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domingo, 2 de julho de 2017

Brasil tem 2 dos 14 gargalos que ameaçam abastecimento global de alimentos


Há apenas 14 gargalos no comércio mundial de alimentos, mas eles são fundamentais para a segurança alimentar de toda a população do planeta.


São portos e pontos de comercialização fundamentais para a compra, a venda e a distribuição de alimentos, de acordo com um recente relatório da Chatham House, centro de estudos com base no Reino Unido.

Três deles estão na América Latina: o canal do Panamá, as rodovias do interior brasileiro e os portos do sul e sudeste do Brasil. (...)

A Chatham House também advertiu que é preciso agir para proteger as principais rotas de transporte de alimentos, tais como o canal do Panamá, o canal de Suez e do estreito da Turquia.

Quase 25% dos alimentos do mundo são comercializados nos mercados internacionais. Isso, diz o relatório, faz com que a oferta de produtos e seus preços sejam vulneráveis a crises imprevistas ou mudanças climáticas.

A infraestrutura nesses pontos é, em muitos casos, antiga e enfrentaria dificuldades para fazer frente a desastres naturais que devem se multiplicar à medida que o planeta se aquece, diz o relatório...

De Brasil, BBC

domingo, 25 de junho de 2017

Festival que nasceu morto chega aos 70 em boa forma (Sara Silva)


Apesar da revolução da internet, o cinema continua a influenciar outra mídias

Poucos eventos possuem importância internacional a ponto de atrair a atenção e estimular o imaginário da aldeia global. No mês passado foi a vez da cerimônia anual do Oscar em Hollywood, em Los Angeles, sempre produzindo fotos, fofocas, protestos, polêmicas em torno de filmes e personalidades do cinema. No mês de maio será a vez do Festival de Cannes, na França, que comemora seus 70 anos, também servindo para alimentar e amplificar o mundo da sétima arte.

O festival francês, porém, nasceu morto.

A idéia de realizar um festival de cinema na França apareceu antes da Segunda Guerra, quando intelectuais e artistas mostraram-se indignados com a censura no Festival de Veneza de 1937, na Itália dominada por Benito Mussoline, evento inaugurado por nada mais nada menos do que Joseph Goebbels, o ministro da propaganda do nazismo.

Um projeto foi apresentado ao então ministro da Educação e Belas Artes da França, uma cidade foi selecionada entre diversas interessadas, o próprio inventor do cinema Luis Lumiére foi convidado em junho de 1939 e aceitou ser o presidente do Festival, previsto para acontecer em novembro do mesmo ano.

Os EUA e a Inglaterra apoiaram a iniciativa daquele que deveria ser um festival de cinema do « mundo livre ». O cartaz foi criado por um famoso pintor francês, Jean-Gabriel Domergue. Um dos maiores estúdios de cinema, a MGM, fretou um navio para desembarcar em Cannes com estrelas de filmes como “O Magico de Óz”.

Mas no dia 1° de setembro de 1939, dia de abertura do festival, as tropas nazistas invadiram a Polônia. E a festa foi anulada antes de começar.

Somente depois da II Guerra Mundial, em 1946, um dos organizadores da primeira edição anulada, Philippe Erlanger, conseguiu realizar em Cannes a primeira edição do festival.

Outro festival seria cancelado em 1968, mesmo depois de começado, em meio às revoltas estudantis que marcaram aquele ano, o que faz com que o aniversário de 70 anos seja comemorado neste 2017.

Apenas uma Guerra Mundial e os protestos de 1968 conseguiram adiar ou anular uma edição do mais badalado festival de cinema do planeta. O sucesso do evento tem sido tanto que a partir dele nasceram diversas outras mostras paralelas como a Quinzena dos Realizadores, a Semana da Crítica e o Mercado do Cinema. O cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho, que realizou o filme Aquarius, será o presidente do júri na Semana da Crítica.

A edição deste ano do Festival de Cannes acontece entre 17 e 28 de maio e tem como presidente o cineasta espanhol Pedro Almodóvar, que já teve cinco filmes selecionados na história do evento.

Em meio à uma das maiores revoluções tecnológicas da história, cada edição do Festival de Cannes é um teste para a indústria do cinema. O Século XX ficou marcado como o Século do Cinema. Nenhum outro formato de mídia foi tão global e influenciou tanto a vida do homem naquela era. Nações passaram a ser identificadas pelas características ou estilo de seus cineastas, o cinema italiano, o sueco, o francês… o cinema novo no Brasil, o cinema soviético…

Pode ser que este Século XXI fique marcado como o século da pulverização da mídia. Mas ainda não apareceu nada que ameace ou que supere o formato cinema. E muito muito menos em conteúdo. O cinema reúne todas as artes, da literatura à fotograria, do teatro à música, da cenografia à dança,

Alguns países não viveram a idade do cinema, outros viveram pouco.

Anos atrás a Califórnia foi notícia por causa do impacto na economia local de uma greve de roteiristas, algo impensável nos outros países do globo. Na França o cinema é uma verdadeira religião, com diversos palácios dedicados a esta arte, como o Fórum das Images e a Cinemateca Francesa, além de diversos festivais.

O brasileiro Carlos Saldanha, nascido no Rio de Janeiro, conquistou seu espaço na indústria do cinema, conseguindo realizar alguns dos filmes de animação de maior sucesso nos últimos tempos, entre os quais A Idade do Gelo e Rio. Ele teve a sorte de conseguir estudar animação em New York. Se estivesse morando no Rio de Janeiro, talvez tivesse que vender latas de cerveja nas ruas nos dias de carnaval. Como em outros setores da economia, a indústria do cinema é concentrada em alguns poucos locais.

Mas apesar da revolução da internet, o cinema continua a alimentar e influenciar outras mídias, pois ainda não inventaram um meio capaz de concentrar tanto conteúdo em forma de arte quanto um… filme.

Sara Silva, jornalista, DM OPINIÃO

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Brasil despenca no ranking de competitividade

Feito pelo instituto IMD, resultado mostra ainda que o País está entre 'maiores perdedores' e precisa superar importantes gargalos para crescer 

Com a economia mais fechada entre os principais mercados do mundo, com uma infraestrutura defasada e com um dos três governos mais ineficientes, o Brasil despenca no ranking mundial de competitividade durante os anos da presidente Dilma Rousseff. O País ainda faz parte dos "maiores perdedores" em termos de competitividade dos últimos 15 anos. Para os especialistas, não há como a economia crescer e empresas se internacionalizarem se importantes gargalos permanecerem.
Os dados são do instituto IMD, uma das principais escolas de negócios no mundo e com sede na Suíça. Hoje, a entidade divulga seu ranking anual de competitividade.

Entre 2010 e 2013, o Brasil caiu da 38.ª posição no ranking para o 51.º posto, entre 60 países avaliados. Em apenas um ano, a queda foi de cinco posições diante de países asiáticos que ganham terreno e deixam o Brasil em uma situação incômoda. Entre os Brics, só a África do Sul está em uma situação pior que a do Brasil.

Peru, Colômbia ou Ucrânia são, hoje, economias mais competitivas que o Brasil. No continente americano, o Brasil é apenas a sétima economia mais competitiva. O ranking é liderado pelos EUA, Suíça, Hong Kong e Suécia.

O instituto também aponta que o Brasil foi um dos países que mais perdeu espaço desde 1997. Os economistas do IMD estimam que não se pode comparar a classificação dos últimos 15 anos, já que o informe era preparado com menos países. Naquele momento, o Brasil era o 34.º. Mas, ainda assim, classificam o Brasil como um dos "maiores perdedores" desse período.


De negócios, portal MSN / ESTADÃO

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Mudança de papa provoca modificações na Jornada Mundial da Juventude


Rio de Janeiro - A mudança de papa obrigará os organizadores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que será realizada em julho no Rio de Janeiro, a fazer modificações na agenda do pontífice para adaptá-la à "sensibilidade" de Francisco, disseram fontes oficiais nesta terça-feira.

"Já tínhamos um programa, fechado entre outubro e novembro do ano passado, mas houve uma mudança em um pequeno detalhe: mudou o papa", afirmou o organizador das viagens dos pontífices, Alberto Gasbarri, que hoje começou uma visita ao Rio de Janeiro.


De agência EFE

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Brasileira é eleita a melhor jogadora de handebol do mundo



RIO - O Brasil não brilhou na festa de premiação do futebol da Fifa, mas no handebol feminino está dando as cartas. A brasileira Alexandra Nascimento foi eleita nesta terça-feira a melhor jogadora do mundo pela Federação Internacional de Handebol. Esta foi a primeira vez que um brasileiro ficou entre os cinco finalistas.

A brasileira teve 28% dos votos e desbancou a norueguesa Heidi Loke (24%), as montenegrinas Bojana Popovic (24%) e Katarina Bulatovic (12%) e a croata Andrea Penezic (12%).

Alexandra joga no Hypo Niederösterreich, da Áustria, e defendeu a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres no ano passado. Ela foi eleita para a seleção das Olimpíadas.

Alexandra também foi artilheira do Mundial de 2011, quando o Brasil terminou em quinto lugar. Alexandra também foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, no ano passado.

De Esportes, O GLOBO online