O ex-presidente Luiz Inácio Lula desembarcou ontem em Brasília para discutir o momento político com Dilma Rousseff.
O encontro aconteceu a dois dias da prometida paralisação dos
trabalhadores, e com as maiores centrais sindicais do país divididas
sobre continuar ou não apoiando o governo.
O último contato pessoal, conforme assessores, ocorreu em São Paulo, no
18 de junho. Depois, Lula viajou para o exterior e só voltou na semana
passada.
Segundo auxiliares, eles ainda não haviam se reunido após pesquisa
Datafolha apontar o desmoronamento da popularidade de Dilma, no fim de
junho
Se encontros da dupla são regulares, o de ontem foi tratado com extrema
reserva --chegou a ser negado de forma enfática por diversos
interlocutores.
A expectativa de petistas era de que eles discutissem a difícil relação
do Executivo com o Congresso. Interlocutores de Lula têm dito que o
ex-presidente havia recomendado a Dilma mudanças no primeiro escalão do
governo e reclamado da articulação política, em seu momento mais frágil
nesses dois anos.
Durante os protestos de junho, Dilma perdeu 27 pontos percentuais de sua
popularidade. A desidratação alimentou, nos bastidores do PT e da base
aliada, a defesa do "volta, Lula".
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) descartou que Lula tenha qualquer intenção de voltar ao Planalto.
"Quem já viveu aqui neste palácio, como eu estou vivendo há 11 anos, já
viu o balão subir e descer tantas vezes que a gente tem que ficar
sereno. Quem viu 2005, onde já era proclamado por vários editorialistas
que o Lula tinha acabado, que não teria reeleição, tem que ter muita
serenidade agora", completou.
De Natuza Nery, Cátia Seabra e Tai Nalon, de Brasília, FOLHA
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Saúde de Mandela piora e África do Sul teme mais que nunca por sua vida
Johanesburgo - O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela segue hospitalizado em estado crítico, enquanto a África do Sul teme mais que nunca por sua vida, após evaporar-se nesta segunda-feira o otimismo provocado pelos últimos comunicados positivos da família.
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, informou ontem à noite pela primeira vez que Mandela, de 94 anos, tinha entrado em estado "crítico".
De mundo, agência EFE
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
Ex-secretária diz que Néstor Kirchner recebia bolsas de dinheiro
BUENOS AIRES - Uma ex-secretária do ex-presidente argentino Néstor Kirchner revelou na noite deste domingo mais um capítulo da série denúncias na TV de lavagem de dinheiro envolvendo o ex-chefe de Estado. Em entrevista ao programa Periodismo Para Todos, Miriam Quiroga contou que a Casa Rosada costumava receber sacolas cheias de dinheiro, que depois eram mandadas para província de Santa Cruz. Miriam também conta que o ex-presidente - falecido em 2010 - tinha relações com diversos empresários e que escutou planos sobre a construção de um cofre na casa dos Kirchner em El Calafate. Em uma primeira reação, a deputada Elisa Carrió disse que levará as informações para serem apuradas pela Justiça.
- As sacolas pretas cheias de dinheiro eram recebidas por Daniel Muñoz (ex-secretário de Kirchner) - afirmou a ex-secretária. - Essas bolsas eram trazidas por alguém. Enquanto trabalhava lá, vi Lázaro Báez, Cristóbal López, Eskenazi. - acrescentou.
Reforçando denúncias anteriores, Miriam disse que as sacolas eram pesadas na Casa Rosada e depois seguiam para Río Gallegos ou El Calafate, a bordo do avião presidencial ou por terra. Ela também assegurou que escutou o genro de Kirchner falar sobre o recebimento de barras de ouro que também seriam guardadas pela família.
- Eles simplesmente me diziam: “Toma, diga-me quanto pesa.” Mas nunca me deixaram abrir as sacolas ou tirar nada - assegurou. - Os comentários sobre o ouro eram de que barras saiam do Chile por um barco que passava pelo Pacífico. O destino era El Calafate. Se há um cofre, não iriam enchê-lo somente com dinheiro - afirmou.
A ex-funcionária acrescentou que Cristina Kirchner tinha conhecimento de todos os negócios do marido e era chamada por algumas de pessoas de “bruxa”. Néstor muitas vezes tinha que controlar Cristina, que não sabia lidar com algumas situações, segundo ela.
- Néstor controlava Cristina, pois ela nunca teve manejo para o diálogo. Era ele que coordenava a situação e, cada vez que ela estava alterada, tinha que acalmá-la.
Quiroga começou a trabalhar com Kirchner na década de 90, quando ele era governador de Santa Cruz. Foi porta-voz de assuntos oficiais e também atuou com a imprensa provincial. Em 2003, assumiu a chefia da Documentação Presidencial e ocupou um escritório a poucos metros do gabinete do presidente na Casa Rosada. Ela foi demitida poucas semanas depois de Cristina assumir o poder.
Deputada quer levar denúncias de ex-secretária à Justiça
A deputada argentina Elisa Carrió disse que apresentará na Justiça uma cópia do programa com as denúncias de Miriam Quiroga para que o caso seja investigado. Segundo ela, a ex-secretária confirmou com exatidão acusações que ela própria já havia divulgado no ano de 2008 e acrescentou que tem esperanças que um inquérito seja aberto para apurar as informações.
De jornal O GLOBO
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quarta-feira, 24 de abril de 2013
"The New York Times" contará com coluna mensal do ex-presidente Lula
Rio de Janeiro - O jornal "The New York Times" assinou um contrato com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a partir de hoje assinará uma coluna mensal na publicação, de acordo com um anúncio feito nesta terça-feira pelo Instituto Lula.
O contrato foi assinado durante o encontro de Lula, na segunda-feira em Nova York, com o diretor-geral desse serviço, Michael Greenspon, segundo o comunicado do Instituto.
De agência EFE
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domingo, 21 de abril de 2013
A vida de rainha de Rosemary Noronha, a amiga de Lula

VEJA revela os detalhes da sindicância que foi mantida em segredo pelo governo porque poderia criar “instabilidade institucional”. Ela mostra como a ex-secretária Rosemary Noronha se aproveitou da intimidade com o ex-presidente Lula para ganhar dinheiro, traficar poder e viver como uma soberana.
No ano passado, a Polícia Federal descobriu que Rosemary Noronha usava a influência e a intimidade que desfrutava com o ex-presidente Lula para se locupletar do poder. Exonerada do cargo de chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo e indiciada por formação de quadrilha, tráfico de influência e corrupção passiva, Rosemary foi alvo de uma sindicância conduzida por técnicos da Presidência. A investigação oficial, mantida em segredo por determinação do próprio governo, destoa da tradição dos governos petistas de amenizar os pecados de companheiros pilhados em falcatruas. Dedicado exclusivamente aos feitos da poderosa chefe de gabinete, o calhamaço de 120 páginas produzido pela sindicância é severo com a ex-secretária. Mostra que Rosemary encontrou diferentes formas de desvirtuar as funções do cargo. Ela pedia favores ao “PR” - como costumava se referir a Lula em suas mensagens - com frequência. Era grosseira e arrogante com seus subalternos. Ao mesmo tempo, servia com presteza aos poderosos, sempre interessada em obter vantagens pessoais - um fim de semana em um resort ou um cruzeiro de navio, por exemplo. Rosemary adorava mordomias. Usava o carro oficial para ir ao dentista, ao médico, a restaurantes e para transportar as filhas e amigos. O motorista era seu contínuo de luxo. Rodava São Paulo a bordo do sedã presidencial entregando cartas e pacotes, fazendo depósitos bancários e realizando compras. Como uma rainha impiedosa, ela espezinhava seus subordinados....
De Robson Bonin, revista VEJA
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sexta-feira, 19 de abril de 2013
Dirceu e cabeça do esquema de compra de apoio político do Congresso no governo Lula, tendo organizou e controlou o mensalão, diz acórdão
O resumo acórdão do julgamento do mensalão divulgado nesta sexta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aponta o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu como o responsável pela "organização" e pelo "controle" do esquema ilícito de compra de apoio político do Congresso no primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A Corte condenou Dirceu a dez anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.
"A organização e o controle das atividades criminosas foram exercidos pelo então ministro-chefe da Casa Civil, responsável pela articulação política e pelas relações do Governo com os parlamentares", afirma o documento. A quadrilha atuou do final de 2002 até junho de 2005, quando o esquema foi revelado pelo presidente do PTB licenciado, Roberto Jefferson. Segundo a publicação, que resume as decisões dos ministros ao longo das 53 sessões do julgamento, ocorrido no ano passado, ocorreu um "conluio entre o organizador do esquema criminoso" e o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares.
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De revista VEJA
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sexta-feira, 22 de março de 2013
Empreiteiras pagaram quase metade das viagens de Lula ao exterior
Quase metade das viagens internacionais feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após deixar o governo foi bancada por grandes empreiteiras com interesses nos países que ele visitou.
Todos eles ficam na América Latina e na África, de acordo com documentos oficiais obtidos pela Folha. As duas regiões foram prioridades da política externa do petista em seus dois mandatos.
A assessoria do ex-presidente diz que ele trabalha para promover "interesses da nação" e não das empresas que bancam suas atividades.
Mas políticos e empresários familiarizados com as andanças de Lula disseram à Folha que ele ajudou a alavancar interesses de gigantes como Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht nesses lugares.
Um telegrama diplomático de novembro do ano passado, enviado ao Itamaraty pela embaixada do Brasil em Moçambique após uma visita de Lula, diz que ele ajudou empresas brasileiras a vencer resistências locais ao "associar seu prestígio" a elas.
Desde 2011, Lula visitou 30 países, dos quais 20 ficam na África e América Latina. As empreiteiras pagaram 13 dessas viagens. Na última terça-feira, Lula iniciou novo giro africano, começando pela Nigéria, e patrocinado por Odebrecht, OAS e Camargo.
O Instituto Lula não informa os valores que recebe das empresas. Estimativas do mercado sugerem que uma palestra no exterior pode render a Lula R$ 300 mil, sem contar gastos com hospedagem, comida e transporte.
Os nomes dos financiadores das viagens de Lula aparecem nos telegramas diplomáticos obtidos pela Folha.
As empresas negam ter pago as viagens de Lula para que ele defendesse seus interesses.
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De Fernando Mello e Flávia Foreque, jornal FOLHA DE SÃO PAULO
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
FHC rebate críticas do PT: “coisa de criança”
Em vídeo, ex-presidente responde cartilha elaborada por petistas, que critica governo tucano e celebra os dez anos da chegada de Lula ao Planalto
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) chamou de "picuinha" as críticas que o PT está novamente fazendo ao seu antigo governo – desta vez por meio de uma cartilha que compara os últimos dez anos de Lula e Dilma Rousseff à frente da Presidência com a gestão tucana, que comandou o país entre 1995 e 2002.
"A gente deve comemorar a vitória do Brasil e não ficar o tempo todo olhando para trás. Isso é coisa de criança, parece picuinha", afirmou FHC, em um vídeo de 48 segundos postado no site Observador Político e na conta do YouTube do seu instituto.
Nesta quarta-feira, o PT vai promover em São Paulo um evento para comemorar os 10 anos do partido no comando da Presidência. A cerimônia deve contar com a presença do ex-presidente Lula e da presidente Dilma. Durante o evento, será distribuída uma cartilha de 27 páginas que compara dados econômicos e sociais do período tucano com a os últimos dez anos da gestão do PT. O texto, recheado de clichês e jargões de esquerda contra o neoliberalismo, exalta o governo do PT, mas exagera antigas estatísticas de pobreza e ignora que a política econômica dos petistas foi praticamente idêntica ao dos tucanos.
FHC ironizou o conteúdo. "Coisa engraçada é o modo de o PT comemorar. Em vez de ficar satisfeito com o que fez, fica falando o que o outro não fez. Ainda bem que já estou maduro o suficiente para dizer 'deixa pra lá, eles são assim mesmo’. O que eu vou fazer? Queria que eles fossem espontâneos, mais felizes com o que eles estão fazendo, mas cada um tem seu jeito. Então deixa para lá”, disse FHC.
O ex-presidente também fez críticas ao gerenciamento de estatais como a Petrobras e Eletrobras nos últimos anos da administração petista.
"Eles pensam que o Brasil começou agora. Não começou. No meu governo, eu mudei o rumo do Brasil, que estava muito desorganizado", lembrou FHC. "Mas eu sei reconhecer o que o passado fez de bom para o Brasil. E cada vez que o PT acerta, meu Deus, é bom para o Brasil. Mau é quando ele erra, quando atrapalha a Petrobras, atrapalha a Eletrobras, aí complica. Complica não é para mim, complica para o Brasil", afirmou.
De Revista VEJA
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Não contente com o papel de ex, Lula assombra a presidente Dilma
Lula, o obsolecente, agora passa a assombrar Dilma Rousseff
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, como se sabe, reuniu-se anteontem com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), a vice, Nádia Campeão, e 10 secretários municipais. Deu uma aula sobre como deve funcionar a Prefeitura, a necessidade de parcerias com o governo federal e do estado, as prioridades da gestão etc. Lula não exerce cargo nenhum nem mesmo no PT. Se o Apedeuta fosse rei do Brasil, como Elizabeth é rainha da Inglaterra, não poderia se entregar a essas larguezas. Ocorre que o homem tem vocação para monarca absolutista.
Fernando Haddad, que já é tratado por setores da grande imprensa paulistana, com menos de três semanas de mandato, como o maior prefeito de todos os tempos, abriu-lhe as portas, com o devido tapete vermelho. O prefeito Coxinha fez da Prefeitura um reduto do lulismo.
Se Haddad pratica a sujeição voluntária, com Dilma Rousseff será um pouco diferente. Na segunda, o monarca reúne integrantes do primeiro escalão do governo federal para tratar de política externa. Trata-se de um evento patrocinado pelo instituto que leva seu nome. Participam do encontro o ministro da Defesa, Celso Amorim (um lulista fanático), Marco Aurélio Garcia, assessor especial da presidente, e Luciano Coutinho, presidente do BNDES. Na plateia, estarão intelectuais petistas, ex-ministros, políticos os mais variados e convidados da América Latina. O Babalorixá de Banânia viaja depois para Cuba, onde está internado Hugo Chávez. Em fevereiro, já anunciou que passa a viajar pelo país, numa espécie de reedição das tais Caravanas da Cidadania.
Afinal, o que quer Lula? A resposta não é simples. Oficialmente, ele e seus sequazes dirão que estão atuando para fortalecer o governo Dilma, cuja reeleição, para todos os efeitos, não duvidem, ele defenderá. Perde, ademais, o seu tempo os que imaginarem que dá para investir numa eventual dissensão aberta entre a atual mandatária e o ex. Isso não vai acontecer.
A movimentação de Lula, no entanto, evidencia — muito mais do que apenas “sugere” — que ele não está contente com o papel de ex-presidente. Ora, para todos os efeitos, convenham, Dilma o representa. Foi feita candidata por ele, mantém um governo com uma maioria esmagadora de petistas, não cansa de exaltar as virtudes do antecessor etc. O país vive, sim, um momento de baixo crescimento da economia, mas é visível que isso ainda não se transformou em movimentos de opinião. Sem uma oposição para politizar a crítica, Dilma segue sendo uma figura pública popular e faz, a despeito da própria gestão, um governo aprovado pela esmagadora maioria, segundo indicam as pesquisas ao menos.
Assim, escreva-se o óbvio: Dilma não corre risco político nenhum que tenha raiz na oposição ou na população. O governo segue com uma maioria folgada no Congresso, e a governanta tem a simpatia de boa parte da imprensa. Por que Lula precisaria percorrer o país? A liderança da hora, no seu terreno ideológico, chama-se Dilma Rousseff, goste ele ou não. Qual o propósito de um seminário-aula para alguns figurões do governo e do novo périplo pelo país?
Um só: lembrar que ele está no jogo e que é, de fato, o “criador da criatura”. Ainda que Dilma negue, ainda que compareça em pessoa ao seminário, ainda que se deixe fotografar ao lado do Apedeuta, é evidente que um evento com essas características e com esses convidados agride a sua autoridade de presidente e lhe mina a credibilidade junto a setores importantes da sociedade.
Que se diga: ainda que Lula não tivesse a intenção de “pôr Dilma em seu devido lugar”, isso se daria na prática, dada a dimensão que ele tem no partido. O seminário, em si, com aquelas personagens, já é um despropósito, mas ainda se pode condescender: “Ah, se institutos não fizerem coisas assim, farão o quê?” Mas e a nova “caravana”? Qual é o propósito?
Não há mensagem que Lula possa passar aos brasileiros que não esteja, hoje em dia, a cargo de Dilma, que o sucedeu, ungida por suas próprias mãos. Ao tomar o lugar que cabe à presidente, o ex-mandatário ocupa a posição que avalia lhe caber por direito divino. Caso realmente decida percorrer o país, quando menos, Lula impõe à sua sucessora uma pauta. A fatura máxima dessa iniciativa levaria Dilma a abrir mão da reeleição em nome de um valor mais alto que se alevantasse: Lula!
Não, senhores! Desta vez, ele não que sair pelo Brasil pra confrontar e afrontar “a direita”; desta vez, ele não sairá por aí a demonizar FHC e os “300 picaretas”; desta vez, ele não vai oferecer o seu PT como alternativa “àqueles que mandamnestepaiz desde 1500”.
A única a ter seu prestígio desgastado com este Lula buliçoso é Dilma, por mais que ambos troquem publicamente juras de eterno amor e mútua admiração. Segundo pesquisas de opinião, justa ou injustamente, ela conseguiria se reeleger hoje por suas próprias pernas. O Apedeuta não suporta a ideia de que se tornou obsolescente. Por isso assombra a sua sucessora.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Lula vai a Cuba para tratar memória
O procurador geral Roberto Gurgel investigará as sinapses do ex-presidente
HAVANA - Acompanhado de Marisa Letícia, Luiz Inácio da Silva chegou ontem a Cuba para tratar um problema crônico de amnésia. "Estou preocupada", confessou dona Marisa. "Lula frequentemente esquece que não é mais presidente do Brasil. Tem acontecido com uma intensidade cada vez maior", desabafou após um longo suspiro. "Além disso, não lembra de nomes, datas importantes, uma porção de coisas", lembrou.
Com sinais aparentes de fadiga, Lula apresentou indícios de que a disfunção tem trazido efeitos colaterais. "Tenho também a sensação cada vez mais frequente de que estou sendo vigiado. Por vezes, até perseguido. Mas não lembro a razão", disse o ex-presidente em exercício, olhando de soslaio para os lados.
Solidário, Fidel Castro contou que passou décadas sofrendo o mesmo mal e arriscou um diagnóstico: "Hay que olvidarse, sin perder la ternura jamás".
Solidário, Fidel Castro contou que passou décadas sofrendo o mesmo mal e arriscou um diagnóstico: "Hay que olvidarse, sin perder la ternura jamás".
De The Herald, Revista PIAUÍ
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Procurador decide pedir investigação de acusações de Valério contra Lula
BRASÍLIA - O Ministério Público Federal vai investigar o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva com base na acusação feita pelo operador do mensalão, Marcos Valério, de que o esquema também pagou despesas pessoais do petista. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu remeter o caso à primeira instância, já que o ex-presidente não tem mais foro privilegiado. Isso significa que a denúncia pode ser apurada pelo Ministério Público Federal em São Paulo, em Brasília ou em Minas Gerais.
A integrantes do MPF Gurgel tem repetido que as afirmações de Valério precisam ser aprofundadas. A decisão de encaminhar a denúncia foi tomada no fim de dezembro, após o encerramento do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado a mais de 40 anos de prisão, Valério, que até então poupava Lula, mudou a versão após o julgamento.
Ainda sob análise do procurador-geral da República, o depoimento de Valério em setembro do ano passado, revelado pelo Estado, e os documentos apresentados por ele serão o ponto chave da futura investigação que, neste caso, ficaria circunscrita ao ex-presidente.
O procurador da República que ficar responsável pelo caso poderá chamar o ex-presidente Lula para prestar depoimento. Marcos Valério também poderá ser chamado para dar mais detalhes da acusação feita ao Ministério Público em 24 de setembro, em meio ao julgamento do mensalão. Petistas envolvidos no esquema sempre preservaram o nome de Lula desde que o escândalo do mensalão foi descoberto, em 2005. (...)
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Posse de Genoino é legal, mas desgasta petista e seu partido
Para especialistas, ato soa como contradição e fere a ética parlamentar
SÃO PAULO - A posse do ex-presidente do PT José Genoino é legal do ponto de vista jurídico, mas é ilegítima do ponto de vista ético. Para o filósofo Roberto Romano, professor de Ética e Filosofia da Unicamp, é uma contradição que uma pessoa condenada por infringir a lei seja empossada no Legislativo, na função de legislador. Condenado no julgamento do mensalão, Genoino deve tomar posse nesta quinta-feira como deputado federal.
O ato é possível porque o petista, assim como outros condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pode apresentar recursos à Justiça, adiando a condenação final por um prazo de seis meses a um ano. Na linguagem jurídica, enquanto o último recurso não for julgado, o processo não foi “transitado em julgado” — e é nessa condição que estão os mensaleiros.
— É um tapa no rosto da cidadania. Ele foi condenado pela maior e mais alta Corte do país. Ao tomar posse, ele não apenas desobedece acintosamente ao juízo supremo, mas está dando um tapa no rosto de todo cidadão — afirma Romano.
O professor diz que Genoino deveria pensar dez vezes antes de tomar posse como deputado federal, uma vez que o desgaste político será imenso:
— Perde o próprio Genoino, que deve ter sido mal aconselhado, perde o povo, perde o Parlamento, e perde o PT. Como pode editar leis alguém que foi condenado por não cumprir a lei? A ética não é uma escolha pessoal, uma questão de vontade. A ética é pública e coletiva — diz Romano, acrescentando que o artigo 37 da Constituição prevê que a “administração pública direta e indireta de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.
O jurista e professor Luiz Flávio Gomes afirma que, no campo jurídico, formalmente não há impedimento para a posse, uma vez que Genoino ainda poderá apresentar recursos à Justiça, mas avalia, no campo político, que o ato causará um enorme desgaste para o PT e para a Câmara dos Deputados.
— Se ele tivesse sido julgado por acidente de trânsito, seria outra coisa. Mas foi um caso de probidade na administração pública. Não é à toa que o Congresso e o poder político perdem pontos a cada dia — diz.
De Cleide Carvalho, País, O GLOBO.COM
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Governadores darão apoio a Lula, diz Cid
Um grupo de governadores está programando uma visita ao ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva. Seria um ato de desagravo pelos maus momentos que ele passou nas últimas semanas. Neste mês, a Operação Porto Seguro da Polícia Federal revelou as estripulias da ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha, muito íntima de Lula. Na sequência, o jornal o Estado de S. Paulo revelou que o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza afirmou ao Ministério Público Federal que o ex-presidente avalizou o mensalão. Devem ir ao encontro com Lula os governadores do Ceará, Cid Gomes, e de Pernambuco, Eduardo Campos. O anúncio foi feito ontem por Cid em seu twitter.
De Felipe Patury, Revista ÉPOCA
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