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sábado, 31 de maio de 2014

Após PIB fraco, Mantega culpa seca, inflação e câmbio


SÃO PAULO - A lista de fatores negativos que atrapalharam o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre foi grande, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O ministro citou a seca, a recuperação lenta da economia internacional, o baixo crescimento da Europa, a volatilidade cambial e o aumento da inflação. O PIB do primeiro trimestre sofreu desaceleração, apresentando crescimento de 0,2%.
O ministro disse que o desempenho do PIB poderia ter sido melhor se a seca não tivesse prejudicado algumas culturas na agricultura. Apesar disso, o setor agropecuário contribui com 3,6% para o crescimento de 0,2% do PIB no primeiro trimestre, na margem.
Mantega disse que o desempenho do PIB no primeiro trimestre foi prejudicado por alguns fatores negativos. Entre os fatores citados por Mantega estava a demora além do esperado da recuperação da economia internacional. "Os EUA apresentaram queda de 0,25% no primeiro trimestre, o que dá 1% em anualidade", disse. Ainda de acordo com o ministro, a Europa cresceu abaixo das projeções...

De ESTADÃO

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dilma nega que governo tenha medida para conter o dólar

Embora o tema desta quarta no Palácio do Planalto fosse a cerimônia de lançamento dos Planos Setoriais na reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a presidente Dilma Rousseff acabou falando também sobre câmbio. Ao final do evento, ela foi questionada sobre se o governo estaria estudando mais alguma medida para conter a variação do dólar. "Nós não temos medida nenhuma para segurar o dólar. Eu queria informar que este País adota o regime de câmbio flexível", afirmou a presidente...

De jornal CORREIO DO POVO

BC intervém no câmbio para segurar a alta do dólar

SÃO PAULO - O dólar comercial começou o dia em queda, após o governo zerar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de estrangeiros em renda fixa, mas a euforia durou pouco. Por volta de 12h03m, a moeda americana estava em alta frente ao real e era negociada a R$ 2,135 na compra e R$ 2,137 na venda, uma valorização de 0,37%. Na máxima do dia, a divisa voltou a atingir os R$ 2,15. Logo na abertura, a desvalorização foi de 1,40%, com a divisa atingindo a cotação mínima de R$ 2,08. Para deter a valorização do dólar, o Banco Central interveio no mercado de câmbio através de uma oferta de contratos de swap cambial, que equivalem a uma venda de dólares no mercado futuro. Foram ofertados até 40 mil contratos, o que corresponde a uma oferta total de cerca de US$ 2 bilhões, com vencimento em 1 de julho de 2013. Foram vendidos US 1,3 bilhão em contratos. É a segunda intervenção do BC em menos de uma semana...


De João Sorima Neto, com agências internacionais, jornal O GLOBO

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Tombini: BC reagirá à volatilidade cambial; quer ancorar expectativa de inflação


NOVA YORK - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse nesta segunda-feira que a autoridade monetária vai reagir à volatilidade nos mercados de câmbio, acrescentando que o governo está trabalhando para ancorar as expectativas de inflação em direção à meta oficial de 4,5 por cento pelo IPCA.
"Vamos reagir a qualquer volatilidade nos mercados de câmbio", disse Tombini em evento em Nova York. O banco vai cortar a volatilidade em excesso, acrescentou.
No ano passado, o dólar subiu quase 10 por cento ante o real e, neste ano, o movimento é inverso, com queda de quase 4 por cento até o fechamento da véspera. Para o mercado, o governo quer deixar o dólar mais fraco para segurar a inflação, que ainda dá sinais robustos.
A meta de inflação do governo é de 4,5 por cento pelo IPCA, com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos...


De agência REUTERS BRASIL

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mercado prevê dólar mais baixo em 2013 e mantém crescimento do PIB

SÃO PAULO - O mercado reduziu pela segunda semana seguida a previsão da cotação do dólar para este ano ao mesmo tempo em que manteve a estimativa para o crescimento da economia em 3,10 por cento, informou pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira.

A expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 vinha sendo reduzida consecutivamente por quatro semanas. O otimismo melhor entre os analistas também se refletiu em 2014, com elevação a 3,70 por cento, ante 3,65 por cento na semana anterior na pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira.

O mercado agora aguarda mais informações sobre a situação da economia. Mas na sexta-feira, dados da indústria ainda não refletidos no Focus mostraram que a recuperação da atividade econômica continuou tropeçando no final do ano passado.

A produção industrial brasileira encerrou 2012 com queda de 2,7 por cento, a primeira retração desde 2009.

Para este ano, os analistas consultados no Focus veem uma expansão da atividade industrial de 3,17 por cento, ante 3,10 por cento anteriormente.

CÂMBIO

Mas as expectivas em torno da inflação continuam a se deteriorar em meio a um cenário de preocupação neste ano e diante de sinalizações do Banco Central de que permitirá uma valorização do real para conter a inflação.

O dólar rompeu a barreira de 2 reais na terça-feira passada, considerada até então o piso de uma banda informal imposta pelo governo, levando analistas a avaliarem que as preocupações com a inflação começam a superar a promessa do governo de estimular as exportações.

Assim, no Focus, o mercado também reduziu a previsão para o dólar para o fim deste ano pela segunda semana, a 2,05 reais, ante 2,07 reais anteriormente. Para 2014 a projeção caiu a 2,07 reais, ante 2,09 reais.

De Manchetes, portal REUTERS BRASIL

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Expansão do PIB em 2013 cai para 3,26%

Previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 estava em 3,30% na semana passada

BRASÍLIA - A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 3,30% para 3,26% na pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central. Para 2012, a estimativa de expansão segue em 0,98%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 1,03% e 3,75%.
A projeção para o desempenho do setor industrial em 2012 continua negativa e piorou, ao passar de -2,31% para -2,36%. Para 2013, economistas preveem avanço industrial de 3,00%, abaixo da projeção de 3,50% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de retração de 2,27% para 2012 e de expansão de 3,75% em 2013 para o setor.
Analistas reduziram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2012 de 35,01% para 35,00%. Para 2013, a projeção segue em 34%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 35,10% e 34% do PIB para cada um dos dois anos.
Inflação
A projeção de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2012 subiu pela quinta semana consecutiva, de 5,71% para 5,73%, de acordo com a pesquisa Focus. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,58%. Para 2013, a projeção passou de 5,47% para 5,49%. Há um mês, estava em 5,40%.
A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses caiu de 5,53% para 5,52%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,44%.
Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2012 no cenário de médio prazo segue em 5,69%. Para 2013, a previsão dos cinco analistas continua em 5,52%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 5,59% e de 5,57% para cada ano, respectivamente.
Entre todos os analistas ouvidos pelo Banco Central, a mediana das estimativas para o IPCA em dezembro de 2012 subiu de 0,68% para 0,69%, acima do 0,54% previsto há um mês. Para janeiro de 2013, segue em 0,75%. Há quatro semanas, estava em 0,67%.
Selic estável
A taxa básica de juros (Selic) deve ficar no patamar atual de 7,25% ao ano até maio de 2014. As projeções entre janeiro de 2013 e abril de 2014 foram mantidas.
Para maio do próximo ano, a estimativa caiu de 7,75% para 7,25%. Para junho, recuou de 8,13% para 7,88%.
Nas expectativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no cenário de médio prazo se manteve em 7,25% no fim de 2013.
Câmbio
As projeções para a taxa de câmbio no final de 2013 recuaram nas estimativas dos analistas consultados. Para o fim deste ano, a mediana das projeções passou de R$ 2,09 para R$ 2,08, mesmo valor projetado quatro semanas antes. Para o fim de janeiro, a estimativa passou de R$ 2,06 para R$ 2,05.
Na mesma pesquisa, o mercado financeiro manteve a previsão de taxa média de câmbio de R$ 2,07 no fim de 2013. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,08. A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo para o fechamento de 2013 seguiu em R$ 2,12.
IGP-DI
A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2013 subiu de 5,34% para 5,37%, na pesquisa Focus. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa segue em 5,31%. Quatro semanas atrás, o mercado previa altas de 5,25% para o IGP-DI e de 5,29% para o IGP-M.
A pesquisa também mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2013 segue em 4,88%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 4,95% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Economistas mantiveram ainda a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - para 2012 em 3,50%. Para 2013, a projeção caiu de 3,35% para 3,30%. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, 3,50% e 3,50%.
Déficit
O mercado financeiro reduziu a previsão de déficit em transações correntes em 2012 e 2013. A mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente em 2012 caiu de US$ 53,56 bilhões para US$ 53,31 bilhões. Há um mês, estava em US$ 54,00 bilhões.
Para 2013, a previsão de déficit nas contas externas passou de US$ 63,00 bilhões para US$ 62,10 bilhões. Há um mês, estava em US$ 65,00 bilhões.
Na mesma pesquisa, economistas reduziram a estimativa de superávit comercial em 2013 de US$ 15,22 bilhões para US$ 15,00 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 15,60 bilhões.
A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões para 2012 e para 2013, mesmos valores de quatro semanas atrás.

De Eduardo Cucolo, Agência Estado, ESTADÃO Online

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Fracas medidas para aquecer a indústria fazem governo recorrer ao câmbio

Soou o sinal de alerta na Esplanada dos Ministérios. Com a fraca expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 0,6% no terceiro trimestre do ano e a constatação de que as medidas de incentivo ao consumo não foram bem-sucedidas, o Palácio do Planalto determinou à equipe econômica que encontre novas soluções para garantir a retomada da atividade. Nesse cenário, já há quem defenda, dentro do governo, que o câmbio será o novo instrumento para estimular o crescimento.

Até a última sexta-feira, vigorou a tese de que o governo trabalhava com uma banda informal para a cotação do dólar. O intervalo seria algo entre R$ 2 e R$ 2,10. Sempre que a moeda ultrapassava esse limite, o Banco Central (BC) atuava vendendo dólares para trazer o valor para abaixo desse teto. Essa regra geral foi válida até a divulgação do PIB. Com a equipe econômica ainda juntando os cacos da economia, o mercado viu uma brecha para testar um novo limite de alta da moeda. Sem a ação do BC, a divisa encerrou o pregão no maior patamar desde maio de 2009, cotada a R$ 2,13.

De Deco Bancillon, JORNAL CORREIO BRAZILIENSE, DF