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domingo, 10 de dezembro de 2017

Caminhado pelo ufano até a cadeia

Acertada a fala de FHC a respeito de Lula e a campanha de 2018, quando diz “Prefiro combatê-lo na urna a vê-lo na cadeia”.

Eu que sempre combati a forma de ver e fazer política do PT e do seu líder maior, Lula da Silva, concordo plenamente, e acrescento ainda que, sobe seu governo, tivemos um grande avanço na área social, com isso criou-se a expectativa, mas hoje frustrada, de dias melhores.

Como disse, a forma de fazer política foi o erro do PT e de seus líderes, principalmente quando de cooptação dos partidos e pessoas, visando o engrandecimento da base de apoio, ficando claro que a imagem ufana do país, tinha como finalidade o crescimento desmedido de um líder egocêntrico e populista.


De Julio Cunha

sábado, 14 de outubro de 2017

Senado entrega Aécio ao STF


Essa historia de dizer que o STF cedeu aos parlamentares, dando-lhes o direito de julgar o político, acusado de corrupção, por seus pares, também corruptos, e um verdadeiro exercício de desserviço, que na verdade só aumenta a instabilidade política no país, contribuindo de certa forma para o aumento da impunidade e o livramento dos mal-feitores, pois ao desacreditar as instituições, sem almenos ter um conhecimento dos fatos e principalmente das Leis a serem observadas, trazem um verdadeiro terrorismo a população.

Quem acha que o STF está salvando o senador Aécio Neves da punição de algum crime, não entende toda a nuance que envolve o caso de afastamento de um parlamenta, pois vejamos - Os fatos acusatórios apresentados até o momento contra o senador, não caracteriza um flagrante de crime, e quando se trata de parlamenta em pleno exercício da função, o flagrante será o único motiva, segundo a Constituição, para que o senador seja afastado.

No caso do Aécio, a decisão por maioria dos membros do STF não irá liberta-lo de uma condenação, após o processo legal segue no âmbito judicial, e quanto a votação por seus colegas senadores autorizando seu afastamento, os mesmos terão a oportunidade da inicio a tão esperada limpar no parlamento, tirando aquele que desrespeita a vontade e os interesses da população, é assim que espero, é assim que será.

Julio Cunha

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Japão acabou com distritão porque era caro e 'estimulou corrupção'



Uma das mudanças mais polêmicas no texto da reforma política aprovada pela comissão da Câmara dos Deputados - e que começa a ser votada no plenário nesta terça-feira - é a mudança do sistema eleitoral para o "distritão", um modelo que funcionou no Japão do pós-guerra até o começo dos anos 1990, mas foi extinto por causa do aumento dos gastos e pela inviabilização do debate político.

Caso a proposta passe no Congresso, serão eleitos apenas os deputados e vereadores com maior votação, daí o sistema ser considerado majoritário. Hoje, no chamado sistema proporcional, valem os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos do partido e também pela legenda.

"Esse sistema (distritão) exige um maior investimento financeiro e é preciso ficar de olho, pois pode aumentar as chances de corrupção", afirmou à BBC Brasil Tokuou Konishi, professor e pesquisador do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas da Universidade Meiji em Tóquio, especializado em história e atualidade política do Japão...

De Ewerton Tobace, BBC Brasil

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Os donos do País


Atolados em impopularidade e descrédito, os nossos políticos continuam fornecendo evidências de que desprezam os riscos do seu divórcio litigioso com a opinião pública. Mais que isso, dia sim, outro também, dobram a aposta na certeza de que vencerão a queda de braço com a população, a despeito da crescente impaciência coletiva.

Quanto mais os cidadãos exigem mudanças nos padrões moral e ético de suas excelências, mais são afrontados pelos senhores das casas legislativas e da máquina pública. Há quem suspeite, não sem lógica, que esse alheamento decorre de um fenômeno cósmico: a política brasileira é dominada por seres de outro planeta, de forma física e fisiologia idênticas à humana, mas que se movem segundo outra ordem de interesses e valores. Faz sentido… Afinal, não fosse essa a razão, o que explica a absoluta falta de constrangimento na conduta cotidiana da avassaladora maioria dos parlamentares e governantes? Só nos últimos dias, três episódios deram substância a essa tese. No primeiro, o peemedebista Romero Jucá apresentou projeto proibindo processar os presidentes da Câmara e do Senado por quaisquer crimes – inclusive matar a própria mãe – que tenham cometido antes de ungidos aos respectivos cargos. Desnecessário dizer que os alvos da proteção, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, estão citados nas delações premiadas da Lava Jato...

De Ricardo Boechat, ISTO É

domingo, 15 de novembro de 2015

"Crise é que nem diarreia, vai passar”, diz Lula


O ex-presidente Lula fez uma comparação inusitada ao fazer uma análise sobre a atual crise política e econômica do Brasil a uma diarreia. "A crise é que nem diarreia, vai passar", comparou o líder petista. A declaração foi feita na noite desta sexta-feira (13), em um evento promovido pelo deputado federal Vicentinho (PT-SP) no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).

Lula: “Não podia continuar nascendo criança sabendo quem seria pedreiro e quem seria engenheiro"

Entre amigos sindicalistas, o ex-presidente respondeu sobre críticas ao PT. “O que nós fizemos em 12 anos a elite brasileira não fez em 100”. Ele falou que quem faz política não tem de esperar agradecimento. “Ninguém nos deve nada, não fizemos favor”, disse Lula sobre a gestão petista no governo federal.

“Não podia continuar nascendo criança sabendo quem seria pedreiro e quem seria engenheiro. Nós resolvemos acabar com isso”, declarou o líder do PT, ressaltando que tem orgulho de ser o único presidente da República sem diploma universitário.

De política, ÚLTIMO SEGUNDO

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Barbosa cobra demissão do ministro da Justiça



O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa cobrou, em sua página pessoal no microblog Twitter, que a presidente Dilma Rousseff demita "imediatamente" o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Ao pedir a demissão do ministro da Justiça, Joaquim Barbosa criticou o uso da "política" em processos judiciais, como o da Operação Lava Jato.

Neste sábado, reportagem do jornal "O Globo" informou que Cardozo recebeu, em seu gabinete, três advogados representantes da Odebrecht, construtora investigada pela Lava-Jato.

"Nós, brasileiros honestos, temos o direito e o dever de exigir que a presidente Dilma [Rousseff] demita imediatamente o ministro da Justiça", disse Barbosa em sua página...

De política, TRIBUNA HOJE

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

PT perde, e oposição irá comandar comissão da reforma política



Depois de ficar fora da Mesa Diretora da Câmara e do comando das principais comissões da Casa, o PT também não terá papel de destaque na comissão de reforma política foi instalada na tarde desta terça-feira (10) na Câmara dos Deputados.

Em acordo com o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi eleito para o comando da comissão o deputado Rodrigo Maia (RJ), ex-líder do DEM na Câmara e ferrenho opositor das gestões do PT no governo federal.

A relatoria da comissão ficou com o deputado Marcelo de Castro (PMDB-PI). O PT ficou apenas com a primeira vice-presidência.

Cunha afirmou que o acordo para que o DEM comande a comissão parte do pressuposto de que é preciso que a oposição tenha papel de destaque nas discussões para que não tente inviabilizá-la...

De Ranier Bragon, Márcio Falção, FOLHA DE S. PAULO

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Eduardo Cunha derrota PT e aprova comissão especial para reforma política



BRASÍLIA - O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) venceu o primeiro embate contra o PT e, com a base que ajudou a elegê-lo para a Presidência da Câmara, além do apoio da oposição, conseguiu na noite desta terça-feira garantir a criação de uma comissão especial para a apreciação de uma reforma política.

A disputa entre PT e PMDB na eleição para a presidência da Câmara foi transportada para o plenário da Casa, na discussão da proposta. Diante da decisão de Eduardo Cunha de acelerar a criação de uma comissão especial de uma emenda constitucional de reforma política em plenário, o PT partiu para a obstrução com o apoio de partidos como PCdoB, PRB, PV e PSOL, entre outros. Mais tarde, isolado na obstrução, somente depois das 23h, o PT decidiu recuar.
...

A PEC da reforma política estava parada, há mais de um ano, na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, por obstrução do PT. A PEC contraria o modelo defendido pelo partido. O principal ponto de divergência é quanto ao financiamento de campanha. O PT defende o fim das doações de empresas privadas. A proposta quer incluir essa fonte de contribuição financeira na Constituição, no momento em que a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal já votou pela proibição das doações de empresas. O placar está 6 a 1 e ainda faltam os votos de quatro magistrados...

De Isabel Braga e Júnia Gama, O GLOBO

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Como a polícia de Los Angeles superou má fama e virou modelo para país



Poucas horas depois da absolvição dos quatro policiais que haviam sido filmados espancando um homem negro em Los Angeles, o centro da segunda maior cidade dos Estados Unidos seria tomado por uma multidão que saqueava lojas, incendiava prédios e assaltava motoristas.

O ano era 1992, e a revolta com a decisão judicial desencadearia o maior levante da história recente dos Estados Unidos, encerrado seis dias depois com um saldo de 63 mortos, mais de 11 mil detidos e um prejuízo de cerca de US$ 1 bilhão.

De lá para cá, a polícia de Los Angeles foi submetida a uma refoma considerada por especialistas um exemplo de sucesso. As mudanças foram impostas pelo Departamento de Justiça do governo americano – que se valeu de uma lei que lhe permite intervir em forças estaduais ou municipais que cometam abusos sistemáticos – após o espancamento do operário Rodney King, que havia se recusado a encostar o carro numa abordagem policial.

King sobreviveu aos golpes dos agentes, mas a insurreição forçaria a polícia de Los Angeles a rever uma série de práticas que haviam lhe rendido a fama de ser uma das mais racistas e violentas forças de segurança dos Estados Unidos.

A experiência é lembrada num momento em que pipocam pelo país protestos contra a violência policial e o modo como as corporações tratam negros e latinos. As manifestações foram impulsionadas pela absolvição dos policiais que em 2014 mataram o jovem Michael Brown em Ferguson, Missouri, e o vendedor ambulante Eric Garner em Staten Island, Nova York. Como Rodney King, os dois estavam desarmados e eram negros...

De João Fellet, BBC

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

EUA e Cuba divergem durante conversas para restabelecimento de laços



HAVANA - Estados Unidos e Cuba discordaram sobre a política de imigração nesta quarta-feira na primeira sessão das negociações de alto nível que pretendem restabelecer as relações diplomáticas entre os adversários da Guerra Fria.

Apesar das objeções de Cuba, os norte-americanos prometeram continuar concedendo a imigrantes cubanos uma condição especial que permite a quase todos que cheguem no território dos EUA permanecer no país, enquanto que cidadãos de outras nações são deportados quando chegam em circunstâncias similares.

As negociações continuarão na quinta-feira, e os dois lados devem discutir o restabelecimento das relações diplomáticas e, eventualmente, a retomada plena do comércio e das viagens.

Os dois dias de reuniões são o primeiro contato desde que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu colega cubano, Raúl Castro, anunciaram em 17 de dezembro terem obtido um avanço histórico na retomada das relações depois de 18 meses de negociações secretas...

De Daniel Trotta, REUTERS

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Aécio: 'Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff?


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, criticou, em nota, a nova equipe econômica anunciada por Dilma nesta quinta-feira. O líder tucano disse que as nomeações evidenciaram que há contradições no governo da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) que sinalizam um "governo sem planejamento, que não sabe a direção que vai tomar". "Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff?", questionou o senador.

No texto, Aécio disse que a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) "sabia estar mentindo ao país durante toda a campanha eleitoral" e que, por isso não apresentou um programa de governo. "Como devem estar se sentindo os eleitores que acreditaram na candidata e no seu discurso recheado de bondades, vendo que ela hoje está fazendo tudo o que, durante a campanha eleitoral, disse que não faria?"

Para ele, os nomes foram escolhidos tentando acalmar o mercado e recuperar a credibilidade. Mas que, ao mesmo tempo, ela "afronta" a Lei de Responsabilidade Fiscal ao enviar ao Congresso um novo projeto para a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014, segundo ele "usando como moeda de troca os cargos públicos de sempre".

O senador afirma que é preciso saber com que discurso o governo vai falar ao país, se com o "discurso populista apresentado na campanha", com o "da irresponsabilidade fiscal que afronta o Congresso" ou com o "defendido pelos novos ministros, que contraria todas as teses defendidas pelo PT". "Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff? Refém de tantas contradições, o governo corre o risco de não ter nenhum", diz o senador.

De Estadão, VEJA

sábado, 15 de novembro de 2014

Merval Pereira: Fim de linha





O escândalo maiúsculo da Petrobras vai bater diretamente na política, por que essas empreiteiras incriminadas e esses executivos ora presos estavam ligados umbilicalmente a políticos, e foram colocados lá cada um com seu cada qual, isto é, diretores indicados diretamente por partidos políticos como PT, PP e PMDB.

Por isso mesmo, vai mexer com a estrutura da política brasileira, é um marco que se espera final nesse processo político do jeito que está sendo tocado. Chegamos ao fim da linha, não é possível mais. Prejudica a maior estatal brasileira, prejudica o país economicamente e também na sua imagem de Nação civilizada e moderna, e prejudica a política. É inviável continuarmos nesse processo destrutivo.

O esquema é fundamentalmente de financiamento político, montado no Palácio do Planalto a exemplo do mensalão, para financiar a base congressual governista, e vai bater no ex-presidente Lula e na presidente Dilma, que domina a área de Minas e Energia desde quando era Ministra, no primeiro governo petista.

É claro que alguém coordenou esse trabalho, alguém sabia o que estava acontecendo. Muito difícil imaginar que no Palácio do Planalto ninguém soubesse. No processo do mensalão já havia uma grande desconfiança de que era impossível um esquema daquele tipo sem um alto grau de comando.

Caiu em cima do então ministro Chefe do Gabinete Civil José Dirceu como o último da linha de comando, por falta de condições políticas de chegar mais acima na escala de poder, mas desta vez é complicado dizer que Lula e Dilma nada sabiam. O doleiro Alberto Yousseff já disse em depoimento da delação premiada que os dois sabiam, e a situação está incontrolável.

Como Chefe do Gabinete Civil, Dilma presidiu o Conselho de Administração da Petrobras. Em janeiro de 2010, conforme lembrou ontem em editorial intitulado “Lula e Dilma sempre souberam” o jornal Estado de S. Paulo, Lula vetou os dispositivos da lei orçamentária aprovada pelo Congresso que bloqueavam o pagamento de despesas de contratos da Petrobrás consideradas superfaturadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Aliás, desde 2008 o Fiscobras, relatório consolidado do TCU com as auditorias feitas em obras que recebem recursos federais, chamava a atenção para os desmandos na construção da refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, um projeto em sociedade com o governo venezuelano com Chavez ainda vivo, e que acabou sendo assumido integralmente pelo governo brasileiro. O custo total orçado inicialmente em pouco mais de R$ 2 bilhões, já atingiu R$ 41 bilhões.

Mais impressionante que a abrangência do escândalo da Petrobras é que os corruptores estão sendo presos. O rombo nas contas públicas é fora do padrão, pode envolver R$ 10 bilhões, mas o que está fora dos padrões mesmo, um ponto fora da curva no bom sentido, é a prisão dos corruptores. E a situação ainda vai piorar para o governo e o esquema petista na corrupção.

Em pouco tempo, a lista de políticos envolvidos, deputados, senadores, governadores e ex-governadores estará sendo divulgada. Um dia republicano, sentenciou um promotor envolvido na operação. Os agentes da Justiça envolvidos na investigação do que está sendo conhecido como petrolão, aliás, estão sofrendo pressões de toda sorte.

Alguns delegados, por exemplo, usaram durante a campanha uma rede fechada do Facebook para externarem posições políticas pessoais de críticas ao governo e apoio ao candidato de oposição Aécio Neves, e isto está sendo tratado como prova de que as investigações têm viés político. O ministro da Justiça mandou até mesmo abrir investigação sobre o caso.

Os Procuradores do Ministério Público que atuam no caso saíram em defesa dos delegados, afirmando em nota que a expressão de pensamento pessoal em ambiente fechado é direito constitucional, e não indica que a investigação tenha sido desvirtuada. O juiz Sérgio Moro, responsável pela investigação, aproveitou o despacho em que aprovou as prisões de ontem para defender a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal na condução da investigação.

E também respondeu indiretamente à acusação de que os acusados teriam sido coagidos a assinar os acordos de delação premiada. "A prova mais relevante é a documental. Os depósitos milionários efetuados pelas empreiteiras nas contas controladas por Alberto Youssef constituem prova documental, preexistente às colaborações premiadas, e não estão sujeitas à qualquer manipulação".

De Merval Pereira, O GLOBO

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dilma banca articulação política e refuta entregar ministérios de 'porteira fechada'

BRASÍLIA - Pressionada a fazer uma reforma na equipe para garantir a governabilidade, a presidente Dilma Rousseff avisou ao PT e ao PMDB que não entregará ministérios com "porteira fechada" a nenhum partido da base aliada e disse não ter pressa para mudanças na equipe. A fórmula que permite a ocupação linear de todos os cargos de um ministério pela mesma legenda foi sugerida a Dilma como forma de compensar eventual corte de pastas, em resposta aos protestos de rua, mas ela não deu chance para a cobrança.

"Se forem essas as concessões, não vou fazer. Podem tirar o cavalinho da chuva", disse Dilma durante reunião com 22 deputados que compõem a coordenação da bancada do PT na Câmara, na sexta-feira.
Inconformada com as críticas à articulação política do governo, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, fez um desabafo a um colega, logo após a reunião. "Esse pessoal critica a articulação política do governo, mas vive deixando um currículo e um pedido de cargo na minha mesa. Eu não faço esse tipo de articulação política."
A redução do número de ministérios - hoje em 39 - foi proposta a Dilma por congressistas e dirigentes do PT e do PMDB, nos últimos dias, por ser considerada uma medida de marketing para adoçar a opinião pública. O PMDB do vice Michel Temer reclama de estar sub-representado na Esplanada, com seis ministérios - Minas e Energia, Agricultura, Previdência, Turismo, Aviação Civil e Defesa - enquanto o PT controla 18.
Mesmo assim, em conversas reservadas, peemedebistas dizem que aceitam trocar ministérios menos robustos por diretorias da Petrobrás, de Furnas e da Eletrobrás. Querem, ainda, autonomia para nomear seus indicados "de cima até embaixo" nas pastas que comandam.
Dilma, porém, se recusa tanto a cortar ministérios, nesse momento, como a conceder o que no jargão político se chama de "porteira fechada", incluindo as diretorias de estatais. Até agora, ela prefere insistir no plebiscito sobre a reforma política para reverter o desgaste a investir na redução do tamanho da máquina pública.
Mesmo com a ameaça de partidos aliados, como o PSB, o PDT e o PRB, de não apoiarem o projeto de reeleição presidencial, em 2014, Dilma vem dizendo que não se "intimidará" com pressões por estar em queda nas pesquisas. "Não pensem que estou acuada", afirmou ela na reunião com os petistas, conforme revelou o Estado na semana passada. Até governadores do PSB que rejeitavam a candidatura do colega de Pernambuco, Eduardo Campos, agora dizem ser preciso examinar melhor o quadro político antes de fechar com o PT.
Dilma não confia em que os partidos queiram mesmo cortar na própria carne com a redução de ministérios. Na avaliação da presidente, esse é apenas um discurso para a plateia, nesse momento de crise, tanto que a proposta de "porteira fechada" já ressurge como uma espécie de "contrapartida".
Desastre. Escaldada por sofrer desgaste após chamar de volta para a Esplanada representantes de partidos alvejados pela faxina ética de 2011 - que abateu seis ministros -, Dilma diz ter feito as mudanças justamente para agregar adesões à campanha do segundo mandato. Diante desse quadro, afirmam assessores, não será agora que fará fusões de ministérios.
"Os problemas do governo não são os políticos, mas os tecnocratas, que não têm compromisso com o projeto", afirmou o deputado André Vargas (PT-SP). "Não estamos pedindo cargos nem andamos com currículo na mão para entregar em gabinetes, mas achamos que a articulação política do governo e a comunicação são um desastre."
Para o senador Jorge Viana (AC), o PT precisa arquivar o coro do "Volta Lula" e se unir no apoio a Dilma, que, no seu diagnóstico, deve melhorar urgentemente a relação com o Congresso. "Antecipar a campanha de 2014 já foi um erro. Agora, esse discurso do "Volta Lula" não cabe aqui, porque isso prejudica o governo que está em curso", insistiu Viana, que é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A cobrança por cargos e emendas ao Orçamento voltará a ser apresentada nesta semana, quando entra em votação no Congresso a derrubada dos vetos presidenciais a projetos que causam forte impacto nas contas públicas, como o do fim do fator previdenciário.
O tema foi discutido ontem em duas reuniões de Dilma com ministros, no Palácio da Alvorada. O titular da Fazenda, Guido Mantega, disse não haver mais espaço para desonerações do setor produtivo e defendeu um bloqueio na casa dos R$ 15 bilhões em gastos do Orçamento.
Da primeira reunião com Dilma, ontem, participaram os ministros Gleisi, Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), Aloizio Mercadante (Educação), Paulo Bernardo (Comunicações) e José Eduardo Cardozo (Justiça).Na segunda estavam Mantega, Gleisi, Miriam Belchior (Planejamento) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário), além do senador José Sarney (PMDB).
Gleisi é uma das que vão deixar a equipe de Dilma para ser candidata do PT ao governo do Paraná. Embora a presidente negue mudanças no primeiro escalão, é provável que ela promova uma reforma até dezembro, antes do prazo estabelecido por lei para que candidatos com cargos no Executivo deixem as pastas, em abril de 2014.
No Palácio do Planalto, auxiliares de Dilma calculam que dez dos 39 ministros podem sair no fim do ano. Na lista dos pré-candidatos do PT, dois são dados como praticamente certos na disputa dos maiores colégios eleitorais: Alexandre Padilha (Saúde), em São Paulo, e Fernando Pimentel (Desenvolvimento), em Belo Horizonte.
A maior preocupação de Dilma ao negar a reforma imediata foi abafar rumores sobre a troca de Mantega num momento de alta da inflação, expectativa de novo aumento dos juros e desconfiança do mercado sobre o compromisso do governo com o ajuste fiscal.

De Vera Rosa, O ESTADO DE SÃO PAULO

terça-feira, 25 de junho de 2013

Governo abandona possibilidade de constituinte para reforma política


BRASÍLIA - O governo da presidente Dilma Rousseff abandonou nesta terça-feira a possibilidade de uma assembleia constituinte para a reforma política, após a ideia ser rejeitada até mesmo pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB), anunciou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
De acordo com ele, a falta de tempo hábil para a convocação de uma constituinte e a falta de concordância entre líderes políticos levou o governo a abandonar essa alternativa. A proposta de um plebiscito sobre o assunto, no entanto, está mantida.
"Não temos tempo hábil para realizar uma constituinte", disse Mercadante a jornalistas, lembrando que a possibilidade foi rejeitada por Temer e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
"A convergência possível é o plebiscito", acrescentou o ministro.
De acordo com Mercadante, a população responderá no plebiscito a questões específicas sobre a reforma política e essas questões serão definidas em conjunto por Dilma e por líderes da base e da oposição no Congresso em reunião a ser marcada ainda para esta semana.

De agência REUTERS BRASIL

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dilma defende plebiscito sobre constituinte da reforma política

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda feira que quer debater a convocação de plebiscito que autorize a formação de uma assembleia constituinte específica para a reforma política. A chefe do executivo fez um discurso antes da reunião com governadores, prefeitos e ministros, no Palácio do Planalto, no qual apresentou cinco "pactos" que visam responder a reivindicações da sociedade, expressa nas recentes manifestações de rua vistas em todo o país.
Um dos pactos é o da reforma política, que deve debater a proposta do plebiscito e também dar prioridade ao combate à corrupção. Dilma defendeu uma nova legislação que classifique corrupção como crime hediondo.
Outro deles é o pacto pela Responsabilidade Fiscal e Controle da Inflação, classificado por ela como “perene”. O terceiro é o pacto pela Saúde e os dois restantes, os pactos pelo Transporte Público e pela Educação.
Ao mencionar o pacto pela melhoria na saúde, Dilma defendeu uma aceleração dos investimentos já contratados pelo governo e a contratação de médicos estrangeiros para regiões em que não houver oferta de profissionais brasileiros.
Dilma fez questão de se dirigir à classe médica em seu discurso e dizer que não se trata de uma medida “hostil”, mas “emergencial” e “localizada”, necessária para assegurar a prestação do serviço para todos. A presidente enfatizou que o Brasil é um dos países que menos contrata mão de obra estrangeira nesse segmento.
A presidente defendeu também mais investimentos em metrôs, VLTs e corredores de ônibus, se disse disposta desonerar PIS e Cofins sobre óleo diesel de transportes públicos urbanos e de energia para metrôs. “Esse processo pode ser fortalecido por Estados e municípios com desonerações de seus impostos”, acrescentou a presidente, afirmando ter decidido destinar mais R$ 50 bilhões em investimentos em obras de mobilidade urbana.  Dilma anunciou também a criação do Conselho Nacional do Transporte Público, a fim de conferir maior transparência e controle social das tarifas de ônibus. A intenção é a de obter um “salto de qualidade nos transportes públicos”.
A presidente voltou a defender mais uma vez a destinação de recursos decorrentes da exploração de petróleo para a educação e disse confiar que os parlamentares aprovarão o projeto que tramita em regime de urgência prevendo a aplicação desses recursos em educação.
Ao iniciar sua fala, Dilma afirmou que o governo tem buscado “respostas republicanas e participativas” para os problemas que inquietam a população que tem tomado as ruas em mobilizações definidas pelas presidente como “vozes democráticas”. A presidente citou a situação econômica do país e afirmou que o “Brasil vem passando por ininterrupto e inequívoco processo de mudança”, mas que as mobilizações nas ruas mostram que o país quer serviços públicos de qualidade. “Todos sabemos onde estão os problemas e dificuldades para resolvê-los”, acrescentou a presidente.
Dilma enfatizou, no entanto, que não tolera atos de vandalismo e violência por parte dos manifestantes. "Condenei e alertei em rede nacional que meu governo não vai transigir na manutenção da lei e da ordem". As últimas manifestações, convocadas para protestar contra o aumento do transporte público e dos gastos com a Copa, foram marcadas por episódios de depredação e destruição de propriedades públicas e privadas em várias cidades brasileiras...


De política, jornal VALOR ECONÔMICO

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ceará: Racionamento de água motiva críticas ao givernador e a presidente Dilma

Deputados estaduais voltaram a cobrar ações mais consistentes para minimizar os efeitos da seca no Ceará

A notícia de que 25 cidades no Interior do Ceará estão vivendo com racionamento de água em razão do colapso hídrico, provocado pela estiagem prolongada, segundo destacou em sua manchete o Diário do Nordeste da última terça-feira, reacendeu o debate sobre a seca, na Assembleia Legislativa. Para a maioria dos parlamentares ouvidos, a situação é resultado da falta de planejamento dos órgãos estaduais, uma vez que foram avisados previamente de que as chuvas seriam irregulares este ano.

O racionamento no Interior do Ceará foi informado na segunda-feira pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). A matéria mostrou que, com índices pluviométricos 37,7% abaixo da média e com mais de 70 açudes cearenses em alerta (nível abaixo de 30%), o presidente da Cogerh, Yuri de Oliveira, anunciou que cidades como Beberibe, Canindé, Crateús e Tauá estão passando por racionamento.

Para o presidente da Comissão Especial da Seca da Assembleia Legislativa, deputado João Jaime (PSDB), essa situação é resultado da falta de planejamento e de investimentos em obras que resolvessem, de fato, o problema da falta de água. Segundo ele, a maioria das ações que estão sendo desenvolvidas pelo Governo do Estado não tem resultado imediato, como as cisternas de enxurradas. "Como as pessoas vão conseguir acumular água nas cisternas se não vai chover mais?", indaga.

De acordo com o tucano, os R$ 180 milhões enviados pelo Governo Federal e os R$ 20 milhões de contrapartida do Estado para a construção desses equipamentos deveriam ser investidos em adutoras para levar água dos açudes para as cidades. "O erro do Governo do Estado foi aceitar o que o Federal disse. Já que estava dando contrapartida, deveria ter brigado para que esse dinheiro fosse destinado para a construção de adutoras emergenciais", defende.

O parlamentar cearense lembrou ainda que, além de as cisternas de enxurradas não surtirem efeito imediato para o problema da falta de água, o dinheiro para a construção desses equipamentos está sendo desviado pelas organizações não governamentais (ONGs) responsáveis pela execução da obra. Segundo João Jaime, na conta de apenas uma dessas organizações foram encontrados R$ 5 milhões. "Valor que eu desafio qualquer prefeitura de pequeno porte ter atualmente em caixa"...


De política, jornal DIÁRIO DO NORDESTE

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A Petrobras "é pior que um posto de gasolina de terceira categoria"

Deputado Fernando Hugo (PSDB-CE) ...salientou que o debate sobre a Refinaria está sendo levado para todos os cantos do Estado, mas que até então o presidente da Casa não sabia que a Refinaria seria feita "sem nenhum centavo da Petrobras". Ele ressaltou ainda que a agência internacional S&P, agora, na semana passada, disse que o Brasil está com problemas e que por isso iria rebaixar sua nota.

Segundo ele, o Governo do Estado tenta trazer a Refinaria para o Ceará, mas não tem o apoio da Petrobras, que, afirma, "é pior que um posto de gasolina de terceira categoria. A Petrobras para rodar em maio, pediu R$ 10 bilhões emprestados. Era essa verdade que eu queria que todos soubessem. Quem do Estado do Ceará que não sonha ter uma economia diferente? Eu não sei porque o governador Cid Gomes já não mandou os petistas para a beira do rio"...


De política, jornal DIÁRIO DO NORDESTE

terça-feira, 4 de junho de 2013

Brasil precisa de novos parceiros no comércio internacional

Para a CNI, o país corre o risco de perder mais espaço em seus mercados exportadores se não alterar sua política externa.
Os recentes acordos que têm sido firmados entre economias de peso relevante no comércio mundial, e a ausência do Brasil nesses arranjos, tem preocupado a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A perda de competitividade da indústria brasileira, e a queda nas exportações de semi e manufaturados mostra que o país precisa dar mais atenção às negociações internacionais, pontua a CNI.
A balança comercial brasileira divulgada nesta segunda-feira (3/6) mostrou que, no acumulado do ano, temos o pior desempenho desde o início da série histórica, em 1993.
"O país corre o risco de perder mais espaço em seus mercados exportadores se não entrar no jogo mundial e buscar novas parcerias no comércio internacional", destaca a CNI, em nota.
Chile, Colômbia, México e Peru, que possuem 35% do PIB da América Latina, e 3% do comércio mundial, se uniram recentemente na Aliança do Pacífico.
Além disso, a CNI lembra que o Chile possui preferências tarifárias com 62 países, a Colômbia, com 60, o Peru, com 52, e o México, com 50, enquanto o Brasil tem apenas 22 acordos do tipo...

De relações externas, agência BRASIL ECONÔMICO

Brasil precisa rever política de comércio internacional


A indústria fará pressão por mais acordos internacionais, como mostra matéria publicada hoje no jornal “O Estado de S.Paulo”. O setor passou os últimos anos pedindo mais proteção, e agora percebeu que, na verdade, tem de ter mais integração.
Outro caminho é convencer o Itamaraty e o governo de que têm de fazer uma mudança radical de política, o que é mais difícil.
Até agora, a política foi não fazer acordos bilaterais e apostar que, um dia, a Rodada Doha será bem sucedida, salvando a lavoura e mudando o comércio internacional.
Para fazer mais acordos bilaterais, o governo tem de mudar a estrutura do Mercosul. Tenho ouvido cada vez mais especialistas falando que é preciso dar um passo atrás no bloco, para que ele deixe de ser uma união aduaneira para ser uma zona de livre comércio. Assim, o Brasil poderia fazer novos acordos bilaterais.
O país sempre achou que com acordos desse tipo seria enfraquecida a ideia de uma união aduaneira, mas México, Colômbia, Chile e Peru acabam de mostrar que não com a Aliança do Pacífico. O Brasil está há 20 anos construindo o Mercosul e, às vezes, entre ele e a Argentina há barreiras que nem numa zona de livre comércio são aceitas.
Entrevistei outro dia o economista José Tavares, que explicou que tudo o que aconteceu nos últimos anos não foi união aduaneira, mas zona de livre comércio – acordo para tirar o que cria empecilho ao comércio entre os países envolvidos. Quando há união aduaneira, cada passo que um país quiser dar tem de ser conversado com os outros. 
Temos de tentar simplicar o comércio internacional, não complicar.
O “Estadão” também mostra que os países da América Latina reduziram as compras do Brasil. De 2008 a 2011, o país perdeu US$ 5,4 bi, segundo o jornal.
Na área do comércio internacional, o Brasil tem de rever sua estratégia e talvez redesenhar o Mercosul para que ele tenha um novo modelo. Os especialistas dizem que o Brasil ficou parado, à espera da Rodada de Doha, enquanto o mundo andou.

De Miriam Leitão, jornal O GLOBO

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Polícia busca 'fantasma' que tem contratos com políticos e governos

RIO — Policiais da Delegacia Fazendária (Delfaz) fazem, nesta segunda-feira, uma operação para descobrir um esquema de fraude envolvendo uma empresa criada com documentos falsos que fez negócios com deputados, prefeituras, secretarias estaduais e até com a Polícia Civil. Pela manhã, foram realizadas buscas em quatro endereços em nome da empresa GAP Comércio e Serviços, criada em nome do “fantasma” George Augusto Pereira. Segundo as investigações da Tutela Coletiva do Ministério Público e da Polícia Civil, a empresa teria sido usada para sonegação e lavagem de dinheiro de pelo menos R$33.651.461,24, em contratos.

O inquérito investiga o responsável pela criação de George, o fantasma revelado pela revista "Época". A carteira de clientes da empresa inclui deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) e a Prefeitura de Campos, dois deputados federais, a Alerj, duas secretarias estaduais, a prefeitura de Duque de Caxias, além da própria Polícia Civil. Depois de criada, a GAP foi vendida para Jacira Trabach Pimenta, uma senhora de 69 anos, mãe do atual procurador da empresa, Fernando Trabach Gomes.

Entre os endereços vasculhados na operação desta segunda-feira está um apartamento no Condomínio Golden Green, onde mora Fernando Trabach. O empresário não estava no local, mas o filho, de mesmo nome, acompanhou o trabalho da polícia...


De Elenilce Bottari, com Extra, Rio, jornal O GLOBO