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domingo, 2 de julho de 2017

Brasil tem 2 dos 14 gargalos que ameaçam abastecimento global de alimentos


Há apenas 14 gargalos no comércio mundial de alimentos, mas eles são fundamentais para a segurança alimentar de toda a população do planeta.


São portos e pontos de comercialização fundamentais para a compra, a venda e a distribuição de alimentos, de acordo com um recente relatório da Chatham House, centro de estudos com base no Reino Unido.

Três deles estão na América Latina: o canal do Panamá, as rodovias do interior brasileiro e os portos do sul e sudeste do Brasil. (...)

A Chatham House também advertiu que é preciso agir para proteger as principais rotas de transporte de alimentos, tais como o canal do Panamá, o canal de Suez e do estreito da Turquia.

Quase 25% dos alimentos do mundo são comercializados nos mercados internacionais. Isso, diz o relatório, faz com que a oferta de produtos e seus preços sejam vulneráveis a crises imprevistas ou mudanças climáticas.

A infraestrutura nesses pontos é, em muitos casos, antiga e enfrentaria dificuldades para fazer frente a desastres naturais que devem se multiplicar à medida que o planeta se aquece, diz o relatório...

De Brasil, BBC

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Para especialista, Dilma não era opção para mediar acordo



A opinião é de Brian Latell, que foi, por anos, o principal analista de Cuba da CIA (inteligência americana) e escreveu "Cuba sem Fidel", uma completa biografia não-autorizada de Raúl Castro, em 2005.

Folha - O anúncio de um acordo entre EUA e Cuba foi, de fato, uma surpresa?

Brian Latell - Acredito que poucas pessoas não se surpreenderam com o anúncio da reaproximação. O que foi alcançado entre os dois países foi muito abrangente, e acho que eram poucos os que esperavam tantas mudanças para agora.

Quanto dessa conquista pode ser creditada a Obama e Raúl Castro e quanto à atual conjuntura econômica na ilha?

O presidente Obama deu sinais de que queria melhorar as relações com Cuba desde o início de seu primeiro mandato, em 2009. Ele tomou uma série de medidas para isso, como facilitar viagens e envio de remessas de dinheiro. E ele esperava que houvesse alguma reciprocidade.

Raúl também é pragmático e mais moderado que Fidel, e acredito que ele também queria melhorar as relações, mas, de fato, havia a pressão sobre o regime, já que a economia não está indo muito bem e eles estão perdendo os subsídios da Venezuela.
...
Por que os dois lados não escolheram um mediador da região, como o Brasil, no processo?

Eu não acho que Dilma teria sido uma boa opção. Em Washington, ela é vista como particularmente próxima dos países da Alba, como Venezuela e Cuba, e não sei se ela seria uma boa negociadora para ambos os países. O papa Francisco foi...


De Isabel Fleck, FOLHA

terça-feira, 4 de junho de 2013

É inevitável que dólar se valorize, diz Aldo Mendes

O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Aldo Mendes, afirmou nesta terça-feira em Londres, que é “inevitável que o dólar se valorize e que a moeda americana já está em um novo patamar em comparação a divisas de países emergentes. Ele ressaltou, entretanto, que não está preocupado com a oscilação do câmbio, embora não seja possível delimitar esse novo patamar para o dólar.
“Não tenho nenhuma preocupação com o câmbio. Mas se essa dinâmica da economia americana se ligar a outros movimentos, não há nada que se possa fazer. O real está andando como as outras moedas em relação ao dólar. É normal”, afirmou, depois da primeira etapa de “road show” com investidores.
Ele declarou ainda que os investidores estrangeiros não estão preocupados com o crescimento abaixo do esperado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Segundo o IBGE, a economia cresceu 0,6% no primeiro trimestre, abaixo do esperado pelos analistas...


DE Maeli Prado,  jornal VALOR ECONÔMICO