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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ex-secretária diz que Néstor Kirchner recebia bolsas de dinheiro


BUENOS AIRES - Uma ex-secretária do ex-presidente argentino Néstor Kirchner revelou na noite deste domingo mais um capítulo da série denúncias na TV de lavagem de dinheiro envolvendo o ex-chefe de Estado. Em entrevista ao programa Periodismo Para Todos, Miriam Quiroga contou que a Casa Rosada costumava receber sacolas cheias de dinheiro, que depois eram mandadas para província de Santa Cruz. Miriam também conta que o ex-presidente - falecido em 2010 - tinha relações com diversos empresários e que escutou planos sobre a construção de um cofre na casa dos Kirchner em El Calafate. Em uma primeira reação, a deputada Elisa Carrió disse que levará as informações para serem apuradas pela Justiça.

- As sacolas pretas cheias de dinheiro eram recebidas por Daniel Muñoz (ex-secretário de Kirchner) - afirmou a ex-secretária. - Essas bolsas eram trazidas por alguém. Enquanto trabalhava lá, vi Lázaro Báez, Cristóbal López, Eskenazi. - acrescentou.

Reforçando denúncias anteriores, Miriam disse que as sacolas eram pesadas na Casa Rosada e depois seguiam para Río Gallegos ou El Calafate, a bordo do avião presidencial ou por terra. Ela também assegurou que escutou o genro de Kirchner falar sobre o recebimento de barras de ouro que também seriam guardadas pela família.

- Eles simplesmente me diziam: “Toma, diga-me quanto pesa.” Mas nunca me deixaram abrir as sacolas ou tirar nada - assegurou. - Os comentários sobre o ouro eram de que barras saiam do Chile por um barco que passava pelo Pacífico. O destino era El Calafate. Se há um cofre, não iriam enchê-lo somente com dinheiro - afirmou.

A ex-funcionária acrescentou que Cristina Kirchner tinha conhecimento de todos os negócios do marido e era chamada por algumas de pessoas de “bruxa”. Néstor muitas vezes tinha que controlar Cristina, que não sabia lidar com algumas situações, segundo ela.

- Néstor controlava Cristina, pois ela nunca teve manejo para o diálogo. Era ele que coordenava a situação e, cada vez que ela estava alterada, tinha que acalmá-la.

Quiroga começou a trabalhar com Kirchner na década de 90, quando ele era governador de Santa Cruz. Foi porta-voz de assuntos oficiais e também atuou com a imprensa provincial. Em 2003, assumiu a chefia da Documentação Presidencial e ocupou um escritório a poucos metros do gabinete do presidente na Casa Rosada. Ela foi demitida poucas semanas depois de Cristina assumir o poder.

Deputada quer levar denúncias de ex-secretária à Justiça
A deputada argentina Elisa Carrió disse que apresentará na Justiça uma cópia do programa com as denúncias de Miriam Quiroga para que o caso seja investigado. Segundo ela, a ex-secretária confirmou com exatidão acusações que ela própria já havia divulgado no ano de 2008 e acrescentou que tem esperanças que um inquérito seja aberto para apurar as informações.


De jornal O GLOBO

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Presidente Mujica: “esta velha é pior que o zarolho” - Cristina e Néstor Kirchner

“Nada poderá nos separar”, diz Mujica sobre Argentina após gafe

SÃO PAULO - O presidente do Uruguai, José Mujica, afirmou nesta sexta-feira que “nada nem ninguém poderá nos separar”, referindo-se à Argentina. A fala foi veiculada um dia após a declaração de Mujica a prefeitos uruguaios na qual ele disse que “esta velha é pior que o zarolho”, referindo-se à atual presidente argentina, Cristina Kirchner, e ao ex-presidente Néstor Kirchner (morto em 2010), de quem a atual líder é viúva.
Mujica não pediu diretamente desculpas pela declaração. Em sua fala veiculada na rádio M24 nesta sexta, porém, ele falou sobre a relação entre uruguaios e argentinos em geral. “Nada nem ninguém poderá nos separar, definitivamente”, afirmou Mujica, segundo a imprensa uruguaia.
A declaração irônica do presidente uruguaio repercutiu mal no vizinho. O ministro das Relações Exteriores argentino, Héctor Timerman, se reuniu na quinta com o embaixador uruguaio na Argentina, Guillermo Pomi, e transmitiu o “profundo mal-estar” gerado pelas declarações, através de uma nota de protesto, informou a agência estatal argentina Télam.
Um portal uruguaio afirmou hoje que, ao ser informado de que suas declarações haviam vazado, Mujica na hora disse apenas: “O que pode fazer uma mancha mais ao tigre?”. A frase irônica de Mujica foi proferida um dia após uma das maiores catástrofes naturais do vizinho, onde chuvas torrenciais deixaram ao menos 57 mortos, a grande maioria na cidade de La Plata.


De jornal VALOR ECONÔMICO