Mostrando postagens com marcador queda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador queda. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Venda de veículos novos tem maior queda desde 2007, aponta Fenabrave


As vendas de veículos novos caíram 26,5% em 2015, quando foram comercializadas 2,5 milhões de unidades, o pior dado desde 2007, informou nesta quarta-feira a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O setor automobilístico brasileiro, imerso em uma crise, encadeou sua terceira queda anual consecutiva e, de acordo com as previsões da Fenabrave, se contrairá cerca de 6% neste ano.

Segundo os dados da Federação, pela primeira vez desde 2009, as vendas se situaram abaixo de 3 milhões de unidades anuais, o que representa o pior resultado desde 2007, quando foram comercializados 2,46 milhões de veículos.
...
"A crise política agravou a delicada situação econômica que o país atravessa", recalcou Assumpção durante uma entrevista coletiva em São Paulo.

Neste sentido, o executivo lembrou que a diminuição das vendas esteve também motivada pela forte desvalorização do real -48,3% em 2015- e o aumento dos números de desemprego...

De automóveis, EFE

domingo, 3 de janeiro de 2016

Revista 'Economist' coloca Brasil na capa e alerta para ano desastroso


RIO ­ A tradicional revista britânica “The Economist” escolheu a crise brasileira como tema de sua primeira capa de 2016. Com o título de “Queda do Brasil” e uma foto da presidente Dilma Rousseff de cabeça baixa, a capa alerta para “ano desastroso” à frente. Em vez do clima de euforia que seria de se esperar no início de 2016 por causa da realização das Olimpíadas, aponta a revista, o Brasil enfrenta “um desastre político e econômico”.

No texto, a revista cita a perda do grau de investimento pela agência de classificação de risco Fitch Ratings e a saída do governo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, menos de um ano após assumir o cargo. A previsão de que a economia brasileira encolha até 2,5% ou 3% no ano que vem também é citada. “Até a Rússia vai crescer mais do que isso”, destaca.

Os problemas na esfera política são outro destaque da reportagem, que lembra que o governo tem sido desacreditado por causa do escândalo de corrupção em torno da Petrobras. E que a presidente Dilma, acusada de esconder o tamanho do déficit orçamentário, enfrenta um processo de impeachment no Congresso. 

“Economist” ressalta que, como o B do BRICS, o Brasil “supostamente deveria estar na vanguarda do crescimento das economias emergentes. Em vez disso, enfrenta uma turbulência política e, talvez, um retorno à inflação galopante”. Segundo a publicação, “somente escolhas difíceis podem colocar o país de volta ao curso, mas, no momento, a presidente Dilma não parece ter estômago para isso”. 

A revista aponta que o “sofrimento do Brasil”, como o das demais economias emergentes, se deve em parte à queda dos preços das commodities globais. Fora isso, o déficit fiscal aumentou de 2% do PIB, em 2010, para 10%, em 2015. 

De Agência O Globo, VALOR ECONÔMICO

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Putin ordena liquidar todos os responsáveis por atentado contra avião russo


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou localizar e liquidar todos os responsáveis pelo atentado terrorista contra o Airbus russo que caiu no Egito e matou 224 pessoas, informou nesta terça-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"O presidente encomendou aos serviços especiais que tomem todas as medidas para identificar todos que tiveram a ver com esse terrível atentado, buscar essas pessoas por todo o mundo, sem levar em conta sua localização ou o tempo que isso levará, e exterminá-los todos", disse Peskov aos jornalistas russos.

Questionado se a Rússia recorrerá a operações especiais com suas forças de elite em outros países, o porta-voz afirmou que "a Rússia não hesitará em fazer uso do artigo 51 do Estatuto das Nações Unidas, que regula o direito dos Estados à própria defesa, ao iniciar todas suas ações na luta contra o terrorismo, em estrito cumprimento das normas e dos princípios do direito internacional".

Mas, por enquanto, Peskov descartou o envio de tropas terrestres à Síria para lutar corpo a corpo contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI)...

De internacional, EFE

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Quem manda mais no presidencialismo: presidente ou Congresso?



Nas últimas semanas, a queda de braço com o Congresso Nacional vem impedindo o governo de conseguir aprovar suas propostas ou manter seus vetos a legislações aprovadas.

Na disputa mais recente, envolvendo a renegociação das dívidas dos Estados e municípios com a União, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), deu um recado claro: "A palavra final será do Congresso Nacional", disse, na semana passada.

A Câmara dos Deputados, liderada pelo também peemedebista Eduardo Cunha, já aprovou um projeto de lei que obriga o governo a trocar os indexadores que corrigem as dívidas (o que na prática aliviará os débitos) em até 30 dias. Se passar pelo Senado, o projeto poderia ser vetado pela presidente Dilma Rousseff ─ mas o Congresso tem o poder de depois derrubar o veto, e foi justamente o que Calheiros garantiu que fará.

Para resolver o impasse, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negociou um acordo com os senadores, adiando a troca dos indexadores para 2016.

Mas afinal, quem manda mais no regime presidencialista, o poder Legislativo ou o poder Executivo? Quem de fato tem o poder final de decidir?

Formalmente, o Congresso dá a última palavra, já que pode derrubar os vetos da Presidência. Mas na prática, dizem cientistas políticos, o que determina quem tem mais poder é a conjuntura política ─ e no momento ela está bem desfavorável para Dilma, que enfrenta denúncias de corrupção na Petrobras e baixo crescimento econômico...

De Mariana Schreiber e João Fellet, BBC

terça-feira, 23 de abril de 2013

Cepal reduz projeção de expansão do PIB do Brasil para 3% em 2013



A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano de 4% para 3%. A estimativa consta no Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe, divulgado nesta terça-feira pelo organismo das Nações Unidas.
A nova projeção está em linha com a expectativa do Banco Central (BC), que espera que a economia brasileira cresça 3,1% em 2013. Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) também revisou para baixo a projeção de crescimento do Brasil neste ano, de 3,5% para 3%.
O conjunto dos países da América Latina e do Caribe deve crescer acima da média brasileira, 3,5%, ante estimativa anterior de 3,8%, divulgada no fim do ano passado, informou a Cepal.
A revisão se deve à manutenção da incerteza sobre o futuro da economia internacional, ao baixo dinamismo das economias desenvolvidas e à recuperação menos dinâmica que a prevista na Argentina e no Brasil.
Mesmo assim, o organismo espera uma retomada de crescimento nesses dois países, devido à recuperação da atividade agrícola e do investimento, que registraram quedas em 2012. A projeção de crescimento do PIB argentino em 2013 também foi reduzida de 3,9% para 3,5%.
O Paraguai vai liderar a expansão neste ano, com crescimento esperado de 10%, seguido pelo Panamá (8%), Peru (6%) e Haiti (6%). Bolívia, Chile e Nicarágua devem crescer 5%; Colômbia, 4,5% e Uruguai, 3,8%.  O Brasil aparece na 21ª posição de estimativas de crescimento neste ano.
Desempenho em 2012
No ano passado, a economia da América Latina e do Caribe cresceu 3%, calcula a Cepal. O resultado foi afetado por uma menor expansão da economia mundial, pela desaceleração do crescimento da China e pelo lento crescimento dos Estados Unidos, observou o organismo das Nações Unidas.
Na divisão por regiões, a América do Sul cresceu 2,5%, ante projeção de 2,7%; a América Central teve expansão média de 4,3%, superior à estimativa de 4,2%; e o Caribe, 0,9%, ante 1,1%. O PIB brasileiro cresceu 0,9% em 2012 na comparação com 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o conjunto dos países da América Latina e do Caribe era estimado um crescimento ligeiramente superior, de 3,1%.
A Cepal analisa que uma das molas propulsoras do crescimento desses países foi a demanda interna, graças ao bom desempenho dos indicadores do mercado de trabalho, da expansão do crédito para as famílias e, no caso da América Central e do Caribe, do aumento da remessa de emigrantes para esses países.
Os setores que tiveram maior crescimento na região foram comércio, construção e serviços financeiros. O baixo crescimento mundial afetou o comércio exterior dos países da América Latina e do Caribe. O valor das exportações aumentou somente 1,6% em 2012, ante 23,9% no ano anterior. O valor das importações também caiu de alta de 22,3% em 2011 para expansão de 4,3% no ano passado.
Ainda de acordo com a Cepal, a inflação média dos países da América Latina e do Caribe fechou 2012 em 5,6%, ante 6,8% registrados em 2011. A inflação brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampl o (IPCA) fechou 2012 em 5,84%, segundo o IBGE, ante 6,5% de 2011.
Segundo o organismo, a taxa de desemprego urbano registrou uma nova queda na região no ano passado, de 6,7% para 6,4%, alcançando um novo piso para as últimas duas décadas. A Cepal estima que o número absoluto de desempregados foi reduzido em 2012 para 400 mil. Entretanto, estima a instituição, 15 milhões de pessoas estão buscando empregado nas zonas urbanas da região.


De jornal VALOR ECONÔMICO

quinta-feira, 21 de março de 2013

Brahma encerra operações na Venezuela


SÃO PAULO - A Brahma Venezuela, empresa brasileira que iniciou as atividades em 1995, informou que em 18 de março iniciou o processo para a interrupção das operações no país, diz matéria do jornal “El Mundo”, de Caracas.

A empresa indicou em carta que se encontra em uma situação inviável e não tem outra alternativa senão fechar a subsidiária.
“Chegamos  aqui depois de uma queda prolongada e sustentável das vendas de nossos produtos, que nos impediu, nos últimos anos, de realizar os investimentos necessários em nossa fábrica de Barquisimeto. A isto se junta o consistente crescimento de custos operacionais e um ambiente extremamente complexo para a indústria cervejeira”, diz a empresa no texto, segundo o “El Mundo.”
A Brahma Venezuela garantiu que “cumprirá todas as exigências que as leis venezuelanas estabelecem, especialmente e em primeiro lugar as que se referem os direitos trabalhistas dos funcionários.”
Posição oficial
A cervejaria confirmou o encerramento das atividades na Venezuela através de nota e não explicou as razões que motivaram a decisão nem o número de funcionários que serão demitidos.
Em 2010, a Ambev firmou uma aliança estratégica com a Cervercería Regional e, como resultado, detém uma participação minoritária da empresa.
Através dessa associação continuará presente na Venezuela por meio da comercialização dos seus produtos feita pela Cervercería Regional.
A cervejaria chegou à Venezuela em 1994, quando a Brahma adquiriu a Cervecera Nacional. Esta operação marcou o início da expansão internacional de Cervejaria Brahma. Cinco anos depois, em 1999, a Brahma se fundiu à concorrente Cervejaria Antartica, criando a Ambev, que detém cerca de 70% do mercado brasileiro de cervejas.



De Tatiane Bortolozi, jornal VALOR ECONÔMICO