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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Em protesto, vereadora discursa sem calcinha na Câmara


Uma vereadora da Câmara de Aracaju fez um protesto inusitado no plenário da Casa. Lucimara Passos (PCdoB) retirou uma calcinha do bolso durante seu discurso e disse que não estava usando a peça íntima. A atitude era para criticar o parlamentar Agamenon Sobral (PP), que teria chamado uma mulher que queria se casar sem calcinha de vagabunda, além de afirmar que ela merecia uma "surra".

A vereadora chamou o colega de "criminoso" e desafiou ele a te dar uma "surra". "Hoje vim com um vestido mais curto. Também trouxe a minha calcinha no bolso. Alguém pode me chamar de vagabunda? Alguém pode dizer que tenho de ser surrada?", perguntou.

A parlamentar defendeu que uma mulher não pode ser julgada pela roupa que veste ou se está ou não de calcinha. Ela pediu que Agamenon seja punido. O vereador criticou a atitude da colega e disse que ela queria "aparecer". Ele também pediu que a Comissão de Ética investigue o caso.

De política, A TARDE

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Senado aprova nova proposta para repartição do FPE

BRASÍLIA, 19 Jun (Reuters) - Os senadores aprovaram na terça-feira novas regras para distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e agora a Câmara tem até o final da próxima semana para referendar essa decisão e evitar a suspensão dos repasses, já que a atual fórmula de divisão foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Caso os deputados aprovem o projeto de lei complementar com alguma modificação em relação ao que foi aprovado pelo Senado, o texto terá que ser novamente avaliado pelos senadores. E caso a Câmara não chegue a um acordo para aprovar a nova fórmula, como ocorreu na semana passada, os repasses podem até mesmo ser suspensos.
Numa tentativa de evitar um novo arquivamento da proposta na Câmara, o relator da proposta no Senado, Walter Pinheiro (PT-BA), fez algumas modificações no texto.
Entre elas, o petista modificou o peso dos critérios de população e de renda per capita familiar para calcular o repasse e, com isso, pretende diminuir as resistências à proposta na Câmara.
"Isso basicamente atende aos Estados que têm baixa população, comparada aos grandes Estados do País, e que têm uma dependência muito grande do FPE", afirmou Pinheiro comentando as mudanças pouco antes da votação no plenário.
Os recursos do FPE são provenientes de parte das receitas do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que tem sido alvo de desonerações pelo governo federal.
Caso essa solução política não tenha sucesso na Câmara, a partir de julho os repasses aos Estados podem ser suspensos, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) considera os atuais critérios de divisão desses recursos inconstitucionais por se basear em percentuais fixos de divisão e não levar em conta o desenvolvimento regional previsto na Constituição de 1988.
Em janeiro, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, deu prazo até o final deste mês para os congressistas aprovarem novas regras...

De Jeferson Ribeiro, REUTERS BRASIL  

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Após 18 horas de sessão, Câmara não conclui votação da MP dos Portos



O governo não conseguiu vencer resistências da Câmara, que encerrou a sessão iniciada ontem (14) sem terminar a votação da MP dos Portos.
A votação, que começou às 11h da manhã de terça-feira, terminou às 4h55 desta quarta, quase 18 horas depois.
Agora, o governo vai tentar correr com os prazos para aprovar a MP no Senado até amanhã, quando ela perde a validade.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), convocou uma nova sessão para as 11h desta quarta-feira (15) para tentar terminar a votação. Dos 26 pedidos de mudanças no texto, 14 propostas ainda precisam ser analisadas pelo plenário.
O atraso representa uma derrota para o governo que ficou com menos tempo ainda para aprovar o texto na Câmara e no Senado. A ideia do governo era aprovar a MP ao longo da madrugada na Câmara e apressar a tramitação no Senado. Agora, os líderes admitem que está cada vez mais difícil aprovar a matéria.
No início da noite, o governo conseguiu aprovar o texto principal da MP que foi apresentado pela comissão mista de análise. Esse texto continha mais de 150 modificações em relação ao texto que foi enviado pelo governo ao Congresso em dezembro. Mesmo assim, o governo concordou em votá-lo como estava.
Os deputados contudo apresentaram 41 novas emendas para fazer novas alterações ao projeto. Dessas, apenas 12 foram votadas e 15 foram retiradas de pauta. Mas 14 ainda ficaram por votar.
O governo conseguiu maioria para rejeitar todas as tentativas de mudança com a qual não concordava.
O Planalto, no entanto, perdeu o controle da sessão ao impor uma derrota ao PMDB, rejeitando sugestões de mudanças lançadas pela bancada, principal aliado na Casa.
Com apoio dos oposicionistas, Cunha, considerado pelo Planalto o principal opositor à medida provisória, começou a pedir verificação de quorum em cada uma das votações, prolongando as discussões.
A proposta de Cunha tinha medidas que o governo não aceitava como a previsão de os concessionários e a União resolverem litígios sobre débitos através da arbitragem, mesmo com processo administrativo ou judicial em curso, e também não queria aumentar os tempos de contrato de concessões.
As propostas haviam sido negociadas antes por ministros e pelo vice Michel Temer com o líder do PMDB.
Por volta de 3h30 da manhã, a base governista começou a abandonar a sessão e houve problema de quorum. A sexta sessão do dia chegou a ser aberta com 257 parlamentares, número mínimo.
Para obter o quorum, Eduardo Alves chegou a determinar que fosse registrado os nomes de deputados da oposição que falaram ao microfone, mas não marcaram presença.
A votação, no entanto, não resistiu ao primeiro pedido de votação nominal para análise de requerimento para retirada de pauta da matéria. A Casa ficou com o painel de registro por quase 50 minutos esperando governista chegarem para registrarem presença. Lideres chegaram a telefonar para cobrar o retorno de deputados, mas a operação não surtiu resultado.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que tentou votar a exaustão, mas tinha que prevalecer o bom senso. Eduardo Alves responsabilizou o cansaço pelo atraso na votação.
"Era um esforço sobrenatural tentar quorum em todos os destaques. Vamos tentar agora amanhã", disse após encerrar a votação.
MUDANÇA
Apenas uma mudança no texto da MP teve apoio do governo. Ela permite que por decreto o tamanho da área do porto público seja reduzido. Essa medida foi apresentada pelo DEM, partido da oposição, e teve apoio do PT e parte de seus aliados. Os partidos contrários à ideia eram PMDB, PR e PSB, todos da base aliada.
As mudanças apoiadas pelo PMDB, PSB, PP, PDT e PTB foram todas rejeitadas pelo PT e os outros aliados do governo. As principais delas:
1) obrigar o governo a prorrogar contratos vigentes de terminais em portos públicos;
2) exigir audiência pública para permitir mudança na área dos portos públicos;
3) permissão ao governo federal para delegar portos aos estados e municípios;
4) autorização para que divergência entre empresa e governo seja resolvidas por arbitragem;
5) exigência de que portos privados tenham autorização por até 50 anos;
6) exigência que o governo informe ao Congresso sobre autorizações para portos;
7) obrigação de portos privados contratarem trabalhadores de portos públicos.
Mesmo com apoio de partidos da base, a oposição (PSDB, DEM, MD e PSOL) não conseguiu aprovar a maioria das suas propostas de emenda ao texto da MP. Logo na primeira votação, o governo venceu por 210 votos contra 172 dos opositores com forte apoio do PT, PCdoB, PDT, PSD, PSC, PV e PRB. Os outros partidos da base se dividiram, com apenas mais fortemente o PMDB colocando-se contrário ao governo.
Até mesmo a votação da emenda que permitia ao governo delegar a administração de portos aos estados e municípios foi rejeitada por 174 votos contra 155. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), possível candidato à presidente, foi pessoalmente ao Congresso numa audiência pública pedir essa autorização que acabou rejeitada.
Derrotada nas votações, a oposição acabou vitoriosa ao conseguir derrubar a sessão antes que todos os requerimentos fossem votados.
O líder do PT na Câmara, José Guimarães (PT-CE) disse que partidos da base ajudaram a obstruir a votação e responsabilizou o PMDB e o PP. Para ele, ainda é possível votar a MP na Câmara a tempo dela ser aprovada no Senado.
O líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse que era uma questão matemática prever que não seria possível votar a MP na Câmara ontem. Perguntado se era possível encerrar a votação no Senado, ele respondeu: "Eu não sou senador".



De Dimmi Amora, Márcio Falção, de Brasília, portal FOLHA

segunda-feira, 13 de maio de 2013

"Governo Dilma é avesso à política", diz Eduardo Cunha


Apontado pelo governo como o grande vilão pelo fato de a Câmara não ter votado a MP dos Portos, devido a interesses contrariados, o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), devolve a acusação e diz que o Palácio do Planalto, quando enviou a medida provisória, já patrocinou "interesses econômicos de quatro grupos", dois em Santa Catarina, um em São Paulo e um na Bahia. E diz que é "zero" seu eventual interesse com empresas situadas no porto de Santos, como sugerido pelos governistas. Sem regras estáveis e tratamento equânime, segundo Cunha, o país não terá como atrair o investimento de que necessita



De jornal VALOR ECONÔMICO 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Ministro do STF dá 72 horas para Câmara explicar PEC que limita Corte


Dias Toffoli quer ouvir partes envolvidas antes de decidir sobre pedido de suspensão da proposta


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, deu prazo de 72 horas para que a mesa da Câmara e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se manifestem sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite o Congresso derrubar certas decisões Corte.


Toffoli é relator do mandado de segurança que pede a suspensão da PEC e, por isso, quer ouvir as partes envolvidas no processo antes de decidir sobre o pedido de liminarprotocolado pelo PSDB e pelo PPS. O prazo começa a valer quando a Câmara for notificada oficialmente.
Se aprovada pelo Congresso, a PEC determina que sejam submetidas ao Congresso decisões do Supremo de editar súmulas vinculantes e que declarem inconstitucionais emendas à Constituição.
No pedido de suspensão, o PSDB afirmou que a PEC afronta "diretamente a instituição das cláusulas pétreas." A proposta causou reações dentro do Poder Judiciário. Para ministros do STF, o projeto desrespeita a separação de Poderes. Nessa quinta-feira, 25, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) retardou o andamento da PEC e não instalou de imediato a comissão especial para analisar o texto, como prevê o trâmite da Casa.
No mesmo dia em que a comissão aprovou a PEC, o ministro Gilmar Mendes concedeu liminar barrando a votação do projeto de lei que inibe a criação de partidos políticos. As ações geram embate entre representantes do Congresso e da Corte. Ao comentar a situação, o ministro Dias Toffoli negou que haja crise entre os Poderes e afirmou que o debate faz parte da "normalidade democrática".

De jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Congresso ignora apelo de Barbosa e aprova criação de quatro novos TRFs

BRASÍLIA - A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 544-A, que cria quatro novos Tribunais Regionais Federais (TRFs), foi aprovada na noite desta quarta-feira na Câmara. A PEC foi aprovada em segundo turno por 371 votos a favor, 54 votos contrários e seis abstenções, e como já foi aprovada no Senado, segue para promulgação.

A emenda cria tribunais com sedes em Belo Horizonte, Salvador, Curitiba e Manaus. O texto dá prazo de seis meses para a instalação desses tribunais, a contar da promulgação da futura emenda constitucional.
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De Isabel Braga,  agência O GLOBO

quarta-feira, 27 de março de 2013

Conselho de Ética é palco de chantagens, ameaças e manobras


BRASÍLIA — O Conselho de Ética da Câmara virou, na tarde desta terça-feira, espaço público de manobra política, de chantagens e ameaças. A sessão estava marcada para eleger o novo presidente do colegiado, para os próximos dois anos, mas nem terminou. O acordo entre o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o PDT para eleger o novato e desconhecido deputado Marcos Rogério (PDT-RO) presidente do conselho não vingou. Tudo porque o deputado Ricardo Izar Júnior (PSD-SP) lançou sua candidatura avulsa e era o favorito na disputa, que foi adiada para terça-feira da semana que vem.
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De Evandro Éboli, jornal O GLOBO

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Júlio Delgado encontrará Alckmin por votos do PSDB



Neste momento, o deputado mineiro Júlio Delegado, candidato do PSB à presidência da Câmara, e o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), estão reunidos em Fortaleza. Delgado disse a Gomes que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o convidou para encontrá-lo na capital paulista. Na semana passada, Alckmin recebeu o peemedebista Henrique Eduardo Alves, que também pleiteia a presidência da Câmara. Delgado acredita que encontrar-se com Alckmin fomentará um racha na bancada do PSDB que tende a votar no rival Alves. Os votos de Alves, segundo os próprios cálculos de Delgado, iriam então para ele. A agenda de encontros com governadores não finda aí. Ainda hoje, o deputado viaja ao Piauí para se encontrar com o governador Wilson Martins (PSB).


De Felipe Patury, Revista ÉPOCA

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

PCdoB apoiará Renan e Henrique Alves


O PCdoB apoiará a eleição dos pemeedebistas Renan Calheiros (à dir.) (AL) para a presidência do Senado e de Henrique Eduardo Alves (à esq.) (RN) para a presidência da Câmara. A decisão foi costurada pelo ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, e já foi comunicada às bancadas pelo presidente da legenda, Renato Rabelo.


De Felipe Patury, Revista ÉPOCA

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Aprovação de crédito em Morada Nova

Aprovação de Lei em Morada Nova

Acertada a decisão da Câmara Municipal de Morada Nova, sobre aprovação da Lei do tomada de crédito (empréstimo) junto a Caixa Econômica Federal, pois o Presidente, embora defensor e cumpridor das Leis municipais, não pode fugir do cumprimento da Lei maior que é a Constituição Brasileira, conforme já haver mim reportado em comentário anterior.

Vale restar que para apreciação desta matéria pelos pares na Câmara Municipal é necessário tão somente a maioria absoluta dos legisladores.

De Júlio Cunha

Em votação na Câmara Municipal de Morada Nova

Em votação na Câmara Municipal de Morada Nova, a Lei advinda do Poder Executivo, que trata da tomada de crédito junto à instituição publica federal, é o que tenho a dizer:
Quanto ao Orçamento, diz a CF/88 em seus artigos:
Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.
Art. 167. São vedados: III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;
Não cabe, portanto, A Câmara Municipal, com base na Lei Orgânica do Município de Morada Nova, nas suas deliberações, em atenção ao § 3º do Art. 53. Que diz o seguinte: Dependerão do voto favorável de dois terço, dos membros da Câmara: g) aprovação de empréstimos, operações de créditos, e acordos externos, de qualquer natureza, dependendo do Senado Federal, além de outras matérias fixadas da Lei Complementar do Estadual.
Como o próprio texto Constitucional descreve a Lei Orgânica do Município não tem competência para alterar o que está descrito no Art. 166 da CF/88, portanto trata-se de uma inconstitucionalidade na Lei Municipal, e que prejudica em muito os interesses do município, e a boa condução das finanças públicas.


De Júlio Cunha