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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Sem dinheiro, INSS pode suspender atendimento em metade dos postos


A situação dos cofres públicos é dramática. Sem condições de cumprir a meta fiscal deste ano, de deficit de até R$ 139 bilhões, o Tesouro Nacional está suspendendo uma série de pagamentos e cortando o que pode de despesas. A tesoura, inclusive, avançou sobre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que pode suspender o atendimento em até metade de suas agências espalhadas pelo país.

Segundo fontes, o Ministério do Planejamento cortou mais de 40% dos recursos disponíveis para o funcionamento das agências do INSS. Há mais de três meses, o presidente da instituição, Leonardo Gadelha, vem conversando com o Planejamento em busca de uma solução, pois o dinheiro disponível para manter os postos de atendimento abertos praticamente acabou. Se nada for feito, nas próximas semanas, o INSS terá que anunciar um plano especial para atender a população.

Diante da escassez de recursos, o Planejamento se mantém irredutível. Mas a perspectiva de caos no atendimento do INSS pode levar o Palácio do Planalto a intervir no assunto. Num momento em que o presidente Michel Temer está a um passo de perder o mandato, o fechamento de agências do INSS levará a população a pedir o fim imediato do governo, dizem técnicos da Esplanada dos Ministérios. Será um desgaste enorme...

De Redação, Correio Braziliense


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Em protesto, vereadora discursa sem calcinha na Câmara


Uma vereadora da Câmara de Aracaju fez um protesto inusitado no plenário da Casa. Lucimara Passos (PCdoB) retirou uma calcinha do bolso durante seu discurso e disse que não estava usando a peça íntima. A atitude era para criticar o parlamentar Agamenon Sobral (PP), que teria chamado uma mulher que queria se casar sem calcinha de vagabunda, além de afirmar que ela merecia uma "surra".

A vereadora chamou o colega de "criminoso" e desafiou ele a te dar uma "surra". "Hoje vim com um vestido mais curto. Também trouxe a minha calcinha no bolso. Alguém pode me chamar de vagabunda? Alguém pode dizer que tenho de ser surrada?", perguntou.

A parlamentar defendeu que uma mulher não pode ser julgada pela roupa que veste ou se está ou não de calcinha. Ela pediu que Agamenon seja punido. O vereador criticou a atitude da colega e disse que ela queria "aparecer". Ele também pediu que a Comissão de Ética investigue o caso.

De política, A TARDE

sábado, 18 de maio de 2013

"O ENIGMA DA ALIANÇA SEM COMPROMISSO"


Nunca antes na história deste País - parafraseando o ex-presidente Lula -, um governo conseguiu tamanha base de sustentação, um arco de alianças partidárias de tal ordem que incorpora mais de 80% dos parlamentares. E mesmo assim, com a quase totalidade do Congresso “em suas mãos”, teoricamente alinhada sob o seu comando, não consegue fazer valer qualquer matéria ou projeto encaminhados para votação naquela casa. Do apoio a um novo código florestal a mudanças na legislação sobre os royalties do petróleo, nada é passível de consenso entre os membros da bancada majoritária. Ao contrário: serve para longas e arrastadas desavenças, que deixam visível o descontentamento com a maneira Dilma de fazer política - sem tapinha nas costas, ignorando os pedidos muitas vezes imorais das siglas, arredia a negociatas rasteiras. O enigma da aliança descompromissada, sem serventia nas horas-chave, se repete rotineiramente como uma sina cruel. E voltou a acontecer de maneira deprimente na semana passada, durante a votação da medida provisória que almeja modernizar os portos do Brasil. O que se viu, mais uma vez, foi o pior de um colegiado consumido pela prática da barganha. A insubordinação, a cobrança escrachada de contrapartidas, o toma lá dá cá ilimitado chocaram o País. Não importa nada além do interesse pessoal de cada político, que se sobrepõe sem constrangimento ao interesse maior da nação. O fisiologismo em larga escala tomou conta e a composição que garantiria a governabilidade está inapelavelmente à mercê da falta de princípios e dos podres projetos eleitoreiros daqueles legisladores. O único ganho visível que o governo parece angariar dessa camarilha é o tempo a mais no horário de campanha política na tevê. Será que uns minutos extras de propaganda valem tamanho desgaste? O custo tem se mostrado demasiadamente alto: distribuição de ministérios e de verbas para saciar um apetite por controle da máquina que não cessa. A presidenta Dilma precisa encarar de vez a realidade e partir para uma nova tática. Os congressistas, em sua maioria, definitivamente não são governistas. Muito menos se importam de estar a serviço do País. Preferem antes chafurdar na lama de lobbies financeiramente mais rentáveis que viabilizam seus planos de poder.


De Carlos José Marques, diretor editorial, revista ISTO É

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Estão votando sem saber o quê


Os deputados estaduais cearenses aprovam a maioria das matérias levadas a plenário sem o mínimo conhecimento do que está sendo votado. A prova foi a surpresa causada, ontem, pela publicação de uma nota na Coluna "Comunicado", deste Diário do Nordeste, dando conta da aprovação de uma "Homenagem discutível", que foi a instituição do dia 3 de janeiro como o Dia do Profissional da Segurança Pública.

Provavelmente, quando da votação do projeto de lei, somente a deputada Fernanda Pessoa (PR), autora da proposição estava consciente no que estava aprovando. O Governo, que tem maioria absoluta na Assembleia, não gostaria de ter a matéria aprovada e deverá vetá-la

Segundo a deputada Fernanda Pessoa, integrante da pequena oposição, a escolha da data - que passou desapercebida pela maioria dos deputados -, foi proposital, pois 3 de janeiro foi um dia em que ela percebeu "a importância do profissional da segurança pública para o Estado". A deputada nega que tenha sido motivada a propor tal projeto por influência do vereador Capital Wagner, naquela data seu suplente na Assembleia...



De política, jornal DIÁRIO DO NORDESTE 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Dilma anuncia na 3ª ampliação de programa de combate a pobreza extrema


BRASÍLIA, 14 Fev (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff deve anunciar na próxima terça-feira a ampliação do programa Brasil sem Miséria para cumprir a sua principal promessa de campanha de erradicar o pobreza extrema no país, disseram à Reuters fontes do governo.
No começo deste mês, Dilma disse em Cascavel (PR) que o governo tomaria providências para retirar da pobreza extrema todas as pessoas do Cadastro Único para Programas Sociais, que pelos cálculos da presidente somariam cerca de 2,5 milhões de pessoas.
Esse é o público alvo do governo para cumprir a promessa de campanha da presidente, que apesar de atingir a meta antecipadamente --inicialmente a erradicação só ocorria no final de 2014-- não deve comemorar como uma vitória absoluta, já que a própria presidente reconhece que existem pessoas fora dos cadastros do governo que estão na pobreza extrema.
"Conseguimos atender as pessoas cadastradas, mas a presidente vai pedir empenho dos prefeitos e da sociedade para continuar buscando mais pessoas que vivam em situação de extrema pobreza", disse uma das fontes.
Na avaliação da presidente, o cadastro não conseguiu mapear todas as pessoas vivendo em condição de miséria no país e, portanto, não há motivos para uma grande festa na terça.
A nova ampliação deve seguir os mesmos moldes do Brasil Carinhoso, programa lançado em 2012 para retirar da pobreza extrema crianças entre zero e 15 anos, mas os valores a serem aplicados para cumprir a promessa da presidente ainda estão sendo definidos, segundo uma das fontes ouvidas pela Reuters, que pediu para não ter seu nome revelado.
Pelos cálculos do governo, as ampliações dos instrumentos e dos repasses do Brasil sem Miséria já retiraram da pobreza extrema 19,5 milhões de pessoas. Para isso, o governo tem ampliado anualmente desde 2003 o orçamento do Bolsa Família, que é o braço de transferência de renda do Brasil sem Miséria.
Em 2011, o orçamento do Bolsa Família era de 17,3 bilhões de reais, segundo dados do balanço divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social no começo deste ano.
Para esse ano, a previsão é que sejam gastos 23,1 bilhões de reais com o Bolsa Família. Com a nova ampliação a ser anunciada esse valor deve subir.


De Jeferson Ribeiro, agência REUTERS BRASIL