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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Defesa de Cerveró retira Dilma do rol de testemunhas



Menos de três horas , a defesa do ex-­diretor da Petrobrás Nestor Cerveró apresentou uma nova petição à Justiça Federal em que pede a substituição da presidente por uma outra testemunha Ishiro Inagaki, de Tóquio. 

A alegação do advogado Edison Ribeiro para a súbita mudança está na petição entregue nesta segunda feira, 26. Ele justifica a troca “uma vez que a decisão sobre a aquisição das sondas foi privativa da Diretoria da Petrobrás, não passando pelo Conselho de Administração, onde a testemunha ora substituída (Dilma Rousseff) exercia a Presidência”. 

Na ação penal, Cerveró e o lobista Fernando Antônio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, são acusados de receberem propina de cerca de US$ 30 milhões para viabilizar contratos de navios-­sonda para a Petrobrás. Os pagamentos teriam sido feitos por Júlio Camargo, representante da empresa Toyo Setal, a Baiano, que atuaria diretamente na Diretoria Internacional, na época dos fatos comandada por Cerveró. 

Ao Estado, Ribeiro minimizou o episódio e disse que a troca foi motivada após uma conversa com Cerveró na carceragem da PF em Curitiba, onde o ex­diretor está preso. “Não foi nada demais, eu havia colocado a presidente (Dilma) e o (Sérgio) Gabrielli porque um foi presidente da Diretoria Executiva e outro do Conselho de Administração (da Petrobrás). Mas, ao conversar com Nestor Cerveró ele me disse que neste neste caso (pagamento de propina em compra de navios­sonda pela estatal) a decisão foi exclusiva da Diretoria, não passou pelo Conselho”, explicou...

De Mateus Coutinho e Fausto Macedo, ESTADO DE S. PAULO

terça-feira, 2 de abril de 2013

Romário e filho de Vladimir Herzog entregam petição pela renúncia de Marin



Rio de Janeiro - Romário entregou nesta segunda-feira à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), uma petição com mais de 50 mil assinaturas no qual pede-se a renúncia do presidente da entidade, José Maria Marin.

Deputado federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), levou à CBF uma petição entitulada "Fora Marín", justo no aniversário do golpe militar de 1º de abril de 1964, que depôs o presidente João Goulart e instaurou um regime que durou até 1985.

O 'Baixinho', que desde sua chegada ao Congresso, em 2010, faz críticas pesadas à gestão da CBF, estava acompanhado da também deputada federal Jandira Feghali, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e de Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, morto em uma carceiragem do Exército em 25 de outubro de 1975.

Marin, que comanda a entidade desde março de 2012, após a renúncia de Ricardo Teixeira, foi acusado de ter vínculos com o regime militar e de ter feito carreira na política paulista nas décadas de 70 e 80, justamente por suas relações com a ditadura.

Ivo Herzog alega que os discursos de José Maria Marín na época apoiavam as prisões arbitrárias e torturas dos opositores ao regime militar, e que uma vítima deles foi seu pai, jornalista da TV Cultura.

Romário alega que o Brasil, sede da Copa do Mundo, não pode ter na presidência da CBF alguém com suspeitas sobre seu passado. "O Brasil é um país democrático. Não tem nada a ver com um regime ditatorial que matou e torturou tantas pessoas", disse o ex-jogador. No dia 13 de março a CBF publicou em seu site um comunicado entitulado de "Desmascarando uma falsidade", em que afirma que as acusações contra Marín são "infundadas". Hoje, não houve qualquer menção ao ato liderado pelo ex-jogador, na página da entidade.


De agência EFE