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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Joelma compara gays a drogados e diz ser contra casamento homossexual


Misture uma voz potente a um bate-cabelo inconfundível: isso é Joelma, o furacão louro por trás da banda Calypso, formada há 14 anos com o marido, o guitarrista Chimbinha. Em 2013, os planos estão a toda: eles preparam um CD em espanhol, outro de música gospel, um DVD acústico e o longa ‘Isso é Calypso — o Filme’, com gravações em maio, no Pará e no Rio de Janeiro.
De segunda a quarta, ela diz que reserva os dias para malhar e rezar. Há quatro anos, converteu-se à religião evangélica, depois que sofreu uma estafa. “Maltratei meu organismo porque trabalhava todos os dias da semana e tive um piripaque, uma alergia crônica que quase me sufocou. Deus salvou minha vida”.
Ela afirma que as roupas e atitudes sexy não destoam da fé. “Uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende”. Indagada sobre a legião de fãs gays, sai do tom. “Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra”. Acrescenta que, se tivesse um filho nessa situação, “lutaria até a morte para fazer sua conversão”. “Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”.
“Não sou uma mulher sexy e morro de rir desse título. Sou um moleque. Não consigo ser daquela maneira fora do palco. Usava bermudão para dormir, mas agora comprei uns pijaminhas”, conta. Casada com Chimbinha há 16 anos, Joelma conta que o a chama não se apagou: “O rala e rola melhorou bastante com o tempo. Quero ter um filho aos 45 anos. É uma promessa de Deus para mim”. Chimbinha também é evangélico? “É, mas não tão maluco quanto eu”.
Joelma aprovou a escolha de atriz Deborah Secco para interpretá-la no cinema. “Ela veio aqui em casa e trocamos figurinha. Ela terá que ter uma reserva de energia muito grande porque as coreografias pedem. Mas a Deborah já fez balé e sabe dançar. Quando cantou com Chimbinha, mostrou que é afinada”. Sobre o filme, conta que sua única exigência foi que a produção usasse nos personagens o sotaque do Pará. “Nada na minha vida eu fiz para ganhar dinheiro. Quero que Deborah passe a verdade e nada que vise o lado mais comercial”.


De Bruno Astuto, do blog, revista ÉPOCA

quinta-feira, 14 de março de 2013

"Mão de Deus" escolheu papa argentino, diz Maradona



ROMA - A mesma "mão de Deus" que ajudou a Argentina na Copa do Mundo de 1986 escolheu o novo papa argentino, disse o ex-jogador Diego Maradona, autor do famoso gol com a mão marcado pela Argentina contra a Inglaterra, que ainda é motivo de polêmica em todo mundo.
Em uma carta ao jornal Il Messaggero, de Roma, na quarta-feira, a partir de sua residência em Dubai, Maradona, de 52 anos, descreveu-se como um católico devoto e disse que ficou alegre com a eleição de seu compatriota cardeal Jorge Bergoglio como papa Francisco.
"Estou realmente muito feliz e tenho certeza que meu entusiasmo é compartilhado por todo o povo argentino", escreveu Maradona.
"Todo mundo na Argentina pode lembrar 'a mão de Deus' no jogo com a Inglaterra na Copa do Mundo de 1986. Agora, no meu país, a 'mão de Deus', nos trouxe um papa argentino."
Em um duelo as quartas de final do Mundial de 1986, Maradona eliminou a Inglaterra com dois gols, um numa jogada individual brilhante desde seu próprio campo de defesa, e o outro com um toque de mão que o árbitro confundiu com uma cabeçada.
Maradona disse depois da partida que o gol foi marcado "um pouco com a cabeça de Maradona, um pouco com a mão de Deus".
A declaração ainda causa irritação na Inglaterra, onde o jornal The Sun, o mais vendido do país, mostrou o papa argentino Francisco levantando o braço numa bênção com a manchete: "Mão de Deus".
De Barry Moody, agência REUTERS BRASIL

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Lula está 'perdidão' descobrindo que não é Deus, diz Ciro


O ex-governador do Ceará Ciro Gomes afirmou na terça-feira (26) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva --de quem foi ministro-- está "perdidão da vida": "Ele pensa que é Deus e está descobrindo que não. Tentará buscar de novo essa deidade, mas não achará nunca mais".

Em nova análise sobre a política nacional, Ciro aumentou o mal-estar no PSB ao dizer que o presidente de seu partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tem chances "ínfimas" na disputa pela Presidência em 2014.

O ex-ministro questionou ainda a "decência" do PSB caso o partido deixe para romper com o governo só perto das eleições em vez de entregar todos os cargos que tem no governo Dilma Rousseff (PT).

"As pessoas podem até desqualificar o portador das ideias, das opiniões... Tudo bem, eu aceito. Ainda mais agora que estou cada vez mais velho, menos interessado em participar dessa bobajada toda. Mas há um recado", disse Ciro à Folha sobre o que considera uma tentativa do partido de isolá-lo e desautorizá-lo depois das primeiras críticas a Eduardo Campos, no domingo.

"O Eduardo, o Aécio [Neves, do PSDB] e a Marina [Silva, da Rede] têm todos os dotes e qualificações pessoais para ser presidente. OK, mas e daí? A mensagem é esta: cadê as propostas?", afirmou.

Ciro, que participou ontem de um seminário com empresários em Salvador, disse querer saber o que Aécio fará com a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil um dia após o tucano elogiar a "política de privatizações" do governo FHC.

Questionou ainda sobre se Marina manterá a ideia que tinha como ministra do Meio Ambiente do governo Lula de assinar tratados internacionais que "colocariam na marginalidade" a política energética do país.

Ciro reconheceu ter se irritado com o PSB por não ter sido o candidato do partido na eleição presidencial de 2010.

"Era legítimo, era natural, o Lula encerrava um ciclo, a Dilma naquela data representava um salto no escuro, e o partido resolveu não ter candidato, para apoiar uma candidatura desconhecida, mesmo eu estando em segundo lugar nas pesquisas", disse.

"Agora, o partido [com Eduardo Campos] começa em quarto lugar. Em quarto. Com probabilidades ínfimas de ascensão, pela qualidade do processo, porque a Dilma hoje não é mais desconhecida. Ao contrário, está se qualificando cada vez mais na opinião pública brasileira."

Os elogios para a presidente terminam quando o assunto é o que chama "banquete fisiológico da coalizão PT-PMDB". Para Ciro, será muito difícil Dilma "escapar" de uma aliança fundamentada nos apoios dos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves, ambos do PMDB.

A Folha apurou que o cenário ideal para Ciro é emplacar o irmão, Cid Gomes (PSB), atual governador do Ceará, na chapa petista no lugar do atual vice, Michel Temer (PMDB).


De Nelson Barros Neto, jornal FOLHA DE SÃO PAULO