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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Meu pedaço de terra: a Ahlam, Sahar e Ahmad só restam lembranças da Síria


Uma pequena família fugiu da guerra civil na Síria. Hoje, a mãe e seus dois filhos vivem em um alojamento para refugiados em Bonn, onde esperam pela chegada do pai.

Milhares de refugiados chegam atualmente à Alemanha. São pessoas que deixaram para trás amigos e família, trabalho e casa – e isso talvez para sempre. Em nossa série de reportagens "Meu pedaço de terra", apresentamos aqui alguns refugiados e suas histórias, sob suas perspectivas: subjetivas e sem julgamentos. E mostramos que eles, apesar de uma fuga perigosa, trouxeram consigo um objeto: o "pedaço de terra" que puderam carregar.

Uma foto de família: os olhos de Ahlam e seus fihos, Sahar e Ahmad, brilham. O contraste com a história de sua fuga da Síria não poderia ser mais radical. "Às duas horas da madrugada, chegaram os aviões", conta a garota Sahar, de 14 anos. "E bombardearam nossa casa, da qual só sobraram escombros e cinzas". Ela fala um pouco de alemão e um pouco de inglês, o que é suficiente para relatar os fatos.

Nem sua mãe, Ahlam, sabe dizer quem ordenou o bombardeio. Já faz um ano desde que o mundo, para ela, desmoronou. A família fugiu. Uma fuga que acabaria se tornando uma verdadeira odisseia. De início, Ghaleb, o marido de Ahlam, ainda estava junto da mulher e dos filhos. Os pais juntaram todo o dinheiro que tinham e seguiram pela Síria rumo à Turquia...

De mundo, DW

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Negócios em família


Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se presença constante nas páginas policiais dos jornais brasileiros. Não apenas o ex-presidente como também seus filhos e familiares próximos são alvo de investigações em marcha. Quem queria entrar para a história como celebridade mundial agora figura nas listas mais sujas da corrupção. Triste ocaso.

Lula tem cinco filhos. Até agora, três deles já tiveram seus nomes envolvidos em suspeitas de irregularidades, sempre com traço comum: teriam usado acesso privilegiado ao poder franqueado pelo prestígio do pai para fazer negócios privados. Transformaram a oportunidade aberta pela ascensão do petista ao Planalto em balcão de negócios.

Ontem, as suspeitas escalaram mais um – aliás, vários – degraus. A Polícia Federal realizou busca na sede de uma das empresas de Luis Claudio Lula da Silva, o filho mais novo de Lula. Ele é suspeito de ligação com lobistas que negociaram com o governo do PT a edição de medidas que beneficiaram a indústria automobilística – o setor mais bem tratado pelos petistas, favorecido sempre pelos mais polpudos incentivos fiscais.

Além de Luis Cláudio, a PF apontou “conluio” de Gilberto Carvalho – um dos auxiliares mais antigos e diretos de Lula e ex-secretário-geral do gabinete de Dilma Rousseff – com o grupo de fraudadores. Mais: um dos presos, que pagou R$ 1,5 milhão à empresa do filho de Lula sabe-se lá por que, é chapa do ex-presidente desde a época em que ele deflagrava greves em São Bernardo do Campo, registra hoje O Estado de S. Paulo.

Os Lula da Silva mais parecem uma holding, de ramificados negócios. Segundo a Folha de S.Paulo, o ex-presidente e seus filhos possuem ou têm participações em nada menos que 18 empresas. O que, diabos, elas fazem? Seriam uma forma de garantir que a família goze perpetuamente das delícias que experimentou nos anos em que o patriarca comandou o país?

Os casos de enriquecimento vertiginoso da família são notórios, como o de Fábio Luis Lula da Silva, cuja Gamecorp se associou a operadora de telefonia e o tornou um novo rico. Nas últimas semanas, também vieram a público suspeitas de que uma nora de Lula tenha recebido R$ 2 milhões de um dos principais envolvidos na rede de falcatruas tecida no Palácio do Planalto desde a ascensão do PT. Até um sobrinho do ex-presidente figura como suspeito de receber igual bolada. Vê-se como a família é próspera…

De polícia, ABN NEWS

domingo, 14 de julho de 2013

Assembleia de Alagoas vira feudo de poucas famílias que levam maior parte da folha

As denúncias de corrupção no Poder Legislativo de Alagoas, feitas pelo deputado JHC ao Ministério Público, com milhares de páginas em um cd, contemplam alguns servidores que recebem até cinco vezes somente no dia 28 de fevereiro de 2011. Na lista de funcionários com respectivas contas bancárias, que a Caixa Econômica Federal entregou ao deputado por força de decisão judicial, consta esposas, irmãos, todo tipo de parentes recebendo dinheiro público da Assembléia Legislativa de Alagoas.
Até o ex-deputado João Caldas da Silva, matrícula 51.395, pai do denunciante, recebe dinheiro da Assembléia Legislativa, mais precisamente R$ 3.887,95 líquidos. É de se notar que na folha de pagamento de fevereiro de 2013, em posse do EXTRA, o mesmo servidor percebe a quantia bruta de R$ 13.686,44. Com redutor de R$ 4.051,19, o ex-deputado percebeu a quantia de R$ 9.635,25. Também constam na folha de fevereiro de 2011 os nomes de Mirela C L Siqueira, esposa do deputado João Beltrão de Siqueira, com salário líquido de R$ 6.903,48, Silvânia Batinga da Silva, esposa do deputado Marcos Barbosa, com vencimento líquido de R$ 3.997,15.
Das listagens, tanto de fevereiro de 2011 quanto de fevereiro deste ano, consta nomes conhecidos. É o caso do deputado Ricardo Nezinho, que tem as irmãs Raulene Pereira M dos Santos (esposa do ex-deputado Marcelino Alexandre, de Arapiraca), Rutineide Pereira de Melo, os irmãos José Rodolfo Pereira Melo e José Ronaldo Pereira Melo (este médico e servidor da Unidade de Emergência de Arapiraca), além do cunhado José Ernesto dos Santos Filho. Todos os parentes do deputado Ricardo Nezinho recebem o teto do Legislativo, que é de R$ 9.570,16 cada um deles.

De improbidade, EXTRA DE ALAGOAS

sábado, 11 de maio de 2013

Inflação afeta renda do brasileiro e dificulta queda da inadimplência


SÃO PAULO - A inadimplência do consumidor patina e recua em ritmo lento nos últimos meses porque a disparada da inflação acabou achatando a renda das famílias, especialmente as mais pobres e que gastam mais com alimentos. Para manter o padrão de consumo, a saída encontrada pelas famílias foi assumir novas dívidas. Isso amplia o risco de inadimplência futura num cenário de alta da taxa de juros. 


O índice de calote dos empréstimos com recursos livres do sistema financeiro fechou o ano em 8%, segundo o Banco Central (BC). Em março, o último dado disponível, a inadimplência tinha recuado para 7,6%. A expectativa do economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fabio Bentes, era que a inadimplência recuasse para a média histórica, que é 7,3%, em outubro deste ano. Agora acredita que essa marca será atingida só em dezembro.
Mais cético do que Bentes, o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, já considera a hipótese de que o calote volte para o nível histórico no primeiro semestre de 2014.
Flávio Calife, economista da Boa Vista Serviços, também viu suas projeções sobre o recuo da inadimplência serem frustradas. Ele projetava que o indicador caísse para 7,3% no fim de 2012, o que não ocorreu. Ele refez as projeções e considera que o calote encerre 2013 em 7,2%.
Para Bentes, da CNC, e Fernanda Della, assessora econômica da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), o principal fator que atrasou a queda da inadimplência foi o aumento da inflação, em especial dos alimentos.
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De Márcia De Chiara, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

terça-feira, 12 de março de 2013

Mantega diz que desoneração ajuda na "luta contra a inflação" e promete mais


BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira que a isenção dos produtos da cesta básica do pagamento de tributos federais irá ajudar na "luta contra a inflação", e prometeu fazer novas desonerações para reduzir a carga tributária do país.
Em reunião com representantes do varejo e produtores de produtos alimentícios nesta segunda-feira, Mantega pediu para que o benefício fiscal seja repassado aos preços ao consumidor, para que seja captado no curto prazo pelos índices de inflação.
"É uma medida importante que beneficia a família de baixa e média renda e beneficia a luta contra a inflação que o governo vem travando. Temos certeza de que ela (inflação) vai permanecer sob controle", disse o ministro. "Esperamos que isso logo chegue aos índices de inflação", acrescentou.
O ministro evitou explicitar quanto a redução dos tributos da cesta básica reduzirá a inflação, mas nos bastidores o governo trabalha com um cenário de queda de 0,5 ponto percentual no IPCA, segundo disse à Reuters uma fonte do governo. No mercado, a estima é de um impacto menor na inflação.
A presidente Dilma Rousseff anunciou na sexta-feira à noite que a medida tem potencial de redução de preços de 9,25 a 12,5 por cento em alguns produtos, mas o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Fernando Teruó Yamada, disse que a primeira redução deve ficar entre 3 e 6 por cento e que em até duas semanas, pode chegar ao esperado pelo governo.
"Comunicamos o ministro que todo o setor está mobilizado para aplicar a desoneração", disse o executivo, após reunião com o ministro da Fazenda
"Em duas semanas no mais tardar, vai se chegar nessa desoneração nas prateleiras praticamente no total", acrescentou .
Mantega explicou que a diferença entre as reduções deve-se ao crédito tributário gerado por PIS/Cofins, o que, na prática, significa que o empresário paga um pouco menos de 9,25 por cento.
"Vamos atuar para que o efeito da medida seja amplo para que a redução se aproxime do valor que foi anunciado pela presidente", afirmou o ministro, acrescentando que alguns repasses da medida já estão acontecendo.
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De agência REUTERS BRASIL

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Dilma anuncia na 3ª ampliação de programa de combate a pobreza extrema


BRASÍLIA, 14 Fev (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff deve anunciar na próxima terça-feira a ampliação do programa Brasil sem Miséria para cumprir a sua principal promessa de campanha de erradicar o pobreza extrema no país, disseram à Reuters fontes do governo.
No começo deste mês, Dilma disse em Cascavel (PR) que o governo tomaria providências para retirar da pobreza extrema todas as pessoas do Cadastro Único para Programas Sociais, que pelos cálculos da presidente somariam cerca de 2,5 milhões de pessoas.
Esse é o público alvo do governo para cumprir a promessa de campanha da presidente, que apesar de atingir a meta antecipadamente --inicialmente a erradicação só ocorria no final de 2014-- não deve comemorar como uma vitória absoluta, já que a própria presidente reconhece que existem pessoas fora dos cadastros do governo que estão na pobreza extrema.
"Conseguimos atender as pessoas cadastradas, mas a presidente vai pedir empenho dos prefeitos e da sociedade para continuar buscando mais pessoas que vivam em situação de extrema pobreza", disse uma das fontes.
Na avaliação da presidente, o cadastro não conseguiu mapear todas as pessoas vivendo em condição de miséria no país e, portanto, não há motivos para uma grande festa na terça.
A nova ampliação deve seguir os mesmos moldes do Brasil Carinhoso, programa lançado em 2012 para retirar da pobreza extrema crianças entre zero e 15 anos, mas os valores a serem aplicados para cumprir a promessa da presidente ainda estão sendo definidos, segundo uma das fontes ouvidas pela Reuters, que pediu para não ter seu nome revelado.
Pelos cálculos do governo, as ampliações dos instrumentos e dos repasses do Brasil sem Miséria já retiraram da pobreza extrema 19,5 milhões de pessoas. Para isso, o governo tem ampliado anualmente desde 2003 o orçamento do Bolsa Família, que é o braço de transferência de renda do Brasil sem Miséria.
Em 2011, o orçamento do Bolsa Família era de 17,3 bilhões de reais, segundo dados do balanço divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social no começo deste ano.
Para esse ano, a previsão é que sejam gastos 23,1 bilhões de reais com o Bolsa Família. Com a nova ampliação a ser anunciada esse valor deve subir.


De Jeferson Ribeiro, agência REUTERS BRASIL