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domingo, 17 de julho de 2016

O capeta dentro do PDT


O senador Jefferson Peres (PDT-AM), falecido em 2008, foi um politico atuante tanto em prol dos interesses e das demandas do seu estado Amazonas como também em favor do povo brasileiro, pois foi um político exemplar e merecedor do nosso respeito, e que nos deixa órfão da sua presença, algo raro no meio político.

Imagino o quão possa, o memorável senador, estar triste, se é possível no mundo espiritual, ao tomar conhecimento da invasão que sofreu seu partido por figuras tão desclassificáveis e desprezíveis neste momento político que passamos. E para piorar a coisa o desocupado Ciro Gomes é o vice-presidente nacional do partido. Ai só o capeta aguenta.

De Julio Cunha

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Brasileiro que retornou de Guiné é internado com suspeita de ebola


O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira que investiga um possível caso de ebola em um paciente brasileiro que chegou ao país no último dia 6 procedente da Guiné e que começou a apresentar sintomas dois dias depois.

Embora inicialmente tenha sido informado que o paciente era de nacionalidade guineana, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, explicou em entrevista coletiva que se trata de um brasileiro que retornou do país africano há cinco dias.

O paciente, de 46 anos e cuja identidade não foi divulgada, foi atendido em um ambulatório de Belo Horizonte (MG) e isolado quando relatou ter sintomas como febre alta, dores musculares e de cabeça, segundo um comunicado oficial.

Castro confirmou que está previsto que o paciente seja transferido ainda hoje ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro...

De saúde, EFE BRASIL

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Brasileiro preso quando tentava ir à Siria é extraditado à Espanha e acusado de terrorismo



O brasileiro Kayke Luan Ribeiro Guimarães, de 18 anos, preso na Bulgária acusado de envolvimento com terrorismo, foi extraditado à Espanha e já prestou o primeiro depoimento à justiça espanhola, informou o tribunal espanhol Audiencia Nacional à BBC Brasil.

Depois de ouvi-lo, o juiz Santiago Pedraz decretou a prisão incondicional de Kayke, sem direito a fiança, e irá julgá-lo por delito de integração em organização terrorista, com pena prevista de seis a 12 anos de cadeia. Ele será julgado por esse tribunal, que lida apenas com as acusações mais graves do país, como terrorismo, narcotráfico e crime organizado.

O jovem foi preso no dia 15 de dezembro de 2014 na fronteira da Bulgária com a Turquia quando, ao lado de dois marroquinos, estaria a caminho da Síria para se alistar no grupo radical autodenominado "Estado Islâmico".

Fontes diplomáticas informaram à BBC Brasil que o Itamaraty foi avisado por telegrama no fim da tarde de quinta-feira que Kayke seria transferido na madrugada desta sexta-feira...

De Fernando Kallás, BBC

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Déficit do governo Dilma em 2014 é o maior da história



As contas da presidente Dilma Rousseff permaneceram no vermelho no mês de novembro. O chamado Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) apresentou déficit de R$ 6,711 bilhões, pior resultado para o mês da série histórica do Tesouro Nacional , que começou em 1997. No acumulado de 2014, o déficit primário subiu para R$ 18,319 bilhões, o equivalente a 0,39% do Produto Interno Bruto (PIB). É também o pior resultado de janeiro a novembro da série histórica.

No mesmo período do ano passado, o esforço fiscal era positivo em 1,41% do PIB. Com mais um déficit, o resultado fiscal obtido até agora ficou ainda mais distante da última previsão da equipe econômica de fechar o ano com as contas no azul, com um superávit de R$ 10,1 bilhões.

A previsão foi incluída no relatório bimestral de avaliação de despesas e receitas do Orçamento encaminhado ao Congresso Nacional no final de novembro. Essa estimativa se tornou, na prática, uma espécie de meta fiscal não oficial depois que o governo conseguiu aprovar a flexibilização da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, que dá permissão ao governo Dilma Rousseff para não cumprir a meta fiscal e fechar o ano, inclusive, com um déficit primário sem que haja punições para os governantes. Para conseguir terminar o ano com o superávit de R$ 10,1 bilhões prometido, o governo vai precisar fazer um superávit em dezembro de no mínimo R$ 28,4 bilhões. Em 12 meses até novembro, o Governo Central registra um déficit de R$ 3,9 bilhões ou 0,1% do PIB.

Até novembro, o Tesouro registra um superávit de R$ 40,345 bilhões, o INSS, um déficit de R$ 58,467 bilhões e o Banco Central, um saldo negativo de R$ 197,9 milhões...

De Adriana Fernandes, Renata Veríssimo e Laís Alegretti, ESTADÃO

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cala-te cidadão



Cada cidadão brasileiro que porta seu título de eleitor, elegeu o congressista que lhe representa, mesmo os que não votaram ou anularam seu voto, também elegeram os deputados e senadores que estão lá.

Pois os deputados acabaram de derrotar o projeto bolivariano da presidente Dilma, aquele em que o governo apoia a criação de conselhos populares que participam diretamente nas decisões das empresas, órgãos, instituições e até mesmo dentro do governo, ou seja, o patrulhamento passa a ser físico, direto onde está se tomando decisões internas.

Para o sofrimento daqueles que desejam o patrulhamento das empresas e das pessoas, resta agora gritar e bater a cabeça na parede.

De Julio Cunha



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Agência S&P diz que não vê "mudança rápida" no rating brasileiro

RIO DE JANEIRO - A agência de classificação de risco Standard & Poor's "não vê nenhuma mudança rápida" no rating do Brasil, mas alerta que o país pode ser rebaixado se a maior intervenção do governo na economia aumentar o nível da dívida.


O analista para o Brasil da S&P, Sebastian Briozzo, disse ainda não acreditar que a recente onda de protestos no país afetará a governabilidade do país.

No início desse mês, a S&P piorou a perspectiva do rating brasileiro de estável para negativa, citando o fraco crescimento econômico e a política fiscal expansionista.


De Walter Brandimarte, REUTERS BRASIL

terça-feira, 18 de junho de 2013

ONU pede moderação a autoridades e manifestantes em protestos no Brasil

GENEBRA - A ONU pediu nesta terça-feira ao governo brasileiro que garanta o direito às manifestações pacíficas e evite o uso desproporcional da força, e cobrou que seja realizada uma investigação independente sobre relatos de excessos policiais na repressão aos manifestantes, após os maiores protestos populares no país em mais de 20 anos.
Rupert Colville, porta-voz para a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, também pediu moderação aos manifestantes, depois de ataques contra a Assembleia Legislativa e alguns prédios históricos e uma agência bancária durante os protestos no Rio de Janeiro.
"Nós pedimos que as autoridades brasileiras tenham contenção ao lidar com os crescentes protestos sociais no país e também apelamos aos manifestantes que não recorram a atos de violência na reivindicação de suas demandas", disse o porta-voz a jornalistas em Genebra.
Mais de 200 mil pessoas tomaram as ruas de diversas capitais do Brasil na segunda-feira para reivindicar melhores serviços públicos, combate à corrupção e protestar contra os gastos com a Copa do Mundo de 2014.
Apesar de a manifestação ter ocorrido de forma pacífica na maioria das cidades, no Rio manifestantes mais exaltados depredaram uma agência bancária, lojas e restaurantes e atearem fogo a ao menos dois carros. Em Brasília, manifestantes invadiram a área externa do Congresso Nacional e a segurança do Palácio do Planalto foi reforçada.
Nesta terça-feira de manhã, funcionários da prefeitura do Rio limpavam as ruas e recuperavam as calçadas danificadas no entorno do Assembleia, enquanto as carcaças de dois carros incinerados eram removidos por reboques.
Segundo o porta-voz, o órgão da ONU está particularmente preocupado com o uso excessivo da força policial, que inclui relatos de pessoas feridas e presas, entre as quais jornalistas cobrindo as manifestações, o que "não deve se repetir".
Ele elogiou o acordo em São Paulo para que a polícia não use mais balas de borracha contra manifestantes, e pediu que as autoridades negociem com os manifestantes.
Colville ainda elogiou o posicionamento da presidente Dilma Rousseff, que na segunda-feira disse considerar legítimas as manifestações pacíficas, "próprias da democracia".

De Stephanie Nebehay, REUTER BRASIL

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Planalto prepara pacote de reformas microeconômicas

A equipe econômica começa a se voltar para uma agenda de reformas microeconômicas para melhorar o desempenho econômico do País - após mais de 15 pacotes de estímulos para contornar os efeitos da crise mundial nos últimos anos. A ideia agora é criar instrumentos que estimulem, principalmente, a melhora dos balanços das empresas, como o alongamento de prazos das dívidas contraídas no mercado.
A expectativa do governo é que as empresas acelerem o processo iniciado em 2012, com a queda das taxas de juros, quando passaram a trocar as dívidas antigas, que geralmente tinham juros maiores e prazos menores, por condições mais adequadas.
A expectativa é que, com o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro nos próximos anos, as empresas instaladas no Brasil busquem financiamento (via bancos ou via emissão de títulos) no País, diminuindo a dolarização da dívida. A aposta é que esse processo deve ganhar força principalmente a partir de 2014, quando as taxas de juros nos Estados Unidos e em outros países ricos voltem a subir, depois de quase oito anos em níveis historicamente baixos...

De João Villaverde, de Brasília, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Vendas no varejo seguem patinando em março


Rio de Janeiro - O volume de vendas do comércio no varejo brasileiro caiu 0,1% em março frente a fevereiro, após já ter encolhido 0,4% em fevereiro na comparação com janeiro, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, no entanto, as vendas dos comerciantes cresceram 4,5% em março, acumulando alta de 3,5% no primeiro trimestre do ano frente ao mesmo período de 2012 e de 6,8% nos últimos 12 meses.


De agência EFE

terça-feira, 23 de abril de 2013

Brasileiro perto de posto-chave no comércio global


O Brasil está apostando alto na campanha que pode colocar o primeiro brasileiro na diretoria-geral da organização que supervisiona US$20 trilhões (R$ 40,2 trilhões) em trocas comerciais em todo o globo - a Organização Mundial do Comércio (OMC).
O diplomata Roberto Azevêdo, candidato do país para substituir o francês Pascal Lamy, já visitou mais de 50 países desde dezembro e na segunda etapa da disputa, iniciada nesta terça-feira, e é visto como um dos favoritos em círculos diplomáticos, segundo informações da agência de notícias France Press confirmadas por especialistas ouvidos pela BBC Brasil.
Um website foi lançado para promover sua candidatura e a presidente Dilma Rousseff teria usado o encontro dos Brics do mês passado para pedir o apoio de países emergentes à sua postulação.
"Se ele vencesse, esse seria o mais alto cargo já ocupado por um brasileiro em uma organização da linha de frente da política internacional - grupo que também inclui ONU, FMI e Banco Mundial", explica Ivan Oliveira, coordenador de Estudos em Relações Econômicas Internacionais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), centro de estudos ligado ao governo brasileiro.
Segundo Miriam Gomes Saraiva, professora de Relações Internacionais da Uerj e pesquisadora-visitante da Universidade de Oxford, no Reino Unido, a expectativa do Itamaraty é de que a conquista do cargo ajude a dar mais visibilidade a temas que interessam ao Brasil e a projetar o país no cenário internacional - embora, para ela, haja "exagero" nessas interpretações.
"Existe quase que uma obsessão do Brasil em conquistar cargos em organizações internacionais para ganhar projeção", diz Saraiva. "Ao menos no que diz respeito à OMC, porém, acho que essas expectativas estão um pouco exageradas dadas as limitações do cargo de secretário-geral - que não tem voz sobre as políticas da organização".
Oliveira concorda parcialmente com a observação. "É verdade que os ganhos seriam mais do que tudo simbólicos, pois a partir do momento em que fosse eleito, o papel de Azevêdo seria zelar pelos interesses da OMC, não de seu país. Mas também acredito que seria significativo para o Brasil se um nacional do país conseguisse inovar e criar estratégias para tirar da OMC do limbo em que a organização se encontra hoje", opina, referindo-se às paralisações das negociações multilaterais de liberalização do comércio.
Por outro lado, o analista do Ipea também não descarta a possibilidade de que o cargo também traga uma espécie de "efeito colateral" para o país, chamando atenção para políticas e práticas comerciais brasileiras que alguns veem como protecionistas - e que, nessa lógica, contrariariam os próprios fundamentos da OMC.
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De Ruth Costas, agência BBC BRASIL


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Os governos estrangeiros sempre consideram o Brasil "um país exótico", e agora entregue as raposas


Raposas cuidam do galinheiro em Congresso do Brasil, diz FT

O jornal britânico Financial Times afirma que no Congresso brasileiro 'a raposa está frequentemente cuidando do galinheiro'.

Entre as supostas ''raposas'' citadas pelo diário, estão o deputado e pastor evangélico, Marco Feliciano, que preside a Comissão de Direitos Humanos do Congresso e que fez uma série de comentários racistas e homofóbicos, o novo presidente da Comissão de Finanças e Tributação, João Magalhães, que está respondendo a processo no STF que o acusa de corrupção, os petistas José Genoino e João Paulo Cunha, condenados no processo do mensalão e que integram a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e Blairo Maggi, atual líder da Comissão do Senado para o Meio Ambiente e um dos maiores produtores mundiais de soja.

Segundo o jornal, o Congresso 'é refém de diversos grupos de interesse que podem mudar suas alianças a qualquer momento'.

De acordo com o Financial Times , as comissões brasileiras, ainda que sem dispor de um poder remotamente comparável ao das comissões do Congresso americano, ''são simbólicas dos poderosos grupos de interesse que atuam na política brasileira, comuns a todos os partidos'.

É por esse motivo, acrescenta o jornal, 'que os presidentes brasileiros normalmente tentam incluir o máximo possível de partidos em seus ministérios''.

Mas o diário comenta que ainda assim a presidente Dilma Rousseff não consegue assegurar 'a lealdade do Congresso'.

O diário lista como derrotas da presidente no Congresso, a tentativa de aprovar um 'Código Florestal mais simpático ao meio ambiente'', que acabou sendo frustrada pelo bloco ruralista, e a ''batalha que ela perdeu'' pela distribuição igualitária de royalties do petróleo entre os Estados, com 'os congressitas votando de acordo com suas interesses regionais'.


De agência BBC BRASIL, portal MSN NOTÍCIAS

sábado, 6 de abril de 2013

Itamaraty avalia saída de brasileiros após alerta de conflito da Coreia do Norte


SÃO PAULO, 5 Abr (Reuters) - O governo brasileiro avalia a situação na península coreana para decidir sobre a transferência de seus funcionários da embaixada em Pyongyang, depois que a Coreia do Norte notificou nesta sexta-feira todas as representações diplomáticas a deixar o país diante do risco de uma guerra na região.


O pedido norte-coreano foi feito em meio à movimentação militar dos Estados Unidos na Coreia do Sul, após a Coreia do Norte advertir que a guerra era inevitável, em decorrência de novas sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU)por seus testes nucleares.

"Avaliaremos quais são as condições exatamente antes de tomarmos uma decisão sobre a permanência dele (embaixador brasileiro, Roberto Colin) ou alguma outra a alternativa, em contato também com outras embaixadas em Pyongyang", afirmou nesta sexta o chanceler Antonio Patriota em entrevista coletiva conjunta, em Brasília, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cingapura, K Shanmugam.

O Itamaraty afirmou que seis brasileiros vivem atualmente na Coreia do Norte, incluindo o embaixador, sua mulher e filho, um funcionário administrativo, além da mulher e filha do embaixador da Palestina, que são brasileiras.

"Seguimos com preocupação essa escalada retórica na península coreana e estamos em permanente contato com o nosso embaixador", disse Patriota.

Nos termos da Convenção de Viena, que rege as missões diplomáticas, os governos anfitriões devem facilitar a saída do pessoal de embaixadas em caso de conflito.

Transferir os funcionários não implica o fechamento da embaixada, esclareceu o Itamaraty, o que teria um significado político e diplomático mais amplo.

"Nesse caso a gente pode considerar a preservação da segurança dos funcionários levando-os para outro lugar. Não é o rompimento das relações diplomáticas Brasil-Coreia do Norte", disse a assessoria de imprensa do Itamaraty.

De acordo com a assessoria, o embaixador brasileiro teria indicado que existe a possibilidade de levar o corpo diplomático para Dandong, uma cidade chinesa próxima, na fronteira com a Coreia do Norte.
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De agência REUTERS BRASIL

quarta-feira, 27 de março de 2013

'Financial Times' põe em xeque 'intervencionismo' brasileiro



Um artigo de página inteira publicado nesta terça-feira pelo diário econômico britânico Financial Times questiona as ações que qualifica de "intervencionistas" que vêm sendo tomadas até agora pelo governo da presidente Dilma Rousseff para tentar reverter o processo de desaceleração econômica.
Em um texto intitulado Humbled Heavyweight("peso-pesado humilde", em tradução livre), o jornal observa que o Brasil cresceu menos de 1% no ano passado, a menor taxa entre os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), e já começa a ser substituído pelo México na preferência dos investidores na América Latina, "algo impensável apenas dois anos atrás".
O jornal afirma que o governo "está desesperado para reavivar o antigo milagre econômico do país" e comenta que "apesar de ela (Dilma) ainda ser imensamente popular, a economia é uma sombra em potencial sobre as suas perspectivas de reeleição no ano que vem".
O artigo observa que a resposta do governo para o problema tem sido "se intrometer em vários setores, desde energia a telecomunicações, numa mistura de incentivos e punições, com ações que vão desde incentivos tributários a medidas para forçar os produtores a baixar os preços".
O jornal comenta, entretanto, que "o crescente envolvimento do governo nos negócios tem se mostrado polêmico" e que analistas do mercado financeiro afirmam que o Brasil está voltando ao intervencionismo do passado, enquanto o setor industrial argumenta que a produção manufatureira afundaria com os altos custos e a importação em alta, a não ser com a ajuda do governo.
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De agência BBC BRASIL

quinta-feira, 14 de março de 2013

"De brasileirum est mais gostosum", diz novo papa

D. Odilo rezou uma missa para celebrar o segundo lugar na votação
VATICANO - Em sua primeira declaração na Praça São Pedro, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, nomeado papa Francisco 1º, assegurou aos fiéis: "Ganharem de brasileirum est muitum mais gostosum". Foi ovacionado. Em segundos, milhares de torcedores do Boca Juniors emocionados tomaram a praça e iniciaram cantorias eclesiásticas pela canonização imediata de Maradona.

Com um sorriso piedoso no canto da boca, Bergoglio fez o sinal da cruz e anunciou suas primeiras medidas. "Galvão Bueno será perdoado dos seus pecados. Terá que rezar apenas 200 Pai Nosso e 350 Ave Maria em latim. Pelé deverá beijar meus pés e reconhecer que Maradona é o melhor".

Minutos após ver seu favoritismo cair por terra com o anúncio de um papa argentino, D. Odilo Scherer enviou sinais de fumaça branca para José Serra. "Aprendi muito neste conclave e saio fortalecido da disputa. Eu vos ofereço minha consultoria. Nas eleições presidenciais de 2014, la garantia soy yo", disse, beijando uma santa de joelhos.

Antes de se despedir do público, Francisco 1º negou que substituirá o uso de hóstias por alfajores.

De The Herald, revista PIAUÍ

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

É inadmissível o silêncio do Brasil sobre a manipulação do Futebol


O silêncio e a aparente inação do governo brasileiro, particularmente do Ministério do Esporte, diante da trama internacional de manipulação de resultados do futebol, são no mínimo inadmissíveis.

Entre os 680 jogos com indícios de resultados fabricados por centrais de apostas, com centro em Cingapura, a polícia da União Europeia inclui também partidas realizadas na América do Sul. Logo, o interesse suscitado no mundo pelo futebol brasileiro bastaria, pelo risco implícito, para que o Brasil já estivesse integrado às investigações europeias. Não está, nem consta qualquer outra providência.

Não só pelos precedentes de corrupção em jogos no Brasil, ainda ontem citados por editorial da Folha, mas até pelos envolvimentos dos dois imperadores da CBF em corrupção do futebol internacional --João Havelange e Ricardo Teixeira--, as necessárias providências brasileiras têm de ser do governo. Se entrar no caso, a CBF só deve sê-lo como investigada.

É interessante que, estourado o escândalo na Europa com a prisão imediata de 50 dentre 450 envolvidos já relacionados, o Ministério do Esporte se saísse com esta informação repentina: "prepara um relatório" sobre "a criação de uma agência para regulamentar as apostas esportivas". A notícia, publicada na Folha de ontem por Eduardo Ohata, refere-se a "aproximadamente R$ 2 bilhões que hoje circulam em bancas de apostas no exterior". Sobre a trama descoberta, na qual o futebol "da América do Sul" tem representantes, o ministério silenciou.

Não é só aí que está devendo. Muito.


De Janio de Freitas, colunista, Jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Financial Times diz que Mantega e BC estão virando “profissionais” do uso do “jeitinho” nas contas do governo


Um dos jornais que serve de referência para o mundo das finanças, o FT, ironizou hoje em um artigo o “jeitinho brasileiro” aplicado aos temas monetários e chega a apontar que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o Banco Central estariam se transformando em “profissionais” nisso.
O FT chega a explicar ao público estrangeiro o que significa o termo “jeitinho”. Trata-se, segundo eles, do hábito de desviar das regras ou convenções por táticas altamente criativas e beirando a ilegalidade.
Segundo o jornal, tanto Mantega quanto o BC mantem sua ação dentro da legalidade. No caso do Banco Central, o jeitinho é usado na manutenção da taxa de juros e a diferença entre o que a instituição de fato anuncia e as taxas de fato cobradas. Isso porque Alexandre Tombini estaria permitindo que as taxas cobradas durante a noite sejam reduzidas, dando um estímulo â economia, sem anunciar de fato uma redução nos juros desde 2011.
Mantega também estaria usando o jeitinho para combater a inflação. Citando a Radio Estadão, o FT aponta que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, confessou que Mantega o pediu para não elevar as tarifas de transporte, para segurar a inflação. Segundo o jornal, Mantega já um “especialista no jeitinho”, diante de sua administração do crescimento e da própria moeda.

De  Jamil Chade, da Europa, Portal ESTADÃO