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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Lucro da Petrobras cai 38% no 3º tri; balanço não traz perdas com desvios

 

A Petrobras divulgou na madrugada desta quarta-feira (28), após dois adiamentos, o balanço com os resultados da empresa no terceiro trimestre de 2014. A estatal viu seu lucro despencar 38% no período, em comparação com o trimestre anterior, de R$ 4,959 bilhões para R$ 3,087 bilhões.

O valor, contudo, não contabiliza o dinheiro perdido em desvios investigados na Operação Lava Jato e nem a perda de valor recuperável de alguns de seus ativos por efeito do escândalo de corrupção.

A estatal afirma em balanço que a metodologia que adotou para descontar o valor incorporado indevidamente como investimento, mas desviado em esquema de corrupção entre 2004 e 2012, mostrou-se "inadequada" e, por isso, recuou da promessa de subtrair o valor de seus ativos. A fórmula, diz a Petrobras, tinha "elementos que não teria relação direta com pagamentos indevidos".

Em comunicado divulgado com o balanço, a presidente da companhia, Graça Foster, reconhece a necessidade de ajustes, mas diz que é "impraticável a exata quantificação destes valores indevidamente reconhecidos, dado que os pagamentos foram efetuados por fornecedores externos e não podem ser rastreados nos registros contábeis da Companhia."

No documento, Foster disse que a fórmula criada, e posteriormente desprezada, para calcular a extensão dos desvios apontaria a necessidade de ajuste de R$ 61,4 bilhões em seus ativos...

De Samantha Lima, FOLHA DE S. PAULO

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Governo reduz de 2% para 0,8% previsão de alta do PIB em 2015


O governo brasileiro revisou para 0,8% a estimativa de crescimento da economia em 2015, bem abaixo dos 2% previstos ainda em novembro, segundo documento enviado nesta quinta-feira (04/12) à Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

A revisão ocorre menos de duas semanas depois do recuo anterior, que foi de 3% para 2%, e se aproxima das projeções feitas pelo mercado financeiro. A previsão do relatório para os anos de 2016 e 2017 é um crescimento de 2% e de 2,3% do PIB, respectivamente.

A revisão, feita pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, também fixou a meta de superávit primário (excedente usado para pagar juros da dívida pública) em 66,3 bilhões de reais. Além dos novos cenários econômicos, o valor foi definido com base na meta de superávit primário de 1,2% do PIB em 2015, anunciada na semana passada pelo futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

A atualização, segundo o governo, ocorreu após uma mudança no cenário macroeconômico e das novas metas anunciadas pelo governo para os próximos dois anos.

De AS, lusa, abr, DW

terça-feira, 21 de maio de 2013

Criação de empregos diminui 9,25% em abril, mostra Caged


A economia brasileira criou 196.913 vagas formais de trabalho em abril. O resultado é 9,25% inferior ao do mesmo mês do ano passado, quando foram gerados 216.974 mil empregos com carteira assinada na série sem ajuste, ou seja, sem considerar os dados que as empresas enviam fora do prazo.
Ontem, a presidente Dilma Rousseff havia antecipado no programa radiofônico Café com a Presidenta que “em abril, foram gerados quase 200 mil novos postos de trabalho”.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho divulgados nesta terça-feira. Em março de 2013 foram criados 112.450 empregos (dado não ajustado).
O saldo de abril ficou pouco acima da média das projeções apurada pelo Valor Data, que previa 193 mil novas vagas no mês. O intervalo das estimativas variou entre 180 mil a 210 mil postos de trabalho criados.
Em abril, foram registradas 1,938 milhão de contratações e 1,741 milhão de demissões. Em 12 meses, o Brasil gerou 1,087 milhão de empregos formais.
Ainda segundo o Caged, no 1º quadrimestre do ano foram criadas 549.064 vagas. No mesmo período em 2012, esse número chegou a 702.059 mil empregos. Vale ressaltar que, no dado referente a 2013, apenas os meses de janeiro a março estão ajustados.
Os dados serão comentados pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias. Logo após assumir o cargo, o novo ministro previu a criação de dois milhões de postos de trabalho em 2013.
Setores
Houve abertura de vagas em todos os oito setores acompanhados pelo Ministério do Trabalho. O maior volume de postos foi no segmento de serviços que gerou 75.220 vagas no mês. Já a indústria de transformação criou 40.603 postos de trabalho no período.
Em números absolutos, o terceiro lugar é da construção civil, com 32.921 empregos. Na sequência está a agricultura (24.807), comércio (16.631), administração pública (3.857); serviços industriais de utilidade pública (2.237) e, por fim, a indústria extrativa mineral com 637 empregos.
De acordo com nota do Ministério do Trabalho, “abril foi o primeiro mês em que se verificou crescimento generalizado entre os oito setores da economia”.


De Lucas Marchesini e Eduardo Campos, portal VALOR

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Para 'Financial Times', otimismo no Brasil é 'fachada'



Editorial de jornal britânico lembra que economia brasileira cresce menos do que Japão e desaceleração de investimentos ainda pesa no PIB

Em seu editorial na edição desta segunda-feira, o jornal britânico Financial Times disse que o otimismo dos brasileiros com relação à economia é “de fachada”. A publicação começa o texto enumerando as boas-notícias que o país recebeu nos últimos dias, como a ascensão do diplomata Roberto Azevêdo à presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), a emissão bem-sucedida de títulos da Petrobras, a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de 11,4 bilhão de reais da BB Seguridade – a maior do ano -, além do leilão de blocos de petróleo, promovido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na semana passada. “Contudo, a aparente sensação de bem-estar é uma fachada”, afirma o conceituado periódico na sequência.
FT destaca que a economia brasileira cresce menos do que o Japão neste ano, depois de ter expandido apenas 1% ano passado, e lembrou que a inflação alta tem erodido a confiança do consumidor. “Há um senso de mal-estar e a raiz dele é a desaceleração dos investimentos, que começou em 2011 e permanece“, diz o editorial. “Mais investimentos é exatamente o que o Brasil precisa para manter os empregos e tornar-se a potência global que ele quer ser”, acrescenta, citando que os investimentos representam 18% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, contra 24% da América Latina e 30% das potências asiáticas. 
Na opinião do jornal, a culpa pela desaceleração de investimentos é de Brasília, uma vez que o modelo econômico extravagante cujo motor é o consumo, firmado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está esgotado, enquanto o modelo de Dilma, mais centralizador, acaba tornando lentas as decisões econômicas.
Outra crítica é a ajuda pontual para os setores preferidos do governo, em vez de uma ampla reforma estrutural para os mercados. Um exemplo citado é a questão da infraestrutura, com investimentos necessários em portos, aeroportos, ferrovias e rodovias. Para o FT, há interesse de empresários e investidores de participar desses setores, mas o marco regulatório ainda não viabiliza a construção de uma nova infraestrutura. “Brasil precisa desesperadamente de mais investimentos. O baixo nível da poupança nacional significa que o dinheiro terá de vir de fora. Hoje o capital está barato, mas não estará para sempre. Brasil tem uma boa janela de oportunidades e a senhora Rousseff e seu governo precisam fazer as coisas acontecerem enquanto ela ainda está aberta”, finaliza o texto.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

PSDB apresenta projeto para punir infratores com idade inferior a 18 anos

Alckmin: PSDB quer pena mais rígida para adolescentes

Ao comentar caso de universitário morto por jovem de 17 anos, governador de SP disse que partido enviará proposta para o Congresso em quinze dias

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta quinta-feira, em evento em Itaquera, na Zona Leste da capital, que seu partido prepara um projeto com o objetivo de alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), tornando mais duras as punições a infratores com idade inferior a 18 anos. O tucano falou sobre o tema nesta quinta ao comentar a morte do universitário Victor Deppman, de 19 anos, ocorrida na terça-feira. De acordo com Alckmin, o projeto deve ser encaminhado em 15 dias ao Congresso Nacional.

Em entrevista a VEJA, na edição de 20 de fevereiro, Alckmin já havia se manifestado a favor de uma alteração para tornar o ECA mais rígido em casos de infrações graves e reincidência. "Hoje, o menor infrator só pode ficar três anos na Fundação Casa e sai automaticamente aos 21 com a ficha limpa. Queremos que, no caso de infrações graves, o tempo aumente para oito anos e ele cumpra a pena até o fim", disse. "Esse é um debate que o Congresso terá de enfrentar", completou.

Victor Deppman foi assassinado por um adolescente de 17 anos que tentou levar sua mochila. Ele foi morto com um tiro na cabeça na porta do prédio onde morava, no Belém, na Zona Leste da capital paulista. O infrator já havia cometido alguns furtos e era conhecido da polícia.

"Quero chamar a atenção aqui para uma reflexão que deve ser feita por toda a sociedade de uma ação que deve ser feita no sentido de mudarmos a legislação. Mais uma vez, é um menor de 18 anos de idade, que daqui a alguns dias vai completar 18 anos. Mas como foi uma semana antes de completar 18 anos, ele vai ficar apenas três anos na Fundação Casa, vai sair com a ficha limpa, embora seja um caso grave e reincidente", repetiu Alckmin nesta terça.

O governador acrescentou ainda que defende uma "mudança da legislação federal no sentido de que para casos mais graves e reincidentes" o prazo da detenção dos infratores "seja bem maior". Além disso, para Alckmin "quem completou 18 anos não deve ficar na Fundação Casa".



De agência Estadão, revista VEJA

quarta-feira, 27 de março de 2013

'Financial Times' põe em xeque 'intervencionismo' brasileiro



Um artigo de página inteira publicado nesta terça-feira pelo diário econômico britânico Financial Times questiona as ações que qualifica de "intervencionistas" que vêm sendo tomadas até agora pelo governo da presidente Dilma Rousseff para tentar reverter o processo de desaceleração econômica.
Em um texto intitulado Humbled Heavyweight("peso-pesado humilde", em tradução livre), o jornal observa que o Brasil cresceu menos de 1% no ano passado, a menor taxa entre os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), e já começa a ser substituído pelo México na preferência dos investidores na América Latina, "algo impensável apenas dois anos atrás".
O jornal afirma que o governo "está desesperado para reavivar o antigo milagre econômico do país" e comenta que "apesar de ela (Dilma) ainda ser imensamente popular, a economia é uma sombra em potencial sobre as suas perspectivas de reeleição no ano que vem".
O artigo observa que a resposta do governo para o problema tem sido "se intrometer em vários setores, desde energia a telecomunicações, numa mistura de incentivos e punições, com ações que vão desde incentivos tributários a medidas para forçar os produtores a baixar os preços".
O jornal comenta, entretanto, que "o crescente envolvimento do governo nos negócios tem se mostrado polêmico" e que analistas do mercado financeiro afirmam que o Brasil está voltando ao intervencionismo do passado, enquanto o setor industrial argumenta que a produção manufatureira afundaria com os altos custos e a importação em alta, a não ser com a ajuda do governo.
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De agência BBC BRASIL

quarta-feira, 20 de março de 2013

Geração de empregos cai 18% em fevereiro, diz Caged



A economia brasileira criou 123.446 empregos em fevereiro. O saldo positivo é 18,03% inferior ao do mesmo mês do ano passado, quando foram gerados 150.600 empregos com carteira assinada,  na série sem ajuste sazonal.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.
O saldo de fevereiro ficou acima da média das projeções apurada pelo Valor Data, de 98,6 mil novas vagas no mês. O intervalo das estimativas variou entre 60 mil a 135 mil postos de trabalho criados.
Em fevereiro foram registradas 1,774 milhão de contratações e 1,650 milhão de demissões. Em 12 meses, o Brasil criou 1.116.340 empregos formais.
No ano passado, o Brasil gerou 1,3 milhão de empregos, na série com ajuste sazonal, que considera as declarações de criação ou fechamento de vagas de empresas entregues fora do prazo.
Setores
O emprego cresceu em cinco dos oito setores monitorados pelo Caged em fevereiro. O setor de serviços, depois do fraco desempenho em 2012 e início de 2013, foi a novidade no mês passado, criando vagas acima da média (82.061) e liderando entre os setores pesquisados.
Para o MTE, o resultado positivo do emprego em fevereiro “apresenta-se mais próximo da média, o que pode estar assinalando uma reação do mercado de trabalho”.
Houve uma expansão generalizada nos seis ramos do setor de serviços, com ensino respondendo pela metade das vagas líquidas criadas, um recorde para o período.
A indústria de transformação (33.466 vagas) e a construção civil (15.636 postos) continuaram apresentando resultados acima da média. No caso da indústria, 10 dos 12 segmentos monitorados geraram mais emprego no mês passado do que em fevereiro de 2012. “Esse resultado situa-se 36% acima da média do segmento e 70% em relação ao mesmo mês do ano anterior, o que parece confirmar uma a reação do setor”, explica o MTE.
O Caged registrou fechamento de vagas no comércio (-10.414), agricultura (-9.775) e serviços industriais de utilidade pública (-57 vagas).


De Leandra Peres, jornal VALOR ECONOMICO

segunda-feira, 18 de março de 2013

Pesquisa surpreende ao apontar que investimento na indústria vai cair 9,5%

Nem 15 pacotes de incentivo do governo animaram o setor, segundo levantamento de intenção de investimentos com 1,2 mil empresas

SÃO PAULO - Apesar de todos os esforços do governo, a indústria brasileira de transformação não ganhou confiança para desengavetar novos projetos de investimento em 2013. Ao contrário, o setor pretende investir este ano 9,5% menos que em 2012. O valor deverá cair de R$ 218 bilhões para R$ 197,3 bilhões, de acordo com uma pesquisa de intenção de investimento que acaba de ser tabulada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


Para chegar a esses números, a entidade ouviu mais de 1,2 mil empresas com fábricas em todo o País, entre os dias 22 de janeiro e 23 de fevereiro deste ano.
O resultado surpreendeu o diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, responsável pela pesquisa. Tanto que mandou auditar os dados. Ele esperava alguma retomada do investimento depois de o governo Dilma Rousseff ter lançado 15 pacotes de medidas para incentivar o setor produtivo. O último, anunciado quinta feira, liberou R$ 33 milhões para financiar projetos de empresas privadas na área de inovação, pesquisa e desenvolvimento.
"O governo fez muitas coisas corajosas no ano passado, como o corte na taxa básica de juros, a desoneração da folha de pagamentos, a redução do custo da energia elétrica e mesmo com o câmbio", cita Roriz Coelho. "Mesmo assim, a pesquisa está indicando que ainda existem muitas dúvidas do empresário em investir, em aumentar a capacidade de sua fábrica e depois não ter condições competitivas para vender a produção."
O diretor da Fiesp não foi o único a ser surpreendido pela resposta das indústrias. "É uma ducha de água fria nas expectativas de dez entre dez economistas", diz Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e professor da Unicamp. "Não é a primeira vez que os economistas acreditam em uma coisa e os empresários, em outra", acrescentou, bem humorado.
A questão é que a indústria está definhando já faz algum tempo. Em 2012, por exemplo, a produção física caiu 2,8%, depois de ter ficado estagnada em 2011. Além disso, a balança comercial (diferença entre a exportação e a importação) do setor apresentou em 2012 o maior déficit da sua história, de US$ 50,6 bilhões.
O resultado é que o setor passou a representar só 13,3% do Produto Interno Bruto (PIB), sua menor participação na formação de riqueza do País dos últimos 50 anos. Em 1985, o número foi bem maior, de 27%.
"Essa retração na intenção de investimento faz todo sentido com o clima que percebemos nesse começo de ano nas empresas", diz Sergio Valle, economista-chefe da MB Associados. "Há uma percepção de que haverá dificuldade de recuperação este ano." Parte disso, segundo ele, se dá pela baixa competitividade da indústria, que não incentiva as empresas a exportar. Outra parte se dá "pelas incertezas regulatórias que o governo coloca e que sustam os investimentos".
Confusão. O economista observa, no entanto, que os dados de investimento que são divulgados periodicamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) podem causar confusão, já que o banco acena com expansão para 2013. Os números, no entanto, referem-se ao investimento global, incluindo infraestrutura, óleo e gás e agricultura, por exemplo, que vão bem, e não apenas industrial. "Além disso, caminhões entram em bens de capital e há apenas um efeito estatístico por causa da retração que tivemos no ano passado pela mudança do motor para euro 5, mais caro que o anterior."
As empresas entrevistadas pela Fiesp mostraram que a elevada carga tributária continua como principal limitante ao investimento. Contudo, o peso dos tributos perdeu importância (em resposta múltipla, foi citado por 56% dos entrevistados, ante 75% em 2012) porque outros fatores ganharam relevância. É o caso da baixa taxa de crescimento da economia, apontada por 36% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, foram só 26%.
Arrependimento. O empresário Corrado Vallo, sócio da Omel Bombas e Compressores Ltda, que fornece equipamentos para a indústria petroquímica, sentiu isso na pele. Há dois anos, a empresa investiu R$ 6 milhões na compra de máquinas e ainda tinha planos de investir outros R$ 6 milhões na construção de uma nova unidade.
"Desistimos desse projeto porque simplesmente não tem demanda", conta o empresário. "Até nos arrependemos um pouco de ter comprado aquelas máquinas, avançadíssimas, de comando numérico para usinar peças de três eixos, que não existiam no Brasil, porque elas deveriam trabalhar em três turnos e só estamos conseguindo rodar um turno por falta de serviço."
De acordo com a pesquisa da Fiesp, o investimento industrial em máquinas e equipamentos é o que deverá apresentar maior queda este ano, de 16,4%. Enquanto em 2012 foram investidos R$ 160 bilhões, agora se espera que sejam investidos só R$ 133,8 bilhões.
"É caro investir no Brasil", queixa-se Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). "É muito mais fácil trazer o produto pronto de fora, porque o retorno sobre o investimento é demorado demais, em razão das altas taxas de juros e do peso dos impostos que temos aqui."
Um único setor deverá receber mais dinheiro este ano. Os investimentos em gestão deverão crescer de R$ 17,2 bilhões, em 2012, para R$ 27,3 bilhões, um salto de 58,4%.
"Esse aumento significativo deve-se à estratégia de eficiência produtiva adotada pelas empresas, que visa a reduzir custos e a substituir máquinas obsoletas por versões modernas", explica Roriz Coelho.


De Marcelo Rehder, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

sexta-feira, 15 de março de 2013

Inflação baixa na zona do euro abre espaço para BCE cortar taxa de juros


BRUXELAS - Uma desaceleração nas pressões dos preços de alimentos em fevereiro levou a inflação da zona do euro para o menor nível desde meados de 2010, e o crescimento modesto dos salários no final de 2012 ampliou os sinais de que o Banco Central Europeu (BCE) tem espaço para um corte da taxa de juros.
A inflação ao consumidor anual nos 17 países que compartilham o euro atingiu 1,8 por cento em fevereiro, informou nesta sexta-feira a agência de estatísticas da UE, Eurostat, confirmando seu número preliminar de 1o de março.
O número ficou em linha com a expectativa de economistas consultados pela Reuters e está dentro da meta do BCE de abaixo mas próximo de 2 por cento.
Com a ajuda de uma queda na inflação dos preços ao consumidor de alimentos, álcool e tabaco em fevereiro ante janeiro, assim como uma pressão menor em serviços, a inflação da zona do euro atingiu o menor nível desde agosto de 2010, quando foi de 1,6 por cento.
Somado a um aumento salarial bastante modesto no quarto trimestre de 2012, os dados de inflação destacam a fraqueza da economia da zona do euro e uma crescente expectativa entre investidores e economistas de que o BCE cortará a taxa de juros de novo este ano, depois de tê-la mantido em 0,75 por cento na reunião de 7 de março.
Os custos de trabalho por hora na zona do euro cresceram 1,3 por cento em geral nos últimos três meses de 2012, comparado com o mesmo período de 2011. Os salários por hora subiram 1,4 por cento. Esses aumentos foram menos da metade do nível visto no início de 2009.

De Robi Emmott, agência REUTERS BRASIL

sexta-feira, 1 de março de 2013

PT apresenta menor de 17 anos como responsável pelo mensalão

 O Jovem (foto acima) negou ser culpado pela beleza de José Serra


NEVERLAND - Um adolescente de 17 anos se apresentou hoje ao Supremo Tribunal Federal assumindo, muito espontaneamente, toda a culpa pelo mensalão. "Fui eu. Lula, Dirceu, Delúbio, Genoino e Valério não sabiam de nada. Eu só quero assumir meu erro. Chega de impunidade. Não é certo as pessoas pagarem por uma coisa que não fizeram", revelou o jovem.

Prestativo, dirigiu-se ao confessionário de Joaquim Barbosa e explicou o esquema: "Peguei parte da mesada que minha mãe dava para comprar o lanche na cantina e desviei para o Banco do Brasil e para a Visanet", assumiu. "Todo dia primeiro, eu sacava o dinheiro e distribuía para a base aliada", completou.

"Vocês lembram do Silvinho Pereira?", perguntou. "Então, aquela Land Rover foi dada por mim de presente", disse.
O jovem, no entanto, negou ser responsável pelo pibinho, pelo penteado de Graça Foster e pelos atrasos nas obras do Maracanã. "Isso é culpa da imprensa burguesa", disse, cofiando seu buço com a ponta dos dedos.


De The Herald, revista PIAUÍ

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

LIMOFOLIA: Juiz proíbe que menores de 14 anos participem

A entrada e permanência de menores de 14 anos, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis, estão proibidas na festa conhecida como “Limofolia”, que ocorrerá de 11 a 13 deste mês. A decisão é do juiz João Dantas Carvalho, titular da 2ª Vara da Comarca de Limoeiro do Norte, em substituição na 3ª Vara.

Quem tem menos de 12 anos de idade não pode frequentar os camarotes. Segundo a decisão, já aqueles com até 14 anos não podem estar nos corredores da folia.

A medida leva em consideração que o evento concentra grande número de pessoas, inclusive de outros municípios e estados. O juiz também considera que compete às autoridades locais adotar medidas de controle e fiscalização para garantir segurança pública e o exercício dos direitos do cidadão. O magistrado determinou que o horário da festa será das 19h às 3h da manhã.



De Redação, O POVO Online