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domingo, 2 de julho de 2017

O Instituto eSocial libera ambiente de testes para empresas


O eSocial disponibilizou, a partir de 26/06/2017 (segunda-feira), o acesso ao ambiente de testes do sistema para empresas. O processo ocorrerá em duas etapas e será direcionado, neste primeiro momento, a empresas de Tecnologia da Informação (TI). A partir de 1° de agosto, no entanto, todas as empresas do país poderão ter acesso à plataforma.

A medida foi autorizada pela publicação da resolução n° 9 do Comitê Gestor do eSocial, no Diário Oficial da última sexta-feira (23). O eSocial é um projeto conjunto do governo federal que integra Ministério do Trabalho, Caixa Econômica, Secretaria de Previdência, INSS e Receita Federal.

A iniciativa faz parte de uma etapa de preparação – tanto para o governo, como para o setor produtivo – para o início da utilização obrigatória do eSocial para todos os empregadores do país. O projeto permitirá que todas as empresas brasileiras possam realizar o cumprimento de suas obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias de forma unificada...

Da Redação, Previdência Social

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O palestrante universal

Que o ex-presidente Lula da Silva praticou trafico de influencia entre empreiteiras brasileira e govervos estrangeiros não resta dúvida, pois os documentos apresentados pelo Itamaratí são reveladores.

Cabe agora as autoridades competentes investigar os crimes cometidos pelo ex-presidente o grau de influência dos envolvidos e a citação dos mesmos na ação penal.

A tese de que o mesmo somente palestrava e recebia por isso não é sustentável.

Julio Cunha

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Demanda de empresas por crédito no Brasil sobe em janeiro, segundo Serasa


SÃO PAULO - A procura de empresas brasileiras por crédito em janeiro teve alta de 6,4 por cento ante o mesmo mês do ano passado, e subiu 12,3 por cento na comparação com dezembro, informou nesta quinta-feira a Serasa Experian.

Segundo economistas da Serasa, o resultado foi impulsionado pela movimentação típica de recomposição de estoques no começo do ano após as vendas de Natal.

No entanto, os economistas afirmaram em comunicado que a busca ocorreu principalmente entre micro e pequenas empresas, "podendo significar que, diante da maior seletividade e rigor creditício junto às instituições financeiras, dado o atual quadro econômico mais adverso, as micro e pequenas empresas estejam buscando fontes alternativas de financiamento como o crédito mercantil"...

De Renan Fagalde, REUTERS

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Análise: Empreiteiras reagem à estratégia do governo de jogar culpa no cartel



Acusadas de formar um "clube" para dividir obras da Petrobras, as empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato reagem e apontam a própria empresa como a responsável por ditar as regras dos acertos que levaram aos desvios bilionários na estatal.

As primeiras iniciativas para tentar reagir ao que as empreiteiras veem como uma estratégia do governo para poupar a Petrobras de processos internacionais e seus dirigentes atuais de envolvimento nas investigações foram tomadas pelos advogados da UTC, uma das empresas acusadas de integrar o cartel.

Em artigo publicado nesta semana e em peças anexadas ao processo, a defesa da construtora sustenta que a prova de que era a Petrobras quem detinha o total controle das regras é o comunicado em que a estatal proibiu, no fim de 2014, 23 construtoras de participarem de licitações...

De Vera Maralhães, FOLHA DE S. PAULO

terça-feira, 3 de junho de 2014

Miriam Leitão: "No Brasil, diferente de outros países sedes, em ano de Copa a economia esfria"


Com feriados e férias coletivas, economia pode esfriar mais

As previsões de crescimento do PIB de 2014 estão ficando cada vez menores. As principais instituições ouvidas pelo Banco Central (BC) esperam, agora, alta de apenas 1,5%. O resultado do primeiro trimestre, de crescimento de 0,2%, foi fraco, e os economistas preveem que o segundo trimestre também não será bom, podendo ficar até negativo.
O que impressiona é que em ano de Copa, geralmente, a economia cresce. Os consumidores compram mais. Mas em 2014, por ser o Brasil o país sede do campeonato, haverá muitos feriados que, somados às férias coletivas dadas por alguns setores, poderão fazer com que a economia esfrie ainda mais entre abril e junho. 
As férias coletivas dadas por diferentes setores da indústria são um sinal de alerta porque podem virar demissão. Se isso acontecer, a melhor área que temos na economia, o emprego, pioraria.
No resultado do PIB do primeiro trimestre, divulgado pelo IBGE, preocupam, por exemplo, os dados da indústria e do investimento, que tiveram queda.

De Miriam Leitão, O GLOBO

domingo, 7 de julho de 2013

Brasil foi alvo de espionagem dos EUA, diz O Globo

RIO DE JANEIRO - A Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA, na sigla em inglês) monitorou as atividades telefônicas e os emails de empresas brasileiras e indivíduos na última década, como parte das atividades norte-americanas de espionagem, informou o jornal O Globo neste domingo, citando documentos fornecidos pelo fugitivo Edward Snowden, ex-funcionário de inteligência da NSA.


O jornal não revelou o volume de informações monitorado pelos computadores e pelos funcionários da inteligência da NSA. A reportagem de O Globo, apontou que o Brasil foi o segundo país mais espionado das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos no número de transmissões interceptadas.

O Brasil era um país prioritário para a vigilância de comunicações da NSA ao lado de China, Rússia, Irã e Paquistão, disse o jornal.

No período de 10 anos, a NSA interceptou 2,3 bilhões de telefonemas e mensagens nos Estados Unidos, e em seguida usaram computadores para analisar os dados a fim de detectar sinais de atividade suspeita, disse O Globo. Nos Estados Unidos, a NSA usou mandados legais, mas secretos, para obrigar empresas de comunicação a entregar as informações sobre as ligações e os emails para análise.

Parte do acesso às comunicações brasileiras foi obtido por meio de empresas norte-americanas parceiras de companhias brasileiras de telecomunicações, relatou o jornal sem revelar os nomes das empresas.

A reportagem de O Globo foi escrito por Greenwald, Roberto Kaz e José Casado. Greenwald, que trabalha para o jornal britânico The Guardian e mora no Rio de Janeiro, foi o primeiro jornalista a revelar os documentos sigilosos fornecidos por Snowden, salientando a extensão da atividade de monitoramento de comunicações dos EUA no país e no exterior.

Após fornecer as informações para Greenwald, Snowden fugiu dos Estados Unidos para Hong Kong e foi visto mais recentemente na área de trânsito do aeroporto de Moscou.

O passaporte norte-americano de Snowden foi cancelado. O ex-agente fez pedidos de asilo a vários países, incluindo Equador, Venezuela e Bolívia. Três países Bolívia, Venezuela e Nicarágua se ofereceram para dar asilo a Snowden.



De Jeb Blount, REUTERS BRASIL

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Polícia busca 'fantasma' que tem contratos com políticos e governos

RIO — Policiais da Delegacia Fazendária (Delfaz) fazem, nesta segunda-feira, uma operação para descobrir um esquema de fraude envolvendo uma empresa criada com documentos falsos que fez negócios com deputados, prefeituras, secretarias estaduais e até com a Polícia Civil. Pela manhã, foram realizadas buscas em quatro endereços em nome da empresa GAP Comércio e Serviços, criada em nome do “fantasma” George Augusto Pereira. Segundo as investigações da Tutela Coletiva do Ministério Público e da Polícia Civil, a empresa teria sido usada para sonegação e lavagem de dinheiro de pelo menos R$33.651.461,24, em contratos.

O inquérito investiga o responsável pela criação de George, o fantasma revelado pela revista "Época". A carteira de clientes da empresa inclui deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) e a Prefeitura de Campos, dois deputados federais, a Alerj, duas secretarias estaduais, a prefeitura de Duque de Caxias, além da própria Polícia Civil. Depois de criada, a GAP foi vendida para Jacira Trabach Pimenta, uma senhora de 69 anos, mãe do atual procurador da empresa, Fernando Trabach Gomes.

Entre os endereços vasculhados na operação desta segunda-feira está um apartamento no Condomínio Golden Green, onde mora Fernando Trabach. O empresário não estava no local, mas o filho, de mesmo nome, acompanhou o trabalho da polícia...


De Elenilce Bottari, com Extra, Rio, jornal O GLOBO

sábado, 18 de maio de 2013

Tóquio fecha em seu maior nível desde dezembro de 2007


O índice Nikkei subiu 0,7% e terminou o pregão com 15.138,12 pontos, graças a empresas do setor financeiro


As ações na bolsa de Tóquio (Japão) fecharam em terreno positivo nesta sexta-feira, uma vez que as expectativas de crescimento doméstico puxaram empresas do setor financeiro para cima, levando o índice Nikkei ao maior nível em cinco anos e meio. O índice Nikkei subiu 0,7% e terminou o pregão com 15.138,12 pontos, após a perda de 0,4% na sessão anterior. O nível de fechamento foi o mais alto desde dezembro de 2007. O volume de negócios foi sólido, totalizando 4,41 bilhões de ações sob o valor de 3,4 trilhões de ienes.

O índice abriu em baixa depois que as ações em Wall Street (bolsas americanas) caíram nesta quinta-feira com novas preocupações de que o Federal Reserve (banco central americano) pode reduzir seus esforços para estimular o crescimento. Mas a onda de compras logo apareceu tendo em vista que as expectativas sobre as políticas econômicas do governo japonês permanecem intactas. 

O Japão tem sido criticado por diversos países, após o banco central adotar no início de abril um ousado plano de relaxamento monetário para combater a deflação, mas que provocou uma forte desvalorização do iene. Contudo, desde a chegada do primeiro-ministro Shinzo Abe, as medidas do governo enfraqueceram o iene e ajudaram a economia a crescer...



De finanças, revista VEJA

terça-feira, 14 de maio de 2013

Empresas suspeitas de fraudes financiaram petistas no AC


Os irmãos Jorge e Tião Viana receberam mais de 375 000 reais para suas campanhas de empresas investigadas pela Polícia Federal

Empreiteiras suspeitas de integrarem um cartel para fraudar e repartir entre si obras de pavimentação em todo o Acre aparecem entre os maiores financiadores de campanhas de petistas na região - há catorze anos, o PT administra o estado. 
Na semana passada, uma operação da Polícia Federal revelou o esquema e prendeu quinze pessoas, entre elas o secretário de Obras do governo Tião Viana (PT) e um sobrinho do governador. O Ministério Público Estadual suspeita que as empresas e os servidores envolvidos desviaram pelo menos 4 milhões de reais em seis contratos fraudados. 
Também foram presos ou levados para prestar depoimento os donos das sete empreiteiras suspeitas de formar o cartel, chamadas pela PF de “G-7”. Seis delas aparecem como doadoras nas prestações de contas de candidatos petistas em 2010 e 2012, de acordo com registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 
O governador Tião Viana é um dos maiores beneficiados. Em 2010, as cinco empreiteiras suspeitas  – MAV Construtora, Construterra, Ábaco, Eleacre e Albuquerque Engenharia – doaram um total de 255 000 reais para o comitê financeiro petista para governador. A mais generosa foi a MAV Construtora, que repassou 80 000 reais. A Eleacre doou 35 000 reais – 25 000 reais foram doados em espécie de acordo com planilha do TSE. 
Já o irmão de Tião, o ex-governador e primeiro vice-presidente do Senado, Jorge Viana, recebeu 120 000 reais das empresas. A MAV aparece novamente como a maior doadora, tendo contribuído com 35 000 reais para a campanha do senador. Os empreiteiros José Adriano Ribeiro da Silva e João Francisco Salomão, da MAV e Eleacre, respectivamente, estão entre os presos da operação da PF. Entre os doadores também aparece a Ábaco, que doou 20 000 reais. A empresa pertence a Sérgio Yoshio Nakamura, ex-diretor do Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre) à época em que Jorge governou o estado, entre 1999 e 2006.
Os valores não parecem altos, mas representam uma fatia significativa na arrecadação oficial dos candidatos –  em números absolutos, as campanhas eleitorais no Acre são mais baratas do que em boa parte do Brasil. Por exemplo: o valor doado pelas empresas para Jorge Viana representa 13% do total arrecadado pelo comitê petista para senador. 
Doações - A generosidade das empresas não se limitou aos irmãos Viana, mas também resultaram em doações para candidatos a deputado estadual e federal e ao diretório estadual do partido. A Albuquerque Engenharia doou 40 000 reais para a direção estadual do PT e 115 000 reais para candidatos a deputado estadual e federal.  Além das cinco empresas, também aparece nessa categoria de doação a Etenge Engenharia, outra empresa suspeita de formar o cartel. De acordo com os dados do TSE, ela doou 30 000 reais para candidatos a deputado do PT.  No total, as seis empresas doaram cerca de 220 000 reais para campanhas de deputado federal e estadual do PT. 
Na campanha de 2012, cerca de dois anos depois de Tião assumir o governo, as cinco empreiteiras resolveram ser ainda mais generosas com o PT acriano, mas desta vez adaptaram a estratégia de doação à natureza da eleição municipal. Nesse ano, foi a direção estadual do PT que concentrou as doações das seis empreiteiras. O total passou de 1,1 milhão de reais, que foram repartidos entre seus candidatos – a maior parte da verba acabou indo parar na campanha do atual prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT). Só a MAV Construtora foi responsável pela doação de 515 000 reais para o PT estadual. A segunda em generosidade foi a Ábaco Engenharia, que doou 250 000 reais. A Albuquerque Engenharia doou 350 000 reais – 240 000 para a campanha de Marcus Alexandre e 110 000 para o PT acriano. 
Presos – Os quinze presos na operação da PF continuam detidos. A maior parte está no presídio federal de Rio Branco, apelidado de “Papudinha” – referência ao complexo de presídios próximo a Brasília. O sobrinho de Tião e Jorge Viana, Tiago Viana das Neves Paiva, recebeu a visita do tio senador no sábado.  A PF deve concluir o inquérito nos próximos quinze dias. 


De Jean-Philip Struck, revista VEJA

sábado, 11 de maio de 2013

Dívida externa brasileira cresce 60% desde a crise financeira de 2008



Desde a crise financeira de 2008, que provocou uma parada súbita nas linhas de crédito internacionais, a dívida externa brasileira aumentou 60%, impulsionada pelo endividamento das empresas.

A dívida das instituições financeiras no exterior praticamente dobrou entre dezembro de 2008 e este ano. No mesmo período, as empresas não financeiras aumentaram sua exposição em moeda estrangeira em 72%.

Com isso, o endividamento externo do país subiu do equivalente a 12% do PIB (Produto Interno Bruto) para 13,9% neste ano, após quatro anos de relativa estabilidade.

O levantamento foi feito pela equipe do banco Credit Suisse, que atribui parte desse aumento à fixação de barreiras à entrada de capital externo, iniciada em 2010.

Para tentar refrear o fluxo de recursos estrangeiros que entrava no país e valorizava o real em relação ao dólar, o governo impôs IOF de 6% na compra de títulos públicos por estrangeiros.

"Quando o governo decide impor IOF para operações com seus papéis, esses recursos deixam de entrar, mas as empresas percebem que há demanda por títulos brasileiros e vão para o mercado externo captar com taxas mais baixas", afirma o economista-chefe do Credit Suisse, Nilson Teixeira.

Diante de um cenário de abundância de recursos e juros mais baixos no exterior, as empresas aumentaram sua dívida lá fora.

A questão é que, simultaneamente, elas passaram a assumir riscos de prejuízo em caso de uma repentina desvalorização cambial.

Em 2008, a alta do dólar em decorrência da crise bancária nos EUA, levou Aracruz e Sadia a dificuldades. Ambas tinham operações com derivativos atrelados ao dólar e acabaram vendidas.


Para Teixeira, não há risco no médio prazo: "De fato a dívida aumentou, mas, quando comparada com a de outros países, é baixíssima".

Além disso, observa o economista, o prazo é longo (em média, 6,5 anos) e o montante é pouco superior ao que o Brasil arrecada com exportações --a dívida externa equivale a 1,3 vezes o auferido com as exportações, segundo cálculos de Teixeira.

Para Daniela Prates, professora da Unicamp, contudo, o enfraquecimento recente das exportações são um fator de vulnerabilidade.

"A capacidade de gerar divisas [para honrar as dívidas] se dá por meio das exportações. E o cenário pós-crise ficou mais grave nesse ponto, porque a concorrência ficou mais acirrada", afirma.

"A composição da nossa pauta de exportações faz com que sejamos mais vulneráveis ao preço das commodities e à demanda da China. Isso traz preocupação quanto à solvência da dívida", diz ela.


De Mariana Carneiro, jornal FOLHA DE SÃO PAULO


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Profissionais brasileiros têm um dos piores níveis de inglês do mundo


Os profissionais brasileiros têm um dos piores níveis de inglês do mundo, segundo um estudo da GlobalEnglish que mediu a habilidade com o idioma de mais de 200 mil funcionários de empresas nacionais e multinacionais ao redor do mundo que não têm o inglês como língua materna.


Dentre os 78 países analisados pela empresa de cursos de inglês corporativo, o Brasil ficou na 70ª posição. De 1 a 10, o país ficou com a nota 3,27, o que representa uma leve melhora em relação ao ano passado, quando registrou 2,95. A média deixa o Brasil entre os índices “iniciante” e “básico” – abaixo, inclusive, da América Latina, que ficou com a média de 3,38.
O Brasil fica bem atrás de outros emergentes como a China e de vizinhos como o Uruguai, ambos com nota 5,03, além de ficar longe de outros países lusófonos, como Portugal, com nota 5,47, e Angola, com 4,40. “Estamos muito aquém. Isso pode afetar incrivelmente a capacidade do Brasil de continuar atraindo investimentos de fora”, diz o diretor da GlobalEnglish no Brasil, José Ricardo Noronha. Outro problema está na capacidade de expansão de empresas brasileiras que crescem globalmente. “A gente enxerga que a falta de inglês impacta diretamente na produtividade e no aproveitamento dos talentos. Uma empresa que não fala a língua mundial dos negócios tem o seu potencial muito mais limitado”, diz.
O ranking é liderado pelas Filipinas, com nota 7,95. A média mais baixa é a de Honduras, 2,92.
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De Letícia Arcoverde,  jornal VALOR ECONÔMICO

segunda-feira, 18 de março de 2013

Pesquisa surpreende ao apontar que investimento na indústria vai cair 9,5%

Nem 15 pacotes de incentivo do governo animaram o setor, segundo levantamento de intenção de investimentos com 1,2 mil empresas

SÃO PAULO - Apesar de todos os esforços do governo, a indústria brasileira de transformação não ganhou confiança para desengavetar novos projetos de investimento em 2013. Ao contrário, o setor pretende investir este ano 9,5% menos que em 2012. O valor deverá cair de R$ 218 bilhões para R$ 197,3 bilhões, de acordo com uma pesquisa de intenção de investimento que acaba de ser tabulada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


Para chegar a esses números, a entidade ouviu mais de 1,2 mil empresas com fábricas em todo o País, entre os dias 22 de janeiro e 23 de fevereiro deste ano.
O resultado surpreendeu o diretor do departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, responsável pela pesquisa. Tanto que mandou auditar os dados. Ele esperava alguma retomada do investimento depois de o governo Dilma Rousseff ter lançado 15 pacotes de medidas para incentivar o setor produtivo. O último, anunciado quinta feira, liberou R$ 33 milhões para financiar projetos de empresas privadas na área de inovação, pesquisa e desenvolvimento.
"O governo fez muitas coisas corajosas no ano passado, como o corte na taxa básica de juros, a desoneração da folha de pagamentos, a redução do custo da energia elétrica e mesmo com o câmbio", cita Roriz Coelho. "Mesmo assim, a pesquisa está indicando que ainda existem muitas dúvidas do empresário em investir, em aumentar a capacidade de sua fábrica e depois não ter condições competitivas para vender a produção."
O diretor da Fiesp não foi o único a ser surpreendido pela resposta das indústrias. "É uma ducha de água fria nas expectativas de dez entre dez economistas", diz Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e professor da Unicamp. "Não é a primeira vez que os economistas acreditam em uma coisa e os empresários, em outra", acrescentou, bem humorado.
A questão é que a indústria está definhando já faz algum tempo. Em 2012, por exemplo, a produção física caiu 2,8%, depois de ter ficado estagnada em 2011. Além disso, a balança comercial (diferença entre a exportação e a importação) do setor apresentou em 2012 o maior déficit da sua história, de US$ 50,6 bilhões.
O resultado é que o setor passou a representar só 13,3% do Produto Interno Bruto (PIB), sua menor participação na formação de riqueza do País dos últimos 50 anos. Em 1985, o número foi bem maior, de 27%.
"Essa retração na intenção de investimento faz todo sentido com o clima que percebemos nesse começo de ano nas empresas", diz Sergio Valle, economista-chefe da MB Associados. "Há uma percepção de que haverá dificuldade de recuperação este ano." Parte disso, segundo ele, se dá pela baixa competitividade da indústria, que não incentiva as empresas a exportar. Outra parte se dá "pelas incertezas regulatórias que o governo coloca e que sustam os investimentos".
Confusão. O economista observa, no entanto, que os dados de investimento que são divulgados periodicamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) podem causar confusão, já que o banco acena com expansão para 2013. Os números, no entanto, referem-se ao investimento global, incluindo infraestrutura, óleo e gás e agricultura, por exemplo, que vão bem, e não apenas industrial. "Além disso, caminhões entram em bens de capital e há apenas um efeito estatístico por causa da retração que tivemos no ano passado pela mudança do motor para euro 5, mais caro que o anterior."
As empresas entrevistadas pela Fiesp mostraram que a elevada carga tributária continua como principal limitante ao investimento. Contudo, o peso dos tributos perdeu importância (em resposta múltipla, foi citado por 56% dos entrevistados, ante 75% em 2012) porque outros fatores ganharam relevância. É o caso da baixa taxa de crescimento da economia, apontada por 36% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, foram só 26%.
Arrependimento. O empresário Corrado Vallo, sócio da Omel Bombas e Compressores Ltda, que fornece equipamentos para a indústria petroquímica, sentiu isso na pele. Há dois anos, a empresa investiu R$ 6 milhões na compra de máquinas e ainda tinha planos de investir outros R$ 6 milhões na construção de uma nova unidade.
"Desistimos desse projeto porque simplesmente não tem demanda", conta o empresário. "Até nos arrependemos um pouco de ter comprado aquelas máquinas, avançadíssimas, de comando numérico para usinar peças de três eixos, que não existiam no Brasil, porque elas deveriam trabalhar em três turnos e só estamos conseguindo rodar um turno por falta de serviço."
De acordo com a pesquisa da Fiesp, o investimento industrial em máquinas e equipamentos é o que deverá apresentar maior queda este ano, de 16,4%. Enquanto em 2012 foram investidos R$ 160 bilhões, agora se espera que sejam investidos só R$ 133,8 bilhões.
"É caro investir no Brasil", queixa-se Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). "É muito mais fácil trazer o produto pronto de fora, porque o retorno sobre o investimento é demorado demais, em razão das altas taxas de juros e do peso dos impostos que temos aqui."
Um único setor deverá receber mais dinheiro este ano. Os investimentos em gestão deverão crescer de R$ 17,2 bilhões, em 2012, para R$ 27,3 bilhões, um salto de 58,4%.
"Esse aumento significativo deve-se à estratégia de eficiência produtiva adotada pelas empresas, que visa a reduzir custos e a substituir máquinas obsoletas por versões modernas", explica Roriz Coelho.


De Marcelo Rehder, jornal O ESTADO DE SÃO PAULO

segunda-feira, 4 de março de 2013

Missão comercial brasileira fecha acordos de US$ 47 milhões no Oriente Médio


Abu Dhabi, 3 mar (EFE).- Mais de 30 empresas brasileiras fecharam acordos comerciais com companhias do Oriente Médio, avaliados em US$ 47,2 milhões, informou neste domingo em Dubai, nos Emirados Árabes, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).

Por meio de um comunicado, a Apex Brasil disse que as empresas brasileiras encerraram hoje nos Emirados Árabes sua missão comercial no Oriente Médio, com vários acordos assinados e outros que deverão ser ratificados no ano que vem.


De agência EFE