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terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Contas públicas têm rombo recorde em novembro, diz BC
O setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção da Petrobras e Eletrobras) registrou um déficit primário de 19,56 bilhões de reais em novembro, o pior para o mês na série histórica do Banco Central (BC), iniciada em dezembro de 2001. Em 12 meses o rombo é de 52,41 bilhões de reais, o maior já registrado como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), em 0,89%.
Segundo dados divulgados pelo BC, o saldo negativo de novembro foi provocado pelo déficit do governo central (-21,671 bilhões de reais) e de empresas estatais (-249 milhões de reais), sendo apenas ligeiramente compensado pelo superávit de Estados e municípios (+2,352 bilhões de reais).
O resultado veio maior que projeções de analistas de um déficit de 14 bilhões de reais para o mês, conforme pesquisa da Reuters. No acumulado dos onze primeiros meses do ano, o déficit ficou em 39,520 bilhões de reais, também um recorde negativo, e bem acima do déficit de 19,642 bilhões de reais em igual período de 2014...
De economia, VEJA
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
BC diz que tomará "medidas necessárias" para segurar a inflação e indica juros maiores
Ao mesmo tempo, a autoridade monetária piorou sua previsão para a inflação neste ano e em 2016, afirmando que ambas estão acima do centro da meta --de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos--, segundo ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta quinta-feira.
"Independentemente do contorno das demais políticas, o Comitê adotará as medidas necessárias de forma a assegurar o cumprimento dos objetivos do regime de metas (de inflação)", trouxe o documento, ressaltando que isso significa levar "a inflação o mais próximo possível de 4,5 por cento em 2016... e fazer convergir a inflação para a meta de 4,5 por cento em 2017"...
De Patrícia Duarte, REUTERS BRASIL
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sexta-feira, 19 de junho de 2015
IPCA-15 surpreende e tem maior alta para junho em quase 20 anos, de 0,99%
Pressionada pelos preços de alimentos e despesas pessoais, a prévia da inflação oficial brasileira acelerou ainda mais em junho, acima do esperado e a maior taxa para esses meses em quase duas décadas, deixando mais complicada a tarefa do Banco Central de manter sob controle as expectativas de alta de preços.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta de 0,99 por cento neste mês, bem acima do avanço de 0,60 por cento visto no mês anterior e a maior para junho desde 1996 (quando foi de 1,11 por cento), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
Com isso, o indicador acumulou em 12 meses alta de 8,80 por cento, a maior desde dezembro de 2003, quando avançou 9,86 por cento.
Em pesquisa Reuters, pela mediana dos especialistas consultados, era esperada alta do IPCA-15 de 0,85 por cento na base mensal e de 8,65 por cento em 12 meses...
De Patrícia Duarte, REUTERS
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Mercado prevê inflação de 7,01% em 2015
Os investidores e analistas do mercado financeiro elevaram para 7,01% a projeção de inflação para 2015, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O teto da meta da equipe econômica é 6,5%. O mercado também reduziu a projeção de crescimento da economia este ano de 0,13% para 0,03%, próximo de zero. As estimativas pioraram pela quinta semana consecutiva.
Os dados são do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 2, pelo Banco Central (BC). O boletim Focus da última semana também voltou a elevar estimativa para os preços administrados, que sofrem algum tipo de influência do governo. De 8,7%, a projeção passou para 9%.
Com relação à taxa básica de juros, a Selic, a previsão para 2015 permanece em 12,5% ao ano. Em reunião nos dias 21 e 22 de janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu elevar a Selic em 0,5 ponto percentual, de 11,75% para 12,25% ao ano...
De economia O POVO
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Governo central fecha 2014 com 1º déficit primário e desafios continuam
BRASÍLIA - O governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) fechou 2014 com déficit primário de 17,243 bilhões de reais, o primeiro resultado negativo da série histórica iniciada em 1997, impactado pela expansão maior dos gastos em um cenário de fraca atividade econômica.
Em 2013, a economia feita para pagamento de juros da dívida havia ficado positiva em 76,994 bilhões de reais e, para 2015, o cenário continua delicado.
Segundo informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, a receita líquida atingiu 1,014 trilhão de reais em 2014, alta de 2,3 por cento frente ao ano anterior, mas a despesa total cresceu muito mais no período, 12,8 por cento, a 1,031 trilhão de reais...
De Luciana Otoni, REUTERS
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Projeção para inflação em 2015 dispara a 6,99% e de expansão do PIB despenca a 0,13%
SÃO PAULO - A projeção de economistas de instituições financeiras para a inflação neste ano disparou para praticamente 7 por cento após o anúncio de aumentos de impostos ao mesmo tempo em que a estimativa de crescimento da economia despencou, mas a projeção para a Selic ao final de 2015 permaneceu inalterada.
De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a projeção para a alta do IPCA em 2015 foi elevada pela quarta semana seguida, a 6,99 por cento, contra 6,67 por cento anteriormente.
A última vez que a inflação oficial brasileira ficou acima de 7 por cento foi em 2004, quando o IPCA subiu 7,60 por cento. A meta oficial é de 4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais.
A forte revisão da projeção no Focus aconteceu depois que o governo anunciou pacote de aumento de impostos, com destaque para tributos sobre combustíveis, como parte da investida do governo para colocar as contas públicas em ordem...
De Camila Moreira, REUTERS
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Déficit do governo Dilma em 2014 é o maior da história
As contas da presidente Dilma Rousseff permaneceram no vermelho no mês de novembro. O chamado Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) apresentou déficit de R$ 6,711 bilhões, pior resultado para o mês da série histórica do Tesouro Nacional , que começou em 1997. No acumulado de 2014, o déficit primário subiu para R$ 18,319 bilhões, o equivalente a 0,39% do Produto Interno Bruto (PIB). É também o pior resultado de janeiro a novembro da série histórica.
No mesmo período do ano passado, o esforço fiscal era positivo em 1,41% do PIB. Com mais um déficit, o resultado fiscal obtido até agora ficou ainda mais distante da última previsão da equipe econômica de fechar o ano com as contas no azul, com um superávit de R$ 10,1 bilhões.
A previsão foi incluída no relatório bimestral de avaliação de despesas e receitas do Orçamento encaminhado ao Congresso Nacional no final de novembro. Essa estimativa se tornou, na prática, uma espécie de meta fiscal não oficial depois que o governo conseguiu aprovar a flexibilização da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, que dá permissão ao governo Dilma Rousseff para não cumprir a meta fiscal e fechar o ano, inclusive, com um déficit primário sem que haja punições para os governantes. Para conseguir terminar o ano com o superávit de R$ 10,1 bilhões prometido, o governo vai precisar fazer um superávit em dezembro de no mínimo R$ 28,4 bilhões. Em 12 meses até novembro, o Governo Central registra um déficit de R$ 3,9 bilhões ou 0,1% do PIB.
Até novembro, o Tesouro registra um superávit de R$ 40,345 bilhões, o INSS, um déficit de R$ 58,467 bilhões e o Banco Central, um saldo negativo de R$ 197,9 milhões...
De Adriana Fernandes, Renata Veríssimo e Laís Alegretti, ESTADÃO
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Projeção de expansão do PIB em 2014 cai de 0,24% para 0,20%, diz Focus
SÃO PAULO - Os analistas de mercado seguem ajustando para baixo suas estimativas para a economia brasileira, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. A mediana das previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano caiu de 0,24% para 0,20%. Há um mês, a projeção era de crescimento de 0,28%. Depois de ficar estacionada algumas semanas em 1%, a estimativa para 2015 recuou para aumento de 0,80%.
A produção industrial deste ano também foi revisada para baixo, de queda de 2,17% para recuo de 2,21%. A estimativa para 2015, contudo, teve ligeira melhora, de crescimento de 1,42% para 1,46%.
Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial de setembro caiu 0,2%, ante agosto, quando se esperava aumento de 0,2%. No trimestre entre julho e setembro, houve queda também de 0,2% ante o trimestre anterior, segundo o IBGE.
Para analistas consultados pelo Valor na ocasião, esse resultado colocou um viés de baixa para o PIB do período, que será divulgado no fim deste mês. O primeiro mês do quarto trimestre também não parece ter sido bom para o setor a julgar pelo PMI industrial do Brasil, medido pelo HSBC, que recuou a 49,1 em outubro, de 49,3 em setembro. Medições abaixo de 50 indicam contração da atividade. Esse índice composto leva em conta produção, emprego, preços, demanda interna e externa.
De Ana Conceição, Valor
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Economistas elevam projeção para a Selic a 12% em 2015
SÃO PAULO - Economistas de instituições financeiras elevaram a estimativa para a Selic no fim de 2015 a 12 por cento, sobre 11,50 por cento previstos antes, mas a expectativa de que a taxa básica de juros fechará este ano a 11 por cento ainda não foi alterada, mostrou nesta segunda-feira a primeira pesquisa Focus do Banco Central com projeções coletadas após a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Na quarta-feira passada, O BC surpreendeu ao elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 11,25 por cento, numa decisão dividida e sob a justificativa de que os riscos para a inflação aumentaram.
A alta foi bem recebida por agentes econômicos, que viram como sinal de mudança na política econômica no segundo mandato de Dilma. A pesquisa Focus levantou projeções até a última sexta-feira e, por isso, ainda deve mostrar mudanças nas contas...
De Patricia Duarte, REUTERS BRASIL
terça-feira, 3 de junho de 2014
Miriam Leitão: "No Brasil, diferente de outros países sedes, em ano de Copa a economia esfria"
Com feriados e férias coletivas, economia pode esfriar mais
As previsões de crescimento do PIB de 2014 estão ficando cada vez menores. As principais instituições ouvidas pelo Banco Central (BC) esperam, agora, alta de apenas 1,5%. O resultado do primeiro trimestre, de crescimento de 0,2%, foi fraco, e os economistas preveem que o segundo trimestre também não será bom, podendo ficar até negativo.
O que impressiona é que em ano de Copa, geralmente, a economia cresce. Os consumidores compram mais. Mas em 2014, por ser o Brasil o país sede do campeonato, haverá muitos feriados que, somados às férias coletivas dadas por alguns setores, poderão fazer com que a economia esfrie ainda mais entre abril e junho.
As férias coletivas dadas por diferentes setores da indústria são um sinal de alerta porque podem virar demissão. Se isso acontecer, a melhor área que temos na economia, o emprego, pioraria.
No resultado do PIB do primeiro trimestre, divulgado pelo IBGE, preocupam, por exemplo, os dados da indústria e do investimento, que tiveram queda.
De Miriam Leitão, O GLOBO
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quinta-feira, 27 de junho de 2013
Brasil vai crescer abaixo de 3 em 2013 e inflação será maior, diz BC
SÃO PAULO - Ao mesmo tempo em que vê a
economia brasileira crescendo menos, o Banco Central piorou seus
cenários de inflação para este e o próximo ano, citando também riscos
trazidos pelo dólar mais elevado e reforçando os sinais de que manterá o
ciclo de aperto monetário iniciado em abril.
Para este ano, a autoridade monetária prevê o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 2,7 por cento, ante 3,1 por cento previstos até então, mesmo desempenho visto em 2011, primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff. No ano passado, o PIB cresceu apenas 0,9 por cento.
A previsão do BC para este ano ainda é melhor do que a colhida na pesquisa Focus, que aponta expansão de 2,46 por cento.
O BC argumenta que os indicadores de atividades já vistos no segundo trimestre sugerem continuidade da recuperação, como a retomada da indústria e a continuidade da expansão do consumo das famílias.
A perspectiva de inflação, no entanto, piorou na visão do BC. Segundo o relatório, o IPCA ficará em 6,0 por cento neste ano pelo cenário de referência, ante previsão anterior de 5,7 por cento, e em 5,4 por cento em 2014, ligeiramente acima da estimativa anterior, de 5,3 por cento.
O indicador voltará a estourar o teto da meta do governo no segundo trimestre deste ano no acumulado em 12 meses, chegando a 6,8 por cento, recuando a 6,2 por cento no terceiro trimestre e a 6 por cento no quarto trimestre. A meta de inflação é de 4,5 por cento, com tolerância de 2 pontos percentuais.
O BC destacou que a maior volatilidade e "tendência de apreciação" do dólar são riscos considerados, apesar de defender que na última década o repasse da depreciação cambial para a inflação diminuiu.
"Além disso, esse repasse tende a ser suavizado pelo ciclo de ajuste da política monetária ora em curso", trouxe o relatório, acrescentando que a inflação em 12 meses ainda apresenta tendência de elevação e que o balanço de riscos para o cenário prospectivo é desfavorável.
O dólar, até a véspera, acumulava alta de 2 por cento ante o real no mês, mas chegou a subir mais de 5 por cento no mês em seu pior momento, quando ultrapassou o patamar de 2,25 reais, sob a expectativa de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa reduzir seu programa de estímulos e, consequentemente, diminuir a liquidez internacional.
O BC iniciou novo ciclo de aperto monetário em abril passado, quando tirou a Selic da mínima histórica de 7,25 por cento ao ano para 7,50 por cento, mas acelerou o passo em maio e já elevou a taxa básica de juros ao atual patamar de 8 por cento.
Os agentes econômicos acreditam que a autoridade monetária vai continuar o movimento e já há quem acredite que, em julho, o Comitê de Política Monetária (Copom) vai aumentar a Selic em 0,75 por cento, como mostra a maioria das apostas no mercado futuro de juros.
O IPCA de maio, em 12 meses, estava exatamente no teto da meta do governo.
De Patricia Duarte, agência REUTERS BRASIL
Para este ano, a autoridade monetária prevê o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 2,7 por cento, ante 3,1 por cento previstos até então, mesmo desempenho visto em 2011, primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff. No ano passado, o PIB cresceu apenas 0,9 por cento.
A previsão do BC para este ano ainda é melhor do que a colhida na pesquisa Focus, que aponta expansão de 2,46 por cento.
O BC argumenta que os indicadores de atividades já vistos no segundo trimestre sugerem continuidade da recuperação, como a retomada da indústria e a continuidade da expansão do consumo das famílias.
A perspectiva de inflação, no entanto, piorou na visão do BC. Segundo o relatório, o IPCA ficará em 6,0 por cento neste ano pelo cenário de referência, ante previsão anterior de 5,7 por cento, e em 5,4 por cento em 2014, ligeiramente acima da estimativa anterior, de 5,3 por cento.
O indicador voltará a estourar o teto da meta do governo no segundo trimestre deste ano no acumulado em 12 meses, chegando a 6,8 por cento, recuando a 6,2 por cento no terceiro trimestre e a 6 por cento no quarto trimestre. A meta de inflação é de 4,5 por cento, com tolerância de 2 pontos percentuais.
O BC destacou que a maior volatilidade e "tendência de apreciação" do dólar são riscos considerados, apesar de defender que na última década o repasse da depreciação cambial para a inflação diminuiu.
"Além disso, esse repasse tende a ser suavizado pelo ciclo de ajuste da política monetária ora em curso", trouxe o relatório, acrescentando que a inflação em 12 meses ainda apresenta tendência de elevação e que o balanço de riscos para o cenário prospectivo é desfavorável.
O dólar, até a véspera, acumulava alta de 2 por cento ante o real no mês, mas chegou a subir mais de 5 por cento no mês em seu pior momento, quando ultrapassou o patamar de 2,25 reais, sob a expectativa de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa reduzir seu programa de estímulos e, consequentemente, diminuir a liquidez internacional.
O BC iniciou novo ciclo de aperto monetário em abril passado, quando tirou a Selic da mínima histórica de 7,25 por cento ao ano para 7,50 por cento, mas acelerou o passo em maio e já elevou a taxa básica de juros ao atual patamar de 8 por cento.
Os agentes econômicos acreditam que a autoridade monetária vai continuar o movimento e já há quem acredite que, em julho, o Comitê de Política Monetária (Copom) vai aumentar a Selic em 0,75 por cento, como mostra a maioria das apostas no mercado futuro de juros.
O IPCA de maio, em 12 meses, estava exatamente no teto da meta do governo.
De Patricia Duarte, agência REUTERS BRASIL
terça-feira, 25 de junho de 2013
FMI diz que comunicação sobre estímulo dos EUA pode criar volatilidade
PARIS - O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, alertou nesta terça-feira que a comunicação sobre os planos do banco central dos Estados Unidos de reduzir suas compras de títulos pode criar volatilidade, acrescentando que esta foi exagerada nas últimas semanas.
"Esta é uma economia que está se recuperando, a questão é acerca da velocidade da saída do QE (quantitative easing)", disse Blanchard em conferência em Paris.
"Conceitualmente não é fundamentalmente muito difícil, mas existe um problema de comunicação sobre como fazer isso, o que vai criar volatilidade. Mas a volatilidade que vimos na última semana é exagerada."
Menos de uma semana depois de o Federal Reserve dos EUA provocar uma onda de vendas nos mercados globais, duas de suas principais autoridades minimizaram a noção de um fim iminente do estímulo monetário e disseram na segunda-feira que a reação do mercado ainda não é motivo de preocupação.
De Ingrid Melander e Steve Slater, agência REUTERS
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
Endividamento das famílias bate novo recorde e alcança 44,23% em abril
BRASÍLIA – As famílias brasileiras nunca estiveram tão endividadas. De acordo com os dados mais recentes do Banco Central (BC), divulgados ontem, o nível do endividamento subiu de 43,97% para 44,23% em abril. Quebrou todos os recordes já vistos desde quando a autoridade monetária começou a registrar as informações em 2005. Isso significa que a dívida total com os bancos representa quase a metade de toda a renda familiar anual. O levantamento não leva em conta os dados de endividamento dos consumidores no varejo.
Os números do BC mostram que o aumento da dívida foi provocado por financiamentos da casa própria. Descontado esses financiamentos, o endividamento das famílias ficou estável em 30,47% no mês. Segundo os economistas, o dado comprova que o crédito voltado para o consumo não aumentou em relação à renda e que a alta da dívida foi causada pela compra de moradia.
Governo avalia positivamente o dado
Para o governo, movimentos como esse são vistos com bons olhos porque representam uma mudança no perfil das despesas mensais dos brasileiros já que mais famílias trocam o aluguel pela parcela do financiamento habitacional.
— Tem a dívida boa e a dívida ruim. O endividamento habitacional é bom porque é sinônimo de agregar patrimônio com uma dívida de longo prazo e com juros menores — ponderou o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). — Dívida ruim é quando a gente está tão enrolado que tem de pegar mais empréstimos para quitar outros.
Por outro lado, apesar de um endividamento maior, o comprometimento da renda mensal caiu em abril. De acordo com o Banco Central, a parcela que a dívida absorve dos salários baixou de 21,61% para 21,54% em abril. Ou seja, apesar de aumentar o total do endividamento, ela pesa menos no orçamento mensal.
Juros consomem 8,5% dos salários
O economista-chefe da Gradual Corretora, André Perfeito, destacou que o consumo das famílias está em um patamar elevado, mas estacionou, o que mostra que o brasileiro está apreensivo com o futuro da economia:
— A confiança dos consumidores está caindo de maneira reiterada, resultado de um presente que não avança e de um futuro que ficou mais distante com juros mais elevados — observou André Perfeito.
Por mês, as famílias gastam, em média, 8,5% dos salários apenas com juros de todos os financiamentos que têm, desde a prestação da casa própria até os gastos com o rotativo do cartão de crédito e cheque especial. Esse número já chegou a 9,2% em junho de 2012.
De Gabriela Valente, jornal O GLOBO
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
Mercado reduz previsão do PIB pela quinta vez consecutiva
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência para o sistema de metas de inflação, a estimativa do mercado financeiro para este ano subiu de 5,80% para 5,83%. Para 2014, a previsão do mercado para o IPCA ficou inalterada em 5,80%...
De economia, jornal DO BRASIL
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sexta-feira, 14 de junho de 2013
Economia brasileira inicia 2º tri com crescimento, mostra BC
SÃO PAULO - A economia brasileira iniciou o segundo trimestre com expansão, mostrou o Banco Central nesta sexta-feira, com o seu indicador de atividade registrando alta de 0,84 por cento em abril ante o mês anterior, mas ainda insuficiente para levar os agentes econômicos a cravarem que está em curso uma recuperação mais consistente da atividade.
O dado dessazonalizado de abril do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) ficou um pouco acima das expectativas de analistas consultados pela Reuters com alta mensal de 0,80 por cento, mas mostrou desaceleração sobre o resultado de março, quando teve crescimento mensal de 1,07 por cento, número revisado de alta de 0,72 por cento.
"Os números de abril do IBC-Br sugerem que o PIB do segundo trimestre pode ser melhor do que o observado no primeiro trimestre", afirmou o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves, por meio de nota.
Na comparação com abril de 2012, o IBC-Br --uma espécie sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB)-- avançou 4,85 por cento, e acumula em 12 meses alta de 1,66 por cento, segundo os dados dessazonalizados do BC.
O desempenho da indústria e do varejo, que mostraram recuperação em abril, ajudaram na alta do IBC-Br no mês, mas o cenário pode não se sustentar...
De Camila Moreira, agência REUTERS BRASIL
O dado dessazonalizado de abril do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) ficou um pouco acima das expectativas de analistas consultados pela Reuters com alta mensal de 0,80 por cento, mas mostrou desaceleração sobre o resultado de março, quando teve crescimento mensal de 1,07 por cento, número revisado de alta de 0,72 por cento.
"Os números de abril do IBC-Br sugerem que o PIB do segundo trimestre pode ser melhor do que o observado no primeiro trimestre", afirmou o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves, por meio de nota.
Na comparação com abril de 2012, o IBC-Br --uma espécie sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB)-- avançou 4,85 por cento, e acumula em 12 meses alta de 1,66 por cento, segundo os dados dessazonalizados do BC.
O desempenho da indústria e do varejo, que mostraram recuperação em abril, ajudaram na alta do IBC-Br no mês, mas o cenário pode não se sustentar...
De Camila Moreira, agência REUTERS BRASIL
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quarta-feira, 5 de junho de 2013
BC intervém no câmbio para segurar a alta do dólar
SÃO PAULO - O dólar comercial começou o dia em queda, após o governo zerar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de estrangeiros em renda fixa, mas a euforia durou pouco. Por volta de 12h03m, a moeda americana estava em alta frente ao real e era negociada a R$ 2,135 na compra e R$ 2,137 na venda, uma valorização de 0,37%. Na máxima do dia, a divisa voltou a atingir os R$ 2,15. Logo na abertura, a desvalorização foi de 1,40%, com a divisa atingindo a cotação mínima de R$ 2,08. Para deter a valorização do dólar, o Banco Central interveio no mercado de câmbio através de uma oferta de contratos de swap cambial, que equivalem a uma venda de dólares no mercado futuro. Foram ofertados até 40 mil contratos, o que corresponde a uma oferta total de cerca de US$ 2 bilhões, com vencimento em 1 de julho de 2013. Foram vendidos US 1,3 bilhão em contratos. É a segunda intervenção do BC em menos de uma semana...
De João Sorima Neto, com agências internacionais, jornal O GLOBO
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quarta-feira, 24 de abril de 2013
Brasil tem pior déficit em conta corrente para março desde 1980
BRASÍLIA - O cenário internacional desfavorável para as exportações e a maior remessa de lucros e dividendos ao exterior levaram o Brasil a registrar, em março, o maior déficit em transações correntes para esses meses em mais de três décadas.
Segundo divulgou o Banco Central nesta quarta-feira, a conta corrente do país teve saldo negativo de 6,873 bilhões de dólares no mês passado, recorde para março desde o início da série histórica, em 1980. No acumulado do primeiro trimestre, o déficit bateu em 24,858 bilhões de dólares, o dobro do saldo negativo em igual período do ano anterior.
"Os dados do balanço de pagamentos mostram que há, claramente, deterioração da conta corrente. Por outro lado, não vemos cenário muito mais favorável para os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), que estão elevados mas não irão cobrir o déficit em 2013", comentou o estrategista-chefe do banco WestLB, Luciano Rostagno.
O déficit em conta corrente em março veio um pouco pior do que o esperado pelo mercado e também não foi compensado pelo IED que, em no mês passado, somou 5,739 bilhões de dólares, acima do esperado pelos especialistas.
Economistas consultados pela Reuters previam saldo negativo de 6 bilhões de dólares no mês passado na conta corrente do país, enquanto calculavam que o IED ficaria em 4,2 bilhões de dólares.
No acumulado em 12 meses encerrados em março, o déficit em conta corrente do país ficou em 2,93 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), o pior resultado desde agosto de 2002, quando ficou em 2,97 por cento.
O desempenho ruim da balança comercial tem influenciado negativamente os resultados da conta corrente, devido ao cenário ruim do comércio externo. Em março, o país registrou superávit comercial de apenas 161 milhões de dólares, segundo o BC, muito inferior aos 2,024 bilhões de dólares vistos um ano antes.
Só na terceira semana de abril, o país registrou déficit comercial de 2,271 bilhões de dólares, pior resultado semanal. No ano, a balança comercial acumula saldo negativo de 6,489 bilhões de dólares.
...
De Luciana Otoni, agência REUTERS BRASIL
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quinta-feira, 28 de março de 2013
BC projeta inflação acima do centro da meta durante todo o governo Dilma
BRASÍLIA - O Banco Central (BC) elevou sua projeção para o comportamento da inflação em 2013. Segundo o Relatório de Inflação referente ao primeiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira, o IPCA deve fechar o ano em 5,7%. A estimativa é bem superior aos 4,8% com os quais a autoridade monetária trabalhava no fim de 2012. As projeções do Banco Central indicam ainda que a inflação ficará acima do centro da meta, de 4,5%, durante todo o mandato da presidente Dilma Rousseff. Em 2011, o IPCA ficou exatamente no teto da meta e, em 2012, em 5,84%. A avaliação da autoridade monetária é que a inflação está resistente.
...
De Martha Beck, jornal O GLOBO
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sábado, 23 de março de 2013
Ajuste na mensagem do BC já mudou condições financeiras, diz Tombini
SÃO PAULO – O Banco Central (BC) já fez uma mudança de política monetária ao alterar sua mensagem junto ao mercado, com efeitos sobre a economia, mas outras ações podem ser adotadas como resposta à inflação, de acordo com a evolução dos indicadores econômicos. Esse foi o recado deixado pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, a empresários e economistas durante evento realizado em São Paulo nesta sexta-feira.
Tombini afirmou que a comunicação é parte importante da condução da política monetária e o ajuste em suas mensagens “já determinou mudança relevante nas condições financeiras de modo geral”. Segundo ele, o BC tem comunicado à sociedade sua preocupação com o nível e a resistência da inflação nos últimos meses. Mas, dadas as incertezas remanescentes, a autoridade monetária tem atuado com “cautela”.
“Ações foram tomadas, mas é plausível afirmar que outras poderão ser necessárias. Para decidir sobre isso, o Banco Central irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico", disse.
Durante o evento, promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil, Tombini não fez qualquer menção ao resultado do IPCA-15 de março, que mostrou inflação de 0,49% (dentro do intervalo esperado por analistas) e taxa de difusão alcançando 74,1%. Mas enfatizou a preocupação da autoridade monetária com o aumento da dispersão da inflação observada recentemente. “Pressões sazonais e pressões localizadas, entre outros fatores, contribuem para esse quadro de maior resistência", acrescentou.
“Nesse sentido, quero deixar claro que o foco da política monetária tem sido e continuará a ser exclusivamente a manutenção da estabilidade de preços”, afirmou o presidente do BC. Ele lembrou que a sociedade brasileira sabe que taxas de inflação elevadas geram distorções na economia, elevam os prêmios de risco, deprimem os investimentos, subtraem o poder de compra de salários e reduzem o potencial de crescimento da economia.
Tombini reiterou que várias ações permitiram que o país alcançasse um novo patamar para as taxas de juros, “mas isso não significa que os ciclos monetários foram abolidos”.
Em seu discurso, apresentou um quadro de retomada gradual do crescimento do Brasil e observou que, no primeiro trimestre, "provavelmente crescemos ao ritmo de 4% ao ano", enquanto a expectativa do mercado aponta expansão em 2013 ao redor de 3%.
“A demanda doméstica continua sendo o principal suporte da economia. A expansão moderada do crédito, a geração de empregos e a ampliação da renda continuam estimulando o consumo das famílias”, afirmou. “Esse ambiente tende a prevalecer neste e nos próximos semestres, quando a demanda doméstica será impactada pelos efeitos das ações de política recentemente adotadas, que são defasados e cumulativos.”
...De Lucinda Pinto e Aline Oyamada, jornal VALOR ECONÔMICO
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sexta-feira, 22 de março de 2013
BC projeta déficit em transações correntes de US$67 bi em 2013
BRASÍLIA, 22 Mar (Reuters) - O Banco Central piorou a projeção de déficit em transações correntes do país a 67 bilhões de dólares em 2013, ante estimativa de 65 bilhões de dólares previstos anteriormente.
Agora, o resultado não será coberto pelos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), que devem fechar este ano a 65 bilhões de dólares, segundo as contas do BC, mesma estimativa de antes.
De Alonso Soto e Leonardo Goy, edição de Patrícia Duarte, agência REUTERS BRASIL
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