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segunda-feira, 10 de julho de 2017

O que são os coletivos chavistas, 'defensores da revolução' que invadiram a Assembleia venezuelana





O grafite no muro ilustra a ameaça. Trata-se da silhueta de um homem apontando um fuzil. Logo abaixo, a legenda: "Os coletivos vão tomar Caracas em defesa da revolução!".

Esse tipo de grafite é comum em paredes e edifícios de vários bairros de Caracas. E também nos muros brancos que cercam o Parlamento venezuelano, invadido na quarta-feira por um grupo de civis simpatizantes do presidente Nicolás Maduro.

Os líderes da oposição os chamam de "paramilitares". A procuradora-geral da República, Luisa Ortega, os define como "grupos armados civis fora da lei". Nas ruas, são conhecidos simplesmente como "coletivos". E frequentemente estão encapuzados.

Segundo o governo, muitos coletivos são grupos sociais que trabalham em projetos dentro de organizações criadas pelo ex-presidente Hugo Chávez nas comunidades.

Vários são pacíficos. E desempenham papel político associado a uma longa tradição de esquerda, o que os vincula a Chávez e à revolução bolivariana, agora liderada pelo presidente Nicolás Maduro...

DeDaniel García Marco, BBC Mundo

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Capriles promete impugnar as eleições venezuelanas



Caracas - O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, afirmou nesta quinta-feira que impugnará as eleições de 14 de abril e afirmou que o pleito deveria ser repetido total ou parcialmente.

"Vamos impugnar as eleições, mas não com a expectativa de termos um Supremo Tribunal de Justiça que nos dê algum tipo de resposta propícia. Vamos cumprir todos os trâmites legais porque, no final, esta eleição terminará percorrendo o mundo", indicou Capriles.

Em entrevista ao canal privado "Globovisión", o governador do estado de Miranda disse que a impugnação será apresentada nos "próximos dias".

No dia em que chegou ao fim o prazo que o próprio Capriles deu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para o início do processo de auditoria anunciado na semana passada, o líder opositor assinalou que "mais cedo que tarde" a situação deve desembocar em "uma nova eleição, na qual os venezuelanos possam expressar-se sem nenhuma irregularidade".

Capriles assinalou que, "visto tudo o que aconteceu nos últimos dias" - em referência ao anúncio de que o CNE faria uma auditoria sobre 100% dos votos -, "se mentiu ao país".

A presidente do CNE, Tibisay Lucena, anunciou após a apresentação do pedido da oposição que, devido à "particularidade" da situação do país após eleições em que o governista Nicolás Maduro ganhou por apenas 272 mil votos, seriam auditados os 46% das urnas que não foram revisados no dia do pleito.

Capriles, no entanto, afirmou que se a auditoria não revisar os cadernos de votação para verificar as assinaturas dos eleitores, a oposição não participará do processo.


De agência EFE

sexta-feira, 22 de março de 2013

Chavistas e opositores entram em confronto no centro de Caracas



CARACAS - Duas pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira quando jovens opositores venezuelanos enfrentaram com pedras e paus os partidários do ex-presidente Hugo Chávez no centro de Caracas, a menos de um mês das eleições gerais de 14 de abril, convocadas após a morte do mandatário.

A polícia venezuelana, que confirmou os feridos, disparou gás lacrimogêneo para dispersar os grupos.

Centenas de estudantes tentavam chegar ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para exigir "eleições limpas", mas foram interceptados por partidários do governo, segundo uma testemunha da Reuters.

"Estamos aqui fazendo uma luta pacífica e eles sempre atacam. Posso aguentar pedras, todas que forem necessárias", disse à Reuters Carlos Vargas, estudante de 19 anos ferido no olho direito pelo impacto de uma pedra.

"Não somos contra ninguém e nada, a única coisa que pedimos é democracia ... estamos exigindo eleições justas", acrescentou.

O país petrolífero escolherá seu próximo presidente entre o herdeiro político de Chávez, o presidente interino Nicolás Maduro, e o opositor Henrique Capriles.

Segundo duas pesquisas divulgadas nesta semana, Maduro tem uma vantagem superior a 14 pontos sobre seu opositor.

De Deisy Buitrago, agência REUTRES BRASIL

terça-feira, 5 de março de 2013

Morre o presidente da Venezuela Hugo Chávez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morreu nesta terça-feira em Caracas, após sofrer "complicações" devido ao agravamento de uma infecção respiratória adquirida durante seu tratamento contra o câncer.
O anúncio foi feito em rede nacional de televisão pelo vice-presidente, Nicolás Maduro.
"Estávamos recebendo informações e estávamos acompanhando suas filhas, seu irmão, sua família (no hospital) e aí recebemos as notícias mais trágicas e mais difíceis que jamais transmitiremos ao nosso povo. Às 16h25 (18h25 em Brasília), de hoje, dia 5 de março, o comandante Hugo Chávez Frías morreu", disse com a voz embargada e visivelmente emocionado.
Mais cedo, o governo havia culpado as potências ocidentais pelo câncer que acometeu o líder, e expulsou o adido militar da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas, David del Mónaco, alegando suspeitar que ele planejava angariar apoio dos militares para lançar um golpe no país. O diplomata tem 24 horas para deixar a Venezuela.
O líder da "revolução bolivariana" comandava a Venezuela há 13 anos e havia sido reeleito em 2012 para ocupar o cargo até 2019. Em julho de 2011, autoridades do país anunciaram que ele começava a ser tratado de um câncer na região pélvica. Detalhes da doença, porém, nunca foram esclarecidos pelo governo venezuelano.

Cirurgias

O mandatário vinha fazendo viagens regulares a Havana para receber tratamento. Na última delas, em dezembro de 2012, já temendo o pior, reconheceu a precariedade de seu estado de saúde e apontou seu vice, Nicolás Maduro, como principal sucessor político.
Ele foi submetido à quarta cirurgia relacionada ao câncer no dia 11 de dezembro. Poucas informações foram divulgadas sobre o procedimento, exceto que durou seis horas e o presidente perdeu muito sangue. A operação foi considera "exitosa", mas desde então Chávez não foi mais visto publicamente.
Porém, o quadro de saúde do presidente se agravou, evoluindo para uma insuficiência respiratória. Autoridades do país abandonaram o tom otimista que vinham usando nos comunicados anteriores sobre a saúde de Chávez e pediram orações da população.
Uma crise política tomou forma em Caracas com a aproximação do dia 10 de janeiro - a data marcada para que Chávez tomasse posse de seu próximo mandato. A oposição fez pressão para que a Presidência fosse cedida ao presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello - que deveria organizar um novo pleito, segundo a Constituição.
A maioria chavista venceu o embate e a posse fosse adiada indefinidamente.
Nesta terça-feira, o governo convocou os venezuelanos para rezarem por Chávez em frente ao hospital onde o mandatário estava internado. No início da noite, o vice-presidente Nicolas Maduro discursou confirmando a morte de Chávez.

'Tragédia histórica'

Em seu pronunciamento emocionado, Maduro destacou que Chávez batalhou "duramente" contra o câncer por quase dois anos, "com o amor e as orações do povo e a lealdade absoluta de seus companheiros e companheiras de luta" e deixou claro que liderará a continuidade do projeto chavista.
"Nós assumimos sua herança, suas metas e seus projetos, comandandante, Hugo Chávez. Levantaremos suas bandeiras com muita honra e dignidade. Onde quer que esteja, obrigado, mil vezes obrigado, deste povo que tanto você protegeu, comandante".
O vice-presidente também pediu por união e respeito à paz, citando até mesmo os opositores de Chávez.
"Teremos que nos unir, mais do que nunca. Vamos enfrentar as dificuldades. Àqueles que nunca o apoiaram, que o respeitem neste momento", disse.
O vice oficializou o envio das Forças Armadas às ruas do país para garantir estabilidade.
"O respeito à paz neste momento de dor imensa e desta tragédia histórica que toca hoje a nossa pátria, chamamos a todos os compatriotas para serem os vigilantes da paz, do amor e da tranquilidade desta pátria".
Maduro disse que nas próximas horas serão anunciados os detalhes das homenagens póstumas e do velório de Chávez.

Sucessor

Uma vez que a Justiça autorizou a continuidade do governo chavista mesmo sem a posse oficial do presidente, ainda não está claro como ocorrerá a sucessão na Venezuela.
Diferentemente de Chávez, Maduro não foi eleito, logo oposicionistas podem exigir a realização de novas eleições. Maduro foi chanceler da Venezuela por pouco mais de seis anos, até ser escolhido por Chávez para vice-presidente – substituindo Elisas Jaua, que deixou o governo para concorrer nas eleições regionais.
Segundo analistas, o processo de sucessão pode sofrer influência do setor militar do país. "Aqui há uma revolução militar que deve ser permanente e não pode ser detida", disse Maduro no último dia 28.
A oposição no país permanece fragmentada. O candidato mais provável para enfrentar o chavismo em um novo pleito é Henrique Capriles, reeleito no ano passado governador do Estado de Miranda.
Porém, parte da oposição o critica, dizendo que não teve força para assumir a liderança e não possui carisma suficiente para enfrentar os partidários de Chávez. Essa fragmentação abre a possibilidade para que outros oposicionistas disputem com Capriles uma eventual candidatura presidencial.
Mas isso também é sintomático de outro grande problema que impediu a oposição de levantar a cabeça: há partidos sem postulantes, e postulantes sem partidos.Ou seja, a oposição venezuelana segue sendo uma grande massa disforme de agremiações e pessoas disputando cotas de poder ou mera influência.


De agência BBC BRASIL



 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Oponentes marcham e pedem provas de que Hugo Chávez está vivo


CARACAS - Centenas de estudantes pró-oposição e outros críticos do governo de Hugo Chávez marcharam em Caracas neste domingo para exigir a prova de que o líder venezuelano, doente de câncer, ainda está vivo e governa.
A multidão, incluindo vários líderes da coligação de oposição Unidade Democrática, cantou músicas de protesto e hasteou bandeiras em uma manifestação em um bairro central nesta manhã.
"Diga-nos a verdade!" e "Pare de mentir!", diziam os cartazes.
Destacando a profunda polarização política da nação sul-americana de 29 milhões de pessoas durante o regime de Chávez que dura 14 anos, estudantes pró-governo também planejaram uma marcha em apoio ao presidente e seus ministros.
Com Chávez invisível, a não ser por um conjunto de fotos desde uma cirurgia de câncer em 11 de dezembro, os venezuelanos estão à deriva, à espera de um desenvolvimento em meio a um mar de rumores.
Autoridades dizem que Chávez está em um hospital militar de Caracas depois de retornar de Cuba há duas semanas, lutando por sua vida. Embora ele esteja respirando através de um tubo traqueal, incapaz de falar, e submetido à quimioterapia, o presidente continua governando por meio da escrita e outras comunicações, dizem.
Os opositores, porém, acusam o vice-presidente Nicolas Maduro e outros de mentirem sobre a condição de Chávez. E tem havido relatos na mídia e na Internet de que Chávez pode ter morrido - tudo enfaticamente negado pelo governo.
"Eles estão violando a constituição. A Venezuela não tem nenhuma autoridade agora. O presidente Chávez está doente, ele não disse uma palavra em dois meses. Ele não pode governar", disse a manifestante Maria Montero, uma professora de 56 anos.
Se Chávez morrer ou renunciar, a votação seria realizada dentro de 30 dias, provavelmente colocando Maduro contra o líder da oposição e governador do estado, Henrique Capriles para a liderança de uma nação que tem as maiores reservas de petróleo do mundo.

De Girish Gupta, agência REUTERS BRASIL

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Insuficiência respiratória de Chávez persiste, diz Caracas


CARACAS — A insuficiência respiratória da qual vem sofrendo o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em seu pós-operatório ainda persiste, informou o governo do país nesta sexta-feira em comunicado transmitido em rede nacional de rádio e televisão. O texto, lido pelo ministro para a Informação e Comunicação, Ernesto Villegas, diz também que Chávez continua “aferrado a Cristo” - mesmas palavras usadas pelo mandatário no Twitter na segunda-feira - e em contato permanente com sua família e seus médicos.


Este foi o primeiro boletim sobre a saúde de Chávez desde seu retorno à Venezuela, na segunda-feira, após mais de dois meses internado em Cuba, onde passou pela quarta operação desde o diagnóstico de câncer, em 2011.

“A insuficiência respiratória surgida no curso do pós-operatório persiste e sua tendência não tem sido favorável, por isso continua sendo tratada. O tratamento médico para a doença não apresentou efeitos adversos significativos até o momento”, diz o texto, lido pelo ministro para a Informação e Comunicação, Ernesto Villegas.



De Mundo, Jornal O GLOBO

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O "fantasma" de Hugo Chaves assina documentos e decretos


Um escândalo que estourou na Venezuela advertiu inevitável neste momento pela forma como foi tratada a nomeação do ministro das Relações Exteriores da marca Jaua Elias. Ele foi nomeado por decreto publicado no Diário Oficial, assinado por Hugo Chávez, em Caracas, sabe-se que o presidente está internado em uma enfermaria de cuidados intensivos em Havana.

Para a oposição venezuelana já parecia muito. Representantes da concordância da oposição fizeram ontem uma apresentação para a Suprema Corte para anular a nomeação de Jauá "inconstitucional", uma situação que os porta-vozes da oposição entendem que é manifesto. O novo chanceler respondeu desafiadoramente que Chávez é "quem tem e quem comanda".
 

A nomeação controversa assinada pelo presidente, como registrado nos decretos, em 15 de janeiro na capital venezuelana. Sabe-se que Chávez não voltou pra Caracas desde 09 de dezembro, quando ele foi a Cuba para a quarta operação de câncer que você tem.

"Estamos solicitando essa medida é inconstitucional porque tal nomeação assinado pelo presidente Hugo Chávez em Caracas em 15 de janeiro de 2013," disse Jesus Rangel Rachadell, um dos líderes do Partido Social Democrata COPEI.

"Nós nos perguntamos, o presidente está em Caracas cumprir seus deveres ou está em Cuba se recuperando de sua doença?", Acrescentou.

Em um comunicado, ele disse que o que resta é especular que "Chávez assinou a nomeação, em Havana ou alguém usurpou sua empresa aqui em Caracas."

Depois de sua breve registro no Supremo Tribunal Federal, o deputado Rangel afirmou: "O decreto tem duas irregularidades fundamentais. A primeira é que, segundo ele, se o ministro foi nomeado em Caracas, como é possivel se o presidente Hugo Chávez encontra-se em Havana, como é possível colocar o decreto com sua assinatura em Caracas. "

"O segundo é que o decreto é assinado pelo presidente Chávez. Se você realmente não está assinado em Caracas o presidente Chávez assinada ea assinatura pode ser forjado. E se o presidente Chávez assinou um decreto em Havana teria que dizer que foi assinado em Havana, mas deve ser enfatizado que, segundo a Constituição, Caracas é a sede do governo ", disse ele.

Rangel não dar validade aos documentos assinados em branco ou assinaturas virtual e eletrônico. "Isso não contempla a Constituição venezuelana." Quarta-feira foi a especulação de que Chávez havia deixado documentos em branco assinados e para lidar com emergências.

Rangel também observou que o presidente Chávez "não delegou ao vice-presidente Nicolás Maduro, disse poderes (executivo). O único que tem o poder ou obrigação de nomear os vice-presidentes ou ministros é a presidente ", frisou. E ele insistiu que Cuba é enviado a um comitê de especialistas médicos para determinar a saúde do presidente.

Seu colega Enrique Naime, primeiro vice-presidente da COPEI, observou que "todos os atos, contratos ou empresas que fazem (o chanceler Jaua) são considerados ilegais, pois sua nomeação é cercada por muitas dúvidas, dúvidas que o governo deve limpar" disse.

Ele acrescentou que "a esperança de amanhã (hoje) uma resposta do Supremo Tribunal Federal, após o cumprimento das 48 horas de demanda introduzidas para o Tribunal Constitucional, que pediu a anulação do decreto inconstitucional". "Esperamos que a resposta para ver quais as ações que tomamos", disse ele.

Anteriormente, a oposição reunidos na Mesa da Unidade Democrática, já havia denunciado a inconstitucionalidade de todo o processo que a Venezuela experimentou de não-apresentação do Chávez votos.

Os líderes da Organização dos Estados Americanos ea outras organizações internacionais e, internamente, contra a decisão, que considerou inconstitucional, por tempo indeterminado que prorroga o mandato de Chávez com vencimento em 10 de janeiro. Ao agir desta forma, argumentam eles, o poder estava nas mãos do vice-presidente Maduro que não foi eleito, mas nomeou-o presidente durante seu mandato anterior.

É um emaranhado legal que desnecessária armado do Tribunal e do Parlamento aprovaram a legitimidade que retira o executivo, que nega totalmente a cúpula bolivariana.


De Ludmila inogradoff, Jornal CLARÍN

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Venezuela vive problema de abastecimento de alimentos


CARACAS — Enquanto o país passa por uma semana de incertezas políticas, com a ausência do presidente Hugo Chávez - em Cuba desde o dia 11 de dezembro -, produtos como frango, açúcar, azeite, farinha de milho pré-cozido e café sumiram das prateleiras dos supermercados na Venezuela. Nesta terça-feira, em entrevista a Globovisión, o presidente da Datanálisis, Luis Vicente León, destacou que a política econômica do governo, baseada no controle extremo e na hostilidade com empresários, gerou a falta de produtos. O problema fez com com as autoridades anunciassem novas ações de fiscalização em supermercados e em áreas de distribuição na segunda-feira. (...)






De Mundo, O GLOBO online

domingo, 6 de janeiro de 2013

As diferenças entre as filhas de Hugo Chávez

Duas filhas do 1º casamento do presidente viveriam conflito em relação à decisão de desligar a máquina que o mantém vivo

CARACAS — Na cabeceira do quarto onde está internado Hugo Chávez, Rosa Vírginia, a filha mais velha do líder venezuelano permanece de vigília desde que o presidente passou por sua quarta cirurgia, no começo de dezembro. Por questões legais, cabe à ela tomar as decisões que afetam o futuro de seu pai. Mais nova, María Gabriela, é vista como a primeira-dama. Recentemente, pediu que acabassem as mentiras sobre o estado de saúde do Chefe de Estado, diante dos rumores sobre sua suposta morte, em um tweet publicado na internet. As duas, filhas do primeiro casamento do presidente com Nancy Colmenares, viveriam no entanto um conflito em relação à decisão mais difícil de todas: dar a ordem para desligar a máquina que mantém Chávez vivo, de acordo com o jornal espanhol “El Mundo”.


Na quinta-feira, o irmão mais velho de Chávez, Adán, esteve na capital cubana. O jornalista venezuelano Nelson Bocaranda confirmou que a visita de Adán teve uma finalidade específica: foi um pedido das filhas do presidente, que teriam visões opostas sobre a decisão.
Casada com com o ministro da Tecnologia, Jorge Arreaza, Rosa Virgínia assume o papel de possível herdeira política de Chávez. Nos comícios finais da campanha de reeleição, Rosa foi figura constante. Além dos eventos eleitorais, acompanhou Chávez também nos compromissos oficiais. Em junho de 2011, foi recebida pela presidente Dilma Rousseff durante a visita do presidente venezuelano ao Brasil. E esteve ao lado de Chávez durante o longo tratamento contra o câncer, em Cuba: numa das poucas fotografias de Chávez em Havana, a filha estava junto.


De Mundo, Jornal O GLOBO

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Chávez sofre insuficiência respiratória, diz governo venezuelano



CARACAS, 4 Jan (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sofre de insuficiência respiratória como consequência da infecção pulmonar "grave" que o atingiu, afirmou na quinta-feira o governo venezuelano, em uma nova complicação depois da operação a que foi submetido há três semanas em Cuba para tratar um câncer que ameaça tirá-lo do poder.
Chávez, de 58 anos, não tem sido visto ou ouvido em público desde que viajou para Cuba para a operação e tem enfrentado vários problemas pós-operatórios nos pulmões e em consequência de uma hemorragia, que já foi controlada.
"Depois da delicada cirurgia em 11 de dezembro, o comandante Chávez tem enfrentado complicações como consequência de uma grave infecção pulmonar", disse o ministro da Comunicação, Ernesto Villegas, lendo um comunicado oficial no palácio do governo, em Caracas. (...)

De Diego Ore, REUTERS Online

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Piora o estado de saúde de Hugo Chávez



Brasília – Sem o tom otimista dos últimos dias, o vice-presidente da Venezeula, Nicolás Maduro, anunciou uma piora no estado de saúde do presidente Hugo Chávez, internado em Havana, Cuba.
Ao lado da filha de Chávez, Rosa Virginia, e de dois altos funcionários do governo, Maduro classificou o estado de saúde do presidente de “delicado” e falou em “novas complicações surgidas como consequência de uma infecção respiratória já conhecida”.
Chávez está internado em Havana há duas semanas, após a reincidência de um câncer, cujos detalhes não foram informados.
Maduro, apontado pelo próprio Chávez como seu sucessor, disse que vai permanecer na capital cubana com a família do presidente. Ele disse ainda que o estado de saúde de Chávez “não está isento de complicações”.
Como não há informações detalhadas, o anúncio de Maduro abriu espaço para novas especulações. Diferentemente das declarações otimistas feitas no Natal, desta vez, o anúncio teve tom pessimista e também chamou a atenção a aparição da filha de Chávez. Além disso, as autoridades cancelaram a festa de Ano-Novo de Caracas e pediram aos venezuelanos que rezem pela saúde do presidente.

De Agência Brasil, Jornal DO BRASIL