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sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Cortes devem envolver redução de subsídios financeiros, diz Mantega
SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou nesta sexta-feira uma redução no papel que os bancos públicos vêm desempenhando na política econômica e afirmou que os cortes de despesas em estudo pelo governo devem envolver a redução de subsídios financeiros.
Falando a jornalistas depois de fazer uma apresentação em evento em São Paulo, Mantega citou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social como um exemplo de onde poderia ocorrer essa redução. O BNDES tem uma série de programas de financiamento com juros abaixo da taxa básica Selic, incluindo a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e recebido injeções de recursos do Tesouro Nacional.
O ministro disse que o papel dos bancos públicos no crédito é "fundamentalmente" anticíclico e lembrou que na fase mais aguda da crise financeira internacional, o crédito privado secou e foi preciso que os bancos públicos assumissem um protagonismo...
De Asher Levine, REUTERS BRASIL
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domingo, 2 de novembro de 2014
PwC recusa-se a aprovar balanço da Petrobras, diz Estadão
Na sexta-feira, uma reunião do Conselho de Administração da Petrobras foi suspensa e remarcada para a próxima terça-feira, afirmou uma fonte à Reuters, sem explicar o motivo da interrupção. A expectativa do mercado é de que os conselheiros decidam um possível aumento dos preços dos combustíveis na reunião.
De acordo com o jornal, o Conselho da Petrobras --presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega passou a reunião de sexta-feira discutindo a pressão da PwC para ampliar as investigações internas. A auditoria negou-se a liberar o balanço da companhia e ameaçou envolver órgãos reguladores e a Justiça dos Estados Unidos, noticiou o Estado...
De Mercado, REUTERS BRASIL
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sábado, 31 de maio de 2014
Após PIB fraco, Mantega culpa seca, inflação e câmbio
SÃO PAULO - A lista de fatores negativos que atrapalharam o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre foi grande, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O ministro citou a seca, a recuperação lenta da economia internacional, o baixo crescimento da Europa, a volatilidade cambial e o aumento da inflação. O PIB do primeiro trimestre sofreu desaceleração, apresentando crescimento de 0,2%.
O ministro disse que o desempenho do PIB poderia ter sido melhor se a seca não tivesse prejudicado algumas culturas na agricultura. Apesar disso, o setor agropecuário contribui com 3,6% para o crescimento de 0,2% do PIB no primeiro trimestre, na margem.
Mantega disse que o desempenho do PIB no primeiro trimestre foi prejudicado por alguns fatores negativos. Entre os fatores citados por Mantega estava a demora além do esperado da recuperação da economia internacional. "Os EUA apresentaram queda de 0,25% no primeiro trimestre, o que dá 1% em anualidade", disse. Ainda de acordo com o ministro, a Europa cresceu abaixo das projeções...
De ESTADÃO
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terça-feira, 12 de março de 2013
Mantega diz que desoneração ajuda na "luta contra a inflação" e promete mais
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira que a isenção dos produtos da cesta básica do pagamento de tributos federais irá ajudar na "luta contra a inflação", e prometeu fazer novas desonerações para reduzir a carga tributária do país.
Em reunião com representantes do varejo e produtores de produtos alimentícios nesta segunda-feira, Mantega pediu para que o benefício fiscal seja repassado aos preços ao consumidor, para que seja captado no curto prazo pelos índices de inflação.
"É uma medida importante que beneficia a família de baixa e média renda e beneficia a luta contra a inflação que o governo vem travando. Temos certeza de que ela (inflação) vai permanecer sob controle", disse o ministro. "Esperamos que isso logo chegue aos índices de inflação", acrescentou.
O ministro evitou explicitar quanto a redução dos tributos da cesta básica reduzirá a inflação, mas nos bastidores o governo trabalha com um cenário de queda de 0,5 ponto percentual no IPCA, segundo disse à Reuters uma fonte do governo. No mercado, a estima é de um impacto menor na inflação.
A presidente Dilma Rousseff anunciou na sexta-feira à noite que a medida tem potencial de redução de preços de 9,25 a 12,5 por cento em alguns produtos, mas o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Fernando Teruó Yamada, disse que a primeira redução deve ficar entre 3 e 6 por cento e que em até duas semanas, pode chegar ao esperado pelo governo.
"Comunicamos o ministro que todo o setor está mobilizado para aplicar a desoneração", disse o executivo, após reunião com o ministro da Fazenda
"Em duas semanas no mais tardar, vai se chegar nessa desoneração nas prateleiras praticamente no total", acrescentou .
Mantega explicou que a diferença entre as reduções deve-se ao crédito tributário gerado por PIS/Cofins, o que, na prática, significa que o empresário paga um pouco menos de 9,25 por cento.
"Vamos atuar para que o efeito da medida seja amplo para que a redução se aproxime do valor que foi anunciado pela presidente", afirmou o ministro, acrescentando que alguns repasses da medida já estão acontecendo.
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De agência REUTERS BRASIL
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Mantega viaja hoje aos EUA atrás de investimentos
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, embarca nesta segunda-feira (25) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participa de um fórum de infraestrutura sobre o Brasil e as oportunidades de investimento no país. O encontro ocorre na terça-feira (26). Na quarta-feira (27), Guido Mantega se reúne com investidores também em Nova York e retorna ao Brasil.
As mesmas opções de investimento já foram apresentadas a empresários em São Paulo no começo do mês. Agora, além de Nova York, Londres também está no roteiro de debates sobre o cenário macroeconômico e as oportunidades de investimento no Brasil. As datas do circuito de palestras, informou o Ministério da Fazenda, são 26 de fevereiro, em Nova York e 1° de março, em Londres...
De economia, jornal DO BRASIL
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sábado, 16 de fevereiro de 2013
Câmbio não será instrumento para controlar inflação, diz Mantega
O câmbio no Brasil está num patamar bastante razoável e "dá certa competitividade" à indústria, segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda).
Se dizendo satisfeito com o patamar atual, ele disse que a apreciação da moeda norte-americana registrada no início deste ano, quando a cotação do dólar saiu de algo em torno de R$ 2,10 para um nível ligeiramente abaixo de R$ 2, ocorreu "dentro de uma margem razoável".
"Estamos com câmbio que dá certa competitividade para as exportações brasileiras e que não permite tanta invasão de produtos a preços artificialmente baixos", afirmou.
Pouco antes de iniciar os debates com os países parceiros do G-20, na Rússia, onde a manipulação da taxa de câmbio é um dos temas em pauta, Mantega negou que o governo trabalhe com uma meta para cotação do dólar. "Não há meta", afirmou o ministro.
De Sheila D'Amorim, Jornal FOLHA DE SÃO PAULO
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Alta de 6,6% na gasolina é ‘modesta’ e não atrapalha, diz Mantega
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (30) que o aumento de 6,6% na gasolina, anunciado no dia anterior pela Petrobras, é uma “elevação modesta” e que “não vai atrapalhar ninguém”. De acordo com ele, o reajuste nos postos, ou seja, para o consumidor, deve ficar em torno de 4%.
“Queria lembrar a vocês que faz quatro anos que o preço da gasolina não sobe. De 2006 até 2012, o preço da gasolina subiu 6%, muito menos do que toda a inflação [do período]. [A alta de 4% nas bombas] é uma elevação modesta perto daquilo que aconteceu com o preço da gasolina. É uma pequena correção que não vai atrapalhar ninguém”, disse Mantega, após participar de encontro com prefeitos, em Brasília. (...)
De Fábio Amato, Economia, portal G1.GLOBO
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Governo administra preços para esconder inflação
O governo pediu para segurar o aumento do preço das passagens de ônibus no Rio e São Paulo e estuda uma maneira de conter o impacto do reajuste do preço da gasolina. Está voltando ao tempo da administração de preços. Apesar de isso ter um benefício para o consumidor num primeiro momento, acaba criando distorções na economia. Aconteceu isso no tempo da hiperinflação, é fora de propósito e do momento atual.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, confirmou hoje que recebeu um pedido do ministro Guido Mantega para empurrar para o fim do primeiro semestre o aumento do ônibus em São Paulo para, assim, diminuir a pressão nesse começo de ano.
Ele virou um administrador de preço. Mas a gente sabe que a economia tem que funcionar bem, com inflação baixa e preços livres. Os prefeitos costumam não reajustar os preços das tarifas de ônibus em ano de eleição, mas fazem isso logo no ano seguinte.
A inflação tem que estar baixa, porque a economia tem que funcionar bem, não porque os preços são administrados. No caso da gasolina, o governo controla o preço, há muito tempo congelado, o que desorganizou o setor. Vários efeitos colaterais são provocados por conta do preço congelado.
Agora, a gasolina deve ter aumento de 7%, e o governo já pensa em reduzir impostos – PIS e Cofins. Isso seria um incentivo ao consumo de um produto importado. Ele já tinha feito isso com a Cide, que incide sobre os combustíveis.
O país precisa de preços estáveis com os instrumentos clássicos de controle, política fiscal e monetária. O outro caminho nos levou à hiperinflação.
O governo está repetindo os mesmos erros do passado, anteriores ao Plano Real. Quando o ministro Mantega não está administrando preços, está fazendo truque contábil para fechar as contas.
De artificialismo em artificialismo, a economia brasileira vai criando problemas que terão de ser desarmados mais adiante.
De Miriam Leitão, Portal O GLOBO
Financial Times diz que Mantega e BC estão virando “profissionais” do uso do “jeitinho” nas contas do governo
Um dos jornais que serve de referência para o mundo das finanças, o FT, ironizou hoje em um artigo o “jeitinho brasileiro” aplicado aos temas monetários e chega a apontar que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o Banco Central estariam se transformando em “profissionais” nisso.
O FT chega a explicar ao público estrangeiro o que significa o termo “jeitinho”. Trata-se, segundo eles, do hábito de desviar das regras ou convenções por táticas altamente criativas e beirando a ilegalidade.
Segundo o jornal, tanto Mantega quanto o BC mantem sua ação dentro da legalidade. No caso do Banco Central, o jeitinho é usado na manutenção da taxa de juros e a diferença entre o que a instituição de fato anuncia e as taxas de fato cobradas. Isso porque Alexandre Tombini estaria permitindo que as taxas cobradas durante a noite sejam reduzidas, dando um estímulo â economia, sem anunciar de fato uma redução nos juros desde 2011.
Mantega também estaria usando o jeitinho para combater a inflação. Citando a Radio Estadão, o FT aponta que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, confessou que Mantega o pediu para não elevar as tarifas de transporte, para segurar a inflação. Segundo o jornal, Mantega já um “especialista no jeitinho”, diante de sua administração do crescimento e da própria moeda.
De Jamil Chade, da Europa, Portal ESTADÃO
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Governo usa "martelo" para fechar a contabilidade
Manobra fiscal: oposição quer ouvir Mantega
PSDB e PPS criticam maquiagem de R$ 200 bi do governo para alcançar meta fiscal e cobram explicações
BRASÍLIA E RIO — Parlamentares da oposição vão chamar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para prestar esclarecimentos em audiências públicas tanto na Câmara quanto no Senado sobre a série de manobras fiscais realizadas pelo governo no afã de cumprir a meta de superávit primário de 2012, a economia feita pelo setor público para o pagamento de juros da dívida. O GLOBO mostrou neste domingo que a maquiagem na contabilidade do governo chegou a R$ 200 bilhões no ano passado, sobretudo devido ao reforço no caixa dos bancos públicos.
Nas contas do economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), se a injeção de recursos nos bancos tivesse sido feita de forma convencional, as despesas do governo chegariam a R$ 1 trilhão, e não apenas aos R$ 800 bilhões estimados para 2012. Somente no BNDES, os aportes representaram um subsídio implícito (a diferença dos juros de captação do banco e das taxas a que empresta) de R$ 15 bilhões, valor equivalente ao orçamento de um ano do Bolsa Família.
Para o líder do PSDB, senador Álvaro Dias, a estratégia da equipe econômica de “escamotear a realidade fiscal” terá como consequência uma “herança terrível” para o país, com aumento da dívida pública e impacto na inflação.
Segundo ele, a maquiagem fiscal será uma das preocupações centrais do partido no retorno do recesso parlamentar, em fevereiro, quando deverão ser apresentados para votação os requerimentos de convocação de audiência pública. A proposta é questionar não apenas a “mágica contábil”, mas também os critérios de medição do desempenho da economia. (...)
De Cristiane Bonfanti, Vivian Oswald e Bruno Villas Bôas, Economia, O GLOBO Online
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Mantega prevê PIB de 4% e diz que juros de bancos públicos cairão mais
Ministro da Fazenda deu entrevista exclusiva ao G1. Ele atribuiu críticas da mídia britânica a 'interesse dos especuladores'.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou nesta quinta-feira (27) que mantém em 4% sua previsão para o crescimento da economia brasileira, valor que está acima dos 3,3% de expansão estimados pelo mercado financeiro para o ano que vem. Disse também que os bancos públicos – Banco do Brasil e Caixa – continuarão a reduzir taxas de juros.
"Em 2013, a economia vai começar muito melhor do que começou em 2011. Em 2011, os juros estavam altos. Tínhamos algum tributo que estamos tirando. Não tinha redução de energia elétrica e o câmbio estava desfavorável".
Segundo Mantega, o ano de 2013 começará com "condições muito melhores". "Vamos ter redução de energia elétrica, vamos começar com os juros mais baixos da nossa história, ou seja, com custo financeiro reduzido, com um câmbio mais elevado, a R$ 2, R$ 2 e pouquinho [cotação do dólar]. Em janeiro de 2012, era de R$ 1,65", afirmou o ministro da Fazenda.
Em sua visão, a taxa de câmbio pouco acima de R$ 2 por dólar dá mais competitividade para o setor industrial. "Então, nós terminamos este ano com o setor industrial crescendo 1,5% no terceiro trimestre e com a agricultura está indo bem. E esperamos uma melhoria do setor de serviços, que no terceiro trimestre deixou a desejar [no terceiro trimestre de 2012]", acrescentou.
De Economia, GLOBO NEWS
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Financial Times: Dilma e Guido Mantega são "doendes videntes"
Em sátira de Natal, ‘FT’ chama Dilma de ‘rena do nariz vermelho’
‘Conto’ da publicação britânica faz piada com economia brasileira.
Ministro Mantega aparece como ‘Guido, o duende vidente’.
Ministro Mantega aparece como ‘Guido, o duende vidente’.
A presidente Dilma Rousseff virou a “rena do nariz vermelho”, personagem de histórias tradicionais de Natal, em uma sátira publicada pelo blog “beyondbrics”, do jornal britânico “Financial Times”. No “conto”, a publicação faz piada com a economia brasileira e com as previsões do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
começa com Papai Noel retirando “Russolph, a rena brasileira” da equipe do trenó do Natal deste ano, substituída pelo líder chinês Xi Jinping.
“Seu nariz vermelho é o problema”, afirma o Papai Noel. “Algumas crianças acham que você é socialista. Quem acredita em uma socialista para entregar os presentes?”, diz ele.
Revoltada, “Russolph” diz que não pode ser rebaixada, uma vez que tem o sexto maior chifre do mundo. É quando “David Camerolph” (representando o primeiro-ministro britânico, David Cameron), lembra que ela perdeu a posição. “Sinto muito, mas o nosso é [o maior do mundo]”, diz ele. (Depois de se tornar a sexta maior economia do mundo, o Brasil deve perder a posição, este ano, para o Reino Unido).
“Grandes notícias! No ano que vem seu chifre vai crescer um metro!”, diz então o personagem que satiriza o ministro Mantega, “Guido, o duende vidente”, que diz saber isso porque “colocou o dedo no ar”. “Quer dizer, eu fiz um cálculo completo. Eu peguei previsões de todos os outros duendes e multipliquei por dois”, diz.
“Roussolph” se pergunta então porque não demite o ministro, ao que ele responde “Porque a ‘Economist’ disse para você fazer isso?”
Ao fim, a “rena do nariz vermelho” se pergunta onde as coisas deram errado, e acaba salva pelo “Draghi Mágico” (Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu), que promete mandá-la de volta à década de 1970, quando o Brasil era “o futuro”.
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
2013 começa com aumento da gasolina
Governo reajustará gasolina em 2013, diz Mantega
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta quarta-feira que certamente haverá aumento do preço da gasolina em 2013. Por outro lado, ele garantiu que a tarifa de energia vai cair 20% em média no próximo ano, a partir de fevereiro.
O aumento do preço dos combustíveis é uma demanda da Petrobras, que precisa elevar sua geração de caixa para fazer frente aos pesados investimentos necessários para explorar o pré-sal.
"Certamente teremos um aumento [do preço da gasolina]. Todo ano tem aumento. Haverá um aumento no momento adequado", disse Mantega, durante café da manhã com jornalistas.
Outros aumentos da gasolina e do diesel concedidos recentemente não chegaram ao consumidor porque foram compensado com a queda de imposto (Cide). Dessa vez, como a alíquota da Cide já está zerada, haverá impacto na inflação.
Mantega também disse que o governo vai garantir a queda de 20% em média da tarifa da energia no próximo ano. Para tanto, afirmou, o Tesouro vai gastar mais R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões. Ele não deu detalhes de como isso será feito, pois a medida ainda está em estudo.
Esse dinheiro vai compensar o fato de algumas empresas não terem aceitado a oferta do governo de antecipar a renovação das suas concessões em troca de uma queda nas suas tarifas, como Cemig e Cesp.
Mantega informou que as às 17h dará coletiva para detalhar mais medidas de estímulo econômico. Haverá anúncio de mudanças tributárias envolvendo PIS/Cofins, ICMS e IPI.
De Mariana Schreiber, Brasilia, Jornal FOLHA DE SÃO PAULO
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Representante dos trabalhadores na Petrobrás denuncia ingerência política
Segundo Silvio Sinedino, conselho não discute estratégia da empresa e só referenda acordos feitos entre governo e diretoria da estatal
RIO - Primeiro representante dos empregados no Conselho de Administração da Petrobrás, o engenheiro Silvio Sinedino revelou nesta quinta-feira, 13, bastidores das discussões na principal instância decisória da empresa. Segundo ele, o conselho, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, não discute estratégia da empresa com profundidade, referendando acordos previamente fixados entre o governo e a diretoria executiva da companhia.
"O conselho não está decidindo os rumos estratégicos da Petrobrás. Isso é feito em outro lugar", disse, em palestra nesta quinta à noite no Clube de Engenharia. (Na reunião) a diretoria executiva já costurou tudo com o governo".
Com a entrada de Sinedino, este ano, o conselho ampliou para dez o número de representantes. Nesta quinta, ele fez o balanço de seu primeiro ano de mandato a uma plateia de petroleiros e engenheiros da companhia, marcado pelo tom de denúncia de ingerência política nas decisões da empresa e também por cobranças acerca de projetos orçamentários.
Afirmando que a companhia não pode ficar sujeita "à política baixo paroquiana dos aliados do governo", Sinedino citou o projeto das refinarias Premium, previstas para serem construídas no Nordeste. Disse que os projetos ainda não tiveram sua viabilidade financeira provada. As refinarias estão "em análise" no plano de investimento da companhia.
Em sua explanação, o conselheiro comentou que, na época da elaboração, fazia sentido construir as refinarias no Maranhão e no Ceará, já que iriam exportar produtos. Logisticamente, a localização se justificaria ser mais próximas do mercado destino. No entanto, diz, o mercado mudou e o País precisará das refinarias para consumo interno.
De acordo com ele, há estudos mostrando que o Centro Oeste seria um local mais adequado para a construção. A manutenção dos planos de construí-las no Nordeste, declarou, poderia atender a interesses políticos. "(Uma coisa é usar a Petrobrás para) o desenvolvimento do País, outra é usar para atender à baixa política", disse, em palestra no Clube de Engenharia, no Rio.
Procurada, a Petrobrás informou que não comentaria as declarações do conselheiro que destacou, entre suas críticas, o aumento do orçamento da refinaria Abreu e Lima (Rnest/PE). A obra passou de US$ 2,8 bilhões para US$ 20,1 bilhões. Segundo ele, falta clareza para o aumento de custo.
Reajuste. A presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, pede aumento no preço de combustível em "todas as reuniões" do conselho, segundo enfatizou. As reuniões são mensais e o conselho é formado basicamente por representantes do governo, controlador majoritário da companhia.
O conselheiro disse, no entanto, que o aumento não é discutido na reunião. De acordo com ele, em uma das reuniões Mantega disse explicitamente a Graça que o conselho não é o fórum para decidir aumento. "Aqui entre nós, a senhora sabe que não é nesse fórum que se decide aumento de combustível", disse Mantega a Graça, segundo o relato de Sinedino.
O conselheiro afirmou que a companhia está com problemas de caixa, por não ter recebido os aumentos previstos em seu plano de investimentos. De acordo com ele, no limite, há risco de a companhia vir a perder o grau de investimento, o que elevaria o custo de capital da empresa. Afirmou, também, que o plano de desinvestimento da companhia, de cerca de US$ 15 bilhões, ainda não foi apresentado no órgão.
Sinedino defende que o plano seja apresentado e está cobrando no conselho explicações sobre a refinaria de Pasadena (Texas/EUA), que integra a lista de ativos a serem vendidos. O ativo foi comprado pela companhia por preço acima do mercado e, segundo ele, a Petrobrás pode perder até US$ 1 bilhão com a sua venda, conforme revelou o Estado. Lembrou que a Petrobrás gastou US$ 1,2 bilhão para adquirir a refinaria, mas que hoje a planta "vale, no máximo, US$ 200 mil".
De Dabrina Valle, da Agência Estado, Jornal ESTADO DE SÃO PAULO, SP (grifo de Júlio Cunha)
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Dilma, Economist e nacionalismo
Presidente Dilma não deve dar ouvidos à sugestão de demitir Guido Mantega (Foto: Antonio Cruz/Agbr)
O ano de 2013 mostrará se a revista britânica estava certa ou não ao pedir a cabeça do ministro Guido Mantega
A presidente Dilma Rousseff não gostou de ver a revista britânica The Economist sugerir a saída de Guido Mantega do Ministério da Fazenda. Compreensível. Dilma não pode ser acusada de prevaricação no cuidado com a economia brasileira, claramente sua prioridade desde que tomou posse, à frente até mesmo da famosa faxina política que por vezes realiza. Ela sabe da importância da tarefa e dedica uma enorme parte do seu tempo à sua realização. Não será a opinião de uma publicação jornalística que ditará como a presidente conduz a economia, muito menos, nas palavras de Dilma, “uma revista que não seja brasileira”.
Pois são com essas palavras que a presidente, no seu legítimo direito de descartar os conselhos de quem quer que seja, coloca os pés pelas mãos. No final de 2009, quando a então ministra Dilma começava a esquentar seus tamborins para a campanha presidencial do ano seguinte, a mesma Economist colocou o Brasil na Lua. Ou quase lá. Com uma foto do Cristo Redentor sendo lançado aos céus como um foguete, a revista dizia em sua capa que o Brasil “decolava”. “Sua decolagem é ainda mais admirável porque foi conseguida por meio de reformas e da construção democrática do consenso”, escreveu a publicação britânica. Ninguém no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, muito menos Dilma, desqualificou na época as opiniões de “uma revista que não seja brasileira”. A liberal Economist, uma das mais importantes referências no mundo em economia e política internacional, dava seu selo de aprovação ao rumo que o Brasil tomava – e o governo brasileiro sorria. O caráter estrangeiro da sua opinião não a invalidou. Seu ponto de vista não foi julgado a partir de um nacionalismo estreito, mas apenas com base em seu mérito.
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De Rogério Simões, Economia, Revista ÉPOCA
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
PIB do Brasil vai superar apenas o do Paraguai entre sul-americanos
Para a Cepal, País deve encerrar o ano com expansão de 1,2%, abaixo da média da região (2,7%) e em linha com o Caribe (1,1%)
BRASÍLIA - O impacto da crise financeira na indústria e a queda dos investimentos produtivos farão com que a economia brasileira termine o ano na lanterna do crescimento da América do Sul, com expansão de 1,2% em 2012. Somente o Paraguai, cuja economia deve encolher 1,8%, terá desempenho pior do que o brasileiro. As estimativas foram divulgadas hoje pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), que espera para o ano que vem a primeira aceleração da economia no governo Dilma Rousseff.
Para 2013, a entidade projetou um aumento de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, lastreado em medidas já anunciadas, como desoneração da folha de pagamento para alguns setores, queda da taxa de juros e depreciação de mais de 30% na taxa de câmbio. Embora distantes dos 7,5% de crescimento econômico registrados no Brasil em 2010, a Cepal ainda se mostra mais otimista do que o mercado financeiro, que espera crescimento de 1,03% para este ano e 3,5% para o ano que vem.
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De Economia e Negócios, Jornal ESTADO DE SÃO PAULO, SP
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