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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Polícia busca 'fantasma' que tem contratos com políticos e governos

RIO — Policiais da Delegacia Fazendária (Delfaz) fazem, nesta segunda-feira, uma operação para descobrir um esquema de fraude envolvendo uma empresa criada com documentos falsos que fez negócios com deputados, prefeituras, secretarias estaduais e até com a Polícia Civil. Pela manhã, foram realizadas buscas em quatro endereços em nome da empresa GAP Comércio e Serviços, criada em nome do “fantasma” George Augusto Pereira. Segundo as investigações da Tutela Coletiva do Ministério Público e da Polícia Civil, a empresa teria sido usada para sonegação e lavagem de dinheiro de pelo menos R$33.651.461,24, em contratos.

O inquérito investiga o responsável pela criação de George, o fantasma revelado pela revista "Época". A carteira de clientes da empresa inclui deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) e a Prefeitura de Campos, dois deputados federais, a Alerj, duas secretarias estaduais, a prefeitura de Duque de Caxias, além da própria Polícia Civil. Depois de criada, a GAP foi vendida para Jacira Trabach Pimenta, uma senhora de 69 anos, mãe do atual procurador da empresa, Fernando Trabach Gomes.

Entre os endereços vasculhados na operação desta segunda-feira está um apartamento no Condomínio Golden Green, onde mora Fernando Trabach. O empresário não estava no local, mas o filho, de mesmo nome, acompanhou o trabalho da polícia...


De Elenilce Bottari, com Extra, Rio, jornal O GLOBO

terça-feira, 21 de maio de 2013

Gravação causa terremoto político na Venezuela


O cenário político venezuelano voltou a ficar agitado com a divulgação de uma gravação em que um popular apresentador da TV estatal acusa o presidente da Assembleia Nacional, o militar chavista Diosdado Cabello, de estar envolvido em um esquema de corrupção e também em um plano de conspiração para derrubar o governo do presidente Nicolás Maduro.
A fita foi mostrada pelo deputado opositor Ismael Garcia, integrante da coalizão de oposição Mesa de Unidade Democrática, à jornalistas em Caracas. De acordo com a oposição, a gravação teria sido feita pelo próprio apresentador chavista para ser entregue ao líder cubano Raúl Castro.
Com duração de mais de uma hora, Silva faz um desabafo a seu interlocutor - segundo a oposição, um agente do serviço secreto cubano - dando detalhes sobre brigas internas no governo e sobre supostos planos desestabilizadores.
O apresentador, Mario Silva, que dirige o polêmico programa La Hojilla ("A Lâmina" em tradução livre), disse que a gravação é uma "montagem bem feita" do Mossad e da CIA, agência de inteligência israelense e norte-americana, respectivamente...


De Claudia Jardim, de Caracas, portal BBC BRASIL

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Ligações mostram proximidade entre Félix Sahão e Olívio Scamatti, apontado como chefe da máfia que fraudou licitações em 78 prefeituras de São Paulo


Pivô de esquema cita ex-auxiliar de Mercadante



Interceptações telefônicas da Operação Fratelli – deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público – indicam relações próximas de Félix Sahão, ex-assessor do ministro da Educação, Aloízio Mercadante, com o empreiteiro Olívio Scamatti, apontado como chefe da Máfia do Asfalto, organização criminosa que fraudou licitações em 78 prefeituras da região noroeste do estado de São Paulo.
Filiado ao PT, Félix trabalhou no gabinete de Mercadante no Senado entre 2005 e 2010 e atendia prefeitos em busca de recursos de emendas parlamentares. Os grampos da PF captaram uma conversa, de 13 de agosto de 2010, às 10h45, na qual o empreiteiro, preso há uma semana, sugere a seu interlocutor, César, que em Brasília procure uma mulher chamada Rosângela. "Ela trabalha com o Félix do Mercadante", diz Scamatti. Cinco minutos antes, ele caiu no grampo com a própria Rosângela e apresentou-se a ela como "amigo do Félix".
Félix, professor universitário, hoje sócio da Nova TV, de Catanduva, foi prefeito da cidade por dois mandatos, entre 1997 e 2004. No ano seguinte, Mercadante o nomeou assessor. Félix ficou no cargo até 30 de junho de 2010, quando saiu para candidatar-se a deputado federal – recebeu 42.577 votos, mas ficou na suplência.
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De revista VEJA