Mostrando postagens com marcador atraso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador atraso. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de dezembro de 2015

A tropa do atraso que atrapalha o Brasil


Um verdadeiro tumulto tomou conta do plenário da Câmara dos Deputados na tarde da terça-feira 8. Contrariando a base governista, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acabara de anunciar novas regras para a eleição da comissão responsável por analisar o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Em vez de aberta, a votação seria secreta. Além disso, à revelia das indicações dos líderes partidários, candidaturas avulsas poderiam se inscrever. A derrota do governo se aproximava e, descontrolados, parlamentares aliados descontaram, literalmente, a indignação nas urnas e quebraram mais da metade dos equipamentos. Na tentativa de evitar que a votação ocorresse, eles ocuparam as cabines. Como se estivessem em uma praça de guerra, não no plenário do Congresso, rivalizaram com opositores, diante de seguranças atônitos. De um lado, gritos de “Golpe, golpe, golpe”, de outro “Petistas, vão pra Papuda”. Foram cenas protagonizadas por políticos que agem movidos por interesses próprios, seja a manutenção de poder na Casa seja por cargos no Executivo, hoje na berlinda diante do risco que corre a presidente de sofrer um impeachment.

Após a proclamação do resultado de 199 votos favoráveis ao governo e 272 contra, a ala do PMDB inclinada ao impeachment, liderada pelo deputado Lúcio Vieira Lima (BA), comemorou não só a nova derrota do Planalto, mas também o enfraquecimento do então líder da sigla na Casa, Leonardo Picciani (RJ), que evitara a indicação de nomes abertamente contra o governo para a comissão especial. Ao lado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, Picciani compõe a tropa de choque do atraso contra o impeachment. Nos últimos dias, o trio fez toda a sorte de articulações no sentido de preservar a presidente. Ao contrário das alas do PMDB que querem retomar o protagonismo da legenda fundamental nas Diretas e para a redemocratização, construindo uma unidade nacional para tirar o Brasil da crise, esse grupo deseja que a sigla permaneça a reboque do Planalto. Não por um projeto de País, mas sim motivados por conveniências bem particulares. Em Brasília, Picciani passou a ser tachado de rei do fisiologismo, depois que se converteu ao governismo. Não por acaso. Além de endossar as indicações de Celso Pansera, para o ministério da Ciência e Tecnologia, e Marcelo Castro para a Saúde, Picciani emplacou afilhados políticos no Departamento Nacional de Produção Mineral, na Companhia Docas, na Companhia Nacional de Abastecimento e no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

Ao contrário de Picciani, que depois de destituído da liderança do PMDB na última semana passou a trabalhar incessantemente para recuperar o posto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem buscado ser discreto em meio ao cenário conturbado. Quer a crise longe da Casa. Não à toa, tratou de resolver em poucas horas o destino do colega Delcídio do Amaral (PT-MS), preso pela Polícia Federal acusado de sabotar a Operação Lava Jato. Aliado que é do governo, Renan não entrega seu apoio a preço de banana. Aproveita um governo tonto com as pancadas que tem levado para manter o apoio a Dilma em troca da influência em postos estratégicos em estatais e na Esplanada dos Ministérios. Não se sabe até quando, mas hoje o comportamento de Renan se guia pelos interesses do Planalto. Na avaliação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), Renan é um dos mais fiéis escudeiros do governo. Os tucanos acreditam que a tal Agenda Brasil, aquele o conjunto de propostas sugeridas pelo senador para tirar o Brasil do atoleiro, foi uma iniciativa pensada para desviar o foco da crise. Como se vê, não foi possível...

De Mel Bleil Gallo e Marcelo Rocha, ISTO É

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Governo Dilma atrasa repasses do Pronatec



As 500 escolas particulares que aderiram ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), uma das principais bandeiras do governo Dilma Rousseff na campanha eleitoral do ano passado, estão sem receber repasses do governo federal desde outubro de 2014. Segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, a verba da União destinada ao programa costumava chegar às escolas nas primeiras semanas do mês, mas, para a maioria das instituições, o último repasse foi feito em novembro do ano passado, referente às aulas dadas em setembro.

Diretores de instituições de ensino ouvidos pelo jornal relatam que a explicação dada pelo governo é o bloqueio dos recursos públicos. O Ministério da Educação confirmou à Folha a demora no pagamento de janeiro, creditando o fato ao atraso na aprovação do Orçamento. Nada disse, contudo, em relação aos meses anteriores.

Algumas escolas afirmam ainda que tiveram de pegar empréstimos bancários para bancar os custos das aulas – e terão de adiar o pagamento de professores. Se o problema persistir, elas ameaçam deixar o programa...

De educação, VEJA

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Proporção de consumidores com contas em atraso atinge pior resultado dos últimos 10 meses em Fortaleza


A proporção dos consumidores com dívidas em atraso em Fortaleza atingiu neste mês de maio o pior resultado nos últimos dez meses. Um total de 18,4% do consumidores na Capital estão com pelo menos alguma parcela em atraso.

Os dados são da Pesquisa do Perfil de Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), ligado a Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE).
...

De jornal DIÁRIO DO NORDESTE

terça-feira, 7 de maio de 2013

Governo admite atraso em editais, e ferrovias só vão a leilão em 2014

Bernardo Figueiredo, presidente da EPL: início do processo atrasará
em quatro meses Carlos Ivan / Agência O Globo
SÃO PAULO – O impasse entre empresários e governo federal em torno das regras que vão reger as novas concessões de rodovias e ferrovias levou a um atraso no cronograma dos projetos logísticos previstos inicialmente para este ano. Os editais de 7,5 mil quilômetros rodoviários vão sair com pelo menos quatro meses de defasagem. Já os editais para vias ferroviárias sairão até seis meses depois do previsto, o que postergará os leilões só para 2014.

— O primeiro lote de sete rodovias sai em julho, era para ser em março. Serão quatro meses de atraso, mas vai sair. Estamos revendo o cronograma de ferrovias, mas alguma coisa pode ficar para o ano que vem. O Ferroanel (de São Paulo) é um dos projetos em que isso pode ocorrer, mas não é o único — admitiu nesta segunda-feira o presidente da Empresa de Planejamento Logístico (EPL), Bernardo Figueiredo, depois de participar de evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

Os editais das ferrovias serão divididos em dois lotes, que devem ser publicados entre setembro e dezembro, e não mais entre março e maio, como indicava o plano inicial do governo. Os documentos que definem as regras dos leilões das rodovias, antes marcados para sair em março deste ano, por sua vez, não deverão ficar prontos antes de agosto.
...


De Roberta Scrivano, jornal O GLOBO

terça-feira, 19 de março de 2013

EXCLUSIVO-Empresa chinesa cancelará quase 2 mi t de soja do Brasil


PEQUIM/CINGAPURA - O grupo chinês Sunrise cancelará a compra de quase 2 milhões de toneladas de soja do Brasil devido aos atrasos nos embarques provocados pelo congestionamento nos portos, disse um representante da empresa nesta terça-feira.

"Nós não receberemos estas cargas. Primeiramente, é um default por parte do fornecedor por não embarcar no prazo", disse à Reuters Shao Guori, gerente responsável pela divisão de soja do grupo.

Ele disse que a companhia planejava cancelar de 10 a 12 navios panamax, com carregamentos que deveriam ter sido enviados entre janeiro e fevereiro, já que apenas dois haviam chegado até o momento.

Também deverá haver cancelamento de 23 cargas agendadas para embarque entre abril e junho.

O grupo compra cerca de 7 milhões de toneladas da oleaginosa anualmente.

O movimento da companhia com sede em Pequim, que responde por cerca de 10 por cento das importações de soja realizadas pela China, foi visto pelo mercado como uma forma de a empresa tentar renegociar os carregamentos.

O valor da soja caiu desde que a Sunrise comprou o produto brasileiro, e a companhia estaria em posição de negociar melhores cotações para substituir os volumes comprados anteriormente.

Mesmo assim, os importadores da China, que compra 60 por cento da soja comercializada no mundo, ainda vão ter que obter grande parte da oleaginosa no Brasil, pelo menos momentaneamente, uma vez que os Estados Unidos estão na entressafra.


De Niu Shuping e Naveen Thukral, agência REUTERS BRASIL

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Problemas de caixa da Petrobrás começam a contaminar parceiros


A Petrobrás tem atrasado pagamentos a fornecedores e provocado dificuldades financeiras na cadeia de prestadores de serviços, após ter adotado uma política de redução de custos em meio a prejuízos na sua divisão de Abastecimento, aumentos de custos e produção estagnada.

Há também o atraso de pagamento para fundos de recebíveis criados para financiar esses prestadores de bens e serviços, disseram fontes à Reuters, observando que a estatal alterou sua política de pagamentos recentemente e vem olhando com mais rigor os contratos.
Com isso, tem demorado mais tempo para liberar os recursos. Em uma espécie de efeito dominó, os prestadores de serviços também atrasam seus compromissos financeiros.
"Não vou dizer que a Petrobrás é inadimplente, mas que está em atraso. Enquanto algumas companhias estão sofrendo, estou confiante que os pagamentos serão feitos", disse à Reuters Fernando Werneck, gestor de um portfólio de fundos creditórios na BI Invest, exclusivos de fornecedores da Petrobras. (...)

De Reuters, portal ESTADÃO.COM