do Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul (SP). O objetivo é colocar o estádio nos padrões internacionais de atendimento estabelecidos pela FIFA...


De Dyelle Menezes, CONTAS ABERTAS

terça-feira, 2 de abril de 2013

Romário e filho de Vladimir Herzog entregam petição pela renúncia de Marin



Rio de Janeiro - Romário entregou nesta segunda-feira à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), uma petição com mais de 50 mil assinaturas no qual pede-se a renúncia do presidente da entidade, José Maria Marin.

Deputado federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), levou à CBF uma petição entitulada "Fora Marín", justo no aniversário do golpe militar de 1º de abril de 1964, que depôs o presidente João Goulart e instaurou um regime que durou até 1985.

O 'Baixinho', que desde sua chegada ao Congresso, em 2010, faz críticas pesadas à gestão da CBF, estava acompanhado da também deputada federal Jandira Feghali, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e de Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, morto em uma carceiragem do Exército em 25 de outubro de 1975.

Marin, que comanda a entidade desde março de 2012, após a renúncia de Ricardo Teixeira, foi acusado de ter vínculos com o regime militar e de ter feito carreira na política paulista nas décadas de 70 e 80, justamente por suas relações com a ditadura.

Ivo Herzog alega que os discursos de José Maria Marín na época apoiavam as prisões arbitrárias e torturas dos opositores ao regime militar, e que uma vítima deles foi seu pai, jornalista da TV Cultura.

Romário alega que o Brasil, sede da Copa do Mundo, não pode ter na presidência da CBF alguém com suspeitas sobre seu passado. "O Brasil é um país democrático. Não tem nada a ver com um regime ditatorial que matou e torturou tantas pessoas", disse o ex-jogador. No dia 13 de março a CBF publicou em seu site um comunicado entitulado de "Desmascarando uma falsidade", em que afirma que as acusações contra Marín são "infundadas". Hoje, não houve qualquer menção ao ato liderado pelo ex-jogador, na página da entidade.


De agência EFE

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

É inadmissível o silêncio do Brasil sobre a manipulação do Futebol


O silêncio e a aparente inação do governo brasileiro, particularmente do Ministério do Esporte, diante da trama internacional de manipulação de resultados do futebol, são no mínimo inadmissíveis.

Entre os 680 jogos com indícios de resultados fabricados por centrais de apostas, com centro em Cingapura, a polícia da União Europeia inclui também partidas realizadas na América do Sul. Logo, o interesse suscitado no mundo pelo futebol brasileiro bastaria, pelo risco implícito, para que o Brasil já estivesse integrado às investigações europeias. Não está, nem consta qualquer outra providência.

Não só pelos precedentes de corrupção em jogos no Brasil, ainda ontem citados por editorial da Folha, mas até pelos envolvimentos dos dois imperadores da CBF em corrupção do futebol internacional --João Havelange e Ricardo Teixeira--, as necessárias providências brasileiras têm de ser do governo. Se entrar no caso, a CBF só deve sê-lo como investigada.

É interessante que, estourado o escândalo na Europa com a prisão imediata de 50 dentre 450 envolvidos já relacionados, o Ministério do Esporte se saísse com esta informação repentina: "prepara um relatório" sobre "a criação de uma agência para regulamentar as apostas esportivas". A notícia, publicada na Folha de ontem por Eduardo Ohata, refere-se a "aproximadamente R$ 2 bilhões que hoje circulam em bancas de apostas no exterior". Sobre a trama descoberta, na qual o futebol "da América do Sul" tem representantes, o ministério silenciou.

Não é só aí que está devendo. Muito.


De Janio de Freitas, colunista, Jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Pesquisa: 76% dos brasileiros creem em corrupção nas obras da Copa


Mineirão, antes de ser reinaugurado pela presidente Dilma 


Segundo uma pesquisa do Datafolha publicada nesta terça-feira (25) pelo jornal Folha de S.Paulo, 76% da população brasileira acredita que haja corrupção nas obras da Copa do Mundo de 2014. Apesar desse número, 70% dos entrevistados pensam que organizar o Mundial será “muito importante” para o Brasil, enquanto que 20% avaliam que isso será “um pouco importante”. O levantamento ouviu 2.588 pessoas em 160 municípios em 13 de dezembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
A impressão de que existe corrupção nas obras da Copa do Mundo aumenta conforme o grau de escolaridade do entrevistado. O percentual é de 68% para quem completou o Ensino Fundamental, de 81% para quem completou o Ensino Médio e de 89% para quem cursou Ensino Superior. Outra pesquisa do mesmo instituto indica que 66% da população aprova o nome de Luiz Felipe Scolari como técnico da Seleção Brasileira. Segundo 47% dos entrevistados, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), presidida por José Maria Marin, agiu bem ao demitir Mano Menezes.

De País, Jornal do BRASIL