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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

ANP diz que Petrobras já pode produzir diesel na Refinaria do Nordeste


RIO DE JANEIRO - A Petrobras já pode produzir diesel na Refinaria do Nordeste (Rnest), após autorizações para operações de unidades concedidas nesta quinta-feira, afirmou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com o início da produção na refinaria, em Pernambuco, a Petrobras poderá finalmente aumentar a produção nacional do combustível, o que vai ajudá-la a reduzir importações de diesel, o principal produto da Rnest, que também fabricará outros derivados de petróleo.

A capacidade adicional para produção de diesel da Petrobras vem num momento em que a companhia está vendendo o combustível no Brasil com um prêmio ante o mercado externo, em grande parte por causa da queda acentuada dos preços do petróleo, após quatro anos de vendas domésticas com defasagem ante as cotações internacionais.

Segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), em 1º de dezembro, o preço do diesel vendido às distribuidoras nas refinarias nacionais estava 14,5 por cento acima do preço praticado no Golfo do México.

A estatal afirmou à Reuters por e-mail, na terça-feira, que planeja entrega de produtos oriundos da Rnest ainda neste mês.,,

De Marta Nogueira, REUTERS BRASIL

sábado, 22 de junho de 2013

Nordeste: Pacote contra seca tarda a chegar aos 10 milhões de afetados

Anunciado há dois meses pela presidente Dilma Rousseff, o último pacote de medidas contra a seca, estimado em R$ 9 bilhões, demora a chegar ao semiárido.

A entrega de milho atrasou, cisternas estão abandonadas ou apresentam problemas, a oferta de carros-pipa não teve o aumento prometido e apenas 30% dos recursos para perfuração de poços foram liberados.

Diante da maior seca dos últimos 50 anos, que afeta dez milhões de pessoas em 1.418 municípios do norte de Minas Gerais e do Nordeste, foram as poucas chuvas que aliviaram a situação. As precipitações fizeram crescer vegetação rasteira que alimentou os rebanhos, mas foram insuficientes para que houvesse colheita.

Para alimentar os animais, o governo havia prometido enviar 340 mil toneladas de milho em abril e maio.

Nesses dois meses, só 151 mil toneladas (44% do total) foram repassadas, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Outras 138 mil toneladas foram enviadas em junho.

Em dez cidades do interior do Ceará que a Folha visitou há duas semanas, produtores rurais diziam que o milho ainda não havia chegado.

Na Bahia, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura também relatou atraso, sobretudo por falhas no transporte e distribuição, sob responsabilidade dos Estados. E, quando o milho chega, há menos do que o previsto.

"Minha cota seria de 20 sacos de milho, mas falaram que só vou ter dez", disse o produtor Francisco Pinheiro, 34, de Milhã (311 km de Fortaleza). Ele e seu pai disseram ter vendido gado a preços baixos porque não tinham alimento para os animais.

CHUVAS

A previsão é que haja ainda menos chuva no semiárido no segundo semestre deste ano. Por isso, a chuva registrada até agora foi importante para encher cisternas.

O governo prometeu entregar 130 mil cisternas até julho e mais 110 mil até dezembro. Há, contudo, problemas nas cisternas de plástico que estão sendo entregues.

Em Canindé (118 km de Fortaleza), a reportagem localizou um depósito com cerca de 200 cisternas expostas ao calor. E moradores, que foram orientados a cavar buracos para as cisternas, esperam pela instalação há mais de três meses. "Gastei R$ 200 para cavar e até hoje a cisterna não veio", diz o agricultor Joaquim da Silva, 73.

Sem chuva, as cisternas dependerão de carros-pipa contratados pelo Exército para distribuir água.

Em abril, havia 4.746 carros-pipa em 777 cidades. Dilma prometeu ampliar a operação em 30%, para 6.170 carros-pipa. Dois meses depois, o Exército tem 5.220 carros-pipa contratados em 808 cidades --aumento de 10%.

A maior fatia do pacote (35%, ou R$ 3,1 bilhões) era uma estimativa de quanto o Planalto deixaria de arrecadar até 2016, ao renegociar a dívida de 700 mil produtores. Foram atendidos 39 mil produtores, com dívidas de R$ 510 milhões, apenas 16% do previsto...


De Aguirre Talento, Nelson Barros Neto, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

terça-feira, 21 de maio de 2013

Sudene aprova R$479 mi em projetos de parques eólicos

SÃO PAULO - A agência de desenvolvimento da região Nordeste, Sudene, aprovou recursos de 478,7 milhões de reais para o desenvolvimento de uma série de parques geradores de energia eólica, conforme resoluções publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira.
Os recursos serão aplicados pelo Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e a maior parte deles, 299,4 milhões de reais, será destinada aos cinco parques eólicos Faísa. Os parques totalizam 64 aerogeradores com uma potência instalada total de 134,40 MW, segundo a Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace).


A Sudene também aprovou três projetos de parques eólicos da Gestamp, num total de recursos de 125,4 milhões de reais, além do parque da Pedra do Reino, que receberá cerca de 54 milhões.

De Alberto Alerigi Jr., agência REUTERS BRASIL

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Seca no Nordeste expõe tensão entre Dilma Rousseff e Eduardo Campos

Brasília e Fortaleza — A pior seca dos últimos 50 anos no Nordeste transformou-se em mais um ingrediente na disputa política entre o governo federal e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, provável candidato do PSB à Presidência em 2014. Na capital cearense, a presidente Dilma Rousseff anunciou uma série de medidas, liberou R$ 9 bilhões para crédito aos agricultores afetados pela estiagem e lembrou, diante de todos os governadores da região, que as ações tomadas pelo PT durante os últimos 10 anos amenizaram o impacto da falta de chuvas. “Conseguimos impedir que as populações aqui enfrentassem todas as perversas consequências que sempre vimos sendo retratadas na literatura, na prosa e no verso dos sanfoneiros”, disse Dilma.

A presidente afirmou que, apesar dos graves problemas de produção, não foram vistos saques, e as pessoas não passam fome de maneira aguda que as obrigue a buscar alternativas para preservar a própria sobrevivência. “Podemos dizer que atingimos nosso objetivo de preservar a população, mas os desafios de enfrentar as consequências na esfera produtiva persistem”, declarou.

O pacote do governo federal é extenso. Além dos R$ 9 bilhões, serão contratados carros-pipas (o número pula de 4,4 mil para 6,1 mil este ano, e entregues mais 130 mil cisternas até julho, que se somarão às 270 mil já instaladas. Outras 750 mil serão entregues até a Copa do Mundo de 2014. Dilma também autorizou a prorragação dos débitos de todos os produtores de municípios em estado de emergência com dívidas contraídas de 2012 a 2014 por mais 10 anos, com o pagamento da primeira parcela em 2016.

Principal crítico ao governo federal entre todos os presentes, Eduardo Campos não ficou muito convencido com as medidas anunciadas pela presidente. “As propostas continuam as mesmas, o que avançou mesmo foi a seca. É preciso olhar com atenção ao produtor, ao habitante do semiárido. É preciso olhar como vamos recompor essa economia devastada com a maior seca dos últimos 50 anos”, comentou Campos após o evento.

Durante o discurso de Dilma, não foram permitidos apartes, embora ela tenha sido bastante dura quanto à importância de uma parceria mais efetiva entre os governos federal e estaduais. Lembrou que, no Nordeste, é fundamental a construção de mais silos para armazenar grãos e que o planejamento para essa estocagem seja feito no período da entressafra, e não da safra, por ser mais barato.

Dilma também lembrou a importância de escoar a produção. Nesse momento, o alvo das palavras era claramente Eduardo Campos. A presidente afirmou que é fundamental uma parceria entre portos públicos e privados para a exportação da produção. Na semana passada, durante audiência no Senado para debater a Medida Provisória dos Portos, o governador socialista pediu um tratamento diferenciado para a unidade de Suape, em Pernambuco. A MP prevê que todas as instalações do país passarão a ser administradas pela União. “Temos que saber que há problemas de logística. Não é possível a gente supor que a safra de grãos do período tenha condições de ser escoada toda por via rodoviária, sem melhorias no transporte de cabotagens e marítimo.”

Segundo a presidente, um levantamento feito com os portos públicos mostra que eles são capazes de estocar 10 mil toneladas de grãos. Com a ajuda dos portos privados, a capacidade sobe para 70 mil. “Precisamos de parceria com os governadores para resolvermos juntos os problemas de logística”, cobrou a presidente, em recado a Campos.

Discurso
Antes da reunião, os governadores da região se encontraram para afinar o discurso de reivindicações. Unidos pelas condições difíceis do Nordeste, mas distantes por conta das pretensões presidenciais de 2014, Eduardo Campos e o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), encontraram-se em um primeiro momento a portas fechadas, antes da chegada dos demais administradores estaduais. Outro governador eleito pelo PSB, Wilson Martins, do Piauí, endossou as críticas ao governo federal, embora com menos contundência do que Eduardo Campos.

Segundo Martins, desde a última reunião do Conselho da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), realizada em Salvador no ano passado, recursos vêm sendo liberados e obras estão em execução. Ainda assim, na opinião de Martins, o governo precisa ser mais ágil. “Houve avanços em relação a investimentos na captação de água no Nordeste e o PAC Seca tem andado, embora seja em um ritmo aquém da necessidade da população e das exigências do povo”, afirmou.

Como resposta, Dilma anunciou a desburocratização no repasse de recursos. Pelas novas regras, 30% das verbas serão liberadas logo após a licitação das obras. Além disso, a documentação para garantir o montante só será cobrada antes da liberação da última parcela, para evitar que a burocracia emperre o processo.

No fim da tarde, a presidente participou, ao lado de Cid Gomes, da inauguração de uma escola técnica estadual. Na ocasião, reforçou o desejo de que os royalties do petróleo sejam integralmente destinados à educação.


De Paulo de Tarso Lyra, Rosália Rangel, Glauce Gouveia, jornal DIÁRIO DE PERNAMBUCO

domingo, 10 de março de 2013

Derrubada dos vetos à lei dos royalties beneficiará mais o Nordeste

Enquanto municípios produtores de petróleo e os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo perderão receitas com a derrubada dos vetos da presidente Dilma Rousseff à lei dos royalties, Estados e capitais do Nordeste serão os maiores beneficiados pela ação, ao menos no curto prazo.
Anunciada pelo Congresso nesta quinta-feira, a decisão ampliará as receitas que todos os Estados e municípios não produtores de petróleo recebem por meio dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). Mas os atuais critérios de divisão desses fundos, levados em conta na distribuição dos royalties, farão com que os Estados e capitais do Nordeste (principalmente) e do Norte recebam mais dinheiro que capitais e Estados não produtores das outras regiões.
Já o impacto das novas regras sobre cidades pequenas e médias não produtoras será mais uniforme pelas regiões do país, já que os critérios de divisão das receitas levam em conta somente o tamanho de suas populações.
Mas a mudança nos critérios que, por ora, beneficiará Estados e capitais do Nordeste e Norte pode prejudicar alguns deles caso a produção petrolífera se expanda nessas regiões.
Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo), há boas chances de haver petróleo de alta qualidade na foz do rio Amazonas, no litoral do Pará, em Sergipe e Alagoas. Se a exploração for viável, deve começar em cerca de 15 anos.

Estados

A votação no Congresso devolveu à lei dos royalties seu texto original, aprovado no Congresso. A lei altera os critérios para divisão dos royalties, o percentual do lucro obtido pelas petrolíferas pago ao Estado como compensação. As novas regras valem apenas para poços explorados no mar, imensa maioria no Brasil.
Pelo texto aprovado, válido inclusive para campos já licitados, a União tem sua fatia nos royalties reduzida de 30% para 20%. Os Estados produtores terão redução de 26,25% para 20%. Os municípios produtores vão de 26,25% para 17% (quando?) e chegam a 4% em 2020.
Os municípios afetados pela exploração de petróleo, mas que não são produtores – por exemplo, municípios vizinhos aos produtores ou aqueles em que há embarques de equipamento para uso com o petróleo – também sofrerão cortes: de 8,75% para 2%. Já a parte dos Estados e municípios não produtores, que era de 1,75% e 7%, respectivamente, passa, neste ano, a 21% para cada grupo, subindo a 27% em 2020.
O valor destinado aos Estados será repartido conforme as regras do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), calculadas de modo a reduzir desigualdades regionais. Os maiores percentuais do FPE se destinam à Bahia (9,39%), Ceará (7,33%), Maranhão (7,21%), Pernambuco (6,9%) e Pará (6,11%).
Já as unidades da federação que receberão menos são o Distrito Federal (0,69%), São Paulo (1%), Santa Catarina (1,27%), Mato Grosso do Sul (1,33%) e Espírito Santo (1,5%).
A BBC Brasil simulou o impacto que as novas regras dos royalties teriam nos repasses do FPE para alguns Estados no ano de 2011, quando o pagamento de royalties no Brasil somou quase R$ 13 bilhões.
Naquele ano, a Bahia recebeu R$ 4,5 bilhões do FPE. Caso a nova lei dos royalties estivesse vigorando com os percentuais de 2013, o Estado teria recebido cerca de R$ 244 milhões a mais, um aumento de 5,4%. Os novos repasses representariam ainda alta de 2,9% no montante total depositado pela União nos cofres da Bahia naquele ano.
Já Santa Catarina, dona da terceira menor fatia no FPE, recebeu R$ 615,2 milhões do fundo em 2011. Com as novas regras dos royalties, teria recebido cerca de R$ 33 milhões a mais. O valor representaria alta de 5,3% nos repasses do FPE ao Estado e 1,54% nos depósitos totais da União.

Municípios

As regras que ditam a distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) são distintas. O cálculo para a divisão entre as capitais e grandes cidades leva em conta população e renda per capita. Para as demais cidades, o único critério é a população.
Dentre a fatia de 10% do FPM reservada às capitais, os maiores montantes vão para Fortaleza (8,49%), Salvador (7,64%), Belém (5,94%), Recife (5,35%) e Maceió (5,3%). Os menores vão para Vitória (1,35%), Florianópolis (1,35%), Cuiabá (1,69%), Brasília (1,69%) e Campo Grande (2,03%).
Esses percentuais não mudam com as novas regras de divisão dos royalties. No entanto, como o montante como um todo irá aumentar, o dinheiro para Estados e municípios também passará a ser maior.
Entre as menores cidades do país, a mudança nos critérios dos royalties significará repasses adicionais de algumas centenas de milhares de reais.
Para o município Abdon Batista (SC), com população de 2,6 mil habitantes, os novos critérios teriam resultado em transferências adicionais de cerca de R$ 200 mil em 2011, 5% a mais do que obteve pelo FPM naquele ano.
O valor é ligeiramente inferior à soma dos repasses da União para a cidade pelo Fundeb (fundo para a educação básica, R$ 139 mil), apoio ao transporte escolar (R$ 52 mil) e apoio à alimentação na escola (R$ 18 mil).
Os critérios para a distribuição do FPE e do FPM, porém, podem mudar num futuro próximo. Desde o ano passado, um grupo nomeado pelo Senado prepara alterações nas regras para pôr fim à guerra fiscal entre os Estados e a eventuais desequilíbrios nos critérios.
Na próxima semana, os presidentes da Câmara e do Senado devem receber governadores para discutir o tema. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que uma nova lei sobre a divisão do fundo fosse aprovada pelo Congresso até o fim do ano.
Em janeiro, o STF concedeu liminar para que o cálculo atual seja mantido por 150 dias para garantir os repasses aos Estados e para que o Congresso tenha tempo de aprovar a nova legislação.


De João Fellet, BBC BRASIL

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Fortaleza tem 2ª maior alta da gasolina no NE


No Interior, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, preço do combustível chega a custar R$ 3,15
O peso do aumento da gasolina no bolso do consumidor da Capital já vem sendo sentido há duas semanas. Apesar da tentativa do governo federal de minimizá-lo, esse impacto tem expressiva influência no cotidiano financeiro da população, afetando não só motoristas, mas também toda a cadeia econômica no longo prazo. Nesse contexto "salgado", o fortalezense, no comparativo com os moradores das demais capitais do Nordeste, tem encarado um aumento acentuado: o segundo maior da região.

Os dados mais recentes do levantamento de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo) mostram, de forma oficial, o comportamento dos valores da gasolina após o reajuste de 6,6% anunciado nas refinarias, o que já vinha sendo acompanhado por pesquisas diretas do Diário do Nordeste.


De Negócios, portal DIÁRIO DO NORDESTE 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dilma tenta recuperar prestígio e driblar a paralisia das obras do PAC


Com périplo de Dilma ao Nordeste, PT tenta conter avanço político de Campos

Diagnóstico da direção da sigla de que é preciso recuperar o espaço político que agora está sob forte influência do governador de Pernambuco coincide com viagens da presidente e de Lula à região.

 

A presidente Dilma Rousseff desembarca nesta sexta-feira, 18, no Piauí diante da constatação do PT de que a recuperação do prestígio político da sigla no Nordeste, região sob forte influência do governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), é crucial para o projeto de reeleição em 2014. Até o início de março, Dilma deve visitar ao menos seis Estados da região.

A avaliação dos petistas é que o partido precisa melhorar a articulação política com governadores e prefeitos na região, principalmente após o resultado das eleições de 2012, da qual o PSB saiu fortalecido. Além disso, o Planalto precisa driblar o desgaste político gerado pela paralisação nos canteiros de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na região.
O giro de Dilma pelo Nordeste inclui ainda Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. A região também está na mira do ex-presidente Lula (leia texto abaixo). O Nordeste tem sido tradicionalmente um reduto eleitoral do PT. Nas últimas três eleições presidenciais (2002, 2006 e 2010), deu ampla margem de vitória para os candidatos do partido - Lula e Dilma. Em 2010, a petista teve 10,7 milhões de votos a mais na região que José Serra (PSDB).
A direção do PT acredita que poderia ter se saído melhor na disputa pelas prefeituras do Nordeste na eleição do ano passado - avalia também ter patinado em algumas costuras políticas. O PT perdeu duas capitais importantes, Recife e Fortaleza, e não emplacou seu candidato em Salvador. Venceu apenas em João Pessoa, com Luciano Cartaxo. Além do prestígio de Campos e do PSB na região, o PT teme efeitos da retomada de poder da oposição de redutos emblemáticos, como a volta do DEM a Salvador, com Antonio Carlos Magalhães Neto.
Em 2008, 24% das prefeituras obtidas pelo PT estavam no Nordeste. Em 2012, o porcentual subiu para 30%, mas o partido perdeu espaço político nas capitais.
...
Obras atrasadas. A chegada da presidente nesta sexta no Piauí foi calculada para evitar mal-estar, já que há várias obras federais em atraso. Nas seis horas de visita a São Julião e Teresina, ela permanecerá longe do traçado da ferrovia Transnordestina, um dos maiores gargalos da política de infraestrutura do governo. Dos 1.280 quilômetros da ferrovia, 387 quilômetros estão no Piauí. Há dois anos, Dilma afirmou que pretendia entregar a ferrovia até 2013.

A construção do trecho de Eliseu Martins da ferrovia, no sertão piauiense, a Salgueiro, no semiárido pernambucano, estava prevista inicialmente para ser entregue em 2010. Pelos cálculos de técnicos do governo, só 20% dos trilhos foram colocados. "A situação das obras do PAC no Piauí estão na normalidade da média no Brasil", diz Mirocles Veras, coordenador do programa no Estado.
Nesta sexta, Dilma pretendia inaugurar pelo menos o Sistema Adutor de Piaus, nos municípios de São Julião e Pio IX, no sul do Estado, previsto para ser entregue no primeiro semestre do ano passado. O Planalto chegou a receber a informação de que as adutoras estavam quase prontas. O Ministério da Integração Nacional, no entanto, não conseguiu terminar a obra. A assessoria de comunicação do Planalto manteve o deslocamento de Dilma a São Julião, mas anunciou que será apenas uma "visita" à obra, que, pela última previsão, será entregue em março ou abril.

De Julia Duailibi e Leonencio Nossa, Amanda Rossi, colaboradora, Portal ESTADÃO

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Reservatórios de hidrelétricas do Nordeste têm leve recuperação



SÃO PAULO - Os reservatórios de usinas hidrelétricas da região Nordeste apresentaram uma leve recuperação, subindo de 29,33 por cento no domingo para 29,62 por cento na segunda-feira, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
A região Nordeste vinha sendo a única a apresentar redução do nível das represas, diariamente, depois que reservatórios em outras regiões começaram a dar sinais de recomposição em meados da semana passada.
O nível dos reservatórios em todas regiões, no entanto, ainda está entre os mais baixos dos últimos dez anos e o ONS mantém quase todas as termelétricas disponíveis ligadas para garantir o fornecimento de energia elétrica.
Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste continuam subindo e passaram de 29,83 por cento no domingo para 30,43 por cento na segunda-feira. Nesse subsistema, a o reservatório de Furnas está com 16,25 por cento de armazenamento, Emborcação está com 31,21 por cento e Nova Ponte com 26,83 por cento. Essas represas respondem por, respectivamente, 18,48 por cento, 12,04 por cento e 11,44 por cento do total de reservatórios da região.
No Sul, o nível subiu de 49,04 por cento para 49,58 por cento, enquanto no Norte o armazenamento passou de 42,04 por cento para 42,47 por cento.
A geração de energia por termelétricas chegou a 11.883 megawatts (MW) médios, um pouco abaixo do valor previsto, e a carga no Sistema Elétrico Nacional (SIN) foi de 60.135 MW médios, também abaixo do estimado, segundo dados do Informativo Preliminar Diário de Operação do ONS referentes à segunda-feira.
A usina nuclear Angra 1 continua inoperante por parada programada para troca da tampa do reator. A termelétrica Uruguaiana (640 MW), a qual o governo pretende ativar, em breve, também ainda não está em operação, segundo os dados referentes à segunda-feira.


De Anna Flávia Rochas, Agência REUTERS BRASIL

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Nível de reservatórios de hidrelétricas do NE cai 0,9%

O nível dos reservatórios das hidrelétricas do Nordeste, região que mais vem sofrendo com a falta de chuvas, caiu de 30,20% na terça-feira (9) para 29,91% ontem, segundo dados do ONS (Operador Nacional do Sistema).


No Sul, os reservatórios subiram para 45,33%, de 43,30% na terça-feira. Nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, reunidas em um único subsistema, a taxa permaneceu estável, de 28,32% na terça-feira para 28,31% ontem. No Norte o nível também pouco mudou, de 39,88% para 39,99%.

A queda no nível dos reservatórios continua abaixo da média histórica, o que vem modificando a matriz elétrica do país.
Ontem, a geração hídrica respondia por 64,17% da geração, contra 73,68% em igual dia de 2012, uma queda de 12,9%, enquanto a energia térmica convencional passou de uma geração de 4,78% em 9/1/2012 para 17,78% ontem, aumento de 271,9%.


De Denise Luna, FOLHA Online

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Contrariando a presidente Dilma Rousseff estamos muito próximo do risco de racionamento


Reservatórios do Nordeste caem abaixo do nível crítico e acendem sinal de alerta


Nível das represas das hidrelétricas está em 32,2%, enquanto o limite é de 34%; no Sudeste, nível está só 0,8 ponto acima da curva de risco



 


SÃO PAULO - Os reservatórios do Nordeste terminaram o ano de 2012 abaixo do limite de segurança para o abastecimento do mercado - um mecanismo criado pelo governo federal após o racionamento de 2001 para alertar sobre o nível das represas. De acordo com relatórios do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a capacidade de armazenamento das usinas da região fechou o mês de dezembro em 32,2%. O limite mínimo estabelecido era de 34%.

No sistema Sudeste/Centro-Oeste, a situação não é muito diferente. As hidrelétricas encerraram o ano com uma reserva média de água de 28,8% - apenas 0,8 ponto porcentual acima da curva de aversão ao risco. O nível de armazenamento é semelhante ao de 2000 (28,52%), antes de o governo federal ser obrigado a decretar o racionamento de 2001.
Apesar da condição preocupante, os reservatórios devem começar o ano acima do nível de segurança. Isso porque o ONS recalculou as curvas de aversão ao risco para 2013. Na prática, porém, a situação das usinas continuará bastante delicada. O alívio será apenas no papel.
Ao contrário do que a presidente Dilma Rousseff afirmou na semana passada, de que é ridículo falar de risco de racionamento, se não chover o País poderá ter dificuldades de abastecimento. Isso porque o ONS já lançou mão de todos os recursos disponíveis para poupar água nos reservatórios. (...)

De Renée Pereira, Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Éta flagelo em forma político



população nordestino, e em especial nos cearenses, não tomamos jeito mesmo hêm!.



Já faz tempo que o poema, cantor e embaixador do sertanejo, Luiz Gonzaga já dizia: O nordestino é caba da peste, homem valente, trabalhador. Este sim era o verdadeiro representante, porta voz amplificada deste povão. Abença ao Gonzagão!



Já se vão dias, meses, anos, décadas deste sofrimento, solidão, miséria, morte, abandono.


A ladainha e as promessas continuam iguais, são autêntica, moderna e contemporâneas, pois está sempre na ordem do dia, - proclamada, renovada, genérica, pontual, compromissada, virtual. A culpa deste fragelo não é da presidente Dilma pois trata-se do próprio.


As ilusões e fantasias proferidas por este governo e amplificadas por seus governadores e prefeitos, reforçadas por inúteis representantes legislativos, estão nos levando a uma dependência assistencial e um empobrecimento de vida e falta de conhecimento sem precendentente em nossa historia.


A maior seca do Brasil é de políticos sérias e descompromissados com o futuro da população, pois estão preocupados com seus umbigo, contas e consoles partidarios.



De Julio Cunha