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segunda-feira, 10 de julho de 2017

O que são os coletivos chavistas, 'defensores da revolução' que invadiram a Assembleia venezuelana





O grafite no muro ilustra a ameaça. Trata-se da silhueta de um homem apontando um fuzil. Logo abaixo, a legenda: "Os coletivos vão tomar Caracas em defesa da revolução!".

Esse tipo de grafite é comum em paredes e edifícios de vários bairros de Caracas. E também nos muros brancos que cercam o Parlamento venezuelano, invadido na quarta-feira por um grupo de civis simpatizantes do presidente Nicolás Maduro.

Os líderes da oposição os chamam de "paramilitares". A procuradora-geral da República, Luisa Ortega, os define como "grupos armados civis fora da lei". Nas ruas, são conhecidos simplesmente como "coletivos". E frequentemente estão encapuzados.

Segundo o governo, muitos coletivos são grupos sociais que trabalham em projetos dentro de organizações criadas pelo ex-presidente Hugo Chávez nas comunidades.

Vários são pacíficos. E desempenham papel político associado a uma longa tradição de esquerda, o que os vincula a Chávez e à revolução bolivariana, agora liderada pelo presidente Nicolás Maduro...

DeDaniel García Marco, BBC Mundo

domingo, 6 de dezembro de 2015

O que está em jogo nas eleições legislativas na Venezuela


Neste domingo, os venezuelanos irão às urnas eleger 167 deputados para a Assembleia Nacional. As eleições são decisivas porque pela primeira vez desde a eleição de Hugo Chávez, em 1999, existe uma possibilidade real de que a oposição saia vitoriosa do pleito, mesmo em setores tradicionalmente chavistas.

Pesquisas de intenção de voto apontam uma margem de diferença de 15 a 20 pontos percentuais de vantagem para a oposição, reunida na coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Com uma minoria simples de 84 deputados - o cenário mais provável -, a oposição já teria a possibilidade de aprovar e revogar leis ordinárias, principalmente de cunho econômico, que possibilitariam a fiscalização do uso de recursos públicos, assim como pedir investigações sobre denúncias de corrupção no atual governo...

De Ana Carolina Peliz, BBC BRASIL

sexta-feira, 22 de março de 2013

Chavistas e opositores entram em confronto no centro de Caracas



CARACAS - Duas pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira quando jovens opositores venezuelanos enfrentaram com pedras e paus os partidários do ex-presidente Hugo Chávez no centro de Caracas, a menos de um mês das eleições gerais de 14 de abril, convocadas após a morte do mandatário.

A polícia venezuelana, que confirmou os feridos, disparou gás lacrimogêneo para dispersar os grupos.

Centenas de estudantes tentavam chegar ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para exigir "eleições limpas", mas foram interceptados por partidários do governo, segundo uma testemunha da Reuters.

"Estamos aqui fazendo uma luta pacífica e eles sempre atacam. Posso aguentar pedras, todas que forem necessárias", disse à Reuters Carlos Vargas, estudante de 19 anos ferido no olho direito pelo impacto de uma pedra.

"Não somos contra ninguém e nada, a única coisa que pedimos é democracia ... estamos exigindo eleições justas", acrescentou.

O país petrolífero escolherá seu próximo presidente entre o herdeiro político de Chávez, o presidente interino Nicolás Maduro, e o opositor Henrique Capriles.

Segundo duas pesquisas divulgadas nesta semana, Maduro tem uma vantagem superior a 14 pontos sobre seu opositor.

De Deisy Buitrago, agência REUTRES BRASIL