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domingo, 2 de julho de 2017

Brasil tem 2 dos 14 gargalos que ameaçam abastecimento global de alimentos


Há apenas 14 gargalos no comércio mundial de alimentos, mas eles são fundamentais para a segurança alimentar de toda a população do planeta.


São portos e pontos de comercialização fundamentais para a compra, a venda e a distribuição de alimentos, de acordo com um recente relatório da Chatham House, centro de estudos com base no Reino Unido.

Três deles estão na América Latina: o canal do Panamá, as rodovias do interior brasileiro e os portos do sul e sudeste do Brasil. (...)

A Chatham House também advertiu que é preciso agir para proteger as principais rotas de transporte de alimentos, tais como o canal do Panamá, o canal de Suez e do estreito da Turquia.

Quase 25% dos alimentos do mundo são comercializados nos mercados internacionais. Isso, diz o relatório, faz com que a oferta de produtos e seus preços sejam vulneráveis a crises imprevistas ou mudanças climáticas.

A infraestrutura nesses pontos é, em muitos casos, antiga e enfrentaria dificuldades para fazer frente a desastres naturais que devem se multiplicar à medida que o planeta se aquece, diz o relatório...

De Brasil, BBC

terça-feira, 7 de maio de 2013

Governo admite atraso em editais, e ferrovias só vão a leilão em 2014

Bernardo Figueiredo, presidente da EPL: início do processo atrasará
em quatro meses Carlos Ivan / Agência O Globo
SÃO PAULO – O impasse entre empresários e governo federal em torno das regras que vão reger as novas concessões de rodovias e ferrovias levou a um atraso no cronograma dos projetos logísticos previstos inicialmente para este ano. Os editais de 7,5 mil quilômetros rodoviários vão sair com pelo menos quatro meses de defasagem. Já os editais para vias ferroviárias sairão até seis meses depois do previsto, o que postergará os leilões só para 2014.

— O primeiro lote de sete rodovias sai em julho, era para ser em março. Serão quatro meses de atraso, mas vai sair. Estamos revendo o cronograma de ferrovias, mas alguma coisa pode ficar para o ano que vem. O Ferroanel (de São Paulo) é um dos projetos em que isso pode ocorrer, mas não é o único — admitiu nesta segunda-feira o presidente da Empresa de Planejamento Logístico (EPL), Bernardo Figueiredo, depois de participar de evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

Os editais das ferrovias serão divididos em dois lotes, que devem ser publicados entre setembro e dezembro, e não mais entre março e maio, como indicava o plano inicial do governo. Os documentos que definem as regras dos leilões das rodovias, antes marcados para sair em março deste ano, por sua vez, não deverão ficar prontos antes de agosto.
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De Roberta Scrivano, jornal O GLOBO

sexta-feira, 1 de março de 2013

Estrada federal já tem defeito um mês após a entrega, afirma TCU


Obras em rodovias federais por todo o país são feitas com má qualidade e apresentam defeito até um mês depois de entregues pelas construtoras.

A constatação é do TCU (Tribunal de Contas da União) após auditoria sobre a qualidade da construção de rodovias federais administradas pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

O órgão de controle analisou 11 obras entregues entre 2011 e 2012 e 942 quilômetros de rodovias foram percorridos com aparelhos especiais para medir a resistência e a regularidade do asfalto.

Das 11 vias pesquisadas, 10 apresentaram problemas como afundamentos, trincas, desgaste, deslocamento de pistas e buracos.

Em um caso específico, a BR-230 (Maranhão), os problemas de resistência do piso foram constatados um mês após a obra ter sido entregue. No trecho de 91 quilômetros analisado pelos técnicos, 35% tinham defeitos.

Em geral, as obras são contratadas para durar de cinco a sete anos, com garantia de qualidade assinada em contrato. Todas as vias pesquisadas foram entregues havia menos de 13 meses.

No caso de outra estrada do Maranhão, a situação é ainda pior --cinco meses após a entrega. Nos 320 km analisados, 82% tinham defeitos de resistência, 13%, problemas de regularidade.

Na BR-116 (Ceará), 63% do pavimento estava com problemas de resistência seis meses após concluída.

"Esse fato [o curto espaço de tempo entre o fim da obra e a análise] reforça a tese de que os problemas constatados correram em decorrência da má qualidade dos serviços executados, e não do período de utilização da obra", aponta o relatório do TCU.

Nas nove estradas em que o asfalto apresentou defeitos de resistência, 47% dele (408 km) tinha problemas. Caso tenham que ser refeitos, o prejuízo estimado pelos técnicos seria de R$ 158 milhões.

Além dos problemas de resistência, cinco estradas apresentaram problemas de regularidade do pavimento.

Para os técnicos, esses dois problemas fazem reduzir a vida útil da estrada e causam prejuízo aos cofres públicos.

Somente uma estrada não tinha problema, a BR-392 (Rio Grande do Sul).
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De Dimmi Amora, jornal FOLHA DE SÃO PAULO 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Na rota da inflação

A Petrobras tem bancado a perda bilionária para segurar o valor na bomba

Enquanto anuncia a redução da tarifa na conta de luz, a presidente Dilma Rousseff será obrigada a lidar com dois fatores extras que podem contribuir para elevar a inflação. Além do iminente aumento da gasolina – a Petrobras tem bancado a perda bilionária para segurar o valor na bomba – o governo prepara a concessão de estradas e instalação de pedágios nas rodovias BRs 262, 050, 060, 153, 163 e 267, por onde escoa grande parte das produções agrícolas do país, o que vai encarecer o frete.


Por Leandro Mazzini, de Brasília, portal CORREIO DO BRASIL