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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Câmara exclui políticos de regularização de bens no exterior; projeto vai ao Senado


A Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça-feira emenda ao projeto de regularização de bens não declarados de brasileiros no exterior que proíbe políticos e detentores de cargos e seus familiares de aderirem ao programa, ao concluírem a votação do tema na Casa.

A emenda de exclusão dos políticos, apresentada pelo deputado Bruno Covas (PSDB-SP), foi aprovada por 351 votos a 48, de acordo com a Agência Câmara Notícias, logo após a aprovação do texto-base da matéria pelo plenário da Câmara. O projeto agora segue para análise do Senado.

Sem essa emenda, um dos possíveis beneficiários do programa de regularização de bens no exterior seria o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é alvo de investigação da Procuradoria-Geral da República e autoridades suíças sobre supostas contas não declaradas na Suíça.

Cunha, que enfrenta processo de cassação de mandato, também é investigado pela PGR por suspeita de recebimento de propina no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela operação Lava Jato...

De Pedro Fonseca, REUTERS BRASIL

domingo, 21 de junho de 2015

Putin elogia aproximação Cuba-EUA e evita se pronunciar sobre Venezuela


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira considerar um passo muito positivo a aproximação entre Cuba e Estados Unidos, e evitou se pronunciar sobre a situação na Venezuela, alegando que não é costume de seu país entrar em questões internas.

Putin, que concedeu uma entrevista aos presidentes das 12 maiores agências de imprensa do mundo, entre elas a Agência Efe, se apresentou com quatro horas de atraso, depois da meia-noite da sexta-feira, por isso se desculpou antes de começar a responder perguntas.

"Quero me desculpar que tenhamos passado da meia-noite, mas já sabem por que ocorreu. Tem a ver com o desejo dos meus colegas que vieram ao Fórum (Econômico Internacional de São Petersburgo) de debater diferentes assuntos. E é difícil interromper as reuniões", afirmou, dirigindo-se aos chefe das agências.

Os primeiros minutos da reunião foram transmitidos ao vivo pela televisão estatal russa. Depois, mudou o formato da reunião de Putin e seus convidados, que deixou de ser aberta e continuou a portas fechadas, sem possibilidade de gravação, publicação ou transmissão da mesma...

De agência EFE

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Cade aprova compra pela Energias do Brasil de fatia da Eneva em Pecém I


SÃO PAULO - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição de fatia de 50 por cento da Porto do Pecém Geração de Energia pertencente à Eneva pela EDP - Energias do Brasil, conforme despacho publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.

A Energias do Brasil, hoje detentora da metade restante da companhia, assumirá seu controle integral após a operação.

A Porto do Pecém Geração de Energia controla a usina termelétrica Porto do Pecém (Pecém I), localizada no Estado do Ceará, com potência instalada de 720 MW.

O negócio foi anunciado pela Eneva no início de dezembro, compreendendo pagamento de 300 milhões de reais pela participação de 50 por cento do capital social de Pecém I e pela futura capitalização de créditos concedidos originalmente pela Eneva a Pecém I no valor total de 409,9 milhões de reais.

De Por Marcela Ayres, REUTERS

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

BB e BNB aprovaram e, depois, negaram empréstimo à OAS



Em 10 de dezembro, o Banco do Brasil e o BNB acertaram um crédito de R$ 500 milhões para a OAS. Na sequência, cancelaram a operação. Foi o estopim para que os bancos privados também suspendessem seus empréstimos e a construtora entrasse em default na semana passada. A reestruturação da dívida total de R$ 7 bilhões está a cargo da G5 Evercore, de Corrado Varoli, ex-Goldman Sachs.


De Felipe Patury, ÉPOCA

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Em "agenda positiva", Câmara destina 75% dos royalties para educação e 25% para saúde

Em mais uma votação da "agenda positiva" fixada pelo Congresso em resposta às ruas, a Câmara dos Deputados estabeleceu na madrugada desta quarta-feira (25) que 75% das receitas do petróleo serão destinadas para a educação. O projeto original, enviado pela presidente Dilma Rousseff ao Congresso em maio, previa 100% do montante para o setor.

Pela alteração realizada pelos deputados, os outros 25% desses recursos irão agora para a saúde. A norma terá efeito para União, Estados e municípios.

As regras valem para os recursos dos royalties e da participação especial referentes aos contratos firmados a partir de 3 de dezembro do ano passado, sob os regimes de concessão e de partilha de produção de petróleo. O texto segue para análise do Senado.

Foi estabelecido ainda que essa medida também será aplicada para contratos anteriores a essa data que ainda não tiverem a "declaração de comercialidade", que atestaria que já há produção.

Segundo o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), não há compromisso do Planalto com a medida.

"Fatalmente vai repercutir em contratos já assinados. Com toda boa vontade, essa decisão pode derrotar o projeto Inteiro. Nos não temos compromisso com esses aspectos, se vierem a ser aprovados", afirmou.

Os deputados ainda fizeram outra alteração no trecho que determina que 50% dos rendimentos do fundo social do pré-sal, uma espécie de poupança dos recursos da exploração do petróleo, também devem ser direcionados para o setor. O relatório aprovado estabelece que metade de todos os recursos do fundo serão aplicados em educação e não apenas os rendimentos.

Foi estabelecido ainda um gatilho para o uso desses recursos. A totalidade dessa parte do fundo será usado até o país conseguir alcançar a meta estabelecida no Plano Nacional de Educação para o setor, que é de 7% do PIB (Produto Interno Bruto) para o setor em cinco anos e 10% até o final da década. O PNE ainda está em discussão no Senado. Atualmente, esse percentual é de cerca de 5%.

Criado em 2010, o objetivo do fundo é financiar "programas e projetos nas áreas de combate à pobreza e de desenvolvimento", segundo lei que trata do assunto. O governo avalia que essa regra pode provocar um aumento inflacionário e pode até mesmo afetar a indústria nacional.

O relator da matéria, deputado André Figueiredo (PDT-SP), considerou a proposta "tímida" e chegou a sugerir em seu substitutivo as mudanças que foram confirmadas pelos líderes partidários. O texto foi costurado nas últimas horas no plenário.

Segundo Figueiredo, com as mudanças aprovadas, os investimentos em educação e saúde devem alcançar na próxima década R$ 280 bilhões.

"Quando quantificamos [o projeto original], não representa nada para a educação", reclamou o relator na tribuna da Casa. O texto também não agradou entidades da educação.

Em reunião anteontem com governadores e prefeitos, Dilma cobrou a aprovação da medida pelo Congresso como forma de melhorar o setor. Para a oposição, a movimentação de Dilma é uma "cortina de fumaça" porque não terá efeitos imediatos.

Entidades de educação, como a UNE (União Nacional dos Estudantes), comemoraram a medida. "Esse entendimento foi excelente diante do projeto inicial, que tinha um mérito da iniciativa, mas era insuficiente para cumprir a meta", afirmou Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

SAÚDE

A destinação de 25% dos recursos dos royalties do pré-sal para a saúde foi comemorada por congressistas que acompanham o tema na Câmara dos Deputados. "As pessoas precisam de saúde para estudar e o orçamento está ficando estreito", disse o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Saúde.

Perondi argumenta que, cada vez mais, Estados e municípios arcam com despesas com a saúde, em detrimento da União. "Quem está gastando mais são os primos pobres."


De Flávia Foreque e Márcio Falcão, de Brasília, jornal FOLHA DE SÃO PAULO

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Senado aprova nova proposta para repartição do FPE

BRASÍLIA, 19 Jun (Reuters) - Os senadores aprovaram na terça-feira novas regras para distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e agora a Câmara tem até o final da próxima semana para referendar essa decisão e evitar a suspensão dos repasses, já que a atual fórmula de divisão foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Caso os deputados aprovem o projeto de lei complementar com alguma modificação em relação ao que foi aprovado pelo Senado, o texto terá que ser novamente avaliado pelos senadores. E caso a Câmara não chegue a um acordo para aprovar a nova fórmula, como ocorreu na semana passada, os repasses podem até mesmo ser suspensos.
Numa tentativa de evitar um novo arquivamento da proposta na Câmara, o relator da proposta no Senado, Walter Pinheiro (PT-BA), fez algumas modificações no texto.
Entre elas, o petista modificou o peso dos critérios de população e de renda per capita familiar para calcular o repasse e, com isso, pretende diminuir as resistências à proposta na Câmara.
"Isso basicamente atende aos Estados que têm baixa população, comparada aos grandes Estados do País, e que têm uma dependência muito grande do FPE", afirmou Pinheiro comentando as mudanças pouco antes da votação no plenário.
Os recursos do FPE são provenientes de parte das receitas do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que tem sido alvo de desonerações pelo governo federal.
Caso essa solução política não tenha sucesso na Câmara, a partir de julho os repasses aos Estados podem ser suspensos, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) considera os atuais critérios de divisão desses recursos inconstitucionais por se basear em percentuais fixos de divisão e não levar em conta o desenvolvimento regional previsto na Constituição de 1988.
Em janeiro, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, deu prazo até o final deste mês para os congressistas aprovarem novas regras...

De Jeferson Ribeiro, REUTERS BRASIL  

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Congresso votará a "Desaposentadoria"

Comissão autoriza renúncia de aposentadoria a todos os trabalhadores

BRASÍLIA - A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei que permite ao segurado pelo Regime Geral de Previdência Social renunciar da aposentadoria a qualquer tempo, voltar a trabalhar, contribuir e solicitar o benefício novamente quando lhe for conveniente.
De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o projeto tem como objetivo estender a todos os trabalhadores a possibilidade da chamada “desaposentadoria”, já garantida aos servidores públicos. O texto prevê o benefício a todos os que contribuem para a Previdência Social, seja por tempo de contribuição, idade ou em regime especial.
O texto lembra que o valor da nova aposentadoria deve levar em conta os períodos de contribuição anteriores e posteriores à renúncia do benefício. A comissão aprovou o substitutivo do relator, senador Paulo Davim (PV-RN), que deixa claro que o segurado que pedir a desaposentadoria não precisará devolver ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) os valores recebidos enquanto estava aposentado.
“[Isso] nos parece inadmissível, eis que ele [o aposentado] fez jus aos proventos decorrentes do benefício da aposentadoria”, justifica Davim. Em seu relatório, o senador justifica a pertinência do projeto pelo alto número de pessoas que buscam a desaposentadoria, principalmente aqueles que optaram pela aposentadoria proporcional ou começaram a contribuir muito cedo.
“Milhares de ações nesse sentido tramitam nos Estados e muitas já chegaram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujo entendimento tem sido favorável aos aposentados”, observa.
Como o texto aprovado foi um substitutivo, ele precisa ser aprovado em votação suplementar pela comissão, o que deve ocorrer na próxima quarta-feira. Caso não haja recurso para leva-lo a plenário, o projeto segue diretamente para apreciação da Câmara, pois tramita em caráter terminativo na CAS.


De Yvna Sousa, jornal VALOR ECONÔMICO