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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Obama segue para África do Sul com Mandela em mente

DACAR - O presidente dos EUA, Barack Obama, viaja nesta sexta-feira para a África do Sul na esperança de ver Nelson Mandela, após concluir uma visita ao Senegal que teve como foco melhorar a segurança alimentar e promover as instituições democráticas.
Obama está na metade de uma viagem por três países da África, que a Casa Branca espera que sirva como resposta ao que alguns veem como anos de negligência por parte do governo do primeiro presidente negro dos Estados Unidos.
Antes de deixar Dacar, Obama tinha agendado um encontro com agricultores e empresários locais para discutir as novas tecnologias que estão ajudando os agricultores e suas famílias na África Ocidental, uma das regiões mais pobres e mais propensas à seca do mundo.
Mas é Mandela, o ex-presidente sul-africano de 94 anos que está lutando pela vida em um hospital de Pretória, que vai dominar o dia do presidente, mesmo antes de sua chegada a Johanesburgo.
Questionada na quinta-feira se Obama faria uma visita a Mandela, a Casa Branca disse que será uma decisão da família.
"Vamos atender completamente os desejos da família Mandela e trabalhar com o governo sul-africano no que diz respeito à nossa visita", disse o vice-conselheiro de segurança nacional Ben Rhodes a repórteres no Senegal.
"O que a família Mandela considerar adequado é o que estamos focados em fazer em termos de nossa interação com eles."
Obama considera Mandela, também conhecido como Madiba, como um herói. Independentemente de um encontro, autoridades disseram que a viagem serviria principalmente como uma homenagem ao líder da luta contra o apartheid.
"Eu tive o privilégio de conhecer Madiba e falar com ele. E ele é um herói pessoal, mas eu acho que não sou o único que pensa assim", disse Obama na quinta-feira. "Se e quando ele partir deste lugar, uma coisa que eu acho que todos nós vamos saber é que o seu legado vai se prolongar ao longo dos tempos."
O presidente dos EUA chega na tarde desta sexta-feira à África do Sul e não tem eventos públicos programados. Ele poderia ir para o hospital. Durante a viagem, Obama deve visitar Robben Island, onde Mandela passou anos na prisão.

De Jeff Mason e Mark Felsenthal, agência REUTERS BRASIL

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Senado aprova nova proposta para repartição do FPE

BRASÍLIA, 19 Jun (Reuters) - Os senadores aprovaram na terça-feira novas regras para distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e agora a Câmara tem até o final da próxima semana para referendar essa decisão e evitar a suspensão dos repasses, já que a atual fórmula de divisão foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Caso os deputados aprovem o projeto de lei complementar com alguma modificação em relação ao que foi aprovado pelo Senado, o texto terá que ser novamente avaliado pelos senadores. E caso a Câmara não chegue a um acordo para aprovar a nova fórmula, como ocorreu na semana passada, os repasses podem até mesmo ser suspensos.
Numa tentativa de evitar um novo arquivamento da proposta na Câmara, o relator da proposta no Senado, Walter Pinheiro (PT-BA), fez algumas modificações no texto.
Entre elas, o petista modificou o peso dos critérios de população e de renda per capita familiar para calcular o repasse e, com isso, pretende diminuir as resistências à proposta na Câmara.
"Isso basicamente atende aos Estados que têm baixa população, comparada aos grandes Estados do País, e que têm uma dependência muito grande do FPE", afirmou Pinheiro comentando as mudanças pouco antes da votação no plenário.
Os recursos do FPE são provenientes de parte das receitas do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que tem sido alvo de desonerações pelo governo federal.
Caso essa solução política não tenha sucesso na Câmara, a partir de julho os repasses aos Estados podem ser suspensos, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) considera os atuais critérios de divisão desses recursos inconstitucionais por se basear em percentuais fixos de divisão e não levar em conta o desenvolvimento regional previsto na Constituição de 1988.
Em janeiro, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, deu prazo até o final deste mês para os congressistas aprovarem novas regras...

De Jeferson Ribeiro, REUTERS BRASIL  

quarta-feira, 5 de junho de 2013

BC intervém no câmbio para segurar a alta do dólar

SÃO PAULO - O dólar comercial começou o dia em queda, após o governo zerar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de estrangeiros em renda fixa, mas a euforia durou pouco. Por volta de 12h03m, a moeda americana estava em alta frente ao real e era negociada a R$ 2,135 na compra e R$ 2,137 na venda, uma valorização de 0,37%. Na máxima do dia, a divisa voltou a atingir os R$ 2,15. Logo na abertura, a desvalorização foi de 1,40%, com a divisa atingindo a cotação mínima de R$ 2,08. Para deter a valorização do dólar, o Banco Central interveio no mercado de câmbio através de uma oferta de contratos de swap cambial, que equivalem a uma venda de dólares no mercado futuro. Foram ofertados até 40 mil contratos, o que corresponde a uma oferta total de cerca de US$ 2 bilhões, com vencimento em 1 de julho de 2013. Foram vendidos US 1,3 bilhão em contratos. É a segunda intervenção do BC em menos de uma semana...


De João Sorima Neto, com agências internacionais, jornal O GLOBO