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domingo, 25 de junho de 2017

Donald Trump fecha a porta a Cuba - um pouco


Ele quer machucar o regime, mas pode acabar prejudicando os cubanos comuns


Era uma pompa típica de Trumpian. Em um estágio aparado no teatro Manuel Artime no bairro de Little Havana em Miami, o presidente dos Estados Unidos declarou, em 16 de junho, que estava "cancelando" o "acordo unilateral com Cuba" feito por seu antecessor, Barack Obama . Há muito menos para isso do que sugere a retórica dolorosa de Donald Trump. Mas a nova política ainda prejudicará o incipiente setor privado cubano, desencorajará a reforma econômica e prejudicará o prestígio do tio Sam na América Latina.

O acordo negociado em 2014 por Obama e o presidente de Cuba, Raúl Castro, restauraram as relações diplomáticas após uma interrupção de 54 anos, suavizaram o embargo comercial dos Estados Unidos, facilitaram a viagem entre os países e retiraram Cuba da lista de patrocinadores estaduais do terrorismo. Muito disso não vai mudar. A principal inovação de Trump é tornar o turismo mais difícil, supostamente negar renda às forças armadas cubanas. Os vôos comerciais e os cruzeiros, porém, continuarão. Ele espera, assim, satisfazer uma minoria intransigente, sem bloquear as relações.

Sob as regras de Obama, os americanos ansiosos por provar mojitos em seu país de origem simplesmente tiveram que declarar que iriam se envolver em trocas de pessoas para pessoas para viajar de forma independente. Sob o Sr. Trump, os viajantes independentes terão de declarar que têm alguma outra missão, como apoiar a sociedade civil, a menos que sejam de origem cubana. Os visitantes de pessoas a pessoas terão de se juntar a visitas organizadas. Ele também pretende proibir transações de indivíduos e empresas com empresas ligadas ao exército cubano e serviços de inteligência. Isso poderia ter maiores consequências. GAESA, um conglomerado administrado pelas forças armadas, é pensado para controlar até 60% da economia. Suas explorações incluem postos de gasolina, supermercados e portos. Uma das suas empresas, a Gaviota, possui 29 mil quartos de hotel, alguns dos quais são geridos por cadeias estrangeiras como Kempinski.

O que tudo isso significa na prática dependerá de regras emitidas pelos departamentos do Tesouro e Comércio do US. Mas a nova política poderia acabar com o aumento do turismo americano iniciado pela aproximação de Obama. As visitas dos Estados Unidos subiram um terço em 2016 (ver gráfico). Os visitantes do futuro enfrentam mais complexidade e confusão. Mesmo que eles evitem hotéis pertencentes ao exército, podem enganar os soldados sem saber, ao alugar um carro, fazer uma viagem de barco ou até nadar com os golfinhos. As empresas militares oferecem todos esses serviços. Não está claro se os americanos serão capazes de permanecer em hotéis tão populares (embora de alta) como o Hotel Nacional e o Parque Central. Estes são propriedade do ministério do turismo, cuja cabeça é um coronel da reserva do exército...

De As Américas, THE ECONOMIST

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Dilma é acusada de mentir sobre financiamento em Cuba


O presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, disse que a presidente da República, Dilma Rousseff, mentiu ao falar sobre o financiamento para a construção do Porto de Mariel, em Cuba, durante o último debate do segundo turno da campanha eleitoral, em outubro do ano passado. Assim que Dilma garantiu na TV ao então candidato Aécio Neves que o empréstimo para a obra teria como garantia a Odebrecht, responsável pelo projeto, o presidente da construtora não se conteve. Em mensagem a um dirigente, interceptada pela Polícia Federal, Marcelo foi taxativo. “Ela (Dilma) disse que as garantias são da empresa, e não do governo de Cuba. Ela está mentindo”, escreveu ele. As informações são da Agência O Globo.

A acusação está numa troca de mensagens entre Marcelo Odebrecht e Benedicto Barbosa da Silva Junior, um dos executivos do grupo. O material integra novo relatório de investigação da PF sobre o esquema de corrupção na Petrobras...

De política, O LIBERAL

domingo, 21 de junho de 2015

Putin elogia aproximação Cuba-EUA e evita se pronunciar sobre Venezuela


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira considerar um passo muito positivo a aproximação entre Cuba e Estados Unidos, e evitou se pronunciar sobre a situação na Venezuela, alegando que não é costume de seu país entrar em questões internas.

Putin, que concedeu uma entrevista aos presidentes das 12 maiores agências de imprensa do mundo, entre elas a Agência Efe, se apresentou com quatro horas de atraso, depois da meia-noite da sexta-feira, por isso se desculpou antes de começar a responder perguntas.

"Quero me desculpar que tenhamos passado da meia-noite, mas já sabem por que ocorreu. Tem a ver com o desejo dos meus colegas que vieram ao Fórum (Econômico Internacional de São Petersburgo) de debater diferentes assuntos. E é difícil interromper as reuniões", afirmou, dirigindo-se aos chefe das agências.

Os primeiros minutos da reunião foram transmitidos ao vivo pela televisão estatal russa. Depois, mudou o formato da reunião de Putin e seus convidados, que deixou de ser aberta e continuou a portas fechadas, sem possibilidade de gravação, publicação ou transmissão da mesma...

De agência EFE

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

EUA e Cuba divergem durante conversas para restabelecimento de laços



HAVANA - Estados Unidos e Cuba discordaram sobre a política de imigração nesta quarta-feira na primeira sessão das negociações de alto nível que pretendem restabelecer as relações diplomáticas entre os adversários da Guerra Fria.

Apesar das objeções de Cuba, os norte-americanos prometeram continuar concedendo a imigrantes cubanos uma condição especial que permite a quase todos que cheguem no território dos EUA permanecer no país, enquanto que cidadãos de outras nações são deportados quando chegam em circunstâncias similares.

As negociações continuarão na quinta-feira, e os dois lados devem discutir o restabelecimento das relações diplomáticas e, eventualmente, a retomada plena do comércio e das viagens.

Os dois dias de reuniões são o primeiro contato desde que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu colega cubano, Raúl Castro, anunciaram em 17 de dezembro terem obtido um avanço histórico na retomada das relações depois de 18 meses de negociações secretas...

De Daniel Trotta, REUTERS

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Cuba liberta alguns dos 53 presos "políticos" conforme prometeu, dizem EUA



WASHINGTON (Reuters) - Cuba libertou algumas das 53 pessoas que os Estados Unidos qualificam como prisioneiros políticos, conforme prometeu no mês passado, e Washington quer que o restante seja colocado em liberdade logo, disse nesta terça-feira o Departamento de Estado.

"Já libertaram alguns dos presos, gostaríamos que (o processo) fosse concluído no futuro próximo", disse a jornalistas a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, acrescentando que não detalharia o número de libertados.

A libertação das 53 pessoas não é um pré-requisito para as conversações sobre imigração e sobre uma possível normalização das relações entre Estados Unidos e Cuba, que estão previstas para este mês, disse a porta-voz.

Psaki disse que não tinha condições de dizer quando exatamente começará esse diálogo, que será liderado pela secretária de Estado adjunta, Roberta Jacobson. "Esperamos fechar isso nos próximos dias."

A libertação faz parte de um anúncio de 17 de dezembro para uma troca de presos e um compromisso para restabelecer relações que estavam suspensas há décadas.

De mundo, REUTERS

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Para especialista, Dilma não era opção para mediar acordo



A opinião é de Brian Latell, que foi, por anos, o principal analista de Cuba da CIA (inteligência americana) e escreveu "Cuba sem Fidel", uma completa biografia não-autorizada de Raúl Castro, em 2005.

Folha - O anúncio de um acordo entre EUA e Cuba foi, de fato, uma surpresa?

Brian Latell - Acredito que poucas pessoas não se surpreenderam com o anúncio da reaproximação. O que foi alcançado entre os dois países foi muito abrangente, e acho que eram poucos os que esperavam tantas mudanças para agora.

Quanto dessa conquista pode ser creditada a Obama e Raúl Castro e quanto à atual conjuntura econômica na ilha?

O presidente Obama deu sinais de que queria melhorar as relações com Cuba desde o início de seu primeiro mandato, em 2009. Ele tomou uma série de medidas para isso, como facilitar viagens e envio de remessas de dinheiro. E ele esperava que houvesse alguma reciprocidade.

Raúl também é pragmático e mais moderado que Fidel, e acredito que ele também queria melhorar as relações, mas, de fato, havia a pressão sobre o regime, já que a economia não está indo muito bem e eles estão perdendo os subsídios da Venezuela.
...
Por que os dois lados não escolheram um mediador da região, como o Brasil, no processo?

Eu não acho que Dilma teria sido uma boa opção. Em Washington, ela é vista como particularmente próxima dos países da Alba, como Venezuela e Cuba, e não sei se ela seria uma boa negociadora para ambos os países. O papa Francisco foi...


De Isabel Fleck, FOLHA

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Visita de Raúl Castro à Casa Branca não está descartada, diz porta-voz de Obama



WASHINGTON - Um porta-voz da Casa Branca se recusou a descartar nesta quinta-feira uma eventual visita do presidente cubano, Raúl Castro, aos Estados Unidos, um dia depois de o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciar planos para normalizar as relações com Havana.

"Eu não descartaria uma visita do presidente (Raúl) Castro", afirmou o porta-voz, Josh Earnest.

A Casa Branca afirmou na quarta-feira que era possível uma visita de Obama a Havana, após o presidente anunciar planos para que os dois governos estabeleçam embaixadas em suas respectivas capitais.

De Steve Holland e Roberta Rampton, REUTERS

Cartas do papa Francisco abriram caminho para acordo entre EUA e Cuba



As negociações que resultaram na reaproximação de Estados Unidos e Cuba tiveram uma contribuição valiosa do papa Francisco. Em seus discursos simultâneos nesta quarta-feira, o presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro fizeram questão de agradecer ao pontífice por sua intermediação.

“Em particular, eu quero agradecer a sua santidade o papa Francisco, cujo exemplo moral nos mostra a importância de buscar um mundo como ele deveria ser, em vez de simplesmente se conformar com o mundo como ele é”, disse Obama em seu pronunciamento.

As conversas, que se prolongaram por dezoito meses, tiveram um momento crucial em meados deste ano, quando o papa enviou cartas a Obama e Castro fazendo um chamado para que os dois lados “resolvessem questões humanitárias de interesse comum, incluindo a situação de alguns prisioneiros, para dar início a uma nova fase nas relações”. O Vaticano também recebeu delegações dos dois países para um encontro mediado pelo cardeal Pietro Paroli, secretário de Estado...

De diplomacia, VEJA

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Por que o 'New York Times' quer fim do embargo a Cuba?


O jornal americano The New York Times (NYT) publicou cinco editoriais a respeito de Cuba em cinco semanas consecutivas, todos em suas edições de fim de semana, escritos em inglês e em espanhol.

Nos textos, o jornal pede que os Estados Unidos deem fim ao embargo que impõem sobre a ilha desde 1960, retirem Havana da lista de "patrocinadores de terrorismo", abandonem os "esforços ocultos para derrubar o governo" cubano e restaurem as relações diplomáticas bilaterais de alto nível, rompidas desde 1961.

O NYT também defende a ideia de um intercâmbio de presos que permita a libertação do americano Alan Gross, preso em Cuba há cinco anos, em troca de três agentes de inteligência cubanos condenados pelos EUA por espionagem.

"Uma troca poderia abrir caminho à retomada de laços diplomáticos, dando aos EUA mais oportunidades de fomentar mudanças positivas na ilha mediante a expansão do comércio, do turismo e o maior contato entre cubanos e americanos", opina o editoral publicado em 2 de novembro...

De Thomas Sparrow, BBC MUNDO

domingo, 14 de julho de 2013

Sem dinheiro

Quando João Paulo II visitou Cuba em 1998, o povo cubano contava a seguinte anedota: “O Papa queria o povo bem alimentado nas longas missas e pediu a Fidel Castro que desse um frango por dia a cada fiel. Fidel topou na hora. O Papa ficou muito agradecido e devolveu a gentileza fazendo ao líder comunista e ateu uma extraordinária revelação: ‘Deus não existe !’. Quando o Papa se virava para sair da sala, Fidel o interrompeu: ‘Santidade, os frangos também não existem!”.
Agora foi a vez de Gilberto Carvalho dar para trás na promessa do governo de destinar 43 milhões de reais para alimentar os peregrinos que vão rezar com o Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude.
Carvalho prometeu o dinheiro em reuniões com os organizadores da  Jornada, mas a informação oficial que agora os organizadores do evento recebem é que o dinheiro não sairá.


Por Lauro Jardim

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Brasil desiste de vinda de 6.000 médicos cubanos

O Brasil paralisou as negociações com Cuba para a vinda de 6.000 médicos cubanos ao país e deve lançar nesta semana programa para atrair profissionais estrangeiros tratando Espanha e Portugal como países "prioritários".

Nem o Ministério da Saúde nem o Itamaraty, que havia anunciado a tratativa em maio e agora diz que ela está congelada, explicam as razões da mudança de planos.

Também não dizem o porquê do tratamento "não prioritário" a Cuba, já que a ilha preenche os principais requisitos do programa: médicos por habitante bem acima do recomendado pela OMS e língua próxima do português.

"Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos valor estratégico", disse o chanceler Antonio Patriota, em maio, ao mencionar a negociação.

Já o Ministério da Saúde informa que escolheu atrair médicos como "pessoa física", e não considerar a oferta do contingente feita pelo governo cubano, nos moldes que a ilha faz na Venezuela.

Desta maneira, o ministério evita abrir mais um flanco de críticas na implementação de um programa que já provoca outras resistências.

Nos bastidores, repete-se que a negociação com Cuba foi aventada por Patriota, e não pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Há motivos para o recuo. Além da sensibilidade que envolve o regime comunista de Cuba -aliado do governo e do PT e alvo dos conservadores-, o motivo principal é que as missões cubanas são aclamadas pelo trabalho humanitário, como no Haiti, mas não escapam de críticas de ativistas de direitos humanos e trabalhistas na versão remunerada.

VENEZUELA

No modelo usado na Venezuela, Cuba funciona como uma empresa terceirizada que fornece profissionais. O governo contratante paga a Havana pelos serviços e os médicos recebem só uma parte.

Apesar disso, o programa é considerado atrativo para os profissionais, que ganham cerca de US$ 40 na ilha e, com ele, têm acesso a benefícios.

O formato também é criticado por ex-participantes, que acusam o governo comunista de submetê-los a um duro regulamento disciplinar e impor regras de pagamento como poupança compulsória para evitar "deserção".

A regra disciplinar na Venezuela, vigente em 2010, incluía pedir autorização para pernoitar fora do alojamento, proibição de dirigir e a obrigação de informar sobre namoros. Falar com a imprensa também estava vetado.

"Não vislumbro essa solução feita na Venezuela no Brasil. Ele não é compatível com as leis trabalhistas brasileiras e a Constituição brasileira", diz o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira.

REVÉS PARA HAVANA

A desistência do Brasil é um revés para Havana, que tem dito que o envio dos médicos ao exterior é sua maior fonte de divisas e deseja ampliá-lo.

O que vai aos caixas estatais por serviços médicos -cerca de US$ 6 bilhões anuais segundo estimativas- é maior do que o arrecadado com turismo ou exportação de níquel.

O Ministério da Saúde diz que não há restrições se médicos cubanos quiserem se inscrever individualmente no programa. Brasileiros com formação no exterior entrarão na categoria "estrangeiros". Ou seja, brasileiros formados em Cuba, em tese, podem participar.

A pasta, no entanto, não prevê fazer campanha para divulgar o programa na ilha, ao contrário do que estuda fazer em Espanha e Portugal.


De Flávia Marreiro, cotidiano, FOLHA

terça-feira, 25 de junho de 2013

Rússia e China negam ajudar ex-técnico da CIA

A polêmica ganhou novo fôlego na segunda-feira, quando jornalistas constataram que Snowden, que tinha comprado uma passagem em um voo da companhia aérea russa Aeroflot de Moscou para Havana, em Cuba, não estava no avião.
Acredita-se que ele pretenda fazer o trajeto Moscou-Havana-Caracas, até chegar à capital do Equador, Quito, tão logo receba a luz verde do governo equatoriano, que já concedeu asilo político a Julian Assange, criador do site WikiLeaks – atualmente refugiado na embaixada equatoriana em Londres.
A Casa Branca criticou Pequim e Moscou pelo que classificou como "uma escolha deliberada de libertar um fugitivo apesar de um mandado de prisão válido". Já o secretário de Estado americano, John Kerry, disse que "haveria, sem dúvida, algum efeito e impacto sobre o relacionamento e as consequências" das relações diplomáticas entre os EUA e esses países caso seja comprovado que eles permitiram a fuga de Snowden.

Rússia

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, rejeitou as acusações de Washington como "inaceitáveis e sem embasamento".
"Não estamos envolvidos com Snowden de forma alguma, nem em suas relações com a Justiça dos EUA, nem em suas movimentações ao redor do mundo. Ele mesmo escolheu seu itinerário. Ficamos sabendo através da mídia", disse o chanceler Lavrov, insistindo que o Americano nunca cruzou território russo.
Este comentário tem sido interpretado por analistas como um sinal de que Snowden possa estar de fato dentro do aeroporto internacional de Moscou, em trânsito, enquanto aguarda uma resposta do Equador.

China

Pequim tomou posição semelhante, já que o primeiro destino do americano foi Hong Gong, ilha que desde 1997 tem o status de Região Administrativa Especial da China e detém certa autonomia administrativa e econômica.
Pequim responde por sua política externa e de defesa, mas parece ter deixado para a ex-colônia britânica e seu sistema legal o ônus da decisão sobre o ex-funcionário da CIA, no que analistas interpretaram como uma tentativa de evitar o confronto direto com os EUA.
Em editorial, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês teceu duras críticas ao governo americano. "De certa forma, os Estados Unidos deixaram de ser de um ‘modelo de direitos humanos’ para tornarem-se ‘bisbilhoteiros da privacidade pessoal’, os ‘manipuladores’ do poder centralizado sobre a internet internacional, e os insanos ‘invasores’ das redes de outros países", diz o periódico.

Escândalo

A cada parada que Edward Snowden faz tentando escapar de autoridades americanas, abre uma potencial frente de tensões diplomáticas com os Estados Unidos.
Ex-funcionário da CIA - onde trabalhou como técnico em segurança digital - Snowden delatou um sistema secreto de monitoramento de informações pessoais nos quais membros da Agência Nacional de Segurança americana (NSA, na sigla em inglês) teriam acesso direto a servidores de nove grandes empresas de internet, incluindo Google, Microsoft, Facebook, Yahoo, Skype e Apple.
Para escapar de um processo, no início de maio Snowden fugiu do Havaí, onde morava, para Hong Kong - de onde teria denunciado o esquema de espionagem para o jornal britânico The Guardian e o americano Washington Post.
Há alguns dias, o ex-funcionário da CIA permitiu que o Guardian revelasse sua identidade, o que permitiu que uma investigação criminal fosse aberta contra ele na Justiça americana.
Os Estados Unidos oficializaram, então, um pedido de extradição contra Snowden, mas ele conseguiu viajar para Moscou na manhã de domingo e, nesta segunda-feira, o chanceler equatoriano Ricardo Patiño confirmou que teria pedido asilo a seu país.

Tensão

As relações bilaterais entre Washington e Moscou já estão tensionadas por causa das diferenças sobre como proceder em relação ao conflito sírio.
Por isso, não é surpresa que autoridades russas tenham feito declarações indicando uma falta de disposição em colaborar nesse caso, nas quais também citaram a recente aprovação da chamada lei Magnitsky - que congela os ativos de russos acusados de violações aos direitos humanos.
"Os laços (entre os Estados Unidos e a Rússia) estão em um estágio complicado e numa fase como essa, em que um país está tomando medidas hostis em relação ao outro, porque os EUA esperariam qualquer entendimento por parte da Rússia?", disse, segundo a Reuters, Alexei Pushkov, presidente do comitê de política exterior da câmara baixa do Parlamento russo.


De internacional, agência BBC BRASIL

sábado, 23 de março de 2013

EUA pode ampliar centro de detenções de Guantánamo



WASHINGTON - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, disse estar de acordo com uma proposta de construir uma nova prisão dentro do complexo militar norte-americano de Guantánamo, em Cuba, de acordo com a imprensa local. 
O  novo centro de detenção seria destinado a suspeitos de atos de terrorismo que atualmente estão presos nos Estados Unidos aguardando uma decisão judicial. 
A proposta, porém, está em estágio inicial, ao contrário de outros projetos de construir um hospital, um refeitório e um quartel militar no local. As autoridades norte-americanas alegam que a base de Guantánamo foi construída para missões de curto prazo e não se previa que seria usada por tantos anos.
Segundo o site Huffington Post, a nova prisão seria parte do complexo de Guantánamo, apesar das promessas eleitorais do presidente Barack Obama de fechar definitivamente o centro.
...

De agência ANSA, jornal DO BRASIL

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A troca de cérebro por "cabeça oca"




O bom seria se os governos do Brasil e de Cuba pudessem fazer uma permuta de todos os simpatizantes dos regimes e de governos.

O Brasil mandaria para Cuba aqueles manifestantes fizeram a recepcionaram da cubana Yoani Sánchez, blogueira, empunhando seus cartazes com palavras de ordem nada acolhedores.

Em troca o governo de Cuba mandaria, sem qualquer restrição, todos os que querem um país livre, sem opressão, censura, perseguição política e os que sonham em poder se manifestar ou simplesmente expressar opiniões.

Na verdade seria uma troca injusta e desnecessária, pois estes manifestantes que ali estavam, não passam de figuram ou serem unicelulares, que caminham sem rumo ou ideias, ao comando de capatazes e aliciadores que são graciosamente remunerados Camaradas ou sei lá o quê de esquerda, na intenção de se perpetuar com seus privilégios.

De Julio Cunha

Partidários comemoram retorno de Chávez enquanto oposição exige transparência


Caracas, 18 fev (EFE).- O Governo venezuelano e o "chavismo" comemoraram com "felicidade absoluta" o retorno nesta segunda-feira ao país do presidente Hugo Chávez, depois de mais de dois meses em Cuba, enquanto a oposição lhe deu as boas-vindas, mas exigiu maior "transparência" sobre sua doença.

"A transparência é o que convém à Venezuela", destacou em comunicado a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), ao exigir ao Governo que "diga a verdade aos venezuelanos e obedeça à Constituição".

No comunicado, a MUD qualificou de "espetáculo" a forma como o Governo administrou o retorno do presidente, com distintas concentrações populares, e acusou o vice-presidente, Nicolás Maduro, de mentir por insistir que Chávez está "no exercício de suas funções".

A oposição exigiu, além disso, que o Governo "se dedique a fazer seu trabalho e se atreva a dialogar com o país para enfrentar os graves problemas que afetam os venezuelanos e as consequências do pacote de medidas econômicas que adotou", em alusão à desvalorização de 32% do bolívar (moeda local) na semana passada. (...)


De Agência EFE

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Yoani Sánchez lamenta que sua viagem ao Brasil seja notícia



Brasília, 7 fev (EFE).- A blogueira cubana Yoani Sánchez, que se prepara para viajar ao Brasil, disse em entrevista publicada nesta quinta-feira no jornal "Folha de São Paulo" que se entristece pelo fato de sua viagem ser "notícia", pois este fato revela as "anomalias" de Cuba.
Yoani obteve o passaporte no mês passado após entrar em vigor na ilha uma reforma migratória que tornou mais fácil para os cubanos viajarem para o exterior. Anteriormente, era preciso cumprir com uma série de requisitos para sair do país.

De Brasil, Agência EFE

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Em Cuba, Lula elogia caudilho venezuelano


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a viagem que fez a Cuba nesta semana para elogiar publicamente o caudilho venezuelano Hugo Chávez, internado em Havana para tratar de um câncer na região pélvica.  Ao lado do chefe cubano Raúl Castro, irmão e sucessor de Fidel, Lula manifestou sua esperança na cabal recuperação de Chávez. A petistas, Lula disse que está muito confiante no progresso do seu amigo. Segundo o petista, a equipe médica cubana que trata de Chávez lhe garantiu que o chefe bolivariano não corre risco de vida e não está mais em estado grave.


De Felipe Patury, portal revista ÉPOCA

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Chávez está entrando em nova fase do tratamento, diz vice-presidente



CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, que luta em Cuba para se recuperar de sua última cirurgia contra um câncer, está saindo de um complexo processo pós-operatório e ganhando força para uma nova fase de seu tratamento, disse neste domingo o vice-presidente do país, Nicolás Maduro.
Designado por Chávez como seu eventual herdeiro político, Maduro disse que o presidente está sendo informado sobre o que acontece na Venezuela e que está de bom humor, mas alertou que os detalhes sobre sua saúde serão divulgados através dos meios oficiais.
"Nós sempre somos otimistas de que mais cedo do que mais tarde teremos o presidente aqui conosco", disse Maduro em entrevista à emissora Televén, garantindo que o ânimo de Chávez é "o da vitória".
Chávez, que durante a maior parte de seus 14 anos no poder manteve uma presença constante diante dos venezuelanos, não é visto em público desde que foi operado em 11 de dezembro em Cuba, na quarta cirurgia desde que teve detectado um tumor na região pélvica há um ano e meio.
Embora seu estado de saúde esteja melhorando, de acordo com o governo, seus funcionários reconheceram que Chávez sofreu várias complicações depois da cirurgia de dezembro.
"Chávez está saindo desta primeira etapa tão complexa e difícil, que nos levou a ciclos bastante angustiantes. Mas sempre dissemos a verdade ao povo, ele está se estabilizando em todas as áreas, o funcionamento de seus órgãos, tem plena consciência e está com cada vez mais força vital para entrar na segunda fase, que será anunciada pelos meios oficiais", disse Maduro.
Os aliados do presidente venezuelano asseguram que Chávez segue dando as ordens desde a cama de hospital em que está, mas os líderes da oposição elevam cada vez mais o tom das críticas contra o que classificam de paralisia política, gerada pela renúncia por parte dos altos funcionários em tomar decisões na ausência do presidente.
Se Chávez tiver que deixar o poder ou morrer, novas eleições devem ser convocadas em 30 dias e Maduro seria o candidato do chavismo.

De Pablo Garibian e Daniel Wallis,Portal REUTERS BRASIL

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Lula vai a Cuba para tratar memória

O procurador geral Roberto Gurgel investigará as sinapses do ex-presidente

HAVANA - Acompanhado de Marisa Letícia, Luiz Inácio da Silva chegou ontem a Cuba para tratar um problema crônico de amnésia. "Estou preocupada", confessou dona Marisa. "Lula frequentemente esquece que não é mais presidente do Brasil. Tem acontecido com uma intensidade cada vez maior", desabafou após um longo suspiro. "Além disso, não lembra de nomes, datas importantes, uma porção de coisas", lembrou.
Com sinais aparentes de fadiga, Lula apresentou indícios de que a disfunção tem trazido efeitos colaterais. "Tenho também a sensação cada vez mais frequente de que estou sendo vigiado. Por vezes, até perseguido. Mas não lembro a razão", disse o ex-presidente em exercício, olhando de soslaio para os lados.

Solidário, Fidel Castro contou que passou décadas sofrendo o mesmo mal e arriscou um diagnóstico: "Hay que olvidarse, sin perder la ternura jamás".

De The Herald, Revista PIAUÍ


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Chávez sofre insuficiência respiratória, diz governo venezuelano



CARACAS, 4 Jan (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sofre de insuficiência respiratória como consequência da infecção pulmonar "grave" que o atingiu, afirmou na quinta-feira o governo venezuelano, em uma nova complicação depois da operação a que foi submetido há três semanas em Cuba para tratar um câncer que ameaça tirá-lo do poder.
Chávez, de 58 anos, não tem sido visto ou ouvido em público desde que viajou para Cuba para a operação e tem enfrentado vários problemas pós-operatórios nos pulmões e em consequência de uma hemorragia, que já foi controlada.
"Depois da delicada cirurgia em 11 de dezembro, o comandante Chávez tem enfrentado complicações como consequência de uma grave infecção pulmonar", disse o ministro da Comunicação, Ernesto Villegas, lendo um comunicado oficial no palácio do governo, em Caracas. (...)

De Diego Ore, REUTERS Online