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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Para onde vai o PMDB?


"Não vai sair, não vai sair", respondeu o vice-presidente Michel Temer nesta terça-feira após jornalista perguntar se o PMDB vai deixar o governo Dilma Rousseff e lançar candidato próprio à presidente nas próximas eleições.

“2018 só em 2018”, disse ainda, indicando que essa não é uma decisão para agora.

As declarações foram dadas após seu discurso no congresso que a Fundação Ulysses Guimarães, braço de estudos do partido, realiza hoje em Brasília.

O evento, antes previsto para setembro – com potencial para causar forte ruído entre PMDB e o governo Dilma Rousseff –, foi esvaziado e adiado para agora. Ainda assim, oposicionistas declarados à aliança com o PT discursaram pela manhã cobrando o fim da parceria.

"O impeachment ou não impeachment não depende da gente, mas tem algo que depende. Não é o afastamento da Dilma Rousseff da Presidência da República, mas o afastamento do PMDB dela, para que possamos construir um partido que tenha discurso", disse o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

A discussão sobre o desembarque deve ganhar novo destaque em março, quando o partido fará sua Convenção Nacional. Alguns acreditam que as eleições municipais do ano que vem seriam um momento oportuno para romper a aliança com o PT, desgastada pelo escândalo de corrupção na Petrobras e pela baixa popularidade da gestão Dilma...

De política, BBC BRASIL

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Quem manda mais no presidencialismo: presidente ou Congresso?



Nas últimas semanas, a queda de braço com o Congresso Nacional vem impedindo o governo de conseguir aprovar suas propostas ou manter seus vetos a legislações aprovadas.

Na disputa mais recente, envolvendo a renegociação das dívidas dos Estados e municípios com a União, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), deu um recado claro: "A palavra final será do Congresso Nacional", disse, na semana passada.

A Câmara dos Deputados, liderada pelo também peemedebista Eduardo Cunha, já aprovou um projeto de lei que obriga o governo a trocar os indexadores que corrigem as dívidas (o que na prática aliviará os débitos) em até 30 dias. Se passar pelo Senado, o projeto poderia ser vetado pela presidente Dilma Rousseff ─ mas o Congresso tem o poder de depois derrubar o veto, e foi justamente o que Calheiros garantiu que fará.

Para resolver o impasse, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negociou um acordo com os senadores, adiando a troca dos indexadores para 2016.

Mas afinal, quem manda mais no regime presidencialista, o poder Legislativo ou o poder Executivo? Quem de fato tem o poder final de decidir?

Formalmente, o Congresso dá a última palavra, já que pode derrubar os vetos da Presidência. Mas na prática, dizem cientistas políticos, o que determina quem tem mais poder é a conjuntura política ─ e no momento ela está bem desfavorável para Dilma, que enfrenta denúncias de corrupção na Petrobras e baixo crescimento econômico...

De Mariana Schreiber e João Fellet, BBC

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Congresso dos EUA aprova sanções contra a Venezuela


O Congresso dos Estados Unidos finalizou o processo de aprovação de um projeto que impõe sanções contra funcionários do governo da Venezuela por violações dos direitos humanos durante as manifestações do início deste ano.

Na noite desta quarta, a Câmara dos Deputados votou a proposta, que já havia passado pelo Senado na segunda-feira. O texto proíbe a entrada nos Estados Unidos dos responsáveis pela repressão aos manifestantes e bloqueia seus bens no território americano. O projeto agora segue para sanção do presidente Barack Obama, que deve assinar o texto, como sinalizou a Casa Branca.

A votação envia aos venezuelanos um "forte sinal" de que "o Congresso americano escuta, vê e sente seu sofrimento", disse a deputada republicana Ileana Ros-Lehtinen, que apresentou o projeto à Câmara. “O povo da Venezuela pediu ajuda aos Estados Unidos e a todas as nações responsáveis para protegê-lo da brutalidade do regime de [Nicolás] Maduro, a marionete de Cuba”, salientou, conforme declaração reproduzida pelo jornal espanhol El País. “Os Estados Unidos não podem ignorar suas responsabilidades, devemos ser a voz dos silenciados pelos regimes opressões”...

De direitos humanos, VEJA

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Conflagrado, Congresso vai decidir se aceita alterar meta de superávit


O governo tem que enviar ao Congresso o pedido para não cumprir a meta de economizar 1,9% do PIB, objetivo que ele próprio estabeleceu. Será preciso estabelecer um novo compromisso para os parlamentares alterarem a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014. O governo terá de mostrar como vai fazer para evitar ao menos o déficit primário no ano. Em nove meses, o governo central gastou R$ 19,5 bi a mais do que arrecadou, antes mesmo de pagar os juros da dívida. O dinheiro que enviamos ao governo em impostos não está sendo suficiente para pagar as contas do mês.

Não há mais espaço para novos erros. A nova meta tem que ser cumprida. A LDO determina que o objetivo tem que ser cumprido e será alterada se o Congresso permitir. Se os parlamentares não aprovarem, o Governo desrespeitará a LDO. Vem por aí um esforço enorme para convencer os congressista.

Tem que mandar rápido para negociar. O Congresso, por força do tempo parado durante a eleição, tem muitas matérias para tratar até o fim do ano, inclusive o orçamento de 2015. O clima político também está pesado. O prazo é 22 de dezembro. Na semana seguinte o Congresso deve parar.

Não é o único caso em que o governo está na mão do Congresso, há outras pautas importantes. O PMDB tem líderes ressentidos. O mais notório é o presidente da Câmara, Henrique Alves, que coloca a culpa de sua derrota na participação de Lula na eleição potiguar, em que foi candidato a governador.

É nesse contexto conflagrado, cheio de demandas e interesses, que o governo terá de negociar com o Congresso.

De Miriam Leitão, O GLOBO
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Salário de parlamentar no Brasil é maior do que na Alemanha e no Japão

Um levantamento realizado pela revista britânica The Economist colocou os parlamentares brasileiros na vergonhosa quinta posição de um ranking que analisou os gastos absolutos e proporcionais com salários de parlamentares. Ao todo, 29 países foram analisados. Em valores absolutos, segundo a revista, um congressista brasileiro custa 157 000 dólares anuais, salário que ultrapassa os pagos em estados ricos como a Alemanha, a França e o Japão.
Hoje, os congressistas brasileiros ganham 26 723,13 reais por mês, além de outros benefícios. 
Proporção - A quinta posição pode ser considerada mais grave. O impacto dos gastos de Estados Unidos, Austrália, Itália – que aparecem à frente do Brasil em salários absolutos – é menor em relação ao Produto Interno Bruto per capita do país. Ou seja, eles gastam mais, mas o país é mais rico e pode pagar essa diferença.
Nesses termos proporcionais, o Brasil registra um novo vexame: a sexta posição. Segundo o ranking, deputados e senadores brasileiros ganham em média treze vezes mais que o PIB per capita do país. Desta vez, os números colocam o Brasil à frente de superpotências como os Estados Unidos. Na França, por exemplo, o salário de um parlamentar é duas vezes superior ao PIB per capita. 
O Brasil só parece bem na comparação com países como a Nigéria (onde os parlamentares ganham 116 vezes o PIB per capita do país) e o Quênia (76 vezes). Na última posição está a Noruega, que paga salários próximos ao PIB per capita do país...

De congresso, VEJA

terça-feira, 25 de junho de 2013

Renan Calheiros anuncia pauta e sugere que governo reduza número de ministérios

BRASÍLIA - Um dia depois de a presidente Dilma Rousseff propor um pacto para o país sem consultar o Congresso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou, nesta terça-feira, uma pauta a ser votada pelo Senado nos próximos 15 dias, que inclui, por exemplo, utilizar recursos dos royalties do petróleo para financiar passe livre para estudantes no transporte público. Ele sugeriu ainda que o governo federal reduza o número de ministérios - atualmente são 39 - e invista esse dinheiro em saúde, educação e segurança pública. Renan disse ainda que irá apresentar uma proposta para implantar o passe livre para estudantes.

- Também somos favoráveis a qualquer decisão para reduzir o número de ministérios, para que recursos sejam direcionados para educação, saúde e segurança pública - afirmou Renan, em discurso no plenário do Senado.

Segundo Renan, o Senado só entrará em recesso depois que votar a pauta.

Depois de consultar líderes da base aliada e da oposição, Renan anunciou que o Senado incluirá dois pactos aos anunciados por Dilma: o da segurança pública e o pacto federativo, para que estados e municípios recuperem sua capacidade de investimento. A concentração de riquezas na União é uma crítica recorrente de governadores e prefeitos.

- Iremos ajudar ativamente a implementar os pactos apresentados pela presidente Dilma à nação.
Talvez não tenha havido tempo de consultar o Congresso, mas mesmo assim vamos cooperar.


De Fernanda Krakovics, jornal o GLOBO

terça-feira, 4 de junho de 2013

Para acalmar Congresso, Dilma promete reduzir envio de MPs

Brasília - A presidente Dilma Rousseff sinalizou a integrantes da cúpula do PMDB que pretende reduzir o envio de propostas de interesse do Executivo ao Congresso por meio de Medidas Provisórias. A decisão é uma tentativa de dar mais autonomia aos parlamentares e acalmar os ânimos da base aliada em conflito com o Palácio do Planalto desde a votação da MP dos Portos, no último dia 16. Dilma recebeu para uma reunião na noite dessa segunda-feira os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o vice-presidente da República, Michel Temer...


De Rrich Decat, agência Estado, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

sábado, 18 de maio de 2013

"O ENIGMA DA ALIANÇA SEM COMPROMISSO"


Nunca antes na história deste País - parafraseando o ex-presidente Lula -, um governo conseguiu tamanha base de sustentação, um arco de alianças partidárias de tal ordem que incorpora mais de 80% dos parlamentares. E mesmo assim, com a quase totalidade do Congresso “em suas mãos”, teoricamente alinhada sob o seu comando, não consegue fazer valer qualquer matéria ou projeto encaminhados para votação naquela casa. Do apoio a um novo código florestal a mudanças na legislação sobre os royalties do petróleo, nada é passível de consenso entre os membros da bancada majoritária. Ao contrário: serve para longas e arrastadas desavenças, que deixam visível o descontentamento com a maneira Dilma de fazer política - sem tapinha nas costas, ignorando os pedidos muitas vezes imorais das siglas, arredia a negociatas rasteiras. O enigma da aliança descompromissada, sem serventia nas horas-chave, se repete rotineiramente como uma sina cruel. E voltou a acontecer de maneira deprimente na semana passada, durante a votação da medida provisória que almeja modernizar os portos do Brasil. O que se viu, mais uma vez, foi o pior de um colegiado consumido pela prática da barganha. A insubordinação, a cobrança escrachada de contrapartidas, o toma lá dá cá ilimitado chocaram o País. Não importa nada além do interesse pessoal de cada político, que se sobrepõe sem constrangimento ao interesse maior da nação. O fisiologismo em larga escala tomou conta e a composição que garantiria a governabilidade está inapelavelmente à mercê da falta de princípios e dos podres projetos eleitoreiros daqueles legisladores. O único ganho visível que o governo parece angariar dessa camarilha é o tempo a mais no horário de campanha política na tevê. Será que uns minutos extras de propaganda valem tamanho desgaste? O custo tem se mostrado demasiadamente alto: distribuição de ministérios e de verbas para saciar um apetite por controle da máquina que não cessa. A presidenta Dilma precisa encarar de vez a realidade e partir para uma nova tática. Os congressistas, em sua maioria, definitivamente não são governistas. Muito menos se importam de estar a serviço do País. Preferem antes chafurdar na lama de lobbies financeiramente mais rentáveis que viabilizam seus planos de poder.


De Carlos José Marques, diretor editorial, revista ISTO É

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Governo tenta votar texto da MP dos Portos e emendas ficam para amanhã



O governo espera votar na nesta segunda-feira pelo menos o texto-base da Medida Provisória (MP) dos Portos e deixar os 28 destaques para terça-feira.
"Temos expectativas de que a votação possa ser concluída até amanhã na Câmara para que o texto vá na sequência ao Senado. Seria um tempo razoável a apreciações por dois dias em cada Casa. O fundamental é aproveitar esses quatro dias para aprová-la", disse a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. O líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), foi na mesma linha: "Queremos votar pelo menos o texto principal hoje".
As declarações foram dadas antes de uma reunião da ministra com líderes da base aliada no Congresso, onde serão definidas estratégias para salvar a MP, que perde a validade na quinta-feira. Ideli minimizou os problemas em torno da aprovação do texto defendido pelo governo e evitou comentar o fato de o PMDB ser o principal partido contrário ao teor da MP. "Isso é normal, legítimo, faz parte da democracia."

De Caio Junqueira, jornal VALOR ECONÔMICO

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Presidente do Congresso venezuelano suspende salários de opositores


CARACAS - O presidente da Assembleia Nacional da Veneuzela, Diosdado Cabello, disse nesta sexta-feira, 26, que suspenderá o pagamento de salários dos deputados de oposição que não reconhecem o presidente Nicolás Maduro. A medida será tomada, também, em conselhos legislativos e câmaras municipais de todo o país.


Cabello começou a retaliar os opositores dois dias após a eleição. No dia 14, Maduro venceu o opositor Henrique Capriles por pouco menos de 2 pontos porcentuais de diferença. A oposição não reconhece a vitória e exige uma auditoria completa dos votos feita pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). O órgão prometeu atender ao pedido, mas ainda não iniciou o processo.
O presidente da Assembleia, vice-presidente do partido Psuv, principal do chavismo, cortou o direito à palavra dos opositores nas sessões parlamentares. Além disso, Cabello destituiu das funções todos os deputados opositores que presidiam comissões na Casa.
A nova medida contra a oposição foi anunciada durante uma viagem do presidente da AN ao Estado de Anzoátegui. "É lógico e coerente. Como vou pagar a um fantasma? Se não trabalham, não podem cobrar, e não trabalham porque não reconhecem Maduro", afirmou.
O parlamentar William Dávila, do partido de oposição Ação Democrática, pediu a Parlamentos do mundo que prestem solidariedade aos deputados venezuelanos "perseguidos" pelo chavismo. Dávila acredita que os atos do presidente da AN são o começo de um processo para "acabar por completo com a autonomia do Poder Legislativo" da Venezuela.
Horas antes do anúncio de Cabello, Capriles havia anunciado que pediria à Justiça a impugnação do processo eleitoral. Em entrevista à emissora de TV Globovisión, o candidato derrotado disse que já reuniu provas para pedir a anulação do pleito.
O opositor admitiu, no entanto, que vê poucas chances de um pedido de impugnação ser aprovado pelo Tribunal Superior de Justiça (TSJ), visto como uma instância aparelhada pelo chavismo. "Não é uma luta 'de hoje para amanhã'", afirmou.
Ameaça. O governo venezuelano voltou a acusar os Estados Unidos de interferência na política venezuelana e articulação de um golpe. O chanceler Elías Jaua disse que a Venezuela reagirá "com reciprocidade" a quaisquer sanções aplicadas pelos americanos. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, já disse que o país prefere esperar uma auditoria eleitoral para reconhecer o presidente.
Maduro, por sua vez, continou ontem a anunciar medidas contra "sabotagens" que, segundo ele, seriam as causas dos repetidos apagões elétricos no país. O presidente já anunciou uma intervenção militar para investigar e impedir os atos dos supostos sabotadores.
"Vamos fazer reformas legais para transformar as penas para sabotagem nas penas mais severas que se possa impor (aos condenados)", afirmou.
Na quinta-feira, um jovem americano foi preso em Caracas sob a acusação de conspirar contra o governo e instigar tumultos após a eleição. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Patrick Ventrell, negou que o detido, Timothy Hallet Tracy, tenha qualquer relação com o governo dos Estados Unidos. Ventrell também disse que Washington ainda espera "mais informações" sobre o caso.

De EFE e REUTERS, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

Clássico entre Congresso e Supremo abrirá o Maracanã

Dilma publicou um decreto submetendo o uso das caxirolas à sua aprovação

RIO DE JANEIRO - Para aplacar as críticas a suas recentes declarações de que o excesso de democracia atrapalha a FIFA, Jérome Valcke anunciou que o Maracanã será reaberto com a tradicional cancha entre deputados do Congresso e ministros do Supremo Tribunal Federal. "A democracia é uma caixinha de surpresas", disse Valcke.

Os capitães das duas equipes revelaram seus esquemas táticos para o clássico. "Votamos esta manhã uma PEC que submete a escalação do Supremo ao Congresso", anunciou o volante José Genoino. "Estou com a pontaria certeira. Farei novamente quatro gols e pedirei liminar no Fantástico", retrucou Lewandowski.

Enquanto fazia embaixadinhas com a Constituição, Henrique Alves anunciou que a Câmara votará a PEC que submeterá as decisões do STF à FIFA ainda esta semana. "De juiz eles entendem", explicou Alves. "Em seguida, faremos uma reforma política para atender às exigências da FIFA. Essa reforma está orçada em R$ 5 bilhões e prevista para ser concluída em dois meses", anunciou.

De The Herald, revista PIAUÍ

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Os governos estrangeiros sempre consideram o Brasil "um país exótico", e agora entregue as raposas


Raposas cuidam do galinheiro em Congresso do Brasil, diz FT

O jornal britânico Financial Times afirma que no Congresso brasileiro 'a raposa está frequentemente cuidando do galinheiro'.

Entre as supostas ''raposas'' citadas pelo diário, estão o deputado e pastor evangélico, Marco Feliciano, que preside a Comissão de Direitos Humanos do Congresso e que fez uma série de comentários racistas e homofóbicos, o novo presidente da Comissão de Finanças e Tributação, João Magalhães, que está respondendo a processo no STF que o acusa de corrupção, os petistas José Genoino e João Paulo Cunha, condenados no processo do mensalão e que integram a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e Blairo Maggi, atual líder da Comissão do Senado para o Meio Ambiente e um dos maiores produtores mundiais de soja.

Segundo o jornal, o Congresso 'é refém de diversos grupos de interesse que podem mudar suas alianças a qualquer momento'.

De acordo com o Financial Times , as comissões brasileiras, ainda que sem dispor de um poder remotamente comparável ao das comissões do Congresso americano, ''são simbólicas dos poderosos grupos de interesse que atuam na política brasileira, comuns a todos os partidos'.

É por esse motivo, acrescenta o jornal, 'que os presidentes brasileiros normalmente tentam incluir o máximo possível de partidos em seus ministérios''.

Mas o diário comenta que ainda assim a presidente Dilma Rousseff não consegue assegurar 'a lealdade do Congresso'.

O diário lista como derrotas da presidente no Congresso, a tentativa de aprovar um 'Código Florestal mais simpático ao meio ambiente'', que acabou sendo frustrada pelo bloco ruralista, e a ''batalha que ela perdeu'' pela distribuição igualitária de royalties do petróleo entre os Estados, com 'os congressitas votando de acordo com suas interesses regionais'.


De agência BBC BRASIL, portal MSN NOTÍCIAS

sexta-feira, 15 de março de 2013

China nomeia Li Keqiang como novo primeiro-ministro


PEQUIM - Os parlamentares chineses escolheram formalmente Li Keqiang como novo primeiro-ministro do país nesta sexta-feira, colocando um burocrata com fluência em inglês no comando da segunda maior economia do mundo, com o objetivo de reavivar o crescimento por meio de uma expansão liderada pelo consumo.
A maior parte do Congresso Nacional do Povo, como esperado, escolheu Li, de 57 anos, para substituir Wen Jiabao.
Cerca de 3.000 delegados reunidos no Grande Salão do Povo, em Pequim, para votar na nomeação de Li, colocaram o selo final de aprovação em uma transição geracional de poder.
Li recebeu apenas três votos contrários e houve seis abstenções no Parlamento cuidadosamente selecionado.
Li levantou-se e apertou a mão de Xi Jinping, que foi eleito presidente pelo Congresso na quinta-feira, enquanto parlamentares aplaudiam. Um radiante Wen Jiabao caminhou até Li, apertou sua mão, e ambos conversaram.
Embora Xi seja o líder máximo do país, Li chefia o Conselho do Estado da China, ou gabinete, e é responsável por executar a política do governo e supervisionar a economia.
Li, que é formado em Direito e doutor em economia, vai tomar as rédeas de uma economia cujo crescimento desacelerou em 2012 para seu menor nível em 13 anos, embora a uma taxa de 7,8 por cento, que é motivo de inveja para outras grandes economias mundiais.

De Sui-Lee Wee, Nick Edwards e Ben Blanchard, agência REUTERS BRASIL

terça-feira, 5 de março de 2013

Royalties: Sobrevida de 24 horas


O Palácio do Planalto tinha conhecimento de que o texto do veto ao projeto de redistribuição dos royalties precisava ser alterado há pelo menos dois meses. A informação foi passada peloSenado ao Executivo em janeiro.
O governo deixou para fazer a ratificação aos 45 minutos do segundo tempo. Depois de publicar a alteração – hoje, horas antes da sessão – e criar a quizumba que comprometeu a votação, o Planalto entrou em contato com Renan Calheiros, pedindo que ele cancelasse a plenária.
Renan não escondeu de ninguém a contrariedade com a intervenção e, como se sabe, remarcou a sessão para amanhã, às 19h, respeitando o regimento.
Fato é: do jeito que terminou esta terça-feira, a sobrevida do veto é de apenas 24 horas. Pelo menos até amanhã.


Por Lauro Jardim, revista VEJA

Dilma diz que respeitará decisão do Congresso sobre royalties


Apesar de dizer que lamenta, a presidente Dilma Rousseff afirmou na manhã desta terça-feira (5) que vai respeitar se o Congresso decidir derrubar seu veto e redistribuir de forma igualitária a todos os Estados os royalties do petróleo de áreas já licitadas.

Está marcada sessão conjunta nesta terça, às 19h, para deputados e senadores decidirem se mantêm ou derrubam veto de Dilma ao projeto aprovado pelo Congresso.

"Eu fiz [o veto], tenho de acreditar que era melhor. Também vivemos numa democracia. O que o Congresso decidir, é que vai estar decidido. Eu lamento muito, mas se o Congresso resolver também não considerar os contratos já feitos, eu serei obrigada a seguir", disse a presidente em entrevista a rádios da Paraíba.
...


De Fernanda Odilla, jornal FOLH DE SÃO PAULO

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Racha no PDT ameaça apoio do partido ao governo Dilma


BRASÍLIA - As disputas internas no PDT, aprofundadas desde que Brizola Neto assumiu a pasta do Trabalho, já são vistas pelo Planalto como um racha que ameaça o apoio da sigla ao governo no Congresso e sua permanência na base aliada, segundo fontes políticas ouvidas pela Reuters.
Preocupada com a divisão, a presidente Dilma Rousseff chamou o presidente do partido, Carlos Lupi, na última semana para tentar uma reaproximação e falar das dificuldades que o partido vem impondo ao governo no Congresso, trancando votações no colégio de líderes e nem sempre votando com a base aliada.
O presidente do PDT reclamou que o partido tem sido pouco atendido pelo Planalto e da difícil relação com Brizola Neto, que assumiu o ministério depois de Lupi ter sido alvejado por denúncias de irregularidades em 2011, segundo disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força.
Além disso, Lupi reclamou da interferência de Carlos Araújo, ex-marido de Dilma, fundador da sigla e ex-deputado pedetista.
"Ele tem dado opiniões hostis", disse Lupi à Reuters nesta sexta-feira, acrescentando que Araújo tem alimentado "animosidades" entre a atual direção pedetista e o grupo liderado por Brizola Neto.
Segundo ele, o ex-integrante do partido vem "há tempos" alimentando divisões, desde que começou a apadrinhar o atual ministro do Trabalho, com quem Lupi trava uma disputa.
O advogado gaúcho, quatro vezes deputado estadual pelo PDT, foi, ao lado de Dilma, com quem se casou na década de 70 e teve uma filha, um dos fundadores da sigla e muito próximo de Leonel Brizola. Dilma deixou o PDT em 2000 para depois se filiar ao PT.
Lupi indicou à presidente que seu ex-marido tem alimentado tensões "desnecessárias" e prejudiciais à relação do PDT com o governo, relatou uma fonte do governo à Reuters.


De Ana Flor, Agência REUTERS BRASIL

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Obama pede ao Congresso que faça governo funcionar "para muitos"


WASHINGTON, 13 Fev (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, desafiou na terça-feira um dividido Congresso a elevar o salário mínimo e fazer o governo trabalhar "para muitos", em um discurso do Estado da União que teve como foco a justiça econômica para a classe média, num momento em que o democrata busca dar um viés mais assertivo ao seu segundo mandato.
Em busca de aproveitar o impulso da sua reeleição conquistada em novembro, Obama prometeu voltar suas atenções para problemas econômicos como o desemprego de 7,9 por cento, questão que assombrou os primeiros quatro anos do seu governo.
Sem oferecer concessões aos republicanos em suas reivindicações de cortes nos gastos públicos, Obama reiterou apoio a uma elevação de impostos para os mais ricos e a um plano de gastos de 50 bilhões de dólares para gerar empregos por meio da reconstrução de pontes e estradas degradas.
Foi a segunda vez em poucas semanas que Obama usou uma ocasião importante para mostrar um novo lado, mais ousado. A primeira foi no seu discurso de posse no segundo mandato, quando defendeu enfaticamente os direitos dos homossexuais e colocou a questão climática de volta na pauta.
Na terça-feira, Obama anunciou planos para retirar 34 mil dos 66 mil soldados do Afeganistão ao longo do próximo ano, e voltou a defender a realização de uma reforma imigratória.
O discurso durou uma hora, e no momento mais emotivo ele conclamou o Congresso a proibir armas de assalto e adotar outras medidas de controle de armas de fogo. Vítimas de recentes ataques a tiros --inclusive de uma chacina de crianças em Connecticut-- estavam na plateia, e algumas foram às lágrimas.
Mas a ênfase central do seu discurso foi na "construção de novas escadas de oportunidade" para a classe média.
"É nossa tarefa inconclusa assegurar que este governo trabalhe em nome de muitos, e não apenas de alguns poucos", disse Obama no plenário da Câmara dos Deputados, diante de centenas de parlamentares, funcionários do Executivo e dignitários. (...)


De manchetes, portal REUTERS BRASIL

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sem acordo, votação de Orçamento fica para depois do carnaval


A votação da proposta de Orçamento de 2013 e de vetos presidenciais, que incluem a nova fórmula de distribuição de royalties do petróleo, ficará para depois do carnaval por falta de acordo, afirmaram parlamentares.

"Não tem a menor condição, nem o Congresso vai ser convocado mais hoje. Nem hoje, nem amanhã. Não tem acordo", disse o senador Walter Pinheiro (PT-BA).
A votação da peça orçamentária, que não foi apreciada pelo Parlamento em dezembro, estava prevista para esta terça-feira.
A não votação limita a aplicação dos recursos federais, o que obrigou a presidente Dilma Rousseff a editar uma medida provisória no ano passado liberando recursos para os primeiros meses de 2013.

De Maria Carolina Marcello, portal REUTERS BRASIL

sábado, 26 de janeiro de 2013

Pendurado na ética da aritmética, o governador tucano apoia a instalação de um caso de polícia na presidência da Câmara



Em campanha pela gerência do Feirão da Bandidagem, o deputado federal Henrique Alves, como registra o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, não precisou justificar sequer a demissão do bode Galeguinho para conseguir o apoio de Geraldo Alckmin. Para o governador paulista, o parlamentar do Rio Grande do Norte tem direito ao posto por fazer parte do que Ciro Gomes qualifica de “ajuntamento de assaltantes”.
“Sempre defendi o critério da proporcionalidade”, explicou-se depois de conversar com o candidato. “Me parece natural que o PMDB, que é o maior partido, tenha a presidência”. Eleito por milhões de brasileiros insatisfeitos com o governo lulopetista e inconformados com a corrupção institucionalizada, Alckmin avisou ainda antes da posse que “não é papel de um governador fazer oposição”. Acaba de mostrar que tampouco se opõe à decomposição moral do Congresso.
Só se opõe a evidências e verdades numéricas: na Câmara, o partido majoritário não é o PMDB, mas o PT, que apoia Alves em decorrência de uma tipo de acordo frequentemente revogado. Em 2001, por exemplo, estava combinado que Inocêncio Oliveira, do PFL, chefiaria a Mesa com o aval do PSDB e do PMDB. Aécio Neves entrou na disputa, os tucanos mandaram Inocêncio às favas, entenderam-se com o PMDB e o agora senador por Minas Gerais virou presidente da Câmara.
Ex-deputado federal, Alckmin conhece essa e outras histórias. O que faria se o PT resolvesse rasgar o acordo, optar por um candidato próprio e lançar José Genoino? Pelos critérios que adota, o governador de São Paulo certamente apoiaria o escolhido. A ética da aritmética não vê nada de mais na entrega da presidência da Câmara a um caso de polícia.

De Augusto Nunes, colunista, revista VEJA

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Parentes de Renan Calheiros e Eduardo Alves aboletados na Conab


O Congresso Nacional está prestes de descer muitos degraus em respeitabilidade e subir outros tantos como um poder que, ao invés de procurar o caminho da ética e da moral, desaba. Está na contramão de tudo o que deseja a opinião pública. O Congresso se esmera para diminuir mais ainda o conceito da classe política. Caminha, inversamente à pregação do Supremo Tribunal Federal, ao julgar e condenar os mensaleiros do governo Lula. 

O jornal o Globo de hoje dá conta de que o PMDB deverá fazer Renan Calheiros (aquele mesmo que quase foi expulso do Senado pelas portas do fundo) e o deputado Henrique Eduardo Alves como presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. São duas figuras carimbadas. Segundo o jornal, a Conab, “conhecido feudo do PMDB”, abriga parentes próximos dos prováveis presidentes das duas casas congressuais. Rodrigo Calheiros, que vem a ser filho de Renan (o outro é deputado federal), recebe R$ 10,5 mil mensais como assessor de Contratos Especiais da presidência da Conab. Grande cargo. Imaginam-se quais os contratos. Já a ex-mulher de Henrique Alves também está lá agasalhada como assessora da diretoria recebendo R$ 10,1 mil. Não pode reclamar. Rodrigo, diz O Globo, tem 28 anos “e não é assíduo ao trabalho”. Nem precisa. Parece estar sempre gozando férias. Assim é. 

O Congresso vai desabar um pouco mais em respeitabilidade. Aliás, Henrique Eduardo Alves virá a uma visita a Salvador para definir os votos da bancada baiana, nesta quinta-feira. Ele quer que toodos os deputados baianos estejam integralmente presentes. São 39 deputados, a maioria dos quais vai votar nele, segundo o deputado Daniel Almeida, do PCdoB. Mas é pouco. Pretende ainda ser recebido pelo governador Jaques Wagner para um jantar reservado em Ondina. Dilma observa tudo. Nada faz. É a base aliada do seu governo que se movimenta para entregar ao PMDB o Congresso inteiro.


De Samuel Celestino, Portal BAHIA NOTÍCIAS