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domingo, 19 de julho de 2015

Tragédia brasileira

O trajetória percorrida pela bala até encontrar a sua vítima, que na maioria das vezes não espera que isto ocorra com ela, é muito curta, não dar tempo de imaginar nem mesmo lembrar de nada, muito menos que o elemento ativo desta tragedia poderia, quem sabe, ser um filho, irmão ou parente seu ou de alguém próximo, mas pelo semblante do autor juvenil e seu trejeito de criança.

Não dar para imaginar que passa na cabeça da vítima naquele momento final, mas a perpetuação de sua agonia não ficará com seu algoz e sim com as famílias dos personagens que participaram desta cena capital, na busca de respostas para o entendimento dos reais motivos.

O autor desta e talvez de outras tragédias, se descoberto for, não terá problemas em deslembrar de tal episódio, e caso ainda sobre algum resquício na sua memória o estado buscará uma forma de deletar tais registros.

Em resumo somos vítimas deste enredo mal escrito por nossas autoridades.

Julio Cunha 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Durante a Copa, Seleção viajará em obra de arte dos Gemeos


A Seleção Brasileira será transportada, durante a Copa do Mundo, em uma obra de arte. O avião que levará comissão técnica e jogadores aos jogos do Mundial terá uma pintura especial assinada pelos grafiteiros Otávio e Gustavo Pandolfo, dupla que forma Os Gemeos.
De acordo com a companhia aérea Gol, patrocinadora da CBF e idealizadora do projeto, para pintar a aeronave Boeing 737-800 Sky Interior foram utilizadas mais de mil latas de tinta durante cerca de 100 horas de trabalho. “Esta é uma obra de arte que levaremos para todo o Brasil em homenagem à torcida brasileira e à nossa Seleção”, disse Florence Scappini, diretora de marketing da empresa.
Para os artistas plásticos, a pintura será uma forma de fuga da rotina para aqueles que entrarem em contato com o avião. “Pintamos a aeronave para quem está no aeroporto, para quem trabalha dentro dela, para o rapaz que está fazendo uma ponte aérea para ver a namorada, o outro que vai resolver um trabalho, a menina que vai ver a família… A ideia é mudar o cotidiano das pessoas através da arte. Esse é o nosso foco, independente de quem são elas. O que importa é surpreender uma criança que está esperando no saguão do aeroporto e que, de repente, verá um avião completamente diferente do normal”, afirmam...

De redação, ÉPOCA

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Balança comercial tem o pior semestre em 18 anos

A balança comercial brasileira fechou junho com superávit de US$ 2,394 bilhões, o melhor resultado para o mês desde 2011, quando as exportações superaram as importações em US$ 4,4 bilhões, de acordo com a série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Já o semestre foi o pior desde 1995, com déficit de US$ 3 bilhões, afetado por importações de petróleo e derivados ocorridas em 2012, mas registradas no início deste ano.

Em junho, na comparação com igual mês do ano passado, houve um grande avanço no saldo do comércio exterior brasileiro. Junho de 2012 registrou US$ 800 milhões de superávit.

Dados divulgados nesta segunda-feira pelo Mdic apontam que as vendas de bens nacionais para o exterior somaram US$ 21,227 bilhões em junho deste ano, ante US$ 19,353 bilhões no mesmo mês de 2012. As importações de junho alcançaram US$ 18,833 bilhões, pouco acima do valor registrado no mesmo mês do ano passado, de US$ 18,553 bilhões.

A quarta semana de junho fechou com superávit de US$ 745 milhões, resultado de exportações de US$ 5,100 bilhões e importações de US$ 4,355 bilhões...


De Thiago Resende e Daniel Rittner, economia, VALOR ECONÔMICO

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Economia brasileira inicia 2º tri com crescimento, mostra BC

SÃO PAULO - A economia brasileira iniciou o segundo trimestre com expansão, mostrou o Banco Central nesta sexta-feira, com o seu indicador de atividade registrando alta de 0,84 por cento em abril ante o mês anterior, mas ainda insuficiente para levar os agentes econômicos a cravarem que está em curso uma recuperação mais consistente da atividade.

O dado dessazonalizado de abril do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) ficou um pouco acima das expectativas de analistas consultados pela Reuters com alta mensal de 0,80 por cento, mas mostrou desaceleração sobre o resultado de março, quando teve crescimento mensal de 1,07 por cento, número revisado de alta de 0,72 por cento.
 
"Os números de abril do IBC-Br sugerem que o PIB do segundo trimestre pode ser melhor do que o observado no primeiro trimestre", afirmou o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves, por meio de nota.
 
Na comparação com abril de 2012, o IBC-Br --uma espécie sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB)-- avançou 4,85 por cento, e acumula em 12 meses alta de 1,66 por cento, segundo os dados dessazonalizados do BC.
 
O desempenho da indústria e do varejo, que mostraram recuperação em abril, ajudaram na alta do IBC-Br no mês, mas o cenário pode não se sustentar...


De Camila Moreira, agência REUTERS BRASIL

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Revelamos o avião do Brasil na Copa das Confederações

RIO - A Gol Linhas Aéreas vai apresentar, nesta quarta-feira, o Boeing 737-800, com pintura especial, nas cores verde, amarela e azul, que transportará a seleção brasileira a partir da Copa das Confederações. A competição começará sábado, com a partida Brasil x Japão, em Brasília.
Na fuselagem também estão pintadas cinco estrelas, em alusão aos cinco títulos da Copa do Mundo conquistados pelo Brasil.

A companhia aérea também será responsável pelo transporte interno, em voos charter, das outras sete seleções que disputam o evento-teste para a Copa do Mundo-2014, mas a seleção brasileira é a única com avião à disposição com pintura especial. A pintura é feita no Centro de Manutenção da Gol, em Confins (MG), e faz parte do acordo de patrocínio de quatro anos, assinado com a CBF em 2 de abril passado, conforme antecipou O GLOBO na ocasião, e oficializado apenas no fim do mês passado por estratégia de marketing da companhia.

A Gol também será responsável pelo transporte da seleção em amistosos disputados no Brasil e na América do Sul.

De Jorge Luiz Rodrigues, jornal O GLOBO

sexta-feira, 7 de junho de 2013

S&P rebaixa qualificação da dívida brasileira para "negativa"

Brasília - A agência de qualificação de risco Standard & Poor's (S&P) rebaixou a qualificação dos títulos da dívida brasileira de "estável" para "negativa" e alertou que o crescimento do país pode ser menor nos próximos dois anos se as reformas ainda pendentes não forem aceleradas.

Em comunicado divulgado na noite desta quinta-feira, a S&P disse que o ritmo de crescimento da economia brasileira, que foi fraco já nos últimos anos, se manterá em 2013, para quando previu uma expansão de 2,5%...


De agência EFE

terça-feira, 21 de maio de 2013

Criação de empregos diminui 9,25% em abril, mostra Caged


A economia brasileira criou 196.913 vagas formais de trabalho em abril. O resultado é 9,25% inferior ao do mesmo mês do ano passado, quando foram gerados 216.974 mil empregos com carteira assinada na série sem ajuste, ou seja, sem considerar os dados que as empresas enviam fora do prazo.
Ontem, a presidente Dilma Rousseff havia antecipado no programa radiofônico Café com a Presidenta que “em abril, foram gerados quase 200 mil novos postos de trabalho”.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho divulgados nesta terça-feira. Em março de 2013 foram criados 112.450 empregos (dado não ajustado).
O saldo de abril ficou pouco acima da média das projeções apurada pelo Valor Data, que previa 193 mil novas vagas no mês. O intervalo das estimativas variou entre 180 mil a 210 mil postos de trabalho criados.
Em abril, foram registradas 1,938 milhão de contratações e 1,741 milhão de demissões. Em 12 meses, o Brasil gerou 1,087 milhão de empregos formais.
Ainda segundo o Caged, no 1º quadrimestre do ano foram criadas 549.064 vagas. No mesmo período em 2012, esse número chegou a 702.059 mil empregos. Vale ressaltar que, no dado referente a 2013, apenas os meses de janeiro a março estão ajustados.
Os dados serão comentados pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias. Logo após assumir o cargo, o novo ministro previu a criação de dois milhões de postos de trabalho em 2013.
Setores
Houve abertura de vagas em todos os oito setores acompanhados pelo Ministério do Trabalho. O maior volume de postos foi no segmento de serviços que gerou 75.220 vagas no mês. Já a indústria de transformação criou 40.603 postos de trabalho no período.
Em números absolutos, o terceiro lugar é da construção civil, com 32.921 empregos. Na sequência está a agricultura (24.807), comércio (16.631), administração pública (3.857); serviços industriais de utilidade pública (2.237) e, por fim, a indústria extrativa mineral com 637 empregos.
De acordo com nota do Ministério do Trabalho, “abril foi o primeiro mês em que se verificou crescimento generalizado entre os oito setores da economia”.


De Lucas Marchesini e Eduardo Campos, portal VALOR

Indústria brasileira gasta com gás US$ 5 bilhões a mais que os EUA


RIO – O shale gas (ou gás de folhelho, tipo de gás encontrado em rochas no subsolo) jogou os preços do gás nos Estados Unidos para baixo, ampliando a competitividade industrial naquele país. Estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que o preço médio do gás nos EUA é de US$ 4,45 por milhão de BTUs (medida usada para gás natural), enquanto no Brasil é de US$ 17,14 por milhão de BTUs. A diferença faz com que a indústria nacional tenha um gasto adicional de US$ 4,9 bilhões por ano. Para reduzir esse custo, a Firjan diz que é necessário não apenas baixar o preço do produto, como os impostos e a margem das distribuidoras.

No estudo “O preço do gás natural para a indústria no Brasil e nos Estados Unidos — comparativo de competitividade”, foi considerado o consumo pela indústria brasileira de 10,4 bilhões de metros cúbicos por ano de gás natural, o que equivale a um custo de US$ 6,6 bilhões anuais. Se o preço final do gás no Brasil fosse equivalente ao do americano, o gasto da indústria seria de US$ 1,7 bilhão. O gás natural tem participação relevante no custo de produção de setores industriais de peso na economia, como indústria química (30%) e cerâmica (25%), por exemplo.

A Firjan fez simulações para empresas de diferentes portes. No caso de uma microempresa, uma padaria de bairro, por exemplo, que tem de cinco a sete empregados e consumo de gás natural de aproximadamente 1,5 mil metros cúbicos por mês, a perda de competitividade é de R$ 29,7 mil por ano na comparação com uma padaria americana. Para uma empresa química de grande porte, com 600 empregados e consumo de gás natural de 2,7 milhões de metros cúbicos por mês, o gasto adicional em comparação com sua concorrente americana é de R$ 29,8 milhões...



De Danielle Nogueira, portal O GLOBO

sábado, 11 de maio de 2013

Dívida externa brasileira cresce 60% desde a crise financeira de 2008



Desde a crise financeira de 2008, que provocou uma parada súbita nas linhas de crédito internacionais, a dívida externa brasileira aumentou 60%, impulsionada pelo endividamento das empresas.

A dívida das instituições financeiras no exterior praticamente dobrou entre dezembro de 2008 e este ano. No mesmo período, as empresas não financeiras aumentaram sua exposição em moeda estrangeira em 72%.

Com isso, o endividamento externo do país subiu do equivalente a 12% do PIB (Produto Interno Bruto) para 13,9% neste ano, após quatro anos de relativa estabilidade.

O levantamento foi feito pela equipe do banco Credit Suisse, que atribui parte desse aumento à fixação de barreiras à entrada de capital externo, iniciada em 2010.

Para tentar refrear o fluxo de recursos estrangeiros que entrava no país e valorizava o real em relação ao dólar, o governo impôs IOF de 6% na compra de títulos públicos por estrangeiros.

"Quando o governo decide impor IOF para operações com seus papéis, esses recursos deixam de entrar, mas as empresas percebem que há demanda por títulos brasileiros e vão para o mercado externo captar com taxas mais baixas", afirma o economista-chefe do Credit Suisse, Nilson Teixeira.

Diante de um cenário de abundância de recursos e juros mais baixos no exterior, as empresas aumentaram sua dívida lá fora.

A questão é que, simultaneamente, elas passaram a assumir riscos de prejuízo em caso de uma repentina desvalorização cambial.

Em 2008, a alta do dólar em decorrência da crise bancária nos EUA, levou Aracruz e Sadia a dificuldades. Ambas tinham operações com derivativos atrelados ao dólar e acabaram vendidas.


Para Teixeira, não há risco no médio prazo: "De fato a dívida aumentou, mas, quando comparada com a de outros países, é baixíssima".

Além disso, observa o economista, o prazo é longo (em média, 6,5 anos) e o montante é pouco superior ao que o Brasil arrecada com exportações --a dívida externa equivale a 1,3 vezes o auferido com as exportações, segundo cálculos de Teixeira.

Para Daniela Prates, professora da Unicamp, contudo, o enfraquecimento recente das exportações são um fator de vulnerabilidade.

"A capacidade de gerar divisas [para honrar as dívidas] se dá por meio das exportações. E o cenário pós-crise ficou mais grave nesse ponto, porque a concorrência ficou mais acirrada", afirma.

"A composição da nossa pauta de exportações faz com que sejamos mais vulneráveis ao preço das commodities e à demanda da China. Isso traz preocupação quanto à solvência da dívida", diz ela.


De Mariana Carneiro, jornal FOLHA DE SÃO PAULO