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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Em encontro com evangélicas, Dilma ora por 'momento delicado' do Brasil

A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta segunda-feira (15) um grupo de 16 líderes evangélicas e, segundo presentes na reunião, orou junto com as religiosas pelo "momento delicado" pelo qual o país passa.

A audiência faz parte da estratégia do governo para dar uma resposta às manifestações que tomam conta das ruas em vários Estados.

Há pouco mais de 15 dias, pelo Twitter, o deputado Pastor Marco Feliciano mandou uma mensagem para o pastor Silas Malafaia sobre uma reunião da presidente com ativistas LGBT. "Somos ou não somos invisíveis?", questionou. Ainda pela rede social Malafaia subiu o tom da reclamação e disse que Dilma tem recebido até "vadias", mas esqueceu dos evangélicos...


De Tai Nalon, de Brasília, FOLHA DE SÃO PAULO

domingo, 14 de julho de 2013

Após manifestações, Lula e Dilma vivem desgaste na relação

As manifestações de junho não derrubaram apenas a popularidade da presidente Dilma Rousseff. Elas também ajudaram a desgastar sua relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Petistas dizem que "criador" e "criatura" estão muito longe de um rompimento, e que errará quem apostar nesse desfecho, mas concordam no diagnóstico: a ligação dos dois chegou ao ponto mais difícil desde que Dilma assumiu o cargo, há dois anos e meio.

Nos bastidores do governo e no próprio PT, a distância foi percebida e virou alvo de comentários. Interlocutores de Dilma atribuem a aliados de Lula o vazamento de críticas à atuação do Executivo durante a onda de protestos que sacudiu o país em junho.

Interlocutores de Lula dizem que ele considerou uma "barbeiragem" a decisão do Planalto de propor uma constituinte para a reforma política sem ouvir o vice-presidente Michel Temer (PMDB), mas consultando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), adversário do PT.

Também há queixas partindo do governo. Uma delas: Lula chegou a sugerir a redução do número de ministérios, embora tenha promovido o aumento do número de pastas quando era presidente.

Pessoas que falaram com o ex-presidente nas últimas semanas o descrevem como "preocupado" e dizem que volta e meia ele expressa incômodo com a "teimosia" e a centralização da sucessora.

Desde dezembro, ele tem sido assediado por empresários, banqueiros, sindicalistas e políticos, que em geral reclamam do estilo de Dilma...


De Natuza Nery, Valdo Cruz, Catia Seabra, de Brasilia, poder, FOLHA

terça-feira, 18 de junho de 2013

ONU pede moderação a autoridades e manifestantes em protestos no Brasil

GENEBRA - A ONU pediu nesta terça-feira ao governo brasileiro que garanta o direito às manifestações pacíficas e evite o uso desproporcional da força, e cobrou que seja realizada uma investigação independente sobre relatos de excessos policiais na repressão aos manifestantes, após os maiores protestos populares no país em mais de 20 anos.
Rupert Colville, porta-voz para a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, também pediu moderação aos manifestantes, depois de ataques contra a Assembleia Legislativa e alguns prédios históricos e uma agência bancária durante os protestos no Rio de Janeiro.
"Nós pedimos que as autoridades brasileiras tenham contenção ao lidar com os crescentes protestos sociais no país e também apelamos aos manifestantes que não recorram a atos de violência na reivindicação de suas demandas", disse o porta-voz a jornalistas em Genebra.
Mais de 200 mil pessoas tomaram as ruas de diversas capitais do Brasil na segunda-feira para reivindicar melhores serviços públicos, combate à corrupção e protestar contra os gastos com a Copa do Mundo de 2014.
Apesar de a manifestação ter ocorrido de forma pacífica na maioria das cidades, no Rio manifestantes mais exaltados depredaram uma agência bancária, lojas e restaurantes e atearem fogo a ao menos dois carros. Em Brasília, manifestantes invadiram a área externa do Congresso Nacional e a segurança do Palácio do Planalto foi reforçada.
Nesta terça-feira de manhã, funcionários da prefeitura do Rio limpavam as ruas e recuperavam as calçadas danificadas no entorno do Assembleia, enquanto as carcaças de dois carros incinerados eram removidos por reboques.
Segundo o porta-voz, o órgão da ONU está particularmente preocupado com o uso excessivo da força policial, que inclui relatos de pessoas feridas e presas, entre as quais jornalistas cobrindo as manifestações, o que "não deve se repetir".
Ele elogiou o acordo em São Paulo para que a polícia não use mais balas de borracha contra manifestantes, e pediu que as autoridades negociem com os manifestantes.
Colville ainda elogiou o posicionamento da presidente Dilma Rousseff, que na segunda-feira disse considerar legítimas as manifestações pacíficas, "próprias da democracia".

De Stephanie Nebehay, REUTER BRASIL