Mostrando postagens com marcador dinheiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dinheiro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Sem dinheiro, INSS pode suspender atendimento em metade dos postos


A situação dos cofres públicos é dramática. Sem condições de cumprir a meta fiscal deste ano, de deficit de até R$ 139 bilhões, o Tesouro Nacional está suspendendo uma série de pagamentos e cortando o que pode de despesas. A tesoura, inclusive, avançou sobre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que pode suspender o atendimento em até metade de suas agências espalhadas pelo país.

Segundo fontes, o Ministério do Planejamento cortou mais de 40% dos recursos disponíveis para o funcionamento das agências do INSS. Há mais de três meses, o presidente da instituição, Leonardo Gadelha, vem conversando com o Planejamento em busca de uma solução, pois o dinheiro disponível para manter os postos de atendimento abertos praticamente acabou. Se nada for feito, nas próximas semanas, o INSS terá que anunciar um plano especial para atender a população.

Diante da escassez de recursos, o Planejamento se mantém irredutível. Mas a perspectiva de caos no atendimento do INSS pode levar o Palácio do Planalto a intervir no assunto. Num momento em que o presidente Michel Temer está a um passo de perder o mandato, o fechamento de agências do INSS levará a população a pedir o fim imediato do governo, dizem técnicos da Esplanada dos Ministérios. Será um desgaste enorme...

De Redação, Correio Braziliense


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Repasses de verba para gestão do Bolsa Família sofrem atraso


Embora a presidente Dilma Rousseff venha repetindo que o Bolsa Família está a salvo de cortes, diante da necessidade de ajuste fiscal, repasses mensais para garantir a gestão do programa estão atrasados. Estados e municípios só receberam os valores referentes ao primeiro semestre do ano. De julho para cá, nenhum centavo do dinheiro destinado a manter o funcionamento do Bolsa Família foi depositado nas contas.

A falta de pontualidade nos pagamentos já provoca reflexos. Uma das ações prejudicadas é a chamada busca ativa, anunciada como eixo central do Brasil sem Miséria, vitrine do primeiro mandato de Dilma, para incluir brasileiros em extrema miséria ainda não alcançados pelo programa. Outras atividades desempenhadas com o dinheiro, como a atualização dos cadastros e checagem das condições exigidas pelo programa, estão ameaçadas.

Neto Evangelista, secretário de Desenvolvimento Social do Maranhão, um dos estados mais dependentes do Bolsa Família, conta que os atrasos começaram ainda em 2014. Parte das parcelas do ano passado só foi quitada este ano. O atraso continuado gerou, segundo ele, dificuldades para gestores municipais...

De economia, CEARÁ AGORA

segunda-feira, 8 de julho de 2013

ONGs internacionais ampliam arrecadação no Brasil e miram classe C

Segundo um levantamento feito pela BBC Brasil, seis importantes ONGs internacionais instaladas no país – WWF, ActionAid, Fundação Abrinq - Save the Children, Conservação Internacional, Médicos sem Fronteiras e Greenpeace –, além do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), aumentaram a receita total e a captação de doações em dinheiro de pessoas físicas desde 2008.

O aumento médio real (descontada a inflação) das receitas das sete organizações ficou em 28,8% no período até 2012. Em termos de captação de dinheiro de pessoas físicas, a média de aumento foi de 424,64% entre 2008 e 2012, uma cifra influenciada especialmente por grandes aumentos reais da Conservação Internacional (1.223,69% nos últimos cinco anos) e da ActionAid (1.419,16%).
As duas ONGs decidiram começar os esforços de captação de recursos de pessoas físicas no Brasil apenas em 2007. Também procurada pela BBC Brasil, a Anistia Internacional, que há cerca de dez anos não possuía um escritório no país, voltou a tê-lo no ano passado.
O aumento da atuação das ONGs no Brasil também fica claro devido às campanhas realizadas por elas para arrecadar doações em dinheiro nas grandes cidades brasileiras.
A diversificação das plataformas usadas nessas campanhas – como o uso de agentes pedindo doações nas ruas e a veiculação de propagandas na TV – reflete os esforços cada vez maiores de algumas das ONGs em buscar doações das camadas mais pobres da população, como a Classe C, de olho no aumento de seu poder aquisitivo...

De Rafael Gomes, BBC BRASIL

sexta-feira, 28 de junho de 2013

De onde vem o dinheiro da Copa?

Os protestos das últimas semanas abriram um amplo debate sobre os custos e impactos econômicos da realização da Copa do Mundo no Brasil.

Alguns manifestantes chegam a defender um boicote ao evento em protesto contra o que consideram um desperdício de recursos públicos. Para eles, as entidades governamentais deveriam estar investindo em educação e hospitais os bilhões usados para construir estádios e outras obras ligadas ao evento.

O ex-jogador e deputado Romário engrossou o coro em um vídeo que se tornou viral na internet, no qual ataca a Fifa e alega que a Copa brasileira custará cerca de três vezes mais do que as anteriores - número contestado pelo Comitê Gestor da Copa do Mundo de 2014, o CGCopa.

"A África do Sul teve um gasto de R$ 7,7 bilhões de reais, o Japão de R$ 10,1 bilhões, a Alemanha de R$ 10,7 bilhões e o Brasil já está em R$ 28 e alguma coisa (bilhões). Ou seja, desculpe a expressão, mas que sacanagem. É sacanagem com o dinheiro do povo. Falta de respeito e escrúpulos", disse o deputado.
As autoridades envolvidas na organização da Copa se defendem alegando que muitos desses bilhões na realidade serão gastos em obras de infraestrutura e mobilidade urbana que precisavam ser realizadas com ou sem o torneio.
A presidente Dilma Rousseff também garantiu, em discurso em rede nacional, que nem um centavo do orçamento foi usado em estádios. Mas isso não quer dizer que não tenham sido usados recursos públicos em tais obras.
O BNDES financiou boa parte dos estádios com linhas de crédito a juros subsidiados – e, em muitos casos, os empréstimos foram tomados por governos estaduais, que terão de pagar o banco também com dinheiro público.
Além disso, os estádios contam com isenções fiscais dentro do programa Recopa.
Em meio a uma guerra de acusações e números, a BBC entrevistou autoridades e especialistas para tentar desatar os nós dessas polêmicas, explicando, afinal, quem paga pelas obras da Copa, em que condições - e com quais recursos:

1) Quanto custará a Copa no Brasil?

A previsão atual do comitê organizador é que sejam investidos em obras relacionadas a Copa um total de R$ 28,1 bilhões.
Aí estão incluídos 327 projetos que vão desde obras de infraestrutura básica, como aeroportos e corredores exclusivos para ônibus, até gastos diretamente ligados ao torneio de futebol.Do total, R$ 7,5 bilhões serão gastos em estádios; R$ 8,9 bilhões em obras de mobilidade urbana; R$ 8,4 bilhões em aeroportos e R$ 1,9 bilhão em segurança. 
O restante será investido em desenvolvimento turístico, portos e telecomunicações.
Tais obras fazem parte do que o governo chamou de "Matriz de Responsabilidade" da Copa e podem ser conferidas no Portal Transparência, mantido pela Controladoria Geral da União (CGU), embora alguns dados estejam desatualizados.

2) Foi a Copa mais cara da história?

A comparação entre países é complicada por uma série de razões, como explicou para a BBC Brasil Holger Preuss, Professor de Economia do Esporte na Universidade Johannes Gutenberg-University, na Alemanha, que estudou o impacto econômico das duas últimas Copas.
Para começar, nem sempre os governos realizadores dos eventos disponibilizam seus gastos. "E mesmo que o façam, a prestação de contas não é padronizada, o que dificulta a comparação", diz Preuss.
Recentemente, a Rússia anunciou que seus gastos para o evento de 2018 devem ficar em mais de R$ 35 bilhões, por exemplo – e no caso russo, a lista de projetos também inclui obras de infraestrutura básica e mobilidade urbana.
Segundo a assessoria de imprensa do deputado Romário, os dados citados pelo jogador no vídeo mencionado acima constavam em um editorial de jornal.
"É preciso ver quais obras foram incluídas nos gastos de outros países. No caso do Brasil, o valor ficou alto porque incluímos essas obras de infraestrutura e mobilidade urbana que iriam ser feitas com ou sem Copa e ficarão como um legado para a população", diz Luís Fernandes, secretário-executivo do ministério dos Esportes e integrante do CGCopa.
"De fato, é preciso muito cuidado para evitar uma comparação entre maçãs e bananas", concorda o economista Pedro Trengrouse, da FGV. "Muitas dessas obras só foram catalisadas pela Copa. Não há dúvida de que precisávamos de mais aeroportos, por exemplo. 
Só o aeroporto de Atlanta, nos EUA, tem mais fingers (passarelas móveis usadas para o embarque de passageiros) do que todos os aeroportos do Brasil juntos".É claro que isso não quer dizer que os custos de algumas obras específicas não possam ser contestados – nem que não haja exageros de gastos, irregularidades ou superfaturamento em algumas, ou muitas, delas.
Muitos especialistas contestam, por exemplo, a construção de estádios imensos em lugares que parecem não ter público ou clubes suficientes para manter a ocupação de tais estruturas após o evento. Entre eles estariam o estádio construído em Brasília, que tem capacidade para 71 mil pessoas e custou R$ 1,2 bilhão. 
E o de Manaus, que abrigará 44 mil torcedores e custou R$ 583 milhões (segundo o Portal Transparência).
As empresas e Estados envolvidos nos projetos alegam que a adequação das obras ao padrão Fifa ajuda a encarecê-las. Mas organizações da sociedade civil exigem mais explicações e transparência sobre essas escolhas.
Segundo o conselheiro Fabiano Silveira, do Conselho Nacional do Ministério Público, uma das questões que o MP está investigando com atenção são os custos de estruturas temporárias – as barracas que ficam em volta dos estádios para abrigar centros de credenciamento, receber pessoal da Fifa e etc. Em alguns Estados, os custos de tais estruturas chegariam a dezenas de milhares de reais, o que parece um exagero na avaliação do conselheiro.
"Também não há como negar que questões como corrupção e ineficiência podem encarecer alguns projetos", diz Preuss, para quem o problema não é gastar muito, mas como garantir, que, em cada caso, os recursos estejam sendo usados da maneira mais eficiente possível.

3) Quem paga pelas obras da Copa?

Cerca de um terço do valor das obras (R$ 8,7 bilhões) está sendo financiado por bancos federais – Caixa Econômica Federal, BNDES e BNB (Banco do Nordeste do Brasil).
Boa parte desses empréstimos é tomada pelos próprios governos estaduais, sozinhos ou em parcerias com o setor privado (PPPs), embora alguns empréstimos também sejam contraídos por entes privados (como os R$ 400 liberados pelo BNDES para o Corinthians construir o Itaquerão).Além disso, as obras da Matriz de Responsabilidade da Copa também consumirão R$ 6,5 bilhões do orçamento federal e R$ 7,3 bilhões de governos locais (estaduais e municipais). Dos R$ 28,1 bilhões, apenas R$ 5,6 bilhões serão recursos privados (que se concentram principalmente nos aeroportos).

4) E pelos estádios?

Os bancos federais financiaram cerca de metade dos R$ 7,5 bilhões gastos em arenas para a Copa. Apenas R$ 820 milhões foram financiados com recursos privados (segundo valores da CGU, que diferem um pouco de um levantamento do Tribunal de Contas da União). O restante dos recursos foi aportado por governos locais, principalmente estaduais. Na Alemanha, Preuss conta que os recursos públicos financiaram apenas um terço dos 1,5 bilhão de euros gastos em estádios.
Segundo o secretário federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União, Valdir Agapito, dos 12 estádios, 4 são públicos e foram, ou estão sendo construídos ou reformados pelos governos estaduais (Brasília, Manaus, Rio de Janeiro e Cuiabá – apesar de o Maracanã, no Rio, estar prestes a ser entregue para exploração pelo setor privado), 5 estão a encargo de esquemas de Parcerias Publico Privadas, ou PPPs, (Salvador, Natal, Fortaleza, Recife e Belo Horizonte) e 3 são privados (Curitiba, Porto Alegre e São Paulo).

4) Como os governos pretendem recuperar esse dinheiro?

No caso das PPPs, os estádios serão entregues para exploração pelo setor privado, e o retorno que obtiverem com jogos e uso dessas estruturas em shows e grandes eventos seria usado para ajudar a pagar os empréstimos aos bancos federais.
No caso do Rio, um consórcio formado pela empreiteira Odebrecht, a empresa IMX, do empresário Eike Batista, e a companhia de origem americana AEG venceu em maio a licitação que determinaria o responsável pela administração do estádio do Maracanã pelas próximas três décadas. As condições da concessão e a licitação, porém, abriram uma série de polêmicas.
Os três estádios públicos serão administrados pelos próprios Estados. Ainda há dúvidas sobre a rentabilidade de algumas arenas em capitais menos populosas no longo prazo. O medo é que elas se tornem "elefantes brancos". A rentabilidade das concessões ao setor privado para os Estados também é contestada por alguns movimentos da sociedade civil.

5) Como a Fifa lucra com o evento?

A Fifa lucra com os contratos de transmissão dos jogos, de marketing e com os patrocinadores. Ela tem seis patrocinadores fixos (Adidas, Coca-Cola, Emirates, Hyundai, Sony e Visa) e contratos exclusivos para a Copa (no caso do Brasil, já são 14).

Além disso, a entidade não precisa pagar impostos no Brasil - privilégio também garantido em outros Mundiais.
"A Fifa faz uma festa privada e se você quiser que essa festa seja na sua casa, precisa aceitar as condições da entidade", diz Preuss. "A verdade é que ela não está comprometida com o desenvolvimento econômico dos países que sediam as Copas. A princípio é uma entidade sem fins lucrativos, mas cujo compromisso é com a promoção do esporte – e particularmente do futebol - no mundo."
Segundo Silveira, do Conselho Nacional do Ministério Público, a Fifa também mantém convênios com hotéis dos quais cobraria uma porcentagem sobre a hospedagem – em um esquema cujos efeitos sobre os preços estariam sendo analisados pelo MP.

6) Quanto foi comprometido em isenção fiscal?

Aprovado em 2010, o Regime Especial de Tributação para Construção e Reforma de Estádios da Copa, programa conhecido como Recopa, garante a desoneração de impostos como IPI, PIS/ Pasep e Cofins, além de tarifas de importação, na aquisição de equipamentos e contratação de serviços para a construção de estádios do mundial.
Agapito, da Controladoria Geral da União, diz não ter tido acesso ao dado de quanto foi desonerado. Segundo Luís Fernandes, do CGCopa, o levantamento ainda está sendo feito. De acordo com uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), porém, as isenções de impostos federais concedidas às construtoras responsáveis pelos estádios da Copa somariam R$ 329 milhões.
No caso das isenções para a Fifa, estima-se que o total desonerado ficaria em torno de R$1 bilhão.

De Ruth Costas, de Londres, agência BBC BRASIL

terça-feira, 25 de junho de 2013

Empresário distribui dinheiro em praça de Nova York para denunciar corrupção

Nova York - O co-fundador da famosa empresa de sorvetes Ben & Jerry's, Ben Cohen, permaneceu durante duas horas em uma praça de Nova York nesta terça-feira para presentear aos transeuntes centenas notas de dólar nas quais imprimiu mensagens contra a corrupção em Washington.

"Nos Estados Unidos não temos boas regulações ambientais ou políticas energéticas e tudo porque as grandes corporações estão pagando os políticos para que não sejam aprovadas leis que melhorem a situação", disse à Agência Efe o empresário e ativista.

De política, agência EFE

sábado, 8 de junho de 2013

Justiça abre ação ligada ao mensalão para cobrar Dirceu

A Justiça Federal em Brasília abriu o primeiro processo de improbidade contra o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) para cobrar a devolução dos valores que teriam sido desviados, sob seu comando, para o esquema do mensalão.

Também respondem ao processo o deputado federal José Genoino (PT-SP), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e outras 18 pessoas.

O Ministério Público deu início à ação em 2007, mas só agora a Justiça a aceitou.

A decisão foi tomada no início do mês passado, dias depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) publicar o acórdão com a sentença do julgamento do mensalão, que condenou Dirceu a dez anos e dez meses de prisão...


De José Ernesto Credendio e Flávio Ferreira, de São Paulo, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dupla é flagrada no aeroporto de Brasília com dinheiro nas cuecas



Dois homens foram detidos ao tentar embarcar em um voo de Brasília para o Rio de Janeiro com R$ 465 mil em espécie escondidos em meias, cuecas e outras peças de roupa. A prisão ocorreu na quinta-feira pela Polícia Federal. Um dos homens, que se identificou como Michel, disse que portava R$ 229 mil. O economista e empresário Eduardo Lemos, dono da Fides Advisor Consultoria Financeira, se apresentou como dono do dinheiro. 
Segundo Lemos, o dinheiro seria enviado ao Rio para ser usado na compra de um apartamento para a mãe e no pagamento de dívida de R$ 50 mil. 
Em 2005, um funcionário do deputado José Guimarães, atual líder do PT na Câmara, foi preso com dólares na cueca no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ele chegou a ser processado por improbidade administrativa, mas foi inocentado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2012. "Não tenho contrato com o serviço público, não tenho ligação com político", disse Lemos. 

De portal JORNAL DO BRASIL

terça-feira, 14 de maio de 2013

Itaú compra Credicard por R$ 2,767 bilhões em dinheiro


SÃO PAULO - O Itaú Unibanco confirmou em fato relevante a compra da Credicard por R$ 2,767 bilhões, conforme antecipou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor. A operação envolve a compra da marca Credicard, do banco Citicard e da promotora Citifinancial, com 96 pontos de venda.
A transação envolve ainda uma carteira de crédito de R$ 7,3 bilhões, com uma base de 4,8 milhões de cartões de crédito. Ficaram de fora do negócio os cartões American Airlines, Corporate, Credicard Platinum (exceto Credicard Exclusive) e os cartões com as marcas Citi e Diners.
O comunicado informa que a conclusão da operação ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores.


De Vanessa Adachi, portal VALOR

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ex-secretária diz que Néstor Kirchner recebia bolsas de dinheiro


BUENOS AIRES - Uma ex-secretária do ex-presidente argentino Néstor Kirchner revelou na noite deste domingo mais um capítulo da série denúncias na TV de lavagem de dinheiro envolvendo o ex-chefe de Estado. Em entrevista ao programa Periodismo Para Todos, Miriam Quiroga contou que a Casa Rosada costumava receber sacolas cheias de dinheiro, que depois eram mandadas para província de Santa Cruz. Miriam também conta que o ex-presidente - falecido em 2010 - tinha relações com diversos empresários e que escutou planos sobre a construção de um cofre na casa dos Kirchner em El Calafate. Em uma primeira reação, a deputada Elisa Carrió disse que levará as informações para serem apuradas pela Justiça.

- As sacolas pretas cheias de dinheiro eram recebidas por Daniel Muñoz (ex-secretário de Kirchner) - afirmou a ex-secretária. - Essas bolsas eram trazidas por alguém. Enquanto trabalhava lá, vi Lázaro Báez, Cristóbal López, Eskenazi. - acrescentou.

Reforçando denúncias anteriores, Miriam disse que as sacolas eram pesadas na Casa Rosada e depois seguiam para Río Gallegos ou El Calafate, a bordo do avião presidencial ou por terra. Ela também assegurou que escutou o genro de Kirchner falar sobre o recebimento de barras de ouro que também seriam guardadas pela família.

- Eles simplesmente me diziam: “Toma, diga-me quanto pesa.” Mas nunca me deixaram abrir as sacolas ou tirar nada - assegurou. - Os comentários sobre o ouro eram de que barras saiam do Chile por um barco que passava pelo Pacífico. O destino era El Calafate. Se há um cofre, não iriam enchê-lo somente com dinheiro - afirmou.

A ex-funcionária acrescentou que Cristina Kirchner tinha conhecimento de todos os negócios do marido e era chamada por algumas de pessoas de “bruxa”. Néstor muitas vezes tinha que controlar Cristina, que não sabia lidar com algumas situações, segundo ela.

- Néstor controlava Cristina, pois ela nunca teve manejo para o diálogo. Era ele que coordenava a situação e, cada vez que ela estava alterada, tinha que acalmá-la.

Quiroga começou a trabalhar com Kirchner na década de 90, quando ele era governador de Santa Cruz. Foi porta-voz de assuntos oficiais e também atuou com a imprensa provincial. Em 2003, assumiu a chefia da Documentação Presidencial e ocupou um escritório a poucos metros do gabinete do presidente na Casa Rosada. Ela foi demitida poucas semanas depois de Cristina assumir o poder.

Deputada quer levar denúncias de ex-secretária à Justiça
A deputada argentina Elisa Carrió disse que apresentará na Justiça uma cópia do programa com as denúncias de Miriam Quiroga para que o caso seja investigado. Segundo ela, a ex-secretária confirmou com exatidão acusações que ela própria já havia divulgado no ano de 2008 e acrescentou que tem esperanças que um inquérito seja aberto para apurar as informações.


De jornal O GLOBO

domingo, 24 de março de 2013

O novo ministério zomba do Brasil



Está confirmado: o julgamento do mensalão não teve a menor importância para o Brasil. Não se sabe ainda quando os condenados serão presos, se forem, mas isso também não importa. O que importa é que o esquema deu certo. O grupo político que organizou o maior assalto da história aos cofres públicos – ninguém jamais ousara criar um duto permanente entre o dinheiro do Estado e um partido político – vai muito bem, obrigado. Aprovado em duas eleições presidenciais, parte para a terceira como franco favorito. E os últimos atos da presidente da República mostram sua desinibição para reger o esquema parasitário.

Dilma Rousseff anunciou uma reforma ministerial. Assunto delicado. Como se sabe, a presidente passou todo o seu primeiro ano de governo tentando segurar nos cargos o exército de ministros podres que nomeou. Em muitos casos não foi possível. A avalanche de denúncias publicada pela imprensa burguesa, que não deixa o governo popular sugar o país em paz, foi irresistível. Mas a opinião pública brasileira é tão lunática que esse vexame – ter que cortar cabeças em série, todas recém-nomeadas – passou ao senso comum como a “faxina ética” da presidente. O Brasil gosta é de novela, e resolveu acreditar nesse enredo tosco da mãe-coragem que toma conta da casa.

Dilma, Lula e sua turma exultaram com o cheque em branco que receberam da nação. Ao longo de dez anos no poder, o tráfico de influência para edificar a República do fisiologismo foi flagrado em todo o estado-maior petista, de cabo a rabo: de Valdomiro a Dirceu, de Erenice a Rosemary, de Palocci a Pimentel, dos aloprados aos mensaleiros, dos transportes ao turismo, da agricultura ao trabalho. A tecnologia da sucção do Estado pelos revolucionários progressistas foi esfregada diversas vezes na cara do eleitorado, que continuou aprovando sorridente o truque. É por isso que agora, nos conchavos para a tal reforma ministerial, Dilma não faz a menor cerimônia para chamar os fantasmas para dançar.

Entre os principais interlocutores da presidente para decidir quem vai abocanhar o que, estão figuras inesquecíveis como o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi. O sujeito que tentou ficar no cargo na marra, que disse que só saía debaixo de tiro, após uma floresta de irregularidades apontadas na sua gestão – incluindo passeio em avião de dono de ONG beneficiada por seu ministério – está aí de novo, dando as cartas no primeiro escalão à luz do dia. O brasileiro é mesmo um generoso.

Quem mais apareceu decidindo com Dilma o futuro do seu ministério? Alfredo Nascimento, o ex-ministro dos Transportes demitido na “faxina”, falando grosso de novo para resolver quem vai ficar com uma das pastas mais endinheiradas do governo. E atenção: esses encontros não são secretos. Faxineira e faxinados mostram para quem quiser ver que continuam jogando no mesmo time, sem arranhar o mito da gerentona ética. Magia pura.

Mas nessa conversa houve um desentendimento inicial. Dilma queria que assumisse o ministério dos Transportes o senador Blairo Maggi, muito citado por réus do escândalo Cachoeira-Delta. Se o Brasil não lembra de nada, por ela tudo bem. Quem vetou foi o próprio Nascimento. A escolha da presidente não passou no filtro do ministro demitido por ela. Isso é que é faxina bem feita.

Já que o Brasil não liga para essas coisas, nem para a gastança pública que fermenta a inflação, Dilma Rousseff achou que era hora de criar mais um ministério. Contando ninguém acredita. Vem aí a pasta da Micro e Pequena Empresa, para acomodar mais um companheiro e premiar o partido criado por Gilberto Kassab para aderir à indústria política do oprimido.

Evidentemente, os brasileiros não vão se importar que o novo ministério, com dezenas de novos cargos custando mais alguns milhões de reais ao Tesouro, tenha funções já cobertas pelo Ministério do Desenvolvimento. Faz sentido. O ministro do Desenvolvimento é Fernando Pimentel, o amigo de Dilma que faturou R$ 2 milhões com consultorias invisíveis e permaneceu no cargo agarrado à saia da madrinha. Para ter um ministro café-com-leite que precisa ficar escondido, melhor mesmo criar um ministério novinho em folha para fazer o que ele não faz.

Eis o triunfo da doutrina do mensalão: para cada Dirceu preso, sempre haverá uma Dilma livre, leve e solta.


De  Guilherme Fiuza, revista ÉPOCA

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

MP investiga desvio de verba destinada a tragédia


Prevista em lei para situações excepcionais, como catástrofes da natureza, a contratação de obras e serviços públicos sem licitação, a título de emergência, entrou no radar do Ministério Público Federal em 2013. Procuradores da República vão criar um grupo de trabalho especial para examinar esses repasses, fonte de inúmeros desvios e de "calamidade" nos cofres públicos.
A proposta é mapear investigações em curso que tratem de corrupção e aprofundar a apuração de novos casos de má aplicação de dinheiro durante tragédias, como chuvas e secas. De acordo com o Ministério da Integração Nacional, 523 municípios decretaram situação de emergência somente este ano.
Segundo a subprocuradora Denise Vinci Túlio, coordenadora da 5.ª Câmara de Patrimônio Público e Social, a proposta do grupo será acompanhar as contratações emergenciais feitas por prefeituras com recursos federais. "As situações se repetem todo ano e queremos criar mecanismos mais eficazes para fiscalizá-los", disse a subprocuradora.
Uma das irregularidades mais comuns é a inexistência de projeto básico nas contratações emergenciais. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou problemas nas ações de recuperação e reconstrução de pontes nos municípios do Rio atingidos pelas chuvas de janeiro de 2011. Vinci destaca que o grupo quer evitar que gestores aproveitem o período de comoção social para aplicarem irregularmente o dinheiro ou mesmo fazer uso político dessas verbas. (...)


De política, portal VEJA

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ronaldo, o fenômeno, a corrupção, o superfaturamento e a Copa de 2014


Não critiquem a Copa. Não percam tempo com corrupção, superfaturamento, desperdício de dinheiro. E pensem na festa. Este é o conselho do ‘homem-teflon’, o amigo íntimo do Fuleco…

Ele é um homem feliz.
Nasceu com o dom para jogar futebol.
Foi um dos melhores de todos os tempos.
Milionário, poucos se lembram que nasceu em Bento Ribeiro.
Do bairro pobre do Rio partiu para os melhores lugares da Terra.
Feio, foi rejeitado pelas meninas na infância.
Mas a bola fez milagres.
Teve e tem mulheres belíssimas.
As troca sem a menor cerimônia.
Com uma delas quase se casou com a bênção do papa.
E com o U2 comandando a trilha sonora.
Para não ostentar demais, se conformou com a festa em um castelo na França.
Em uma de suas noitadas, levou três travestis para o motel.
Um deles declarou que ele os chamou e pediu cocaína.
Houve um escândalo internacional.
Fosse com qualquer outra pessoa, ninguém esqueceria um dia sequer.
Mas com ele, nada de ruim gruda.
Parece feito de teflon, material de frigideiras que não precisa de óleo.
E o destino ainda quis que o travesti falante, aliás o único, morresse.
Os outros dois simplesmente sumiram.
Assim como o seu escândalo em Presidente Prudente.
Quando saiu do famoso Pops Drinks.
Levava uma mulher e queria entrar com ela na concentração corintiana.
Gritou, xingou seguranças na porta do hotel.
Foi uma grande matéria da revista Placar.
Como por encanto, todos se esqueceram.
Comendo, bebendo e fumando muito, engordou demais no final da carreira.
Não se privava de nada.
E queria emagrecer.
A natureza não foi tão benevolente quanto os treinadores do Corinthians.
Mano Menezes e Tite fingiam não enxergar que ele mal conseguia andar.
Mas o escalavam assim mesmo.
E o time atuava na verdade com dez jogadores.
Tudo era quase impossível.
Andrés Sanchez demonstrava que era assim que queria.
Afinal, ele tinha carisma suficiente para atrair os patrocinadores.
Com o sorriso dos dentes separados e impressionante barriga, revolucionou o Corinthians.
Mais do que os milhões, a visibilidade que trouxe ao clube foi absurda.
Fez valer o apelido de Fenômeno.
Aprendeu todos os truques para atrair a atenção da imprensa.
Nos dois anos em que passou contundido.
Soube como divulgar sua imagem.
Nas mãos da Nike e do então seu assessor pessoal, Rodrigo Paiva.
Foi Paiva que o enfiou em todas as guerras possíveis.
Levou a mensagem da paz, animou crianças em hospital.
E teve a mídia a seus pés para sempre.
Após acabar a carreira quando quis, resolveu ganhar dinheiro.
Ou seja, mais dinheiro do que já tem.
A revista Alfa contabilizou seu patrimônio em R$ 600 milhões.
Se colocou como sócio em uma agência para administrar a imagem de ídolos noesporte.
Neymar, Ganso, Lucas, Anderson Silva foram correndo trabalhar com ele.
E outros jogadores importantes estão esperando na fila.
Ele não tem muito tempo agora.
Está aproveitando muito bem a perda de 20 kg.
Ganhou para fazer isso diante das telas.
Fez questão de mostrar a barriga imensa só de sunga.
E foi a atração principal no Fantástico.
No quadro Medida Certa.
Emagreceu diante dos olhos de milhões de telespectadores.
Seria um incentivo às pessoas obesas começarem a se exercitar.
Mas como ele não faz nada de graça, veio a revelação.
A Folha de S.Paulo descobriu.
Ganhou R$ 6 milhões para emagrecer.
Fora toda a exposição.
Esperto, perdeu peso e voltou a ser interessante para o mercado publicitário.
Perdia propagandas pela obesidade.
E elas vieram com tudo, com o final de sua participação no programa.
Esse homem é capaz do impossível.
Na despedida de Marcos, roubar a cena.
Chamar Edmundo para “apertar um” e beber depois do jogo.
Depois justificou que sempre brinca com Edmundo.
O gesto imitando fumar maconha foi mais uma brincadeira.
Assim como chamar para beber alguém envolvido em um acidente automobilístico.
Edmundo estaria alcoolizado quando, em 1995, bateu seu carro no Rio.
Morreram três pessoas.
Mas não importa, era só brincadeira do “homem-teflon”.
Edmundo até sorriu...
Mas além da agência, ele havia sido convidado para outra função.
Andrés Sanchez o reaproximou de Ricardo Teixeira.
Os dois haviam brigado depois da Copa de 2006.
Quando ele levava os jogadores da seleção para baladas até as 5h da manhã.
Em plena Copa.
Parreira não teve como segurá-lo.
Teixeira o considerava como o responsável pelo fracasso na Alemanha.
Mas como ele é feito de teflon, o dirigente resolveu esquecer.
Até porque precisava de um ídolo para a Copa do Brasil.
Em pesquisa, 70% da população liga a palavra corrupção com o Mundial.
E lá foi ele se transformar em um dos membros do Comitê Organizador Local.
Sua função é só aparecer nas obras da Copa.
E dar entrevistas favoráveis ao evento.
Pouco importa se ele está superfaturado, se exaure as finanças brasileiras.
Faz de conta que não percebe os elefantes brancos.
As péssimas condições dos trabalhadores na construção dos estádios.
Ele só sorri e quer que todos sorriam juntos com ele.
Quem não sorriu muito foi Andrés Sanchez.
Seu sonho sempre foi presidir a CBF.
Ambicioso, o nosso moço feliz se esqueceu de quem o levou para o COL.
E disse que estava, sim, disposto a assumir a CBF.
Nem se lembrou do seu mentor.
Mas o rancor dos inimigos não gruda nele...
Apoiou, defendeu, deu beijinhos em Ricardo Teixeira.
Quando ele caiu, foi embora para Boca Raton, ele se calou.
Esperou.
E não se arrependeu.
Marin e Marco Polo abriram os quatro braços a ele.
E assim como o ministro Aldo Rebelo.
Lá está ele em todas as entrevistas coletivas sobre a Copa.
Ele e o tatu Fuleco, sempre juntos, unidos.
Foi ontem que ele desabafou.
Não se conformou com jornalistas pressionando Valcke.
O secretário-geral da Fifa, que recebeu dinheiro para apoiar o Brasil na Copa.
Que fez sumir a intenção de a Colômbia ao menos tentar ficar com 2014.
E se irritou com a menção ao Catargate.
Ainda mais com o superfaturamento dos estádios, os gastos desnecessários.
As exigências absurdas da Fifa para uma competição de um mês.
Não era possível.
Os jornalistas tinham de falar de samba, dar uma piscadinha a Valcke.
E perguntar para o secretário: "Imagina na Copa?"
Ele se revoltou e pediu que a imprensa se entusiasmasse.
Fizesse como a população.
Mas do alto de onde está, o “homem-teflon” não percebe.
Confunde tietagem com o ídolo com entusiasmo pela Copa.
Não tem nem ideia do sacrifício que o País faz pelo Mundial.
As Copas do Japão, da Alemanha e da África.
Todas juntas não custaram o que sairá a nossa Copa.
Mas ele não quer saber de tristeza.
É um homem feliz.
E quer que todos sejam ou pelo menos se façam de felizes.
Que não incomodem a Fifa.
Não duvidem de Ricardo Teixeira, Andrés, Marin, Aldo Rebelo.
Nem dele.
Ídolo milionário, galã, enviado dos céus.
Se houve corrupção, deixem para lá.
Isso é bobagem.
O que vale é a alegria.
Os patrocinadores comemorando a superexposição.
O País pagando bilhões que não tem.
A felicidade contaminar a todos e valer reeleições importantes.
2014 é um ano eleitoral, não é uma bela coincidência?
Isso é que importa.
A felicidade, o entusiasmo.
Assim falou Zaratustra.
Não, perdão.
Assim falou o “homem-teflon” diante do espelho.
Imagina na Copa...


De Cosme Rímole, portal R7.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A corrupção de todas as classes

Disse-me uma amiga: “Não! Não é piada! Tampouco sonho fantástico”. Pois o desembargador cearense Darival Bezerra determinou a prisão do prefeito petista da cidade de Senador Pompeu e mais do vice-prefeito e do vice-presidente da Câmara Municipal.

Acusado de fraude em licitações, desvio de dinheiro público; lavagem de dinheiro; ocultação de bens, direitos e valores; falsidade ideológica, peculato e formação de quadrilha, o prefeito Antônio Teixeira de Oliveira fugiu num ônibus, no dia 19 passado, junto com seus dois principais “parceiros” e mais 34 outros suspeitos de corrupção.

A notícia é bizarra. “Coisa ridícula!”, pensam uns. “Até onde pode ter durado essa fuga esquisita?”, sugerem outros. “Corrupto agora deu para passear de ônibus?”, indaga uma terceira ala.

A verdade é que nos acostumamos com a turma dos jatinhos espúrios e tendemos a rir de algo que não é, de modo algum, engraçado. Mas passeio não era, porque este já tinha sido dado por quase toda a extensão do Código Penal.

O prefeito e sua turma “progressista” queriam apenas fugir do flagrante para depois mergulhar no mar de impunidade que envolve o Brasil. Fogem do flagrante, contratam bons advogados e deitam na rede à espera da próxima oportunidade de delinquir.

É por isso que os mensaleiros precisam ser julgados, como bem deseja o ministro Joaquim Barboza. O sentimento de que tudo é possível e ninguém nunca é punido vem do consulado petista de aloprados, fraudadores de sigilos e dossiês. Que viraram sócios cotistas do Estado brasileiro, “privatizado” por eles e para eles.

Quando o exemplo vem de cima, fica insustentável esperar moralidade embaixo. Vale tudo. Salve-se quem puder. Farinha pouca, o pirão da “companheirada” primeiro.

Perto dessa gente, Gabriel Garcia Marques não tem imaginação nenhuma.


De Arthur Virgílio, Senador

sábado, 18 de junho de 2011

A volta do Rainha sem terra

O mister José Rainha, intitulado por ele mesmo de líder dos trabalhadores rurais sem terra, está de volta às manchetes dos jornais, e mais uma vez no caderno policial, agora como estamos tratando de uma liderança dos “movimentos sociais” podemos até compreender o porquê das acusações de desvio de dinheiro público.

Caso a justiça tenha dificuldades no seu enquadramento é simples resolver, jogue o Código Penal pra cima, quando cair é só verificar em qual página e artigo o livro ficou aberto, ai é só enquadrar o meliante.
Esta medida pode ser aplicada em outros companheiros e camaradas de plantão.

De Julio Cunha