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sábado, 5 de agosto de 2017

Mercosul suspende novamente Venezuela por ruptura da ordem democrática



Os chanceleres do Mercosul decidiram hoje (5), por consenso, suspender a Venezuela do bloco – formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – por ruptura da ordem democrática. A sanção foi aplicada com base nas cláusulas do Protocolo de Ushuaia, assinado em 1998. Entre as exigências para que a questão seja revista estão a “libertação dos presos políticos, a restauração das competências do Poder Legislativo, a retomada do calendário eleitoral e anulação da convocação da Assembleia Constituinte”, diz o documento assinado durante o encontro.

“É uma sanção grave de natureza política”, enfatizou o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. A partir da medida, os países membros do bloco esperam isolar o governo de Nicolás Maduro, considerado não democrático pelo Mercosul. “É um elemento a mais que nós estamos colocando para que a Venezuela possa, mediante a luta do seu povo, ter o direito de voltar a participar do Mercosul”, acrescentou o chanceler brasileiro em entrevista coletiva após a reunião.

A suspensão se soma a outra, chamada de natureza jurídica, feita no final do ano passado devido ao não cumprimento, por parte da Venezuela de acordos e tratados firmados no momento de adesão ao Mercosul. Essa decisão foi tomada com base na Convenção de Viena...

De Daniel Mello, Agência Brasil

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Brasil vê "instituições fascistas" em constituinte de Maduro




O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, afirmou que a Assembleia Constituinte defendida pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, incorpora instituições eleitorais fascistas.

"Nos preocupamos muito porque [o referendo] é um elemento de agravamento do conflito, na medida em que vai criar duas ordens institucionais: a ordem da Constituição bolivariana, que criou a Assembleia Nacional, e esta nova Constituinte com base numa legislação que incorpora instituições eleitorais fascistas", afirmou Nunes em entrevista à agência de notícias Lusa, publicada nesta quinta-feira (20/07).

O ministro disse temer um agravamento das tensões na Venezuela. "A América do Sul é um continente de paz, tem que ser um continente de paz. Nós não queremos que haja uma situação que possa levar a uma guerra civil, uma instabilidade no nosso continente e uma intervenção de gente de fora", destacou.

Sobre a consulta simbólica organizada pela oposição venezuelana no domingo passado, Nunes disse que a participação popular de mais de 7 milhões de pessoas, "que votaram em condições adversas", mostra que a população do país deseja democracia. "A mobilização do povo [venezuelano] pela democracia mostra a força dessa ideia", concluiu...

De AS, lusa, DW

domingo, 6 de dezembro de 2015

O que está em jogo nas eleições legislativas na Venezuela


Neste domingo, os venezuelanos irão às urnas eleger 167 deputados para a Assembleia Nacional. As eleições são decisivas porque pela primeira vez desde a eleição de Hugo Chávez, em 1999, existe uma possibilidade real de que a oposição saia vitoriosa do pleito, mesmo em setores tradicionalmente chavistas.

Pesquisas de intenção de voto apontam uma margem de diferença de 15 a 20 pontos percentuais de vantagem para a oposição, reunida na coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Com uma minoria simples de 84 deputados - o cenário mais provável -, a oposição já teria a possibilidade de aprovar e revogar leis ordinárias, principalmente de cunho econômico, que possibilitariam a fiscalização do uso de recursos públicos, assim como pedir investigações sobre denúncias de corrupção no atual governo...

De Ana Carolina Peliz, BBC BRASIL

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Como a queda do petróleo afeta os negócios Brasil-Venezuela?



A Venezuela é o país latino-americano que mais deve sofrer se os preços do petróleo se estabilizarem no atual patamar, bem mais baixo que há alguns meses. E não é difícil entender por quê.


O produto representa cerca de 95% das receitas de exportação do país e mais de 40% do orçamento do governo.

A recente queda do barril venezuelano - da casa dos US$ 100 para menos de US$ 50 - na prática significa um corte radical nas divisas para financiar importações, gastos sociais e demais despesas do governo.
...
Há certo consenso entre economistas e especialistas consultados pela BBC de que o Brasil deve ser afetado por uma deterioração do cenário político e econômico venezuelano.

Primeiro, em função do peso da relação econômica e do comercial bilateral. Hoje, a Venezuela é responsável pelo terceiro maior superávit bilateral da balança comercial brasileira, atrás apenas da China e da Holanda (porta de entrada de toda a Europa).

Não fosse esse saldo no comércio com o país, o déficit registrado na balança comercial brasileira seria quase o dobro do que foi no ano passado, de US$ 3,93 bilhões...

De Ruth Costas, BBC

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Congresso dos EUA aprova sanções contra a Venezuela


O Congresso dos Estados Unidos finalizou o processo de aprovação de um projeto que impõe sanções contra funcionários do governo da Venezuela por violações dos direitos humanos durante as manifestações do início deste ano.

Na noite desta quarta, a Câmara dos Deputados votou a proposta, que já havia passado pelo Senado na segunda-feira. O texto proíbe a entrada nos Estados Unidos dos responsáveis pela repressão aos manifestantes e bloqueia seus bens no território americano. O projeto agora segue para sanção do presidente Barack Obama, que deve assinar o texto, como sinalizou a Casa Branca.

A votação envia aos venezuelanos um "forte sinal" de que "o Congresso americano escuta, vê e sente seu sofrimento", disse a deputada republicana Ileana Ros-Lehtinen, que apresentou o projeto à Câmara. “O povo da Venezuela pediu ajuda aos Estados Unidos e a todas as nações responsáveis para protegê-lo da brutalidade do regime de [Nicolás] Maduro, a marionete de Cuba”, salientou, conforme declaração reproduzida pelo jornal espanhol El País. “Os Estados Unidos não podem ignorar suas responsabilidades, devemos ser a voz dos silenciados pelos regimes opressões”...

De direitos humanos, VEJA

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Itamaraty cobra explicações da Venezuela por acordo com MST


A visita ao Brasil do ministro venezuelano para o Poder Popular das Comunas e Movimentos Sociais, Elias Jaua, sem comunicar o Itamaraty, causou mal-estar em Brasília. Durante a viagem, ele assinou um convênio com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), entre outras atividades.

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, pediu explicações, nesta quarta-feira (05/11), a um representante da embaixada da Venezuela no Brasil.

Segundo a assessoria do ministério, Figueiredo convocou o encarregado de negócios do venezuelano, Reinaldo Segóvia, para “manifestar a estranheza do governo brasileiro” com a visita de Jaua, que cumpriu agenda de trabalho sem notificar o Itamaraty.

Já a assessoria do MST disse que o convênio não foi “formalizado”. “A carta assinada foi apenas de intenções na área da cooperação agrícola, realizando intercâmbios entre camponeses do Brasil e da Venezuela para a troca de experiências agroecológicas. Mas ainda não tem nada concretizado sobre o assunto”, informaram.

Na diplomacia, a ausência de um aviso pode ser interpretada como ingerência em assuntos internos e prejudicial às relações dos dois países.

Revolução socialista

Segundo o site do ministério venezuelano, o acordo firmado com o MST tem como objetivo “incrementar a capacidade de intercâmbio de experiências de formação”.

Nas palavras de Jaua, o convênio serve “para fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista, que é a formação, a consciência e a organização do povo para defender o que conquistou e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista”.

Além de encontro com o MST, o ministro venezuelano fechou convênios com farmacêuticos no Paraná e conheceu experiências de transporte público e gestão de resíduos da prefeitura de Curitiba.

Convocação dos ministros

O líder da oposição no Congresso, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), apresentou um requerimento de convocação de Figueiredo. O ministro foi chamado a prestar esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

“O governo tem a obrigação legal e constitucional de jamais permitir que sejam assinados acordos, por quem quer que seja, em que sejam violados os princípios da soberania e da não intervenção”, defendeu Caiado.

Um acordo entre a base aliada e a oposição transformou a convocação em convite, ou seja, o ministro não é obrigado a comparecer. No entanto, Figueiredo já confirmou presença na audiência da comissão, marcada para 19 de novembro.

No Encontro Nacional da Indústria, realizado nesta quarta-feira em Brasília, Caiado classificou o convênio como “venezualização do Brasil” e foi aplaudido pela plateia de empresários.

Já o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi vaiado ao tentar defender o governo. “Se a Venezuela financia ou quer convênio com o MST, é um problema da Venezuela e do MST”, disse...

De política, DW

terça-feira, 25 de junho de 2013

"Brasil amanheceu como a Venezuela", diz Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou duramente nesta terça-feira o anúncio – seguido agora de um recuo – da presidente Dilma Rousseff que propôs ao Congresso fazer um plebiscito para discutir a possibilidade de convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para votar a reforma política. Do ponto de vista da estabilidade das instituições brasileiras, avaliou o magistrado, o Brasil é respeitado internacionalmente, mas quando propõe medidas extremas como as anunciadas ontem no Palácio do Planalto, o país se afasta de nações respeitadas como a Alemanha e se aproxima dos regimes da Venezuela ou da Bolívia, segundo o ministro.

“O Brasil dormiu como se fosse Alemanha, Itália, Espanha, Portugal em termos de estabilidade institucional e amanheceu parecido com a Bolívia ou a Venezuela. Isso não é razoável. Não é razoável ficar flertando com uma doutrina constitucional bolivariana. Nós temos outras inspirações.”
Desde que a presidente Dilma Rousseff anunciou, na tarde dessa segunda-feira, a possibilidade de se realizar um plebiscito, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entraram em campo e dispararam telefonemas para os principais deputados e senadores para convencê-los de que a iniciativa era completamente inconstitucional. Pelo menos quatro magistrados procuraram líderes do governo e da oposição para alertar sobre os riscos da proposta da presidente Dilma.

Espanhol - Ao comentar a iniciativa do Palácio do Planalto, o ministro Gilmar Mendes informou que, juridicamente, não é possível convocar uma constituinte para funcionar paralelamente à Constituição de 1988. Ao comparar a proposta do governo com regimes semiditatoriais como o da Venezuela, Mendes ironizou: “felizmente, não pediram que na assembleia constituinte se falasse espanhol”.

Na avaliação do magistrado, boa parte das propostas de reforma política pode ser feita por leis ordinárias, sem a necessidade de se adotar estratagemas contentáveis para emplacar, por via pouco democrática, propostas de interesse do governo federal. “Por exemplo, a questão das coligações para eleições proporcionais. Por que há tantos partidos no Congresso? Porque hoje tem-se esse modelo das coligações. Já há algum tempo se discute a supressão das coligações”, relembrou. Em outros temas, como na adoção do voto distrital, diz o ministro, bastaria apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e aprovar o texto regularmente no Congresso. Mendes relembrou que temas espinhosos, como a reforma da Previdência, foram votados pelos parlamentares “sem a necessidade de se chamar um novo processo constituinte”.

Para o ministro, a adoção de estratégias contentáveis como a da presidente Dilma Rousseff é resultado da falta de diálogo entre o Executivo e os parlamentares. “No Congresso, está havendo um estranhamento devido à ausência do governo federal na articulação desses temas, o que tem feito com que as questões não se resolvam”, disse.

De revista VEJA

Comprar um carro: uma "missão quase impossível" na Venezuela

Caracas - Comprar um carro é algo quase impossível na Venezuela, onde um automóvel usado é mais caro do que um novo, a produção cai entre acusações de falta de acesso a divisas e o governo tenta resolver o problema com uma lei que se mostrou polêmica mesmo antes de ser colocada em prática.

Os motivos podem ser, segundo trabalhadores da indústria, a baixa oferta e a alta demanda dos veículos, que fizeram com que o sonho de milhares de venezuelanos de comprar um se tornasse em um pesadelo do qual fazem parte uma longa procura em concessionárias, meses de espera e até ter que recorrer à "máfia".


De agência EFE

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Consumidores esperam horas para comprar papel higiênico na Venezuela


Os consumidores venezuelanos precisam esperar horas ou andar quilômetros para comprar papel higiênico nos supermercados. O produto voltou às prateleiras nesta semana após a aprovação da importação de mais de 39 milhões de rolos pelo governo do presidente Nicolás Maduro, na semana passada. 
A medida foi anunciada no último dia 15 e ampliada na quarta (22) por um pacote destinado à importação emergencial de produtos de higiene pessoal de 700 milhões de bolívares (R$ 162 milhões). Além do papel higiênico, fraldas, absorventes e sabonetes estão entre os artigos mais afetados pelo desabastecimento. 
Segundo o jornal "El Nacional", donas de casa e outros consumidores faziam longas filas por volta das 8h na porta de um supermercado da zona leste de capital Caracas para comprar o produto, que começou a ser racionado há três semanas.
Por volta das 11h, as filas chegavam ao final dos corredores, todos esperando para levar o produto, que foi limitado a três pacotes de quatro rolos por pessoa, pelo preço de 49 bolívares cada um (R$ 16). Os moradores também levavam outros produtos racionados, como farinha de milho, toalhas de papel, óleo e manteiga.
Questionada pelo jornal "El Nacional", a dona de casa Maritza Silva afirmou que jamais pensou que fosse ter limitada a quantidade de papel higiênico e disse que o país está cada vez mais parecido com Cuba.
"Uma vez encontrei uma moça que andou 25 km para comprar papel higiênico e levava os pacotes em bolsas transparentes. 'Você vai ser roubada', eu lhe disse. Depois ela entrou em um mercadinho e comprou duas bolsas pretas".
"Aqui querem acabar com a produção e as empresas privadas. Estamos como no deserto, quando se vê água. Vivemos sempre em alerta para comprar comida e agora também papel higiênico", disse Graciela Negrín, também dona de casa...


De portal FOLHA

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Acuado, Maduro incentiva a criação de ‘milícias operárias’

Com a Venezuela dividida pelas acusações de fraude nas eleições de abril e ameaçado por cisões dentro da cúpula chavista, o pressionado presidente Nicolas Maduro veio a público nesta quarta-feira para incentivar a criação de um novo grupo armado ligado ao governo, as “milícias operárias”. "Ordeno avançar, o mais rápido possível, com o estabelecimento e a organização das milícias operárias bolivarianas como parte das milícias nacionais", bradou Maduro em um ato na Universidade Bolivariana de Trabalhadores Jesús Rivero, em Caracas.

Milícias - De clara inspiração fascista, a Milícia Nacional Bolivariana foi estabelecida por Hugo Chávez em 2009 para reunir e legitimar todos os grupos armados clandestinos que realizavam o trabalho sujo de intimidar os opositores do regime. O novo grupo proposto por Maduro faria parte desta milícia, que por sua vez é ligada às Forças Armadas venezuelanas, e seria composto principalmente por membros da classe trabalhadora em um esforço para "fortalecer a aliança operária-militar".

"As milícias serão ainda mais respeitadas se tiverem 300 mil, um milhão, dois milhões de trabalhadores e trabalhadoras uniformizados e armados, prontos para a defesa da soberania e da revolução", destacou Maduro. Segundo estimativas, o atual efetivo da Milícia Nacional Bolivariana é de 130 mil homens...



De internacional, revista VEJA

terça-feira, 21 de maio de 2013

Gravação causa terremoto político na Venezuela


O cenário político venezuelano voltou a ficar agitado com a divulgação de uma gravação em que um popular apresentador da TV estatal acusa o presidente da Assembleia Nacional, o militar chavista Diosdado Cabello, de estar envolvido em um esquema de corrupção e também em um plano de conspiração para derrubar o governo do presidente Nicolás Maduro.
A fita foi mostrada pelo deputado opositor Ismael Garcia, integrante da coalizão de oposição Mesa de Unidade Democrática, à jornalistas em Caracas. De acordo com a oposição, a gravação teria sido feita pelo próprio apresentador chavista para ser entregue ao líder cubano Raúl Castro.
Com duração de mais de uma hora, Silva faz um desabafo a seu interlocutor - segundo a oposição, um agente do serviço secreto cubano - dando detalhes sobre brigas internas no governo e sobre supostos planos desestabilizadores.
O apresentador, Mario Silva, que dirige o polêmico programa La Hojilla ("A Lâmina" em tradução livre), disse que a gravação é uma "montagem bem feita" do Mossad e da CIA, agência de inteligência israelense e norte-americana, respectivamente...


De Claudia Jardim, de Caracas, portal BBC BRASIL

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Presidente do Congresso venezuelano suspende salários de opositores


CARACAS - O presidente da Assembleia Nacional da Veneuzela, Diosdado Cabello, disse nesta sexta-feira, 26, que suspenderá o pagamento de salários dos deputados de oposição que não reconhecem o presidente Nicolás Maduro. A medida será tomada, também, em conselhos legislativos e câmaras municipais de todo o país.


Cabello começou a retaliar os opositores dois dias após a eleição. No dia 14, Maduro venceu o opositor Henrique Capriles por pouco menos de 2 pontos porcentuais de diferença. A oposição não reconhece a vitória e exige uma auditoria completa dos votos feita pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). O órgão prometeu atender ao pedido, mas ainda não iniciou o processo.
O presidente da Assembleia, vice-presidente do partido Psuv, principal do chavismo, cortou o direito à palavra dos opositores nas sessões parlamentares. Além disso, Cabello destituiu das funções todos os deputados opositores que presidiam comissões na Casa.
A nova medida contra a oposição foi anunciada durante uma viagem do presidente da AN ao Estado de Anzoátegui. "É lógico e coerente. Como vou pagar a um fantasma? Se não trabalham, não podem cobrar, e não trabalham porque não reconhecem Maduro", afirmou.
O parlamentar William Dávila, do partido de oposição Ação Democrática, pediu a Parlamentos do mundo que prestem solidariedade aos deputados venezuelanos "perseguidos" pelo chavismo. Dávila acredita que os atos do presidente da AN são o começo de um processo para "acabar por completo com a autonomia do Poder Legislativo" da Venezuela.
Horas antes do anúncio de Cabello, Capriles havia anunciado que pediria à Justiça a impugnação do processo eleitoral. Em entrevista à emissora de TV Globovisión, o candidato derrotado disse que já reuniu provas para pedir a anulação do pleito.
O opositor admitiu, no entanto, que vê poucas chances de um pedido de impugnação ser aprovado pelo Tribunal Superior de Justiça (TSJ), visto como uma instância aparelhada pelo chavismo. "Não é uma luta 'de hoje para amanhã'", afirmou.
Ameaça. O governo venezuelano voltou a acusar os Estados Unidos de interferência na política venezuelana e articulação de um golpe. O chanceler Elías Jaua disse que a Venezuela reagirá "com reciprocidade" a quaisquer sanções aplicadas pelos americanos. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, já disse que o país prefere esperar uma auditoria eleitoral para reconhecer o presidente.
Maduro, por sua vez, continou ontem a anunciar medidas contra "sabotagens" que, segundo ele, seriam as causas dos repetidos apagões elétricos no país. O presidente já anunciou uma intervenção militar para investigar e impedir os atos dos supostos sabotadores.
"Vamos fazer reformas legais para transformar as penas para sabotagem nas penas mais severas que se possa impor (aos condenados)", afirmou.
Na quinta-feira, um jovem americano foi preso em Caracas sob a acusação de conspirar contra o governo e instigar tumultos após a eleição. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Patrick Ventrell, negou que o detido, Timothy Hallet Tracy, tenha qualquer relação com o governo dos Estados Unidos. Ventrell também disse que Washington ainda espera "mais informações" sobre o caso.

De EFE e REUTERS, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

sábado, 20 de abril de 2013

Dilma diz que Unasul está comprometida com estabilidade na Venezuela



A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira em Caracas, onde participou da cerimônia de posse do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) está comprometida com a estabilidade no país e apoia a recontagem dos votos da apertada disputa eleitoral venezuelana.
Maduro, herdeiro político do ex-presidente Hugo Chávez, venceu a eleição do último domingo contra o candidato de oposição Henrique Capriles com 50,8 por cento dos votos ante 49 por cento do adversário, que recusou-se a reconhecer o resultado até que seja realizada uma recontagem de todos os votos.
Dilma e outros presidentes sul-americanos, incluindo Maduro, participaram na quinta-feira de uma reunião de emergência da Unasul no Peru sobre a Venezuela, em que o bloco emitiu comunicado respaldando o resultado da votação e apoiando a decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de auditar 100 por cento dos votos eletrônicos.
"É uma nota que reitera o compromisso da Unasul com os processos democráticos, ao mesmo tempo que determina um posicionamento da Unasul como sendo de apoio para a estabilidade, apoio à paz e apoio a todos os processos que constituam legalmente os processos de sustentação democrática", disse Dilma na chegada à Caracas, segundo transcrição enviada pela Secretaria de Imprensa da Presidência.
"Define uma tomada de nota positiva em relação às decisões do Conselho Nacional Eleitoral e repudia a violência, as mortes, os feridos, e também acrescenta no final um posicionamento no sentido de que haverá uma comissão para acompanhar as investigações sobre direitos humanos", acrescentou.
O CNE anunciou na quinta-feira que decidiu ampliar a auditoria a 100 por cento dos votos eletrônicos, depois da pressão da oposição contra o resultado a favor de Maduro, que foi declarado vitorioso na segunda-feira. A medida ainda não tem data para começar e deve durar cerca de um mês, seguundo o CNE. Capriles espera que a recontagem lhe dê a vitória.
O conflito entre as forças do governo e a oposição depois do resultado apertado provocou embates nas ruas que deixaram oito mortos, segundo dados oficiais, e a acusação de Maduro contra seus rivais de tentativa de golpe de Estado.
A Venezuela teve que realizar inesperadamente a eleição para escolher um sucessor de Hugo Chávez, depois da morte do líder de esquerda, que havia sido reeleito em outubro, derrotando Capriles. Chávez morreu no começo de março vítima de câncer.


De Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro, agência REUTERS BRASIL

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Henrique Capriles: "Estou esfolando minha pele pela Venezuela"


ANÁLISE-Capriles precisa de um impulso final para vencer eleição na Venezuela


CARACAS - Após derrotar o líder oposicionista Henrique Capriles na eleição presidencial de outubro passado, o então presidente Hugo Chávez telefonou para o rival e fez uma brincadeira em tom cortês: "Você me obrigou a sair e me trabalhar duro!".

Agora, novamente em campanha, o incansável Capriles continua tendo por objetivo dificultar a vitória do candidato governista, Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez e franco favorito na eleição do próximo domingo.

"Estou esfolando minha pele pela Venezuela", bradou nesta semana Capriles, de 40 anos, nos comícios de encerramento de uma campanha que deu novo ânimo aos partidários da oposição, ainda ressentidos com a vitória de Chávez no ano passado.

"Meu corpo e meus ossos podem estar doendo, mas meu coração está transbordando de emoção, isso não é euforia, é histeria por mudança!", disse ele num comício no leste da Venezuela.

Ao obter contra Capriles a sua quarta vitória em uma eleição presidencial, Chávez já sofria de um câncer avançado. Logo em seguida sua saúde se deteriorou, e ele morreu em 5 de março. Em dezembro, o líder socialista apontou Maduro como seu herdeiro político.

A comoção causada pela morte de Chávez contribui para o favoritismo de Maduro. Buscando evitar uma segunda derrota, Capriles perdeu peso, ficou rouco e trocou o cauteloso respeito por Chávez por irreverentes ataques contra o presidente interino.

Ele chama o rival diariamente de "mentiroso", "incompetente" e membro da elite "corrupta", e já zombou de Maduro por evocar uma antiga praga sobre os eleitores da oposição, e por ter declarado que Chávez lhe apareceu na forma de passarinho.

Capriles tem feito provocações como se vestir de vermelho (cor associada ao chavismo) ou ostentar o logotipo da estatal petroleira PDVSA, e também se gaba de ter mais fibra revolucionária no dedo mindinho do que Maduro no corpo todo.
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De Andrew Cawthorne, agência REUTERS BRASIL

quinta-feira, 21 de março de 2013

Brahma encerra operações na Venezuela


SÃO PAULO - A Brahma Venezuela, empresa brasileira que iniciou as atividades em 1995, informou que em 18 de março iniciou o processo para a interrupção das operações no país, diz matéria do jornal “El Mundo”, de Caracas.

A empresa indicou em carta que se encontra em uma situação inviável e não tem outra alternativa senão fechar a subsidiária.
“Chegamos  aqui depois de uma queda prolongada e sustentável das vendas de nossos produtos, que nos impediu, nos últimos anos, de realizar os investimentos necessários em nossa fábrica de Barquisimeto. A isto se junta o consistente crescimento de custos operacionais e um ambiente extremamente complexo para a indústria cervejeira”, diz a empresa no texto, segundo o “El Mundo.”
A Brahma Venezuela garantiu que “cumprirá todas as exigências que as leis venezuelanas estabelecem, especialmente e em primeiro lugar as que se referem os direitos trabalhistas dos funcionários.”
Posição oficial
A cervejaria confirmou o encerramento das atividades na Venezuela através de nota e não explicou as razões que motivaram a decisão nem o número de funcionários que serão demitidos.
Em 2010, a Ambev firmou uma aliança estratégica com a Cervercería Regional e, como resultado, detém uma participação minoritária da empresa.
Através dessa associação continuará presente na Venezuela por meio da comercialização dos seus produtos feita pela Cervercería Regional.
A cervejaria chegou à Venezuela em 1994, quando a Brahma adquiriu a Cervecera Nacional. Esta operação marcou o início da expansão internacional de Cervejaria Brahma. Cinco anos depois, em 1999, a Brahma se fundiu à concorrente Cervejaria Antartica, criando a Ambev, que detém cerca de 70% do mercado brasileiro de cervejas.



De Tatiane Bortolozi, jornal VALOR ECONÔMICO

terça-feira, 19 de março de 2013

Venezuela: Maduro anuncia criação de novo mecanismo de câmbio



CARACAS - O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira a criação de  um “sistema complementar” para a entrega de divisas oficiais, de forma a agilizar a disponibilização de dólares aos setores prioritários do país. Pela TV estatal, Maduro disse que o governo determinou a criação do sistema alternativo à Comissão de Administração de Divisas (Cadivi), sem fornecer maiores detalhes de como funcionará.
O mecanismo poderá ser acessado por meio de bancos públicos e privados – as divisas oficiais serão destinadas aos setores que as “necessitem de forma mais urgente”, a partir da próxima segunda-feira, disse Maduro.  Ele ressaltou que o país tem dólares suficientes para alimentar a economia local, a partir das receitas obtidas com as exportações de petróleo. Desde fevereiro de 2003, a Venezuela mantém controles cambiais.
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De Agências Internacionais, jornal VALOR ECONÔMICO

sábado, 16 de março de 2013

Venezuela desiste de embalsamar Hugo Chávez



Corpo de Chávez foi transferido para o Quartel da Montanha e permanecerá lá até a decisão final do local de sepultamento


O governo da Venezuela anunciou nesta sexta-feira que descartou a opção de embalsamar o corpo do falecido presidente Hugo Chávez após receber o relatório de uma comissão médica russa que afirmou que para realizar o procedimento, os restos mortais do líder deveriam ficar na Rússia por pelo menos sete meses. 


"Está descartada a opção de embalsamar o corpo do Comandante Chávez depois do relatório de uma comissão médica russa", escreveu o ministro de Comunicações da Venezuela, Ernesto Villegas no Twitter. O ministro também comentou que uma "comissão médica russa estabeleceu que para a realização do procedimento, o corpo deveria ficar na Rússia por entre sete e oito meses".
O corpo do governante foi transferido neste sábado para o Quartel da Montanha, lugar onde Chávez se refugiou quando dirigiu como militar o golpe de Estado fracassado de 1992, e ali permanecerá até que seja decidido o local do sepultamento definitivo de seus restos mortais.
No último dia 7 de março, o presidente interino Nicolás Maduro anunciou que o destino do corpo de Hugo Chávez seria um caixão de vidro na qual permaneceria embalsamado "eternamente" para que seus seguidores pudessem vê-lo. Maduro afirmou que o corpo seria levado ao Museu da Revolução, no oeste de Caracas, uma primeira parada antes de ser transferido para o mausoléu que vai abrigar definitivamente seus restos mortais.
Seguidores do falecido chefe de Estado e dirigentes de seu partido, o Socialista Unido da Venezuela (PSUV), tinham colocado a possibilidade que Chávez fosse levado para o Panteão Nacional, onde estão os restos mortais de Simón Bolívar. No entanto, a proposta de emenda constitucional para levar os restos de Chávez ao Panteão que seria apresentada à Assembleia Nacional foi adiada, pois o governo quer estudar mais "os mecanismos" para essa mudança.

De agência EFE, revista ÉPOCA

sábado, 9 de março de 2013

Dilma ensaia distanciamento do legado de Chávez


SÃO PAULO - Ao deixar a Venezuela durante noite e sem comparecer à cerimônia fúnebre do falecido líder Hugo Chávez nesta semana, a presidente Dilma Rousseff mais uma vez ensaiou uma modalidade de esquerdismo mais branda e enviou uma mensagem clara a investidores e diplomatas.
Dilma ofereceu suas condolências, mas ao mesmo tempo manteve certa distância do legado de Chávez poucas horas após sua morte, na terça-feira. Em um discurso, ela expressou admiração pelo líder socialista, mas acrescentou enfaticamente que o Brasil "não concordou inteiramente" com muitas de suas políticas linha-dura.
Nos últimos dez anos, Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotaram uma série de políticas mais pragmáticas e voltadas à iniciativa privada do que Chávez, conhecido por duras críticas contra Washington, por expropriar empresas e por intimidar adversários políticos.
Pessoas próximas a Dilma e Lula dizem que ambos admiravam verdadeiramente Chávez e sua compaixão pelos pobres, e ficaram emocionalmente abalados com sua morte por câncer aos 58 anos de idade.
Entretanto, ambos também aproveitaram inúmeras oportunidades durante a semana para enfatizar sutilmente suas discórdias dele --o que autoridades disseram ser uma campanha cuidadosamente orquestrada para distinguir o Brasil e a Venezuela aos olhos da comunidade internacional e dos líderes empresariais.
"A mensagem simples é: ‘Somos diferentes'", declarou uma autoridade brasileira à Reuters sob anonimato. "Sim, respeitamos muitas coisas que ele fez, e há uma causa em comum... mas o Brasil não é igual à Venezuela".
Tal recado pode fortalecer a reputação do Brasil como líder entre os governos latino-americanos que nos últimos anos abraçaram um esquerdismo mais moderado, unindo políticas sociais robustas a princípios de livre mercado, como maior proteção aos direitos de propriedade.
Diplomatas em Washington e na Europa também estão atentos, em um momento no qual o Brasil busca maior influência global e um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
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De Brian Winter agência REUTERS BRASIL

terça-feira, 5 de março de 2013

Obama reafirma seu "apoio ao povo venezuelano" após a morte de Chávez


Washington, 5 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmou nesta terça-feira "o apoio dos Estados Unidos ao povo venezuelano e seu interesse no desenvolvimento de uma relação construtiva" com a Venezuela" após a morte do líder Hugo Chávez.

"A Venezuela inicia um novo capítulo em sua história e os Estados Unidos seguem comprometidos com políticas que promovam os princípios democráticos, o Estado de Direito e o respeito dos direitos humanos", apontou o presidente em um breve comunicado.


 De agência EFE

Morre o presidente da Venezuela Hugo Chávez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morreu nesta terça-feira em Caracas, após sofrer "complicações" devido ao agravamento de uma infecção respiratória adquirida durante seu tratamento contra o câncer.
O anúncio foi feito em rede nacional de televisão pelo vice-presidente, Nicolás Maduro.
"Estávamos recebendo informações e estávamos acompanhando suas filhas, seu irmão, sua família (no hospital) e aí recebemos as notícias mais trágicas e mais difíceis que jamais transmitiremos ao nosso povo. Às 16h25 (18h25 em Brasília), de hoje, dia 5 de março, o comandante Hugo Chávez Frías morreu", disse com a voz embargada e visivelmente emocionado.
Mais cedo, o governo havia culpado as potências ocidentais pelo câncer que acometeu o líder, e expulsou o adido militar da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas, David del Mónaco, alegando suspeitar que ele planejava angariar apoio dos militares para lançar um golpe no país. O diplomata tem 24 horas para deixar a Venezuela.
O líder da "revolução bolivariana" comandava a Venezuela há 13 anos e havia sido reeleito em 2012 para ocupar o cargo até 2019. Em julho de 2011, autoridades do país anunciaram que ele começava a ser tratado de um câncer na região pélvica. Detalhes da doença, porém, nunca foram esclarecidos pelo governo venezuelano.

Cirurgias

O mandatário vinha fazendo viagens regulares a Havana para receber tratamento. Na última delas, em dezembro de 2012, já temendo o pior, reconheceu a precariedade de seu estado de saúde e apontou seu vice, Nicolás Maduro, como principal sucessor político.
Ele foi submetido à quarta cirurgia relacionada ao câncer no dia 11 de dezembro. Poucas informações foram divulgadas sobre o procedimento, exceto que durou seis horas e o presidente perdeu muito sangue. A operação foi considera "exitosa", mas desde então Chávez não foi mais visto publicamente.
Porém, o quadro de saúde do presidente se agravou, evoluindo para uma insuficiência respiratória. Autoridades do país abandonaram o tom otimista que vinham usando nos comunicados anteriores sobre a saúde de Chávez e pediram orações da população.
Uma crise política tomou forma em Caracas com a aproximação do dia 10 de janeiro - a data marcada para que Chávez tomasse posse de seu próximo mandato. A oposição fez pressão para que a Presidência fosse cedida ao presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello - que deveria organizar um novo pleito, segundo a Constituição.
A maioria chavista venceu o embate e a posse fosse adiada indefinidamente.
Nesta terça-feira, o governo convocou os venezuelanos para rezarem por Chávez em frente ao hospital onde o mandatário estava internado. No início da noite, o vice-presidente Nicolas Maduro discursou confirmando a morte de Chávez.

'Tragédia histórica'

Em seu pronunciamento emocionado, Maduro destacou que Chávez batalhou "duramente" contra o câncer por quase dois anos, "com o amor e as orações do povo e a lealdade absoluta de seus companheiros e companheiras de luta" e deixou claro que liderará a continuidade do projeto chavista.
"Nós assumimos sua herança, suas metas e seus projetos, comandandante, Hugo Chávez. Levantaremos suas bandeiras com muita honra e dignidade. Onde quer que esteja, obrigado, mil vezes obrigado, deste povo que tanto você protegeu, comandante".
O vice-presidente também pediu por união e respeito à paz, citando até mesmo os opositores de Chávez.
"Teremos que nos unir, mais do que nunca. Vamos enfrentar as dificuldades. Àqueles que nunca o apoiaram, que o respeitem neste momento", disse.
O vice oficializou o envio das Forças Armadas às ruas do país para garantir estabilidade.
"O respeito à paz neste momento de dor imensa e desta tragédia histórica que toca hoje a nossa pátria, chamamos a todos os compatriotas para serem os vigilantes da paz, do amor e da tranquilidade desta pátria".
Maduro disse que nas próximas horas serão anunciados os detalhes das homenagens póstumas e do velório de Chávez.

Sucessor

Uma vez que a Justiça autorizou a continuidade do governo chavista mesmo sem a posse oficial do presidente, ainda não está claro como ocorrerá a sucessão na Venezuela.
Diferentemente de Chávez, Maduro não foi eleito, logo oposicionistas podem exigir a realização de novas eleições. Maduro foi chanceler da Venezuela por pouco mais de seis anos, até ser escolhido por Chávez para vice-presidente – substituindo Elisas Jaua, que deixou o governo para concorrer nas eleições regionais.
Segundo analistas, o processo de sucessão pode sofrer influência do setor militar do país. "Aqui há uma revolução militar que deve ser permanente e não pode ser detida", disse Maduro no último dia 28.
A oposição no país permanece fragmentada. O candidato mais provável para enfrentar o chavismo em um novo pleito é Henrique Capriles, reeleito no ano passado governador do Estado de Miranda.
Porém, parte da oposição o critica, dizendo que não teve força para assumir a liderança e não possui carisma suficiente para enfrentar os partidários de Chávez. Essa fragmentação abre a possibilidade para que outros oposicionistas disputem com Capriles uma eventual candidatura presidencial.
Mas isso também é sintomático de outro grande problema que impediu a oposição de levantar a cabeça: há partidos sem postulantes, e postulantes sem partidos.Ou seja, a oposição venezuelana segue sendo uma grande massa disforme de agremiações e pessoas disputando cotas de poder ou mera influência.


De agência BBC BRASIL