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sábado, 5 de agosto de 2017
Kremlin concorda com Trump sobre perigo da tensão entre Rússia e EUA
O Kremlin concordou nesta sexta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o perigo que representa a ausência de cooperação entre ambos países após o novo rodízio de sanções adotadas por Washington contra Moscou.
"Compartilhamos plenamente sua opinião. O perigo radica na falta de interação e cooperação naqueles assuntos que são vitais para os dois países", disse Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, à imprensa.
Além disso, o porta-voz voltou a tachar o denominado "Russiangate" de "completamente absurdo e infundado"...
De Agência EFE
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Putin ordena liquidar todos os responsáveis por atentado contra avião russo
"O presidente encomendou aos serviços especiais que tomem todas as medidas para identificar todos que tiveram a ver com esse terrível atentado, buscar essas pessoas por todo o mundo, sem levar em conta sua localização ou o tempo que isso levará, e exterminá-los todos", disse Peskov aos jornalistas russos.
Questionado se a Rússia recorrerá a operações especiais com suas forças de elite em outros países, o porta-voz afirmou que "a Rússia não hesitará em fazer uso do artigo 51 do Estatuto das Nações Unidas, que regula o direito dos Estados à própria defesa, ao iniciar todas suas ações na luta contra o terrorismo, em estrito cumprimento das normas e dos princípios do direito internacional".
Mas, por enquanto, Peskov descartou o envio de tropas terrestres à Síria para lutar corpo a corpo contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI)...
De internacional, EFE
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segunda-feira, 26 de maio de 2014
Boca de urna indica vitória de Poroshenko na Ucrânia
KIEV — Após uma votação tranquila na maior parte do país e o boicote em regiões do Leste, pesquisa de boca de urna indica que o magnata do setor alimentício Petro Poroshenko venceu as eleições presidenciais da Ucrânia. Ele teria recebido mais de 55,9% dos votos.
Poroshenko era apontado como favorito, e algumas pesquisas de opinião já indicavam que ele podia sair vencedor já no primeiro turno. Ele foi o único magnata ucraniano a apoiar rapidamente o levante contra Yanukovich, e seu canal de TV se dedicou inteiramente à cobertura dos protestos. Ex-ministro das Relações Exteriores e da Economia, ele é dono da cadeia de confeitarias Roshen que lhe valeram o apelido de Rei do Chocolate.
Segundo a pesquisa, conduzida por um consórcio da Iniciativa Democrática, o Instituto Internacional de Sociologia de Kiev e o Centro Ucraniano de Pesquisa Econômica e Política Razumkov, Poroshenko foi seguido pela ex-premier Yulia Tymoshenko, com apenas 12,9% dos votos. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos.
Na Crimeia, anexada pela Rússia em março, não houve votação. Nas regiões de Donestk e Luhansk, autodeclaradas independentes em referendo realizado em 11 de maio, apenas nove das 34 estações de voto funcionaram...
De mundo, O GLOBO
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
Rússia e China evitam que ONU condene testes de míssil iraniano
NAÇÕES UNIDAS - Uma comissão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) está dividida sobre se os testes de mísseis do Irã no ano passado violaram as sanções impostas a Teerã por causa de seus programas nuclear e de mísseis balísticos, afirmou o enviado da Austrália na organização nesta segunda-feira.
Essa divisão efetivamente impede qualquer ampliação das sanções contra Teerã em relação aos testes no momento, disseram enviados da ONU sob condição de anonimato.
Diplomatas disseram que foi a Rússia, apoiada pela China, que se recusou a declarar o lançamento de mísseis de Teerã uma violação das restrições da ONU, como um Painel de Especialistas da ONU disse que era o caso.
O impasse no comitê de sanções contra o Irã, que é composto por todos os 15 membros do Conselho de Segurança, destaca as dificuldades que potências ocidentais enfrentam para convencer Rússia e China a pressionar Teerã a suspender seu programa nuclear e de mísseis.
O Irã rejeita as alegações dos Estados Unidos, das potências europeias e de seus aliados de que esteja desenvolvendo armas nucleares e diz que as sanções da ONU contra o país são ilegais.
De Louis Charbonneau, REUTERS BRASIL
terça-feira, 25 de junho de 2013
Rússia e China negam ajudar ex-técnico da CIA
A polêmica ganhou novo fôlego na segunda-feira, quando jornalistas constataram que Snowden, que tinha comprado uma passagem em um voo da companhia aérea russa Aeroflot de Moscou para Havana, em Cuba, não estava no avião.
Acredita-se que ele pretenda fazer o trajeto Moscou-Havana-Caracas, até chegar à capital do Equador, Quito, tão logo receba a luz verde do governo equatoriano, que já concedeu asilo político a Julian Assange, criador do site WikiLeaks – atualmente refugiado na embaixada equatoriana em Londres.
A Casa Branca criticou Pequim e Moscou pelo que classificou como "uma escolha deliberada de libertar um fugitivo apesar de um mandado de prisão válido". Já o secretário de Estado americano, John Kerry, disse que "haveria, sem dúvida, algum efeito e impacto sobre o relacionamento e as consequências" das relações diplomáticas entre os EUA e esses países caso seja comprovado que eles permitiram a fuga de Snowden.
Rússia
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, rejeitou as acusações de Washington como "inaceitáveis e sem embasamento".
"Não estamos envolvidos com Snowden de forma alguma, nem em suas relações com a Justiça dos EUA, nem em suas movimentações ao redor do mundo. Ele mesmo escolheu seu itinerário. Ficamos sabendo através da mídia", disse o chanceler Lavrov, insistindo que o Americano nunca cruzou território russo.
Este comentário tem sido interpretado por analistas como um sinal de que Snowden possa estar de fato dentro do aeroporto internacional de Moscou, em trânsito, enquanto aguarda uma resposta do Equador.
China
Pequim tomou posição semelhante, já que o primeiro destino do americano foi Hong Gong, ilha que desde 1997 tem o status de Região Administrativa Especial da China e detém certa autonomia administrativa e econômica.
Pequim responde por sua política externa e de defesa, mas parece ter deixado para a ex-colônia britânica e seu sistema legal o ônus da decisão sobre o ex-funcionário da CIA, no que analistas interpretaram como uma tentativa de evitar o confronto direto com os EUA.
Em editorial, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês teceu duras críticas ao governo americano. "De certa forma, os Estados Unidos deixaram de ser de um ‘modelo de direitos humanos’ para tornarem-se ‘bisbilhoteiros da privacidade pessoal’, os ‘manipuladores’ do poder centralizado sobre a internet internacional, e os insanos ‘invasores’ das redes de outros países", diz o periódico.
Escândalo
A cada parada que Edward Snowden faz tentando escapar de autoridades americanas, abre uma potencial frente de tensões diplomáticas com os Estados Unidos.
Ex-funcionário da CIA - onde trabalhou como técnico em segurança digital - Snowden delatou um sistema secreto de monitoramento de informações pessoais nos quais membros da Agência Nacional de Segurança americana (NSA, na sigla em inglês) teriam acesso direto a servidores de nove grandes empresas de internet, incluindo Google, Microsoft, Facebook, Yahoo, Skype e Apple.
Para escapar de um processo, no início de maio Snowden fugiu do Havaí, onde morava, para Hong Kong - de onde teria denunciado o esquema de espionagem para o jornal britânico The Guardian e o americano Washington Post.
Há alguns dias, o ex-funcionário da CIA permitiu que o Guardian revelasse sua identidade, o que permitiu que uma investigação criminal fosse aberta contra ele na Justiça americana.
Os Estados Unidos oficializaram, então, um pedido de extradição contra Snowden, mas ele conseguiu viajar para Moscou na manhã de domingo e, nesta segunda-feira, o chanceler equatoriano Ricardo Patiño confirmou que teria pedido asilo a seu país.
Tensão
As relações bilaterais entre Washington e Moscou já estão tensionadas por causa das diferenças sobre como proceder em relação ao conflito sírio.
Por isso, não é surpresa que autoridades russas tenham feito declarações indicando uma falta de disposição em colaborar nesse caso, nas quais também citaram a recente aprovação da chamada lei Magnitsky - que congela os ativos de russos acusados de violações aos direitos humanos.
"Os laços (entre os Estados Unidos e a Rússia) estão em um estágio complicado e numa fase como essa, em que um país está tomando medidas hostis em relação ao outro, porque os EUA esperariam qualquer entendimento por parte da Rússia?", disse, segundo a Reuters, Alexei Pushkov, presidente do comitê de política exterior da câmara baixa do Parlamento russo.
De internacional, agência BBC BRASIL
terça-feira, 11 de junho de 2013
Rússia pode avaliar asilo a norte-americano que revelou espionagem
MOSCOU (Reuters) - A Rússia pode considerar conceder asilo ao norte-americano que expôs os programas secretos de vigilância do governo dos Estados Unidos, se ele solicitar, disse um porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, nesta terça-feira.
O porta-voz Dmitry Peskov não chegou a dizer que Moscou aceitaria Edward Snowden, mas parlamentares pró-Kremlin manifestaram-se a favor da ideia, relembrando a rivalidade da Guerra Fria com os Estados Unidos e uma veia do sentimento antiamericano que Putin muitas vezes incentiva.
"Prometendo asilo a Snowden, Moscou toma para si a defesa de pessoas perseguidas por motivos políticos", disse Alexei Pushkov, presidente da comissão de assuntos internacionais da câmara baixa do Parlamento, no Twitter. "Haverá histeria nos Estados Unidos. Eles reconhecem isso como um direito deles sozinhos", acrescentou.
Putin e outras autoridades russas frequentemente acusam os Estados Unidos de hipocrisia, dizendo que Washington tenta impor normas de direitos humanos, liberdade e democracia em outras nações, mas não cumpre com essas obrigações internamente.
Snowden, que forneceu as informações para jornais que revelaram um amplo esquema de monitoramento telefônico e da Internet pelo governo dos EUA, fugiu para Hong Kong e disse que espera receber asilo da Islândia.
Não se tem conhecimento que ele tenha cogitado pedir asilo à Rússia, mas Peskov disse que o país está aberto a um pedido de Snowden, de acordo com o jornal russo Kommersant.
Questionado pela Reuters se a Rússia estaria inclinada a conceder asilo, o porta-voz disse: "É impossível (dizer) agora. Ninguém pediu ainda. Se ele disser: "Eu peço (asilo político), então vamos considerar."
De agência REUTERS BRASIL
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
Rússia bloqueará carnes de Canadá e México a partir de 8 de abril
MOSCOU - A Rússia planeja banir as importações de carnes da maior parte dos fornecedores do Canadá e do México a partir de 8 de abril, em função de preocupações sobre o uso do aditivo ractopamina, disse nesta sexta-feira um porta-voz do serviço veterinário e fitossanitário do país.
"Mais de 50 por cento das empresas canadenses serão excluídas da lista de fornecedores", disse Alexei Alekseenko.
O país também planeja bloquear cerca de 80 por cento das importações de carnes do México também a partir de 8 de abril, disse a agência de notícias Interfax, citando o chefe do serviço veterinário, Sergei Dankvert.
Alekseenko disse que não poderia comentar sobre o bloqueio aos fornecedores mexicanos.
A Rússia, que baniu importações de carnes dos Estados Unidos, em fevereiro por conta de temores sobre aditivos, está atualmente importando carnes principalmente do Brasil e do Canadá, disse Alekseenko, em outra entrevista, no início da semana.
A ractopamina é utilizada como um estimulante de crescimento na engorda dos animais, e está proibida em alguns países por temores de que resíduos poderiam permanecer na carne e causar problemas de saúde, apesar de evidências científicas de que o aditivo é de uso seguro.
De Polina Devitt, agencia REUTERS BRASIL
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