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sábado, 6 de dezembro de 2014

IPCA acelera alta a 0,51% em novembro com carnes e gasolina, e continua acima do teto da meta


SÃO PAULO - A inflação oficial brasileira acelerou em novembro a 0,51 por cento, pressionada por alimentos e gasolina, permanecendo acima do teto da meta em 12 meses e mantendo a nova equipe econômica sob pressão para que torne a política fiscal mais rigorosa e controle a alta dos preços.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 6,56 por cento em 12 meses até novembro, um pouco abaixo dos 6,59 por cento de outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Em outubro, o IPCA havia avançado 0,42 por cento na base mensal.

A meta de inflação do governo é de 4,5 por cento, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou menos. Analistas consultados pela Reuters, no entanto, acreditam que o IPCA encerrará este sem estourar a meta, apesar de ficar próximo do teto.

"Acho bem difícil estourar", afirmou a economista da Tendências Consultoria Alessandra Ribeiro, para quem o IPCA deve acelerar a 0,68 por cento em dezembro, fechando o ano com alta acumulada de 6,3 por cento.

Segundo contas do próprio IBGE, para encerrar o ano exatamente no topo da meta, o IPCA de dezembro teria subir 0,86 por cento. E, para repetir os 5,91 por cento de 2013, neste mês teria de subir 0,30 por cento...

De Por Felipe Pontes e Camila Moreira, REUTERS

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Petrobras anuncia aumento de 3% na gasolina


A Petrobras informou no início da noite desta quinta-feira que reajustará o preço de venda da gasolina em 3% e o do diesel em 5% nas refinarias, a partir da zero hora desta sexta-feira. Em comunicado ao mercado, a estatal informou que "os preços da gasolina e do diesel sobre os quais incide o reajuste anunciado não incluem os tributos federais Cide e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS".

O aumento, que era amplamente esperado pelo mercado, é considerado pequeno frente às necessidades da estatal e às perdas acumuladas no ano. Embora deva dar algum alívio para o caixa da estatal, a alta dos preços deve pressionar a inflação, que já está rondando acima do teto da meta do governo em doze meses. Uma analista avalia que, contudo, o impacto será limitado. "O impacto do aumento da gasolina no IPCA não deve ser muito alto. Aumento de 3% é na refinaria, mas na bomba será menos, então diminui a pressão", afirmou Flavio Serrano, economista sênior do Espírito Santo Investment Bank. "Com esse aumento da gasolina, o IPCA deve fechar novembro com inflação em torno de 0,6%", acrescentou.

O reajuste certamente vai refletir nas bombas de gasolina, uma vez que o governo não anunciou nenhuma compensação tributária simultaneamente, como fez em outras ocasiões. O índice de reajuste da gasolina para o consumidor final deve ser menor, pois a gasolina dos postos tem mistura de 25% de etanol anidro, mais barato que o combustível fóssil...

De Economia, VEJA

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Petrobras pedirá alta de 5% na gasolina


RIO - Na reunião do Conselho de Administração da Petrobras - que foi suspensa na última sexta-feira e será retomada nesta terça-feira -, a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, vai pleitear um aumento de 5% no preço da gasolina. Ela estará em Brasília, onde vai apresentar sua proposta na reunião. O encontro, diz uma fonte que não quis se identificar, será feito via teleconferência, com parte dos conselheiros em São Paulo e Rio de Janeiro.

Na sexta-feira, os conselheiros decidiram interromper a reunião, após os auditores da PwC se recusarem a aprovar o balanço do terceiro trimestre da Petrobras com a permanência de Sergio Machado no comando da Transpetro, subsidiária da estatal, já que seu nome foi citado no depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa ao Ministério Público, no âmbito da Operação Lava-Jato.

O preço da gasolina não sobe há um ano...


De Bruno Rosa, O GLOBO

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Na Argentina: Inflação em alta leva o governo a congelar o preço da gasolina

Argentina congela preço da gasolina por 6 meses para conter inflação

BUENOS AIRES - A Argentina congelou o preço da gasolina por seis meses, em uma nova tentativa de conter a alta inflação, que ameaça a economia e também o apoio ao governo, meses antes das eleições parlamentares de novembro. Os preços na bomba seguirão os mesmos de 9 de abril durante seis meses, segundo a resolução publicada no diário oficial do governo nesta quarta-feira.




De jornal VALOR ECONÔMICO

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Fortaleza tem 2ª maior alta da gasolina no NE


No Interior, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, preço do combustível chega a custar R$ 3,15
O peso do aumento da gasolina no bolso do consumidor da Capital já vem sendo sentido há duas semanas. Apesar da tentativa do governo federal de minimizá-lo, esse impacto tem expressiva influência no cotidiano financeiro da população, afetando não só motoristas, mas também toda a cadeia econômica no longo prazo. Nesse contexto "salgado", o fortalezense, no comparativo com os moradores das demais capitais do Nordeste, tem encarado um aumento acentuado: o segundo maior da região.

Os dados mais recentes do levantamento de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo) mostram, de forma oficial, o comportamento dos valores da gasolina após o reajuste de 6,6% anunciado nas refinarias, o que já vinha sendo acompanhado por pesquisas diretas do Diário do Nordeste.


De Negócios, portal DIÁRIO DO NORDESTE 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Alta de 6,6% na gasolina é ‘modesta’ e não atrapalha, diz Mantega


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (30) que o aumento de 6,6% na gasolina, anunciado no dia anterior pela Petrobras, é uma “elevação modesta” e que “não vai atrapalhar ninguém”. De acordo com ele, o reajuste nos postos, ou seja, para o consumidor, deve ficar em torno de 4%.
“Queria lembrar a vocês que faz quatro anos que o preço da gasolina não sobe. De 2006 até 2012, o preço da gasolina subiu 6%, muito menos do que toda a inflação [do período]. [A alta de 4% nas bombas] é uma elevação modesta perto daquilo que aconteceu com o preço da gasolina. É uma pequena correção que não vai atrapalhar ninguém”, disse Mantega, após participar de encontro com prefeitos, em Brasília. (...)

De Fábio Amato, Economia, portal G1.GLOBO

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Governo administra preços para esconder inflação


O governo pediu para segurar o aumento do preço das passagens de ônibus no Rio e São Paulo e estuda uma maneira de conter o impacto do reajuste do preço da gasolina. Está voltando ao tempo da administração de preços. Apesar de isso ter um benefício para o consumidor num primeiro momento, acaba criando distorções na economia. Aconteceu isso no tempo da hiperinflação, é fora de propósito e do momento atual.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, confirmou hoje que recebeu um pedido do ministro Guido Mantega para empurrar para o fim do primeiro semestre o aumento do ônibus em São Paulo para, assim, diminuir a pressão nesse começo de ano.
Ele virou um administrador de preço. Mas a gente sabe que a economia tem que funcionar bem, com inflação baixa e preços livres. Os prefeitos costumam não reajustar os preços das tarifas de ônibus em ano de eleição, mas fazem isso logo no ano seguinte.
A inflação tem que estar baixa, porque a economia tem que funcionar bem, não porque os preços são administrados. No caso da gasolina, o governo controla o preço, há muito tempo congelado, o que desorganizou o setor. Vários efeitos colaterais são provocados por conta do preço congelado.
Agora, a gasolina deve ter aumento de 7%, e o governo já pensa em reduzir impostos – PIS e Cofins. Isso seria um incentivo ao consumo de um produto importado. Ele já tinha feito isso com a Cide, que incide sobre os combustíveis.
O país precisa de preços estáveis com os instrumentos clássicos de controle, política fiscal e monetária. O outro caminho nos levou à hiperinflação.
O governo está repetindo os mesmos erros do passado, anteriores ao Plano Real. Quando o ministro Mantega não está administrando preços, está fazendo truque contábil para fechar as contas.
De artificialismo em artificialismo, a economia brasileira vai criando problemas que terão de ser desarmados mais adiante.

De Miriam Leitão, Portal O GLOBO

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Reajustes de gasolina e ônibus vão superar queda da energia na inflação

Diferença entre a alta do combustível e do transporte e a queda da energia resulta em um impacto de 0,33 pontos no IPCA

RIO - As principais revisões de preços previstas para os primeiros meses deste ano - da gasolina, dos ônibus urbanos no Rio de Janeiro e em São Paulo e da energia elétrica - devem resultar em alta da inflação. Apesar da tentativa do governo de conter o custo de vida da família brasileira, o saldo entre as três pressões é positivo, com os reajustes da gasolina e do transporte superando os reflexos da queda da tarifa de energia elétrica.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cada 1% de reajuste da gasolina significa um impacto de 0,0389 ponto porcentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador de inflação oficial do governo. Caso o reajuste seja de 7%, como apurou o Estadão, o impacto positivo será, portanto, de 0,28 ponto porcentual. Junto com a revisão das tarifas de ônibus no Rio de Janeiro e em São Paulo, cujo impacto será de 0,58 ponto porcentual, as duas pressões teriam peso de 0,86 ponto porcentual no IPCA, segundo cálculo do economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) André Braz.
Já a redução da tarifa de energia elétrica de 16% para o consumidor residencial significará uma retração do IPCA de 0,53 ponto porcentual. Com isso, o saldo entre os impactos das revisões de preço da gasolina, ônibus no Rio e em São Paulo e energia elétrica é de uma alta de 0,33 ponto porcentual do IPCA, diluído nos meses de janeiro e fevereiro.
Um reajuste do preço da gasolina nos próximos dias, como aguarda o mercado, aparecerá na proporção de um terço neste mês, com impacto de 0,09 ponto porcentual, e dois terços no próximo mês, de 0,19 ponto porcentual, projeta o Ibre/FGV. Esta estimativa levou à revisão pelo Ibre/FGV do IPCA deste mês de 0,75% para 0,84%. Para fevereiro, a revisão foi de 0,50% para 0,70%.
"Mas é preciso avaliar se a redução da energia terá efeito líquido de 16% para o consumidor, como espera o governo. As térmicas que estão sendo acionadas nesse período de reservatórios baixos poderão encarecer a conta de energia", alertou Braz.
O economista ressaltou que a revisão da tarifa de ônibus nas cidades do Rio e São Paulo podem ser diluídas nos indicadores de dois meses, dependendo de quando forem autorizadas. Se passarem a valer a partir do meio para o fim do mês, terão reflexo também no mês seguinte. Para o cálculo do impacto dos reajustes das tarifas de ônibus nos dois municípios, o Ibre/FGV considerou um aumento de 11,84% em São Paulo, referente à inflação acumulada nos últimos dois anos, desde o último reajuste; e de 5,5% no Rio, já anunciado pela prefeitura.

De Fernanda Nunes, Agência ESTADO

sábado, 22 de dezembro de 2012

Gasolina deve ultrapassar os R$ 3,00 em Fortaleza

Ministro Guido Mantega declarou alta na gasolina para 2013. Falta saber quando, quanto e como será feita

A gasolina vai tocar os R$ 3 em Fortaleza, na bomba. É o que estima o setor de combustíveis local para 2013. Conforme o assessor de assuntos econômicos do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Ceará (Sindipostos-CE), Antônio José Costa, a aposta é de que haja uma alta de cerca de 15%, gradualmente.
 A pressão já vinha ocorrendo por toda a cadeia produtiva junto à Petrobras, sob alegação de que o preço do petróleo no mercado internacional está cerca de 11% maior do que o local. O Brasil importa grande parte da gasolina que consome. (...)

De Economia, Jornal O POVO

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

2013 começa com aumento da gasolina

Governo reajustará gasolina em 2013, diz Mantega

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta quarta-feira que certamente haverá aumento do preço da gasolina em 2013. Por outro lado, ele garantiu que a tarifa de energia vai cair 20% em média no próximo ano, a partir de fevereiro.
O aumento do preço dos combustíveis é uma demanda da Petrobras, que precisa elevar sua geração de caixa para fazer frente aos pesados investimentos necessários para explorar o pré-sal.

"Certamente teremos um aumento [do preço da gasolina]. Todo ano tem aumento. Haverá um aumento no momento adequado", disse Mantega, durante café da manhã com jornalistas.
 
Outros aumentos da gasolina e do diesel concedidos recentemente não chegaram ao consumidor porque foram compensado com a queda de imposto (Cide). Dessa vez, como a alíquota da Cide já está zerada, haverá impacto na inflação.
 
Mantega também disse que o governo vai garantir a queda de 20% em média da tarifa da energia no próximo ano. Para tanto, afirmou, o Tesouro vai gastar mais R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões. Ele não deu detalhes de como isso será feito, pois a medida ainda está em estudo.
 
Esse dinheiro vai compensar o fato de algumas empresas não terem aceitado a oferta do governo de antecipar a renovação das suas concessões em troca de uma queda nas suas tarifas, como Cemig e Cesp.
 
Mantega informou que as às 17h dará coletiva para detalhar mais medidas de estímulo econômico. Haverá anúncio de mudanças tributárias envolvendo PIS/Cofins, ICMS e IPI.
 
De Mariana Schreiber, Brasilia, Jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quinta-feira, 29 de março de 2012

Gasolina no Brasil custa mais caro do que nos Estados Unidos

Os consumidores brasileiros pagam mais caro pela gasolina do que os dos Estados Unidos. Segundo o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, o preço no Brasil é 50% mais caro, uma vez que o preço do galão, com 3,8 litros, custa em torno de US$ 4 nos Estados Unidos e no Brasil chega a US$ 6.

No Relatório de Inflação, divulgado nesta quinta-feira, 29, pelo BC, a instituição manteve a previsão de que não haverá reajuste no preço da gasolina no país este ano. Também foi mantida a previsão de reajuste zero para o botijão de gás.

As projeções para as tarifas de telefonia fixa e de eletricidade, este ano, foram mantidas em 1,5% e 2,3%, respectivamente. Para os preços administrados, foi mantida a previsão de 4%. 

De Agência Brasil / O Povo