Mostrando postagens com marcador Editorial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editorial. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de junho de 2013

'Brasileiros parecem ter encontrado sua voz', diz texto do Conselho Editorial do NYT

O jornal "The New York Times" dedicou seu editorial desta quinta-feira (20) aos protestos ocorridos no Brasil nesta semana e destacou os problemas que o país enfrenta como "gastos distorcidos e falhas em educação e outros serviços sociais". Apenas ontem, mais de 1 milhão de pessoas saíram às ruas em 25 capitais brasileiras. 

"Não é de admirar que o reajuste do transporte público tenha causado indignação entre os pobres e a classe média, que estão sobrecarregados por um sistema tributário asfixiante", afirmou a publicação. 

O jornal afirma ainda que "o Banco Mundial apresenta o Brasil como a sétima maior economia do mundo, mas coloca-o entre os 10% com pior igualdade de renda" e aponta o descontentamento com "casos de políticos implicados em esquemas de corrupção". 

Muitas cidades decidiram reduzir tarifas do transporte público, mas o NYT aponta que a presidente Dilma Rousseff, que concorrerá à reeleição no próximo ano, terá que enfrentar novas demandas. 


De cotidiano, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Para 'Financial Times', otimismo no Brasil é 'fachada'



Editorial de jornal britânico lembra que economia brasileira cresce menos do que Japão e desaceleração de investimentos ainda pesa no PIB

Em seu editorial na edição desta segunda-feira, o jornal britânico Financial Times disse que o otimismo dos brasileiros com relação à economia é “de fachada”. A publicação começa o texto enumerando as boas-notícias que o país recebeu nos últimos dias, como a ascensão do diplomata Roberto Azevêdo à presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), a emissão bem-sucedida de títulos da Petrobras, a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de 11,4 bilhão de reais da BB Seguridade – a maior do ano -, além do leilão de blocos de petróleo, promovido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na semana passada. “Contudo, a aparente sensação de bem-estar é uma fachada”, afirma o conceituado periódico na sequência.
FT destaca que a economia brasileira cresce menos do que o Japão neste ano, depois de ter expandido apenas 1% ano passado, e lembrou que a inflação alta tem erodido a confiança do consumidor. “Há um senso de mal-estar e a raiz dele é a desaceleração dos investimentos, que começou em 2011 e permanece“, diz o editorial. “Mais investimentos é exatamente o que o Brasil precisa para manter os empregos e tornar-se a potência global que ele quer ser”, acrescenta, citando que os investimentos representam 18% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, contra 24% da América Latina e 30% das potências asiáticas. 
Na opinião do jornal, a culpa pela desaceleração de investimentos é de Brasília, uma vez que o modelo econômico extravagante cujo motor é o consumo, firmado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está esgotado, enquanto o modelo de Dilma, mais centralizador, acaba tornando lentas as decisões econômicas.
Outra crítica é a ajuda pontual para os setores preferidos do governo, em vez de uma ampla reforma estrutural para os mercados. Um exemplo citado é a questão da infraestrutura, com investimentos necessários em portos, aeroportos, ferrovias e rodovias. Para o FT, há interesse de empresários e investidores de participar desses setores, mas o marco regulatório ainda não viabiliza a construção de uma nova infraestrutura. “Brasil precisa desesperadamente de mais investimentos. O baixo nível da poupança nacional significa que o dinheiro terá de vir de fora. Hoje o capital está barato, mas não estará para sempre. Brasil tem uma boa janela de oportunidades e a senhora Rousseff e seu governo precisam fazer as coisas acontecerem enquanto ela ainda está aberta”, finaliza o texto.