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domingo, 25 de junho de 2017

Doria: Sem apoio do PSDB, governabilidade de Temer deixa de existir


O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), afirmou que o apoio do PSDB ao governo não é ao presidente Michel Temer, mas ao Brasil. "Sem o apoio do PSDB, a governabilidade deixa de existir, isto é um fato, a solidez fica comprometida", disse, após palestra em evento da XP Investimentos, na tarde deste sábado. "Não é a defesa intransigente, permanente, infinita do governo Temer. É a defesa do Brasil, da governabilidade", justificou. O PSDB é um partido que dá "solidez e sustentação" ao governo, completou o prefeito.

Doria afirmou que está alinhado com o que pensa o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), de que é preciso manter a estabilidade do País, especialmente em um momento em que a economia começa a melhorar. Caso tenha "fato grave", este apoio pode ser reavaliado. Mais cedo, durante evento em Barueri, Doria disse a jornalistas que a decisão sobre o eventual desembarque dos tucanos do governo Temer caberia à executiva do partido.

Para Doria, antecipar as eleições presidenciais seria "desastroso". "Seria iniciar um debate enfraquecendo a governabilidade do País e colocando em risco não só as reformas, como a melhora econômica." Durante a palestra na XP, que durou cerca de 40 minutos, ele foi bastante aplaudido, com gritos de "presidente" em alguns momentos. O prefeito disse que "está na política", mas repetiu o discurso usado desde a campanha à Prefeitura de que não é político, e sim um gestor.

O prefeito afirmou que foi a "série de erros" dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff que o estimularam a deixar sua zona do conforto como empresário e entrar na política. "Dilma, desculpa, mas você é uma anta", disse o prefeito, arrancando aplausos das quase 5 mil pessoas que lotaram o auditório do evento.

Sobre Lula, Doria disse que, se o petista for condenado, ele vai aplaudir a decisão, mas defende que o ex-presidente tenha a chance de disputar as eleições em 2018. "Se ele for impedido de concorrer, há o risco de se criar um mártir", avaliou. Altamiro Silva Junior, ESTADÃO

De política, DIÁRIO CATARINENSE


Governo avalia dispensar doações da Noruega


O governo brasileiro avalia responder à decisão do governo norueguês de cortar mais da metade das doações anuais de US$110 milhões para o Fundo Amazônia, criado com o objetivo de reduzir o desmatamento. Uma das opções a serem submetidas ao presidente Michel Temer é dispensar a Noruega dessa contribuição, com o governo assumindo o ônus ainda este ano, incluindo os recursos no orçamento de 2018.

De Humberto Costa, A GAZETA DE ALAGOAS

domingo, 21 de maio de 2017

Protestos pelo afastamento de Michel Temer tomam as ruas de 13 capitais


Manifestações foram organizadas após divulgação de áudio de delação premiada de Joesley Batista, No Rio de Janeiro já chega a 13 o número de capitais com protestos pela saída do presidente Michel Temer, alvo principal das delações premiadas de Joesley Batista e de outros executivos do grupo JBS. Manifestantes foram às ruas de Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo, segundo informações do portal G1. Também ocorrem passeatas em outras grandes cidades, como Piracicaba, Juiz de Fora e Uberlândia. Os atos foram convocados após a divulgação do diálogo entre Temer e Joesley Batista, da JBS, no qual a Procuradoria Geral da República (PGR) viu indícios de três crimes. No sábado, Temer voltou a repetir que não irá renunciar e pediu a suspensão do inquérito do qual é alvo no Supremo Tribunal Federal...

De O Globo

sábado, 26 de dezembro de 2015

Sindicato diz que ainda não há situação de tranquilidade em hospitais do Rio


O alívio no atendimento a pacientes que buscam as emergências dos hospitais estaduais, após anúncio de ajuda federal e municipal, é momentâneo, e não representa uma situação de tranquilidade na área da saúde do estado. A avaliação é do presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Rio de Janeiro (Sinmed), Jorge Darze, que está acompanhando pessoalmente o atendimento nas unidades estaduais. Ele deverá apresentar um relatório nos próximos dias.

Segundo o sindicalista, a doação anunciada pelo Ministério da Saúde, de 200 mil itens em insumos hospitalares, incluindo medicamentos, representa um reforço para normalizar o atendimento, mas não é suficiente para abastecer toda a rede do estado por muito tempo .

“Estamos muito longe de viver uma situação de tranquilidade. Não dá hoje, menos de 24 horas de anunciada a doação de insumos, para dizer como estão essas unidades”, disse o sindicalista, que esteve no Hospital Estadual Getúlio Vargas, inspecionando o material recebido do governo federal. Segundo ele, o material recebido no Getúlio Vargas daria para, no máximo, cinco dias de atendimento.

O Sinmed faz parte de um gabinete de crise, criado para ajudar a gerenciar o sistema de saúde, que inclui o ministérios públicos Estadual e Federal, as defensorias públicas Estadual e da União e o Conselho Regional de Medicina. Por iniciativa deles, a Justiça estadual determinou a aplicação de 12% das verbas da receita do estado em saúde, conforme previsto na Constituição federal, sob pena de multa ao estado e ao governador e secretários de Fazenda e Saúde. O governador Luiz Fernando Pezão disse que estava recorrendo da decisão judicial, por não ter todo esse recurso para investir no setor.

Na última quarta-feira (23), Pezão anunciou o aporte de R$ 297 milhões, incluindo verbas federais e do município do Rio. Segundo o governo do Rio, toda a rede hospitalar estadual estava atendendo normalmente nesta sexta-feira (25).

De Joana Moscatelli, repórter das Rádios EBC, DIÁRIO DA MANHÃ

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

'O que arrebentou a economia foi o real forte', diz ex-ministro


Em tempos de polarização da política e do debate econômico, o professor da Fundação Getúlio Vargas Luiz Carlos Bresser-Pereira se recusa a se enquadrar em categorias preconcebidas.

Amigo pessoal e ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso (FHC), ele apoiou Dilma Rousseff nas últimas eleições.

É um orgulhoso desenvolvimentista (linha que defende ação ativa do Estado na promoção do desenvolvimento econômico), mas também um defensor do ajuste fiscal que está cortando o orçamento da saúde e educação.

Seu apoio ao governo também não o dissuade de classificar a gestão Dilma como "desastrosa" em muitos aspectos.

Nem de acusar Luiz Inácio Lula da Silva de promover um "populismo cambial" ao manter o dólar a R$ 2 para garantir a eleição de sua sucessora e apaziguar a classe média, que hoje, segundo ele, teria desenvolvido um ódio "profundo" e "irracional" ao PT.

"O dólar a R$ 2 foi o pior legado de Lula, a bomba que ele deixou para Dilma", afirma. "Fala-se no superávit primário, mas até 2012 não tivemos problema nessa área (...) O que arrebentou a economia foi o câmbio, que provocou uma desindustrialização."...

De Ruth Costas, BBC BRASIL

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Quem manda mais no presidencialismo: presidente ou Congresso?



Nas últimas semanas, a queda de braço com o Congresso Nacional vem impedindo o governo de conseguir aprovar suas propostas ou manter seus vetos a legislações aprovadas.

Na disputa mais recente, envolvendo a renegociação das dívidas dos Estados e municípios com a União, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), deu um recado claro: "A palavra final será do Congresso Nacional", disse, na semana passada.

A Câmara dos Deputados, liderada pelo também peemedebista Eduardo Cunha, já aprovou um projeto de lei que obriga o governo a trocar os indexadores que corrigem as dívidas (o que na prática aliviará os débitos) em até 30 dias. Se passar pelo Senado, o projeto poderia ser vetado pela presidente Dilma Rousseff ─ mas o Congresso tem o poder de depois derrubar o veto, e foi justamente o que Calheiros garantiu que fará.

Para resolver o impasse, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negociou um acordo com os senadores, adiando a troca dos indexadores para 2016.

Mas afinal, quem manda mais no regime presidencialista, o poder Legislativo ou o poder Executivo? Quem de fato tem o poder final de decidir?

Formalmente, o Congresso dá a última palavra, já que pode derrubar os vetos da Presidência. Mas na prática, dizem cientistas políticos, o que determina quem tem mais poder é a conjuntura política ─ e no momento ela está bem desfavorável para Dilma, que enfrenta denúncias de corrupção na Petrobras e baixo crescimento econômico...

De Mariana Schreiber e João Fellet, BBC

segunda-feira, 2 de março de 2015

Dilma prevarica, e governo articula anistia a empresas, diz advogado



O governo articula uma "anistia ampla, geral e irrestrita" para as empreiteiras na Operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos em contratos da Petrobras. O diagnóstico é de Modesto Carvalhosa, 82, advogado especialista em direito econômico e mercado de capitais, que há mais de 20 anos estuda a corrupção sistêmica na administração pública brasileira.

Ao se negar a aplicar a Lei Anticorrupção, a presidente Dilma Rousseff comete crime de responsabilidade, com o propósito de proteger as empreiteiras, defende Carvalhosa. "Ela infringiu frontalmente o Estado de Direito ao se negar a aplicar a Lei Anticorrupção porque quer proteger as empreiteiras", afirma. 

Com a falta de punição, prevê que as empreiteiras continuarão perdendo ativos, sofrerão multas no exterior e deverão ser declaradas inidôneas pelo Banco Mundia...

De Frederico Vasconcelos, FOLHA DE S. PAULO

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Governo Dilma atrasa repasses do Pronatec



As 500 escolas particulares que aderiram ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), uma das principais bandeiras do governo Dilma Rousseff na campanha eleitoral do ano passado, estão sem receber repasses do governo federal desde outubro de 2014. Segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, a verba da União destinada ao programa costumava chegar às escolas nas primeiras semanas do mês, mas, para a maioria das instituições, o último repasse foi feito em novembro do ano passado, referente às aulas dadas em setembro.

Diretores de instituições de ensino ouvidos pelo jornal relatam que a explicação dada pelo governo é o bloqueio dos recursos públicos. O Ministério da Educação confirmou à Folha a demora no pagamento de janeiro, creditando o fato ao atraso na aprovação do Orçamento. Nada disse, contudo, em relação aos meses anteriores.

Algumas escolas afirmam ainda que tiveram de pegar empréstimos bancários para bancar os custos das aulas – e terão de adiar o pagamento de professores. Se o problema persistir, elas ameaçam deixar o programa...

De educação, VEJA

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Novo líder do governo tem escândalo dos 'dólares na cueca' no currículo



Em busca de uma reaproximação com sua base no Congresso Nacional, o Planalto decidiu trocar o comando da liderança do governo na Câmara: sai Henrique Fontana (PT-RS), que se envolveu em um embate com o novo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e assume o ex-líder do PT José Guimarães. O petista tem como uma de suas principais marcas um mal explicado episódio em que seu assessor foi encontrado com dinheiro escondido na cueca.

Em 2005, quando o mensalão já causava dores de cabeça para o governo e arrastava para o centro do escândalo justamente o irmão do novo representante do governo, o ex-presidente do PT José Genoino, o assessor de Guimarães, José Adalberto Vieira, foi preso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com 100.000 dólares na cueca, além de outros 209.000 reais guardados em uma maleta. O funcionário viajaria para Fortaleza, berço eleitoral do petista.

De acordo com o Ministério Público, os dólares eram uma propina que Guimarães iria receber por intermediar um financiamento entre um consórcio de energia e o Banco do Nordeste do Brasil. A Justiça, porém, livrou o líder do governo do processo em 2012, sob o argumento de que não havia elementos que ligassem o deputado ao dinheiro apreendido com o assessor...

De Marcela Mattos, VEJA

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Especialista defende que governo comece a preparar plano de racionamento



Nesta semana, o nível dos reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste, responsável pela geração da maior parte da energia consumida no país, chegou a 16,9% de sua capacidade máxima de armazenamento

O governo já deveria estar preparando um plano para decretar o racionamento de energia no país, com o objetivo de evitar o desabastecimento, disse o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales. Ele defende que o corte no consumo seja feito depois do período de chuva, que termina no fim de abril.

“Devemos preparar um eventual racionamento, porque em uma situação como esta passa a ser desejável a criação de condições para restabelecer o nível dos reservatórios o mais rapidamente possível. E o que temos de chuva, combinado com a demanda, não é suficiente - só cortando o consumo para fazer isso mais rapidamente”. Para Sales, o racionamento deve ser feito juntamente com incentivos e normas que levem ao corte do consumo, com a redução dos contratos de energia, para que as geradoras não sejam prejudicadas.

Nesta semana, o nível dos reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste, responsável pela geração da maior parte da energia consumida no país, chegou a 16,9% de sua capacidade máxima de armazenamento, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico. Na mesma época do ano passado, o nível dos reservatórios desse sistema estava em 41%. Para o especialista, a queda do nível em plena época de chuva é um indicativo de que o país pode chegar ao fim do período chuvoso com reservatórios abaixo do necessário para enfrentar o resto do ano...

De energia, GAZETA ONLINE

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Marta Suplicy: O diretor sumiu



Tenho pensado muito sobre a delicadeza e a importância da transparência nos dias de hoje. Temos vivido crises de todos os tipos: crise econômica, política, moral, ética, hídrica, energética e institucional. Todas elas foram gestadas pela ausência de transparência, de confiança e de credibilidade.

Se tivesse havido transparência na condução da economia no governo Dilma, dificilmente a presidente teria aprofundado os erros que nos trouxeram a esta situação de descalabro. Não estaríamos agora tendo de viver o aumento desmedido das tarifas, a volta do desemprego, a diminuição de direitos trabalhistas, a inflação, o aumento consecutivo dos juros, a falta de investimentos e o aumento de impostos, fazendo a vaca engasgar de tanto tossir.

Assim que a presidenta foi eleita, seu discurso de posse acompanhou o otimismo e reiterou os compromissos da campanha eleitoral: "Nem que a vaca tussa!".

Havia uma grande expectativa a respeito do perfil da equipe econômica que a presidenta Dilma Rousseff escolheria. Sem nenhuma explicação, nomeia-se um ministro da Fazenda que agradaria ao mercado e à oposição. O simpatizante do PT não entende o porquê. Se tudo ia bem, era necessário alguém para implementar ajustes e medidas tão duras e negadas na campanha? Nenhuma explicação.

Imagina-se que a presidenta apoie o ministro da Fazenda e os demais integrantes da equipe econômica. É óbvio que ela sabe o tamanho das maldades que estão sendo implementadas para consertar a situação que, na realidade, não é nada rósea como foi apresentada na eleição. Mas não se tem certeza. Ela logo desautoriza a primeira fala de um membro da equipe. Depois silencia. A situação persiste sem clareza sobre o que pensa a presidenta.

Iniciam-se medidas de um processo doloroso de recuperação de um Brasil em crise. Até onde ela se propõe a ir? Até onde vai o apoio à equipe econômica?

Para desestabilizar mais um pouco a situação, a Fundação Perseu Abramo, do PT, critica as medidas anunciadas, o partido não apoia as decisões do governo e alguns deputados petistas vociferam contra elas. Parte da oposição, por receio de se identificar com a dureza das medidas, perde o rumo criticando o que antes preconizou.

O PT vive situação complexa, pois embarcou no circo de malabarismos econômicos, prometeu, durante a campanha, um futuro sem agruras, omitiu-se na apresentação de um projeto de nação para o país, mas agora está atarantado sob sérias denúncias de corrupção.

Nada foi explicado ao povo brasileiro, que já sente e sofre as consequências e acompanha atônito um estado de total ausência de transparência, absoluta incoerência entre a fala e o fazer, o que leva à falta de credibilidade e confiança.

É o que o mercado tem vivido e, por isso, não investe. O empresariado percebe a situação e começa a desempregar. O povo, que não é bobo, desconfia e gasta menos para ver se entende para onde vai o Brasil e seu futuro.

Acrescentem-se a esse quadro a falta de energia e de água, o trânsito congestionado, os ônibus e metrôs entupidos, as ameaças de desemprego na família, a queda do poder aquisitivo, a violência crescente, o acesso à saúde longe de vista e as obrigações financeiras de começo de ano e o palco está pronto.

A peça se desenrola com enredo atrapalhado e incompreensível. O diretor sumiu.

De Paulo Branco, Marta Suplicy, FOLHA DE S. PAULO

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Petrobras sobre 5% após pacote de Levy



O Ibovespa tem alta nesta terça-feira (20) depois de anúncio de quatro medidas para aumentar em R$ 20 bilhões as receitas do governo pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy. Além disso, a China divulgou um crescimento do seu PIB em 2014 maior do que o esperado. Às 10h16 (horário de Brasília), o índice sobe 1,45%, a 48.451 pontos.

O câmbio seguia otimismo generalizado e o dólar caía 0,47%, ficando cotado a R$ 2,6433 na venda. Em relatorio, a Guide Investimentos explica que o discurso de Levy tem aumentado a sua credibilidade e ajudado a conter a pressão de alta do dólar e dos juros futuros mais longos. Os juros DI para janeiro de 2016 caíam 7 pontos-base, para 12,61%.

As ações da Vale (VALE3, R$ 21,81, +0,74%; VALE5, R$ 19,24, +0,73%) sobem por espera de que o minério fique mais caro com um aumento na demanda da China puxada por uma desaceleração menor da economia do gigante asiático. Petrobras (PETR3, R$ 9,33, +5,07%; PETR4, R$ 9,60, +4,46%) sobe 5%...

De Gerick Fernandes, DIARIO DO ESTADO

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Dilma veta correção da tabela do Imposto de Renda em 6,5%


A presidente Dilma Rousseff vetou nesta terça­-feira, 20, a correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, . A decisão consta da sanção, com vários vetos, da Lei 13.097, que é resultado da aprovação da Medida Provisória 656.

O texto ficou conhecido como MP das Bebidas Frias, por incorporar durante a tramitação no Congresso trecho para definir uma nova tributação do setor. O veto ocorre um dia após o , que elevará a arrecadação em R$ 20,6 bilhões.

Segundo o despacho, o reajuste de 6,5% da tabela "levaria à renúncia fiscal na ordem de R$ 7 bilhões, sem vir acompanhada da devida estimativa do impacto orçamentário ­financeiro, violando o disposto no art. 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal". Agora, o Planalto deverá editar uma nova MP sobre o tema.

Nesta segunda­-feira, o ministro da Fazenda, ­ o mesmo porcentual dos últimos oito anos e o centro da meta de inflação. Desde 2010, no entanto, a inflação oficial medida pelo IPCA tem superado o centro definido pelo governo.

De Bianca Pinto Lima e Luci Ribeiro, O ESTADO DE S. PAULO

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Um ministério sem nenhum mistério


Apesar de ter prometido combater a corrupção, a presidente Dilma Rousseff encerra o ano com nomeações fisiológicas


Apesar de ter prometido, dias antes, um “pacto nacional contra a corrupção”, a presidente Dilma Rousseff chegou ao final do ano fazendo o jogo do fisiologismo. Entraram no governo velhos craques da base aliada. É o caso do deputado Eliseu Padilha, do PMDB, na Secretaria de Aviação Civil, e, entre outros, do governador do Ceará, Cid Gomes, do Pros, no Ministério da Educação. Houve espaço para uma revelação: Helder Barbalho, fillho e herdeiro político de Jader Barbalho, do PMDB, será, aos 35 anos, ministro da Pesca.
As nomeações, feitas como de costume, demonstram que Dilma decidiu ignorar os sinais de que a Lava Jato deverá melar o jogo político habitual. Em vez de compor uma equipe ministerial técnica e romper com o “toma lá dá cá” na raiz da corrupção, Dilma capitulou. À luz do que foi o ano de 2014, é uma decisão temerária. À luz do que 2015 promete ser, talvez se revele uma decisão desastrosa.

Os lances que antecederam o anúncio já mostravam que não vinha coisa boa. Dilma chegou a afirmar publicamente que consultaria o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre os nomes escolhidos por ela para compor o ministério. Somente ele, afirmou Dilma, poderia esclarecer se os políticos têm ficha limpa. Não era troça. Em tempos de petrolão, com novas delações a cada semana, ninguém mais sabe, em Brasília, onde encontrar pessoas públicas acima de qualquer suspeita. Nem a presidente da República.

Janot nem precisou declinar do convite de fiador de ministros. Os depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, que põem sob suspeita dezenas de políticos que só podem ser julgados em tribunais superiores, estão sob segredo de Justiça. Ninguém – nem Dilma – pode ter acesso a eles. Janot e sua equipe ainda analisam os fatos narrados contra cada político, assim como, em alguns casos, as provas materiais (documentos, e-mails, planilhas, extratos bancários) entregues pelos delatores.Ele apresentará pedidos de investigação no Supremo Tribunal Federal somente nos casos em que julgar consistentes as evidências. Isso deverá ocorrer em fevereiro. Antes disso, não poderá limpar a barra de ninguém. Nem a pedido da presidente.

A estranha tentativa de Dilma sublinha mais uma vez, em tintas caricatas, sua dificuldade em fazer política. A esta altura do calendário político, faltando uma semana para a posse, o novo ministério deveria ser inteiramente conhecido. Dilma, sendo Dilma, procrastinou quanto pôde. Convenha-se, em favor dela, que a mão de obra insuspeita e qualificada em Brasília anda escassa. Com a Polícia Federal nas ruas e o Ministério Público em ação, é difícil encontrar na base aliada (e mesmo alhures) um político por quem se possa pôr a mão no fogo. Após décadas de fisiologismo, a paisagem ética ao redor da Esplanada é de lunar devastação.

De redação, ÉPOCA

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Dilma anuncia 13 ministros para novo mandato


BRASÍLIA - Depois de muita negociação, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira os nomes de 13 ministros para compor seu novo gabinete no segundo mandato e acomodar aliados que a ajudaram nas eleições e também nas votação do Congresso Nacional.


O PMDB, maior partido da base e sigla do vice-presidente da República, Michel Temer, ampliou o número de ministérios de cinco para seis. O partido deixa de controlar o Ministério da Previdência, mas deterá o controle da Secretaria dos Portos e do Ministério da Pesca.

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência, entre os nomes indicados está o do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) para a pasta de Minas e Energia e do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) para a Secretaria de Aviação Civil.


A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) foi a escolhida para a Agricultura. O deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) assumirá a Secretaria de Portos e o filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), Helder Barbalho, foi indicado para o Ministério da Pesca.


Vinícius Lages (PMDB) permanece na pasta do Turismo.


O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RR), que não terá mandato de deputado no próximo ano e não se elegeu ao governo de seu Estado, era ventilado como um dos possíveis ministeriáveis.
Mais cedo nesta terça-feira, no entanto, divulgou nota afirmando que pediu a Temer para desconsiderar seu nome para o novo gabinete de Dilma até que seja esclarecida a citação de seu nome em delação premiada de investigação da Polícia Federal sobre irregularidades na Petrobras.


O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), foi indicado para o Ministério da Defesa, enquanto o ministro Aldo Rebelo (PCdoB) deixa a pasta do Esporte para assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia. O deputado George Hilton (PRB-MG) irá substituir Rebelo no Esporte.

O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, presidente do PSD, sigla que passou a apoiar formalmente a presidente nas eleições deste ano, foi anunciado para o Ministério das Cidades. Já o governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), vai para a Educação.

A pedagoga Nilma Lino Gomes assumirá a Secretaria de Igualdade racial, enquanto o secretário-executivo da Casa Civil, Valdir Simão, foi indicado para a Controladoria-Geral da União (CGU).


De Leonardo Goy, REUTERS

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Governo atrasa o pagamento de R$ 5 bi em obras de infraestrutura



O governo atrasou o pagamento de pelo menos 5 bilhões de reais em obras de infraestrutura, de acordo com informações publicadas nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo. Empresários do setor estimam débitos de cerca de 2 bilhões de reais em projetos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), 1,5 bilhão de reais em pagamentos atrasados para construtoras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e mais 1 bilhão de reais em ferrovias, transposição do rio São Francisco e obras do Ministério das Cidades.

Empresários afirmam que a equipe da presidente Dilma Rousseff (PT) havia prometido quitar as dívidas contanto que as construtoras apoiassem a manobra fiscal que autoriza o descumprimento da meta do superávit primário deste ano. Mas apesar da alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, o governo não cumpriu sua parte no acordo. "O combinado não foi cumprido", disse o presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), José Alberto Pereira Ribeiro...

De economia, VEJA

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Governo reduz de 2% para 0,8% previsão de alta do PIB em 2015


O governo brasileiro revisou para 0,8% a estimativa de crescimento da economia em 2015, bem abaixo dos 2% previstos ainda em novembro, segundo documento enviado nesta quinta-feira (04/12) à Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

A revisão ocorre menos de duas semanas depois do recuo anterior, que foi de 3% para 2%, e se aproxima das projeções feitas pelo mercado financeiro. A previsão do relatório para os anos de 2016 e 2017 é um crescimento de 2% e de 2,3% do PIB, respectivamente.

A revisão, feita pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, também fixou a meta de superávit primário (excedente usado para pagar juros da dívida pública) em 66,3 bilhões de reais. Além dos novos cenários econômicos, o valor foi definido com base na meta de superávit primário de 1,2% do PIB em 2015, anunciada na semana passada pelo futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

A atualização, segundo o governo, ocorreu após uma mudança no cenário macroeconômico e das novas metas anunciadas pelo governo para os próximos dois anos.

De AS, lusa, abr, DW

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PSB decide por independência e proíbe filiados de ocupar cargos no governo Dilma


SÃO PAULO - O PSB decidiu nesta quinta-feira assumir uma posição de "independência propositiva" em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff e determinou que nenhum filiado da legenda tem autorização para assumir cargos no governo federal.

O partido, que na eleição deste ano lançou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos à Presidência, e posteriormente Marina Silva após a morte de Campos em um acidente aéreo em agosto, apoiou o candidato do PSDB, Aécio Neves, contra Dilma no segundo turno.

"Essa posição consiste em examinar a conduta do governo, as propostas mais estratégicas, e se definir sobre elas de forma contrária, ou a favor. Não tem necessidade de ser obrigatoriamente contra, ou obrigatoriamente a favor", disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, após reunião da Executiva do partido em Brasília, de acordo com nota da legenda.

Apesar da posição de "independência propositiva", o PSB já tem se alinhado com partidos de oposição a Dilma em algumas matérias no Congresso Nacional, como o projeto de lei que altera o cálculo da meta de superávit primário.

Na quarta-feira, o líder socialista na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS), que foi candidato a vice na chapa presidencial encabeçada por Marina, assinou junto com líderes de PSDB, DEM e PPS ações no Supremo Tribunal Federal que, se acatadas pela Corte, implicarão na suspensão da tramitação da proposta que altera a meta fiscal.

Albuquerque e a bancada do PSB confirmaram nesta quinta-feira a candidatura de Julio Delgado (PSB-MG) à presidência da Câmara dos Deputados na próxima legislatura, que começa no ano que vem.

Além de Delgado, o líder do PMDB na Casa, Eduardo Cunha (RJ), também já lançou seu nome ao cargo, colocando fim a um revezamento entre PT e PMDB no comando da Câmara. A candidatura de Cunha desagrada o Palácio do Planalto, e o PT ainda não definiu candidato.

"(A candidatura de Delgado é a) reafirmação de uma posição de independência do PSB, sobretudo em relação à polarização entre PT e PMDB que toma conta da Câmara. Este cenário não serve aos interesses da sociedade, somente a interesses políticos", disse Albuquerque.

De Eduardo Simões, REUTERS BRASIL

Aécio: 'Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff?


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, criticou, em nota, a nova equipe econômica anunciada por Dilma nesta quinta-feira. O líder tucano disse que as nomeações evidenciaram que há contradições no governo da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) que sinalizam um "governo sem planejamento, que não sabe a direção que vai tomar". "Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff?", questionou o senador.

No texto, Aécio disse que a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) "sabia estar mentindo ao país durante toda a campanha eleitoral" e que, por isso não apresentou um programa de governo. "Como devem estar se sentindo os eleitores que acreditaram na candidata e no seu discurso recheado de bondades, vendo que ela hoje está fazendo tudo o que, durante a campanha eleitoral, disse que não faria?"

Para ele, os nomes foram escolhidos tentando acalmar o mercado e recuperar a credibilidade. Mas que, ao mesmo tempo, ela "afronta" a Lei de Responsabilidade Fiscal ao enviar ao Congresso um novo projeto para a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014, segundo ele "usando como moeda de troca os cargos públicos de sempre".

O senador afirma que é preciso saber com que discurso o governo vai falar ao país, se com o "discurso populista apresentado na campanha", com o "da irresponsabilidade fiscal que afronta o Congresso" ou com o "defendido pelos novos ministros, que contraria todas as teses defendidas pelo PT". "Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff? Refém de tantas contradições, o governo corre o risco de não ter nenhum", diz o senador.

De Estadão, VEJA

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Agora é Dilma quem está quebrando o País, diz FHC


Ex-presidente atacou proposta do governo de flexibilizar meta de superávit fiscal e criticou 'incompetência' da gestão petista
São Paulo - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou duramente a presidente da República, Dilma Rousseff, ao comentar o envio de projeto de lei ao Congresso Nacional, pelo governo petista, para tentar driblar a meta de superávit fiscal. "A Dilma falou que eu quebrei o País três vezes, não sei quando. Agora é ela quem está quebrando (o País)", disse FHC, após proferir palestra em um evento de tecnologia, em São Paulo, nesta quarta-feira, 12. 

Além de rebater uma das maiores críticas de Dilma nesta campanha presidencial, FHC ironizou a iniciativa do governo, dizendo que nem mesmo o Rei Pelé conseguiria driblar a meta fiscal. "É um drible que não dá certo, vai mostrar a incompetência de bem gerir a economia do Brasil, é um gol contra, não tem sentido." 

Fernando Henrique disse que a situação do País é difícil e o governo da presidente Dilma não tem como cumprir o superávit fiscal. "E devem reconhecer", sugeriu. "Vejo risco para a economia, pior a emenda do que o soneto." Indagado sobre as críticas que seu partido vem fazendo à presidente reeleita, de que ela tem cometido estelionatos eleitorais após a vitória, ele retrucou: "São tantos estelionatos eleitorais." 

Após proferir palestra no evento da empresa Symantec, de segurança em tecnologia, FHC almoçou com a direção da companhia e, depois, concedeu uma rápida entrevista. O envio do projeto do governo Dilma ao Congresso foi bastante criticado pela oposição. O governo argumenta que ele não é um cheque em branco. Na prática, ele dará grande flexibilidade para o governo administrar a meta de superávit primário das contas do setor público, eliminando na prática a meta fiscal, uma das conquistas da gestão de FHC. 

O governo decidiu enviar o projeto antes do anúncio das medidas fiscais para o ano que vem porque pretende, com isso, garantir o cumprimento da meta, mesmo sem fazer o esforço fiscal prometido para 2014. 

O projeto acaba com o limite fixo de R$ 67 bilhões para o abatimento das desonerações tributárias e dos investimentos do PAC. Portanto, o executivo federal ganhará liberdade, caso o projeto seja aprovado, para abater da meta todo o volume do PAC e das desonerações que for feito até o final do ano.

De Elizabeth Lopes, ESTADÃO